Médicos são presos no interior de SP em fraude de processos trabalhistas

Dois médicos foram presos nesta terça-feira (26), pela Polícia Civil em São Roque (SP) em desdobramento da Operação Hipócritas.

A prisão expedida pelo Ministério Público Federal e aceita pela Justiça Federal de Campinas, também prendeu um médico em Sorocaba (SP).

Iniciada em 2016, as equipes de investigação da operação acompanhavam ação dos dois médicos que  trabalharam como peritos da Justiça do Trabalho na região de Campinas e que estariam articulando versões falsas sobre valores de propinas em que receberam em um esquema de laudos médicos manipulados desde 2007

Na Justiça os dois médicos respondem  pelo crime de corrupção passiva por suposto recebimento de vantagens em processos trabalhistas. Se condenados, a soma das penas poderá chegar a 100 anos de reclusão.

A Polícia informou que a prisão dos dois médicos nesta terça ocorreu com a  colaboração premiada de outro investigado no esquema. A investigação acredita que houve corrupção em mais de mil perícias em processos trabalhistas nos últimos 10 anos.

Segurança eletrônica: SuperSeg inaugura quatro novas unidades

Focada na meta de atingir 30 novas unidades franqueadas até o fim deste ano, a SuperSeg Brasil, especializada em segurança eletrônica, inaugurou nos últimos três meses quatro novas unidades. Depois de Indaiatuba, a rede colocou para funcionar as lojas de Várzea Paulista, Jundiaí e Sorocaba, no interior de São Paulo.

(Divulgação)

André Augusto Prestes de Sanctis é o franqueado da cidade de Sorocaba desde o mês passado. Administrador, trabalhou em grandes empresas multinacionais e desde 2016 atua no setor de segurança eletrônica.

“O que me motivou foi perceber que o mercado de segurança eletrônica tem muita demanda e pouco profissionalismo. Ao contrário da indústria, onde métodos e procedimentos são amplamente estudados e aplicados, no ramo de segurança eletrônica ainda há muito para explorar”, comenta.

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De olho nesse cenário, Rafael Santos Campos começou a trabalhar com sistemas de câmeras há nove meses, mas quando decidiu tocar o próprio negócio, em Várzea Paulista, junto com o pai, optou pela segurança de uma franquia. “Comecei como vendedor. Aprendi sobre equipamentos e vi uma oportunidade fazer o bem para as pessoas, protegendo-as”.

Esta também é a motivação de Bruce Luiz Furlan, além de fazer parte de um mercado promissor. Ele é o dono da unidade da SuperSeg Brasil, em Jundiaí, desde o fim de maio.

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“Cada cliente que entra na loja e traz um depoimento traumático sobre assaltos, furtos, me faz perceber que escolhi o segmento certo para atender uma das maiores necessidades da população”, diz.

A rede tem direcionado a expansão para as regiões sul e sudeste do país, mas mantém negociação aberta com outras áreas do Brasil. “O nosso foco está voltado para cidades com mais de 100 mil habitantes, onde há campo para muitas vendas. No Brasil, 815 mil imóveis têm sistemas eletrônicos de segurança. Há milhões para receber esse tipo de serviço”, explica Evandro Machado, executivo de marketing e web da franquia.

O potencial de crescimento do setor, que expandiu 8%, em média, nos últimos cinco anos, é o que anima os fundadores da SuperSeg. “O Brasil é o 11º país mais inseguro no mundo, segundo dados da Social Progress Imperative, o que faz muita gente, para se proteger, buscar alternativas como a segurança eletrônica. Isso cria um ambiente com grandes chances de negócios nessa área”, comenta Helton Cézar, executivo de finanças e expansão da franquia.

O setor emprega 200 mil pessoas de forma direta e, segundo estimativa da Associação Brasileira de Segurança Eletrônica (Abese), outros 1,7 milhão de empregos indiretos.

“Devemos crescer 2% a mais que o ano passado em função de um pequeno aquecimento no mercado, com destaque para os segmentos de videomonitoramento e portarias remotas”, comenta Selma Migliori, presidente da Abese.

Além das sete unidades já em funcionamento, a SuperSeg tem outras seis lojas em negociação.

Quatro homens são mortos em troca de tiros com policiais militares em Sorocaba(SP)

Quatro homens morreram durante uma troca de tiros com policiais militares na estrada que liga Sorocaba a Iperó (SP), na madrugada desta sexta-feira (19), por volta das 4h30.

Segundo a PM, os suspeitos estavam em dois carros, um deles era do policial rodoviário de Cerquilho (SP) morto após sair do trabalho, na segunda-feira (15). Claudemir Caetano de Oliveira tinha 47 anos e foi baleado ao chegar em casa.

Conforme o boletim de ocorrência, a PM recebeu informações de que o carro roubado do policial estava seguindo em direção a Sorocaba. Equipes montaram uma operação para interceptar o veículo.

Após os policiais darem ordem de parada, os dois carros pararam, os suspeitos desceram e começaram a atirar contra os oficiais, que revidaram. Ainda de acordo com a PM, o Samu foi acionado, mas constatou a morte dos quatro suspeitos no local.

“Agora, as investigações vão ficar a cargo da Polícia Civil. Um deles [suspeito] está identificado e os outros ainda não. A polícia civil que vai ver se eles têm ou não ligação com o latrocínio do policial”, afirma o tenente da PM Estefano Vinícius Torrente.

Um dos suspeitos morto foi identificado como Jean Carlos Ramos de Almeida, de 22 anos, de Tatuí. Os corpos dos quatro homens foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba.

Latrocínio

Claudemir Caetano de Oliveira tinha saído do batalhão, em Tatuí, quando foi abordado por criminosos ao chegar em casa, por volta das 2h de segunda-feira, em Cerquilho.

A mãe do oficial encontrou o corpo dele dentro de casa e acionou a polícia. Uma equipe foi até o local e constatou que a vítima tinha sido atingida por um disparo de arma de fogo no pulmão e que o revólver e carro dele tinham sido levados.

A polícia fez patrulhamento na região, mas nenhum suspeito foi encontrado.