Massagem tântrica faz sucesso como tratamento terapêutico

Cada vez mais utilizada no Brasil, terapia se descola da equivocada visão que sempre a ligou à sexo e erotização, e mostra seus benefícios aos praticantes (Crédito: KeithFLS/istock)

Embora a massagem tântrica seja mais conhecida pelo prazer físico que proporciona aos seus adeptos, ela vem ganhando espaço no mercado de saúde e bem-estar em função dos benefícios terapêuticos gerados em homens e mulheres, especialmente como tratamento para traumas e gatilhos físicos e psicológicos.

As técnicas envolvidas nesta terapia não podem ser resumidas em uma ou algumas sessões de massagem. O processo é composto também por uma avaliação prévia do perfil do praticante, com o objetivo de identificar questões pessoais que possam mostrar ao profissional que o atende, o melhor caminho para se atingir os resultados esperados.

A massagem tântrica expande a sensibilidade e desenvolve o alcance do orgasmo, promovendo uma reeducação sensorial ampliada. Enquanto o primeiro aspecto eleva as sensações localizadas na pele e nos músculos sexuais, o segundo revigora e associa os músculos sexuais às outras cadeias musculares do corpo.

No geral, a terapia proporciona aos adeptos novas sensações e prazeres, porque modifica a estrutura bioelétrica corporal. Da mesma forma, revela qualidades de orgasmos até então desconhecidas para o praticante, que passa a provar uma intensidade diferente das usualmente conhecidas.

Entretanto, a massagem tântrica tem sido elevada a um patamar diferenciado porque é cada vez mais comum a procura por suas manifestações de curas físicas, emocionais e mentais, por meio da sensibilização pelo prazer e afeto.

Muita gente não sabe, mas a massagem tântrica tem ajudado milhares de pessoas ao redor do mundo, levando-as a reencontrar sua expressão verdadeira e libertando-as de traumas e situações repressoras do passado.

A massagem tântrica é dividida em quatro fases – Sensitive Massagem, Êxtase Total Massagem, Yoni & Lingam Massagem e G-Spot & P-Spot Massagem.

Para começar, a Sensitive Massagem visa tirar o foco dos genitais, mostrando ao adepto que o corpo é a fonte de prazer, é todo orgástico. Desperta a bioeletricidade, trabalhando com grupos musculares na reação reflexo-neurológica do prazer e do orgasmo. 

A segunda fase, Êxtase Total Massagem, associa o prazer dos órgãos genitais ao restante do corpo, levando a pessoa a descobrir e desenvolver o potencial orgástico de todo o corpo – definitivamente transformando sua sexualidade.

A etapa seguinte, Yoni & Lingam Massagem, trabalha no desenvolvimento neuromuscular dos genitais, levando-os a produzir e sustentar bioenergia. O massagista atua intensamente na tonificação muscular da região genital, promovendo a experiência de orgasmos múltiplos sob uma nova perspectiva proprioceptiva.

A quarta e última fase, G-Spot & P-Spot Massagem, explora o hiper-orgasmo e a supraconsciência. Neste momento, o corpo já chegou a um patamar ideal para atingir estados mais elevados de percepção, chegando-se a uma condição de transcendência e de expansão da consciência.

Com todas essas características, a massagem tântrica atua internamente no indivíduo, desmontando todas as expectativas, travas, compulsões e neuroses que a vida sexual normalmente ativa no corpo. Desta forma, a terapia acaba fortalecendo o praticamente física e mentalmente.

*Com informações de Web Dinâmica

Cloroquina será usada em tratamentos em SP

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou ontem (9) que a Secretaria Municipal da Saúde vai incluir a cloroquina como uma das formas de tratamento para o coronavírus nos hospitais municipais. No entanto, lembrou que o uso da substância só é autorizado para pacientes internados e sob duas condições, quando houver prescrição do médico e desde que o uso seja autorizado formalmente pelo paciente ou por sua família.

“Já determinei à Secretaria de Saúde para que ela possa adquirir mais desse material. Temos hoje 6 mil cápsulas à disposição. Como cada paciente precisa de seis, já temos medicamentos para tratar mil pessoas que estejam internadas”, disse o prefeito.

“Ainda não é possível ser uma política pública porque não temos ainda pesquisas concluídas [sobre a eficiência do medicamento]. Mas havendo prescrição do médico e a concordância do paciente, a secretaria passou a integrar esse medicamento no protocolo de atendimento da covid-19”, disse Covas.

Infectologista

Quarta-feira (8), em entrevista coletiva, o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, disse que o uso da cloroquina deve ser feito com muito cuidado, já que se trata de um medicamento com efeitos colaterais. “A cloroquina está indicada para pacientes internados, desde que prescrita pelos médicos com aceite formal assinado pelo paciente. Temos enorme experiência com a cloroquina. Ela é usada há muitos anos no tratamento da malária. É uma droga importante, mas com efeitos colaterais, não desprezíveis. Ela deve ser utilizada sob prescrição e observação médica”, disse Uip, ressaltando que sua eficiência ainda não foi comprovada cientificamente.

Também quarta (8), o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, disse que São Paulo já recebeu 200 mil comprimidos de cloroquina, que estão sendo distribuídos para uso nos hospitais públicos.

Após sangramento no fígado, Bruno Covas está na UTI

Por Camila Boehm

(Arquivo/Eduardo Ogata/Fotos Públicas)


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, foi internado nesta quarta-feira (11) na unidade de tratamento intensivo (UTI) do Hospital Sírio-Libanês devido à ocorrência de um sangramento no fígado após procedimento para demarcação da lesão tumoral. A internação tem como objetivo o monitoramento constante do paciente.

Bruno Covas faz tratamento contra um câncer diagnosticado na região do estômago.

De acordo com boletim médico, o sangramento foi controlado por arteriografia e embolização do foco de sangramento, procedimento considerado minimamente invasivo pelo hospital.

Tratamento

Bruno Covas foi internado no dia 23 de outubro no Sírio-Libanês para tratamento de uma erisipela. Dois dias depois, os médicos diagnosticaram uma trombose venosa das veias fibulares e exames subsequentes apontaram tromboembolismo pulmonar e câncer. O prefeito foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer na região de transição do esôfago para o estômago, além de uma metástase no fígado e uma lesão nos linfonodos.

Segundo o médico Roberto Kalil, integrante da equipe que acompanha Covas, a parte cardiológica está bem. “O estado geral do prefeito é ótimo, a parte cardíaca que tinha aqueles coágulos foi resolvida, o ecocardiograma está normal, e as notícias são extremamente otimistas”, afirmou.

O prefeito continuou no cargo durante o tratamento, despachando e fazendo reuniões de trabalho no próprio hospital. No dia 18 de novembro, ele voltou a despachar da sede da prefeitura.

Exames mostram redução dos tumores de Bruno Covas

Por Ludmilla Souza

Bruno Covas, prefeito de São Paulo (Arquivo/Leon Rodrigues/Prefeitura de SP)


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, começa, nesta terça-feira (10), um novo ciclo de quimioterapia, no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Covas faz tratamento contra um câncer diagnosticado na região do estômago.

A equipe médica do hospital informou que o prefeito está bem fisicamente e emocionalmente, disposto e que teve uma resposta expressiva às três primeiras sessões. “Ele está com a saúde ótima, realizando quimioterapia praticamente sem nenhum efeito colateral. Os exames de imagem mostraram um regressão expressiva das lesões”, disse o oncologista Tulio Pfiffer.

Segundo a equipe médica, Bruno Covas tem se alimentado bem, vem fazendo exercícios e a única restrição ao prefeito é que ele evite aglomeração. “A orientação da equipe continua a mesma, o limite dele é ele que impõe, e evitando as grandes aglomerações”, disse o médico David Uip.

O oncologista informou ainda que no tumor da transição esofogástrica, a endoscopia mostrou que está cicatrizando, os linfonodos estão diminuindo de tamanho e que a única lesão que ele tem no fígado está tendo resposta expressiva.

“Dessa forma, em time que está ganhando não se mexe. A gente vai continuar com o mesmo protocolo de quimioterapia até completar o total de quatro meses no início de fevereiro”, disse Tulio Pfiffer.

Assim como as três primeiras sessões, esta quarta sessão de quimioterapia terá a duração de 30 horas. A previsão de alta dependerá da avaliação médica após o tratamento.

Tratamento

Bruno Covas foi internado no dia 23 de outubro no Hospital Sírio-Libanês para tratamento de uma erisipela. Dois dias depois, os médicos diagnosticaram uma trombose venosa das veias fibulares e exames subsequentes apontaram tromboembolismo pulmonar e câncer. O prefeito foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer na região de transição do esôfago para o estômago, além de uma metástase no fígado e uma lesão nos linfonodos.

Segundo o cardiologista Roberto Kalil, a parte cardiológica está bem. “O estado geral do prefeito é ótimo, a parte cardíaca que tinha aqueles coágulos foi resolvida, o ecocardigrama está normal, as notícias são extremamente otimistas”.

O prefeito continuou no cargo durante o tratamento, despachando e fazendo reuniões de trabalho no próprio hospital. No dia 18 de novembro, ele voltou a despachar da sede da prefeitura.

Bruno Covas faz segunda sessão de quimioterapia

Por Flávia Albuquerque

Bruno Covas faz tratamento contra câncer (Arquivo/Leon Rodrigues/Prefeitura de SP)


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, inicia hoje (12), o segundo ciclo de quimioterapia infusional. Segundo o boletim médico, a duração prevista para o procedimento é de 30 horas. A primeira sessão foi administrada no dia 30 de outubro. No total, serão três sessões e depois disso os médicos farão nova avaliação do quadro do paciente.

O prefeito foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer maligno, na região do cardia, na transição do esôfago para o estômago, além de uma metástase no fígado e uma lesão nos linfonodos.

O boletim médico informa ainda que os trombos estão sob controle e já diminuíram, por isso a medicação anticoagulação, que era por via intravenosa, passou a ser administrada por via subcutânea.

Covas foi internado no dia 23 de outubro para o tratamento de uma erisipela. No dia 25, foi diagnosticada uma trombose venosa das veias fibulares e exames subsequentes diagnosticaram tromboembolismo pulmonar e o câncer.

O prefeito decidiu continuar no cargo durante o tratamento, despachando e fazendo reuniões de trabalho no próprio Hospital Sírio-Libanês, onde está internado.

O prefeito está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo professor dr. David Uip, prof. dr. Roberto Kalil Filho, prof. dr. Raul Cutait, dr. Artur Katz, dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, dr. Cyrillo Cavalheiro Filho e dr. Andre Echaime Vallentsits Estenssoro.

Em tratamento, Covas vai permanecer no cargo

Por Bruno Bocchini

Bruno Covas, prefeito de São Paulo (Arquivo/Leon Rodrigues/Fotos Públicas)


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse ontem (29) que vai continuar no cargo durante o tratamento que está realizando para combater o câncer. Covas, que está fazendo desde as 9 h desta terça-feira a primeira sessão de quimioterapia, ressaltou que está despachando e fazendo reuniões de trabalho no próprio Hospital Sírio-Libanês, onde está internado.

“Os médicos me autorizaram, a gente continua a governar a cidade de São Paulo, hoje mesmo tive reunião com secretários municipais, despachei aqui do hospital mesmo. Enfim, é vida que segue, colocando não apenas a minha saúde, mas a cidade de São Paulo em primeiro lugar”, disse o prefeito em um vídeo publicado em suas redes sociais.

“A cidade não pode parar, a cidade não tem como ficar em segundo plano, e eu tenho certeza que a gente vai conseguir tocar as duas coisas, vamos vencer esse câncer, e vamos continuar a governar a cidade de São Paulo”, acrescentou.

A primeira sessão de quimioterapia, iniciada na manhã de hoje, deverá se estender por cerca de 30 horas contínuas. Concomitante ao tratamento, no começo da tarde, Covas recebeu os secretários do Governo, Mauro Ricardo, e da Fazenda, Philippe Duchateau, para tratar sobre o plano de execução orçamentária do município. Em seguida, o prefeito se reuniu com o secretário de Comunicação, Marco Antonio Sabino. 

Ele também teve reunião com o chefe de gabinete, Vitor Sampaio, e com o secretário-executivo, Gustavo Pires. Pela manhã, o prefeito recebeu a visita do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Na agenda de amanhã (30) do prefeito há seis reuniões marcadas, no período das 11 h às 16 h, no Hospital Sírio-Libanês. 

Com câncer e metástase no fígado, Bruno Covas inicia tratamento

Por Ludmilla Souza 

Bruno Covas, prefeito de São Paulo (Arquivo/Leon Rodrigues/Fotos Públicas)


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer maligno, situado na região do cardia, na transição do esôfago para o estômago. Através de exame pet scan realizado no último domingo (27), ainda foi descoberta uma metástase no fígado e uma lesão no linfonodo. Ele está internado desde a quarta-feira (23) no Hospital Sírio-Libanês.

Ele também realizou no domingo uma videolaparoscopia — procedimento cirúrgico para visualizar a cavidade abdominal e aprofundar o diagnóstico.

O prefeito deu entrada no dia 23 para o tratamento de uma erisipela. Na sexta-feira (25), ele foi diagnosticado com trombose venosa das veias fibulares e exames subsequentes diagnosticaram tromboembolismo pulmonar.

Em coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira (28), a equipe médica informou que Bruno passará por tratamento quimioterápico.

De acordo com o médico infectologista David Uip, o prefeito está bem fisicamente e emocionalmente. “Ele está ótimo, não tem sintomas, está animado, disposto e confiante”. O médico ainda completou que os achados vieram de uma investigação proativa. “Ele não tem qualquer sintoma, jamais apresentou qualquer sintoma digestivo, não emagreceu, foi realmente um achado de sorte”, disse Uip.

Segundo o médico cardiologista Roberto Kalil, a investigação se deu por conta de um protocolo de investigação quando há o quadro do tromboembolismo.

“Um paciente com uma trombose em um membro inferior, jovem, pesquisamos outras causas além do simples fato de ser postural, ficar com a perna muito para baixo, e não é o caso dele que é muito ativo. Então faz parte da investigação de embolia de pulmão em jovem procurar neoplasia e feita a tomografia já mostrou uma lesão no estômago. A completamentaçao dos exames confirmou o diagnóstico”, explicou o cardiologista.

O médico cirurgião digestivo Raul Cutait explicou que a lesão é totalmente assintomática. “A lesão não chegou a trazer nenhuma dificuldade para alimentação, deglutição nesse sentido. Há um linfonodo que está adjacente e um único nódulo hepático. Nessas condições o tratamento de escolha é o tratamento quimioterápico, por meio desse exame se pode englobar a doença toda ao mesmo tempo”.

Tratamento

Segundo o oncologista clínico Tulio Eduardo Pfiffer o tratamento será intenso. “Como ele é jovem, forte e motivado, vamos optar por um tratamento de quimioterapia mais intenso, envolvendo três remédios, infusional, que dura em torno de 36 horas cada ciclo. A média de um ciclo a cada duas semanas. O tratamento é eficaz e os resultados clínicos cada vez melhores”.

De acordo com o médico David Uip, Covas fica internado pelo menos até o fim da semana e por enquanto vai despachar do hospital. A equipe explicou que o tratamento poderia ser feito de forma ambulatorial, mas como ele está internado para tratar a embolia já iniciará o tratamento quimioterápico no hospital.

Não há previsão que ele deixe o cargo para realizar a quimioterapia. ” Ele disse para mim que tem a responsabilidade de ficar no cargo enquanto possível e terá a responsabilidade de deixar o cargo se precisar”, disse o médico David Uip.

Bruno Covas, que tem 39 anos, está no cargo desde abril de 2018, quando o então prefeito João Doria renunciou para disputar a eleição ao governo do estado.

USP cria tratamento que fez desaparecer células de linfoma

Por Bruno Bocchini 

Vamberto Castro, de 62 anos (Usp/via Agência Brasil)


Pela primeira vez na América Latina, médicos da Universidade de São Paulo (USP) realizaram com sucesso um tratamento com o uso de células T alteradas em laboratório para combater células cancerígenas de linfoma. Chamado de terapia celular CAR-T, o procedimento já é adotado nos Estados Unidos como “último recurso” para tratar linfomas e leucemias avançadas.

O tratamento, realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, no interior paulista, foi aplicado, no início de setembro, o aposentado Vamberto Castro de 62 anos, com linfoma em estado grave e sem resposta a tratamentos convencionais para a doença.

“O paciente tinha um câncer em um estágio terminal, já tinha sido submetido a quatro tipos diferentes de tratamento, sem resposta. Estava no que nós chamamos tratamento compassivo, que é tratamento sintomático, esperando o desencadear normal, que é o óbito. Estava na fila dos sem possibilidade de tratamento”, lembra o médico Dimas Tadeu Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP.

Cerca de 20 dias após o início do tratamento, a resposta de saúde do paciente foi promissora: os exames passaram a mostrar que as células cancerígenas desapareceram. “Ele teve essa resposta quase milagrosa. Em um mês, a doença desapareceu. Para essa situação, existem experiências americanas [que mostram] que o índice é superior a 80% de cura. Pacientes que estavam condenados, como esse do nosso caso, têm 80% de chance de cura com uma única aplicação desse tratamento”, destaca o médico.

“Daí a sua característica revolucionária. As pessoas não acreditam na resposta tão rápida em um curto espaço de tempo”, acrescenta Covas. O paciente, que deve ter alta no próximo sábado (12), será acompanhado por uma equipe médica, por pelo menos 10 anos, para que se saiba a efetividade do procedimento.

Terapia celular CAR-T

O linfoma combatido com o novo tratamento é um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. O paciente sofria de uma forma avançada de linfoma de células B, que não havia respondido a nenhum dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia indicados para o caso. O prognóstico era de menos de um ano de vida.

Diante da falta de resultado das terapias convencionais disponíveis, o doente foi autorizado a se submeter ao tratamento com as chamadas células CAR-T, ainda em fase de pesquisa. A aplicação do novo procedimento foi coordenado pelo médico hematologista Renato Cunha, pesquisador associado do Centro de Terapia Celular da USP, que conta com apoio pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A forma de terapia celular usada em Ribeirão Preto é a CAR-T, na qual as células T do paciente (um tipo de célula do sistema imunológico) são alteradas em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerígenas ou tumorais. O termo CAR refere-se a um receptor de antígeno quimérico (chimeric antigen receptor, em inglês).

“A terapia consiste em modificar geneticamente células T para torná-las mais eficazes no combate ao câncer. Esta forma de terapia celular é justamente indicada para aqueles casos que não respondem a nenhuma outra forma de tratamento,” explica Cunha.

Depois que as células T do paciente foram coletadas e geneticamente modificadas, a equipe de Cunha as reinjetou na corrente sanguínea, num procedimento chamado infusão. “Feito isto, as células T modificadas passaram a se multiplicar aos milhões no organismo do paciente, fazendo com que o sistema imune deste passasse a identificar as células tumorais do linfoma como inimigos a serem atacados e destruídos.”

De acordo com o hematologista, os resultados da terapia celular para o tratamento das formas mais agressivas de câncer são tão espetaculares, que seu desenvolvimento rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 2018. Os premiados foram os dois pioneiros da terapia celular, o norte-americano James Allison e o japonês Tasuku Honjo.

Vitória da saúde pública

Dimas Covas disse que a realização com sucesso do tratamento no Brasil significa um avanço científico, econômico, social e do setor de saúde pública.  “Nós temos vários avanços. Primeiro, o avanço científico – nós conseguimos fugir das grandes companhias, das patentes das multinacionais, porque isso é um desenvolvimento próprio, brasileiro. Segundo, isso é feito dentro de um instituto público – é um tratamento destinado aos pacientes do setor público, do SUS [Sistema Único de Saúde].”

“Hoje, nos Estados Unidos, existem só duas companhias que oferecem esse tratamento. Em outras partes do mundo, ele ainda não está disponível. Poucos países do mundo têm esse tipo de tratamento sendo ofertado a população, principalmente na área pública”, enfatizou o médico. 

Ele informou que, nos Estados Unidos, a produção das células a partir da qual é feito um único tratamento custa US$ 400 mil. E o paciente tem os gastos da internação em unidade de transplante e demais despesas médicas. O tratamento completo chega a US$ 1 milhão para uma única pessoa. “Aí se tem uma ideia do impacto que isso causaria no Brasil se não houvesse uma tecnologia nacional disponível. Como é um desenvolvimento da área pública, a terapia poderá ser disseminada para outros laboratórios. Esse conhecimento que nós adquirimos pode ser replicado em outros laboratórios e com outros tipos de tratamento”, ressaltou.

Antes de ser disponibilizado no SUS, o procedimento deverá cumprir os requisitos regulatórios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pesquisa deverá incluir mais 10 pacientes nos próximos seis meses, mas ainda não há prazo para que o tratamento seja feito em larga escala. Segundo Covas, isso deve ocorrer na medida em que ocorram adaptações nos laboratórios de produção, o que exigirá investimentos. “O conhecimento está disponível, agora é uma questão de definir a estratégia para que isso aconteça.” Ele destacou ainda que, “felizmente”, os investimentos necessários para ampliação da capacidade produtiva são “de pequena monta, da ordem de R$ 10 milhões”.

A capacidade brasileira atual é de fazer um tratamento por mês. “Nós estamos demonstrando que dominamos a tecnologia, porque o paciente respondeu, então, ela funciona, o produto atingiu o que se esperava dele. Agora é o seguinte: isso é produzido em um laboratório, nós temos capacidade de produção, de tratamento, de um por mês, porque ele é um processo laboratorial”, concluiu o coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Governo autoriza e remédios ficam mais caros a partir de hoje

O preço dos remédios vendidos no país pode aumentar até 4,33% a partir desta segunda-feira (01). O valor, definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, ficou acima da inflação de 2018, que fechou o ano em 3,75%.

De acordo com o Ministério da Saúde, o percentual é o teto permitido de reajuste. Cada empresa pode decidir se vai aplicar o índice total ou menor. Os valores valem para os medicamentos vendidos com receita.

Ainda segundo a pasta, o cálculo é feito com base em fatores como a inflação dos últimos 12 meses – o IPCA, a produtividade das indústrias de remédios, o câmbio e a tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos publica, todo mês, no site da Anvisa, a lista com os preços de medicamentos já com os valores do ICMS – o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, que é definido pelos estados.

As empresas que descumprirem os preços máximos permitidos ou aplicarem um reajuste maior do que o estabelecido podem pagar multa que varia de R$ 649 a R$ 9,7 milhões.

Tuberculose mata 4,5 mil pessoas por dia no mundo

Por  Paula Laboissière 

(Arquivo/Carol Garcia/AGECOM Bahia)

No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado ontem (24), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a doença mata, diariamente, quase 4.500 pessoas em todo o planeta e permanece com o status de doença infecciosa mais mortal do mundo. Os números mostram ainda que 30 mil pessoas são acometidas pela tuberculose todos os dias.

De acordo com a OMS, esforços globais para combater a doença salvaram 54 milhões de vidas desde o ano 2000 e reduziram a mortalidade em 42%.

A campanha, este ano, reforça a urgência de colocar em práticas compromissos assumidos por líderes globais, como ampliar o acesso à prevenção e ao tratamento; garantir financiamento sustentável, inclusive para pesquisas; e promover o fim do estigma e da discriminação.

“Neste Dia Mundial de Combate à Tuberculose, a OMS pede a governos, comunidades afetadas, organizações da sociedade civil, prestadores de serviços de saúde e parceiros nacionais e internacionais que unam forças”, informou a Organização Mundial da Saúde, destacando a importância de se garantir que “ninguém seja deixado para trás”.

Números da doença no Brasil

Em 2017, o Brasil registrou 34,8 casos de tuberculose por 100 mil habitantes. Foram anotados ainda 4.534 óbitos pela doença, resultando em um coeficiente de mortalidade de 2,2 mortes por 100 mil habitantes.

O país, de acordo com o Ministério da Saúde, atingiu os chamados Objetivos do Milênio de combate à tuberculose, que previam reduzir, até 2015, o coeficiente de incidência e de mortalidade da doença em 50% quando comparado aos resultados de 1990. Em 2018, entretanto, houve 72,8 mil casos novos no país.

“Apesar de ter avançado, o brasileiro deve ficar sempre alerta”, destacou o ministério, ao reforçar a importância de se começar o tratamento o quanto antes. A terapia de combate à tuberculose está disponível gratuitamente em unidades públicas de saúde e mantê-la até o final é essencial para atingir a cura da doença.

O que é a tuberculose

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões, mas também pode acometer órgãos como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

Embora seja uma doença passível de ser prevenida, tratada e curada, ela ainda mata cerca de 4,7 mil pessoas todos os anos no Brasil.

Os sinais e sintomas mais frequentes incluem tosse seca ou com secreção por mais de três semanas, podendo evoluir para tosse com pus ou sangue; cansaço excessivo e prostração; febre baixa geralmente no período da tarde; suor noturno; falta de apetite; emagrecimento acentuado; e rouquidão.