EUA desaconselham viagens a 80% dos países do mundo

O Departamento de Estado dos EUA informou na segunda-feira (19/04) que ampliará significativamente a lista de locais para os quais não recomenda viagens aos americanos, que passará a incluir cerca de 80% dos países do mundo.

Hoje há 34 países no nível 4, para os quais a recomendação é não viajar, incluindo Brasil, Argentina, Haiti, Rússia, Moçambique, Tanzânia, Quênia e Kosovo. Para chegar a 80% dos países do mundo, mais cerca de 130 países serão acrescentados à lista.

O governo americano afirmou haver um risco “sem precedentes” para os viajantes devido à pandemia de covid-19, mas disse que a mudança não significa uma reavaliação da situação sanitária de países específicos.

Segundo o Departamento do Estado, a ampliação ocorrerá na próxima semana e “reflete um ajuste” no seu sistema, que dará mais peso às avaliações epidemiológicas feitas pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Além da taxa de infecção, é considerada a disponibilidade local de testes e tratamento.

O órgão também pediu que os americanos que tenham feito planos de viagens internacionais reconsiderem sua decisão, mesmo que para países fora do nível 4.

A maioria dos americanos já está impedida de viajar para a maioria dos países da Europa devido a restrições ligadas à pandemia. O governo dos EUA também impede a entrada de praticamente todos os não cidadãos americanos que estiveram recentemente na maior parte da Europa, no Brasil, na China, na África do Sul e no Irã.

Viagens domésticas desestimuladas

No início de abril, o CDC disse que pessoas que concluíram sua vacinação contra a covid-19 poderiam viajar dentro dos Estados Unidos expostos a um “baixo risco”, mas a diretora do órgão Rochelle Walensky desestimulou os americanos a fazerem isso por causa do ainda alto número de casos pelo país.

“Sabemos que neste momento temos um aumento no número de casos. Minha orientação é contrária a viagens em geral”, afirmou Walensky. “Não estamos recomendando viagens neste momento, especialmente para indivíduos ainda não vacinados.”

Vacinação acelerada

Os Estados Unidos são um dos países cuja campanha de vacinação avança com mais rapidez. No domingo, o CDC informou que quase 130 milhões de pessoas com 18 anos ou mais foram vacinadas com pelo menos uma dose até o momento, o que representa 50,4% de todos os adultos do país.

Cerca de 84 milhões, ou 32,5% da população adulta, já estão completamente imunizados – seja com as duas doses das vacinas que requerem duas aplicações, seja com uma dose única do imunizante da farmacêutica Johnson & Johnson.

Ao todo, os EUA aplicaram 109 milhões de doses da vacina da Pfizer-Biontech, 92 milhões de doses do imunizante da Moderna e 7,9 milhões da vacina de dose única da Johnson & Johnson.

Por Deutsche Welle
bl/cn (Reuters, AP)

Empresários do turismo no Vale do Ribeira participam de encontro com a CVC

Um grupo de 70 empresários do Vale do Ribeira – região que abrange parques naturais com cachoeiras e cavernas, trilhas, culinária típica e produção agrícola sustentável, praias desertas e cidades históricas – participou de um encontro virtual com a área de produtos terrestres da CVC Corp. A iniciativa, da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, visa aproximar os atrativos regionais e as grandes organizações de viagens.

O Vale do Ribeira, conhecido principalmente por ser a maior reserva de Mata Atlântica do País, é uma das prioridades para os projetos de desenvolvimento do Governo do Estado. “Para nós, é o Vale do Futuro, com potencial comercial qualificado, principalmente em eco e aventura”, lembra Vinicius Lummertz, secretario estadual de Turismo. “Não é para roteiros de massa, mas sim para os viajantes que procuram o contato com a natureza preservada, com incrível proximidade com a capital paulista”.

O foco da reunião, coordenada por Luis Sobrinho, também da Setur-SP, foi na estruturação de produtos, parcerias e promoção, nos mercados nacional e argentino. Além dos empresários e da operadora, participaram também representantes da Coordenação Regional do Programa Vale do Futuro, do Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Vale do Ribeira e Litoral Sul (Codivar), do SebraeSP e da Associação Paulista das Cidades Estância do Estado de São Paulo (Aprecesp).

Pelo Grupo CVC Corp, apresentando a filosofia de trabalho e as possíveis parcerias por meio de suas 10 empresas do segmento de Turismo, falaram Luciene Luna, gerente de Produtos Terrestres São Paulo, e Luciano Oliveira, Sourcing/Litoral SP.

Por Gov. de SP

Chocolates, peixes e hotéis: setores sofrem pelo agravamento da pandemia

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Com a pandemia de covid-19 forçando estados e municípios a adotarem medidas que limitam a circulação de pessoas e o funcionamento de estabelecimentos, comerciantes buscam formas de aproveitar a Semana Santa para incrementar as vendas e faturar.

Na tradição católica, a semana em que se celebra a Sexta-Feira Santa e a Páscoa exalta a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Em tempos normais, a data impulsiona não só as vendas do comércio – principalmente de pescados e de chocolates -, como também o turismo doméstico, já que a sexta-feira é feriado.

No entanto, pelo segundo ano consecutivo, a celebração ocorre em meio às restrições que afetam não só as cerimônias religiosas, como também as atividades comerciais. Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas no varejo em geral devem ser 2,2% inferiores às de 2020, movimentando cerca de R$ 1,62 bilhão – o que, se confirmado, seria o pior resultado desde 2008.

Em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, afirmou que a retração nas vendas deste ano se deve não só às restrições de funcionamento do comércio, mas também ao fato de que parte da população viu sua renda cair em um momento em que a desvalorização do real frente ao dólar encareceu a importação de alguns produtos típicos. Segundo a confederação, a quantidade de chocolates importada (2,9 mil toneladas) é a menor desde 2013. A de bacalhau (2,26 mil toneladas), a mais baixa desde 2009.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), Ubiracy Fonsêca, os fabricantes de chocolate tiveram que levar em conta a perda de poder aquisitivo de parte dos consumidores para pensar suas estratégias de vendas, mas, ainda assim, o setor está otimista.

“A perda de poder aquisitivo é real. Há muita gente sem emprego, sem poder trabalhar. Tendo isso em vista, as fabricantes de chocolate procuraram oferecer produtos acessíveis à população. Quem não puder comprar um ovo de Páscoa, pode adquirir uma barra de chocolate. A estratégia do setor é oferecer o que o mercado quer”, disse Fonsêca à Agência Brasil.

A quatro dias do domingo de Páscoa, Fonsêca destacou que a indústria de chocolates previa criar, direta e indiretamente, 11.665 vagas de trabalho temporário e superar as 8,5 toneladas vendidas em 2020. Metas que, segundo ele, vão ser atingidas.

“Apesar das dificuldades, estamos otimistas. Até porque, cerca de 80% das vendas de ovos de Páscoa acontecem nos supermercados, que estão funcionando normalmente em quase todo o país. Além disso, muitos comerciantes se prepararam para atender aos consumidores pela internet”, comentou o presidente da Abicab, garantindo que as vendas online, que já vinham crescendo ano a ano, deram um salto após o início da pandemia.

O gerente de Marketing, Francisco Alves de Faria Neto, confirma a importância do comércio digital. Com duas lojas físicas no Distrito Federal e uma clientela estabelecida ao longo de 20 anos, a Casa do Chocolate expandiu suas vendas para outras unidades da Federação graças à tecnologia.

“Tivemos um aumento das vendas online de cerca de 70% em comparação à Páscoa do ano passado, quando lançamos o site, em meio à pandemia, que nos fez acelerar o processo”, comentou Neto, acrescentando que o comércio eletrônico já representa metade de todas as vendas da empresa.

De acordo com o gerente, também as vendas nas lojas físicas, autorizadas a funcionar por comercializarem alimentos, “vão indo bem”, embora chocolates mais caros, principalmente os importados, tenham vendido menos que o esperado. “Baixou muito o giro de vários dos itens importados que vendemos. Tanto que tivemos que colocar produtos em oferta para não perder mercadoria. Mas, em geral, vendemos muito bem nas últimas semanas.”

PESCADOS

(Susan Horas/via Agência Brasil)

Em Santos (SP), onde o funcionamento de boa parte do comércio e serviços está suspenso até o domingo (4), os comerciantes do tradicional Mercado de Peixes tiveram que se organizar para levar os produtos ainda frescos até a casa dos clientes, que passaram a fazer suas compras por telefone. Ainda assim, de acordo com Alex Vieira, dono de um dos 20 boxes em funcionamento no local, muitos viram as vendas caírem drasticamente.

“No nosso caso, as vendas caíram em torno de 60% a 70%”, afirmou Vieira, cuja família está no ramo há cerca de 40 anos. “Esta é uma situação totalmente nova para todo mundo, incluindo os clientes. Muitos, que comem peixe sempre e são nossos fregueses há tempos, nos telefonaram e anteciparam seus pedidos, mas há também aqueles que gostam de vir ao mercado, de ver o peixe, escolher. Desses, parte não compra sem olhar o produto, não tem uma relação de confiança já estabelecida”, acrescentou o comerciante santista.

O presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, destacou que o comércio de pescados comporta diferentes realidades. Segundo ele, para os produtores de peixes cultivados (piscicultores), cujos principais clientes são os supermercados (autorizados a funcionar mesmo onde o lockdown foi adotado), as boas expectativas já se concretizaram.

“Os supermercados não estão sofrendo grandes restrições. Pelo contrário. Estão vendendo muito bem. E, ao contrário da indústria pesqueira marítima, afetada pela pandemia, a piscicultura também não parou. Mantivemos a regularidade, entregando aos compradores as quantidades previamente estabelecidas em contratos e sem aumento nos preços”, comentou Medeiros, estimando que o segmento vendeu cerca de 100 mil toneladas ao longo do último mês.

“Mais uma vez, não voltamos a registrar uma explosão das vendas como as de 2018 e 2019, quando, em alguns locais, chegaram a crescer 300%. Isso não aconteceu, mas, neste ano, também não perdemos vendas. Ao contrário de 2020, quando aí sim, fomos afetados negativamente”, afirmou Medeiros.

HOTELARIA

Outro ramo de atividade que costuma aguardar pelo feriado de Páscoa, o setor hoteleiro é o mais afetado dos três. Segundo o presidente nacional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional), Manoel Linhares, a taxa de ocupação dos hotéis de todo o país não deve chegar a 10%, agravando a crise decorrente da pandemia.

Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional.
Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional. – Divulgação ABIH Nacional

“A hotelaria está preparada para receber os hóspedes, adotando todos os protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias, mas com parques, restaurantes e outras atrações fechadas em quase todo o país. A situação está muito difícil. Só em São Paulo, 27 hotéis já fecharam as portas, demitiram funcionários e os responsáveis estão decidindo o que fazer com os imóveis”, disse Linhares. 

Para ele, o setor precisa urgentemente da promulgação de uma iniciativa semelhante à Medida Provisória 936, de abril de 2020, posteriormente transformada na Lei nº 14.020, que permitiu acordos de redução temporária de jornada de trabalho e salários ou a suspensão de contratos trabalhistas até 31 de dezembro do ano passado.

“Se algo assim não for feito, muitos outros hotéis terão que encerrar as atividades. Atualmente, a hotelaria não tem recursos nem para arcar com os salários e encargos dos cerca de 1,1 milhão de profissionais que emprega em todo o país”, disse o presidente da ABIH Nacional.

Ele pediu que o Poder Público promova campanhas para estimular os brasileiros a viajar pelo país depois que a pandemia estiver sob controle, e que governos estaduais e municipais ajudem o setor reduzindo impostos e taxas, mesmo que temporariamente, e renegociando tarifas de serviços essenciais. “Neste momento difícil, um desconto no IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano, cobrado pelas prefeituras] ou no ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, estadual] cobrado na conta de luz pode ajudar a manter negócios e preservar empregos”, concluiu.

Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil

Turistas têm 72 horas para deixar Búzios, determina Justiça

Praia da Ferradurinha, em Armação dos Búzios (Thiago Freitas/Ministério do Turismo)

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem em Búzios sejam fechados a partir de hoje (17), devido ao aumento de número de casos de covid-19 e da ocupação de leitos hospitalares no município. Os hotéis terão 72 horas para desocupar seus quartos e novas reservas estão proibidas.

A decisão judicial também atinge as praias do município, que devem ser fechadas. Apenas moradores e pessoas que trabalhem em Búzios poderão entrar na cidade.

Além disso, restaurantes só poderão funcionar com entregas e apenas o comércio essencial (como mercados, farmácias, lojas de animais etc) poderá seguir funcionando, ainda assim limitando o acesso de consumidores a 30% da capacidade da loja.

A informação foi divulgada pela prefeitura de Búzios, que informou que seguirá a determinação judicial enquanto analisa um eventual recurso.

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil 

Após cinco meses fechados, Rio reabre pontos turísticos

Alguns dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro voltam hoje (15) a receber visitantes depois de cerca de cinco meses fechados por causa da pandemia de covid-19. Com descontos nos ingressos, reabrem neste sábado o Bondinho do Pão de Açúcar, o aquário AquaRio, a roda gigante Rio Star e os dois acessos ao Cristo Redentor: o Trem do Corcovado e o Paineiras Corcovado.

O Bondinho do Pão de Açúcar volta a receber visitantes a partir deste sábado (15) com novas regras sanitárias (Tânia Rego/Agencia Brasil)

Com a transmissão da doença ainda presente na cidade, serão adotados protocolos como a obrigação do uso de máscaras, o distanciamento mínimo entre os visitantes, a aferição de temperatura e capacidade de lotação reduzida.

O Bondinho do Pão de Açúcar funcionará com apenas dois terços da capacidade, e a roda gigante RioStar e o Trem do Corcovado limitarão sua capacidade à metade do total de público.

Redescubra o Rio

(Tânia Rego/Agencia Brasil)

Na última quarta-feira (12), os pontos turísticos cariocas lançaram a campanha Redescubra o Rio, com descontos de 30% a 50% para moradores da cidade, que precisam apresentar comprovante de residência. Na quinta-feira (13), o Cristo Redentor passou por um processo de desinfecção para receber os turistas.

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que já estava recebendo visitas com horário agendado desde 9 de julho, também aderiu à campanha.   

Para marcar o retorno das atividades, os pontos turísticos realizaram uma iluminação noturna ontem e uma cerimônia no Cristo Redentor, da qual participaram o ministro do turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, e a secretária Estadual de Turismo do Rio de Janeiro, Adriana Homem de Carvalho.

Em nova cerimônia marcada para a manhã de hoje, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vai reabrir o Parque Nacional da Tijuca, onde fica o Cristo Redentor.

Por Vinicius Lisboa – Repórter da Agência Brasil

Cristo Redentor passa por desinfecção antes da reabertura no sábado

O Cristo Redentor vai reabrir para o público neste sábado (15), depois de passar cinco meses fechado por causa da pandemia de covid-19. Hoje (13), o local passa por uma desinfecção para receber os visitantes.

(Riotur/Reprodução)

O trabalho começou às 7h, em uma parceria da Arquidiocese do Rio de Janeiro, do Parque Nacional da Tijuca e do Comando Conjunto Leste. Também serão desinfectados o Trem do Corcovado e o Centro de Visitação das Paineiras.

O reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar, destaca que o monumento é um dos locais mais procurados e visitados na cidade e símbolo do Brasil. “O Cristo Redentor, que sempre acolhe todos de maneira especial, merece o nosso melhor, o melhor de nossas instituições para o bem dos nossos visitantes”, diz ele.

A ação integra o trabalho que os militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira vêm fazendo de forma conjunta no combate, controle e prevenção à covid-19 desde o início da pandemia, em março. Já foram feitas mais de 400 desinfecções em locais públicos como: rodoviárias, aeroportos, estações de trens, metrôs e barcas, hospitais e unidades de saúde e asilos.

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil 

Marcha para Jesus e Parada LGBTQI+ são canceladas

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou, após acordo com organizadores, o cancelamento de dois grandes eventos da capital: a Marcha para Jesus e a Parada LGBTQI+.

Marcada inicialmente para 13 de junho, a Marcha para Jesus foi adiada para 2 de novembro. No entanto, por causa da pandemia, os organizadores da marcha decidiram cancelar o evento deste ano.

Público da Marcha para Jesus, na praça Heróis da FEB, Santana, zona norte de São Paulo (Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

No ano passado, a marcha atraiu 3 milhões de pessoas e gerou R$ 217 milhões para a prefeitura.

Covas disse que a organização do evento já avisou à prefeitura que não fará a marcha no dia 2 de novembro de forma presencial. Nos próximos dias, os organizadores vão apresentar à prefeitura outro formato para realização da marcha, que não será presencial, informou o prefeito.

(Governo do Estado de SP/Reprodução)

Já a tradicional Parada LGBTQI+, que seria realizada no dia 14 de junho, ocorreu de forma virtual. Os organizadores haviam, inicialmente, adiado o evento para 29 de novembro, mas, também por causa da pandemia, optaram pelo cancelamento. No ano passado, a parada atraiu 3 milhões de pessoas e gerou para a prefeitura benefício econômico de R$ 404 milhões.

No dia 17 de julho, o prefeito já havia anunciado o cancelamento do réveillon da Paulista, comemoração de ano-novo que atrai milhares de pessoas, todos os anos, para a Avenida Paulista.

São Silvestre

A realização de outro evento tradicional no calendário paulistano, a Corrida São Silvestre, disputada no último dia do ano, ainda está sendo analisada.

De acordo com Bruno Covas, a prefeitura já entrou em contato com os organizadores da corrida de rua para avaliar se a prova será adiada ou cancelada.

Fórmula 1

Nesta sexta-feira, foi anunciado o cancelamento do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, que é realizado desde 1973 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

A prova é disputada de forma ininterrupta desde 1990.

*com informações da Agência Brasil

Estado e BID assinam acordo para apoiar a retomada do turismo

O governo de São Paulo firmou hoje (23) um acordo de cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que prevê a doação de US$ 250 mil pelo banco para o desenvolvimento de projetos para a recuperação sustentável do turismo paulista na retomada econômica do setor. O recurso também será utilizado para a elaboração de estudos complementares que apoiem futuros pedidos de financiamento internacional. A cooperação técnica terá duração de 18 meses.

‘Trem do devoto’, em Aparecida (Arquivo/Secretaria de Turismo/Reprodução)

De acordo com o governador de São Paulo, João Doria, o investimento, que virá do Programa Estratégico para o Desenvolvimento de Sustentabilidade do BID, será repassado para a Secretaria Estadual de Turismo (Setur) e será destinado à elaboração de um plano com estratégias e ações de médio e longo prazo; realização de estudos complementares para apoiar a implantação do plano; e um estudo de apoio à melhoria da dinâmica de concessão de crédito para o setor.

“Esta cooperação é complementar ao que já vínhamos fazendo e permitirá um olhar de mais longo prazo, revisando as bases para o desenvolvimento do turismo no nosso estado. A movimentação econômica será restabelecida, mas temos a obrigação de atacar alguns pontos vulneráveis para termos resultados mais consistentes. Durante a pandemia, ficou clara a necessidade de um olhar mais cuidadoso para as questões de crédito e fontes de financiamento”, disse o secretário de Turismo, Vinicius Lummertz.

O representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, disse estar satisfeito em colocar a experiência do banco no setor a serviço do estado de São Paulo. “Antes da pandemia, o setor do turismo já precisava de um olhar integral por boa parte de governos de regiões com elevado potencial. O planejamento que São Paulo está desenvolvendo é crucial para estabelecer uma retomada segura do setor, que é responsável por 7,7% do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro”, afirmou.

Por Flavia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil 

Covid-19: paciente que vier de mais 7 países com sintomas será tratado como suspeito

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde decidiu aumentar seu nível de vigilância a respeito de pessoas que voltem da Ásia com sintomas semelhantes ao coronavírus. Até então, pessoas com viagem recente à China que apressentassem febre e mais um sintoma respiratório, como tosse, por exemplo, eram tratadas como suspeitas de ter o vírus. A partir de hoje (21), a definição de caso suspeito também vale para pessoas que vierem do Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Singapura, Vietnã, Tailândia e Camboja e apresentarem sintomas.

A mudança de parâmetro ocorreu por conta de um aumento de 14% no número de casos novos fora da China em apenas um dia. A Coreia do Sul tem 204 casos confirmados, o Japão tem 107 casos, Singapura tem 85, Tailândia tem 35 casos, Vietnã tem 16 e Camboja tem um caso. A Coreia do Norte, apesar de não ter nenhum caso confirmado, também foi incluída na ampliação do ministério por compor a mesma península que seu vizinho, a Coreia do Sul. No total, são 76.787 casos em todo o mundo, com 2.248 mortes, sendo 2.144 na China, e 18.864 curados. Os dados são da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

Outra justificativa para a decisão do governo brasileiro é a chegada do carnaval, período em que o fluxo de turistas extrangeiros aumenta no país. Apesar disso, o governo não tem nenhuma recomendação para que as pessoas evitem viajar para esses países, com exceção da China. Essa orientação, no entanto, poderá ocorrer caso algum dos países institua regime de quarentena. “Na China estamos vivendo uma situação de quarentena. E por isso recomendamos que não viajasse para lá se não houvesse uma justificativa plausível”, disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

Casos no Brasil

O Brasil tem, atualmente, um caso considerado suspeito. Ontem (20) também havia um caso, de uma criança de 2 anos, de São Paulo. Esse caso foi descartado, mas outro, de uma mulher de 21 anos, do Rio de Janeiro, foi incluído. Ela viajou recentemente à China, a exemplo da maioria dos casos considerados suspeitos. Os exames dessa mulher estão sendo processados e o resultado deve sair em breve.

Quarentena em Anápolis

Brasileiros estão isolados em base aérea, em Goiás (FAB/Fotos Públicas)

As 58 pessoas que estão em quarentena em Anápolis (GO), na base aérea da Força Aérea Brasileira (FAB), foram submetidas a mais uma coleta de exames hoje, 14º dia de quarentena. O prazo para o resultado ser conhecido é de 24 horas a 72 horas. “Estamos seguindo padrões internacionais de segurança. A partir de 14 dias, estando clinicamente saudáveis, poderão ser liberados”, disse o secretário de Vigilância em Saúde (SVS) do ministério, Wanderson de Oliveira.

O prazo de 18 dias de quarentena, segundo os representantes do ministério, contemplava justamente a coleta de quatro amostras para exame, sendo a última no 14º dia, tido como o último para que o vírus se manifeste após contágio, e o prazo para o conhecimento do resultado.

“A FAB vai levar as pessoas de volta à sua origem. O Ministério da Defesa vai montar a logística para transportar as pessoas onde elas moram no Brasil. Elas irão em voos da FAB ou aviões comerciais, mas tudo será organizado pelo Ministério da Defesa tão logo os exames estejam prontos e negativos”, explicou Gabbardo.

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

CNC estima que turismo vai movimentar R$ 8 bilhões no carnaval 2020

CNC estima que turismo vai movimentar R$ 8 bilhões no carnaval 2020

CNC estima que turismo vai movimentar R$ 8 bilhões no carnaval 2020
O volume de receitas deve ser o maior desde 2015(Divulgação)

As atividades turísticas relacionadas ao carnaval deverão alcançar o maior o volume de receitas desde 2015, informou hoje (3) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este ano, a CNC estima que o faturamento no carnaval deverá ser de cerca de R$ 8 bilhões, um aumento real de 1% em relação ao ano passado.

Segundo a confederação, a recuperação gradual da atividade econômica, combinada à inflação baixa, sugere um cenário positivo, com retomada moderada dos serviços turísticos. “Nos meses que antecedem o carnaval, a taxa de câmbio teve uma desvalorização de 10% ante o mesmo período de 2019, estimulando, portanto, gastos com turismo no território nacional, em 2020”, disse, em nota Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela pesquisa. Ele destacou que esses fatores devem favorecer um maior fluxo interno de turistas neste ano.

Os segmentos especializados em alimentação fora do domicílio, como bares e restaurantes, devem movimentar R$ 4,8 bilhões, as empresas de transporte de passageiros rodoviário, aéreo e de locação de veículos rodoviários, R$ 1,3 bilhão, e os serviços de hospedagem em hotéis e pousadas, R$ 861,3 milhões. Eles responderão por mais de 88% de toda a receita gerada com o carnaval.

“Alimentação se destaca, nesse caso, pois é setor que mais gera movimento, de fato, durante os dias de carnaval, enquanto os serviços de transporte e hospedagem registram maior atividade nos meses que antecedem a data”, explicou Bentes.

Rio de Janeiro, com faturamento previsto de R$ 2,32 bilhões, São Paulo, R$ 1,95 bilhão, e Bahia com R$ 1,13 bilhão, tendem a concentrar mais da metade da movimentação financeira durante o período. Em termos relativos, a maior taxa de crescimento real de receitas deverá ocorrer em São Paulo, alta de 5,4%, e Pernambuco, 3,2%.
Contratação

Para atender ao aumento sazonal de demanda, a CNC estima a contratação de 25,4 mil trabalhadores temporários em janeiro e fevereiro, o que corresponde a 2,8% a mais do que no carnaval de 2019, com contratação de 24,7 mil temporários. Com aproximadamente 18,2 mil vagas oferecidas, o segmento de serviços de alimentação deverá proporcionar cerca de 71% das oportunidades de emprego.

Se confirmada a previsão, a oferta de empregos por parte das atividades que compõem a pesquisa alcançaria, em 2020, o maior contingente de temporários desde 2014, de 55,6 mil postos de trabalho. Naquele ano, a proximidade entre o carnaval, que ocorreu em março, e a Copa do Mundo, em junho, estimulou a contratação de um contingente elevado de trabalhadores temporários.

De acordo com a CNC, as dez profissões mais demandadas nos serviços turísticos devem responder por 63% das vagas oferecidas, com destaque para as profissões tradicionalmente ligadas aos segmentos de alimentação fora do domicílio, transportes e hospedagem.