Pessoas com doenças crônicas devem se vacinar contra a gripe

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está convocando as pessoas com doenças crônicas e comorbidades a comparecerem aos postos de saúde para se imunizar contra a gripe. A cobertura vacinal entre eles é de 24%, no momento.

De acordo com a pasta, até agora foram vacinadas 675.958 pessoas deste grupo, contemplado na segunda etapa da campanha iniciada no dia 16 de abril. A meta estadual é vacinar pelo menos 90% de um total de 2,8 milhões de doentes crônicos, grupo suscetível a vírus que provocam doenças respiratórias, como influenza e o novo coronavírus.

A campanha de vacinação contra a gripe começou em 23 de março. São Paulo vacinou, em tempo recorde, 100% dos idosos contra a gripe, marco histórico alcançado em apenas 17 dias de campanha, informou a secretaria.

Até o dia 23 de abril, foram vacinados 5,3 milhões de idosos (100%), 1,2 milhão de trabalhadores em saúde (89%) e 109,6 mil em forças de segurança e salvamento, grupos da primeira etapa. Já na segunda etapa, foram 3,5 mil indígenas (71%), 29,2 mil caminhoneiros, 19 mil motoristas de transporte coletivo, 1,9 mil portuários e 26 mil pessoas do sistema prisional.

O Dia de D, para todos os grupos do público-alvo, será em 9 de maio.

“A vacina previne a população-alvo contra o vírus Influenza e é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe. Lembramos que o respeito a etapas e orientações dos postos é necessário, para que não ocorram aglomerações, de forma a evitar a transmissão de doenças respiratórias, como a covid-19 e a própria gripe”, afirmou a diretora de Imunização da Secretaria, Nubia Araujo. “A vacina não causa gripe em quem tomar a dose, pois é composta apenas de fragmentos do vírus que causam a devida proteção.”

Na campanha nacional de 2020, o Instituto Butantan entregou ao Brasil 75 milhões de doses da vacina, 10 milhões a mais em comparação a 2019. Neste ano, as doses são constituídas por três cepas de Influenza: A/Brisbane/02/2018 (H1N1)pdm09, A/South Austrália/34/2019 (H3N2) e B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).

Coronavírus

A vacina contra a gripe não imuniza contra o novo coronavírus, mas a campanha é fundamental para reduzir o número de pessoas com sintomas respiratórios nos próximos meses. “Além de proteger a população contra a Influenza, precisamos minimizar o impacto sobre os serviços de saúde em meio a pandemia de covid-19, já que os sintomas destas doenças são semelhantes”, disse o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

A orientação aos profissionais que vão trabalha na campanha é para que haja organização da fila e do ambiente. Deverá ser feita uma triagem com identificação de sintomático respiratório (presença de febre, tosse, coriza e falta de ar). Se a pessoa apresentar febre ou mau estado geral, deverá ser colocada máscara no paciente e adiada a vacina, com recomendação de seguir o isolamento domiciliar.

As equipes deverão anotar as doses aplicadas, com mesas e distanciamento de pelo menos 1 metro entre o anotador e paciente. Cada profissional deverá usar caneta própria e álcool deverá ficar disponível para uso. O vacinador não precisa utilizar luvas nem máscara cirúrgica, apenas seguir as normas de higienização.

Etapas da campanha de 2020

Etapa 1: Começou em 23 de março, para idosos acima de 60 anos e trabalhadores da saúde; e em 30 de março para forças de segurança e salvamento;

Etapa 2: Começou em 16 de abril para portadores de doenças crônicas, comorbidades e outras condições clínicas especiais; caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários; sistema prisional; indígenas;

Etapa 3: a partir de 9 de maio, para demais públicos, incluindo pessoas acima de 55 anos, pessoas com deficiências, professores (rede pública e privada), crianças (de 6 meses a menores de 6 anos), gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias);

Dia de D: 9 de maio, para todos os grupos do público-alvo.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Começa hoje 2ª fase da campanha contra a gripe

Começa hoje (16), em todo o estado de São Paulo, a segunda etapa da campanha de vacinação contra a gripe, obedecendo a calendário nacional. Desta vez, o público-alvo são agentes de segurança e salvamento e pessoas com doenças crônicas, comorbidades e outras condições clínicas especiais.

Também estão contemplados nessa fase caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo e portuários, categoria que reúne, segundo o Ministério da Saúde, 700 mil profissionais no Brasil e que foi priorizada pela pasta, por atuar com serviços essenciais durante a pandemia de covid-19. Mesmo não residindo em São Paulo, esses profissionais poderão buscar a vacina em qualquer unidade da rede de saúde do estado, por decisão do governo federal.

O ministério também informou, nesta terça-feira (14), que os povos indígenas também tiveram a vacinação antecipada para a etapa atual. O motivo é a maior vulnerabilidade que apresentam quanto às complicações da gripe, capazes de fazê-los adoecer mais gravemente.

Quando um paciente com gripe apresenta sintomas graves, caracteriza-se o quadro chamado de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de notificação obrigatória no país. Segundo o governo estadual de São Paulo, foram registrados 1,6 mil casos de SRAG no estado, em 2019, além de 284 óbitos.

De acordo com informações do governo estadual de São Paulo, divulgadas nesta segunda-feira (13), a meta de imunização entre idosos com idade acima de 60 anos foi atingida integralmente. No estado, a cobertura vacinal desse grupo foi de 100%, superando a proporção nacional, de 90,66%. Foram vacinados, ainda, 1 milhão de profissionais da saúde e 67 mil agentes da área de segurança.

A campanha segue até o dia 22 de maio e deve ser encerrada com a imunização de 90% de cada um dos grupos, no mínimo, conforme expectativa do governo federal. A terceira etapa tem início no dia 9 de maio e é direcionada para atender pessoas com deficiência, professores, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, grávidas, mães no pós-parto e pessoas com idade entre 55 e 59 anos.

Sobre a vacina

A vacina é composta por vírus inativado e protege contra os três vírus que mais circularam no Hemisfério Sul em 2019: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2). As doses estão sendo aplicadas em cerca de 11,5 mil locais fixos e móveis, incluindo unidades de saúde, escolas, creches, farmácias, barcos, ônibus e veículos. Quem se vacina na capital pode acessar um sistema de busca disponibilizado pela prefeitura, para encontrar mais facilmente o endereço mais próximo da residência onde mora. Em nota, o governo estadual destaca que a vacina contra a gripe não imuniza contra o novo coronavírus, mas que a imunização é fundamental para que se reduza o número de pessoas com sintomas respiratórios nos próximos meses.

O Instituto Butantan, que produz as vacinas contra gripe, abriu um canal de comunicação exclusivo e gratuito, por meio do qual esclarece dúvidas da população, inclusive quanto a eventuais reações às doses. Se algo inesperado aconteceu depois da aplicação, é possível enviar um e-mail  para esclarecimento. O relato deve conter nome completo, telefone ou e-mail para contato.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

Estado vacinou 100% dos idosos contra gripe

(Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil)

O estado de São Paulo conseguiu imunizar 100% dos idosos contra a gripe. Segundo balanço divulgado hoje (13) pela Secretaria Estadual de Saúde, foram aplicadas 4,8 milhões de doses nessa população em 17 dias de campanha. Além disso, foram imunizados 1 milhão de profissionais da saúde e 67 mil da área de segurança.

A campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada como forma de reduzir a pressão no sistema de saúde de pessoas com doenças respiratórias no contexto de pandemia do novo coronavírus. Apesar da imunização contra a gripe não ter nenhum efeito em relação a covid-19, as duas doenças têm sintomas semelhantes.

Próximas fases

A partir da próxima quinta-feira (16), começa a segunda etapa da campanha de vacinação. Nessa fase, serão vacinados os portadores de doenças crônicas e comorbidades associadas à gripe, funcionários do sistema prisional, adolescentes privados de liberdade, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários.

A terceira fase será lançada no dia 9 de maio, quando as doses serão destinadas para as pessoas acima de 55 anos, pessoas com deficiência, professores, crianças maiores de 6 meses e menores de 6 anos, gestantes e mulheres que tenham dado a luz nos últimos 45 dias.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Brasileiros trabalham em vacina contra Coronavírus

(Josué Damacena/IOC Fiocruz)

Cientistas do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), desenvolvem uma vacina contra o Sars-CoV-2, variedade do coronavírus que provoca síndrome respiratória aguda grave. O diretor do laboratório e coordenador do projeto, Jorge Kalil, ressalta que a vacina não deverá ficar pronta logo, uma vez que o processo envolve rigorosos testes de segurança.

A equipe do laboratório do Incor ainda realizará testes em camundongos para comprovar a eficácia da vacina. Em seguida, buscará firmar colaborações com outras instituições de pesquisa para finalizar o desenvolvimento da substância e produzir uma candidata a vacina contra Covid-19.



Em entrevista à Agência Brasil, Jorge Kalil disse que não é possível precisar quando a vacina será lançada, devido à série de protocolos que devem ser seguidos à risca. Ele ponderou, ainda, que “fazer uma vacina não significa produzir a vacina”, mas sim “o conceito da vacina e como ela vai funcionar”.

“Mesmo as vacinas que estão sendo feitas no exterior, mesmo que comecem a testar em humanos daqui a dois, três meses, dificilmente isso vai estar disponível antes de um ano e meio, dois anos, porque você tem que testar, ter a capacidade de produzir essa vacina industrialmente. Tem, primeiro, que ver se não é tóxica, depois tem que ver se ela induz, realmente, anticorpos neutralizantes em humanos, porque, às vezes, modelos animais que a gente usa não representam exatamente o que a gente encontra em humanos. Então, tem uma série de etapas que precisam ser feitas”, explicou Kalil, que foi ex-diretor do Instituto Butantan.

“É claro que, hoje em dia, nós temos várias tecnologias com as quais a gente consegue ir muito rápido, mas, mesmo assim, a gente não pode passar todos os testes de segurança, para que não cause mais problemas do que ajude as pessoas”, disse.

Proposta diferente

De acordo com o pesquisador, a proposta dessa vacina é diferente da que vem sendo apresentada por especialistas de outros países. A expectativa é que o método escolhido permita que o corpo da pessoa vacinada tenha uma resposta de defesa melhor, ou seja, imunológica, a partir do reconhecimento de partículas semelhantes ao vírus (em inglês virus like particles). As VLP imitam o vírus, mas não têm, como ele, capacidade de se multiplicar, de acordo com Kalil.

Kalil explicou que junto com os antígenos, cuja função é estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos, serão inoculadas VLPs no corpo da pessoa imunizada. “Quando nós construirmos essa partícula viral, vamos colocar nela fragmentos da proteína mais importante para neutralizar o vírus, que é a proteína da espícula viral, parte externa do vírus que parece uma flor e que é a que gruda na célula”, disse Kalil, em referência à coroa que os coronavírus possuem e que definiu seu nome.

“Tem várias tipos de vacina que são utilizadas hoje em dia nos programas de saúde. Por exemplo, a vacina de sarampo é uma vacina com o vírus atenuado, ou seja, você deixa o vírus fraquinho e injeta na pessoa, que produz anticorpo contra aquele vírus fraquinho e aqueles anticorpos o neutralizam. Na vacina contra a gripe, a gente usa uma contra-técnica. A gente produz uma grande quantidade de vírus, como aqui no Brasil, no Instituto Butantan, e depois a gente mata esse vírus, inativa-o, e faz pequenos fragmentos do vírus, destrói o vírus, inclusive, e injeta nas pessoas, que produzem anticorpos contra as partículas. Esses anticorpos vão neutralizar o vírus e ele não ataca”, explicou.

“Eu posso também fazer uma vacina como a da hepatite, que é só a proteína principal do vírus que a gente injeta. E a gente pode fazer, ainda, vacina em que a gente dá a informação para o organismo da proteína principal do vírus para neutralizá-lo e, dentro do organismo, esses ácidos nucleicos se expressam, fazem a proteína e a gente faz anticorpo contra. A nossa proposta é diferente”.

Articulação de enfrentamento

Para Jorge Kalil, os países que têm encarado mais habilmente a pandemia de coronavírus são a China, Singapura e a Coreia do Sul, esta “porque fez diagnóstico de pessoas em massa e conseguiu isolar infectados”.

O diretor disse que o governo italiano permitiu que a transmissão se tornasse “uma catástrofe” e atingisse um “nível exponencial”, que, segundo ele, pode se repetir no Brasil, caso as autoridades governamentais não tomem providências. Já no caso dos Estados Unidos, a avaliação é que o governo foi “negligenciando o perigo”, embora tenha chance de mitigar parte dos danos, por ser detentor de um volume expressivo de verbas.

“O que seria importante é a gente desbloquear recursos – está muito difícil recurso para a ciência, no Brasil –, para que a gente possa trabalhar e também facilitar a importação de todos os reagentes, para que a gente não perca tempo com muita burocracia e consiga trazer o que for necessário para o Brasil, para gente trabalhar, seja na vacina, seja no diagnóstico, seja para obter resultado de outras drogas, o que for”, ressaltou Kalil.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

Termina hoje campanha de vacina contra sarampo

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A campanha de vacinação contra o sarampo voltada para crianças e jovens com idade entre 5 e 19 anos termina nesta sexta-feira (13). Este é o público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra a doença, iniciada em 10 de fevereiro, com a convocação de 3 milhões de pessoas dessa faixa etária.

O Ministério da Saúde informou que, até o início do mês, 28.783 pessoas dessa faixa etária foram vacinadas. Outras 99,6 mil pessoas já tinham sido vacinadas entre janeiro e o início da campanha.

A pasta lembra que a principal medida de prevenção e controle do sarampo é a vacinação, que está disponível durante todo o ano nos 42 mil postos de saúde do país. Para viabilizar a ação, o ministério encaminhou neste ano 3,9 milhões de doses da vacina tríplice viral, 9% a mais que o solicitado pelos estados.Este quantitativo é destinado à vacinação de rotina, às ações de interrupção da transmissão do vírus e à dose extra chamada de dose zero para todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.



A campanha de vacinação faz parte de uma estratégia nacional para interromper a transmissão do sarampo e eliminar a circulação do vírus. As duas primeiras etapas ocorreram no ano passado. “As duas primeiras etapas já ocorreram em 2019, com a realização de campanha de vacinação nacional, em outubro, de crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade. A segunda etapa aconteceu em novembro para a população de 20 a 29 anos”, informou o ministério.

Ainda segundo a pasta, duas outras etapas de mobilização darão continuidade às ações em 2020, além da prevista para fevereiro: entre junho e agosto, para o público com idade entre 20 a 29 anos; e em agosto, para a população de 30 a 59 anos de idade.

Casos em 2019

Segundo o Ministério da Saúde, em 2019 foram registrados 18,2 mil casos de sarampo em 526 municípios. Em São Paulo, foram registradas 14 mortes e uma em Pernambuco. O maior número de casos também foi registrado em São Paulo, 16 mil. 

Com o retorno da doença, o Brasil perdeu o status de país livre do sarampo em 2019, concedido pela Organização Mundial da Saúde em 2016.

Sarampo

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por meio da fala, da tosse e do espirro. Os principais sintomas são mal-estar geral, febre, manchas vermelhas que aparecem no rosto e vão descendo por todo o corpo, tosse, coriza e conjuntivite. A vacina é fornecida pelo Ministério da Saúde e está disponível gratuitamente em postos de saúde de todo o país.

Quem apresentar doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até modificação do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. Também não é indicado o imunizante a quem recebeu imunoglobulina, sangue e derivados, transplantados de medula óssea, e também a quem apresenta alergia ao ovo e gestantes.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Cientistas testam em ratos vacina para o Coronavírus

Uma equipe de pesquisadores britânicos anunciou hoje (11) que está testando em ratos uma vacina contra o novo coronavírus e espera concluir a experiência até o fim do ano.

“Acabamos de injetar em ratos a vacina que criamos a partir de bactérias e esperamos, nas próximas semanas, determinar a reação nos ratos, no seu sangue, a sua resposta em termos de anticorpos contra o coronavírus”, disse um dos pesquisadores à agência France-Presse (AFP).

A equipe do Imperial College, em Londres, acredita estar entre as primeiras a avançar com ensaios clínicos em animais, no momento em que a comunidade científica está empenhada em encontrar uma vacina eficaz, já que as atuais não protegem contra o novo coronavírus.

O desenvolvimento de uma nova vacina é um processo demorado, que pode se prolongar por vários anos até que se prove que ela é segura e eficaz.

Em declarações à AFP, Paul McKay afirmou que sua equipe espera ser a primeira a fazer ensaios clínicos em humanos e a disponibilizar a vacina contra a nova epidemia. As pesquisas partiram do trabalho desenvolvido para o coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda (SARS, na sigla em iglês).

“Quando a primeira fase de ensaios terminar, o que pode demorar alguns meses, poderemos testar imediatamente a eficácia da vacina em humanos, o que também levará alguns meses”, explicou o cientista, acrescentando que o objetivo é ter uma vacina viável até o fim do ano.

Em entrevista ao canal britânico Sky News, o coordenador dos trabalhos, Robin Shattock, admitiu que a vacina não serviria para combater o atual surto, mas poderá ser importante se houver outro no futuro.

Trabalho conjunto contra o novo coronavírus

Vários cientistas da China, dos Estados Unidos, da Austrália e Europa trabalham juntos contra o tempo, para encontrar um produto que combata o novo coronavírus, detectado em dezembro de 2019 em Wuhan, capital da província chinesa de Hubei (centro), e que já causou mais de 1.000 mortes

Segundo a agência chinesa Xinhua, uma universidade de Xangai também iniciou testes em ratos no domingo (9).

À AFP, Paul McKay reconheceu que o trabalho dos vários países traduz um esforço conjunto da comunidade científica, numa “corrida colaborativa” para encontrar a nova vacina. Ele lembrou que “os chineses, assim que sequenciaram o genoma, partilharam-no livremente com todo o mundo”.

A epidemia já causou 1.018 mortos, dos quais 1.016 na China continental, onde são registrados mais de 42 mil infectados.

O balanço é superior ao da SARS, que entre 2002 e 2003 causou a morte de 774 pessoas em todo o mundo, a maioria na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

Na Europa, são notificados, desde segunda-feira (10) 43 infectados, com quatro novos casos detectados no Reino Unido, onde a propagação do vírus foi declarada uma “ameaça séria e iminente para a saúde pública”.

Por RTP – Emissora pública de televisão de Portugal

Coronavírus: vacina poderá combater contaminação

Cientistas norte-americanos trabalham para desenvolver a vacina que poderá barrar o coronavírus que, até o momento, já infectou quase 8 mil pessoas em vários países e matou quase duas centenas de pessoas. Se tudo correr bem, dentro de poucos meses a vacina poderá começar a ser testada.

O laboratório da farmacêutica Inovio, na cidade de San Diego, na Califórnia, é neste momento um dos locais onde a vacina está sendo desenvolvida. Os cientistas da Inovio esperam ter o produto pronto para ser testado em humanos no início do verão e já lhe deram um nome: “INO-4800”.

O fato de as autoridades chinesas terem sido rápidas ao divulgar o código genético do vírus ajudou os cientistas a determinar a origem, as mutações que pode sofrer à medida que o surto se desenvolve e a perceber a melhor forma de proteger a população mundial do contágio.

“Assim que a China forneceu a sequência do DNA do vírus, conseguimos colocá-lo na tecnologia dos nossos computadores e desenvolver o protótipo de uma vacina em apenas três horas”, explicou à BBC Kate Broderick, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da Inovio.

Caso os testes iniciais sejam bem-sucedidos, serão feitos testes em maior escala, principalmente na China, o que pode ocorrer até o fim deste ano. Se a cronologia prevista pela Inovio se confirmar, esta será a vacina desenvolvida e testada mais rapidamente em um cenário de surto.

Da última vez que um vírus semelhante surgiu, em 2002 – a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) -, a China demorou a partilhar informações com o mundo e, por isso, a epidemia já estava perto do fim quando uma vacina foi desenvolvida.

Como funciona a vacina contra o coronavírus

A equipe responsável pelo desenvolvimento da vacina utiliza uma nova tecnologia de DNA e trabalha com uma empresa de biotecnologia de Pequim.

“As nossas vacinas são inovadoras pois utilizam as sequências de DNA do vírus para atingir partes específicas do agente patogênico”, organismo capaz de produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros, explicou a responsável pela empresa norte-americana.

“Depois, utilizamos as células do próprio paciente como uma fábrica para a vacina, fortalecendo os mecanismos de resposta naturais do corpo”.

O trabalho desse e de outros laboratórios é financiado pela Coligação para Inovações de Preparação para Epidemias (CEPI, na sigla original), uma organização não governamental que apoia o desenvolvimento de vacinas que previnam surtos.

“A nossa missão é garantir que os surtos não sejam uma ameaça para a humanidade”, explicou Melanie Saville, uma das diretoras da organização, que foi criada depois do surto de ébola na África Ocidental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das entidades que participam da procura global por uma vacina que combata o coronavírus, diz que não existem garantias de que qualquer um dos projetos em desenvolvimento seja suficientemente seguro e eficaz para que possa vir a ser utilizado.

“Os especialistas vão considerar vários critérios, incluindo a segurança da vacina, as respostas imunológicas e a disponibilidade dos laboratórios para fabricarem doses suficientes no tempo necessário”, explicou a OMS.

*Por RTP – Emissora pública de televisão de Portugal

http://spagora.com.br/sao-paulo-tem-3-casos-suspeitos-de-coronavirus/saude/

Vacinação contra Sarampo para jovens de 20 a 29 anos termina hoje

Por Marcelo Brandão

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)


Termina hoje (30) a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. O Ministério da Saúde (MS) marcou para hoje o Dia “D” da campanha, iniciada em 18 de novembro. Nessa fase, o ministério quer vacinar 9,4 milhões de adultos entre 20 e 29 anos. Para viabilizar a ação, o MS garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo (tríplice viral) dos últimos 10 anos.

O surto de sarampo ainda se encontra ativo no país. Atualmente, há confirmação de 11.896 casos e 15 óbitos pela doença até o começo de novembro (semana 45 do ano). A maioria dos casos, 11.095 (93,2%) estão concentrados no estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana.

Os dados mais recentes da pasta da Saúde mostram que jovens nessa faixa etária são maioria entre os casos registrados – respondem por 30,6% do número total de casos de sarampo este ano no Brasil. E, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo ministério, são também o maior transmisso em potencial da doença.

A maior preocupação do governo federal não é a gravidade da doença nesse público, e sim o fator de transmissão para os grupos mais suscetíveis às complicações da doença, como as crianças, por exemplo. Há, entretanto, uma ressalva para o público-alvo da campanha. Gestantes na faixa etária não devem se vacinar contra sarampo, já que o método de imunização se dá por uma versão atenuada do vírus.

Foram distribuídos para os estados 4 milhões de doses da vacina tríplice viral. Segundo o ministério, é quantidade suficiente para complementar o quantitativo necessário para vacinação do público-alvo, que já tinha disponível 2,3 milhões de doses remanescentes da primeira etapa da campanha.

Sarampo: Campanha vai vacinar jovens a partir de segunda

(Arquivo)


São Paulo vai intensificar a vacinação contra o sarampo a partir de segunda-feira (18) até 30 de novembro, quando a Secretaria Municipal da Saúde realiza a segunda fase da campanha contra a doença. Nesta etapa, o público-alvo é formado por pessoas de 20 a 29 anos. Quem tem essa idade precisa ter duas doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Para se imunizar, basta se dirigir a uma das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município para atualização da caderneta. Essa é a forma mais eficaz de evitar a disseminação do sarampo.

Caso o munícipe não tenha a comprovação vacinal, deverá receber a primeira dose da vacina durante a campanha e a segunda será agendada com o intervalo de 30 dias da primeira. Se o adulto jovem tiver recebido apenas a primeira dose da tríplice viral ao longo da vida, receberá a segunda dose durante a campanha. Leve a caderneta de vacinação para que o profissional de saúde avalie a situação vacinal.

Em 2018, a cobertura da vacina contra a doença foi de 97,06% (primeira dose) e 44% (segunda dose) na capital paulista. Neste ano, com a intensificação das campanhas, a cobertura da vacina tríplice viral na cidade de São Paulo superou o número inicialmente estimado para a primeira dose (aos 12 meses de idade) chegando a 102,3%. Para a segunda dose (aos 15 meses de idade), a cobertura vacinal atingiu 86%.

Até 11 de novembro foram confirmados 6.510 casos de sarampo no município de São Paulo. Cinco mortes foram causadas pela doença na capital paulista neste ano.

*Com informações da Prefeitura de SP

5,4 mil casos: Estado lança campanha contra Sarampo

(Carlos Bassan/Fotos Públicas)


A Secretaria de Estado da Saúde inicia nesta segunda-feira (7), em parceria com municípios e o Ministério da Saúde, a campanha de vacinação contra o sarampo para alcançar crianças ainda não imunizadas contra a doença.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Até 25 de outubro, as doses estarão disponíveis em todos os postos de vacinação do Estado de São Paulo para crianças a partir de 6 meses e com menos de 5 anos. No sábado (19), haverá o “Dia D”, quando os postos de saúde estarão abertos para facilitar o acesso dos pais e responsáveis.

O público-alvo da campanha deve ser levado aos postos de saúde, preferencialmente com a carteirinha de vacinação, para que um profissional verifique a necessidade de aplicação da dose.

“A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Mantê-la em dia é a melhor forma de prevenção e, por isso, convocamos as mães, pais, familiares e responsáveis para levarem os pequenos aos postos durante esta campanha”, diz a Diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da tríplice aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela. Neste ano, os bebês com menos de 12 meses também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário.

Contraindicações

A vacina é contraindicada para bebês com menos de 6 meses. A recomendação para os pais e responsáveis por crianças nessa faixa etária é evitar exposição a aglomerações, manter higienização adequada, ventilação adequada de ambientes, e sobretudo que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal. Somente um profissional de saúde poderá avaliar e dar as recomendações necessárias.

A Secretaria também orientou que as salas de vacinação façam a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que estas recebam a dose feita sem esse componente.

Outros públicos

A campanha também terá uma segunda fase neste ano, focada em jovens de 20 a 29 anos. A ação acontecerá entre os dias 18 e 30 de novembro, quando acontecerá outro “Dia D”. Esse grupo poderá receber a dose da tríplice ou da dupla viral (sarampo e rubéola), conforme a indicação do profissional de saúde.

Os municípios devem seguir realizando ações de bloqueio diante da notificação de casos da doença.

A vacina é contraindicada para pessoas imunodeprimidas e gestantes. Pessoas nascidas antes de 1960, na sua maioria, já tiveram a doença na infância e possuem imunidade (proteção) por toda a vida, não necessitando ser vacinadas, conforme diretriz do Ministério da Saúde. As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação, que ocorrerá de forma “seletiva”, ou seja, apenas em quem tiver alguma pendência.

O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter duas doses da vacina contra o sarampo no calendário. Acima desta faixa, até 59 anos, é preciso ter uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.

Cenário epidemiológico

O Centro de Vigilância Epidemiológica estadual realiza monitoramento contínuo da circulação do vírus. Neste ano, até o momento, há 5.411 casos confirmados laboratorialmente. Considerando que o vírus já circula em todo o território paulista, conforme prevê no Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, a partir de agora o Estado passa também confirmar casos com base no critério clínico-epidemiológico (ou seja, com base em sintomas e avaliação médica), confirmando outros 976 casos. Cerca de 59% do total de casos se concentram na capital (confira dados por municípios abaixo).

Todos os óbitos pela doença têm confirmação laboratorial. Neste ano, houve oito mortes decorrentes de complicações pelo sarampo. No final de agosto foram confirmadas três vítimas: um homem de 42 anos, da capital sem histórico de imunização contra a doença; e dois bebês – uma menina de quatro meses, de Osasco, e um garoto de nove meses, da cidade de São Paulo.

Na última semana de setembro, outros dois óbitos na capital: uma mulher de 31 anos sem histórico de vacinação, e um bebê do sexo masculino de 26 dias. Nesta quarta-feira (2), quatro mortes também tiveram confirmação, sendo uma na capital (bebê do sexo feminino, com 11 meses e não vacinada); uma de Itanhaém (mulher de 46 anos, com condições de risco); uma de Francisco Morato (mulher de 59 anos, sem histórico vacinal); e uma de Osasco (homem de 25 anos, sem registro de vacinação).

São consideradas pessoas com condição de risco os portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e imunodeprimidos, que podem ficar mais vulneráveis à infecção e evolução com maior gravidade.

Critério laboratorial
CidadesNº de casos
São Paulo3113
Barueri122
Carapicuíba94
Cotia23
Embu8
Embu-Guaçu1
Itapecerica da Serra9
Itapevi16
Jandira24
Osasco119
Santana de Parnaíba29
Taboão da Serra25
Vargem Grande Paulista2
Andradina1
Araçatuba4
Birigui2
Lavínia1
Nova Independência1
Penápolis2
Pereira Barreto1
Ibaté1
Ibitinga2
Itápolis1
Porto Ferreira2
São Carlos11
Taquaritinga1
Salto Grande1
Barretos7
Bebedouro3
Colômbia1
Guaíra2
Olímpia1
Agudos3
Avaí1
Bauru34
Duartina1
Getulina1
Igaraçu do Tietê1
Lins1
Laranjal Paulista1
Americana4
Artur Nogueira2
Atibaia24
Bom Jesus dos Perdões2
Bragança Paulista9
Cabreúva1
Campinas60
Campo Limpo Paulista3
Hortolândia4
Indaiatuba6
Itatiba2
Itupeva1
Jaguariúna6
Joanópolis1
Jundiaí32
Louveira4
Monte Mor1
Paulínia10
Piracaia1
Santa Barbara D’Oeste2
Serra Negra3
Socorro1
Sumaré6
Valinhos5
Vinhedo11
Franca18
Bastos1
Garça1
Guaimbe1
Lucélia1
Mariápolis1
Marília9
Tupã2
Araras1
Itirapina1
Limeira19
Piracicaba2
Pirassununga1
Rio Claro3
João Ramalho1
Presidente Prudente7
Dracena1
Presidente Epitácio1
Presidente Venceslau3
Tupi Paulista1
Cajati1
Juquia1
Pedro de Toledo2
Registro1
Barrinha1
Guariba2
Jaboticabal4
Luis Antonio1
Monte Alto1
Pontal2
Pradópolis1
Ribeirão Preto28
Serrana1
Sertãozinho10
Bertioga1
Cubatão1
Guarujá12
Itanhaém1
Mongaguá1
Peruíbe12
Praia Grande14
Santos32
São Vicente3
Caconde1
Itapira2
Moji-Mirim1
São João da Boa Vista2
Caçapava20
Jacareí7
São José dos Campos21
Caraguatatuba1
Ilhabela3
Ubatuba6
Bady Bassitt4
Guapiaçu1
Ibira1
Icem2
José Bonifácio5
Mirassol2
Santa Adélia2
São José do Rio Preto30
Tabapuã1
Votuporanga7
Fernandópolis38
Jales2
Meridiano2
Rubineia1
Tumalina1
Araçariguama5
Capão Bonito1
Capela do Alto2
Cesário Lange2
Ibiúna1
Itapetininga3
Itu8
Piedade1
São Roque3
Sorocaba32
Tatuí6
Tiête1
Votorantim1
Aparecida1
Campos do Jordão1
Guaratinguetá1
Lorena2
Pindamonhangaba8
Potim1
Taubaté10
Tremembé1
Diadema28
Mauá107
Ribeirão Pires54
Rio Grande da Serra2
Santo André171
São Bernardo do Campo171
São Caetano do Sul38
Arujá4
Biritiba-Mirim2
Ferraz de Vasconcelos14
Guararema9
Guarulhos137
Itaquaquecetuba13
Mogi das Cruzes31
Poá14
Santa Isabel6
Suzano6
Caieiras37
Cajamar6
Francisco Morato98
Franco da Rocha72
Mairiporã59
Total5.411
Critério clínico-epidemiológico
CidadesNº de casos
São Paulo647
Barueri6
Carapicuíba6
Cotia18
Embu1
Embu-Guaçu3
Itapecerica da Serra1
Jandira3
Osasco3
Santana de Parnaíba2
São Carlos6
Campinas1
Indaiatuba1
Jundiaí3
Louveira1
Paulínia5
Sumaré2
Cravinhos1
Jaboticabal6
Ribeirão Preto1
Guarujá1
Fernandópolis11
Sorocaba1
Aparecida1
Cruzeiro1
Lorena1
Diadema8
Mauá6
Ribeirão Pires57
Santo André74
São Bernardo do Campo21
São Caetano do Sul3
Ferraz de Vasconcelos2
Guararema1
Guarulhos33
Poá6
Cajamar1
Francisco Morato11
Franco da Rocha20
Total976

*Conteúdo do Governo do Estado de SP