Economia

Fim do crédito rotativo: Banco Central busca alternativas para reduzir taxas de juros do cartão de crédito

Banco Central (BC) está analisando medidas para combater as altas taxas de juros do crédito rotativo de cartão de crédito. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, revelou durante uma sessão plenária no Senado Federal que a autarquia está considerando o fim dessa modalidade de crédito, que é uma das mais caras do mercado financeiro. Com taxas de juros que chegaram a 437,3% ao ano em junho, torna-se evidente a necessidade de encontrar soluções para tornar o crédito mais acessível aos consumidores. Neste artigo, exploraremos as informações apresentadas por Campos Neto e as possíveis consequências dessas mudanças.

Banco Central estuda o fim do crédito rotativo do cartão de crédito
Presidente do BC destaca necessidade de mudanças para tornar o crédito mais acessível(Lula Marques/ Agência Brasil)

O que é o crédito rotativo de cartão de crédito?

O crédito rotativo é uma modalidade de crédito contratada pelos consumidores quando pagam menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Essa dívida é mantida por 30 dias, e após esse período, as instituições financeiras parcelam o valor devido. Em junho, os juros do crédito rotativo atingiram a marca alarmante de 437,3% ao ano, tornando-o uma opção financeiramente insustentável para muitos consumidores.

As razões por trás dos altos juros do crédito rotativo: Segundo Campos Neto, uma das principais razões pelas quais os juros do crédito rotativo são tão altos é a grande utilização do parcelamento de compras por prazos mais longos. Isso aumenta o risco para as instituições financeiras, que precisam cobrar juros mais altos para compensar esse risco. Além disso, o Brasil experimentou um aumento significativo no número de cartões de crédito nos últimos anos, o que levou a um aumento na inadimplência nessa modalidade.

A solução proposta pelo Banco Central: O presidente do BC afirmou que, em até 90 dias, o Banco Central deve apresentar uma solução para o problema do crédito rotativo. A solução em questão é o fim do crédito rotativo, com o crédito sendo direcionado diretamente para o parcelamento, com uma taxa de juros em torno de 9% ao mês. Essa medida visa tornar o crédito mais acessível e evitar que os consumidores fiquem presos em uma dívida de juros exorbitantes.

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Impactos e desafios: Uma das preocupações em relação à implementação dessa medida é a possibilidade de que a restrição dos juros do cartão de crédito leve à redução da oferta de cartões, especialmente para consumidores com maior risco de inadimplência. Campos Neto destacou que a diminuição do número de cartões poderia ter um impacto significativo no consumo e no setor varejista. Portanto, é necessário encontrar um equilíbrio entre a redução dos juros e a manutenção da oferta de crédito.

O Banco Central está empenhado em encontrar soluções para as altas taxas de juros do crédito rotativo de cartão de crédito. O fim do crédito rotativo e a transição direta para o parcelamento podem ser uma medida eficaz para tornar o crédito mais acessível aos consumidores. No entanto, é fundamental considerar os impactos econômicos e encontrar um equilíbrio entre a redução dos juros e a manutenção da oferta de crédito. O objetivo final é garantir um sistema financeiro mais justo e sustentável para todos os consumidores.

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