Julieta recebe castigo no final de ‘Se Nos Deixam’

A novela “Se Nos Deixam” está terminando e o público espera a recompensa dos personagens que sofreram durante a trama e, claro, o castigo para quem prejudicou a vida dos mocinhos. Aqueles que agiram de forma errada terão um desfecho merecido, como acontece nas novelas mexicanas, e com Julieta (Scarlet Gruber) não será diferente.

Para saber sobre o final de Julieta em “Se Nos Deixam” clique para ler a matéria completa no estadodoparana.com.

Globais no Faustão

Desde que estreou nas noites da Band, muitos críticos de televisão apostavam que o apresentador Fausto Silva não fosse conseguir reunir convidados globais no programa. Para a tristeza de quem torcia contra e alegria dos fãs, Faustão provou que seu prestígio o segue em qualquer emissora.

Desde a estreia na Band, Faustão vem recebendo grandes convidados globais. Nesta semana quem deu o ar da graça na atração foi a apresentadora Angélica. Claro que ela não tem mais contrato com a Globo, mas é a esposa do apresentador mais importante da casa, Luciano Huck, que por acaso é o substituto de Faustão no “Domingão”.

Sucesso comercial

Além de conseguir manter uma audiência significativa para a emissora, o “Faustão na Band” também gera um grande retorno financeiro para a emissora, pois grandes marcas foram com ele para a nova casa, além de outras novas que foram conquistadas pelo comercial.

Quanto mais alegria, melhor!

A novela das 7 da Globo “Quanto Mais Vida, Melhor!” está em suas últimas semanas e como aconteceu desde que estreou, a trama segue movimentada com momentos marcantes para quem gosta de dar boas gargalhadas assistindo a uma boa história com momentos cômicos.

A novela escrita por Mauro Wilson vai deixar saudades, mas ainda dá para aproveitar, se emocionar e se divertir com ela por mais alguns capítulos. Afinal, “quanto mais alegria, melhor!”.

O jornalista Antonio Marques escreve sobre rádio, televisão e famosos desde 1990 e é um dos colunistas do portal SP Agora.

novelas mexicanas

SBT estuda mudanças na grade de novelas mexicanas

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Foto: Reprodução/SBT

A audiência das novelas mexicanas no SBT está muito bem para os padrões da emissora de Silvio Santos, mas a direção quer melhorar um pouco mais a situação ao optar por exibir duas novelas no horário da tarde. Hoje são exibidas três, sendo duas reprises e uma inédita, no caso a novela “Se Nos Deixam”.

O SBT deverá aumentar o horário das novelas mexicanas, a exemplo do que faz a TV Globo com a exibição de “O Clone”, que fica no ar durante uma hora e meia. Nesse caso, a emissora exibirá apenas duas produções, porém com mais tempo no ar, segundo informações de fontes ligadas ao departamento de teledramaturgia.

O final de Julieta em “Se Nos Deixam”

A personagem Julieta (Scarlet Gruber) é um dos mais comentados nas redes sociais quando se trata do núcleo dos vilões. Seu final será marcado por uma grande decepção na carreira como jornalista, pois sempre sonhou em se tornar apresentadora do maior telejornal da emissora onde trabalha, mas depois da separação de Sérgio Sérgio (Alexis Ayala), tudo se complicou para ela.

Dessa forma, Julieta vai terminar como a “moça do tempo” no último capítulo da novela “Se Nos Deixam”, que termina em maio.

Novas novelas na Globo

Por falar em novelas, a TV Globo anunciou em sua chamada mais recente a nova programação para 2022. Duas novas novelas estão em fase de produção, além da estreia de “Cara e Coragem” em maio como substitua de “Quanto Mais Vida, Melhor!”.

Também há uma boa notícia para os fãs da autora Glória Perez, de “O Clone”. No segundo semestre sua novela “Travessia” está confirmada como a substituta de “Pantanal”.

No horário das seis foi confirmada “Mar do Sertão” que em breve começará a ser gravada e será a substituta da novela “Além da Ilusão”.

O jornalista Antonio Marques escreve sobre rádio, televisão e famosos desde 1990 e é um dos colunistas do portal SP Agora. 

Coldpay

Música da banda Coldplay faz parte de novo livro de Winston Morales Chavarro

Coldpay
Reprodução/Divulgação

Um livro onde a música da banda inglesa Coldplay marca presença no enredo cheio de mistério e drama. Essa é a proposta do escritor colombiano Winston Morales Chavarro em sua nova obra Dios puso una sonrisa sobre su rostro’ (Deus colocou um sorriso no seu rosto) em uma reddição pela  Círculo Rojo, cuja primeira edição de seu romance ganhou o primeiro prêmio da IX Bienal Nacional de Romances ‘José Eustasio Rivera’.

A ficção produzida pelo autor é inspirada em sua experiência como assessor de imprensa no hospital universitário de Neiva na Colômbia, onde pôde ver dois acontecimentos “aterrorizantes” ocorridos no país: a explosão do Club El Nogal, em Bogotá, e a casa-bomba Villa Magdalena, na cidade de Neiva.

“Existem três aspectos fundamentais: a violência, a relação de um homem com a morte e a ligação de uma jovem com a banda inglesa Coldplay. As três histórias se encontram e constituem o enredo final da história. A música do Coldplay está presente em cada um dos capítulos do livro, seja pelas cartas da menina, que morreu após o ataque terrorista ao clube El Nogal, seja pelos títulos de cada um dos capítulos do romance (uma música do Coldplay)”, explica Chavarro.

Sobre o autor

Winston Morales Chavarro é um poeta, romancista e jornalista colombiano nascido em Neiva em 1969. Mestre em Literatura Latino-Americana pela Universidade Andina Simón Bolívar de Quito. Professor em tempo integral na Universidade de Cartagena. Sua poesia explora a história do mito e o mistério da vida humana em textos com profunda profundidade formal e expressiva.

Em seus ensaios críticos busca interpretar algumas das poéticas mais importantes do século XX na América Latina, entre outras, as de José Antonio Ramos Sucre, Carlos Obregón, César Dávila Andrade e Jaime Sáenz. Seus textos foram traduzidos para francês, inglês, polonês, alemão, romeno, chinês e italiano e incluídos em diversas antologias nacionais e estrangeiras.

Sabrina Sato sorri para câmera. Ela usa bluz longa bege e camiseta regata branca por baixo. O ombro esquerdo está à mostra e o cabelo caído sobre o ombro direito. Ao fundo, uma planta vermelha e uma persiana fechada.

Sabrina Sato anuncia saída da Record TV

A apresentadora Sabrina Sato se despediu da Record TV e passa a integrar o time do programa Saia Justa, do GNT, canal do Grupo Globo. Em um vídeo nas redes sociais, Sabrina relembrou os 20 anos na TV e agradeceu à Record TV e aos fãs.

“Estou com o coração tão apertado”, disse durante o vídeo de despedida. “Este é um dos momentos mais difíceis da minha carreira, porque mesmo recebendo todo este amor, todo este cuidado, sinto que eu preciso seguir”.

Sabrina Sato sorri para câmera. Ela usa bluz longa bege e camiseta regata branca por baixo. O ombro esquerdo está à mostra e o cabelo caído sobre o ombro direito. Ao fundo, uma planta vermelha e uma persiana fechada.
(Reprodução)

Sabrina vai integrar o programa ao lado de Larissa Luz, Luana Xavier e Astrid Fontenelle. Outras integrantes do programa, sucesso na TV por assinatura, Gaby Amarantos e Pitty, deixam a produção.

Estreia da nova temporada está prevista para 30 de março.

Record News registra melhor audiência de sua história

Entre as diversas emissoras hard news que cobrem a crise entre Ucrânia e Rússia, a Record News ganha destaque e surpreende na cobertura. Pertencente ao grupo controlado pelo bispo Edir Macedo, a emissora é transmitida gratuitamente através das antenas parabólicas, YouTube, além de aplicativos como a Pluto TV.

Atuando de maneira imparcial e com uma equipe de profissionais do jornalismo, a Record News abre espaço para a análise de comentaristas de política internacional com visões diferentes para que o público possa formar uma opinião mais coerente.

Com isso, a emissora focada em notícias registrou a melhor posição no Painel Nacional de Televisão (PNT), do Kantar Ibope Media, desde que foi lançada, em 2007

Cobertura x audiência

Apesar do destaque da emissora do grupo Record, a briga pela audiência e o mercado publicitário ainda está centrada na Globo News, Jovem Pan e CNN Brasil. A Band News também merece uma atenção especial nesta cobertura.

O que diferencia a Record News das demais emissoras é que seu sinal é totalmente gratuito. No entanto, a Globo News, Jovem Pan News e CNN Brasil também estão disponibilizando seus sinais gratuitamente na internet, menos na televisão.

Troca de corpos

A troca de corpos entre os personagens centrais da novela global “Quanto mais Vida, Melhor!” vem rendendo momentos de muito riso nos últimos capítulos.

Vale destacar o trabalho impecável dos atores Mateus Solano, Valentina Herszage, Vladimir Brichta e Giovana Antonelli. A ideia é estender por muitos capítulos a nova situação envolvendo os personagens da novela das 7 da TV Globo.

Destaque

Outro nome que vem ganhando destaque na TV é o santista Marco Antonio Villa. O historiador que cria polêmicas por suas opiniões sinceras e fortes, é um dos nomes mais lembrados pelo público quando se trata de opinião política.

Atualmente faz parte da equipe de comentaristas da TV Cultura de São Paulo e mantém seu canal no YouTube.

O jornalista Antonio Marques escreve sobre rádio, televisão e famosos desde 1990 e é um dos colunistas do portal SP Agora. 

Propaganda eleitoral volta à TV neste sábado

Começa no próximo sábado (26) a veiculação de propaganda partidária gratuita em rádio e televisão em âmbito nacional. Extinta desde 2017, a propaganda partidária foi retomada pelo Congresso Nacional no ano passado. Com isso, as propagandas dos partidos políticos voltam neste primeiro semestre.

Pelo calendário divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSOL será o primeiro partido político a veicular a propaganda. Já nos dias 1º e 10 de março, serão difundidas as propagandas do PDT e do MDB, respectivamente. A íntegra do calendário está disponível no site da Corte Eleitoral.

As propagandas serão veiculadas das 19h30 às 22h30, às terças-feiras, às quintas-feiras e aos sábados, por iniciativa e sob a responsabilidade dos partidos. A propaganda será realizada em todo território nacional. Segundo a norma estabelecida pelo TSE, ao menos 30% do tempo deve ser destinado à participação feminina na política. 

Divisão 

A divisão do tempo de cada partido foi feita de acordo com o desempenho de cada sigla nas eleições de 2018. Ao todo, serão 305 minutos de propaganda divididos entre 23 partidos. Legendas como o PT, MDB, PL e PSDB terão acesso ao maior tempo de exposição: 20 minutos e 40 inserções para cada partido.

Os partidos que elegeram mais de 20 deputados federais terão direito a 20 minutos semestrais para inserções de 30 segundos nas redes nacionais e de igual tempo nas estaduais. Para essa veiculação, no entanto, é necessária a solicitação formal dos partidos. 

Já as siglas que têm entre 10 e 20 deputados eleitos poderão utilizar dez minutos por semestre para inserções de 30 segundos, tanto nas emissoras nacionais quanto nas estaduais. Bancadas compostas por até nove parlamentares terão cinco minutos semestrais para a exibição federal e estadual do conteúdo partidário.

De acordo com TSE, as transmissões vão ocorrer em bloco, tanto em rede nacional quanto estadual, por meio de inserções de 30 segundos, no intervalo da programação normal das emissoras. 

Será permitida a veiculação de, no máximo, três inserções nas duas primeiras horas e de até quatro na última hora de exibição. Além disso, poderão ser reproduzidas até dez inserções de 30 segundos por dia para cada rede. 

É vedada, entretanto, a divulgação de inserções sequenciais, devendo ser observado o intervalo mínimo de 10 minutos entre cada uma delas. A propaganda partidária é exibida no primeiro e no segundo semestre dos anos não eleitorais e apenas no primeiro semestre dos anos em que houver eleição.  

Propaganda eleitoral

Com o objetivo de conquistar votos, a propaganda eleitoral começará a ser veiculada em agosto. Também exibida em âmbito nacional, não há necessidade de solicitação formal para a veiculação do horário eleitoral gratuito. 

Após o pedido de registro das candidaturas, que termina em 15 de agosto, será possível definir o tempo a que cada partido, coligação majoritária e federação terá direito. A definição é feita pelo TSE até o dia 21 de agosto.

Com a utilização de recursos publicitários, as peças serão exibidas – em âmbito nacional – nas campanhas para presidente e vice-presidente da República, e estadual quando os cargos em disputa são para senador, governador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

A distribuição do tempo de propaganda entre as candidaturas registradas é de competência das legendas, federações e coligações. As siglas devem respeitar aos percentuais destinados às candidaturas femininas (mínimo de 30%) e de pessoas negras (definidos a cada eleição).

Proibições

Está proibida a divulgação de propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais ou de outros partidos, bem como a utilização de imagens ou de cenas incorretas ou incompletas, de efeitos ou de quaisquer outros recursos que distorçam ou falseiem os fatos ou a sua comunicação.

O TSE também proibiu a utilização de matérias que possam ser comprovadas como falsas ou a prática de atos que resultem em qualquer tipo de preconceito racial, de gênero ou de local de origem, além de qualquer prática de atos que incitem a violência.

Além disso, é vedada a veiculação de propaganda com o objetivo de degradar ou ridicularizar candidatas e candidatos, assim como a divulgação ou compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinja a integridade do processo eleitoral.

Segundo a Corte Eleitoral, eventuais mentiras espalhadas intencionalmente para prejudicar os processos de votação, de apuração e totalização de votos poderão ser punidos com base em responsabilidade penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação.

Imagem mostra foto do escritor Mário de Andrade refletida em um espelho. Autor usava óculos com lentes redondas.

Semana de Arte Moderna completa 100 anos hoje

Há exatos 100 anos, o Theatro Municipal em São Paulo abria suas portas para uma exposição de pintura e escultura, saraus e apresentações musicais do compositor Villa-Lobos e da pianista Guiomar Novaes. Esse evento, que ocorreu entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, veio a ficar conhecido como a Semana de Arte Moderna, considerado um marco oficial do movimento modernista no Brasil.

Os principais nomes do evento foram os escritores Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade e os artistas Anita Malfatti e Di Cavalcanti. A ideia era provocar a imprensa, fazer muito barulho, para apresentar ideias de vanguarda.

“Com certeza os agentes da semana, os artistas que fizeram esse festival, tinham em mente essa ideia de ter impacto na mídia, de fazer barulho, de se alinhar a uma ideia de vanguarda, de desafio das tradições”, disse Heloísa Espada, curadora do Instituto Moreira Salles (IMS), organização que, no ano passado, realizou um ciclo de palestras [disponíveis no site da instituição] para discutir o evento junto com o Museu de Arte Contemporânea (MAC) e a Pinacoteca do Estado.

Imagem mostra foto do escritor Mário de Andrade refletida em um espelho. Autor usava óculos com lentes redondas.
A Casa Mário de Andrade, onde viveu um dos principais escritores e intelectuais do Modernismo, integra a Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A semana foi realizada pouco tempo depois do fim da Primeira Guerra Mundial e da pandemia de gripe espanhola e no ano em que o Brasil celebrava o centenário de sua independência.

São Paulo iniciava o seu processo de industrialização, com a economia ainda baseada no café. O Brasil se modernizava e alguns intelectuais e artistas da época, influenciados pelas vanguardas europeias, também propunham um novo olhar sobre a arte brasileira.

“A ideia de arte moderna acaba tendo relação com a ideia de cidade, com a criação de espaços urbanos. Esse momento, de início de século, é um momento de urbanização, de transformação das cidades, de modernização”, disse a curadora do IMS.

“São Paulo passa a se desenvolver com o comércio do café na segunda metade do século 19. E quem banca a semana, quem põe dinheiro para a semana existir, é uma elite cafeeira que ganha dinheiro no interior, nas fazendas, mas que não quer mais viver nas fazendas; que tem possibilidade de viajar para fora do país e quer viver em uma cidade que tem os benefícios da modernidade. É a riqueza do campo que paga essa ideia da arte moderna. Essa urbanização, esse desenvolvimento, é fomentada por essa riqueza que vinha, principalmente, das lavouras de café”, explicou.

(Reprodução)

A semente da Semana de Arte Moderna foi plantada em 1921, em uma reunião no Grande Hotel da Rotisserie Sportsman, onde hoje é a prefeitura paulistana. Lá, intelectuais e artistas se encontraram com o escritor e diplomata Graça Aranha.

“Nessa ocasião, ele [Graça Aranha] teve contato com esse pequeno grupo formado pelo Di Cavalcanti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida e muitos outros. A Anita Malfatti é convidada a participar desse encontro. Ela vai acompanhada de uma moça, uma amiga, porque não ficava bem ela ir sozinha, já que era solteira e mulher. Surge a ideia de se fazer um grande evento, reunindo artes como pintura, poesia e música, além de comida”, contou Luiz Armando Bagolin, professor do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP).

É de Graça Aranha a ideia de que o grupo procure Paulo Prado, um grande exportador de café de São Paulo. “Eles então se encontram com Paulo Prado, em sua casa no bairro de Higienópolis, e ali surge a ideia da semana. Foi Paulo Prado quem sugeriu o nome [do evento] e o financiou”, destacou o professor da USP.

Imagem mostra theatro municipal de são paulo iluminado durante a noite. Luzes aparecem espelhadas em poça d'água no asfalto.
Theatro Municipal (Paulo Pinto/FotosPublicas)

Meses depois da reunião, o Theatro Municipal recebeu uma exposição de artes em seu saguão e três noites de sessões literárias e musicais. O evento foi inaugurado com uma palestra do escritor e diplomata Graça Aranha, no dia 13 de fevereiro de 1922.

Na programação, constava ainda a leitura da poesia de Manuel Bandeira, chamada Os Sapos, uma crítica ao parnasianismo – movimento literário que se preocupava com o fazer poético: a arte pela arte. Pela obsessão com a precisão, os parnasianos foram criticados pelos modernistas que pregavam a liberdade estética. A leitura feita por Bandeira foi muito vaiada pelo público presente. Aliás, vaias e críticas foram a tônica de toda a semana. E foi isso que a tornou um sucesso, na visão dos artistas responsáveis pelo evento.

“A leitura que eles [os modernistas] fizeram, terminada a semana, foi que eles conseguiram provocar os araras. Quem são os araras? Os jornalistas. O Mário [de Andrade] diz assim: ‘os araras morderam a isca. Os araras foram provocados e aí tivemos êxito’. A semana, no momento em que aconteceu, foi um evento muito bem sucedido do ponto de vista da propaganda, por uma estratégia de propaganda”, descreveu Luiz Armando Bagolin. 

“Ao contrário de todas as iniciativas individuais e coletivas que tinham acontecido antes, foi a primeira vez que isso atraiu a fúria dos araras. No tempo deles, a semana teve importância não tanto pelas obras que foram apresentadas – e muitas delas nem era modernas. Mas como essa estratégia de propaganda gerou uma reação em cadeia na imprensa”, acrescentou o professor do IEB e curador da exposição Era uma Vez o Moderno, em cartaz na Federação das Industrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Construção histórica

Antes da semana, outras iniciativas culturais modernas já tinham sido realizadas no país, tais como as duas exposições individuais de Anita Malfatti, em 1914 e 1917. 

“É preciso sublinhar uma questão que me parece de fundamental importância: o modernismo no Brasil não começa com a semana. Essa ideia de que a semana vem, apresenta obras que marcam uma ruptura em relação ao que estava sendo feito, é uma ideia falsa. Houve muitas iniciativas antes da semana e depois da semana e, ao conjunto de todas essas iniciativas, algumas individuais, outras coletivas, a gente dá o nome de modernismo brasileiro”, explicou Bagolin.

A Semana de Arte Moderna só se tornou um marco muitos anos após ter sido realizada, num processo de construção histórica.

“Sabemos hoje que, por exemplo, imediatamente à semana, nos anos 30, ninguém falava da semana. Essa ideia da Semana de Arte Moderna é uma coisa que também foi construída pela historiografia. E só lá nos final dos anos 40, nos anos 50, quando se formam os museus de arte moderna no Brasil e também quando foi lançada a primeira Bienal, em 1951, houve todo um trabalho de resgaste e de reconhecimento público desses nomes, principalmente da Anita Malfatti e da Tarsila do Amaral, que não participou da semana, mas logo se uniu ao grupo”, disse Heloisa Espada, em entrevista à Agência Brasil.

“É preciso falar que houve uma construção histórica da narrativa da Semana de Arte Moderna como um evento fundador do nosso modernismo. Isso foi construído, principalmente, com ajuda da Universidade de São Paulo (USP), a partir do início dos anos 70, sobretudo quando a universidade comprou o acervo da família do Mário de Andrade e esse acervo foi para o IEB. Começa-se então a ver uma série de pesquisas, que se transformam em teses de mestrado e doutorado, em duas áreas sobretudo: a área de teoria literária e a área de ciências sociais”, explicou Luiz Armando Bagolin.

Além disso, o livro Artes Plásticas na Semana de 22, escrito por Aracy Amaral, historiadora de arte, lançado na década de 70, ajudou a construir a importância da Semana. “Esse trabalho marcou a historiografia”, destacou Heloisa.

Tudo isso foi contribuindo para que o evento passasse a ter um caráter positivo, de enaltecimento. “A gente vai vendo o quanto, na verdade, o assunto da semana vai surgindo ao longo da história de acordo também com as conveniências de cada época. Acho que falar da Semana de Arte Moderna de 1922, cem anos depois, é lembrar de como os assuntos vão sendo construídos e de quais são os interesses em falar sobre esses assuntos”, disse.

Esta é a primeira matéria de uma série que a Agência Brasil publica ao longo dos próximos dias sobre o centenário da Semana de Arte Moderna. 

Atores vestidos com as roupas dos personagens em montagem para divulação.

‘Os três porquinhos e o lobo’ em cartaz na zona leste

O Teatro Playcenter Family, localizado no parque indoor, no Shopping Aricanduva, apresenta a peça ‘Os três porquinhos e o lobo’. A produção ficará em cartaz até 30 de janeiro, em sessões às sextas-feiras, sábados e domingos, às 16 horas.

Inspirada no clássico de Joseph Jacobs, o espetáculo é uma adaptação da Companhia dos Reis, e possui um texto contemporâneo e divertido, destinado ao público infantil. A obra narra a jornada de três porquinhos que decidem construir novas casas – feitas de palha, madeira e tijolos -, enquanto precisam fugir de um lobo que está rondando a vizinhança.

Com músicas cantadas ao vivo e números de sapateado, a versão repaginada traz no elenco os atores Guilherme Ludwig, Gustavo Vierling, Ivo Ueter e Rafa Américo, e a direção de Ivo Ueter.

Atores vestidos com as roupas dos personagens em montagem para divulação.
(Divulgação)

Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos por R$ 40 (inteira), R$ 20 (crianças de 3 a 12 anos) e R$ 20 (meia-entrada), no caixa 10 do parque ou por meio do site.

O Playcenter Family ainda conta com diversas atrações.

O acesso ao estabelecimento é gratuito e livre para todas as idades, mas, para brincar nas atrações, é necessário adquirir o Playcard, cartão magnético exclusivo do Grupo Playcenter, que custa R$ 5.

Serviço

  • Local: Teatro Playcenter Family – Shopping Leste Aricanduva – Avenida Aricanduva, 5.555, Vila Matilde, São Paulo, SP
  • Data: até 30 de janeiro de 2022, às sextas-feiras, sábados e domingos
  • Horário: 16 horas
  • Telefone: (11) 2721-6244
Artista faz manobra aérea pendurada em cordas enquanto é observada por outros artistas.

Festival seleciona artistas circenses na grande São Paulo

Artistas circenses maiores de 18 anos e que moram em Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra têm até o dia 19 de fevereiro para se inscrever na programação do 1º Encontro de Artes Circenses de Mauá. O evento será realizado pelo Coletivo Cirkospício e pelo Espaço Cultural Circo Lunar, com financiamento via lei de incentivo.

Segundo a organização, “podem se inscrever artistas solos, duplas ou grupos de qualquer modalidade circense, com números inéditos ou não”.

Ainda segundo nota à imprensa, será oferecida ajuda de custo para os participantes durante o festival. “Valor que será estipulado de acordo com a quantidade de inscrições e números selecionados”, esclarece.

Artista faz manobra aérea pendurada em cordas enquanto é observada por outros artistas.
(Gabriel Góes/Divulgação)

As inscrições são gratuitas e para participar da seleção é necessário enviar um vídeo do número circense na íntegra, além de preencher o formulário de inscrição disponível aqui.

A curadoria do festival será realizada por profissionais do circo atuantes nas três cidades e o resultado da seleção será divulgado até o dia 21 de março.

O 1º Encontro de Artes Circenses de Mauá está marcado para os dias 13, 14 e 15 de maio de 2022, com ações presenciais no Espaço Cultural Circo Lunar, que fica em Mauá – SP, e em espaços culturais públicos do município. 

Renato Aragão

Renato Aragão na programação da TV Brasil

Renato Aragão
Foto: Divulgação/TV Brasil

Depois que não teve o contrato renovado com a TV Globo, o comediante Renato Aragão começou a aparecer em várias emissoras, onde antes, por força de contrato não poderia nem pensar em dar as caras.

A exemplo do que já fez o SBT e a TV Cultura, agora a TV Brasil também começa a exibir filmes de Renato Aragão e Os Trapalhões. Neste domingo será a vez de um clássico do final dos anos 60. Trata-se do longa “Bonga, o Vagabundo”.

O filme será exibido neste domingo no “Cine Retrô” às 16 horas. Na história, Bonga (Renato Aragão) vive pelas ruas, sozinho e livre, sem compromisso, aplicando golpes ingênuos para comer. Quando está em frente a uma boate, o vagabundo conhece Ricardo (Ronaldo Canto e Mello), um playboy do qual se torna grande amigo.

O rapaz é pressionado pelo pai, Dr. Paulo (Jorge Dória), a casar. Com a ajuda de Bonga, o jovem ricaço arma um plano para apresentar uma noiva falsa à família. As coisas se complicam e na hora que Bonga leva uma amiga que conheceu das ruas e pela qual é apaixonado.

Depois de acontecimentos envolvendo um rapto, a moça e o rapaz se casam, enquanto Bonga continua vivendo solitário nas ruas.

Faustão (logo) na Band

Todo mundo na expectativa para a estreia de Fausto Silva em sua nova casa. Na verdade, sua volta à emissora que o projetou, a Band. Faustão se prepara para fazer parte da vida dos telespectadores no horário nobre de segunda à sexta.

Sua estreia é aguardada com ansiedade pelo público e pelo mercado. O primeiro programa será exibido no dia 17 de janeiro às 20h30.

Quem vai comprar o SBT?

A venda do SBT é um dos assuntos mais comentados no momento. Muita gente já aposta em quem poderia ser o novo dono do SBT, entre os nomes estão Luciano Hang, Ratinho e Edir Macedo. Porém, nada de concreto ainda foi divulgado, mas o mistério deverá ser revelado em breve.

O jornalista Antonio Marques escreve sobre rádio, televisão e famosos desde 1990 e é um dos colunistas do portal SP Agora. (Instagram: @antoniomarquesoficial)