País registra 195 mortes por covid-19 em 24 horas

O Brasil registrou 195 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 664.091 óbitos desde o início da pandemia. Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Acre, Piauí e Rio Grande do Norte não compartilharam as informações da pandemia nesta sexta-feira (6).

Com os dados de hoje, a média móvel de mortes no Brasil dos últimos sete dias é de 97, uma queda de 20,49% comparada há uma semana. Pelo terceiro dia seguido, a média fica abaixo de 100.

Apesar da tendência de queda nos óbitos, muitos especialistas voltaram a demostrar preocupação com novas variantes. A capital paulista registrou dois casos da variante XQ. O Brasil foi o terceiro país no mundo a detectar essa cepa. Ainda não se sabe o quão potente ela é.

Em relação ao número de casos, foram 19.725 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, foram registrados 30.532.908 testes positivos no país.

O Brasil é o terceiro país no mundo a ultrapassar a marca de 30.5 milhões de casos de Covid-19. Apenas Estados Unidos e Índia registraram mais infectados.

A média móvel de casos nos últimos sete dias é de 15.838, um aumento de 17,51% comparado há uma semana.

Fiocruz vai produzir primeiro antiviral oral contra covid-19

O Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Farmanguinhos/Fiocruz) anunciou hoje (5) que assinou um acordo de cooperação tecnológica com a farmacêutica americana Merck Sharp & Dohme (MSD), com o objetivo de produzir no Brasil o molnupiravir, primeiro antiviral oral para o tratamento da covid-19.

O acordo foi assinado na terça-feira (3) e o medicamento recebeu ontem (4), da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), a autorização de uso emergencial no país. O pedido à Anvisa foi protocolado pela MSD em novembro.

Em princípio, a Fiocruz será responsável pela importação, administração, testagem, armazenagem, embalagem, rotulagem, liberação e fornecimento do medicamento para o Sistema Único de Saúde (SUS). A transferência da tecnologia para a produção 100% nacional será viabilizada ao longo dos próximos dois anos, após avaliação das condições técnicas e demanda do SUS pelo molnupiravir.

O acordo prevê também a condução de ensaios clínicos para verificar a eficácia em um eventual uso profilático para a covid-19, além de estudos experimentais da atividade do medicamento contra vírus como o da dengue e da chikungunya. A MSD vai monitorar e prestar assistência nas atividades para a transferência parcial de tecnologia.

Segundo a farmacêutica, o molnupiravir reduz “significativamente” as hospitalizações e até 89% da mortalidade por covid-19. O diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça, explicou que o acordo vem sendo discutido desde o começo de 2021 e as negociações resultaram em um projeto de grande potencial também para o tratamento de outras doenças.

“Faz mais de um ano que a gente vem conversando com a MSD e acompanhando toda a evolução dos testes e dos resultados, na torcida, porque tínhamos uma pandemia e toda uma população para tratar. Acho que chegamos a um documento bastante robusto, não só no sentido de trazer mais uma ferramenta de combate à covid-19, mas também de internalização do produto e de utilização dele para outras doenças importantes para o SUS”.

Molnupiravir

O molnupiravir já recebeu aprovação condicional pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) e pela Agência Regulatória Europeia (EMA), além de aprovação para uso emergencial pelo Food and Drug Administration dos Estados Unidos (FDA), sendo usado atualmente em 17 países.

Segundo a autorização da Anvisa, o molnupiravir poderá ser usado no tratamento de pacientes de covid-19 maiores de 18 anos, não grávidas, que não precisam de oxigênio suplementar e apresentam risco de evolução para a forma grave da doença, com necessidade de prescrição médica.

O estudo clínico global de fase 3, iniciado em abril do ano passado, teve sete centros no Brasil, sendo três em São Paulo, um em Brasília, um em Belo Horizonte, um em Curitiba e outro em Bento Gonçalves (RS).

Com roupas de proteção e vassouras, trabalhadores limpam local onde funciona maior hospital provisório de Xangai.

Xangai tem três mortes em novo surto de covid-19

A China reportou nesta segunda-feira (18/04) as três primeiras mortes por covid-19 em Xangai desde o início do lockdown total imposto há cerca de um mês. Segundo as autoridades, os três mortos eram idosos, tinham doenças subjacentes, como diabetes e hipertensão, e não estavam vacinados contra o coronavírus.

Pequim insiste em adotar uma política de tolerância zero à covid-19, impondo isolamento a infectados, testes em massa, bloqueios a cidades inteiras e longas quarentenas. As medidas conseguiram evitar um colapso no sistema de saúde, como ocorreu em vários países, além de um grande número de mortos. Em pouco mais de dois anos de pandemia, a China registrou 4.641 óbitos por covid.

Com roupas de proteção e vassouras, trabalhadores limpam local onde funciona maior hospital provisório de Xangai.
Trabalhadores médicos fazem limpeza e desinfecção no Centro Nacional de Exposições e Convenções (CNEC), o maior hospital provisório em Xangai (Ding Ting/Xinhura)

A maioria dos 25 milhões de habitantes de Xangai está confinada nas suas casas, pela terceira semana. Capital financeira do país e sede do porto mais movimentado do mundo, a cidade é o epicentro do maior surto de covid registrado desde o surgimento da pandemia em Wuhan, no final de 2019.

Somente em Xangai, mais de 300 mil casos de covid foram registrados desde o início do atual surto, em março. Nas últimas 24 horas, a China contabilizou 23.362 novas infecções, quase todas em na metrópole financeira.

Xangai parecia despreparada para um surto tão grande. Em lockdown, moradores enfrentam dificuldades para a ter acesso a alimentos e medicamentos, com supermercados e farmácias fechados. Dezenas de milhares de habitantes foram levados para centros de quarentena, onde as luzes estão sempre acesas, o lixo se acumula e não existem chuveiros com água quente.

Qualquer pessoa com resultado positivo, mas que não tenha sintomas, deve passar uma semana numa destas instalações. Embora o Partido Comunista Chinês tenha pedido medidas de prevenção mais direcionadas, as autoridades locais continuam a adotar medidas rigorosas.

Há relatos de cidades que oferecem recompensas de até 50 mil yuans (cerca de 36,8 mil reais) para aqueles que denunciaram infectados que estão mentindo sobre terem contraído o coronavírus, visando escapar a quarentena obrigatória.

CN (afp, Lusa)

SUS incorpora primeiro medicamento para tratar covid-19

Pacientes adultos hospitalizados que necessitam de oxigênio por máscara ou cateter nasal por consequência da covid-19 poderão ser tratados com baricitinibe. O medicamento – que passa a ser primeiro para o tratamento da covid-19 incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – já tem registro no Brasil com indicação para artrite reumatoide ativa moderada a grave e dermatite atópica moderada a grave. A decisão foi publicada por meio da Portaria nº 34/2022 assinada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) no Diário Oficial da União.

O baricitinibe já havia sido aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como tratamento para casos graves da doença e teve recomendação de incorporação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Durante o processo de análise da Conitec, o tema foi submetido à consulta pública, entre os dias 15 e 24 de março, para contribuições de especialistas e da sociedade em geral.

A recomendação final da comissão, favorável à incorporação, foi tomada em reunião extraordinária, convocada na última quarta-feira (30). Os estudos analisados pela comissão apontam que o uso do medicamento pode contribuir para uma redução significativa de mortes por covid-19 de pacientes adultos hospitalizados e que necessitam de oxigênio por máscara ou cateter nasal, ou que precisam de alto fluxo de oxigênio ou ventilação não invasiva.

O baractinibe é um medicamento que atua sobre o sistema imune, auxiliando no processo de recuperação de quadros inflamatórios. De forma mais específica, ele diminui a ação da interleucina-6 (IL-6), substância ligada à ocorrência de reações inflamatórias geradas por diversas doenças e se apresenta com níveis elevados em casos mais graves da doença.

Criança negra, usando máscara de proteção facial, segura cartão de vacinação diante de um painel que traz a imagem de uma enfermeira, a logomarca do Estado e a palavra "vacinajá".

São Paulo é o primeiro Estado a atingir meta de vacinação

O estado de São Paulo é o primeiro do Brasil a atingir a meta da OMS de vacinados contra a covid-19 entre a população elegível, ao chegar a 90% de cobertura vacinal.

De acordo com o governo, o estado já aplicou mais de 102 milhões de doses. A meta de 90% de cobertura vacinal foi atingida ontem (15). Esse percentual também é definido como ideal pelo Ministério da Saúde.

São Paulo também atingiu o índice de 73% de crianças vacinadas com a primeira dose da vacina, com 3,9 milhões de doses aplicadas até a tarde de ontem, entre o público de 5 a 11 anos. Entre os que tomaram a segunda dose, completando a imunização para esta faixa etária, o percentual é de 26,87%.

“São Paulo liderou o processo de vacinação no Brasil e, com a parceria com os 645 municípios, tem ampliado a cobertura vacinal e protegido a população. O dia de hoje é de celebração por atingirmos uma meta tão importante”, disse a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula.

Além de ser líder no país, o estado superou números de países como Espanha (84,1%), Canadá (81,6%), França (77,8%) Alemanha (75,7%), Reino Unido (73,2%) e EUA (65,8%).

A Secretaria de Estado da Saúde também reforça a necessidade de quem ainda não tomou a segunda dose para que procure o posto de vacinação mais próximo da sua residência para se vacinar.

No público infantil, de 5 a 11 anos, são mais de 821,1 mil crianças não retornaram para tomar a segunda dose. O intervalo para a segunda dose da Coronavac é de 28 dias, já o da Pfizer é de 8 semanas.

Butantan pede à Anvisa para vacinar crianças de 3 a 5 anos

O Instituto Butantan enviou para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido para iniciar a vacinação contra a Covid-19 em crianças entre 3 e 5 anos com a Coronavac. A solicitação chegou nas mãos da agência na noite da última sexta-feira (11).

O prazo de avaliação começa a partir da próxima segunda-feira (14) e a Anvisa tem sete dias úteis para tomar alguma decisão. A Anvisa considerará pontos, como segurança e eventos adversos identificados, ajuste de dosagem da vacina e fatores específicos dos organismos das crianças em fase de desenvolvimento.

A Coronavac já está sendo aplicada em crianças entre 6 e 11 anos. A Anvisa aprovou o uso emergencial do imunizante em 20 de janeiro. Na época, o Butatan pediu a aprovação já para o público a partir dos 3 anos. Porém, segundo os técnicos, os dados não demonstraram a segurança e efetividade necessária.

O estudo ainda indicou que a vacina não podia ser aplicada em crianças imunocomprometidas (como aquelas em tratamento para câncer) porque faltavam dados sobre os benefícios do imunizante para esta população específica.

Mão usando luvas azuis segura teste de covid-19

São Paulo identifica terceiro caso da subvariante

A cidade de São Paulo identificou o terceiro caso de uma pessoa contaminada com a subvariante BA.2 do coronavírus. O paciente é um homem, de 45 anos, residente de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, que foi atendido no sistema de saúde da capital paulista.

A identificação foi feita na última sexta-feira (18) pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Instituto Butantan a partir da análise genômica do vírus. A BA.2 surgiu a partir das mutações da variante ômicron (BA.1).

O homem já havia recebido as três doses de vacinas contra a covid-19 e teve sintomas no último dia 30 de janeiro. Ele passou 14 dias em quarentena e não apresenta mais sinais da doença.

Imagem ilustra o vírus em formato circular, sendo um maior no meio da tela e outros menores no fundo. De um lado a outro da montagem há um desenho que simula o dna humano.

Fiocruz alerta para risco de mais mortes pela ômicron

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertam o Brasil de um possível aumento de mortes por conta da Covid-19, que eles chamaram de “espalhamento” da ômicron no país, principalmente em locais com baixa cobertura de vacina e poucos recursos de socorro na área da Saúde.

De acordo com os pesquisadores, a combinação pode resultar em aglomeração nos atendimentos hospitalares e dificultar o atendimento de doentes. Essa cepa da Covid-19 é mais contagiosa e resulta em uma maior quantidade de casos.

“Ratificamos a preocupação com o espalhamento da variante Ômicron em áreas de baixa cobertura vacinal no país e com recursos assistenciais complexos precários. São condições que podem propiciar a elevação do número de óbitos por Covid-19, mesmo considerando a menor agressividade da variante agora dominante”, afirmou a Fiocruz em nota.

O parágrafo afirma que: “como temos sublinhado, a elevadíssima transmissibilidade da variante Ômicron pode incorrer em demanda expressiva de internações em leitos de UTI, ainda que a probabilidade de ocorrência de casos graves seja mais baixa”.

Cerca de nove estados estão com ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) em situações críticas. As mais preocupantes são as UTIs do Distrito Federal, seguidas de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.

“Precisamos avançar na vacinação e banir estratégias que vêm sendo empregadas para dificultá-la, especialmente na população de crianças de 5 a 11 anos”, completou a Fiocruz.

O passaporte vacinal é visto pela entidade como um estímulo à vacinação e também é crucial no controle da disseminação da Covid-19. Campanhas de distribuição e endurecimento do uso obrigatório de máscaras em locais públicos são necessárias.

Cerca de 27,1 milhões de pessoas testaram positivo para a doença no país, enquanto 636 mil morreram em decorrência da Covid-19. 152 milhões estão vacinados em esquemas de doses únicas ou de duas doses.

Anvisa indefere três pedidos de autoteste de covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indeferiu pedidos de registros de três autotestes de covid-19. De acordo com a agência, os pedidos foram negados devido à falta de estudos e documentos completos sobre os produtos que solicitaram autorização.

As empresas já foram informadas por meio de Ofício Eletrônico sobre os pontos de ajustes necessários para cada produtos antes que uma nova submissão possa ser feita, informou a Anvisa, por meio de nota enviada à Agência Brasil.

“Estes são os resultados dos primeiros pedidos de registro de autotestes avaliados pela Agência. A publicação de ontem (segunda feira, 7 de fevereiro) do Diário Oficial da União traz outros três autotestes que também tiveram seus pedidos negados. Mas nestes casos a negativa aconteceu porque os pedidos foram feitos antes da vigência da norma que regulamentou os autotestes para Covid19 no Brasil”, informou a Anvisa.

Os registros indeferidos são das empresas LMG LasersMedlevensohn; e Okay Technology. As duas resoluções com os indeferimentos (nº 364 e nº 387) foram publicados no Diário Oficial da União de ontem (7).

Anvisa contabiliza 33 pedidos de registro para autotestes de covid-19 – número que não considera os pedidos feitos antes da vigência da norma.

Destes, três tiveram indeferimentos já publicados no Diário Oficial da União; quatro produtos tiveram a análise concluída e aguardam a publicação do resultado; nove encontram-se em análise pela área técnica; e 17 foram distribuídos para a área e, atualmente, aguardam o início da análise.

enfermeiras trabalham dentro de uma sala do hospital. Foto mostra o balcao de atendimento no primeiro plano e equipamentos próximo de duas profissionais de saúde.

Pandemia volta a matar mais de mil pessoas em 24 horas no Brasil

O Brasil registrou oficialmente nesta quinta-feira (03/02) 1.041 novas mortes ligadas à covid-19, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

É a primeira vez que o Conass registra mais de mil mortes por covid-19 em 24 horas no país desde 18 de agosto, há mais de cinco meses. A alta de novos casos e mortes se relaciona à disseminação da variante ômicron, mais transmissível.

Nesta quinta, também foram registrados 298.408 novos casos de covid-19, quebrando o recorde anterior, de 28 de janeiro. Com isso, o total de infecções registradas no país chega a a 26.091.520, e os óbitos oficialmente identificados somam 630.001.

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

Uma pesquisa Datafolha publicada em 15 de janeiro apontou que um entre quatro brasileiros com 16 ou mais anos de idade afirma ter ter sido diagnosticado com covid-19 desde o início da pandemia no país. O número representa quase o dobro dos casos oficialmente notificados.

A média móvel de casos, que avalia os últimos sete dias, também é recorde, com 189.526 infecções. A média móvel de óbitos aumentou para 702, patamar verificado pela última vez em agosto passado.

Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes está em 299,8 no Brasil, a 14ª mais alta do mundo, atrás de alguns pequenos países europeus e do Peru.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 894,3 mil óbitos, mas têm população bem maior. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, depois de EUA (75,7 milhões) e Índia (41,8 milhões).

Ao todo, mais de 386,9 milhões de pessoas contraíram oficialmente o coronavírus no mundo, e foram notificadas 5,7 milhões de mortes associadas à doença, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Ocupação de UTIs é crítica em nove unidades da Federação

Nesta quinta, uma nota técnica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que a taxa de ocupação de leitos de UTIs dedicados à covid-19 é considerada crítica, com mais de 80% de ocupação, em nove unidades da Federação: Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Espírito Santo.

Segundo a publicação, em 13 unidades da Federação houve aumento recente das taxas de ocupação dos leitos de UTI para covid-19. Entre 25 capitais com dados disponíveis, 13 estão na zona de alerta crítico, nove na zona de alerta intermediário e oito fora da zona de alerta.

Os pesquisadores do Observatório Covid-19 da Fiocruz avaliam que o comportamento das taxas de ocupação em estados e capitais “parece apontar para a interiorização de casos da doença”. Algumas capitais já apresentam mais estabilidade ou mesmo queda nas suas taxas, enquanto as taxas dos estados crescem expressivamente. 

A nota técnica da Fiocruz ressalta que o cenário atual não é o mesmo registrado entre março e junho de 2021, a fase mais crítica da pandemia, e que mesmo com o acréscimo de leitos para covid-19 ocorrido nas últimas semanas, a disponibilidade de leitos é hoje bem menor.

Os pesquisadores alertam para a baixa cobertura vacinal em diversas áreas do país, onde os recursos assistenciais são mais precários, e lembram que uma proporção considerável da população que não recebeu a dose de reforço ou não se vacinou é mais suscetível a formas mais graves da infecção com a ômicron.

A Fiocruz destaca que a “elevadíssima” transmissibilidade da variante pode resultar em números expressivos de internações em leitos de UTI, mesmo com uma probabilidade mais baixa de ocorrência de casos graves.

bl (ots)