São Paulo reabre hoje parques, restaurantes e academias

(Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

A capital paulista avança, neste sábado (24), na flexibilização das regras para conter a pandemia de covid-19. A partir de hoje reabrem para o público restaurantes, lanchonetes, salões de beleza, parques municipais, clubes, academias e estabelecimentos ligados a atividades culturais. No domingo (25), serão reativadas também as ciclofaixas de lazer.

O horário de funcionamento permitido para os estabelecimentos é das 11h às 19h. Academias podem abrir em dois horários: das 7h às 11h, e das 15h às 19h. A orientação é que a população evite aglomerações nesses espaços, que terão capacidade máxima limitada a 25%.

Para evitar a circulação de pessoas no período noturno, está mantido o toque de recolher entre 20h e 5h. Permanece ainda a orientação de teletrabalho para as atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horário na entrada e saída das atividades do comércio, serviço e indústria.

De acordo com a prefeitura, está prevista para o dia 1º de maio uma revisão sobre a retomada das atividades na capital, que pode variar conforme os indicadores de contágio pelo novo coronavírus e de internações hospitalares por covid-19 no município.

 Por Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

Academias e escritórios podem reabrir amanhã

O prefeito Bruno Covas assinou sexta-feira (10),  o termo de compromisso com quatro entidades do setor de academias. Outras seis entidades de diversos setores como comunicação, coworking e energia solar, por exemplo, aderiram  ao protocolo já existente de escritórios de serviços.

A liberação gradual da reabertura de diversas atividades na capital está sendo realizada de acordo com o Plano São Paulo do Governo do Estado e as orientações da área da saúde, para a retomada segura da economia e a geração de renda de centenas de pessoas que não estavam conseguindo exercer suas atividades, por conta da pandemia de covid-19.

“Estamos hoje assinando os protocolos com os representantes de academias e de atividades similares. Os escritórios já haviam sido liberados na fase anterior, mas estão aqui para incrementar esses protocolos, com práticas ainda mais rígidas do que já aprovamos, para proteger funcionários e clientes”, disse o prefeito Bruno Covas.

As academias passam a contar com um protocolo específico para o setor. Esses locais deverão funcionar durante o período limite de seis horas diárias, com 30% da capacidade e horários agendados pelos clientes. O funcionamento acontecerá da mesma forma aos sábados e domingos.

“O setor de academias estava  previsto para a fase 4, mas o Governo do Estado o antecipou com muito mais regras do que o previsto inicialmente”, declarou  Bruno Covas.

Já as entidades que assinaram o termo de escritórios aderiram ao protocolo da portaria 605 do município de São Paulo, publicada em 5 de junho de 2020.

“Na segunda-feira, as academias e os parques municipais retomam suas atividades, marcando um novo momento para São Paulo. Mesmo assim, todas as medidas de saúde e higiene devem ser adotadas, para que a cidade não retroceda e possamos liberar novos setores em breve, movimentando, ainda mais, a nossa economia”, afirmou a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

Para Bruno Covas, São Paulo tem conseguido passar por essa etapa de reabertura gradual, sem repetir os erros que ocorreram em outras cidades do mundo, devido ao sucesso do diálogo da Prefeitura com a atividade produtiva.

“Isso fez com que a cidade, mesmo flexibilizando, não retrocedesse em  seus índices. Estamos tendo estabilização nos leitos de UTI, no número de casos, de internações e de quantidade  de óbitos. Aqui os médicos não precisaram decidir quem seria ou não atendido. Todos tiveram tratamento na rede municipal. Tínhamos 507 leitos e acrescentamos 1300 leitos de UTI. E ninguém passou fome. Neste fim de semana, chegaremos a 1 milhão de cestas básicas distribuídas na cidade de São Paulo”, enfatizou o prefeito

Confira as orientações que cada setor deverá seguir:

Academias

Os estabelecimentos deverão manter a ocupação do espaço para 30% de sua capacidade máxima enquanto a cidade estiver na classificação amarela do Plano São Paulo e 50% na fase verde. Não será permitido nenhum tipo de aglomeração no espaço. A recepção deverá ser isolada com área de proteção demarcada com fita zebrada em 1,5 metro.

As salas de treino de peso livre e as de atividades coletivas deverão ser delimitadas de maneira que cada cliente fique a 2 metros de distância um do outro. Só poderão ser utilizados apenas 50% dos aparelhos de cardio, deixando o espaçamento de um equipamento sem uso para o outro. Está proibida qualquer forma de luta e contato físico durante o treino, mesmo que seja para orientação.

As piscinas devem ser  divididas por  turmas, com separação por raias, de acordo com o nível de aprendizagem dos alunos. Para reduzir o número de pessoas, recomenda-se diminuir também a duração das aulas.

Nas quadras não será permitida a entrada de acompanhantes ou atletas fora do horário dos seus jogos. As aulas deverão ser individuais e o recolhimento das bolas deverá ser feita por uma única pessoa, seja ela professor, funcionário ou aluno responsável. Saunas, banhos turcos, solários, hidromassagem, jacuzzi e similares não estão autorizadas a funcionar e devem permanecer fechadas.

Enquanto vigorar o Plano São Paulo, os estabelecimentos só poderão receber clientes por, no máximo, seis horas diárias com agendamento prévio. Os clientes que fazem parte do grupo de risco deverão ter seus planos congelados enquanto não puderem frequentar os equipamentos desportivos.

Escritórios de prestação de serviços

Caso o distanciamento social não seja viável, é fundamental a instalação de barreiras e divisórias transparentes entre funcionários e colaboradores. É indicado que o atendimento seja feito de forma agendada em um local preparado para a higienização ao término do contato com o cliente. Deve ser priorizada a prestação de serviço à distância, sempre que possível.

A permanência de clientes no escritório deve ser pelo menos 80% menor do que a média da rotina normal, no caso da cidade se encontrar na classificação laranja do Plano São Paulo, 60% se estiver na classificação amarela e 40% se estiver na classificação verde.

As empresas deverão estabelecer um cronograma de funcionamento diferenciado, visando horários alternativos de abertura e fechamento do escritório que não coincida com os horários de pico do transporte público. O atendimento ao público pode ser de, no máximo, quatro horas, se a cidade se encontrar na classificação laranja do Plano São Paulo, no máximo seis horas se estiver na classificação amarela e horário livre caso se encontre na classificação verde.

*Com informações da Prefeitura de SP

São Paulo mantém salões e academias fechados

Comércio fechado na rua 25 de Março durante a quarentena (Divulgação)

O governador de São Paulo João Doria disse hoje (13) que academias e salões de beleza permanecerão fechados no estado, como medida para conter a disseminação do novo coronavírus. Apesar de decreto presidencial colocar esses tipos de estabelecimento como serviços essenciais e assim permitir a reabertura durante a quarentena, Doria argumentou que a suspensão do funcionamento segue orientação do comitê de saúde estadual.

 “O secretário de saúde de São Paulo [José Henrique Germann] e nosso comitê de saúde nos indicam que ainda não temos condições sanitárias seguras para autorizar a abertura de academias, salões de beleza e barbearias neste momento. Respeitamos todos esses profissionais, mas nosso maior respeito por esses profissionais é garantir suas vida”, disse o governador.

Segundo o diretor do Instituto Butantan e coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Dimas Covas, a decisão se baseou no fato, por exemplo, de que academias são ambientes de grande presença de secreções, o que facilita a infecção pelo novo coronavírus. “Com relação às academias, ela é um local onde as secreções são abundantes. E outro ponto importante: quem faz exercício físico de máscara é muito difícil de respirar. Além disso, a máscara umedece muito rápido, deteriorando a qualidade de proteção da máscara. E em terceiro, para higienizar esse ambiente, isso teria que ser feito a cada uso. E isso é muito complicado do ponto de vista sanitário”, argumentou.

Já com relação aos salões de beleza, Dimas Covas relatou que o problema principal é a proximidade entre cliente e profissional. “O contato físico é muito próximo. Ela vai tocar na pessoa [cliente]. Ela vai tocar no rosto da pessoa, nos cabelos da pessoa. Do ponto de vista de controle da infecção, essas são situações de risco”, falou ele.

Medidas

O governador anunciou hoje a liberação de R$ 30 milhões, a partir de amanhã, para abertura de 350 novos leitos na Baixada Santista para tratamento dos casos do novo coronavírus. Desse total, 50 são de unidades de terapia intensiva (UTI). 

Os leitos serão abertos nas cidades de Santos, Praia Grande e Itanhaém. Segundo o governo paulista, a Baixada Santista é hoje a segunda região do estado com mais casos de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Fica atrás apenas da região metropolitana.

O estado paulista tem, até o mais recente boletim divulgado, 51.097 casos confirmados de covid-19, e 4.118 pessoas mortas por complicações da doença . Há 3.703 pacientes internados em UTI e 5.950 em enfermarias. A ocupação de leitos de UTI em todo o estado está em torno de 68,3%, enquanto na Grande São Paulo está em torno de 87,2%.

Isolamento

Já a taxa de isolamento social em todo o estado permanece baixa, segundo padrões estipulados pelo governo. Ontem (12) ela atingiu apenas 47%, bem abaixo do valor mínimo considerado como satisfatório pelo governo paulista, de 55%.

Respiradores

Segundo o secretário de governo e vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, São Paulo fez, até este momento, três compras de respiradores e aguarda pela chegada deles para conseguir aumentar a quantidade de leitos disponíveis para tratamento do novo coronavírus. “Temos hoje três compras realizadas, uma delas na indústria nacional feita no início da pandemia em que as entregas estão programadas para os meses de maio, junho e julho. Já chegaram lotes de respiradores e eles foram colocados imediatamente em uso. No final de semana, por exemplo, teve 20 novos respiradores para a capital”, explicou Garcia. Esse contrato teve o investimento do governo paulista de US$ 2,5 milhões.

Outra compra, segundo ele, foi feita na China. “Ela foi repactuada de 3 mil respiradores para 1.280 porque essa era a capacidade de entrega da indústria até a primeira semana de junho. Então ficamos com aquilo que era necessário no tempo da epidemia de São Paulo”. Esse contrato, segundo Garcia, que era de US$ 100 milhões, foi reduzido para US$ 44 milhões.

Já a terceira compra, explicou o secretário, é de mil respiradores chineses, mas adquiridos em Londres [Inglaterra]. Esse contrato, segundo o vice-governador, teve o investimento de US$ 20 milhões. Com isso, o total de respiradores adquiridos por São Paulo é de 2.530 respiradores, dos quais 1.150 serão entregues em São Paulo até o dia 20 de maio.

O governador João Doria ainda acrescentou que o governo paulista solicitou mais 200 respiradores ao Ministério da Saúde, ainda sem previsão de entrega.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil