Índice do aluguel acumula alta de 31,15% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência para o reajuste de contratos de aluguel, teve inflação de 2,98% na segunda prévia de março deste ano. A taxa ficou acima dos 2,29% observados na segunda prévia de fevereiro.

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de 31,15% em 12 meses.

A alta de fevereiro para março foi puxada pelos preços no atacado, no varejo e na construção. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, subiu de 2,98% na prévia de fevereiro para 3,72% na prévia de março.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, passou de 0,29% para 0,89% no período. Já o Índice Nacional do Custo da Construção subiu de 1% para 1,31%.

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

Inflação do aluguel acumula 29,83% em 12 meses

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel no país, registrou inflação de 1,95% na primeira prévia de março, percentual superior ao 1,92% da prévia de fevereiro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), em 12 meses, o IGP-M acumula 29,83%.

A alta da taxa na prévia de março comparada à de fevereiro, foi puxada pelos preços no varejo e na construção.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,19% para 0,79%. O Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,60% para 1,24%.

Já a inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve queda, ao passar de 2,54% na prévia de fevereiro, para 2,33% em março.

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

Inflação do aluguel é de 25,71% em 12 meses, diz FGV

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, registrou inflação de 2,58% em janeiro deste ano. A taxa é maior que as de dezembro (0,96%) e janeiro de 2020 (0,48%). Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV),  em 12 meses o  acumulado é de 25,71%.   

A alta de dezembro para janeiro foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, cuja inflação subiu de 0,90% para 3,38% no período.

O Índice Nacional de Custo da Construção também teve alta, ainda que de forma mais moderada, ao subir de 0,88% em dezembro para 0,93% em janeiro.

Já o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve queda ao passar de 1,21% em dezembro para 0,41% em janeiro.

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil 

IGP-M: Índice que reajusta aluguel acumula alta de 25,71%

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel em todo o país, registrou inflação de 2,58% em janeiro deste ano. A taxa é maior que a de dezembro do ano passado (0,96%). Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou hoje (28), o IGP-M acumula inflação de 25,71% em 12 meses. Em janeiro de 2020, o acumulado era de 7,81%.

A alta da taxa de dezembro para janeiro foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 3,38% em janeiro ante uma alta de 0,90% em dezembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção também teve alta de dezembro (0,88%) para janeiro (0,93%).

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve queda na inflação, ao passar de 1,21% em dezembro para 0,41% em janeiro.

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

Inflação do aluguel acumula alta de 20,93% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel do país, registrou inflação de 3,23% em outubro deste ano. A taxa é inferior ao observado em setembro (4,34%). Apesar da queda da taxa, o IGP-M acumula índices de inflação de 18,10% no ano e de 20,93% em 12 meses, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A queda da taxa de setembro para outubro foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, cuja inflação recuou de 5,92% em setembro para 4,15% em outubro deste ano.

Por outro lado, o varejo e a construção tiveram aumento da taxa de inflação no período. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,64% para 0,77%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 1,15% para 1,69%.

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil 

Pandemia: mais de 6 mil famílias foram despejadas

(Fernanda Carvalho/Fotos Públicas)

Mais de 6 mil famílias brasileiras foram despejadas de casa durante a pandemia do novo coronavírus. O mapeamento de dados sobre despejos e remoções no território nacional foi feito por mais de 40 entidades que integram a Campanha Despejo Zero, lançada em julho deste ano e que pede a suspensão de tais processos durante a pandemia.

“Os governos – prefeituras, estados e o sistema judiciário – não poderiam estar, neste momento de pandemia, retirando as famílias de suas moradias, qualquer que seja a moradia em que  estejam, porque a orientação mundial é que as famílias fiquem em casa. [Porque] você está aumentando a vulnerabilidade de famílias que já deveriam ter sido acolhidas por políticas públicas de habitação e não foram”, disse a coordenadora da equipe de urbanismo do Instituto Pólis, Margareth Uemura. O Pólis é uma das entidades que integram a campanha.

Foram identificados mais de 30 casos de despejo durante o período analisado, atingindo 6.373 famílias. Segundo Margareth, o Poder Público é parte responsável pela situação, já que deve dispor de uma política habitacional com a devida atenção a essa população mais vulnerável.

O levantamento foi feito a partir de informações recolhidas pelas instituições que formam a campanha, entre 1º de março e 31 de agosto, por meio de denúncias, formulários online e banco de dados do Observatório das Remoções e defensorias públicas.

“A campanha se constituiu justamente porque o governo federal, a Presidência da República, não tomou nenhuma medida de impedir que isso acontecesse. Os deputados federais fizeram um projeto de lei [PL 1.975/20], que está lá na Câmara dos Deputados tramitando justamente solicitando que esses deslocamentos, essas remoções, não sejam feitos durante a pandemia”, disse Margareth. O projeto de lei ainda não foi votado.

O Amazonas concentrou 47% dos casos, com 3 mil despejos. São Paulo também teve grande número de famílias removidas de casa: foram 1.681 despejos, o equivalente a 26% do total de casos. Também foram constatadas remoções em Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe e Roraima, no Paraná, em Santa Catarina, no Maranhão e Rio Grande do Norte, em Goiás, no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O mapeamento revelou que a principal justificativa para os despejos foram as reintegrações de posse, conflitos com proprietários e impacto devido a obras públicas. A retirada das famílias ocorreu apesar das orientações da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). Em julho deste ano, o relator especial sobre Moradia da ONU, Balakrishnan Rajagopal, emitiu manifesto em que pedia o país parasse com os despejos e remoções enquanto perdurar a pandemia de covid-19.

“Temos a OMS [Organização Mundial de Saúde] dizendo que a melhor medida é proteger as famílias e que elas fiquem em casa. E temos ainda tem a orientação da ONU, tanto do relator Balakrishnan Rajagopal, como orientação do Alto Comissariado dos Direitos Humanos para também não ter essas remoções. É [para] paralisar as remoções no período de pandemia”, enfatizou Margareth.

Em 4 de setembro, durante ato online organizado pelo Instituto Pólis, Plataforma Global pelo Direito à Cidade e pela Plataforma Brasileira de Direitos Humanos (Dhesca Brasil), representantes de movimentos sociais e de organizações da sociedade civil entregaram a Rajagopal o levantamento e denunciaram o Brasil pelos despejos, remoções e violação de direitos.

Ameaças

A campanha registrou 85 ameaças de despejo no mesmo período, que atingiriam 18.840 famílias. A maioria dos casos foi identificada em São Paulo, onde os pedidos de remoção podem afetar 4.853 famílias, 25,75% do total. Aparecem em seguida os estados do Rio Grande do Sul (3.340), de Pernambuco (2.393), do Piauí (2.000), da Bahia (1.808), do Rio de Janeiro (1.626) e de Minas Gerais (1 mil).

Margareth disse que a campanha conseguiu que 10 casos de ameaças de despejo fossem revertidos. “Muitos desses casos foram suspensos por pressão popular e pressão da campanha. Quanto às famílias que estão ameaçadas, a gente tem trabalhado no Judiciário e nos governos para que elas [ameaças] sejam revertidas.”

Outro lado

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) informou que recebeu, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), cópia da carta da ONU assinada pelo relator especial, solicitando esclarecimentos sobre casos de despejo no estado de São Paulo, no contexto da pandemia de covid-19. “Em 28 de agosto de 2020, o MMFDH apresentou subsídios ao MRE, conforme contribuições de órgãos do governo federal, do governo do estado de São Paulo e do Poder Judiciário”, diz nota MMFDH.

A pasta dos Direitos Humanos confirmou que recebeu outro documento, também assinado pelo relator especial, sobre o direito à moradia adequada, com solicitação de informações sobre remoção das famílias de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do assentamento Quilombo Campo Grande, no estado de Minas Gerais. Segundo nota do ministério, o Estado tem prazo até o dia 19 deste mês “para envio de manifestação, que está em fase de elaboração”.

No texto, o ministério acrescenta que tem desenvolvido ações para proteção e garantia de direitos. “Estamos trabalhando no desenvolvimento do programa Moradia Primeiro, que consiste em uma proposta para as políticas de habitação, trabalho, assistência social e saúde”, diz a pasta. Segundo informações do ministério, o programa Moradia Primeiro é destinado à população em situação de rua.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil 

Inflação do aluguel dispara e atinge 17,94% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel em todo o país, registrou inflação de 4,34% em setembro deste ano, taxa superior aos 2,74% de agosto. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), com o resultado o indicador acumula 14,40% no ano e 17,94% em 12 meses.

A alta de agosto para setembro foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, passou de 3,74% em agosto para 5,92% em setembro.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,48% em agosto para 0,64% em setembro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,82% em agosto para 1,15% em setembro.

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Inflação para aluguel tem alta de 12,58% em 12 meses

A segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel em todo o país, indicou alta de 2,34% no segundo decêndio de agosto, na comparação com o mesmo período do mês anterior, quando ficou em 2,02%. A taxa em 12 meses passou de 9,05% para 12,58%. O resultado do indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) foi divulgado hoje (18).

(Fernanda Carvalho/Fotos Públicas)

Outra elevação no segundo decêndio de agosto foi a do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que aumentou 3,15%, frente aos 2,72% no mesmo período de julho. De acordo com a FGV, na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de 0,54% em julho para 0,96% em agosto. O maior impacto para esse resultado foi causado pelo subgrupo alimentos in natura, com a taxa saindo da queda de 13,89% para recuo de 5,02%.

O índice referente a Bens Intermediários subiu 2,67% no período, em relação a 1,99% no segundo decêndio de julho. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,03% para 2,27%.

IPC

Após subir 0,49% no segundo decêndio de julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou 0,41% no mesmo período de agosto. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice tiveram queda nas taxas de variação. O destaque foi o grupo Educação, Leitura e Recreação, de 0,54% para queda de 0,73%. A FGV chamou atenção para o comportamento do item passagem aérea nessa classe de despesa, que passou de 15,96% para queda de 5,47%.

Também tiveram recuo os grupos Transportes (1,47% para 0,92%), Vestuário (menos 0,39% para menos 0,50%) e Comunicação (0,41% para 0,38%). Aí, as maiores influências foram a gasolina (4,60% para 2,93%), roupas (menos 0,42% para menos 0,58%) e tarifa de telefone móvel (0,19% para 0%).

Ao contrário, os grupos Alimentação (0,01% para 0,50%), Despesas Diversas (0,18% para 0,43%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,43% para 0,54%) e Habitação (0,39% para 0,47%) mostraram alta nas taxas. Os maiores avanços ficaram com os itens hortaliças e legumes (-11,12% para -6,68%), conserto de aparelho telefônico celular (-0,09% para 1,73%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,26% para 0,47%) e tarifa de eletricidade residencial (0,64% para 1,35%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) cresceu 0,96% nesse período de agosto, enquanto em julho tinha ficado em 0,64%. Os três grupos componentes do INCC apresentaram elevações na passagem do segundo decêndio de julho para o segundo decêndio de agosto. Materiais e Equipamentos (0,71% para 1,49%), Serviços (0,04% para 0,22%) e Mão de Obra (0,70% para 0,73%).

Para o coordenador dos Índices de Preços, André Braz, a segunda prévia do IGP-M segue sob influência dos preços ao produtor. “Refletem com destaque alta de commodities, como minério de ferro (9,24%), efeitos sazonais, como no preço do leite (12,40%) e aumento do preço dos combustíveis, como o captado para o Diesel (7,57%)”.

Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil 

Cresce número de imóveis vazios na pandemia

O número de imóveis disponíveis para aluguel que estão vazios aumentou no estado de São Paulo. Segundo Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), antes da pandemia de coronavírus, o percentual de vacância era de 18%, índice que chegou a 24% em julho.

(Alan White/Fotos Públicas)

A maior parte desses imóveis (70%) são destinados à locação residencial, enquanto 30% são de alugueis para desenvolvimento de atividades comerciais. Entre as casas e apartamentos para locação residencial, o percentual de imóveis vazios subiu de 9%, em março, para 12% em julho. Para os comerciais, o índice de vacância saiu de 20%, antes da pandemia, para 30% neste mês.

Para o presidente da AABIC, José Roberto Graiche Junior, ainda não é possível estimar quando esses imóveis voltarão a ser ocupados. “A ocupação dos imóveis deve ser retomada à medida que avançarem os estudos sobre a vacina contra a covid-19 e quando a população e as empresas recuperarem a confiança no desenvolvimento da economia”.

Os dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi) também confirmam uma maior dificuldade em alugar os imóveis residenciais. Em maio, o tempo médio em que um apartamento para locação residencial pode ficar vazio até a assinatura de um novo contrato ficou entre 39 e 72 dias. Para casas, esse período médio está entre 27 e 51 dias. No mesmo mês de 2019, o tempo de espera variava em média de 24 e 49 dias, para os apartamentos, e de 18 e 43 dias, para as casas.

Renegociação

Um outro levantamento da AABIC já havia apontado para um aumento nas negociações dos valores cobrados pelos alugueis devido a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo a pesquisa, pelo menos um em cada cinco aluguéis residenciais tinham passado por processo de renegociação nos últimos meses no estado de São Paulo.

Os números mostravam ainda uma ligeira alta da inadimplência, que havia subido de uma média de 1,8%, antes da pandemia, para 2,8% depois da crise.

A Defensoria Pública de São Paulo não tem um levantamento de ações para despejo por falta de pagamento de aluguel ou para renegociação dos valores. No entanto, o órgão afirma que tem atuado nesses casos e que, em algumas situações, decisões judiciais permitiram a redução do valor do aluguel em até 70% de pessoas que perderam renda em razão da pandemia.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Índice do aluguel acumula inflação de 9,05% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel em todo o país, registrou inflação de 2,02% na segunda prévia de julho deste ano, taxa superior ao 1,48% da segunda prévia de junho. Com o resultado, divulgado hoje (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de inflação de 9,05% em 12 meses.

A alta da taxa na segunda prévia de julho foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, subiu de 2,20% na prévia de junho para 2,72% na prévia de julho.

O Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,25% para 0,64% no período. Já o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, passou de uma deflação (queda de preços) de 0,14% na prévia de junho para uma inflação de 0,49% na prévia de julho.

Por Victor Abdala – Repórter da Agência Brasil