Irã indicia dez oficiais após queda de Boeing

No Irã, dez oficiais foram indiciados pela queda de um avião ucraniano que matou 185 pessoas em janeiro de 2020. O anúncio foi feito nesta terça-feira (6) pelo promotor militar de Teerã Gholamabbas Torki.

O relatório final da queda, que apontava erro humano, mas não responsabilizava ninguém pelo acidente, foi duramente criticado. Os nomes dos acusados não foram divulgados.

Em janeiro do ano passado, uma aeronave Boeing 737 caiu após sair do aeroporto da capital do Irã. Entre os nove tripulantes e os 176 passageiros, nenhuma pessoa que estava a bordo sobreviveu. 

A tragédia se deu poucas horas após o país ter disparado mísseis em bases americanas, como resposta à morte do general Qassem Soleimani. Dias após a queda, o governo iraniano reconheceu que a Guarda Revolucionáriaderrubou o avião por engano.

Por Tv Cultura

Boeing recomenda suspensão de voos com 777 após explosão de turbina

O fabricante norte-americano Boeing recomendou hoje (22) a suspensão dos voos de 128 aviões do modelo 777, um dia após incêndio no motor de um aparelho em pleno voo, no estado do Colorado.

“Enquanto a investigação [das autoridades] está em curso, recomendamos suspender as operações dos 69 aviões 777 em serviço e dos 59 em armazém com motores Pratt & Whitney 4000-112”, disse a empresa em comunicado.

No sábado (20), um Boeing 777-220 da companhia norte-americana United Airlines, que decolou de Denver, no Colorado, com destino a Honolulu, no Hawaí, com 231 passageiros e dez membros da tripulação, foi forçado a regressar ao aeroporto de onde partiu, depois de o motor direito se incendiar em pleno voo.

O avião aterrissou em segurança no aeroporto de Denver e nenhum dos ocupantes ficou ferido.

Imagens filmadas por um passageiro do voo UA328 mostram o motor direito em chamas, com a fuselagem destruída. Partes do motor caíram numa área residencial, sem no entanto provocar feridos.

Nesse domingo (21), o regulador norte-americano para a aviação exigiu inspeções urgentes aos aviões Boeing 777 equipados com o mesmo tipo de motor.

“Depois de consultar a minha equipe de peritos em segurança aérea, relativamente à falha de motor de ontem [sábado] num avião Boeing 777 em Denver, pedi que emitissem uma diretiva de navegabilidade de emergência que exija inspeções imediatas ou minuciosas de aviões Boeing 777 equipados com alguns motores Pratt & Whitney PW4000”, escreveu um representante da Administração para a Aviação Federal (FAA, na sigla em inglês), Steve Dickson, na rede social Twitter.

“Isso significará provavelmente que alguns aviões serão retirados de serviço”, acrescentou.

(Reprodução)

O representante da FAA disse que uma análise preliminar dos dados de segurança revelou a necessidade de verificações adicionais do tipo de motor afetado.

“Com base em informações iniciais, concluímos que o intervalo entre inspeções deve ser encurtado para as pás ocas do ventilador, que são exclusivas desse tipo de motor, utilizadas apenas nos Boeing 777”, explicou o funcionário.

Na sequência do incidente, a United Airlines decidiu retirar do ar 24 aparelhos Boeing 777.

A Japan Airlines (JAL) e a All Nippon Airways (ANA) anunciaram igualmente a imobilização de 13 e de 19 aviões desse tipo, respectivamente.

Segundo órgãos de comunicação norte-americanos, as únicas companhias aéreas que utilizam esse modelo estão nos Estados Unidos, no Japão e na Coreia do Sul.

O fabricante norte-americano Boeing teve graves problemas nos últimos anos com outro dos seus modelos, o 737 MAX, que esteve imobilizado durante 20 meses devido a dois acidentes que deixaram 346 mortos em seis meses.

Um aparelho daquele tipo sofreu um acidente num voo da Ethiopian Airlines, em março de 2019, que deixou 157 mortos, e numa viagem da Lion Air, na Indonésia, em outubro de 2018, que fez 189 mortos.

Os voos comerciais do Boeing 737 MAX foram retomados em dezembro de 2020, primeiro no Brasil e depois nos Estados Unidos e no Canadá, com o primeiro voo comercial na Europa realizado em 17 de fevereiro pela companhia aérea belga TUI fly.

Por RTP

Corpos e destroços de avião são encontrados na Indonésia

As autoridades indonésias dizem ter encontrado o local onde caiu o Boeing 737, com 62 pessoas a bordo, após terem detectado um sinal proveniente do aparelho e localizado as caixas pretas da aeronave. Mergulhadores já encontraram objetos e partes de corpos no local.

“Localizamos a posição das [duas] caixas pretas”, disse Soerjanto Tjahjanto, chefe do comitê de segurança que faz parte do Ministério dos Transportes da Indonésia.

Centenas de funcionários dos serviços de socorro, da Marinha, quatro aviões e mais de uma dezena de navios com mergulhadores estão agora no mar à procura dos destroços. As autoridades esperam que “não demore muito tempo”.

Um navio da Marinha “detectou um sinal do aparelho (…) e uma equipa de mergulhadores desceu e encontrou destroços e peças com números de identificação da aeronave, entre outros”, disse o comandante das Forças Armadas indonésias, Hadi Tjahjanto, citado em um comunicado do Ministério dos Transportes.

A polícia indonésia tinha já anunciado que investigadores analisam objetos que se acredita serem destroços do avião, incluindo uma roda e aquilo que dizem ser parte da fuselagem da aeronave.

Segundo um porta-voz da polícia de Jacarta, foram já recolhidos dois sacos de objetos por parte da equipe de busca e resgate.

“O primeiro saco possuía pertences dos passageiros e o outro saco continha partes de corpos”, adiantou Yusri Yunus à estação Mero TV. “Ainda estamos identificando estas descobertas”.

Três mil metros em menos de um minuto

O avião da companhia aérea Sriwijaya Air transportava 62 pessoas de Jacarta até Pontianak e perdeu o contato com os controladores aéreos no sábado, pouco depois das 14h30 (4h30 em Brasília) e cerca de quatro minutos depois de ter levantado voo.

O Flightradar24, site que disponibiliza a localização de aviões do mundo todo em tempo real, disse em sua conta de Twitter que o voo SJ182 “perdeu mais de dez mil pés de altitude (mais de três mil metros) em menos de um minuto, cerca de quatro minutos depois de partir de Jacarta”. Até ao momento, as autoridades não avançaram qualquer pormenor sobre as possíveis causas do acidente.

A aeronave decolou com atraso de 30 minutos devido a chuva intensa para um voo estimado em 90 minutos, com 50 passageiros – incluindo sete crianças e três bebês – e 12 tripulantes, todos indonésios, disseram as autoridades.

“Tenho quatro membros da minha família nesse voo – a minha mulher e os meus três filhos” disse aos jornalistas Yaman Zai, um dos familiares de passageiros da aeronave que espera por notícias no aeroporto de Jacarta. “A minha mulher enviou-me hoje uma fotografia do nosso bebé. Como pode o meu coração não estar despedaçado?”, lamentou entre lágrimas.

O avião, que opera há 26 anos, era um Boeing 737. Não pertencia, porém, à nova geração dos Boeing 737 MAX, o modelo que em outubro de 2018 caiu no mar de Java, cerca de 12 minutos apór ter levantado voo, matando todas as 189 pessoas a bordo.

Por RTP

Anac autoriza volta dos voos do Boeing 737 MAX no Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou nesta quarta-feira (25/11) o retorno das operações de aeronaves Boeing 737-8 MAX nos céus do Brasil. A medida ocorre quase dois anos depois da suspensão das operações do modelo no país, na esteira de decisões semelhantes pelo mundo devido a dois acidentes que deixaram 346 mortos em cinco meses.

Em nota, a Anac informou que autorização para a volta de 737-8 MAX ocorre após a agência concordar com a avaliação de reguladores americanos de que todos os elementos técnicos necessários para solucionar as questões de segurança foram cumpridos. Na semana passada, a Agência Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) autorizou a volta da aeronave aos céus dos EUA. 

“A Anac retirou a Diretriz de Aeronavegabilidade que restringia a operação do MAX no Brasil após concordar com a avaliação da FAA de que todos os elementos técnicos e regulatórios necessários para endereçar as questões de segurança foram realizados. A Diretriz de Aeronavegabilidade da FAA, divulgada no dia 20/11, foi adotada também pela Anac e tem vigência automática no Brasil, devendo ser cumprida de imediato pelos operadores aéreos que pretendem operar o modelo”, apontou a agência.

Atualmente, somente a Gol Linhas Aéreas possui aeronaves Boeing 737-8 MAX na frota brasileira. A companhia aérea já informou na semana passada, após a divulgação da decisão da FAA, que espera retomar os voos dos seus 737 MAX em 30 dias.

As aeronaves Boeing 737 MAX pararam de voar pelo mundo após acidentes aéreos na Indonésia e na Etiópia, que mataram 346 pessoas em cinco meses, em 2018 e 2019.

Agora, o 737 MAX retorna justamente num momento em que o setor se encontra muito afetado pela pandemia de coronavírus, situação que levou a Boeing a perder 393 pedidos de aeronaves nos primeiros dez meses do ano.

A Boeing também estima que a crise gerada pelo 737 MAX lhe custou cerca de 20 bilhões de dólares (R$ 106 bilhões): 11,3 bilhões de dólares pelos custos diretos e indiretos associados com a produção e a suspensão de sua fabricação durante vários meses, e 8,6 bilhões de dólares relacionados às indenizações oferecidas às companhias aéreas.

A crise também levou a Boeing a rescindir em abril de 2020 o acordo de compra da área de aviação comercial da brasileira Embraer, que previa a criação de holding de 5 bilhões de dólares que teria controle da gigante americana.

JPS/dw/ots

Por Deutsche Welle

Boeing 737 MAX vão voltar a voar nos Estados Unidos

(Boeing/Reprodução)

Reguladores dos Estados Unidos autorizaram, nesta quarta-feira (18/11), o retorno do Boeing 737 MAX aos céus, quase dois anos depois de ordenarem que todos os modelos ficassem em terra, devido a dois acidentes que deixaram 346 mortos em cinco meses. As ações da Boeing subiram cerca de 6% depois do anúncio.

O modelo não voltará a voar de forma imediata em todo o mundo, já que as autoridades do setor aéreo de outros países ainda devem realizar suas próprias certificações.

Entre esses países está o Brasil. Nesta quarta-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a liberação para retorno das operações das aeronaves 737-8 MAX no Brasil ainda depende do término dos trabalhos de seu próprio processo de validação das modificações do projeto. A companhia área Gol, no entanto, já anunciou que espera retomar os voos dos seus 737 MAX em 30 dias.

Mesmo nos EUA, o retorno não deve ser imediato. A Agência Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) informou, em comunicado, que ainda deve aprovar a formação necessária para os pilotos antes de qualquer voo do 737 MAX sobre o espaço aéreo dos EUA.

A formação deve se concentrar no software de controle de voo MCAS do 737 MAX, que os pilotos dos voos da Lion Air em 29 de outubro de 2018 e da Ethiopian Airlines em 10 de março de 2019, que terminaram em tragédia, tiveram dificuldades para controlar.

“Foi um longo e exaustivo caminho até essa decisão”, disse o diretor da FAA, Steve Dickson. “Mas desde o início, nós dissemos que levaríamos o tempo necessário para fazer direito. Nunca nos guiamos pelo tempo. Seguimos um processo metódico”, acrescentou Dickson, que chegou a pilotar o 737 MAX num voo de teste em setembro.

As companhias aéreas também terão de fazer trabalhos de manutenção nas aeronaves, que estão paradas há mais de 20 meses. A American Airlines já programou um voo para o fim de dezembro.

Já os aparelhos estocados na sede da Boeing deverão ser examinados pela FAA antes de serem enviados para os clientes.

O CEO da Boeing, David Calhoun, afirmou que a decisão de hoje constitui “uma etapa importante”. “Estes acontecimentos e as lições que aprendemos com eles remodelaram nosso negócio, que se concentrou mais em nossos valores fundamentais de segurança, qualidade e integridade”, declarou Calhoun em comunicado, no qual também disse estar pronto para trabalhar com os reguladores do mundo inteiro.

Familiares das vítimas dos dois voos acidentados criticaram a decisão, segundo um comunicado da Clifford Law Offices, escritório de advocacia que representa os parentes. “O forte sigilo da FAA significa que não podemos acreditar que o Boeing 737 MAX seja seguro”, disse Michael Stumo, cuja filha morreu no acidente da Ethiopian Airlines.

Um relatório publicado em setembro por um painel da Câmara dos Representantes dos EUA classificou os acidentes da Lion Air e da Ethiopian Airlines como “o culminar horrível de uma série de suposições técnicas erradas dos engenheiros da Boeing, uma falta de transparência por parte da gerência da Boeing e uma supervisão extremamente insuficiente por parte da FAA”.

O 737 MAX retorna justamente num momento em que o setor se encontra muito afetado pela pandemia de coronavírus, situação que levou a Boeing a perder 393 pedidos de aeronaves nos primeiros dez meses do ano.

A Boeing também estima que a crise gerada pelo 737 MAX lhe custou cerca de 20 bilhões de dólares (R$ 106 bilhões): 11,3 bilhões de dólares pelos custos diretos e indiretos associados com a produção e a suspensão de sua fabricação durante vários meses, e 8,6 bilhões de dólares relacionados às indenizações oferecidas às companhias aéreas.

A crise também levou a Boeing a rescindir em abril de 2020 o acordo de compra da área de aviação comercial da brasileira Embraer, que previa a criação de holding de 5 bilhões de dólares que teria controle da gigante americana.

JPS/afp/rtr/ots

Por Deutsche Welle

União Europeia vai taxar produtos americanos

(Boeing/Reprodução)

A União Europeia recebeu permissão nesta terça-feira (13/10) para impôr tarifas no valor de 4 bilhões de dólares a produtos dos Estados Unidos, como retaliação aos subsídios estatais dados à americana Boeing.

A decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) marca mais um capítulo em 16 anos de disputa entre EUA e Europa envolvendo o setor de aviação. No ano passado, a instituição já havia autorizado os americanos a retaliarem em 7,5 bilhões de dólares os europeus pelos subsídios à Airbus.

UE e EUA acusam-se mutuamente de terem fornecido ajuda estatal ilegal a suas respectivas fabricantes de aeronaves, e ambos apresentaram reclamações perante a OMC.

A OMC determinou nesta terça que o montante de 4 bilhões de dólares é “proporcional em grau e natureza aos efeitos adversos” do apoio americano à Boeing, considerado uma violação das regras do comércio internacional.

Caso siga adiante, espera-se que a União Europeia mire as aeronaves fabricadas nos EUA, além de tratores, batata-doce, amendoim, suco de laranja congelado, tabaco, ketchup e salmão.

No ano passado, Washington impôs tarifas punitivas de 25% sobre produtos da UE, como vinho, queijo e azeite de oliva. A tarifa de 10% sobre os aviões Airbus foi elevada para 15% em março.

Mas embora vários líderes da UE tenham exigido a imposição imediata das tarifas caso Washington não concorde em baixar suas taxas, poucos esperam que a retaliação de fato aconteça. Pelo contrário: uma fonte do setor disse que a decisão da OMC pode “abrir portas para as negociações”.

Levando em conta a crise em que a indústria aérea se encontra agora e o efeito que isso está tendo sobre a Airbus e a Boeing, uma longa batalha, em que impostos acabem elevando os preços das aeronaves, não serve aos interesses nem da UE nem dos EUA.

Após a decisão, a UE rapidamente apelou para um acordo negociado.

“Deixei claro que minha forte preferência é por um acordo negociado com os EUA, evitando rodadas prejudiciais de medidas e contramedidas”, disse o comissário europeu Valdis Dombrovskis.

A Airbus ecoou esse apelo: “É hora de encontrar uma solução agora para que as tarifas possam ser removidas de ambos os lados do Atlântico”, disse o CEO da empresa, Guillaume Faury.

RPR/ap/afp

Por Deutsche Welle

Boieng cancela parceria com a Embraer

Avião KC-390 fabricado pela empresa brasileira (Embraer/Reprodução)

A Boeing informou hoje (25) que desistiu da parceria com a Embraer, anunciada em 2018. O acordo previa a formação de uma joint venture com 80% de participação da Boeing e 20% da Embraer. Segundo a empresa, a Embraer não cumpriu algumas obrigações contratuais previstas para terminar o negócio.

Ontem (24), era a data limite para realizar a rescisão. Pelo acordo de parceria, a nova empresa seria composta pelo negócio de aviação comercial da Embraer e também para desenvolver novos mercados para o avião cargueiro KC-390, rebatizado de C-390 Millenium.

“A Boeing trabalhou diligentemente nos últimos dois anos para concluir a transação com a Embraer. Há vários meses temos mantido negociações produtivas a respeito de condições do contrato que não foram atendidas, mas em última instância, essas negociações não foram bem-sucedidas. O objetivo de todos nós era resolver as pendências até a data de rescisão inicial, o que não aconteceu”, disse o presidente da Boeing para a parceria com a Embraer, Marc Allen.

A nota diz ainda que as duas empresas irão manter o contrato vigente relativo à comercialização e manutenção conjunta da aeronave militar C-390 Millenium assinado em 2012 e ampliado em 2016.

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil 

Avião que caiu no Irã pode ter sido abatido por engano

Equipes de resgate durante resgate dos corpos (Cruz Vermelha Iraniana/via Fotos Públicas)

Os Estados Unidos acreditam que o avião ucraniano que caiu na quarta-feira (8) em Teerã pode ter sido abatido na sequência de um erro. A informação foi divulgada por duas fontes norte-americanas. O Irã já rejeitou a teoria, argumentando que “não poderia estar mais incorreta”.

De acordo com a agência Reuters, uma fonte norte-americana revelou que os satélites norte-americanos detectaram o lançamento de dois mísseis iranianos pouco antes da queda do avião que vitimou 176 pessoas. Washington acredita que a aeronave pode ter sido abatida na sequência de um erro.

“Alguém poderá ter cometido um erro”, disse Donald Trump, acrescentando que sempre suspeitou que a queda do avião não estava relacionada com erros mecânicos.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse também ter provas de que foi um míssil iraniano que atingiu o avião.

“Temos informações de várias fontes, incluindo dos nossos aliados e de nossas próprias fontes. As provas apontam para [a possibilidade de que] que o avião tenha sido abatido por um míssil terra-ar iraniano”, anunciou Trudeau, ressalvando que “pode não ter sido intencional”.

O acidente aconteceu horas depois do lançamento de mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque.

Teerã rejeita acusações

As autoridades iranianas já rejeitaram a tese de que o desastre do Boeing 737 da Ukraine International Airline esteja relacionado com um eventual ataque com mísseis, afirmando que essa teoria “não faz sentido”.

“Vários voos domésticos e internacionais voam ao mesmo tempo no espaço aéreo iraniano à mesma altitude de 8.000 pés, e essa história de ataque com mísseis (…) não podia estar mais incorreta”, disse o Ministério dos Transportes iraniano, num comunicado.

“Se um foguete ou um míssil atinge um avião, ele entra em queda livre”, explicou o presidente da Organização de Aviação Civil iraniana (CAO) e vice-ministro dos Transportes, Ali Abedzadeh, à CNN, acrescentando ao seu argumento que o avião continuou no ar por mais cinco minutos.

“Como é que um avião pode ser atingido por um rocket ou míssil e o piloto depois tentar voltar para o aeroporto?”, questiona Abedzadeh. “Esses rumores não fazem qualquer sentido”.

Caixas-pretas

A propósito das caixas-pretas do avião, encontradas no mesmo dia do desastre, Ali Abedzadeh declarou que “o Irã e a Ucrânia têm os meios para descarregar as informações” que os aparelhos contêm. No entanto, explica que as caixas-pretas estão “danificadas”.

“A caixa-preta do Boeing 737 está danificada”, disse Abedzadeh, afirmando ainda que os investigadores ucranianos enviados para o Irã “começarão a descodificar os dados a partir de amanhã”.

“Mas, caso sejam necessárias medidas mais especializadas para extrair e analisar as informações, podemos fazê-lo na França ou em outros países”, afirmou o representante iraniano, num momento em que foram divulgadas informações que dão conta de que Teerã recusa o acesso às caixas-pretas do avião ao fabricante norte-americano Boeing.

“Nessa altura, qualquer que seja o resultado, será publicado e divulgado ao mundo”, esclareceu Abedzadeh à CNN.

Sem desmentir explicitamente tais informações, o comunicado do ministério rejeitou “os rumores sobre a resistência do Irã em dar as caixas-pretas (…) aos Estados Unidos”.

Ucrânia investiga causas

As autoridades ucranianas – que enviaram para Teerã uma equipe de 45 investigadores para participar no inquérito em curso – disseram nesta quinta-feira que investigam potenciais cenários que esclareçam a queda do avião.

Até ao momento, existem sete possíveis causas para o acidente, incluindo um eventual ataque com mísseis e terrorismo. Por enquanto, “nenhuma é prioritária”, revelou o secretário do Conselho Ucraniano de Segurança e de Defesa Nacional, Sergei Danylov, à agência France Presse.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, prometeu à Ucrânia uma investigação objetiva das causas do desastre.

De acordo com um relatório inicial da CAO, a queda do avião esteve relacionada com um “problema” técnico não especificado.

O Boeing 737 caiu pouco depois de descolar do aeroporto internacional Imam Khomeini, em Teerã. O avião tinha como destino a capital ucraniana Kiev.

O acidente ocorreu algumas horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianoscontra duas bases da coligação internacional anti-jihadista liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de retaliação pela morte do general iraniano Qassem Soleimani num ataque em Bagdad ordenado por Washington na sexta-feira passada.

Os 167 passageiros e nove membros da tripulação que seguiam a bordo da aereonave não sobreviveram ao acidente.

*Por RTP – Emissora Pública de Portugal

Boeing 737 sai da pista e cai em rio durante pouso

Aeronave dentro do rio após acidente (JacksonVille Sherrif’s Office/Reprodução)

Um avião comercial com 143 pessoas a bordo – 136 passageiros e sete tripulantes – saiu da pista na noite de sexta-feira (3) e caiu no rio Saint Johns, perto do aeroporto naval de Jacksonville, na Flórida, Estados Unidos, no momento em que iria aterrissar.

A aeronave, um Boeing 737-800, proveniente da Base Naval da Baía de Guantánamo, em Cuba, iria aterrissar quando saiu da pista e caiu nas águas do rio sem submergir, pois não havia muita profundidade, acrescentou o escritório do xerife local pelo Twitter.



O escritório tuitou que todas as 143 pessoas a bordo estavam “vivas e contabilizadas”. Assim, 21 passageiros foram levados para um hospital local onde receberam tratamento para seus ferimentos, de caráter leve, segundo policiais locais.

“Quando estávamos aterrissando […] o avião bateu, usou o freio, bateou mais e subiu para a direita e depois subiu para a esquerda”, disse uma das passageiras, Cheryl Bormann, à CNN. “E então meio que desviou e depois chegou a uma parada completa.”

O prefeito de Jacksonville, Lenny Curry, disse no Twitter que o presidente dos EUA, Donald Trump, lhe ofereceu ajuda. “Nenhuma morte relatada. Estamos todos juntos nisso”, disse Curry.

O capitão Michael Connor, comandante da Base Naval de Jacksonville, disse que a bordo estavam civis e militares da Base Naval de Guantánamo, em Cuba.

“Acho que é um milagre”, disse Connor. “Poderíamos estar falando sobre uma história diferente esta noite […] muito bem poderia ser pior.”

Ele disse que as equipes começaram a trabalhar para conter qualquer vazamento de combustível de avião nas águas do rio Saint Johns, depois de transportar passageiros com segurança para a costa.

A Boeing informou, em comunicado, que está fornecendo assistência técnica ao Conselho Nacional de Segurança no Transporte dos EUA, enquanto a agência realiza a sua investigação sobre as causas do acidente, que estão sendo investigadas.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)