É possível obter renda extra investindo na bolsa de valores?

É possível obter renda extra investindo na bolsa de valores?

Ganhar mais dinheiro é algo que atrai qualquer pessoa. O difícil é entender como fazer para conseguir esse objetivo. A Bolsa de Valores é vista por muitos como o ambiente propício para isso, já que nela são negociados ativos de empresas dos mais diferentes portes. O investidor que se associa a projetos com potencial de crescimento pode acompanhar esse sucesso e obter renda extra. 

É possível obter renda extra investindo na bolsa de valores?
Foto: standret/Freepik

O mais interessante é que isso não é possível apenas em estratégias de longo prazo. A lógica da Bolsa permite que os resultados sejam alcançados mesmo em movimentações rápidas, como é o caso do day trade. A questão é saber como lidar com esses diferentes tipos de operações para fazer disso um meio de obtenção de renda. 

Formas de obter renda extra investindo em ações 

A maneira mais conhecida de aumentar seu patrimônio na Bolsa de Valores é investindo com foco em dividendos. Nesse caso, o investidor aplica seu dinheiro em companhias que apresentam 

potencial de crescimento futuro, além de bom histórico de repasses para os acionistas. 

Além disso, investidores podem também alugar ações, ou seja, ceder ativos para operadores que procuram retorno no curto prazo. Essa é uma prática mais arriscada, já que a pessoa que aluga um ativo, faz isso acreditando que ele vai se desvalorizar. Assim ela vende o ativo alugado e compra depois por um valor mais baixo, o que justifica a operação. No fim, quem alugou recebe o dinheiro do aluguel e quem fez o aluguel lucra com a diferença entre o valor da venda e o que investiu. 

Outra possibilidade é por meio dos fundos imobiliários, já que eles também oferecem o pagamento de dividendos. Nesse caso, a renda extra vem quando o fundo vende ou recebe o aluguel de um empreendimento. Com o dinheiro em mãos, parte desse valor é repassado para os cotistas. 

Riscos com esse tipo de movimentação 

Investir na Bolsa de Valores é algo que oferece riscos. Por isso, é preciso ter atenção a eles para evitar prejuízos na busca por renda extra. 

De uma maneira geral, ativos de renda variável se diferenciam dos de renda fixa porque não apresentam um mecanismo de segurança tão rígido, como é o caso do Fundo Garantidor de Créditos, responsável por reparar os prejuízos de investidores em aplicações como o CBD, por exemplo. Ao investir em ação, é preciso confiar na credibilidade da instituição em questão, por isso, vale a pena ter uma atenção maior ao seu histórico e nas possibilidades que ela apresenta para o futuro. 

É importante ainda considerar os riscos de liquidez, de mercado, das empresas e também das corretoras, pois um bom investimento é feito quando o investidor analisa todos esses aspectos antes de aplicar seu dinheiro. 

Tendências atuais da Bolsa de Valores

Para o investidor iniciante, o mais importante é entender que, com os cuidados para não entrar no mercado de renda variável do jeito errado, ele pode sim obter renda extra. Ainda mais se for capaz de compreender o potencial de determinados ativos.

É o caso dos já citados fundos imobiliários, uma vez que nesse caso sequer é necessário ser um grande conhecedor do mercado para participar de projetos de grande porte. Por se tratar de um fundo de investimento, o chamado FII permite que o investidor adquira cotas de fundos que investem em empreendimentos como shoppings, galpões empresariais e hospitais. 

Além disso, o investidor que pretende ir além, se tornando acionista de grandes empresas, pode investir na compra direta de ações de companhias enormes, por preços realmente atrativos. Isso porque no mercado fracionário é possível comprar unidades de ações para ir aos poucos formando um portfólio robusto e diversificado. A diversificação é uma recomendação dos grandes investidores, já que com ela é possível se associar a projetos de diferentes mercados, sem se expor sempre ao mesmo risco. 

Tipos de ações e maneiras de investir 

Ações podem ser de diferentes tipos. Tudo depende da forma como a empresa permite que seus acionistas participem do negócio. Para o investidor iniciante, o mais importante é diferenciar ações ordinárias das preferenciais. As ações ordinárias são aquelas que permitem que o acionista vote nas assembleias da empresa. Já as preferenciais dão prioridade aos investidores na distribuição dos repasses feitos pela companhia. 

No geral, as movimentações se dão por meio do código que identifica cada ação no Home Broker, que é o sistema que coloca o investidor em contato com a Bolsa de Valores, É preciso indicar a quantidade de ações que pretende comprar, sejam elas ordinárias ou preferenciais. 

Na prática, esse é um procedimento simples. Com saldo em sua conta na plataforma da corretora, basta enviar a ordem de compra ou de venda para adquirir ou se desfazer dos ativos.

Bolsa opera em forte queda e ações da Petrobras despencam

(Arquivo/Agência Petrobras)

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, opera em forte queda nesta segunda-feira (22). Por volta das 11h30, o índice tinha desvalorização de 5,15%, aos 112.327,75 pontos.

As ações da Petrobras também enfrentam queda; por volta do mesmo horário, os papéis preferenciais da petroleira operavam em baixa de 18,77%, enquanto as ações ordinárias registraram perda de 19,26%.

As quedas ocorrem em meio ao anúncio da troca de presidente da Petrobras, feito pelo presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira (19). Ele anunciou a indicação do general Joaquim Silva e Luna para o cargo.

O atual diretor da Itaipu Binacional substituirá Roberto Castello Branco. Contudo, a indicação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras, com reunião prevista para a próxima terça-feira (23).

Por TV Cultura

Dólar fecha acima de R$ 5,50 e Bolsa cai

Num dia marcado por temores em relação à economia global, a moeda norte-americana superou a barreira de R$ 5,50 e fechou no maior nível em quase um mês. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (23) vendido a R$ 5,588, com alta de R$ 0,119 (+2,18%). A bolsa de valores fechou no menor nível em três meses.

Essa foi a quarta sessão seguida de alta do dólar, que fechou na máxima do dia. A cotação está no maior valor desde 26 de agosto, quando o dólar tinha encerrado em R$ 5,612. Apesar da disparada da moeda norte-americana, o Banco Central (BC) não interveio no mercado.

A quarta-feira foi marcada por ampla aversão a risco no mundo, depois de dados nos Estados Unidos e na Europa mostrarem desaceleração expressiva no crescimento da atividade empresarial. O desaquecimento ocorre num momento em que os casos de covid-19 voltam a subir em diversas economias avançadas, em meio à percepção de escassez de opções de ajuda por parte de bancos centrais.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela tensão. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), encerrou esta quarta-feira aos 95.735 pontos, com queda de 1,6%. O indicador está no menor nível desde 30 de junho.

A bolsa foi influenciada pelo mercado internacional. Em Wall Street, o índice S&P 500 recuou 2,37%, após dados mostrando que a atividade empresarial nos Estados Unidos desacelerou em setembro, afetada principalmente por serviços, enquanto continua o impasse no Congresso norte-americano para mais estímulos.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil 

* Com informações da Reuters

Dólar ultrapassa R$ 5,60, maior valor em três meses

A manutenção do veto ao reajuste para parte dos servidores públicos não aliviou as pressões no mercado financeiro. O dólar ultrapassou a barreira de R$ 5,60 e fechou no maior nível em três meses. A bolsa de valores oscilou bastante, até fechar perto da estabilidade.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (21) vendido a R$ 5,607, com alta de R$ 0,053 (+0,95%). Esse é o maior valor desde 20 de maio, quando a cotação estava em R$ 5,69. Com valorização de 3,31% na semana, a divisa acumula alta de 7,44% em agosto e de 39,72% em 2020.

O dia foi marcado por oscilações. Na máxima do dia, por volta das 13h, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,63, o que fez o Banco Central (BC) intervir no mercado. A autoridade monetária vendeu US$ 650 milhões das reservas internacionais para segurar a alta.

No mercado de ações, o dia foi marcado pelo nervosismo. O Ibovespa, principal índice da B3 (a bolsa de valores brasileira), encerrou o dia com pequena queda de 0,1%, aos 101.370 pontos. No início da tarde, o Ibovespa chegou a cair mais de 1%, mas suavizou a queda nas horas finais de negociação. Depois de oscilar muito nos últimos dias, o índice terminou a semana praticamente estável, com variação negativa de 0,02%.

Apesar de a Câmara dos Deputados ter mantido o congelamento do salário dos servidores até dezembro de 2021, o nervosismo permanece no mercado financeiro. No próximo dia 31, o governo divulgará o projeto de lei do Orçamento Geral da União de 2022.

O texto a ser enviado ao Congresso indicará se o governo pretende continuar a cumprir o teto federal de gastos no próximo ano, depois da queda nas receitas e do aumento das despesas provocados pela pandemia do novo coronavírus.

* Com informações da Reuters

Dólar sobe, pressionado por decisões no Congresso

No aguardo da votação, pela Câmara dos Deputados, da manutenção do veto ao reajuste de servidores até o fim de 2021, o mercado financeiro viveu um dia de instabilidade. O dólar aproximou-se dos R$ 5,70 e só fechou com pequena alta depois que o Banco Central (BC) vendeu à vista dólares das reservas internacionais. A bolsa chegou a recuar, mas encerrou em alta.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (20) vendido a R$ 5,554, com alta de R$ 0,024 (+0,43%). Por volta das 11h, a cotação atingiu R$ 5,67, mas recuou ao longo do dia com o avanço das negociações para a votação do veto pelos deputados, marcada para esta noite.

O Banco Central leiloou US$ 1,14 bilhão de dólares à vista das reservas internacionais. Desde 30 de junho, o BC não fazia esse tipo de operação. Nos últimos dias, a autoridade monetária vinha leiloando contratos novos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro.

Na bolsa de valores, o dia também foi marcado pelas oscilações. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa brasileira), operou em baixa durante a manhã, mas reagiu ao longo do dia até encerrar com alta de 0,61%, aos 101.468 pontos.

Tensões

O dólar tem subido e a bolsa caído desde a saída, na semana passada, de dois secretários especiais do Ministério da Economia. Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes reafirmaram a confiança mútua e a importância da manutenção do teto de gastos, mas a derrubada ontem (19) pelo Senado do veto do reajuste a servidores da saúde e da segurança agravou as tensões no mercado.

Pouco após a votação, Guedes classificou a decisão dos senadores de “péssimo sinal”. A Câmara adiou a votação do veto para hoje para que o Ministério da Economia consiga articular a manutenção do veto.

Um veto só pode ser derrubado com maioria absoluta da Câmara e do Senado. Caso uma das Casas mantenha o veto, nada muda. O congelamento do salário dos servidores federais, estaduais e municipais por 18 meses tinha sido uma condição do governo para aprovar o pacote de socorro aos estados e municípios afetados pela pandemia do novo coronavírus.

Ao derrubar o veto, a maioria dos senadores entendeu que os servidores da saúde, da segurança e da educação pública atuaram direta ou indiretamente no combate à pandemia, mantendo serviços básicos e essenciais em um período de confinamento. Por isso, justificaram a derrubada afirmando que esses profissionais merecem ter o reajuste previsto, a despeito da crise econômica.

* Com informações da Reuters

Dólar tem maior queda diária em quase um mês

Num dia de ajustes no mercado de câmbio, o dólar devolveu parte da alta acumulada nos últimos dias e registrou o maior recuo diário em três semanas. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (13) vendido a R$ 5,368, com queda de R$ 0,085 (-1,56%).

Essa foi a maior queda diária desde 22 de julho, quando a divisa caiu 1,87%. A cotação operou em baixa durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 14h50, chegou a cair para R$ 5,35. Em 2020, a divisa acumula alta de 33,75%.

O Banco Central (BC) não interveio no mercado hoje. A autoridade monetária apenas rolou (renovou) contratos de swap cambial – equivalentes à venda de dólares no mercado futuro – que vencem em setembro. Ontem (12), o BC tinha leiloado US$ 1 bilhão em novos contratos de swap, o que não ocorria desde o fim de maio.

O mercado repercutiu o compromisso do presidente Jair Bolsonaro e dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, de defender o teto de gastos e de impedir a prorrogação do estado de calamidade. Ontem, o dólar fechou em R$ 5,45 em reação à saída de dois secretários do Ministério da Economia.

Dados positivos da economia brasileira reduziram as pressões sobre o câmbio. Indicadores divulgados hoje apontaram crescimento no setor de serviços e no desempenho das pequenas indústrias em junho. Embora ainda apresentem queda, os dados mostram que a atividade está próxima do registrado antes da pandemia de covid-19.

Bolsa

Diferentemente do câmbio, o mercado de ações teve um dia de turbulências. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), caiu 1,62%, fechando o dia aos 100.460 pontos. O indicador operou em leve alta durante quase todo o dia, mas reverteu o movimento e despencou nas duas últimas horas de negociação.

As ações mais prejudicadas foram as de empresas do setor de carnes, afetadas pela divulgação de que um lote de frango congelado brasileiro estava contaminado com o novo coronavírus. O cenário internacional também afetou as negociações, com o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, caindo 0,29%.

No exterior, a indefinição nas negociações sobre novos estímulos fiscais para a economia norte-americana. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse à presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, que estava disposto a avançar com a ajuda contra a covid-19 em algumas áreas, mas não no financiamento eleitoral.

* Com informações da Reuters

Dólar fecha com leve queda após dados positivos no Brasil

Num dia de muita oscilação no mercado financeiro, o dólar fechou praticamente estável, depois de chegar a subir quase 1% durante a sessão. A bolsa de valores caiu 0,35%, em meio à realização de lucros, quando investidores vendem papéis para embolsarem ganhos dos dias anteriores.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (28) vendido a R$ 5,157, com queda de apenas R$ 0,001 (-0,02%). Na máxima do dia, por volta das 10h40, a cotação chegou a bater em R$ 5,205, mas recuou nas horas seguintes. A divisa acumula alta de 28,52% em 2020.

Divulgação de dados

A moeda norte-americana começou a recuar depois de o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrar desaceleração no ritmo de perdas de postos de trabalho com carteira assinada em junho ante os meses anteriores. No mês passado, houve o fechamento de 10.984 vagas formais de trabalho no mês passado, bem abaixo dos números de março (-259.917), abril (-918.286) e maio (-350.303).

A melhora em alguns indicadores recentes pode fazer o Banco Central (BC) desistir de cortar a taxa Selic (juros básicos da economia) em 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana. A interrupção dos cortes nos juros estanca a fuga de capitais financeiros do país. Atualmente, a Selic está em 2,25% ao ano, no menor nível da história.

Também hoje, o Banco Central divulgou que o Brasil registrou, em junho, superávit de US$ 2,2 bilhões, o melhor resultado da história para o mês. Os investimentos estrangeiros diretos no país somaram US$ 4,754 bilhões no mês passado. Esses fluxos ajudam a compensar a retirada de capitais financeiros do país nos últimos meses, reduzindo a pressão sobre o dólar.

Bolsa

O Ibovespa, principal índice da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou em leve queda nesta terça, com a hesitação nas bolsas no exterior e com movimentos de realização de lucros. O indicador fechou aos 104.109 pontos, com recuo de 0,35%, depois de alternar altas e baixas ao longo do dia.

As negociações em torno do novo pacote de estímulos à economia norte-americana contribuíram para as oscilações no mercado financeiro. Os senadores republicanos anunciaram ontem (27) uma ajuda adicional de US$ 1 trilhão para enfrentar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

A proposta provocou reação dos democratas, que a consideraram tímida em comparação com a proposta de US$ 3 trilhões aprovada na Câmara dos Deputados em maio, e de alguns republicanos, que a consideraram muito cara.

O impasse interferiu nos mercados norte-americanos. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, fechou esta terça com recuo de 0,77%. O enfraquecimento da confiança do consumidor norte-americano, segundo indicadores divulgados hoje, também pesou nas negociações.

* Com informações da Reuters

Bolsa fecha no maior nível em quase cinco meses

Num dia de alívio no mercado financeiro global, a bolsa de valores fechou no maior nível em quase cinco meses. Em queda pela segunda sessão seguida, o dólar comercial fechou abaixo de R$ 5,20.

O Ibovespa, o principal índice da B3 (a bolsa de valores brasileira) subiu 2.05% e fechou esta segunda-feira (27) aos 104.477 pontos. O indicador está no maior nível desde 4 de março, quando tinha encerrado aos 107.224 pontos.

No mercado de câmbio, o otimismo repetiu-se. O dólar comercial encerrou esta segunda vendido a R$ 5,158, com recuo de R$ 0,049 (-0,94%). A divisa refletiu as expectativas em torno de um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos. Em julho, o dólar cede 5,18%, a caminho da maior queda mensal de 2020. No ano, porém, sobe 28,54%.

Novo pacote

Nesta segunda, senadores republicanos corriam para concluir os detalhes de um pacote de US$ 1 trilhão elaborado com a Casa Branca e esperado para ser divulgado no final do dia. Nesta semana, expira o prazo de muitos benefícios concedidos nos últimos meses em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

A proposta de ajuda, que poderia envolver uma redução no subsídio semanal de emergência federal de US$ 600 dólares para US$ 200, precisaria ser negociada com os democratas.

Após o fechamento do mercado, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que o pacote abordaria saúde, escolas e incluiria pagamentos diretos aos norte-americanos no valor de US$ 1,2 mil cada.

O mercado também espera a reunião do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) que ocorrerá amanhã (28) e quarta-feira (29). O banco pode zerar a reduzir os juros básicos da maior economia do planeta, atualmente em 0,25% ao ano. O aumento de casos de covid-19 nos Estados Unidos e a tensão entre o governo de Donald Trump e a China ficaram momentaneamente em segundo plano.

* Com informações da Reuters

Dólar cai com ânimo no exterior e reforma tributária

O dólar comercial fechou no menor valor em quase um mês, com o real liderando os ganhos nos mercados globais de câmbio em dia de fraqueza generalizada da moeda norte-americana conforme investidores se apegaram a expectativas de mais estímulos em meio a esperanças sobre vacinas para a covid-19.

O dólar comercial caiu 2,44%, a R$ 5,212 na venda. Essa é a maior desvalorização percentual diária desde 8 de junho (-2,66%) e o menor valor de fechamento desde 23 de junho (R$ 5,153). A divisa operou em baixa durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 16h, chegou a ser vendida a R$ 5,166.

A terça-feira foi marcada pela queda generalizada do dólar, com a moeda norte-americana caindo ante todos os seus principais pares, inclusive moedas de países emergentes.

O real sobe 2,47% em julho, mas ainda cai 23% no ano, o que faz da divisa brasileira a de pior desempenho entre os principais rivais do dólar.

As negociações foram marcadas pelo ânimo no mercado internacional e pelo avanço da reforma tributária no Brasil. No exterior, líderes da União Europeia chegaram a um acordo histórico sobre um plano de estímulo para suas economias afetadas pelo novo coronavírus. Os países do bloco aprovaram um fundo de recuperação de 750 bilhões de euros.

No Brasil, o governo enviou ao Congresso aguardada proposta de reforma tributária, que contempla a união do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) num único imposto sobre valor agregado, a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

Bolsa

O Ibovespa, principal índice da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou com leve queda de 0,11%, aos 104.310 pontos. O indicador iniciou o dia em alta e chegou a superar os 105 mil pontos durante a manhã, mas reverteu o movimento com a realização de lucros dos investidores, que venderam ações para embolsarem os ganhos dos últimos dias.

O Ibovespa foi influenciado pelas bolsas norte-americanas, que perderam o fôlego durante a tarde. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, fechou esta terça-feira com leve alta de 0,6%.

* Com informações da Reuters

Bolsa fecha acima dos 104 mil pontos pela primeira vez desde março

O Ibovespa fechou acima dos 104 mil pontos nesta segunda-feira (20), o que não acontecia desde março, com ações de varejo e de telecomunicações liderando as altas na bolsa de valores, em sessão ainda apoiada por ganhos em Wall Street após notícias positivas sobre vacinas contra a covid-19.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,49%, a 104.426 pontos, encerrando perto da máxima da sessão. O indicador está no maior nível desde 4 de março, quando tinha fechado aos 107.224 pontos.

No exterior, vacina experimental contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford produziu resposta imunológica em testes clínicos de estágio inicial, corroborando esperança de que possa ser usada até o final do ano.

Em paralelo, a alemã BioNTech e a norte-americana Pfizer relataram dados adicionais de sua vacina experimental contra o Covid-19 que mostraram que ela é segura e induziu resposta imunológica nos pacientes.

Também no radar dos mercados esteve proposta apresentada a líderes da União Europeia para um pacote de recuperação econômica do bloco no âmbito da pandemia que inclui 390 bilhões de euros em subsídios e 360 bilhões de euros em empréstimos.

Câmbio

O dólar começou a semana em queda ante o real, firmando baixa na parte da tarde conforme os mercados globais se animaram com notícias promissoras sobre potenciais vacinas contra a covid-19.

A moeda brasileira esteve entre as de melhor desempenho global nesta sessão, mantendo padrão de amplas oscilações diante do que analistas classificam como efeito colateral de menores volumes de negócios.

O dólar comercial à vista caiu 0,75%, fechando em R$ 5,342 reais na venda.

Com a expectativa de divulgar amanhã (21) sua proposta para unificar o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), a equipe econômica quer apresentar em 15 dias o conjunto restante da reforma tributária, que envolverá para pessoas físicas a diminuição das deduções possíveis no Imposto de Renda, mas também das alíquotas de tributação. A informação foi dada por Guilherme Afif, secretário especial do Ministério da Economia.

*Com informações da Reuters