PM recupera carga roubada avaliada em R$ 1,5 milhão

Veículo com a carga estava estacionado em um terreno (Polícia Militar/Reprodução)

A Polícia Militar do Estado de São Paulo recuperou, ontem (22), uma carga roubada avaliada em R$ 1,5 milhão. A carreta, levada pelos bandidos, estava com defensivos agrícolas.

O veículo e a carga foram encontrados pelos policiais em Jaguariúna, interior de São Paulo. Cinco suspeitos flagrados no local foram presos em flagrante, segundo nota divulgada pela PM.

“Os policiais realizavam patrulhamento quando encontraram o caminhão em um terreno, no bairro Cruzeiro do Sul, com a porta aberta. Na averiguação, os suspeitos tentaram fugir, mas acabaram detidos”, diz a nota.

Na carreta, os PMs encontraram ainda um aparelho bloqueador de sinal, usado para inibir a transmissão de rastreadores por satélite. O veículo com a carga havia sido roubado em Campinas.

Caixa térmica de entrega é encontrada cheia de droga

Droga foi apreendida e caso será investigado (Polícia Militar/Reprodução)

Uma caixa térmica, usada por entregadores, foi encontrada pela Polícia Militar cheia de droga. O caso aconteceu no fim de semana após uma denúncia anônima ao 190.

Os policiais da Força Tática foram deslocados para a Rua Antônio Lourenço, em Campinas, interior de São Paulo, onde a caixa estaria guardada. Quando chegaram ao local, os PMs confirmaram a existência da caixa térmica e da droga.

Ao todo, 15 tijolos de maconha estavam guardados na caixa. Apesar da grande quantidade de droga, ninguém foi preso.

A caixa e a droga foram levadas para a delegacia, que vai investigar o caso.

Receita investiga esquema de lavagem de dinheiro

Policiais cumprem mandados em Paraty, no Rio de Janeiro (Receita Federal/Reprodução)

A Receita Federal, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou, na manhã de hoje (11), a Operação Black Flag. O objetivo é obter provas relativas a operações fraudulentas utilizadas para a prática de sonegação fiscal, falsidade ideológica, crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Estão sendo cumpridos 70 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e escritórios dos investigados. Houve ainda a emissão de 15 mandados de prisão temporária. As ações ocorrem nos municípios de Campinas (SP), Indaiatuba (SP), Sumaré (SP), Valinhos (SP), São Paulo (SP), Guarujá (SP), Paraty (RJ), Aquiraz (CE), Fortaleza (CE) e Brasília (DF). 

Em comunicado, a Receita Federal diz que um grupo econômico da região de Campinas que teria utilizado empresas de fachada e pessoas físicas falsas para movimentar recursos financeiros foi identificado pela Receita Federal durante o trabalho de fiscalização. A Instituição representou o caso ao Ministério Público Federal. 

Com o aprofundamento das investigações, verificou-se que, em determinado momento, a titularidade das empresas do grupo econômico fiscalizado foi transferida para laranjas. Ao mesmo tempo, o capital social dessas empresas foi aumentado de forma artificial. Foram obtidos financiamentos e empréstimos junto a instituições financeiras públicas em valores que superaram R$ 70 milhões e que, supostamente, não foram quitados. 

Valores obtidos junto às instituições financeiras e aqueles decorrentes de ilícitos tributários foram transferidos a laranjas e a contas abertas com CPFs falsos.  

Os laranjas, CPFs falsos e empresas de fachada também foram utilizados para a ocultação da real propriedade de bens de alto valor. Uma empresa de fachada, por exemplo, reúne em seu patrimônio imóveis nas regiões mais valorizadas das cidades de Campinas e São Paulo, carros de luxo e uma lancha avaliada em mais de R$ 4 milhões.

Em outro exemplo, uma declaração do Imposto de Renda transmitida com um CPF falso registrou a aquisição de um veículo de mais de R$ 500 mil. Esse veículo posteriormente foi transferido a profissional contábil que atuou na organização. Uma Declaração do Imposto de Renda enviada para outro CPF falso registrou o recebimento de lucros provenientes de uma offshore (empresa localizada em país de baixa tributação) de mais de R$ 5 milhões. 

Foi apurada a existência de uma vasta gama de pessoas que teriam auxiliado na prática dos ilícitos, como advogados e contadores, além de responsáveis pela falsificação de documentos.  

(Receita Federal/Reprodução)

Mais recentemente, diz o comunicado, o mentor da organização passou a atuar no ramo de energia solar e também se valeria de uma offshore para justificar a origem dos vultosos investimentos. 

Ações fiscais já encerradas pela Receita Federal resultaram na lavratura de Autos de Infração de mais R$ 150 milhões. Novos procedimentos fiscais foram iniciados para apurar a procedência de indícios de prática de novas infrações tributárias e ocultação de patrimônio. 

*Com Receita Federal

Perícia pode detalhar sofrimento de criança torturada

(PMESP/Reprodução)

O uso de equipamentos de tecnologia avançada, como o Scanner 3D, de softwares e de técnicas de perícia criminal permitem dimensionar o sofrimento do menino de 11 anos que era mantido amarrado dentro de um barril metálico na laje da casa onde a família morava, no Jardim Itatiaia, na periferia de Campinas. A criança, que foi libertada pela Polícia Militar após denúncia dos vizinhos, estava amarrada pelos pés, mãos e cintura dentro de um tambor de metal, escondida em um dos cômodos da casa.

Eduardo Becker, presidente do SINPCRESP (Divulgação)

O presidente do Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo (SINPCRESP), Eduardo Becker, explica que o trabalho dos peritos criminais é indispensável para materializar a conduta criminosa do pai, da madrasta e da irmã de criação da criança, todos presos acusados de tortura. “O artigo 158 do Código de Processo Penal (CPP) determina que, em toda infração que houver vestígios, a atuação da perícia é imprescindível e nem mesmo a confissão do acusado elimina a necessidade de atuação desses profissionais. É esse trabalho que revelará todas as circunstâncias em que o crime ocorreu”, afirma Becker.

O perito explica que o scanner 3D poderia ser usado para aferir o tamanho e a forma do barril onde o menino era preso. “Essa tecnologia calcula de forma precisa as dimensões do objeto, bem como sua forma, e isso permitiria realizar uma reconstituição virtual da situação e da condição em que a criança estaria no interior do tambor”, completa.

O trabalho do perito identifica a situação de precariedade na ventilação do dispositivo onde a criança era presa e permite aferir a temperatura no local em várias horas do dia. “O flagrante feito durante o resgate não deixa dúvidas de que a criança estava sob péssimas condições, mas o trabalho da perícia é fundamental para comprovar de forma técnica, clara e objetiva a gravidade da situação de maus-tratos a que a vítima era submetida. O perito vai analisar o espaço para saber se existiam dejetos humanos, procurar vestígios decorrentes da alimentação, checar como é a incidência solar naquela área e até que temperatura fazia dentro do tambor. Tudo isso serve para a Justiça determinar as qualificadoras do crime”, completa Becker.

O presidente do Sindicato explica que, por meio de perícias, é possível descobrir se as pessoas que entravam na casa teriam condições de ver ou ouvir o menino. “É possível apontar detalhes do crime, tipificar a conduta de maus-tratos e mostrar se os moradores da casa criaram dificuldades para que outras pessoas que fossem ao imóvel vissem a situação da criança e prestassem socorro”, completa.

Essas análises são essenciais para fundamentar o processo criminal contra os três presos acusados de tortura. “Uma perícia bem feita embasa o processo criminal com provas e informações relevantes para materializar o crime”, finaliza o perito.

Por AI

Avião que buscaria vacina na Índia levará oxigênio a Manaus

(Tony Winston/Ministério da Saúde/via Fotos Públicas)

O Ministério da Saúde informou que um avião vai transportar, neste sábado (16), 80 cilindros com oxigênio hospitalar para Manaus. A carga ajudará a abastecer e reforçar com o gás as unidades de saúde da região amazonense, que vive um colapso por causa da pandemia de covid-19.

O transporte será feito pela mesma aeronave que buscará, ainda sem data definida, dois milhões de doses de vacinas contra a covid-19 em Mumbai, na Índia. O avião A330neo, da companhia Azul, que estava no pátio do aeroporto de Recife (PE) de onde iria para a Índia, seguiu às 23h de ontem (15) para o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para ser carregado com os cilindros.

Desde o fim do ano passado, o Amazonas vive um avanço nos números da doença e está com quase todos leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados no estado, tanto na rede pública como na privada. 

Além disso, por causa da alta demanda, a rede do estado tem sofrido, principalmente nos últimos dias, um desabastecimento em larga escala de oxigênio hospitalar, insumo essencial para manter a respiração de pacientes internados com a covid-19 e outros problemas. O governo estadual já transferiu, até o momento, cerca de 230 pacientes para outros estados. 

Até o momento, segundo o Ministério da Saúde, foram recrutados 198 médicos, 562 enfermeiros, 1.212 técnicos de enfermagem, 313 fisioterapeutas e 263 farmacêuticos para atuar nos serviços da rede pública de Manaus. No total, o ministério informou ter contratado 30.196 profissionais para reforçar o atendimento.

Na última quinta-feira (14), o governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou medidas mais drásticas para conter a disseminação da covid-19 no estado, incluindo toque de recolher para a população, além do fechamento de uma série de atividades e comércio não essenciais.

Por Agência Brasil

Viracopos suspende pousos e decolagens após raio atingir pista

As operações de pousos e decolagens tiveram que ser interrompidas no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, após a queda de um raio na pista. Com isso, o funcionamento do aeroporto foi interrompido, na tarde de hoje (28), por pouco mais de uma hora.

Segundo a assessoria de imprensa do aeroporto, o raio abriu um buraco na pista de aproximadamente 80 centímetros de diâmetro e foi necessária uma operação de reparo e de limpeza do asfalto da pista, que durou cerca de 40 minutos.

A pista de pousos e decolagens ficou interditada das 13h42 às 14h47 de hoje. Neste período, oito voos atrasaram e um teve que ser desviado para Guarulhos.

Por Elaine Patrícia Cruz, da Agência Brasil

Estado tem 36 hospitais de campanha funcionando

Hospital de Campanha de Guarulhos (Márcio Lino/Prefeitura de Guarulhos)

Dos 65 hospitais de campanha abertos no estado de São Paulo durante a pandemia de covid-19, 36 ainda funcionam, informou a regional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-SP). No total, seis hospitais foram postos em atividade pela gestão estadual e os demais, por prefeituras.

Em algumas localidades, foi instalada mais de uma unidade, com administração de mais de uma esfera de governo. Em Campinas, por exemplo, foram inaugurados três hospitais de campanha, sendo dois de gestão municipal e um de coordenação estadual. No município, um dos hospitais, que resultou da adaptação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Carlos Lourenço, funcionou exclusivamente para internação de pacientes com covid-19 no período de 18 de junho a 30 de agosto, sendo desativada em setembro.

Até esta terça-feira (8), o estado de São Paulo contava 1.296.801 casos confirmados de covid-19 e 43.282 óbitos. Campinas respondia por 38.579 casos, ocupando o segundo lugar na lista, atrás da capital.

Balanço feito na última quarta-feira (9) mostra que o total de casos subiu para 1.306.585. Segundo contagem da prefeitura de Campinas, o município passou a contabilizar 45.296 casos confirmados e 1,4 mil mortes.

Auditoria

De acordo com o Tribunal de Contas de São Paulo (TCE-SP), que realizou uma auditoria para fiscalizar a alocação de recursos durante a crise sanitária, de março a agosto, foram implementados 56 hospitais de campanha para atender o estado. Até o fim de outubro, quando o relatório foi encerrado, foram aplicados R$ 412,8 milhões na manutenção dos hospitais.

Juntas, as unidades analisadas pelo TCE-SP abrigaram 368 leitos de unidade de terapia intensiva (UTII), 1.427 leitos hospitalares de especialidades e 941 de observação.

Ao divulgar o relatório, o tribunal soltou nota na qual demonstra preocupação com a alta dos índices da doença no estado.

No dia 30 de novembro, um dia após o segundo turno das eleições municipais, o governado estadual anunciou o recuo de todas as regiões do estado a uma fase mais restritiva no Plano São Paulo. Conforme explicado na ocasião, a regressão à Fase Amarela vale até 4 de janeiro e implica, entre outras medidas, a retomada de restrições ao horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil 

PF busca quadrilha que usava Viracopos para o tráfico de drogas

Aeroporto Internacional de Viracopos (Divulgação)

A Polícia Federal (PF) cumpriu hoje (3) em Campinas sete mandados de prisão preventiva, expedidos no âmbito da Operação Overload, que apura os crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Em nota, a corporação informou que os suspeitos já haviam sido detidos no início de outubro e que foram liberados, após o prazo de prisão temporária, de 30 dias, terminar.

No total, a pedido da PF, foi solicitada a prisão de 15 pessoas que formariam a quadrilha, que tem em sua rota o Aeroporto Internacional de Viracopos. Os agentes localizaram apenas sete pessoas na manhã de hoje. Os demais são considerados foragidos, já que tiveram a prisão decretada pela Justiça Federal. No total, 33 pessoas são investigadas, das quais 31 são homens e duas mulheres.

As investigações da Operação Overload, deflagrada no dia 6 de outubro, tiveram início em fevereiro de 2019, quando foi interceptada uma carga de 58 quilos de cocaína, com destino à Europa. O pacote foi apreendido na Área Restrita de Segurança (ARS), do Aeroporto Internacional de Viracopos. Desde o início da apuração, foram apreendidos 250 quilos de cocaína.

Com o avanço da apuração, descobriu-se que a organização criminosa é composta por brasileiros e estrangeiros e que funcionários aeroportuários foram cooptados a participar do esquema. Além dos empregados do aeroporto, também integram o grupo um policial militar e um policial civil. Para exportar a droga, a quadrilha utilizava tanto o terminal de passageiros quanto o de cargas.

“Entre os empregados e ex-empregados de empresas prestadoras de serviço na área restrita de segurança do aeroporto aliciados há dezenas de pessoas em funções diversas (vigilantes, operadores de tratores, coordenadores de tráfego, motoristas de viaturas, auxiliares de rampa, operadores de equipamentos e funcionários de empresas fornecedoras de refeições a tripulantes e passageiros), que eram os responsáveis pelo esquema de embarque das drogas nas aeronaves com destino ao exterior”, ressaltou a PF, em nota.

A PF destacou a “sofisticação” do esquema criminoso, que dificultou o rastreamento de quantias obtidas com o narcotráfico e que serviram para a compra de imóveis e veículos. Com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro, foram criadas contas bancárias em nome de terceiros e empresas no exterior. Todos os bens já identificados como pertencentes aos suspeitos estão sendo bloqueados e apreendidos.

A ação mobilizou mais de 200 policiais federais, 80 policiais militares e 6 policiais civis, que cumpriram  44 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão temporária, em quatro estados.

A ação conta com o apoio da Secretaria da Receita Federal do Brasil, da Polícia Militar do Estado de São Paulo e do Departamento de Polícia Judiciária São Paulo Interior em Campinas.

O nome da operação vem do termo inglês empregado para excesso de carga ou carga excessiva, em alusão à droga ilícita inserida clandestinamente nos aviões em meio a carga regular.

Por Agência Brasil

Estado de SP tem quatro regiões na fase vermelha

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou hoje (10) a sexta atualização do Plano São Paulo, plano de retomada econômica gradual, que dividiu o estado em regiões. Com esta nova atualização, quatro regiões do estado vão permanecer na fase 1 – vermelha e terão que manter seus comércios fechados, podendo abrir somente as atividades consideradas essenciais – de logística, abastecimento, saúde e segurança.

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Estão na fase vermelha as regiões de Campinas, Ribeirão Preto, Franca e Araçatuba, que já se encontravam nessa condição na atualização anterior do plano. No caso da região de Araçatuba, o que influenciou para a sua manutenção na fase vermelha foi a variação das internações. Já no caso das outras três regiões, o que influenciou foi a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI), que estão acima de 80%.

Com a nova atualização, sete regiões do estado passaram para a fase 3 – amarela, que permite a reabertura de bares, restaurantes e salões de beleza com 40% da capacidade e expediente diário de até seis horas. Três dessas regiões já estavam na fase 3 e se mantiveram assim nessa nova atualização: a capital paulista e as sub-regiões sudoeste e sudeste da região metropolitana. A elas se acrescentaram agora as regiões da Baixada Santista, Registro e duas novas sub-regiões metropolitanas: leste e oeste.

Da região metropolitana do estado, somente a sub-região norte teve que se manter na fase 2-laranja: a norte, que compreende as cidades de Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã, conhecida como região de Franco da Rocha.

O restante do estado está na fase 2-laranja. Nesta fase estão as áreas de Bauru, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente e Sorocaba, que estavam anteriormente na fase vermelha, e as regiões de Araraquara, Barretos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Taubaté e a sub-região norte da região metropolitana (Franco da Rocha), que já estavam nessa fase.

A etapa laranja permite funcionamento com 20% da capacidade de atendimento presencial em escritórios em geral, imobiliárias, comércio de rua, shoppings e concessionárias. A abertura é restrita a quatro horas diárias, todos os dias, ou seis horas durante quatro dias e fechamento por outros três.

As regiões que permanecerem por 28 dias seguidos na etapa amarela também poderão reabrir, com limitações, espaços culturais como museus, bibliotecas, cinemas, teatros e salas de espetáculos. Se a estabilização da pandemia se mantiver até o final do mês, a capital e as sub-regiões sudeste e sudoeste poderão obter essa permissão no próximo dia 27.

A nova classificação começa a valer a partir da próxima segunda-feira (13) e as regiões do estado permanecerão assim até a próxima atualização do plano, no dia 24 de julho. Apesar de várias regiões do estado já poderem dar início a seu processo de retomada econômica, o governador de São Paulo informou que vai estender o período de quarentena no estado até o dia 30 de julho.

O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O Plano São Paulo também é regionalizado, ou seja, o estado foi dividido em 17 regiões [com a região metropolitana dividida em cinco sub-regiões] e cada uma delas é classificada em uma fase. 

Mapa das regiões SP
Mapa das regiões do Estado – Governo do Estado

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Hospital de Campanha do Ibirapuera receberá pacientes de Campinas

O governador de São Paulo, João Doria, disse hoje (8) que o Hospital de Campanha do Ibirapuera vai passar a receber pacientes com novo coronavírus da região de Campinas, no interior paulista.

“A partir de agora ele [o hospital do Ibirapuera] passará a receber, preferencialmente, pacientes da região de Campinas e também de outras regiões do interior do estado de São Paulo para permitir o atendimento correto e efetivo, sem o aumento de custo. Não há necessidade de montar um hospital de campanha em Campinas, por exemplo, se temos um aqui montado, em boas condições e seguindo as regras sanitárias”, disse o governador.

Segundo ele, essa medida vai economizar gastos públicos. “Não há necessidade de gastar dinheiro público para desmontar um hospital e montar um outro em Campinas. É mais barato e mais eficiente providenciar transporte e ambulâncias com UTIs [unidades de terapia intensiva] e abrigar estes pacientes no hospital do complexo do Ibirapuera”, disse Doria. 

O Hospital de Campanha do Ibirapuera foi instalado no Ginásio do Ibirapuera no dia 1º de maio deste ano e tem 240 leitos de enfermaria e 28 leitos de estabilização (equipados com recursos para tratamento de pacientes mais graves) para tratamento de pacientes com o novo coronavírus.

Os hospitais de campanha recebem pacientes com sintomas de covid-19 de baixa e média complexidade, transferidos dos equipamentos de saúde. No caso do Ibirapuera, ele recebia, até então, pacientes de unidades de saúde da capital e da região metropolitana. Mas, com a diminuição de casos da covid-19 na capital e na região metropolitana – e com o aumento expressivo pelo interior do estado, o hospital do Ibirapuera vai agora ajudar a absorver essa demanda.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil