Cobra de três metros é encontrada dentro de casa

(Rede Social/Reprodução)

O Corpo de Bombeiros do estado de Goiás capturou, na manhã desta sexta-feira (11), uma píton albina de quase três metros de comprimento em uma casa no setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia.

Na conta do Instagram da corporação, foram publicadas fotos do animal e um vídeo da cobra por meio dos stories. A espécie não é encontrada na natureza no Brasil.

A dona da residência foi quem viu a cobra e acionou os bombeiros. Apesar deste tipo de serpente não ser peçonhenta, o bicho é um risco às pessoas por conta do tamanho.

Os bombeiros informam que o animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Goiânia

Por TV Cultura

MP denuncia quatro pessoas no caso da cobra naja

Cobra naja de 1,5 metro que picou um estudante de veterinária em Brasília
(Ivan Mattos/Zoológico de Brasília)

Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou quatro pessoas por envolvimento em um esquema de criação ilegal e tráfico de cobras exóticas. Foram denunciados o estudante de veterinária Pedro Henrique Kambreck Lehmkul; Rose Meire dos Santos Lehmkuhl, mãe de Pedro; Clóvis Eduardo Condi, padrasto dele; e Gabriel Ribeiro de Moura, amigo de faculdade de Pedro. A Justiça aceitou a denúncia ontem (3).

Eles responderão por associação criminosa, venda e criação de animais sem licença e maus-tratos contra animais. O caso foi descoberto após Pedro ter sido picado por uma cobra naja. Enquanto ele estava internado em estado grave, a polícia e o Ministério Público descobriram que Pedro encabeçava um esquema de tráfico de serpentes. Segundo o MPDFT, ele criava em cativeiro e vendia serpentes de diversas espécies, tanto nativas quanto exóticas.

De acordo com o Ministério Público, a mãe e o padrasto de Pedro eram coniventes com a prática do crime. Além de saber do esquema e de não fazer nada para acabar o esquema, eles participavam da criação das cobras e no cuidado com os ovos.

Já Gabriel foi denunciado por tentar se desfazer da naja que picou Pedro. Ele levou a cobra, dentro de uma caixa, para um local perto de um shopping. Ao mesmo tempo, Clóvis, que é tenente-coronel da Polícia Militar, garantiu a Gabriel que ele não sofreria punição. Pouco depois que a cobra foi deixada na rua, a Polícia Militar Ambiental apareceu para resgatar o animal.

Gabriel e Pedro chegaram a ser presos no âmbito da Operação Snake, da Polícia Civil, que investiga o suposto crime de tráfico de animais exóticos, mas foram soltos dias depois. Rose Meire, Clóvis e Gabriel também responderão por fraude processual e corrupção de menores, já que o irmão de Pedro, menor de idade, também tentou esconder as serpentes. Pedro Henrique responde ainda por exercício ilegal da medicina veterinária e Rose Meire pelo crime de dificultar ação fiscalizadora do Poder Público em questões ambientais. 

A defesa dos denunciados foi procurada, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.

Pena

O promotor de Justiça do MPDFT, Paulo José Leite Farias, disse que a pena máxima para posse irregular de animais não é alta, podendo chegar a um ano de prisão por caso. No entanto, foram encontrados pelo menos 23 animais em situação irregular. Com isso, a pena sofreria um aumento considerável.

A Justiça Militar investiga a participação de outro policial militar,que teria combinado com Clóvis que a polícia não faria nenhuma investigação sobre o caso. “Há indício de crime de prevaricação no momento em que os policiais do batalhão deixam de atuar como deveriam. Não efetuaram prisões e, pelo que surge do inquérito, teria sido um ajuste no sentido de encobrir os fatos”, disse o promotor de Justiça Nísio Tostes, em entrevista coletiva realizada hoje.

Também estão envolvidos no caso seis estudantes de veterinária, que colaboram na retirada dos animais do local de criação, além de uma professora.m que ainda não foram denunciados pelo MPDFT. Eles poderão fazer um acordo de persecução penal, que começa com a confissão formal de culpa. Caso não assinem o acordo, a denúncia será apresentada.

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil 

Naja apreendida em Brasília é trazida para São Paulo

Já estão no Instituto Butantan, em São Paulo, as cobras Naja kaouthia e víbora-verde-voguel – espécies peçonhentas que estavam no Zoológico de Brasília, após terem sido apreendidas com o estudante acusado de tráfico de animais, Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl.

(Arquivo/Ivan Mattos/Zoológico de Brasília)

As duas serpentes, que são peçonhentas, junto com outras cinco cobras-do-milho não venenosas, chegaram hoje (12) no aeroporto de Guarulhos. Todos os protocolos de transporte previstos pelos órgãos regulatórios estão sendo respeitados, informou o instituto.

No Butantan, os animais foram registrados e passaram por exames clínicos gerais para entrar em uma quarentena pelo período de 30 a 40 dias. A definição sobre o destino deles será tomada após esse período. As cobras poderão ser encaminhados ao Museu Biológico ou ter atividades científicas e de educação ambiental como destino.

“O Butantan tem um papel atuante em casos como este. Não somos uma entidade fiscalizadora, mas, sim, de apoio aos órgãos responsáveis. Isso se dá por conta do nosso trabalho histórico com animais peçonhentos e venenosos. Há muitos anos que trabalhamos junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Policia Ambiental no recebimento de animais apreendidos tanto da fauna brasileira, como da fauna exótica”, informou, por meio de nota, o diretor do Museu Biológico, Giuseppe Puorto, que desde 2017 tem em exposição no seu acervo uma naja kaouthia.

O estudante Pedro Henrique foi picado pela cobra naja no dia 7 de julho. Devido ao incidente, foi internado em um hospital privado na região administrativa do Gama, a 30 quilômetros do centro de Brasília. O quadro do rapaz evoluiu para estado grave e ele chegou a ser colocado em coma induzido, mas recebeu alta logo depois.

A cobra foi encontrada em uma caixa, na região central de Brasília, pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA). O animal estava em boas condições e foi encaminhado para o Ibama, que o repassou ao Zoológico de Brasília.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil 

Justiça manda soltar amigo de estudante picado por naja

A Justiça do Distrito Federal concedeu hoje (31) liberdade ao estudante de veterinária Gabriel Ribeiro, amigo de Pedro Henrique Kambreck Lehmkul, jovem que ficou em coma após ser picado por uma cobra naja. A prisão foi revogada a pedido da defesa. 

Ribeiro foi preso no dia 22 de julho, na terceira fase da Operação Snake, da Polícia Civil, que investiga o suposto crime de tráfico de animais exóticos. 

Na quarta-feira (29), Pedro Henrique Krambeck, que também é estudante de medicina veterinária, foi preso temporariamente por cinco dias. 

O estudante foi picado pela naja na terça-feira (7) e foi internado logo após o episódio em um hospital privado na região administrativa do Gama, a 30 quilômetros do centro de Brasília. O quadro do rapaz evoluiu para estado grave e ele chegou a ser colocado em coma induzido, mas recebeu alta logo depois. 

A cobra foi encontrada em uma caixa na região central de Brasília pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA). O animal, que estava em boas condições, foi encaminhado para o Ibama, que o repassou para o Zoológico de Brasília. 

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil 

Estudante picado por Naja é preso pela Polícia

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu hoje (29) o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, que foi picado por uma cobra naja no início do mês.

Segundo a corporação, a prisão temporária de cinco dias foi solicitada à Justiça a partir de indícios de que o estudante e outros investigados estariam destruindo provas de crimes ambientais que teriam sido cometidos. A polícia trata o caso como suposto tráfico de animais. 

O estudante foi picado pela naja no dia 7 de julho e foi internado logo após o episódio em um hospital privado na região administrativa do Gama, a 30 quilômetros do centro de Brasília. O quadro do rapaz evoluiu para estado grave e ele chegou a ser colocado em coma induzido, mas recebeu alta logo depois. 

A cobra foi encontrada em uma caixa na região central de Brasília pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA). O animal, que estava em boas condições, foi encaminhado para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que repassou o animal para o Zoológico de Brasília. 

Agência Brasil busca contato com a defesa do estudante. 

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil

Amigo de estudante picado por Naja é preso

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou hoje (22) a terceira fase da Operação Snake, em que cumpriu mandado de prisão temporária contra o estudante de veterinária Gabriel Ribeiro, amigo de Pedro Henrique Kambreck Lehmkul, jovem que ficou em coma após ser picado por uma cobra naja.

Cobra naja de 1,5 metro que picou um estudante de veterinária em Brasília e está no zoológico da capital federal (Ivan Mattos/Zoológico de Brasília)

Ribeiro e Kambreck, que também é estudante de veterinária, são suspeitos de integrar um grupo dedicado ao tráfico de animais exóticos no DF. O mandado de prisão de Ribeiro foi expedido após uma representação da autoridade policial. Segundo a PCDF, há indício de que ele estaria tentando obstruir diligências policiais desde o início das investigações.

Ele é suspeito ainda de ter ocultado 16 serpentes de Pedro Kambreck, que foi picado em 7 de julho por uma Naja kaouthia – cobra originária da Ásia, cujo veneno pode matar. Os animais foram encontrados em um haras na cidade de Planaltina. Ribeiro teria também deixado a naja dentro de uma caixa perto de um shopping na região central de Brasília.

Os atos teriam sido praticados enquanto Kambreck estava internado em coma devido à picada. Após tratamento com soro antiofídico enviado pelo Insituto Butantan, em São Paulo, ele teve alta na semana passada.

Em 15 de julho, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) informou que Ribeiro foi multado em R$ 81,3 mil por dificultar a ação do órgão e manter animais nativos em locais inapropriados e sem autorização, além de maus-tratos.

O Ibama também multou Kambreck em R$ 61 mil por maus-tratos e por manter serpentes nativas e exóticas em cativeiro sem autorização. Até a semana passada, o instituto disse ter recebido 32 serpentes, além de tubarões, que foram entregues voluntariamente após a picada da naja.

Gabriel Ribeiro foi encaminhado à 14ª Delegacia de Polícia no Gama – região a 30 km de Brasília -, que conduz a investigação sob sigilo. A Agência Brasil tenta contato com a defesa do estudante preso.

Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Ibama resgata 32 cobras e aplica mais de R$ 300 mil em multas

O caso do jovem picado por uma naja no Distrito Federal, na semana passada, desencadeou uma série de ocorrências relacionadas à criação ilegal de cobras na região e resultou no resgate de 32 serpentes e aplicação de mais de R$ 300 mil em multas. Além das cobras, outros animais também foram localizados, como tubarões e lagartos.

Em balanço divulgado pelo Ibama, o dono de um haras, em Planaltina (DF), onde 16 cobras foram encontradas, será multado em R$ 68 mil por dificultar a ação dos fiscais, promover maus-tratos e por manter animais nativos e exóticos sem autorização. Das serpentes resgatados neste local, dez eram exóticas, de origem norte-americana, e seis nativas da Amazônia e do Cerrado.

Como o fato mostrou ligação com o estudante picado pela naja, que chama Pedro Henrique Lehmkul, este também responderá pelas 16 cobras. Ao todo, segundo o Ibama, o jovem de 22 anos será multado em mais de R$ 61 mil, também por maus-tratos e por manter serpentes nativas e exóticos em cativeiro sem autorização. A mãe e o padrasto também serão multados, em R$ 8.500 cada, por terem dificultado a ação de resgate.

Ainda será multado em R$ 81.300 pelo Ibama um amigo do estudante por dificultar a ação do instituto, manter animais nativos e exóticos em locais inapropriados e sem autorização, além de maus-tratos.

Acidente

Pedro Henrique foi picado pela naja na última terça-feira (7) e foi internado logo após o episódio em um hospital privado na região administrativa do Gama, a 30 quilômetros do centro de Brasília.

O quadro do rapaz evoluiu para estado grave e ele chegou a ser colocado em coma induzido, mas se recuperou e recebeu alta na segunda-feira (13). Seu tratamento exigiu que o Instituto Butantan remetesse de São Paulo para Brasília o soro antiofídico que tinha armazenado para o caso de um de seus pesquisadores que estudam a espécie naja fosse picado.

Após o incidente, agentes do Batalhão da Polícia Militar Ambiental encontraram a naja dentro de uma caixa abandonada na região central de Brasília. O animal foi então entregue ao Ibama, que o repassou para o Zoológico de Brasília.

Da espécie kaouthia, de origem dos continentes asiático e africano, a naja possui um dos venenos mais mortais do mundo. Como não é nativa do Brasil, o país não costuma produzir soro antiofídico de espécies exóticas.

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A jiboia foi uma das espécies resgatadas durante a operação – Divulgação /PMDF

Lagartos, cobras e tubarões

Em outro desdobramento da investigação, a Polícia Civil do DF e o Ibama também interceptaram outra criação ilegal de répteis, dessa vez em uma residência na região administrativa de Vicente Pires, onde estavam seis serpentes: duas jiboias arco-íris da Caatinga, duas da espécie píton (Ásia) e duas jiboias de Madagascar (África). Os animais foram encaminhados aos cuidados do Zoológico de Brasília. No mesmo local, uma jiboia nativa do cerrado e um lagarto do tipo teiu foram encontrados, mas o dono apresentou a documentação dos animais, segundo o Ibama.

A autarquia informou que o ambiente onde os bichos foram encontrados foi considerado inadequado. Por isso, o responsável foi multado por maus-tratos, no valor total de R$ 12 mil. Pelas serpentes mantidas de forma ilegal, o homem foi multado em mais R$ 27 mil. A casa ainda abrigava três tubarões do tipo bambu, espécie oriunda de países da Oceania, além de um peixe moreia. O Ibama aguarda a apresentação de documento sobre a origem deles. Caso contrário, o responsável também será multado em R$ 2,6 mil por manter animal exótico sem autorização. 

Com a repercussão das apreensões dos últimos dias, um homem que criava em casa duas cobras peçonhentas, uma jararacuçu, natural da Mata Atlântica, e uma víbora-verde-de-vogel (Ásia), entregou as serpentes espontaneamente ao Ibama. Os animais estão de quarentena no Zoológico.

No último sábado, o Ibama e a polícia foram até a residência do pai do amigo da vítima da naja, no Guará (DF), onde apreenderam uma jiboia arco-íris (que pertencia à vítima), peles de jiboia e de cobra surucucu, penas de arara canindé e carapaça de tatu. A investigação apontou que o homem tem participação nos fatos e as multas imputadas chegam a R$ 33.500.

Entrega voluntária

No mesmo dia, houve uma entrega voluntária de duas jiboias arco-íris, naturais do Cerrado , duas cobras rat snakes, de origem norte-americana, e um lagarto gecko, oriundo do Oriente Médio. Os animais foram recebidos no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais (Cetas-DF), do Ibama. Com exceção das jiboias, que serão devolvidas à natureza nos próximos dias, a autarquia informou que os demais ficarão sob a guarda provisória do instituto até a definição do destino.

Já na última terça-feira (14), uma mulher que criava uma cobra jiboia, em Samambaia (DF), decidiu entregá-la voluntariamente ao Ibama, que foi até a residência para buscar o animal. Ela não foi penalizada, já que entregou a serpente de forma espontânea, disse o órgão.

No mesmo dia, o Ibama apoiou uma ação do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram), em uma casa na região de Sobradinho (DF). Foram apreendidos uma jiboia, um jabuti e um tigre d’água. Todos os animais foram levados ao Cetas. O responsável foi multado pelo órgão local.

Rapaz picado por Naja tem alta e polícia investiga o caso

O estudante picado por uma cobra naja na semana passada no Distrito Federal teve alta hoje (13). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o caso, uma vez que ele não tinha permissão para criar o animal, e a serpente não poderia ser mantida em um domicílio por um cidadão de forma domesticada.

O animal foi encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que o repassou ao Zoológico de Brasília.  

Questionada pela Agência Brasil, a Polícia Civil do Distrito Federal respondeu que não poderia dar detalhes acerca da investigação. A expectativa é que o estudante preste depoimento após a sua liberação do hospital.

Pedro Henrique Lehmkul foi picado pela naja na última terça-feira (7) e foi internado logo após o episódio em um hospital privado na região administrativa do Gama, a 30 quilômetros do centro de Brasília.

O quadro do rapaz evoluiu para estado grave e ele chegou a ser colocado em coma induzido. A assessoria do hospital não deu detalhes nem divulgou boletim médico sobre o caso. A situação de saúde foi mantida sob sigilo a partir de um pedido da família.

A cobra foi encontrada em uma caixa na região central de Brasília pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA). O animal, que estava em boas condições, foi encaminhado para o Ibama, que o repassou para o Zoológico de Brasília.

Cobra naja de 1,5 metro que picou um estudante de veterinária em Brasília e está no Zoológico da capital federal
Cobra naja de 1,5 metro que picou um estudante de veterinária em Brasília e está no zoológico da capital federal. Polícia investiga possível tráfico internacional de animais  (Ivan Mattos/Zoológico de Brasília)

Novas descobertas

Na quinta-feira (9), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental encontrou, em uma área rural de Planaltina, que fica a cerca de 40 quilômetros de Brasília, mais 16 serpentes escondidas em caixas. Segundo a corporação, a descoberta tem relação com a naja encontrada anteriormente.

A operação foi motivada por uma denúncia anônima. O dono da chácara onde as serpentes foram encontradas informou que não sabe como os animais foram parar ali. As serpentes também serão encaminhados ao Ibama.

Na sexta-feira, a Polícia Civil descobriu outras sete serpentes. A ação foi decorrente da Operação Squamata, que visou combater crimes contra a fauna e manutenção ilegal de répteis. Os animais foram encontrados em uma outra chácara, na região administrativa de Samambaia.

A PCDF divulgou apenas que continua as investigações de indícios de tráfico internacional de animais. Isso porque tanto no caso da naja como de outras espécies, os animais eram oriundos de ecossistemas de fora do país.

No sábado (11), foi encontrada uma outra cobra do estudante Pedro Henrique Lehmkul em um apartamento na região administrativa do Guará, a 15 quilômetros do centro de Brasília.

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil

Estudante picado por cobra naja deve sair da UTI

Uma cobra naja de 1,5 metro que picou um estudante de veterinária em Brasília está no Zoológico da capital federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai consultar instituições habilitadas, como outros zoológicos e centros de pesquisa, sobre o interesse em receber a cobra.

(Instituto Butantan)

De acordo com o zoológico, trata-se de um animal de alto risco, por ser uma das espécies mais venesos, e por não ter, até o momento, em território nacional, soro antiofídico. A naja não é nativa do Brasil e é encontrada na Ásia e na África. Não é permitido a posse deste tipo de animal em cativeiro no país.

O estudante de veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, foi picado pelo animal em situação que ainda está sendo apurada. Ele deve receber alta neste sábado (11) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular, na cidade do Gama, localizada a 37 km de Brasília. 

Ontem, Pedro Henrique teve o suporte ventilatório retirado e acordou do coma induzido.

Histórico

Ele foi picado na terça-feira (7), na casa onde mora no Distrito Federal. Segundo investigações da Polícia Civil, o jovem criava e mantinha o animal em residência sem permissão.  

A multa aplicada pelo Ibama nesses casos pode variar entre R$ 500 e R$ 5 mil, e ser aplicada ao criador ou ao proprietário da residência onde estava o animal.

O soro antiofídico necessário para a anulação do veneno veio pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e chegou a Brasília na noite de terça-feira. Ele estava estocado para eventuais acidentes com pesquisadores que realizam estudos com o animal na instituição, como informou o Butantan por meio de nota oficial.

Ontem, o Batalhão de Polícia Militar Ambiental encontrou, em uma área rural de Planaltina, que fica a cerca de 40 quilômetros de Brasília, mais 16 serpentes escondidas em caixas. Segundo a corporação, a descoberta têm relação com a naja encontrada anteriormente.

A operação foi motivada por uma denúncia anônima. O dono da chácara onde as serpentes foram encontradas informou que não sabe como os animais foram parar ali. As serpentes também serão encaminhados ao Ibama.

Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil