Gustavo Petro, homem de pele clara, óculos de grau, cabelos grisalhos penteados para o lado. Gustavo acena, cercado por apoiadores, antes de entrar no carro. Ele usa máscara de proteção facial.

Colômbia: Ex-guerrilheiro reforça favoritismo à presidência

O senador e ex-guerrilheiro Gustavo Petro conseguiu, com ampla vantagem, garantir neste domingo (13/02) sua indicação como candidato da esquerda à presidência da Colômbia.

Como previsto, o esquerdista de 61 anos foi o grande vencedor nas primárias ou consultas partidárias. Ele obteve mais de 80% dos votos da aliança de esquerda Pacto Histórico, derrotando a ambientalista Francia Marquez, que obteve 15% dos votos.

votação consolidou a candidatura de Petro como o favorito para vencer as forças da direita e do centro nas eleições presidenciais de 29 de maio. A Colômbia sempre foi governada pela direita, mas pesquisas apontam que Petro, ex-prefeito de Bogotá, tem uma real chance de ser eleito presidente.

Gustavo Petro reforça favoritismo à presidência da Colômbia (Reprodução/via Página 12)

” Chegou a hora de mudar a Colômbia”, disse Petro ao chegar para votar com sua esposa e duas filhas neste domingo. 

A centrista Ingrid Betancourt, que foi mantida refém pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há duas décadas, foi escolhida para representar sua coligação na disputa pela presidência. Ela se apresenta como uma alternativa tanto à direita no poder quanto a Petro.

Seis candidatos deverão se enfrentar no primeiro turno em 29 de maio, que será seguido de um segundo em 19 de junho caso nenhum candidato obtenha a maioria dos votos.

Esquerda conquista espaço no Legislativo

As primárias deste domingo foram realizadas simultaneamente às eleições legislativas para renovar as duas Câmaras do Congresso, atualmente controladas por partidos de direita. A aliança de esquerda de Petro, Pacto Histórico, foi uma das grandes vencedoras das legislativas.

Com 98% dos votos apurados, a coligação aparece com 16 dos 102 assentos do Senado – o mesmo número obtido pelos conservadores e à frente dos liberais, com 15.

Na Câmara dos Representantes, a aliança deve obter 25 dos 165 assentos, empatando com os conservadores e ficando atrás dos liberais, com 32.

O partido do governo, o direitista Centro Democrático, que nas últimas eleições legislativas, de 2018, obteve o maior número de votos no Senado, sofreu um pesado revés, ao ficar em quinto lugar no Senado, e em quarto na Câmara dos Representantes.

A direita, fragmentada em seis partidos, vai continuar majoritária no Congresso, fazendo com que o Pacto Histórico tenha de formar alianças com a Coligação Aliança Verde e o Centro Esperança (14 lugares na câmara alta), para conseguir impor-se. 

Os candidatos do partido Comunes, que integrou a antiga e desmobilizada guerrilha das FARC, somaram apenas 50 mil votos. Apesar do resultado, o Comunes vai manter cinco lugares no Senado e cinco na Câmara dos Representantes, garantidos pelo acordo de paz para as legislaturas 2018-2022 e 2022-2026. Estes dez legisladores são designados pelo Comunes independentemente do resultado obtido nas urnas.

Cerca de 39 milhões de pessoas estavam aptas para votar e eleger as duas câmaras do Parlamento e participar das primárias partidárias.

A campanha foi marcada por diversos temas, como o empobrecimento e o desemprego desencadeados pela pandemia, o aumento da violência que se seguiu ao acordo de paz com as agora extintas Farc e a insegurança nas grandes cidades. Além disso, os grandes protestos do ano passado, que foram duramente reprimidos e revelaram profunda agitação social, ainda estão reverberando.

Em 29 de maio, os eleitores colombianos retornarão às urnas para escolher o sucessor do impopular presidente Iván Duque, que em 7 de agosto encerra seu mandato de quatro anos sem direito a reeleição.

LF (AFP, Lusa, Efe)

Deslizamento de terra mata 12 pessoas na Colômbia

(Defesa Civil da Colômbia/via Agência Brasil)

Doze pessoas morreram e dez ficaram feridas em um deslizamento de terra causado por fortes chuvas no departamento colombiano de Nariño, na fronteira com o Equador.

Um porta-voz da Direção Administrativa de Gestão de Riscos de Catástrofes (DAGRD) do governo de Nariño disse que até agora foram resgatados 12 corpos no município de Mallama, onde ocorreu a tragédia.

Dos feridos, oito tiveram alta hospitalar e dois foram encaminhados para centros médicos em Pasto, a capital do departamento.

O deslizamento de terra destruiu duas casas e afetou um estabelecimento comercial.

Quatro famílias de outras três casas atingidas foram retiradas para abrigos providenciados pelo governo de Nariño.

Os esforços de busca e salvamento prosseguem, e os sobrevoos por aeronaves estão sendo feitos, enquanto geólogos e engenheiros continuam a avaliar os danos causados a outras casas.

Por RTP

Colômbia vai extraditar traficante Otoniel aos Estados Unidos

Em uma operação no último sábado (23), a polícia e o exército colombiano capturaram um dos traficantes mais procurados da Colômbia, Dairo Antonio Úsuga, mais conhecido como Otoniel. O governo do presidente Ivan Duque anunciou neste domingo (24) que pretende extraditar o traficante para os Estados Unidos.

Úsuga, de 49 anos, era líder do Clã do Golfo, que se define como Autodefesas Gaitanistas da Colômbia (AGC), uma gangue que surgiu após a desmobilização de paramilitares em 2006. O grupo de narcotraficantes tem em média 3.000 integrantes e atua em todos os municípios do país.

O presidente da Colômbia comemorou a captura do traficante. ‘’Otoniel não estava apenas na lista dos mais procurados por tráfico de drogas e recrutamento, mas também por abuso de menores’’, concluiu o presidente.

O Ministro da Defesa, Diego Molano afirmou em entrevista ao jornal El Tiempo que a ordem de extradição para os Estados Unidos está em curso e que esse é o destino para todos que cometem delitos transnacionais. Segundo ele, quase 30% do total das toneladas de cocaína que saem da Colômbia são do Clã do Golfo.

Por TV Cultura

Preso traficante mais procurado da Colômbia

(Reprodução)

O traficante de drogas mais procurado da Colômbia, Dairo Antonio Úsuga David, conhecido como Otoniel, foi preso neste sábado (23/10) em uma operação conjunta da polícia e das Forças Armadas no noroeste do país.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, disse que a prisão de Otoniel é o maior golpe no narcotráfico colombiano desde a queda de Pablo Escobar, em 1993.

“Este é o golpe mais duro dado ao narcotráfico neste século em nosso país e só se compara à queda de Pablo Escobar”, afirmou Duque, em declaração dada na base militar de Tolemaida, na região central do país.

O presidente afirmou que Otoniel, líder máximo do Clã do Golfo, era “o traficante de droga mais temido do mundo” e “assassino de policiais, militares, lideranças sociais, além de recrutador de menores” e abusador. Ele tem mais de 100 processos abertos na Justiça colombiana e estava na lista vermelha da Interpol.

Otoniel era procurado desde 2015 na região de Urabá por milhares de policiais e militares em operações que levaram à prisão ou morte de dezenas de homens sob seu comando, além da apreensão de toneladas de cocaína.

Fim do Clã do Golfo

Para Duque, a prisão de Otoniel também representa “o fim do Clã do Golfo”.

“A todos aqueles que pertenceram a esta estrutura criminosa, a mensagem que lhes envio é clara e contundente: ou se submetam imediatamente à Justiça ou o peso da lei será aplicado sobre eles da mesma forma”, ameaçou o presidente.

O Clã do Golfo surgiu da desmobilização das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) e, segundo o governo colombiano, é responsável pelo envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos, além de montar uma rede criminosa dedicada à extorsão de empresários e comerciantes na região de Urabá, na fronteira com o Panamá, e principalmente na costa atlântica.

O governo colombiano havia oferecido uma recompensa de até 3 bilhões de pesos (cerca de R$ 4,5 milhões) por informações sobre o paradeiro de Otoniel. Os Estados Unidos o consideram um dos mais perigosos narcotraficantes e lavadores de dinheiro do mundo e ofereciam uma recompensa de 5 milhões de dólares por informações que levassem a sua captura.

Meses sitiado

Otoniel esteve durante meses cercado e sitiado pelo Exército e pela polícia em Urabá, no noroeste do país, e foi capturado em uma área remota, perto do Nudo de Paramillo, entre dois morros, de acordo com informações da polícia.

Ele aparece em imagens veiculadas por diversos meios de comunicação, sorrindo, vestido de calça e camisa pretas e com as mãos amarradas nas costas, sendo conduzido por soldados armados com rifles após descer de um helicóptero militar.

Em setembro de 2017, após a assinatura do acordo de paz com as FARC e a abertura de diálogos com os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), Otoniel anunciou em um vídeo postado nas redes sociais sua intenção de se entregar à Justiça, o que fez os colombianos pensarem na possibilidade de alcançar a paz após mais de meio século de conflito armado em várias frentes internas.

A notícia da captura do líder do Clã do Golfo foi recebida com alívio por políticos, como o candidato liberal à presidência Juan Fernando Cristo, que a qualificou como “um golpe importante” das “Forças Militares contra o crime organizado” e apelou à “persistência na perseguição de grupos violentos”.

Em fevereiro, o Exército colombiano matou o número 2 do Clã do Golfo, Nelson Hurtado, conhecido como Marihuano, o que na época foi considerado “o golpe mais duro para a estrutura’ do grupo.

Por Deutsche Welle (efe, ots)

Venezuela anuncia reabertura da fronteira com a Colômbia

A Venezuela vai reabrir sua fronteira com a Colômbia, disse a vice-presidente venezuelana Delcy Rodriguez em um discurso na televisão estatal nesta segunda-feira (4/10). Ao mesmo tempo, o presidente colombiano, Ivan Duque, disse em uma declaração que seu país estava disposto a iniciar “um processo ordeiro” para se abrir.

Em fevereiro de 2019, o regime de Nicolás Maduro ordenou o bloqueio da ponte internacional Simón Bolívar, que liga o país à Colômbia, assim como outras passagens de fronteira com esse país, devido a uma tentativa fracassada da oposição venezuelana de trazer ajuda humanitária, que o presidente Nicolás Maduro viu como uma tentativa de “invasão” estrangeira.

O trânsito regular já havia sido restringido desde 2015 por decisão de Maduro, que denunciou naquela ocasião uma “emboscada” de soldados venezuelanos. A partir de então, somente os pedestres podiam passar, mas em fevereiro de 2019 o bloqueio foi estendido, com a colocação de contêineres nas pontes que ligam os dois países.

“A partir de amanhã, estaremos abrindo o comércio entre nossos países”, disse a vice-presidente Delcy Rodríguez nesta segunda-feira. Antes disso, os contêineres que bloqueavam a ponte Simón Bolívar no estado de Táchira, principal passagem de fronteira entre a Venezuela e a Colômbia, foram removidos e o tráfego de pedestres começou a fluir, disse um repórter da agência de notícias AFP.

“Viemos aqui e ficamos realmente surpresos”, disse Alexis Contreras, de 42 anos, que estava caminhando de Cúcuta até a cidade venezuelana de San Antonio del Tachira. “Estávamos pensando em como passar pela trilha”, acrescentou ele, referindo-se às passagens irregulares pelas quais a maioria das pessoas estava passando.

Trânsito de carga só após avaliação técnica

O portal Migración, do ministério colombiano do Exterior, esclareceu em uma declaração que “a passagem de veículos de carga através da ponte internacional ocorrerá após validações técnicas (…) relativas à estabilidade da estrutura da ponte”.

Venezuela e Colômbia compartilham uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros. Os contêineres, acompanhados por uma forte presença militar, haviam sido colocados em meio a um impasse sobre a entrada de alimentos e suprimentos médicos gerenciados pelo líder da oposição Juan Guaidó, que foi reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, incluindo os Estados Unidos e a Colômbia.

Maduro, que rompeu relações diplomáticas com Bogotá por causa do reconhecimento de Guaidó pela Colômbia naquele dia, ordenou o fechamento da fronteira com o argumento de que as doações eram um pretexto para uma “invasão” americana.

O bloqueio impediu a entrada de remessas de Cúcuta em 23 de fevereiro de 2019, levando a violentos tumultos do lado venezuelano. A crise na Venezuela provocou a uma onda de emigração, com pessoas procurando refúgio em países vizinhos.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) mais de 5 milhões de pessoas fugiram do país por causa da insegurança política, violência, falta de alimentos e remédios e serviços básicos.

Por Deutsche Welle
rw (afp, reuters)

Ex-presidente da Colômbia tem prisão decretada

A Corte Suprema de Justiça da Colômbia ordenou nesta terça-feira (04/08) que o ex-presidente e senador Álvaro Uribe seja mantido em prisão domiciliar. Ele é acusado de fraude processual e suborno de testemunhas em um caso contra um de seus maiores adversários políticos.

(Raul Arboleda/AFP)

“A privação de minha liberdade me causa uma profunda tristeza. Pela minha mulher, pela minha família, pelos colombianos que ainda acreditam que fiz algo de bom pela pátria”, escreveu o ex-presidente no Twitter, antes mesmo de o tribunal anunciar a decisão.

O caso contra Uribe, que governou o país entre 2002 e 2010, foi iniciado em 2012, após ele supostamente ter manipulado testemunhas em um processo contra o senador Iván Cepeda, do partido de esquerda Polo Democrático Alternativo (PDA).

Uribe acusou Cepeda de manter contato com paramilitares presos para que envolvessem seu nome em atividades criminosas de grupos ultradireitistas que combatiam as guerrilhas de esquerda no país.

A reviravolta no caso se deu quando um dos juízes da Corte Suprema não apenas arquivou o processo contra Cepeda, como também decidiu abrir um inquérito sobre o ex-presidente por suposta manipulação de testemunhas. Com a decisão dos juízes nesta terça-feira, Uribe se tornou o primeiro ex-presidente colombiano a receber uma ordem de prisão.

O partido Centro Democrático, que está no poder na Colômbia, expressou “grave preocupação” com a detenção de seu líder e fundador.

RC/efe/afp

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.

Estado de sítio: Venezuela impõe restrição na fronteira

(Leandra Felipe/Agência Brasil)

As autoridades venezuelanas impuseram, a partir de hoje (7), o estado de sítio em três municípios que fazem fronteira com a Colômbia devido à covid-19.

A medida, que incluiu os municípios Simón Bolívar, Pedro María Ureña e San António de Táchira (estado de Táchira, a 850 quilômetros a sudoeste de Caracas) foi anunciada pelo ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez e o comandante-geral do Comando Estratégico das Forças Armadas Bolivarianas (Ceofanb), almirante Remígio Ceballos.

Segundo Rodríguez, o estado de sítio vai vigorar entre as 16h e as 10h horas locais e terá como objetivo impedir a entrada no país, por via terrestre, de “desertores e paramilitares”. 

As autoridades vão identificar, por meio de impressões digitais, todas as pessoas que entram no país.



De acordo com o almirante Remígio Ceballos, todas as pessoas que entrem na Venezuela deverão permanecer 15 dias em quarentena preventiva devido à covid-19.

“Estamos iniciando o estado de sítio nos municípios de Simón Bolívar, San António e Ureña, no estado de Táchira, e quem ingressar pela Ponte Simón Bolívar (que une a Venezuela à Colômbia) deve permanecer 15 dias em quarentena. Para isso, há uma articulação cívico-militar policial”, disse Ceballos à televisão estatal.

Ele explicou que foram instalados três pontos de atenção social, com observação médica permanente.

No sábado (4) e domingo, quase 600 venezuelanos deixaram a cidade colombiana de Cúcuta, por via terrestre, em direção à localidade vizinha de San Cristóbal (estado de Táchira), na Venezuela, anunciou a Migração Colômbia (MC). 

“Nas últimas horas, aproximadamente 600 cidadãos venezuelanos regressaram ao seu país pela Ponte Internacional Simón Bolívar”, informou nas redes sociais a MC. Segundo a MIgração Colômbia, esses estrangeiros, “de maneira voluntária, decidiram abandonar” a Colômbia, divididos em dois grupos, em 20 ônibus.

O primeiro grupo era composto por 50 pessoas, entre elas seis crianças. O segundo era de 337 homens, 1167 mulheres e 35 crianças e adolescentes.

“Dada a intenção dos estrangeiros de abandonar o território nacional (colombiano), a Migração Colômbia ativou um corredor humanitário sobre a Ponte Internacional Simón Bolívar, para que essas pessoas, muitas delas menores de idade, não arriscassem a vida tentando atravessar passagens não autorizadas”, acrescentou.

Segundo a MC, “os quase 600 cidadãos venezuelanos, cujo estado de saúde foi analisado pela Secretaria de Saúde de Cúcuta, foram recebidos no meio da Ponte Internacional Simón Bolívar por funcionários do Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (Saime) da Venezuela”.

Pandemia na Venezuela

A Venezuela tem 165 casos de covid-19 e 5 mortes confirmadas. 

O país está desde 13 de março em “estado de alerta”, o que permite ao Executivo tomar “decisões drásticas” para combater a pandemia.

O “estado de alerta” foi decretado por 30 dias, que podem ser prolongados por igual período.

Os voos nacionais e internacionais estão restritos no país.

Desde 16 de março os venezuelanos estão em quarentena, impedidos de circular livremente entre os 24 estados do país.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infectou mais de 1,3 milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 73 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 250 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia.

Por RTP – Agência pública de notícias de Portugal

Ponte da amizade com veículos parados em cima da estrutura. No canto esquerdo é possível ver a água do rio. Ao fundo, grama e parte da cidade no Paraguai.

Brasil fecha fronteira para mais 8 territórios da América Latina

Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Arquivo/Agência Brasil)

O governo federal publicou portaria hoje (19) restringindo a entrada de estrangeiros pelas fronteiras com países sul-americanos em razão da pandemia do novo coronavírus. 

Fica restrita a entrada por via terrestre de pessoas dos seguintes países: Suriname, Guiana Francesa, Guiana, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai e Argentina. A limitação para a Venezuela já havia sido divulgada ontem (18). A fronteira com o Uruguai será objeto de uma portaria específica, uma vez que os dois governos ainda analisam a melhor solução.

A medida foi recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em nota técnica elaborada pela equipe do órgão. A justificativa é o risco de contaminação e disseminação do novo coronavírus.



Brasileiros continuam podendo entrar no Brasil vindo dos países mencionados. Imigrantes com autorização de residência definitiva no Brasil e profissionais em missão de organismo internacional ou autorizados pelo governo brasileiro também poderão entrar no país.

Ficam permitidos também o tráfego de caminhões de carga, ações humanitárias que demandem o cruzamento das fronteiras e a circulação de cidades “gêmeas com linha de fronteira exclusivamente terrestre”.

Quem desobedecer às determinações poderá ser processado penal, civil e administrativamente, além de ser deportado e impedido de solicitação de refúgio.

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil

Falha nos freios provoca acidente em bondinho na Colômbia

(Cortesia Monserrate/Via El Tiempo/Reprodução)

Um acidente no teleleférico da montanha de Monserrate, em Bogotá, que deixou cerca de 20 feridos, um deles em estado grave. As autoridades informaram que houve falha nos freios de uma das cabines, o que causou a perda de controle. Não há relatos de mortes.

Em funcionamento desde 1929, o bondinho de Monserrate é um dos pontos turísticos mais importantes da capital colombiana. Porém, havia críticas sobre a necessidade de atualizar o sistema técnico e de fiação do teleférico.



O Corpo de Bombeiros está no local. Pelas investigações preliminares, a perda de controle foi motivada pela precipitação no momento de parar o brinquedo. Mas as causas exatas do acidente ainda estão sendo apuradas.

Os feridos receberam cuidados pré-hospitalares para pequenas lesões, enquanto os mais afetados foram transferidos para o hospital mais próximo por terem traumas cranioencefálicos após o impacto.

*Com informações da Telesur, emissora multiestatal com sede na Venezuela.