EUA confirmam favoritismo e vencem Copa do Mundo

(Fifa/Reprodução)

O favoritismo era esperado e, com isso, o resultado não foi surpreendente. A seleção feminina dos Estados Unidos venceu neste domingo, em Lyon (França), a seleção holandesa por 2 a 0 e conquistou o bicampeonato consecutivo, quarto título mundial em oito edições de Copa do Mundo. As americanas se igualam as alemãs, que foram bicampeãs em 2003 e 2007. Para as holandesas, foi a melhor campanha numa Copa e o vice-campeonato das atuais campeãs europeias garante às Leoas Laranjas uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. A Suécia, terceira colocada na Copa, e a Inglaterra, quarta colocada, são as outras representantes da Europa – na decisão de sábado, em Nice, as suecas venceram as inglesas por 2 a 1, gols de Asllani e Jakobsson; Kirby descontou para as inglesas.

A americana Megan Rapinoe foi o grande nome do jogo e da Copa. Ela foi eleita a melhor jogadora em campo, a melhor jogadora da Copa e ganhou o prêmio como artilheira do mundial. Ela passa a ser a jogadora mais velha a receber essa premiação, com 34 anos e dois dias de idade. A goleira holandesa Van Veenendaal foi eleita a melhor da Copa na posição.

A final, assistida por 57.900 pessoas, teve, ainda, outras marcas dignas de registro. Foi apenas a segunda vez na história das Copas Femininas em que duas mulheres estiveram à frente das equipes finalistas – a primeira foi em 2003, na final entre Alemanha e Suécia. Esse ano, a Holanda foi dirigida por Sarina Wiegman; os Estados Unidos, por Jill Ellis. A britânica entra para a história como a segunda técnica bicampeã do mundo – o italiano Vittorio Pozzo era o único detentor dessa marca, campeão com a Itália nas Copas de 1934 e 1938.

A seleção campeã recebeu um prêmio de 4 milhões de dólares – vale dizer que a França, campeã do mundo da Copa de 2018, faturou 38 milhões de dólares. A próxima Copa do Mundo de Futebol Feminino, a ser disputada entre julho e agosto de 2023, ainda não tem sede definida, e ela só será conhecida em março de 2020, em evento da FIFA em Miami (EUA). Nove países são candidatos a sediar o evento. Além do Brasil, África do Sul, Argentina, Austrália, Bolívia. Coreias (Norte e Sul), Colômbia, Japão e Nova Zelândia.

Pelos resultados apresentados pelas emissoras de TV em todo o mundo, com recordes de audiência, a expectativa é de que o futebol feminino ganhe maior apoio da Fifa a partir desse mundial na França. A partida Brasil x França, por exemplo, foi assistida por mais de 35 milhões de espectadores no Brasil e outros 10,6 milhões na França, superando o jogo EUA x Japão da Copa de 2015, com público estimado de 25 milhões de pessoas nos Estados Unidos e recorde anterior. No Reino Unido, EUA x Inglaterra foi visto por 11,7 milhões de espectadores, a maior audiência da BBC no ano.

Entre as medidas previstas pela FIFA para incremento do futebol feminino estão um Mundial Feminino de Clubes, a Liga Mundial Feminina, ampliar o número de participantes na próxima Copa para 32 seleções, investir 500 milhões de dólares no futebol feminino e dobrar a premiação para o próximo Mundial – o que ainda será insuficiente para chegar próximo aos prêmios estimados para a Copa do Catar: são 400 milhões de dólares previstos para os homens e 60 milhões de dólares para as mulheres.

O jogo

O Rei Willem-Alexander, da Holanda, e o campeão mundial, o francês Mbappé, estiveram entre os torcedores no estádio de Lyon. E viram um início de jogo bem estudado, que logo quebrou uma marca: pela primeira vez nessa Copa as americanas não marcaram um gol até os 12 minutos de jogo.

A primeira boa oportunidade foi aos 27, num chute forte de Ertz. Foi quando a goleira holandesa começou a se destacar. Van Veenendaal defendeu no reflexo. A Holanda não se perturbou e manteve seu esquema, segurando a pressão norte-americana e arriscando nos contra-ataques. As atuais campeãs só voltaram a ameaçar aos 37, mas novamente Van Veenendaal brilhou: primeiro numa cabeçada de Mewis e, logo em seguida, num chute rasteiro de Morgan, que a goleira rebate, a bola bate na trave e volta para as mãos dela. E teve mais: aos 39, Morgan chutou forte de fora da área para defesa segura de Van Veenendaal.

A expectativa só fez aumentar para o segundo tempo. Afinal, em toda a Copa, nem Estados Unidos, nem Holanda haviam ficado atrás no placar em qualquer dos jogos até então. A temperatura elevada de 30 graus, apesar do céu encoberto, não ajudava as equipes a acelerarem a velocidade do jogo. Com 30 segundos as americanas tiveram um primeiro escanteio e logo uma chance de gol, em cabeçada de Ertz. Mas o ritmo do primeiro tempo logo voltou a ser visto.

A Holanda tentou sair um pouco mais para o jogo, mas com cuidado. As americanas arriscavam em contra-ataques, sem sucesso. Mas aos 12 minutos, numa bola esticada na área para Morgan, a zagueira holandesa Van der Gragt, imprudente, levantou demais o pé e, além de errar a bola, acertou a atacante norte-americana. A árbitra francesa Stephanie Frappart marcou escanteiro, mas foi chamada pelo árbitro de vídeo. E após rever o lance, marcou o pênalti. Rapinoe deslocou Van Veenendaal e abriu o placar para as americanas: 1 a 0. Rapinoe entra para a história como primeira jogadora a marcar um gol de pênalti numa final de Copa e por ser, também, a mais velha a marcar numa final de Copa, com 34 anos e dois dias. Ela foi eleita a melhor jogadora em campo na final.

Não havia o que fazer e a Holanda foi ao ataque buscar o empate. Miedema quase empatou aos 19, mas errou ao insistir no drible em vez de finalizar. E o castigo veio em seguida. Lavelle, que se destacava pela movimentação, arrancou sozinha e ganhou campo diante do recuo da zaga holandesa. Na entrada da área, deu um drible curto e bateu forte no canto: 2 a 0, aos 24 minutos. Com este gol, os Estados Unidos chegaram a 26, na Copa da França, um recorde para uma única edição de Mundial Feminino.

A técnica holandesa Wiegman resolveu mexer no time. Mas foram as americanas que voltaram a pressionar, com Heath e Morgan. O jogo ficou mais aberto e as mudanças feitas pelas duas treinadoras não surtiram muito efeito. Vitória incontestável das novas bicampeãs, quatro vezes campeãs em oito edições de Copa do Mundo de Futebol Feminino.

Os Estados Unidos jogaram com Naeher, O´Hara (Krieger), Dahlkemper, Sauerbrunn e Dunn; Mewis, Ertz e Lavelle; Heath (Lloyd), Morgan e Rapinoe (Press). Técnica – Jill Ellis. A Holanda, com Van Veenendaal; Van Lunteren, Dekker (Van de Sanden), Van der Gragt e Bloodworth; Groenen, Van de Donk e Spitse; Beerensteyn, Miedema e Martens (Roord). Técnica – Sarina Wiegman. A árbitra do jogo foi a francesa Stephanie Frappart.

* Sergio du Bocage é jornalista da TV Brasil e comentarista dos programas Stadiume No Mundo da Bola

Meninas do Brasil vão pegar a França nas oitavas

Por Fábio Lisboa

(CBF/Reprodução)

O Brasil já sabe quem será o seu adversário nas oitavas de final da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Será a anfitriã França. O jogo ocorre no próximo domingo (23) às 16h (horário de Brasília) no estádio Océane, em Le Havre.

O confronto foi definido nesta quinta (20) após as partidas da 3ª rodada do grupo F da competição, que fecharam a primeira fase do Mudial.

A França chega a este jogo como primeira colocada do grupo A, com 3 vitórias em 3 partidas, enquanto o Brasil chega como o terceiro colocado do grupo C, com 2 vitórias e 1 derrota na fase inicial.

O retrospecto é totalmente favorável às francesas. Em 8 jogos, entre amistosos e partidas de Copa do Mundo, ocorreram 5 empates e 3 vitórias da França.

* Fábio Lisboa é jornalista e comentarista esportivo dos programas da TV Brasil Stadium  e No Mundo da Bola 

Brasil sai na frente, mas é superado pela Austrália

(CBF/Reprodução)

O Brasil entrou em campo pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Nesta quinta-feira (13), em Montpellier, após bom bom primeiro tempo, a Seleção Feminina acabou sofrendo a virada por 3 a 2 para a Austrália, no Stade de la Mosson. Os gols da Canarinho foram marcados por Marta e Cristiane. Mesmo com a derrota, a Seleção permanece na liderança do grupo, somando três pontos.

O próximo compromisso do time brasileiro será diante da Itália, no último jogo da primeira fase, terça-feira (18), às 16h (de Brasília), em Valenciennes. 

O jogo

A atuação do Brasil foi praticamente impecável na etapa inicial diante da Austrália. Bem compactada e fatal nos contra-ataques, a Seleção saiu para o intervalo vencendo por 2 a 1.

O primeiro gol nasceu de boa troca de passes, de pé em pé, até Tamires encontrar Letícia Santos, que foi puxada pela camisa por Knight, dentro da área. A árbitra marcou pênalti. Na cobrança, Marta bateu com categoria, deslocando a goleira Willians, que nem sequer saiu na foto. O segundo gol, aos 38, foi verdadeira obra de arte brasileira. Tamires aplicou linda caneta (ou ovinho) em Gielnik, tocou para Debinha, que foi à linha de fundo e cruzou. Cristiane, sempre bem posicionada, subiu mais alto que a defesa australiana e cabeceou no canto, no contrapé de Willians, balançando as redes pela quarta vez neste Mundial. Mas, nos minutos finais, a Austrália começou a oferecer perigo nas bolas aéreas. E foi em uma delas que, aos 46 minutos, acabou marcando com Foord, que apareceu na pequena área e empurrou para o fundo da rede de Bárbara.

(CBF/Reprodução)

O técnico Vadão promoveu duas alterações no intervalo: colocou Ludmila e Luana, respectivamente nas vagas de Marta e Formiga. A Austrália, que voltou um pouco melhor no segundo tempo, conseguiu virar o placar antes da metade do período. A Seleção por pouco não fez o terceiro no início, com Debinha infiltrando na área e chutando para tirar tinta da trave. Mas, aos poucos, o Brasil começou a recuar seu posicionamento. Na marca dos 12 minutos, Lorgazo cruzou, a trajetória da bola enganou a Bárbara e foi morrer no fundo do gol. Depois, aos 23, após nova bola alçada na área brasileira, a zagueira Mônica tentou cortar e acabou fazendo contra. A árbitra precisou do auxilio do vídeo para confirmar o terceiro gol australiano. Depois da virada, aos 29, Vadão tirou Cristiane e colocou Bia Zaneratto. A Seleção ainda teve um lance duvidoso não marcado a seu favor: na marca dos 46 minutos, após bola na área, Andressa se enrolou com a zagueira australiana. Optando por não rever a jogada em vídeo, a árbitra não marcou o pênalti. Nos momentos finais, a Seleção Brasileira até tentou pressionar, mas não conseguiu furar a retranca que a equipe australiana montou.

Brasil: Bárbara, Letícia Santos, Mônica, Kathellen e Tamires; Thaisa, Formiga (Luana), Andressa Alves e Debinha; Marta (Ludmila) e Cristiane (Bia Zaneratto).

*Conteúdo CBF

Após lesão, Marta treina com a seleção e faz gols

Marta durante o treino na França
(CBF/Reprodução)

Depois de mais de 15 dias no departamento médico, tratando de uma lesão muscular na coxa esquerda, a atacante Marta voltou nessa terça-feira (11) a treinar com as demais companheiras da seleção, no Complexo Esportivo Roger Bambuck, em Montpellier.

A jogadora, eleita mais uma vez como a melhor do mundo pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), participou de atividade de posse de bola e chutes a gol e de um coletivo, comandado pelo técnico Vadão. Durante o coletivo, Marta se movimentou bastante, com rápidos toques de bola e fez gols, mostrando que está recuperada da lesão.

O trabalho realizado pelo treinador é preparatório para o próximo jogo do Brasil nesta quinta-feira (13), às 13h, em Montpellier. A seleção vai defender a liderança do Grupo C contra a Austrália. As australianas, que perderam para a Itália por 2 a 1, precisam vencer para manter a esperança de passar para a próxima fase da Copa do Mundo. Uma vitória garante às brasileiras a classificação.

Brasil e Austrália sempre fazem jogos parelhos. Na Copa do Mundo do Canadá, em 2015, as duas seleções se enfrentaram nas oitavas de final. Na ocasião, as brasileiras foram eliminadas ao perder por 1 a 0. Já nos Jogos do Rio, em 2016, as australianas foram eliminadas pelo Brasil, nas quartas de final, em decisão nos pênaltis.

Andressa Alves

Para Andressa Alves, jogar em Montpellier é se sentir em casa
(CBF/Reprodução)

Para Andressa Alves, jogar em Montpellier é se sentir em casa. Foi no clube da cidade francesa que a brasileira iniciou sua carreira internacional, após sair do time feminino do São José, no interior de São Paulo. A atacante passou a temporada de 2015/2016 no Montpellier Hérault Sports Club, quando chegou a disputar a final da Copa da França vencida pelo Lyon. Atualmente, Andressa está no Barcelona.

“Me sinto muito bem em voltar pra cá, foi o clube que me abriu as portas na Europa. Agradeço muito ao Montpellier, aos diretores e as pessoas que me ajudaram durante a passagem pelo clube. O futebol feminino aqui é muito forte e me trouxe muita alegria”, disse.

*Com informações da CBF

Brasil bate a Jamaica na estreia da Copa do Mundo

(CBF/Reprodução)

Com três gols de Cristiane, a seleção brasileira venceu a Jamaica por 3 a 0 na estreia da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Com o resultado, o Brasil assume a liderança do Grupo C da competição. A próxima partida do Brasil será contra a Austrália, na quinta-feira (13), às 13h, no estádio da la Mosson, Montpellier.

Confira como foi o tempo real de Brasil e Jamaica:

Com uma atuação segura desde o apito inicial, a Seleção Brasileira mostrou que está bem preparada para a disputa da Copa do Mundo. Logo nos primeiros minutos de jogo, o Brasil chegou perto com Thaisa, que finalizou para o gol, mas a zaga desviou. Depois, aos sete, Andressa Alves deu ótimo passe para Debinha, que avançou, tentou driblar a goleira Schneider, que desviou a bola com a mão e salvou a Jamaica. A pressão da Canarinho seguiu e, aos 15, o primeiro gol foi marcado. Andressa Alves cruzou na medida para Cristiane cabecear no canto da goleira: 1 a 0. O Brasil queria mais. Aos 24, Debinha recebeu de Andressa e chutou forte, vendo a goleira adversária fazer boa defesa. Depois foi a vez de Bárbara mostrar segurança no gol. Shaw arrancou pela direita e soltou uma bomba de pé direito, que a arqueira brasileira pegou com firmeza. Aos 37, Andressa Alves cobrou pênalti e viu Schneider ir no canto certo para fazer a defesa e evitar o segundo gol brasileiro.

A pressão brasileira seguiu na volta do intervalo. E o segundo gol saiu logo aos quatro minutos. Andressa Alves cruzou na pequena área, e a bola sobrou para Cristiane, livre, escorar e fazer 2 a 0. A artilheira estava com o faro aguçado e deixou mais um. Aos 18, a camisa 11 cobrou falta com categoria e viu a bola explodir no travessão antes de cruzar a linha de gol: 3 a 0. Logo depois, o técnico Vadão promoveu as entradas de Geyse e Ludmila, que permaneceram efetivas no ataque. A camisa 23 obrigou Schneider a fazer boa defesa aos 32 minutos, e Ludmila quase marcou aos 34. Administrando o resultado até o fim, o Brasil confirmou a boa vitória na estreia do Mundial.

Brasil: Bárbara, Letícia Santos, Kathellen (Daiane), Mônica e Tamires; Thaisa, Formiga, Andressa Alves e Debinha; Bia Zaneratto (Geyse) e Cristiane (Ludmila).

*Com informações da CBF e da Agência Brasil

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Marta está fora da estreia do Brasil na Copa do Mundo

Por  Andreia Verdélio

(Arquivo/CBF via Agência Brasil)

A atacante Marta não jogará na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo feminina de futebol contra a Jamaica. Ela se recupera de uma lesão na coxa esquerda e ainda não tem condições de atuar. O jogo será neste domingo (9), às 10h30 (horário de Brasília), em Grenoble, na França.

A informação foi confirmada hoje (8) pelo técnico Vadão (Oswaldo Fumeiro Alvarez). “Ela está se recuperando melhor do que o esperado, mas ela não pode começar jogando. Talvez ela fique no banco, mas nosso plano é que ela não participe da partida”, disse em entrevista coletiva.

A jogadora de 33 anos, vencedora seis vezes do prêmio de melhor do mundo da Fifa, se machucou, em maio, durante a preparação da equipe para o Mundial. Nos últimos dias, Marta não participou dos treinos com o restante do grupo e realizou apenas atividades físicas.
 
Sem Marta, o ataque do Brasil na estreia será formado por Cristiane e Bia Zaneratto. O Brasil está no Grupo C do torneio, ao lado de Jamaica, Austrália e Itália.
 
*Com informações da agência Reuters

Lesão faz Érika ser desconvocada da seleção

(CBF/Reprodução via Agência Brasil)

Após o treino da seleção feminina de futebol nesta sexta-feira (7), a zagueira Érica voltou a sentir dores na perna esquerda e foi desconvocada. Após ser examinada, foi diagnosticado uma lesão do músculo sóleo, mas não havia tempo hábil a atleta se recuperar a tempo para disputar a Copa do Mundo de Futebol Feminino. 

O técnico Vadão convocou a zagueira Daiane, do Paris Saint-Germain, para a disputa do Mundial. A defensora deve se apresentar em Grenoble, na França, neste sábado (8).

Em comunicado no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a comissão técnica da seleção informou que lamenta a lesão de Érika e reconhece seu empenho e esforço para defender a camisa do Brasil. 

Seleção feminina faz primeiro treino com time completo

(CBF/Via Agência Brasil)

A dois dias de sua estreia contra a Jamaica na Copa do Mundo na França, a seleção brasileira de futebol feminino realizou treino nessa quinta-feira (6) com o grupo completo. A zagueira Poliana, que foi chamada para o lugar de Fabiana, desconvocada por causa de uma lesão, chegou de madrugada em Grenoble, na França, e participou do treinamento dirigido pelo técnico Oswaldo Fumeiro Alvarez, conhecido como Vadão.

“Para mim é sempre uma honra poder representar a seleção brasileira, poder vestir essa camisa. É claro que não é da forma que eu gostaria, porque é ruim ver uma companheira na véspera da viagem ser cortada por uma lesão, mas eu espero que ela possa se recuperar bem e voltar o quanto antes”, disse Poliana.

A jogadora Érika que passou 16 dias sem trabalhar com bola, apenas fazendo fisioterapia para se recuperar de um entorse no tornozelo esquerdo, voltou a participar das atividades em campo reduzido. Luana, que apresentou dor muscular na coxa esquerda há uma semana, retomou o trabalho com bola.

A atacante Marta segue o processo de transição para o campo. Nessa quinta-feira (6), ela realizou atividades separadamente das demais jogadoras sob a supervisão do preparador físico Fábio Guerreiro e do fisioterapeuta Flávio Bryk. Na parte da noite, a camisa dez da seleção continuou com o trabalho fisioterápico. A presença de Marta no jogo de estreia do Brasil contra a Jamaica, no próximo domingo (9), às 16h, ainda não foi definida.

Hoje (7), na parte da tarde, as jogadoras voltam a treinar no Stade Paul Bourgeat, em Grenoble.

*Com informações da CBF

Copa na França: Marta é dúvida na estreia

A seleção feminina de futebol, que já está e Grenoble, na França, para disputar a Copa do Mundo, treina nesta quinta-feira (6) no Stade Paul Bourgeat, que fica perto do hotel onde a delegação brasileira está hospedada.

A atacante Marta permanece em tratamento na fisioterapia para se recuperar de uma lesão muscular na coxa esquerda. A atleta ainda não tem a sua presença garantida no jogo de estreia do Brasil na competição contra a Jamaica, no próximo domingo (9), às 10h30.

O time comandado pelo treinador Vadão (Oswaldo Fumeiro Alvarez) chegou no início da noite dessa quarta-feira(5), em Grenoble, procedente de Portimão, em Portugal, onde cumpriu um período de preparação.

No desembarque, a seleção foi recepcionada por crianças e autoridades francesas, entre elas, o prefeito de Grenoble, Éric Piolle.

A meia Thaisa, que participa de sua segunda Copa do Mundo, a primeira foi no Canadá, em 2015, foi impressionada com o carinho dos franceses. “É de arrepiar, você chega e tem essa recepção maravilhosa que a gente teve aqui, foi de arrepiar. Agora estamos aqui e vamos com tudo”, disse.

*Com informações da CBF

Copa do Mundo Feminina: entenda a competição

(CBF/Reprodução Via Agência Brasil)

A 8ª Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA será realizada na França entre os dias 7 de junho a 7 de julho. Neste ano, 24 equipes disputam o título. Desde 1991, a copa feminina ocorre de quatro em quatro anos. Os Estados Unidos são tricampeões (1991, 1999 e 2015) ; a Alemanha (2003, 2007), bicampeão; Noruega (1995) e Japão (2011) têm um título cada.

Imprima a tabela da Copa Feminina

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Cidades-sede

Paris – Parc de Princes. Estádio com capacidade para 47.600 torcedores.

Montpellier – Stade de la Mosson. Estádio com capacidade para 19.300 torcedores.

Nice – Stade de Nice. Estádio com capacidade para 35.100 torcedores.

Valenciennes – Stade du Hainaut. Estádio com capacidade para 22.600 torcedores.

Lyon –  Stade de Lyon. Estádio com capacidade para 57.900 torcedores.

Reims – Stade Auguste-Delaune. Estádio com capacidade para 21.608 torcedores.

Le Havre – Stade Océane. Estádio com capacidade para 24.000 torcedores.

Grenoble – Stade des Alpes. Estádio com capacidade para 18.000 torcedores.

Rennes – Roazhon Park. Estádio com capacidade para 28.600 torcedores.

As seleções

9 representantes da Europa (UEFA – União das Associações Europeias de Futebol): 
Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Escócia, Espanha e Suécia.

3 representantes da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF – Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe):
Canadá, Jamaica e Estados Unidos.

3 representantes da América do Sul (CONMEBOL- Confederação Sul-Americana de Futebol):
Argentina, Brasil e Chile.

3 representantes da África (CAF – Confederação Africana de Futebol):
Camarões, Nigéria e África do Sul.

5 representantes da Ásia (AFC – Confederação Asiática de Futebol) :
China, Japão, Coréia do Sul, Tailândia e Austrália*.

1 representante da Oceania (OFC – Confederação de Futebol da Oceania):
Nova Zelândia

* Desde de 2006, a Austrália é filiada à AFC. Por isso disputa com países da Ásia e não do seu continente, a Oceania.  

São estreantes na Copa da França 2019: África do Sul, Jamaica, Chile, e Escócia.

Disputaram todas as edições: Nigéria, Estados Unidos, Brasil, Japão, Noruega e Suécia.

Grupos

A – França, Coréia do Sul, Noruega e Nigéria

B – Alemanha, China, Espanha e África do Sul

C – Austrália, Itália, Brasil e Jamaica

D – Inglaterra, Escócia, Argentina e Japão

E – Canadá, Camarões, Nova Zelândia e Holanda

F – Estados Unidos, Tailândia, Chile e Suécia

Como é a disputa

As quatro equipes de cada grupo jogam entre si dentro do próprio grupo, classificam-se as duas primeiras de cada grupo, e as quatro melhores terceiro-colocadas.

Na fase seguinte, as 16 seleções iniciam então o mata-mata com oitavas de final, quartas de final, semifinais, disputa do terceiro lugar e final.

Critério de desempate

Para classificação em cada grupo:

  1. Maior número de pontos em todos os jogos do grupo;
  2. Maior saldo de gols em todos os jogos do grupo;
  3. Ataque mais positivo em todos os jogos do grupo;
  4. Maior número de pontos dentre os ainda empatados;
  5. Maior saldo de gols dentre os ainda empatados;
  6. Ataque mais positivo dentre os ainda empatados;
  7. Menor número de pontos em cartões:

1 amarelo = – 1 ponto

2 amarelos = – 3 pontos

1 vermelho direto = – 4 pontos

1 amarelo + 1 vermelho = – 5 pontos

Para definir as posições dos terceiros colocados:

  1. Maior número de pontos ganhos;
  2. Maior saldo de gols;
  3. Ataque mais positivo;
  4. Critério dos cartões;
  5. Sorteio

Das oitavas até a final

Em caso de empate no tempo regulamentar:

  1. Prorrogação de 30 minutos
  2. Disputa de pênaltis

Você lembra?

Países que sediaram a Copa do Mundo de Futebol Feminino

1991 – China

1995 – Suécia

1999 – Estados Unidos

2003 – Estados Unidos

2007 – China

2011 – Alemanha

2015 – Canadá

Países que disputaram a final

1991 – Estados Unidos 2 x 1 Noruega

1995 – Noruega 2 x 0 Alemanha

1999 – Estados Unidos 0 x 0 China  (5 x 4 pênaltis)

2003 – Alemanha 2 x 1 Suécia

2007 – Alemanha 2 x 0 Brasil

2011 – Japão 2 x 2 Estados Unidos (3 x 1 pênaltis)

2015 – Estados Unidos 5 x 2 Japão

Desempenho da seleção brasileira

O Brasil esteve em todas as edições da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Disputou 30 jogos sendo 18 vitórias, 4 empates e 8 derrotas. Marcou 59 gols e sofreu 35.

1991 – Foi eliminado na fase de grupos

1995 – Foi eliminado fase de grupos

1999 – Terceiro lugar

2003 – Quartas de final

2007 – Vice-campeão

2011 – Quartas de final

2015 – Oitavas de final

Destaques individuais

Marta (Brasil) é a artilheira com 15 gols. A jogadora tem 33 anos, ainda está em atividade e vai disputar a Copa da França 2019.

Birgit Prinz (Alemanha) e Abby Wambach (Estados Unidos), vice-artilheiras com 14 gols. Ambas já se aposentaram.

Carli Lloyd (Estados Unidos) conquistou a bola de ouro em 2015. A atleta tem 36 anos, ainda em atividade e vai disputar a Copa da França 2019.

Hope Solo (Estados Unidos) foi eleita a melhor goleira das copas de 2011 e 2015. A atleta se aposentou em 2016.

Marta (Brasil) , Birgit Prinz (Alemanha) e Homare Sawa (Japão)  ganharam a Bola de Ouro (craque da Copa) e a Chuteira de Ouro (artilheira da Copa).