Theatro São Pedro traz rivalidade entre Mozart e Salieri

(Gov. do Estado de SP)

A ópera está de volta ao palco do Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado, gerido pela organização social Santa Marcelina Cultura. No próximo final de semana, estreia um espetáculo com dois títulos de compositores russos: Renard, de Igor Stravinsky, que lembra os 50 anos de morte do compositor, e Mozart e Salieri, de Nikolai Rimsky-Korsakov. As récitas acontecem no sábado, dia, 26, às 18h, e no domingo, dia 27, às 17h. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia). 

O espetáculo conta com direção musical de André dos Santos, que comanda a Orquestra do Theatro São Pedro, direção cênica de William Pereira, iluminação de Caetano Vilela, coreografia de Anselmo Zolla e produção de figurino de Fabio Namatame.  A montagem tem a participação de quatro bailarinos e um elenco formado por Savio Sperandio, (Salieri), Giovanni Tristacci (Mozart), Daniel Umbelino (tenor) e Anderson Barbosa (baixo).

“As duas óperas são interessantíssimas pelo tema que tratam e pela proximidade temporal de suas composições, além da proximidade dos seus autores. É um programa que tem uma riqueza muito grande no momento em que coloca próximos Stravinsky, e Rimsky-Korsakov, dois compositores fundamentais da música russa. Existem muitas relações entre os dois compositores. Ter em um mesmo programa os dois é poder proporcionar ao público uma descoberta porque essas relações não são necessariamente de sintonia e convergência de pensamento composicional musical. Essa proximidade também  coloca em evidência as diferenças entre os dois”, destaca Paulo Zuben, diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina Cultura.  

RENARD 

Composta entre 1915 e 1916, Renard estreou somente em 1922, em um espetáculo dos Ballets Russes, companhia de Diághilev, na Ópera de Paris., em um programa duplo, ao de lado de  Mavra. A coreografia foi de Bronislawa Nijinska (irmã do célebre Vaslav Nijinsky), que dançou o papel da Raposa. Conto da Raposa, Galo, Gato e Carneiro – ou simplesmente Renard (Raposa), como ficou conhecida na tradução francesa do suíço Ramuz, parceiro do compositor em obras como A História do Soldado Les Noces (As Bodas). Com libreto baseado em contos folclóricos russos, Renard mostra em cena quatro animais, o galo, a raposa, o gato e o bode. Ela foi criada para que os atores não deixassem o palco. Cada animal representa, em cena, características um tanto quanto humanas, transitando pela ironia de forma provocativa. Stravinsky escreveu na partitura: “A peça é representada por palhaços, dançarinos ou acrobatas, se possível em tablados montados diante da orquestra. Os atores não deixam o palco um só instante. Apresentam-se diante do público ao som de uma pequena marcha que serve de introdução e saem da mesma maneira”. 

Na montagem que sobe ao palco do Theatro São Pedro, teremos quatro bailrinos com coreografia de Anselmo Zolla e a participação dos cantores Daniel Umbelino e Giovanni Tristacci (tenores) e Anderosn Barbosa e Savio Sperandio (baixos).  

MOZART e SALIERI  

Aleksandr Púchkin (1799-1837) criou a primeira elaboração estética do mito de um Salieri invejoso, que assassina o talentoso Mozart: a peça em um ato Mozart e Salieri é uma das quatro Pequenas Tragédias que ele escreveu em meio a uma quarentena, por uma epidemia de cólera, em 1825. Em 1897, Nikolai Rímsky-Korsakov compôs uma ópera a partir do libreto de Púchkin, praticamente na íntegra, fazendo apenas pequenos cortes na fala de Salieri.   A primeira audição doméstica da partitura teve ao piano ninguém menos que Serguei Rachmaninov. A estreia ocorreu em novembro de 1898, na Ópera Privada Russa de Moscou, com cenografia do célebre pintor Mikhail Vrúbel (1856-1910).  

A suposta rivalidade entre Mozart e Salieri foi ainda tema da peça do escritor britânico Peter Shaffer Amadeus (1979), que inspirou o filme homônimo de Milos Forman.  

Com direção audiovisual de Giuliano Saade, o espetáculo será gravado e transmitido posteriormente pelo canal de YouTube do Theatro São Pedro: youtube.com/TheatroSaoPedroTSP 

Bilheteria 

Não haverá venda de ingressos na bilheteria do Theatro São Pedro. Os ingressos para todos os espetáculos devem ser adquiridos exclusivamente pelo site: https://theatrosaopedro.byinti.com/ 

SERVIÇO:  

RENARD | IGOR STRAVINSKY 

MOZART e SALIERI | NIKOLAI RIMSKY-KORSAKOV
Libreto: Alexander Pushkin 

ORQUESTRA DO THEATRO SÃO PEDRO
André dos Santos, direção musical e regência
William Pereira, direção cênica
Caetano Vilela, iluminação
Anselmo Zolla, coreografia
Fabio Namatame, produção de figurino
Giuliano Saade, direção de audiovisual 

Elenco | Renard
Giovanni Tristacci, tenor
Daniel Umbelino, tenor
Sávio Sperandio, baixo
Anderson Barbosa, baixo

Bailarinos
Alexandre Nascimento, Gato
André Neri, Bode
Jefferson Damasceno, Raposa
Joaquim Tomé, Galo 

Elenco | Mozart e Saliei 

Giovanni Tristacci, Mozart
Sávio Sperandio, Salieri

Coro
Ludmilla Thompson, soprano
Luisa Aguilar, soprano
Fernanda Nagashima, mezzo-soprano
Nathália Serrano, mezzo-soprano
Daniel Umbelino, tenor
Mikael Coutinho, tenor
Anderson Barbosa, baixo
Gustavo Lassen, baixo 

DATAS: 26 de junho, sábado. 18h
27 de junho, domingo, 17h
LOCAL: Theatro São Pedro
ENDEREÇO: Rua Barra Funda, 161 – Barra Funda, São Paulo/SP
INGRESSOS: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
MANUAL DO ESPECTADOR: https://theatrosaopedro.org.br/manual-do-espectador-2021/

Artista mexicano lança museu virtual em Nova York

ernesto ríos
ernesto ríos
Ernesto Ríos (Foto: Divulgação)

Um dos artistas plásticos mais conhecidos no México e destaque mundial como muralista, Ernesto Ríos se prepara para lançar um museu virtual no México. De acordo com ele, muito logo, o ponto de encontro da humanidade para eventos culturais será na internet, ou seja, plataformas digitais, páginas, aplicativos e redes sociais. “Pelo mesmo motivo, o mundo está comprando imóveis virtuais, construindo e hospedando espaços de difusão, publicidade para sua própria manifestação, seja ela mercantil ou cultural”, disse.

Para levar adiante seu projeto, foi convidado um dos maiores nomes do design, Edwin Salgado. Ele será o responsável para construir o Museu Virtual Ernesto Ríos, artista que já recebeu homenagens em diversos países como Colômbia, Argentina, Venezuela, Cuba, Peru, República Dominicana, Brasil e Espanha, além de vencer o Recorde do Guinness por ter feito o maior mural do mundo, e agora será homenageado com um museu.

Imagem: Reprodução

O projeto integra o Museu Internacional VR CAMBASS GALLERY, dirigido pela colombiana Eliana Pedroza, do New York Museum and Art ES New York Corporation. Ernesto Ríos que já tem sua própria galeria na Cidade do México para apoiar os artistas.

O museu virtual também contará com uma grande sala de exposição, “a sala do Piramidismo Cromático” com o nome do artista equatoriano Gonzalo Tayo Silva “Gotasi”, criador da nova tendência internacional do Piramidismo Cromático.

A sala Gonzalo Tayo Silva “Gotasi” “Piramidismo Cromático” será o palco do concurso internacional anual de Piramidismo Cromático que apoiará, ano após ano, a arte e criatividade mundial de artistas adultos, adolescentes e crianças através da genialidade desta nova corrente pictórica.

” Além disso, este Museu abrirá permanentemente a sua agenda de exposições onde se possam apoiar criadores de pintura, muralismo, escultura, object art, instalação e performance, bem como técnicas novas e experimentais que continuam a aumentar a duração, didáctica, intelecto, talento e criatividade que carrega espiritualidade, fraternidade, paz e harmonia” , adiantou Ernesto Ríos.

A obra será proposta para se tornar um museu fisicamente construído nos Estados Unidos e no México em um futuro próximo, assim como o próximo projeto que será o Museu do Piramidismo, também projetado para ser construído em diferentes países.

O jornalista Antonio Marques escreve sobre rádio, televisão e famosos desde 1990 e é um dos colunistas do portal SP Agora.

Escritor ensina como divulgar livros em tempos de crise

Escritor diz que novos autores devem abandonar a ansiedade na hora de publicar o primeiro livro
Escritor ensina como divulgar livros em tempos de crise
Divulgação

As vendas de livros no Brasil caíram bastante desde o início da crise causada pela pandemia da Covid-19 e o cenário segue pouco favorável para os autores, editoras e livreiros.

“A queda do mercado editorial continua e deve seguir em 2020, por isso os autores e editoras devem usar a criatividade para fazer a diferença na hora de divulgar seus livros”, sugere o escritor João G. Brene, autor dos livros da trilogia de ficção, fantasia e aventura Johnny Bleas.

“Não podemos achar que os livros se venderão sozinho. Exceto pelos best sellers, quando a mídia e a divulgação já são grandes. É fato que autores nacionais e os novatos no mercado editorial precisarão se comunicar com seus nichos de maneira direta. Buscando alternativas às livrarias tradicionais”, comenta o autor.

Mesmo o mercado editorial para livros didáticos sofreu quedas. Por isso, escolas em diversos lugares do Brasil têm adotado livros digitais para seus alunos.

“As tecnologias digitais impactam cada vez mais a educação. É deveras tendência a redução do uso de impressos na rotina dos alunos, principalmente nos ensinos médio e educação superior. O uso da tecnologia na educação não só permite maior acessibilidade como também é ferramenta de transformação no século atual”, diz ele.

Romances, aventuras, fantasia, ficção, não devem sofrer impactos

Para Brene, mesmo em meio a uma crise, alguns gêneros literários conseguem se sobressair, como o romance, por exemplo.

Acredito que mesmo com crises em vista, os gêneros narrativos como os romances, ainda tem seu espaço. Os grandes fãs de literatura marcam presença nas compras de seus autores de preferência”, destaca o autor da trilogia Johnny Bleas.

Segundo ele, apesar de ser uma tendência, o digital é responsável pela diminuição das vendas dos livros tradicionais, mas ao mesmo tempo despertou o interesse das pessoas para a leitura.”Essa é uma tendência global. O digital veio para ficar, não há processo de retrocesso neste avanço tecnológico. Uma vantagem deste formato de leitura é que o acesso aos livros aumentou devido ao menor custo dos formatos digitais! Vejo este como um grande avanço à cultura, afinal como autor o grande sonho é uma pátria leitora!”, finaliza João G. Brene, que além de escritor, é especialista em produção de material editorial digital.

Oficinas culturais voltam a receber público

(Sergio Brisola/Descubra Sampa)

As Oficinas Culturais Oswald de Andrade, Maestro Juan Serrano e Alfredo Volpi, equipamentos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciados pela Poiesis, reabrem para o público com capacidade e horário reduzidos.

Aberta desde de 19 de maio, a Oficina Cultural Oswald de Andrade funciona das 12h às 16h de segunda a sexta-feira com controle de número de pessoas. Em cartaz na unidade, a partir de 21 de maio, a Exposição Fotográfica: Cozinha de Imigrantes pode ser visitada mediante agendamento prévio pelo WhatsApp (11) 94343-9338.

Para os inscritos anteriormente, o Ateliê Aberto de Gravura será retomado às segundas-feiras de 7 a 28 de junho das 13h30 às 16h30. Interessados em participar podem se inscrever na lista de espera, basta enviar a solicitação para o WhatsApp da unidade.

As Oficinas Alfredo Volpi e Maestro Juan Serrano reabrem a partir do dia 26 de maio. Com funcionamento de quarta a sexta-feira, a unidade Alfredo Volpi funcionará das 11h às 15h, enquanto a unidade Maestro Juan Serrano fica aberta das 12h às 16h.

Em cartaz de 1 a 30 de junho na unidade Alfredo Volpi, quem quiser conhecer a exposição O Rio Que Nos Une deverá agendar a visita pelo WhatsApp (11) 2056-5028 | 2205-5180. O grupo “O Fio Que Nos Une”, entendendo a importância de se manter firme e unido frente as adversidades, decidiu realizar uma produção que pudesse reforçar os laços de cuidado e afeto. O resultado, que pode ser visto na exposição, foi o encontro da arte e da poesia.

Na Oficina Cultural Maestro Juan Serrano, as visitações também são feitas mediante agendamento pelo Whatsapp (11) 3971-3640. As lives realizadas na unidade serão retomadas para prosseguir com a programação on-line.

Medidas de proteção e regras para visitações

Para garantir a segurança dos públicos e funcionários é preciso seguir o protocolo adotado pelas instituições, em conformidade com as diretrizes definidas pelo Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo. Por exemplo, é obrigatório o uso de máscara de proteção facial cobrindo nariz e boca, descrita no decreto nº 64.959, de 4 de maio de 2020, que deve ser utilizada por todas as pessoas e durante todo o tempo que permaneçam nas oficinas.

Na entrada das oficinas será oferecido álcool em gel para higienização das mãos, e será medida a temperatura corporal por termômetro digital. Não será permitida a entrada de pessoas que apresentarem temperatura igual ou superior a 37,5ºC.

Funcionários também passarão por essa triagem diariamente e, no caso de apresentarem sintomas relacionados à Covid-19, serão orientados a buscar uma unidade de saúde.

Recipientes com álcool em gel 70% ficarão disponíveis nas áreas de circulação. Orientações sobre os cuidados durante o percurso constarão nos cartazes afixados nos ambientes. Os percursos, sempre unidirecionais, serão orientados por sinalização, com indicação da distância de 1,5m entre as pessoas presentes e fluxos separados de entrada e saída.

As atividades culturais e educativas programadas para o período continuarão sendo realizadas a distância, por meio de plataformas digitais, até que haja segurança para que algumas possam acontecer presencialmente.

Tanto os cômodos ocupados pelas equipes de trabalho das unidades, bem como os banheiros e as áreas comuns (de visitação e salas de aula) serão desinfetados a cada visita. Além do uso de máscaras de proteção facial, ao longo dos dias as equipes das oficinas trabalharão em dias alternados, com distanciamento de 1,5m entre os presentes. Na recepção, que recebe o público visitante, os itens de proteção serão rigorosamente seguidos.

A programação on-line das Oficinas Culturais é mantida no hotsite http://poiesis.org.br/maiscultura/, onde está toda a agenda virtual dos equipamentos gerenciados pela Poiesis. Para mais informações sobre as atividades presenciais e novas medidas de atendimento nas unidades, acesse o site do Programa https://oficinasculturais.org.br/.

Serviço

Oficina Cultural Oswald de Andrade

  • Reabertura: 19 de maio
  • Segunda a sexta-feira – das 12h às 16h.
  • Funcionamento do Café Colombiano: das 12h às 16h.
  • Agendamento das exposições via WhatsApp: (11) 94343-9338

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA: COZINHA DE IMIGRANTES

  • 21 de maio a 30 de junho

MOSTRA POSTAL ARTIST BOOKS

  • 1 de junho a 15 de julho

Retomada do ATELIÊ ABERTO DE GRAVURA

  • 7 a 28 de junho – segundas-feiras, das 13h30 às 16h30
  • Inscrições encerradas, lista de espera via WhatsApp, caso haja desistência.

Oficina Cultural Alfredo Volpi 

  • Reabertura: 26 de maio
  • Quartas a sexta-feira – das 11h às 15h.
    Visitações exclusivamente mediante agendamento, com mínimo de 24h de antecedência, via whatsapp: (11) 2056-5028 | 2205-5180
  • EXPOSIÇÃO: O RIO QUE NOS UNE
    Artes Visuais
    Coordenação: Clube: O Fio Que Nos Une.
  • Período em cartaz: 1 a 30 de junho

Oficina Cultural Juan Serrano

  • Reabertura: 26 de maio
  • Quartas a sexta-feira – das 12h às 16h. Visitações exclusivamente mediante agendamento via Whatsapp: (11) 3971-3640

Estado vai investir R$ 200 mi em Cultura

O Governo do Estado de São Paulo anunciou hoje (11) investimento recorde de R$ 200 milhões para 9.340 projetos de artistas, produtores culturais e prefeituras, que serão selecionados por chamadas públicas e curadorias independentes. O objetivo é estimular a retomada das atividades culturais e criativas, fortemente impactadas pela crise gerada pela pandemia do coronavírus, e incentivar a geração de renda, emprego e desenvolvimento.

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa estima gerar 138 mil postos de trabalho e um impacto econômico de R$ 300 milhões.

“Aqui em São Paulo a cultura não parou, não foi prejudicada em investimentos, ao contrário, estamos aqui para anunciar o maior investimento já realizado por um estado brasileiro para a cultura. São R$ 200 milhões apenas neste ano de 2021”, afirmou João Doria, governador do Estado.

São três programas de fomento articulados e complementares: ProAC Expresso Editais, ProAC Expresso Direto e Juntos pela Cultura, com investimento recorde de R$ 182 milhões em recursos próprios do Governo de São Paulo. Este é o maior conjunto de programas de fomento à cultura em nível estadual no país e o maior investimento em produção cultural realizado por um estado brasileiro.

Além disso, o Governo de São Paulo obteve uma liminar que autoriza o uso dos recursos da Lei Aldir Blanc revertidos dos municípios ao Estado. Serão R$ 18 milhões para 11 linhas de prêmios nas áreas de teatro, dança circo, literatura, artes visuais, música, audiovisual e Pontos de Cultura.

ProAC Expresso Editais

O ProAC Expresso Editais tem este ano o valor recorde de R$ 60 milhões, sendo R$ 49,84 milhões para projetos que serão selecionados em 2021; R$ 7,1 milhões para as segundas parcelas dos projetos selecionados em 2020 e R$ 2,1 milhões para o pagamento dos 175 profissionais que formarão as comissões de seleção e demais custos administrativos.

São 36 linhas, entre elas três novas: uma voltada para projetos culturais relacionados ao Centenário da Semana de 22, outra para propostas relativas ao Bicentenário da Independência do Brasil e a última para primeiras obras de artistas iniciantes. Os editais contemplam ações locais em favelas e periferias para projetos de artistas, espaços culturais e organizações sociais. Também agraciam projetos culturais locais no interior e litoral, abrangendo as regiões do Pontal do Paranapanema, Baixada Santista e Vale do Ribeira.

As demais linhas se dirigem a áreas como teatro, dança, audiovisual, literatura, música e espetáculos para o público infanto-juvenil, além de apresentações online que serão exibidas na plataforma de streaming #CulturaEmCasa. Criada em 2020 com o objetivo de ampliar a difusão cultural virtual, em um ano a plataforma alcançou a marca de 5,4 milhões de visualizações em cerca de três mil conteúdos, empregando sete mil artistas e seis mil produtores e técnicos.

ProAC Expresso Direto

O ProAC Expresso Direto, que substitui o ProAC Expresso ICMS, de incentivo fiscal à cultura, mantém o mesmo valor de investimento de R$ 100 milhões e o mesmo perfil do anterior. São quatro linhas: Projetos Aprovados no ProAC ICMS com Recursos Captados em 2020 e 2019; Projetos Sem Captação no ProAC ICMS; Prêmio para Profissionais do Setor Cultural e Criativo e Prêmio para Espaços Culturais e Criativos.

Juntos pela Cultura

A Secretaria também anunciou a edição 2021 do Juntos pela Cultura, programa de fomento e difusão online e presencial que tem perfil municipalista e envolve parcerias com prefeituras. A iniciativa, realizada com a Secretaria de Desenvolvimento Regional e com gestão e produção da Organização Social Amigos da Arte, inclui ações como Virada SP, Circuito SP, Tradição SP e Revelando SP.

Neste ano, vem com quatro novas linhas, entre elas a #ArteUrbanaSP, dirigida a municípios para apoio à realização de murais de arte urbana e composição de galerias a céu aberto, e o #MaisGestãoSP, de capacitação em políticas públicas para a economia criativa voltado a gestores públicos municipais.

São 12 linhas ao todo, sendo sete para municípios, quatro para artistas e uma para organizações, com um valor total de R$ 20 milhões, sendo R$ 10,6 milhões para chamadas públicas. A estimativa é beneficiar mais de quatro mil artistas, dois mil técnicos e 164 municípios em 962 propostas artísticas.

Comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna

Também foi lançado nesta terça-feira o projeto “Modernismo Hoje”, coordenado pelas Secretarias de Cultura e Economia Criativa e de Turismo. Serão mais de 100 iniciativas no período entre julho de 2021 e dezembro de 2022 para celebrar o legado da Semana de Arte Moderna de 1922. As 60 instituições, corpos artísticos, espaços e programas culturais do Estado participarão das comemorações.

A proposta é valorizar a Semana de 22 e seu impacto na produção cultural, estimular a reflexão e destacar o papel de São Paulo no modernismo. Haverá ainda ação contínua de articulação do Governo de São Paulo com as Prefeituras, com o setor de turismo e instituições culturais privadas e entidades e organizações da sociedade civil.

O resumo com as informações anunciadas durante a entrevista coletiva desta terça-feira está disponível nos links:
https://issuu.com/governosp/docs/ppt_coletiva_fomento__1_
https://issuu.com/governosp/docs/ppt-semana-de-22__1_-convertido__1_

*com Governo do Estado de SP

Cia. Palhadiaço faz temporada online de Depósito precedida por oficinas grátis

Cia. Palhadiaço faz temporada online de Depósito precedida, em maio, por oficinas grátis
Cia. Palhadiaço faz temporada online de Depósito precedida, em maio, por oficinas grátis
A Oficina aborda os aspectos técnicos e de criação dos malabares e manipulação de objetos(Divulgação)

A Cia. Palhadiaço – atuante no Itaim Paulista (ZL) – apresenta, em junho, temporada do espetáculo Depósito pelas redes sociais do grupo e de coletivos parceiros, que será precedida por uma série de oficinas, durante o mês de maio. Todas as atividades são online e gratuitas. O projeto foi viabilizado pelo VAI – Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

As oficinas (ao vivo) serão transmitidas pelo Instagam e Facebook – @ciapalhadiaco, nos dias 13, 20, 25 e 26 de maio. São elas: Malabares (por Matheus Barreto, às 10h), Escrita de Projetos Culturais (por Michele Araújo e Everton Santos, às 18h), Palhaçada Musical – O que É Isso Afinal? (por Kauan Scaldelai, às 10h), e Bambolê: Circunferência das Formas (por Priscyla Kariny, às 10h).

As apresentações de Depósito (gravadas em vídeo), começam no dia 4 de junho, sexta, às 18h, pelo Facebook e YouTube da Cia. Palhadiaço. As demais sessões, nos dias 5, 6, 12, 13, 19, 20 e 27 de junho (sábados e domingos, às 15h), serão exibidas também na página de outro coletivo teatral, a cada dia.

OFICINAS (maio)

Oficina: Malabares | Com Matheus Barreto

13 de maio. Quinta, às 10h

Onde: Instagram/ciapalhadiaco | Facebook.com/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre para todos os públicos.

A Oficina aborda os aspectos técnicos e de criação dos malabares e manipulação de objetos. Conduzida pelo malabarista e integrante do grupo Palhadiaço, Matheus Barreto, a atividade visa construir uma base para treinos, aprimorando a performance malabarista, por meio das seguintes etapas: iniciação à prática (introdução ao básico dos malabares para início da arte); desenvolvimento de técnica (numerologia, exercícios e primeiros truques), aspectos avançados dos malabarismos (truques avançados, maior quantidade de objetos e contemporaneidade na vertente).

Matheus Barreto é aluno do Programa de Formação para Jovens Palhaços dos Doutores da Alegria e formado em Arte Dramática pelo SENAC. Participou dos workshops O Corpo Poético, com Andreas Simmas (Théâtre Du Soleil), Mimese Corpórea, com Inês Aranha, O Ator na Rua, com Ricardo Puccetti (LUME), e Tabu no Teatro, com Ivan Cabral.

Entre os espetáculos em que atuou, destaque para: Espetáculo Espetacular, Podia Ser Pior, Presepadas, Depósito, Que Isso Fique Entre Nós e O Retrato Oval (pela Cia. Palhadiaço); Peter Pan, Querida Célie (pelo Espaço Núcleo); A Feiticeira pelo Núcleo, A Hora e a Vez de Augusto Matraga e Macbeth (pelo Núcleo de Vivência Teatral); e A Joia (commedia dell’arte).

Iniciou a carreira, em 2008, no Núcleo de Vivência Teatral, em Limeira/SP, dirigido por Daniel Martins. Em 2013, foi um dos criadores da Cia. Palhadiaço com direção coletiva e, em 2014, passou a integrar o Grupo Espaço Núcleo, dirigido por Jonatas Noguel.

Oficina: Escrita de Projetos Culturais | Com Michele Araújo e Everton Santos

20 de maio. Quinta, às 18h

Onde: Instagram/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre – público alvo: a partir de 16 anos.

Muitos artistas e coletivos encaram muitas dificuldades para escrever um projeto cultural. Por onde começar? O que escrever? A escrita de um projeto não é uma tarefa fácil de ser executada, porém é necessária.

Diante disso, Michele Araújo e Everton Santos, integrantes da Pião Produções Artísticas vão orientar sobre como pensar e direcionar um projeto, destacando os principais passos a serem seguidos e detalhando todas as fases que tornam uma proposta minimamente relevante socialmente, tomando por base a experiência de ambos no processo com o projeto da Cia. Palhadiaço.

Pião Produções Artísticas – A Pião Produções surgiu quando Michele Araújo e Everton Santos, nascidos e criados na zona leste de São Paulo, notaram as dificuldades de realizar ações culturais nas bordas da cidade de São Paulo. As primeiras proposições como produtores executivos foram em 2015, no Grupo Rosas Periféricas, quando realizaram sua primeira produção executiva teatral.

Everton e Michele se conheceram, em 2001, quando cursavam teatro na EMIA – Escola de Iniciação Artística (Santo André). O desejo de viver pela arte estimulou a criação da Pião Produções Artísticas para produzirem para eles mesmos e para seus pares periféricos(as).

Everton é pós-graduado em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas e bacharel em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes. Michele é pós-graduada em A Arte de Contar História pela Faculdade de Conchas e licenciada em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes. Juntos, realizaram o Curso de Extensão Elaboração, Viabilização e Gestão de Projetos Culturais em Artes Cênicas, na Escola de Teatro.

O amor pela produção periférica os fez perceber que não há “progresso sem acesso”, por isso querem que todas as pessoas das periferias do Brasil, tenham acesso aos bens culturais e sociais e que artistas consigam produzir sua arte na periferia para a periferia.

Oficina: Palhaçada Musical – O que É Isso Afinal? | Com Kauan Scaldelai

25 de maio. Terça, às 10h

Onde: Facebook/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre para todos os públicos.

Segundo o ministrante Kauan Scaldelai, “esta é uma oficina teórica-palestrada-dialogada, voltada para curioses nas tantas possibilidades de encontro entre música e palhace, com o objetivo de pintar um quadro geral do que é – ou pode ser – palhaçada musical e motivar pesquisadores nessa encruzilhada”.

Na atividade, ele explora o amplo universo da palhaçada musical, a partir de três temas: formações e repertórios de bandas de cabaré e cortejos de rua; sonoplastia, claques musicais e intervenções sonoras; o jogo de palhace com os instrumentos e a música. Sobre cada tema há uma breve abordagem de aspectos históricos e sociais, ferramentas e exercícios de criação e análise destes elementos aplicados no espetáculo Depósito, da Cia Palhadiaço.

Kauan Scaldelai – Palhaço, ator, músico multi-instrumentista, compositor e arte-educador. Formado em Educação Musical pela UNESP, no Curso Livre de Música da FASCS, em Teatro pela Cia do Nó (Santo André) e concluiu a Formação de Palhaço Para Jovens do Doutores da Alegria.

Educador de musicalização para crianças na escola O Quintal. Atuou como instrumentista, compositor e arranjador na banda performática Quinta Esquina, que circulou com o premiado espetáculo Contramão, de 2015 a 2018, dirigido por Antônio Correa Neto. Em 2020, criou a trilha sonora do filme Homem-Ilha (Recicla Filmes), que integrou o Malhaar International Film Festival.

Em trabalhos recentes, integrou como ator e músico os espetáculos A Casa da Mariquinhas (direção de Dagoberto Feliz), Jornada de Um Imbecil Até o Entendimento (direção de Hélio Cícero), O Mistério de Irma Vap (direção de Jorge Farjalla) e Tributo à Tradição (também como diretor musical, direção de Jairo Mattos), além de outros cabarés de circo e palhaçada.

Desde 2012, pesquisa a linguagem do palhaço, tendo realizado cursos e oficinas com palhaces nacionais e internacionais. Em 2018, tornou-se um dos fundadores d’A Esperada Companhia, na qual atua como palhaço e diretor musical em O Esperado Cabaré, O Esperado Show e como palhaço em hospitais. Em 2019, ingressou na ONG Palhaços Sem Fronteiras – Brasil.

Oficina: Bambolê: Circunferência das Formas | Com Priscyla Kariny

26 de maio. Quarta, às 10h

Onde: Instagram/ciapalhadiaco | Facebook/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre para todos os públicos.

Conduzida pela bambolista e integrante da Cia. Palhadiaço Priscyla Kariny, a oficina apresenta técnicas de movimentação por meio de mandalas com o bambolê. A mandala é uma representação geométrica que esboça simbolicamente a luta pela unidade total do eu, segundo a teoria junguiana.

Mandala também é a palavra sânscrita para círculo. Assim como a dança com o bambolê, as mandalas fazem parte da cultura nativa americana conhecida como Native American HoopDance, na qual os dançarinos usam a técnica como método para contar histórias, criando formas simbólicas, incluindo borboletas, tartarugas, águias, flores e cobras.

O encontro inclui um alongamento, figuras com até seis bambolês e sequencias de mandalas, onde os movimentos se completam dando novas possibilidades de figuras. “A oficina trabalha a coordenação motora, a flexibilidade e a meditação ativa, tecendo vivências e refletindo sobre como tudo está conectado: as mudanças, as transições, tudo está ligado como em um círculo”, comenta a artista.

Priscyla Kariny – Aluna do Programa da Formação para Jovens Palhaços dos Doutores da Alegria e formada em Arte Dramática pelo SENAC. Participou dos workshops O Corpo Poético, com Andreas Simmas (Théâtre Du Soleil), Mimese Corpórea, com Inês Aranha, e O Ator na Rua, com Ricardo Puccetti (LUME).

Como atriz, participou de espetáculos da Cia. Palhadiaço (Depósito, Presepadas, Espetáculo Espetacular, Que Isso Fique Entre Nós e O Retrato Oval), além de A Joia (commedia dell’arte, orientação de Heraldo Firmino), Peter Pan (direção de Jonatas Noguel), Ilusões de Breach (Cia. Dramáticos) e A Vida é Sonho (Sarcástica Cia., direção de Daniel Martins).

Iniciou a carreira, em 2011, pela Sarcástica Cia., em Limeira/SP, dirigida por Daniel Martins). Em 2013, foi uma das criadoras da Cia. Palhadiaço e, em 2015, passou a integrar o Grupo Espaço Núcleo com direção de Jonatas Noguel. Também foi professora de teatro no CEPROSSOM e Espaço Núcleo, em Limeira, e professora de Acrobacia nos espaços do CCA (Centro de Crianças e Adolescentes).

APRESENTAÇÕES / Depósito (junho)

Grátis. Duração: 60 minutos. Classificação: Livre. Gênero: Cômico.

O enredo de Depósito se passa em um tempo no qual a arte se tornou um vírus e a pessoas infectadas, de nariz vermelho, são isoladas em um depósito de artistas. Com criação coletiva, dramaturgia de Matheus Barreto e direção de Rani Guerra, o espetáculo investiga a “palhaçaria periférica”, que cria diálogos com a cidade, suas periferias, seus artistas e suas excelências artísticas subversivas e resistentes. O texto surgiu de uma pesquisa pelas ruas do Itaim Paulista (região de atuação do grupo) na qual, imersos em improvisos, jogos e entrevistas, questionaram os habitantes sobre como seria para eles se a arte fosse uma expressão proibida.

No espetáculo, o vírus da arte causa uma doença com muitos sintomas e, em quadros mais graves, o paciente fica com o nariz vermelho. Um estado totalmente desarticulado é instituído com medidas severas para aniquilar a existência artística: depósitos são construídos para isolar os infectados/artistas.

Os palhaços – vividos por Kauan Scaldelai, Matheus Barreto, Priscyla Kariny, William Santana e Rogério Nascimento – são os últimos artistas restantes no Itaim Paulista, e são confinados. O nascimento de uma criança com o nariz vermelho acelera a necessidade de erradicar a síndrome.

Ativistas protestam. E a poção de cura é adulterada pela criança com sua própria fralda. Quando ingerida pelos palhaços, o efeito é invertido, provocando uma epifania artística. Depósito é um espetáculo lúdico-musical-reflexivo sobre identidade cultural, arte e relações de autoridade. A música desempenha papel fundamental com paródias, releituras e composições originais, entre as quais um rap, que traz uma hilária batalha de palhaços.

Cia. Palhadiaço

FICHA TÉCNICA – Criação: A Companhia. Texto: Matheus Barreto. Direção: Rani Guerra. Elenco: Kauan Scaldelai, Matheus Barreto, Priscyla Kariny, William Santana e Rogério Nascimento. Técnico de som: William Santana. Direção musical: Joel Carozzi. Figurino: Eliana Carvalho, Paola Carvalho e Diego Felipe. Cenografia: A Companhia. Arte gráfica: Renan Preto. Fotos e vídeo: Recicla Filmes. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Produção executiva: Pião Produções Artísticas. Assistência de produção: Priscyla Kariny e Rogério Nascimento. Idealização: Cia. Palhadiaço.

04 de junho. Sexta, às 18h

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05 de junho. Sábado, às 15h

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6 de junho. Domingo, às 15h

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12 de junho. Sábado, às 15h

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13 de junho. Domingo, às 15h

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19 de junho. Sábado, às 15h

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20 de junho. Domingo, às 15h

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27 de junho. Domingo, às 15h

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Livro “O Capa-Branca” narra trajetória de funcionário que se tornou paciente do Juquery

No livro O Capa-Branca, o jornalista Daniel Navarro Sonim reuniu, a partir de manuscritos e entrevistas, as experiências de vida de Walter Farias, ex-funcionário que se transformou em paciente, na década de 1970, do Complexo Psiquiátrico do Juquery, em Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo. Números oficiais dão conta que naquela época o local chegou a abrigar quase o dobro das 9 mil pessoas que tinha condição de comportar.

Aprovado no concurso público para atendente de enfermagem, Walter é designado para cuidar de pacientes acamados ou que perambulam, alheios à realidade, pelos corredores das clínicas do Hospital Psiquiátrico. A vida do protagonista de O Capa-Branca começa a tomar outro rumo depois da repentina transferência para o Manicômio Judiciário, onde ele convive com pacientes que cometeram crimes, alguns deles violentos e com requintes de crueldade.

A rotina no manicômio abala sua sanidade e o obriga a abandonar sua capa branca, o jaleco que os funcionários vestiam para trabalhar. Dali em diante, a única alternativa é a internação. Ao se tornar mais um paciente do Juquery, passa a sentir na pele os horrores daquele lugar.


Na visão de Walter Farias, que hoje está aposentado, as pessoas acreditam que ele tenha se tornado esquisito depois da convivência por sete anos com os doentes. “Eu aposto que muita gente nem imagina quais são os verdadeiros limites da loucura. Mas será que a mente humana possui limites?”, desafia Walter.

Para o autor, Daniel Navarro Sonim, “O livro é um recorte, a partir das memórias do Walter, da história da psiquiatria, da enfermagem, da psicologia e, claro, da História do Brasil. O resgate dessas memórias serve para refletirmos sobre um período em que as instituições psiquiátricas no país podiam ser consideradas depósitos de seres humanos indesejados. Ao invés de promover a tão propagada ‘cura’, os tratamentos, infelizmente, traziam, infelizmente, apenas dor e sofrimento. A partir dos equívocos do passado, que devem ser levados a público, é possível construir um presente e um futuro mais humanos. Uma das mensagens que desejamos transmitir com o livro ou nas palestras que apresentamos pelo Brasil e até no exterior é exatamente essa. Não desejamos mais ver o presente repetir o passado”.

Seja por prazer, seja para estudar ou para se informar, a prática da leitura aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a interpretação. Infelizmente, com o avanço das tecnologias do mundo moderno, cada vez menos as pessoas interessam-se pela leitura. “Publicar livros no Brasil não é uma tarefa fácil. O mercado editorial está em crise, a meu ver, desde sempre, mas não cabe aqui discutir isso. O tema é extremamente complexo. Colocamos um ponto final na história em setembro de 2013 e só conseguimos lançar o livro em novembro de 2014 depois de uma bem sucedida campanha de financiamento coletivo que garantiu os recursos necessários para a publicação. Para escrevê-lo, um dos maiores desafios foi organizar as memórias do Walter de uma maneira que a cronologia fizesse sentido. Eu não tive acesso ao prontuário dele como paciente que se perdeu no incêndio que destruiu os arquivos do prédio da administração do Hospital Central do Juquery em 2005. Além disso, tanto os manuscritos quanto os depoimentos do Walter vinham em um fluxo que não respeitava uma ordem cronológica. Acredito que, por serem memórias muito duras, ele não conseguia escrevê-las ou verbalizá-las sem trazer à tona os traumas e sofrimentos que passou como funcionário e paciente de uma das maiores instituições psiquiátricas do país.”, finaliza Daniel.

Serviço:

O Capa-Branca – de funcionário a paciente de um dos maiores hospitais psiquiátricos do Brasil

Onde comprar: Editora Terceiro Nome (www.terceironome.com.br)

Preço: R$ 40

*Com informações de Eduardo Micheletto

Ana de Oliveira lança CD e livro dedicados ao violino solo

Ana de Oliveira está estreando seu CD de violino solo, o “Dragão dos Olhos Amarelos”,o primeiro em uma longa carreira camerística e orquestral(Foto:Paulo Rapoport/Divulgação)

Com longa carreira como camerista e spalla em orquestras nacionais e internacionais, violinista paulistana, radicada no Rio, lança o álbum “Dragão dos Olhos Amarelos”, com participação de André Mehmari, e o livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira”, marcando sua estreia com CD solo e como autora na literatura musical

“Há artistas que não dão um passo atrás quando um grande desafio se impõe, seja ele um improviso, uma sonata ou um flamejante dragão de olhos amarelos que traz dilemas e questões profundas ao baile da vida. Ana de Oliveira se propõe (e vive) aqui simplesmente o encontro mais profundo consigo própria em sua brilhante carreira, até o momento. Sem filtro!” André Mehmari

A destacada violinista Ana de Oliveira demonstra, e já por longo tempo, o que teoriza no papel. Esta sua obra (livro), fruto de conhecimento teórico e prático, constitui um verdadeiro tesouro para todos nós, violinistas e os que tocam outros instrumentos de cordas. Ela nos fornece bases sólidas para compreender e executar projetos sonoros de compositores contemporâneos, como também proporciona o caminho inverso – o deles vivenciarem nossas possibilidades e se adequarem ao nosso instrumento. Um grande e vitorioso tento!” Paulo Bosísio

Radicada no Rio de Janeiro, a violinista paulistana Ana de Oliveiraspalla da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF e integrante do renomado Trio Puelli, lançou-se um desafio no ano mais assustador e incógnito da história recente da Humanidade e, especialmente, da classe artística e musical: estrear seu projeto solo, o primeiro de uma carreira com mais de três décadas a serviço da música brasileira e internacional. Tendo sido solista com diversas orquestras na Europa e no Brasil – por uma década foi spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira – Ana de Oliveira lança, simultaneamente, seu primeiro CD de violino solo, “Dragão dos Olhos Amarelos”, e o livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnica estendidas”, ambos no formato físico e digital, uma ousadia muito bem vinda em tempos pandêmicos, revelando-se, musicalmente, como compositora e exímia improvisadora, com igual importância literária na Educação Musical.  

 CD “Dragão dos Olhos Amarelos”

Com produção, direção e concepção da própria autora, dez das quinze faixas que compõe o CD foram criadas instantaneamente, em fevereiro último, no Estúdio Monteverdi, onde foi gravado, mixado e masterizado por André Mehmari. Além destas autorais inéditas, compõe ainda o repertório Dodecafoniana I e II para violino solo, obra de Sérgio Ferraz dedicada à violinista; Cadenza, composição da violinista para a música “Eterna” de Egberto Gismonti em sua versão para solista e orquestra; Malinconia da segunda Sonata para violino Solo, de E. Ysaÿe, e Posso Chorar, com André Mehmari ao piano, uma faixa bônus inédita escrita por Hermeto Pascoal nos anos 80 e dedicada à violinista quando a conheceu na estreia de sua “Sinfonia em Quadrinhos” – na época, a artista tocava como spalla da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal de São Paulo.

“Este registro é a realização de um sonho de liberdade, uma viagem autobiográfica…As composições instantâneas que integram este trabalho são inspiradas em momentos, memórias, sentimentos de minha vida, que foram retratadas sob forma de Música… uma catarse e um ato de coragem de me expor visceralmente”, revela Ana de Oliveira. Tais sentimentos e revelações são ratificados por André Mehmari, para quem este projeto é, além de tudo, “um testemunho potente da resistência do artista brasileiro em meio ao mais desafiador cenário em tempos recentes e provavelmente de todos os tempos em alguns aspectos”. Para o consagrado produtor, compositor, arranjador, pianista e multi-instrumentista, a artista não se esquiva e “empunha corajosamente seu arco e lança a flecha sonora certeira na direção do ouvinte apto a viajar com ela por veredas que vão muito além do conforto estético e formal: a fascinante imperfeição do ser humano em constante estado de mutação”.

Livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnicas estendidas”

Fruto do seu mestrado profissional concluído em dezembro de 2018, no Instituto Villa-Lobos, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), sob orientação de Mariana I. Salles, o livro, com prefácio do violinista Paulo Bosísio, oferece subsídios técnicos e teóricos sobre o assunto – carente de referências – e pode ser utilizado como um manual para estudantes de violino e composição. O termo “técnicas estendidas” define todos os meios técnicos instrumentais não tradicionais e não convencionais para a performance de obras musicais contemporâneas. No Brasil não há muitas referências técnicas e bibliográficas sobre o tema, embora haja um crescente interesse pela música produzida hoje”, destaca a autora e complementa: “mas foi devido à minha dedicação na execução do repertório para violino dos séculos XX e XXI e, naturalmente, a partir de minhas próprias dificuldades na busca por soluções para a execução de determinadas passagens, assim como em interpretar novas notações musicais, que surgiu a necessidade de elaborar um manual sobre técnicas estendidas para o violino”.

CD “Dragão dos Olhos Amarelos”

https://tratore.ffm.to/dragao

“O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnicas estendidas”

Mostra exibe filmes de oito países africanos

Dez longas e dois programas de curtas serão apresentados entre setembro e novembro na nova edição da Mostra de Cinemas Africanos, chamada de Cine África. Por causa da pandemia do novo coronavírus, os filmes serão online,  porém, totalmente gratuitos e com legendas em português.

As exibições acontecem na plataforma Sesc Digital. A mostra terá início no dia 10 de setembro e terminará em 26 de novembro.

Há filmes de Burkina Faso, Camarões, Egito, Etiópia, Nigéria, Quênia, Senegal e Sudão. As exibições acontecem às quintas-feiras, mas o filme fica disponível por uma semana na plataforma. A exibição é acompanhada por uma entrevista exclusiva com o diretor de cada filme. 

A curadoria da mostra é de Ana Camila Esteves. “A curadoria para este formato onlineprivilegia filmes africanos contemporâneos que já tiveram suas trajetórias em festivais internacionais encerradas, mas que permanecem relevantes e, em sua maioria, não exibidos no Brasil”, disse Ana Camila.

A película que vai abrir o evento é o drama Fronteiras, da diretora Apolline Traoré, que retrata uma viagem de quatro mulheres do Senegal à Nigéria.

Mostra de Cinemas Africanos, chamada de Cine África
Filmes do Cine África poderão ser vistos até novembro  (Agência Brasil – divulgação)

Entre os filmes a serem exibidos estão também a comédia inédita aKasha, de Hajooj Kuka, primeiro longa de ficção do cineasta e ativista sudanês;  O Fantasma e a Casa da Verdade, de Akin Omotoso; Nada de Errado, documentário de direção coletiva sobre imigrantes africanos na Suíça; e o drama queniano Supa Modo, de Likarion Wainaina, sobre uma menina com uma doença terminal que sonha ser uma super-heroína.

Além dos filmes, a mostra apresenta também um bate-papo sobre o tema Cinemas Africanos em Contexto Digital, na live do Cinema da Vela. Também haverá um curso sobre o cinema africano e o lançamento de um e-book.

A programação e mais informações sobre o Cine África podem ser consultadas no site.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil –

Com temática LGBTQ+, Secreto LX está disponível no Youtube

Já está disponível no Youtube, a websérie SECRETO LX, produzida totalmente de forma independente por Patrick D’Orlando e Mariana Marques.  O programa, com temática LGBTQ+, aborda temas como HIV e o preconceito velado que ainda existe com os portadores do vírus.

(Divulgação)

Discute também temas como identidade de gênero, a diferença entre ser transexual e Drag queen, descobertas pessoais sobre a sexualidade, amores e ex-amores gays e um amor lésbico.  “SECRETO LX traz segredos que todos nós temos e que muitas vezes não contamos por estarmos inseridos em uma sociedade machista e preconceituosa. É uma websérie que traz dramas importantes para serem discutidos, e o mais importante, sobre o respeito e a liberdade de cada um”, ressalta o idealizador e diretor, Patrick D’Orlando.

SECRETO LX é um Spin-off da premiada websérie brasileira SECRETO, que conta com 3 temporadas gravadas no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro que conta a história do casal gay Rodrigo e David e toda o drama da rede de amizade entre eles. Devido ao sucesso no YouTube, a websérie contou com 3 temporadas e recebeu indicações no Festival Internacional de Webséries do Brasil- Rio WebFest: melhor websérie brasileira, melhor elenco drama, melhor ator drama (Allan Ralph) e melhor atriz drama (Thais Muller).

“A websérie SECRETO LX é uma temporada totalmente a parte e sem ligações com as temporadas anteriores de SECRETO”, explica.

SECRETO LX, conta com 5 capítulos e tem no elenco 11 atores portugueses e 5 brasileiros. Entre os atores brasileiros, está Thiago Rodrigues, que em 2019 estava em Portugal gravando a novela, A Prisioneira, da TVI, uma estação de televisão de Portugal. Thiago é Fred, ex namorado de Marina (Etiene Mascarenhas), quando ele reaparece causa conflito entre Marina e Filipa (Nadia Lopes), que são atualmente um casal. O projeto é apoiado pela Universidade Lusófona, do CheckPoint LX edo Grupo de Ativistas em Tratamento – GAT. Para assistir, basta acessar a partir do dia 20 de agosto, às 16h, no canal da websérie no YouTube. A websérie conta com legendas em português para os deficientes auditivos e para quem tem dificuldade em entender o português de Portugal.

 Sinopse:

Pedro e Lucas vão no mesmo dia fazer o teste de rastreio rápido no CheckPoint LX e descobrem serem soropositivos. O que parecia ser um dia normal acaba por mudar totalmente a vida dos dois depois do resultado reagente. Lucas decide contar para todos sobre sua sorologia, já Pedro tem um desafio um pouco mais complicado; contar para o seu atual parceiro que o resultado deu positivo. Depois de uma abordagem negativa e agressiva de seu namorado, Pedro decide esconder e não contar a mais ninguém que tem o vírus.
 Serão dois caminhos diferentes, o de Pedro e Lucas, que a série irá percorrer, caminhos que se cruzarão com as histórias de seus amigos, trazendo discussões importantes para serem debatidas: o preconceito sobre a sorologia positiva para o HIV e a importância em se fazer o teste de rastreio rápido, como também o tratamento e as confusões sobre a identidade de gênero. Descobertas pessoais da sexualidade, amores e ex-amores gays e um amor lésbico entre uma portuguesa e uma brasileira.

Serviço

Onde: YouTube – Canal da Websérie Secreto LX
Faixa etária: Recomendado para acima de 16 anos por conter beijos e nudez parcial.
Capítulo 1: Tudo o que se vê não é
Capítulo 2: Não adianta mentir pra si mesmo
Capítulo 3: Nada do que foi será
Capítulo 4: O depois que nunca volta
Capítulo 5: Há tanta vida lá fora (final)