Cia. Palhadiaço faz temporada online de Depósito precedida por oficinas grátis

Cia. Palhadiaço faz temporada online de Depósito precedida, em maio, por oficinas grátis
Cia. Palhadiaço faz temporada online de Depósito precedida, em maio, por oficinas grátis
A Oficina aborda os aspectos técnicos e de criação dos malabares e manipulação de objetos(Divulgação)

A Cia. Palhadiaço – atuante no Itaim Paulista (ZL) – apresenta, em junho, temporada do espetáculo Depósito pelas redes sociais do grupo e de coletivos parceiros, que será precedida por uma série de oficinas, durante o mês de maio. Todas as atividades são online e gratuitas. O projeto foi viabilizado pelo VAI – Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

As oficinas (ao vivo) serão transmitidas pelo Instagam e Facebook – @ciapalhadiaco, nos dias 13, 20, 25 e 26 de maio. São elas: Malabares (por Matheus Barreto, às 10h), Escrita de Projetos Culturais (por Michele Araújo e Everton Santos, às 18h), Palhaçada Musical – O que É Isso Afinal? (por Kauan Scaldelai, às 10h), e Bambolê: Circunferência das Formas (por Priscyla Kariny, às 10h).

As apresentações de Depósito (gravadas em vídeo), começam no dia 4 de junho, sexta, às 18h, pelo Facebook e YouTube da Cia. Palhadiaço. As demais sessões, nos dias 5, 6, 12, 13, 19, 20 e 27 de junho (sábados e domingos, às 15h), serão exibidas também na página de outro coletivo teatral, a cada dia.

OFICINAS (maio)

Oficina: Malabares | Com Matheus Barreto

13 de maio. Quinta, às 10h

Onde: Instagram/ciapalhadiaco | Facebook.com/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre para todos os públicos.

A Oficina aborda os aspectos técnicos e de criação dos malabares e manipulação de objetos. Conduzida pelo malabarista e integrante do grupo Palhadiaço, Matheus Barreto, a atividade visa construir uma base para treinos, aprimorando a performance malabarista, por meio das seguintes etapas: iniciação à prática (introdução ao básico dos malabares para início da arte); desenvolvimento de técnica (numerologia, exercícios e primeiros truques), aspectos avançados dos malabarismos (truques avançados, maior quantidade de objetos e contemporaneidade na vertente).

Matheus Barreto é aluno do Programa de Formação para Jovens Palhaços dos Doutores da Alegria e formado em Arte Dramática pelo SENAC. Participou dos workshops O Corpo Poético, com Andreas Simmas (Théâtre Du Soleil), Mimese Corpórea, com Inês Aranha, O Ator na Rua, com Ricardo Puccetti (LUME), e Tabu no Teatro, com Ivan Cabral.

Entre os espetáculos em que atuou, destaque para: Espetáculo Espetacular, Podia Ser Pior, Presepadas, Depósito, Que Isso Fique Entre Nós e O Retrato Oval (pela Cia. Palhadiaço); Peter Pan, Querida Célie (pelo Espaço Núcleo); A Feiticeira pelo Núcleo, A Hora e a Vez de Augusto Matraga e Macbeth (pelo Núcleo de Vivência Teatral); e A Joia (commedia dell’arte).

Iniciou a carreira, em 2008, no Núcleo de Vivência Teatral, em Limeira/SP, dirigido por Daniel Martins. Em 2013, foi um dos criadores da Cia. Palhadiaço com direção coletiva e, em 2014, passou a integrar o Grupo Espaço Núcleo, dirigido por Jonatas Noguel.

Oficina: Escrita de Projetos Culturais | Com Michele Araújo e Everton Santos

20 de maio. Quinta, às 18h

Onde: Instagram/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre – público alvo: a partir de 16 anos.

Muitos artistas e coletivos encaram muitas dificuldades para escrever um projeto cultural. Por onde começar? O que escrever? A escrita de um projeto não é uma tarefa fácil de ser executada, porém é necessária.

Diante disso, Michele Araújo e Everton Santos, integrantes da Pião Produções Artísticas vão orientar sobre como pensar e direcionar um projeto, destacando os principais passos a serem seguidos e detalhando todas as fases que tornam uma proposta minimamente relevante socialmente, tomando por base a experiência de ambos no processo com o projeto da Cia. Palhadiaço.

Pião Produções Artísticas – A Pião Produções surgiu quando Michele Araújo e Everton Santos, nascidos e criados na zona leste de São Paulo, notaram as dificuldades de realizar ações culturais nas bordas da cidade de São Paulo. As primeiras proposições como produtores executivos foram em 2015, no Grupo Rosas Periféricas, quando realizaram sua primeira produção executiva teatral.

Everton e Michele se conheceram, em 2001, quando cursavam teatro na EMIA – Escola de Iniciação Artística (Santo André). O desejo de viver pela arte estimulou a criação da Pião Produções Artísticas para produzirem para eles mesmos e para seus pares periféricos(as).

Everton é pós-graduado em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas e bacharel em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes. Michele é pós-graduada em A Arte de Contar História pela Faculdade de Conchas e licenciada em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes. Juntos, realizaram o Curso de Extensão Elaboração, Viabilização e Gestão de Projetos Culturais em Artes Cênicas, na Escola de Teatro.

O amor pela produção periférica os fez perceber que não há “progresso sem acesso”, por isso querem que todas as pessoas das periferias do Brasil, tenham acesso aos bens culturais e sociais e que artistas consigam produzir sua arte na periferia para a periferia.

Oficina: Palhaçada Musical – O que É Isso Afinal? | Com Kauan Scaldelai

25 de maio. Terça, às 10h

Onde: Facebook/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre para todos os públicos.

Segundo o ministrante Kauan Scaldelai, “esta é uma oficina teórica-palestrada-dialogada, voltada para curioses nas tantas possibilidades de encontro entre música e palhace, com o objetivo de pintar um quadro geral do que é – ou pode ser – palhaçada musical e motivar pesquisadores nessa encruzilhada”.

Na atividade, ele explora o amplo universo da palhaçada musical, a partir de três temas: formações e repertórios de bandas de cabaré e cortejos de rua; sonoplastia, claques musicais e intervenções sonoras; o jogo de palhace com os instrumentos e a música. Sobre cada tema há uma breve abordagem de aspectos históricos e sociais, ferramentas e exercícios de criação e análise destes elementos aplicados no espetáculo Depósito, da Cia Palhadiaço.

Kauan Scaldelai – Palhaço, ator, músico multi-instrumentista, compositor e arte-educador. Formado em Educação Musical pela UNESP, no Curso Livre de Música da FASCS, em Teatro pela Cia do Nó (Santo André) e concluiu a Formação de Palhaço Para Jovens do Doutores da Alegria.

Educador de musicalização para crianças na escola O Quintal. Atuou como instrumentista, compositor e arranjador na banda performática Quinta Esquina, que circulou com o premiado espetáculo Contramão, de 2015 a 2018, dirigido por Antônio Correa Neto. Em 2020, criou a trilha sonora do filme Homem-Ilha (Recicla Filmes), que integrou o Malhaar International Film Festival.

Em trabalhos recentes, integrou como ator e músico os espetáculos A Casa da Mariquinhas (direção de Dagoberto Feliz), Jornada de Um Imbecil Até o Entendimento (direção de Hélio Cícero), O Mistério de Irma Vap (direção de Jorge Farjalla) e Tributo à Tradição (também como diretor musical, direção de Jairo Mattos), além de outros cabarés de circo e palhaçada.

Desde 2012, pesquisa a linguagem do palhaço, tendo realizado cursos e oficinas com palhaces nacionais e internacionais. Em 2018, tornou-se um dos fundadores d’A Esperada Companhia, na qual atua como palhaço e diretor musical em O Esperado Cabaré, O Esperado Show e como palhaço em hospitais. Em 2019, ingressou na ONG Palhaços Sem Fronteiras – Brasil.

Oficina: Bambolê: Circunferência das Formas | Com Priscyla Kariny

26 de maio. Quarta, às 10h

Onde: Instagram/ciapalhadiaco | Facebook/ciapalhadiaco

Grátis. Duração: 1 hora. Livre para todos os públicos.

Conduzida pela bambolista e integrante da Cia. Palhadiaço Priscyla Kariny, a oficina apresenta técnicas de movimentação por meio de mandalas com o bambolê. A mandala é uma representação geométrica que esboça simbolicamente a luta pela unidade total do eu, segundo a teoria junguiana.

Mandala também é a palavra sânscrita para círculo. Assim como a dança com o bambolê, as mandalas fazem parte da cultura nativa americana conhecida como Native American HoopDance, na qual os dançarinos usam a técnica como método para contar histórias, criando formas simbólicas, incluindo borboletas, tartarugas, águias, flores e cobras.

O encontro inclui um alongamento, figuras com até seis bambolês e sequencias de mandalas, onde os movimentos se completam dando novas possibilidades de figuras. “A oficina trabalha a coordenação motora, a flexibilidade e a meditação ativa, tecendo vivências e refletindo sobre como tudo está conectado: as mudanças, as transições, tudo está ligado como em um círculo”, comenta a artista.

Priscyla Kariny – Aluna do Programa da Formação para Jovens Palhaços dos Doutores da Alegria e formada em Arte Dramática pelo SENAC. Participou dos workshops O Corpo Poético, com Andreas Simmas (Théâtre Du Soleil), Mimese Corpórea, com Inês Aranha, e O Ator na Rua, com Ricardo Puccetti (LUME).

Como atriz, participou de espetáculos da Cia. Palhadiaço (Depósito, Presepadas, Espetáculo Espetacular, Que Isso Fique Entre Nós e O Retrato Oval), além de A Joia (commedia dell’arte, orientação de Heraldo Firmino), Peter Pan (direção de Jonatas Noguel), Ilusões de Breach (Cia. Dramáticos) e A Vida é Sonho (Sarcástica Cia., direção de Daniel Martins).

Iniciou a carreira, em 2011, pela Sarcástica Cia., em Limeira/SP, dirigida por Daniel Martins). Em 2013, foi uma das criadoras da Cia. Palhadiaço e, em 2015, passou a integrar o Grupo Espaço Núcleo com direção de Jonatas Noguel. Também foi professora de teatro no CEPROSSOM e Espaço Núcleo, em Limeira, e professora de Acrobacia nos espaços do CCA (Centro de Crianças e Adolescentes).

APRESENTAÇÕES / Depósito (junho)

Grátis. Duração: 60 minutos. Classificação: Livre. Gênero: Cômico.

O enredo de Depósito se passa em um tempo no qual a arte se tornou um vírus e a pessoas infectadas, de nariz vermelho, são isoladas em um depósito de artistas. Com criação coletiva, dramaturgia de Matheus Barreto e direção de Rani Guerra, o espetáculo investiga a “palhaçaria periférica”, que cria diálogos com a cidade, suas periferias, seus artistas e suas excelências artísticas subversivas e resistentes. O texto surgiu de uma pesquisa pelas ruas do Itaim Paulista (região de atuação do grupo) na qual, imersos em improvisos, jogos e entrevistas, questionaram os habitantes sobre como seria para eles se a arte fosse uma expressão proibida.

No espetáculo, o vírus da arte causa uma doença com muitos sintomas e, em quadros mais graves, o paciente fica com o nariz vermelho. Um estado totalmente desarticulado é instituído com medidas severas para aniquilar a existência artística: depósitos são construídos para isolar os infectados/artistas.

Os palhaços – vividos por Kauan Scaldelai, Matheus Barreto, Priscyla Kariny, William Santana e Rogério Nascimento – são os últimos artistas restantes no Itaim Paulista, e são confinados. O nascimento de uma criança com o nariz vermelho acelera a necessidade de erradicar a síndrome.

Ativistas protestam. E a poção de cura é adulterada pela criança com sua própria fralda. Quando ingerida pelos palhaços, o efeito é invertido, provocando uma epifania artística. Depósito é um espetáculo lúdico-musical-reflexivo sobre identidade cultural, arte e relações de autoridade. A música desempenha papel fundamental com paródias, releituras e composições originais, entre as quais um rap, que traz uma hilária batalha de palhaços.

Cia. Palhadiaço

FICHA TÉCNICA – Criação: A Companhia. Texto: Matheus Barreto. Direção: Rani Guerra. Elenco: Kauan Scaldelai, Matheus Barreto, Priscyla Kariny, William Santana e Rogério Nascimento. Técnico de som: William Santana. Direção musical: Joel Carozzi. Figurino: Eliana Carvalho, Paola Carvalho e Diego Felipe. Cenografia: A Companhia. Arte gráfica: Renan Preto. Fotos e vídeo: Recicla Filmes. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Produção executiva: Pião Produções Artísticas. Assistência de produção: Priscyla Kariny e Rogério Nascimento. Idealização: Cia. Palhadiaço.

04 de junho. Sexta, às 18h

Facebook/ciapalhadiaco | YouTube/CiaPalhadiaço

05 de junho. Sábado, às 15h

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6 de junho. Domingo, às 15h

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12 de junho. Sábado, às 15h

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13 de junho. Domingo, às 15h

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19 de junho. Sábado, às 15h

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20 de junho. Domingo, às 15h

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27 de junho. Domingo, às 15h

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Livro “O Capa-Branca” narra trajetória de funcionário que se tornou paciente do Juquery

No livro O Capa-Branca, o jornalista Daniel Navarro Sonim reuniu, a partir de manuscritos e entrevistas, as experiências de vida de Walter Farias, ex-funcionário que se transformou em paciente, na década de 1970, do Complexo Psiquiátrico do Juquery, em Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo. Números oficiais dão conta que naquela época o local chegou a abrigar quase o dobro das 9 mil pessoas que tinha condição de comportar.

Aprovado no concurso público para atendente de enfermagem, Walter é designado para cuidar de pacientes acamados ou que perambulam, alheios à realidade, pelos corredores das clínicas do Hospital Psiquiátrico. A vida do protagonista de O Capa-Branca começa a tomar outro rumo depois da repentina transferência para o Manicômio Judiciário, onde ele convive com pacientes que cometeram crimes, alguns deles violentos e com requintes de crueldade.

A rotina no manicômio abala sua sanidade e o obriga a abandonar sua capa branca, o jaleco que os funcionários vestiam para trabalhar. Dali em diante, a única alternativa é a internação. Ao se tornar mais um paciente do Juquery, passa a sentir na pele os horrores daquele lugar.


Na visão de Walter Farias, que hoje está aposentado, as pessoas acreditam que ele tenha se tornado esquisito depois da convivência por sete anos com os doentes. “Eu aposto que muita gente nem imagina quais são os verdadeiros limites da loucura. Mas será que a mente humana possui limites?”, desafia Walter.

Para o autor, Daniel Navarro Sonim, “O livro é um recorte, a partir das memórias do Walter, da história da psiquiatria, da enfermagem, da psicologia e, claro, da História do Brasil. O resgate dessas memórias serve para refletirmos sobre um período em que as instituições psiquiátricas no país podiam ser consideradas depósitos de seres humanos indesejados. Ao invés de promover a tão propagada ‘cura’, os tratamentos, infelizmente, traziam, infelizmente, apenas dor e sofrimento. A partir dos equívocos do passado, que devem ser levados a público, é possível construir um presente e um futuro mais humanos. Uma das mensagens que desejamos transmitir com o livro ou nas palestras que apresentamos pelo Brasil e até no exterior é exatamente essa. Não desejamos mais ver o presente repetir o passado”.

Seja por prazer, seja para estudar ou para se informar, a prática da leitura aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a interpretação. Infelizmente, com o avanço das tecnologias do mundo moderno, cada vez menos as pessoas interessam-se pela leitura. “Publicar livros no Brasil não é uma tarefa fácil. O mercado editorial está em crise, a meu ver, desde sempre, mas não cabe aqui discutir isso. O tema é extremamente complexo. Colocamos um ponto final na história em setembro de 2013 e só conseguimos lançar o livro em novembro de 2014 depois de uma bem sucedida campanha de financiamento coletivo que garantiu os recursos necessários para a publicação. Para escrevê-lo, um dos maiores desafios foi organizar as memórias do Walter de uma maneira que a cronologia fizesse sentido. Eu não tive acesso ao prontuário dele como paciente que se perdeu no incêndio que destruiu os arquivos do prédio da administração do Hospital Central do Juquery em 2005. Além disso, tanto os manuscritos quanto os depoimentos do Walter vinham em um fluxo que não respeitava uma ordem cronológica. Acredito que, por serem memórias muito duras, ele não conseguia escrevê-las ou verbalizá-las sem trazer à tona os traumas e sofrimentos que passou como funcionário e paciente de uma das maiores instituições psiquiátricas do país.”, finaliza Daniel.

Serviço:

O Capa-Branca – de funcionário a paciente de um dos maiores hospitais psiquiátricos do Brasil

Onde comprar: Editora Terceiro Nome (www.terceironome.com.br)

Preço: R$ 40

*Com informações de Eduardo Micheletto

Ana de Oliveira lança CD e livro dedicados ao violino solo

Ana de Oliveira está estreando seu CD de violino solo, o “Dragão dos Olhos Amarelos”,o primeiro em uma longa carreira camerística e orquestral(Foto:Paulo Rapoport/Divulgação)

Com longa carreira como camerista e spalla em orquestras nacionais e internacionais, violinista paulistana, radicada no Rio, lança o álbum “Dragão dos Olhos Amarelos”, com participação de André Mehmari, e o livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira”, marcando sua estreia com CD solo e como autora na literatura musical

“Há artistas que não dão um passo atrás quando um grande desafio se impõe, seja ele um improviso, uma sonata ou um flamejante dragão de olhos amarelos que traz dilemas e questões profundas ao baile da vida. Ana de Oliveira se propõe (e vive) aqui simplesmente o encontro mais profundo consigo própria em sua brilhante carreira, até o momento. Sem filtro!” André Mehmari

A destacada violinista Ana de Oliveira demonstra, e já por longo tempo, o que teoriza no papel. Esta sua obra (livro), fruto de conhecimento teórico e prático, constitui um verdadeiro tesouro para todos nós, violinistas e os que tocam outros instrumentos de cordas. Ela nos fornece bases sólidas para compreender e executar projetos sonoros de compositores contemporâneos, como também proporciona o caminho inverso – o deles vivenciarem nossas possibilidades e se adequarem ao nosso instrumento. Um grande e vitorioso tento!” Paulo Bosísio

Radicada no Rio de Janeiro, a violinista paulistana Ana de Oliveiraspalla da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF e integrante do renomado Trio Puelli, lançou-se um desafio no ano mais assustador e incógnito da história recente da Humanidade e, especialmente, da classe artística e musical: estrear seu projeto solo, o primeiro de uma carreira com mais de três décadas a serviço da música brasileira e internacional. Tendo sido solista com diversas orquestras na Europa e no Brasil – por uma década foi spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira – Ana de Oliveira lança, simultaneamente, seu primeiro CD de violino solo, “Dragão dos Olhos Amarelos”, e o livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnica estendidas”, ambos no formato físico e digital, uma ousadia muito bem vinda em tempos pandêmicos, revelando-se, musicalmente, como compositora e exímia improvisadora, com igual importância literária na Educação Musical.  

 CD “Dragão dos Olhos Amarelos”

Com produção, direção e concepção da própria autora, dez das quinze faixas que compõe o CD foram criadas instantaneamente, em fevereiro último, no Estúdio Monteverdi, onde foi gravado, mixado e masterizado por André Mehmari. Além destas autorais inéditas, compõe ainda o repertório Dodecafoniana I e II para violino solo, obra de Sérgio Ferraz dedicada à violinista; Cadenza, composição da violinista para a música “Eterna” de Egberto Gismonti em sua versão para solista e orquestra; Malinconia da segunda Sonata para violino Solo, de E. Ysaÿe, e Posso Chorar, com André Mehmari ao piano, uma faixa bônus inédita escrita por Hermeto Pascoal nos anos 80 e dedicada à violinista quando a conheceu na estreia de sua “Sinfonia em Quadrinhos” – na época, a artista tocava como spalla da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal de São Paulo.

“Este registro é a realização de um sonho de liberdade, uma viagem autobiográfica…As composições instantâneas que integram este trabalho são inspiradas em momentos, memórias, sentimentos de minha vida, que foram retratadas sob forma de Música… uma catarse e um ato de coragem de me expor visceralmente”, revela Ana de Oliveira. Tais sentimentos e revelações são ratificados por André Mehmari, para quem este projeto é, além de tudo, “um testemunho potente da resistência do artista brasileiro em meio ao mais desafiador cenário em tempos recentes e provavelmente de todos os tempos em alguns aspectos”. Para o consagrado produtor, compositor, arranjador, pianista e multi-instrumentista, a artista não se esquiva e “empunha corajosamente seu arco e lança a flecha sonora certeira na direção do ouvinte apto a viajar com ela por veredas que vão muito além do conforto estético e formal: a fascinante imperfeição do ser humano em constante estado de mutação”.

Livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnicas estendidas”

Fruto do seu mestrado profissional concluído em dezembro de 2018, no Instituto Villa-Lobos, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), sob orientação de Mariana I. Salles, o livro, com prefácio do violinista Paulo Bosísio, oferece subsídios técnicos e teóricos sobre o assunto – carente de referências – e pode ser utilizado como um manual para estudantes de violino e composição. O termo “técnicas estendidas” define todos os meios técnicos instrumentais não tradicionais e não convencionais para a performance de obras musicais contemporâneas. No Brasil não há muitas referências técnicas e bibliográficas sobre o tema, embora haja um crescente interesse pela música produzida hoje”, destaca a autora e complementa: “mas foi devido à minha dedicação na execução do repertório para violino dos séculos XX e XXI e, naturalmente, a partir de minhas próprias dificuldades na busca por soluções para a execução de determinadas passagens, assim como em interpretar novas notações musicais, que surgiu a necessidade de elaborar um manual sobre técnicas estendidas para o violino”.

CD “Dragão dos Olhos Amarelos”

https://tratore.ffm.to/dragao

“O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnicas estendidas”

Mostra exibe filmes de oito países africanos

Dez longas e dois programas de curtas serão apresentados entre setembro e novembro na nova edição da Mostra de Cinemas Africanos, chamada de Cine África. Por causa da pandemia do novo coronavírus, os filmes serão online,  porém, totalmente gratuitos e com legendas em português.

As exibições acontecem na plataforma Sesc Digital. A mostra terá início no dia 10 de setembro e terminará em 26 de novembro.

Há filmes de Burkina Faso, Camarões, Egito, Etiópia, Nigéria, Quênia, Senegal e Sudão. As exibições acontecem às quintas-feiras, mas o filme fica disponível por uma semana na plataforma. A exibição é acompanhada por uma entrevista exclusiva com o diretor de cada filme. 

A curadoria da mostra é de Ana Camila Esteves. “A curadoria para este formato onlineprivilegia filmes africanos contemporâneos que já tiveram suas trajetórias em festivais internacionais encerradas, mas que permanecem relevantes e, em sua maioria, não exibidos no Brasil”, disse Ana Camila.

A película que vai abrir o evento é o drama Fronteiras, da diretora Apolline Traoré, que retrata uma viagem de quatro mulheres do Senegal à Nigéria.

Mostra de Cinemas Africanos, chamada de Cine África
Filmes do Cine África poderão ser vistos até novembro  (Agência Brasil – divulgação)

Entre os filmes a serem exibidos estão também a comédia inédita aKasha, de Hajooj Kuka, primeiro longa de ficção do cineasta e ativista sudanês;  O Fantasma e a Casa da Verdade, de Akin Omotoso; Nada de Errado, documentário de direção coletiva sobre imigrantes africanos na Suíça; e o drama queniano Supa Modo, de Likarion Wainaina, sobre uma menina com uma doença terminal que sonha ser uma super-heroína.

Além dos filmes, a mostra apresenta também um bate-papo sobre o tema Cinemas Africanos em Contexto Digital, na live do Cinema da Vela. Também haverá um curso sobre o cinema africano e o lançamento de um e-book.

A programação e mais informações sobre o Cine África podem ser consultadas no site.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil –

Com temática LGBTQ+, Secreto LX está disponível no Youtube

Já está disponível no Youtube, a websérie SECRETO LX, produzida totalmente de forma independente por Patrick D’Orlando e Mariana Marques.  O programa, com temática LGBTQ+, aborda temas como HIV e o preconceito velado que ainda existe com os portadores do vírus.

(Divulgação)

Discute também temas como identidade de gênero, a diferença entre ser transexual e Drag queen, descobertas pessoais sobre a sexualidade, amores e ex-amores gays e um amor lésbico.  “SECRETO LX traz segredos que todos nós temos e que muitas vezes não contamos por estarmos inseridos em uma sociedade machista e preconceituosa. É uma websérie que traz dramas importantes para serem discutidos, e o mais importante, sobre o respeito e a liberdade de cada um”, ressalta o idealizador e diretor, Patrick D’Orlando.

SECRETO LX é um Spin-off da premiada websérie brasileira SECRETO, que conta com 3 temporadas gravadas no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro que conta a história do casal gay Rodrigo e David e toda o drama da rede de amizade entre eles. Devido ao sucesso no YouTube, a websérie contou com 3 temporadas e recebeu indicações no Festival Internacional de Webséries do Brasil- Rio WebFest: melhor websérie brasileira, melhor elenco drama, melhor ator drama (Allan Ralph) e melhor atriz drama (Thais Muller).

“A websérie SECRETO LX é uma temporada totalmente a parte e sem ligações com as temporadas anteriores de SECRETO”, explica.

SECRETO LX, conta com 5 capítulos e tem no elenco 11 atores portugueses e 5 brasileiros. Entre os atores brasileiros, está Thiago Rodrigues, que em 2019 estava em Portugal gravando a novela, A Prisioneira, da TVI, uma estação de televisão de Portugal. Thiago é Fred, ex namorado de Marina (Etiene Mascarenhas), quando ele reaparece causa conflito entre Marina e Filipa (Nadia Lopes), que são atualmente um casal. O projeto é apoiado pela Universidade Lusófona, do CheckPoint LX edo Grupo de Ativistas em Tratamento – GAT. Para assistir, basta acessar a partir do dia 20 de agosto, às 16h, no canal da websérie no YouTube. A websérie conta com legendas em português para os deficientes auditivos e para quem tem dificuldade em entender o português de Portugal.

 Sinopse:

Pedro e Lucas vão no mesmo dia fazer o teste de rastreio rápido no CheckPoint LX e descobrem serem soropositivos. O que parecia ser um dia normal acaba por mudar totalmente a vida dos dois depois do resultado reagente. Lucas decide contar para todos sobre sua sorologia, já Pedro tem um desafio um pouco mais complicado; contar para o seu atual parceiro que o resultado deu positivo. Depois de uma abordagem negativa e agressiva de seu namorado, Pedro decide esconder e não contar a mais ninguém que tem o vírus.
 Serão dois caminhos diferentes, o de Pedro e Lucas, que a série irá percorrer, caminhos que se cruzarão com as histórias de seus amigos, trazendo discussões importantes para serem debatidas: o preconceito sobre a sorologia positiva para o HIV e a importância em se fazer o teste de rastreio rápido, como também o tratamento e as confusões sobre a identidade de gênero. Descobertas pessoais da sexualidade, amores e ex-amores gays e um amor lésbico entre uma portuguesa e uma brasileira.

Serviço

Onde: YouTube – Canal da Websérie Secreto LX
Faixa etária: Recomendado para acima de 16 anos por conter beijos e nudez parcial.
Capítulo 1: Tudo o que se vê não é
Capítulo 2: Não adianta mentir pra si mesmo
Capítulo 3: Nada do que foi será
Capítulo 4: O depois que nunca volta
Capítulo 5: Há tanta vida lá fora (final)

Orquestra do Theatro São Pedro celebra 10 anos com programação online

O Theatro São Pedro preparou uma programação online especial no mês de agosto em comemoração aos 10 anos de sua Orquestra.

(Divulgação)

Toda terça-feira, às 18h, dentro da série #FalandoDeOrquestra, Ricardo Appezzato, gestor artístico da Santa Marcelina Cultura, recebe músicos da Orquestra do Theatro São Pedro para falar sobre a trajetória do grupo, os desafios, as perspectivas.

Além disso, serão veiculados pelas redes sociais do Theatro São Pedro (Instagram, Facebook e Youtube), depoimentos de profissionais que marcaram a história da Orquestra como Roberto Duarte, Emiliano Patarra, Ligia Amadio, Luis Otavio Santos, Valentina Peleggi e André dos Santos.

Já na sexta-feira, dia 28 de agosto, às 18h, acontece a estreia do concerto especial da Orquestra do Theatro São Pedro. Em comemoração aos seus 10 anos, o grupo leva o público de volta ao teatro para um passeio virtual musical. O concerto online comemorativo tem ainda participação do maestro Cláudio Cruz, da soprano Marina Considera, e do tenor Fernando Portari.

O repertório escolhido contempla a Abertura de As Bodas de Fígaro, de Mozart, Vissi d’art, da ópera Tosca, e Nessun Dorma, de Turandot, ambas do compositor italiano Giacomo Puccini, e ainda Melodia Sentimental, de A Floresta do Amazonas, de Villa-Lobos. Para encerrar, a famosa canção napolitana ‘O Sole Mio, de Eduardo Di Capua e Alfredo Mazzucchi.

Antes da estreia do concerto, às 17h, o maestro Cláudio Cruz e os músicos Renan Gonçalves, Clarissa Oropallo e Rafael Schmidt realizam uma live pelo facebook do teatro (facebook.com/TheatroSaoPedro). A programação completa está disponível no site: http://theatrosaopedro.org.br/.

Theatro São Pedro

O Theatro São Pedro completa 100 anos com uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século 19 para o 20 como na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo.

Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas.

*com informações do Gov. do Estado de SP

Cemitério dos Automóveis realiza sessão de poesia com jazz

Tem de ser assim mesmo, como disse o dramaturgo Mário Bortolotto, em suas redes sociais. E o “assim mesmo” a que se refere significa ir ao teatro de forma digital.

Mário Bortolotto, dramaturgo (Cris Jatobá/Divulgação)

Vários teatros independentes estão seguindo, na raça, com transmissões por meio de plataformas suas apresentações culturais, com ingressos simbólicos para ajudar a bancar aluguéis ou para que o prejuízo não seja tão grande. Hoje, a dica é acompanhar a Jazz Poetry, às 19h, uma atração fixa do Teatro Cemitério dos Automóveis, que reúne leitura autoral ao som de jazz. O Cemitério dos Automóveis é coordenado por Bortolotto, Lucas Mayor e Marcos Gomes.

A Jazz Poetry sempre foi uma janela de inovação para novas criações. Foram 60 edições presenciais, num espaço intimista, na Frei Caneca. Hoje, a Jazz Poetry tem sua segunda edição online, transmitida pelo zoom, com ingressos vendidos pelo Sympla. O elenco fixo é formado por: Aline Bei (uma pena, hoje ela não pode), Carcarah, Lucas Mayor, Marcelo Montenegro e Bortolotto.

André Sant’anna, escritor (Divulgação)

Os convidados desta terça são André Sant´Anna, Anselmo Vasconcelos, Dani Mel, Jotabê, Paulo Scott, Rogério Sylab e Tom Cardoso.

Os escritores irão ler textos autorais ao som de jazz e, após as leituras, a câmera será aberta para uma conversa com a plateia online. Esse evento, como outros que o Cemitério dos Automóveis está promovendo (cursos e apresentações), são para ajudar a pagar as contas do Teatro Cemitério de Automóveis que, por conta da pandemia do coronavírus, permanece fechado. “Temos que agradecer aos escritores e artistas que são nossos amigos e prontamente aceitam participar de nossos eventos”, diz Bortolotto.

Serviço:

Hoje, 18 de Agosto
Ingressos a R$ 15 (Compre aqui)

Ao adquirir, o link da apresentação é enviado por email.

Centros de arte e cultura são preparados para reabertura em São Paulo

O Grupo Bureau Veritas, líder mundial em Teste, Inspeção e Certificação (TIC), está preparando alguns dos principais equipamentos culturais de São Paulo para a retomada das atividades, quando autorizadas. A Fundação Osesp, que integra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Sala São Paulo, e o Teatro Alfa estão em processo de certificação dos protocolos de limpeza e higiene contra a propagação da covid-19. O selo Safeguard certifica que os centros de arte e cultura adotaram todas as medidas preventivas específicas para o segmento cultural e necessárias para reabrir suas portas com segurança.

“O setor artístico é, naturalmente, aglutinador de pessoas, por isso exige muitas adaptações para oferecer segurança para profissionais e público nesses tempos de pandemia. Os espaços também costumam integrar cafés, lojas e ambientes conexos que exigem igualmente cuidados preventivos”, analisa José Cunha, diretor de Certificação do Bureau Veritas. “Desenvolvemos o Safeguard com base nas orientações sanitárias da OMS, adaptando para cada setor de atividade e para as especificidades culturais de cada local. O Brasil é um país com forte interatividade entre artistas e plateias, assim como já temos o hábito da compra de ingressos pela internet, todas essas características precisam ser avaliadas na hora de definir as recomendações sanitárias”, exemplifica.

“Contar com a consultoria e o processo de certificação Safeguard do Bureau Veritas, para o Protocolo de Segurança Sanitária da Fundação Osesp, é uma afirmação do nosso compromisso com a saúde e a segurança de nossos funcionários e de todo o público que frequenta a Sala São Paulo”, afirma Marcelo Lopes, diretor executivo da Fundação Osesp.

“O Teatro Alfa construiu, ao longo dos seus 22 anos de existência, uma relação muito próxima com o público adulto e infantil, companhias e artistas nacionais e internacionais, técnicos, promotores de eventos e prestadores de serviços que atuam nas artes cênicas. Estar bem preparado para receber adequadamente estas pessoas na reabertura do teatro nos levou a procurar o Bureau Veritas para orientar e certificar se as medidas adequadas estão implantadas. O fato de ser uma certificadora reconhecida internacionalmente contribui para dar segurança e conforto não só para a realização das atrações nacionais como internacionais”, diz Elizabeth Machado, superintendente do Teatro Alfa.

O Safeguard avalia medidas de distanciamento social, como assentos vazios entre os ocupados por pessoas que não estão no mesmo grupo e marcações de piso para orientação de onde as pessoas devem ficar para evitar aglomeração em áreas comuns, por exemplo. Intensificação das medidas de higiene para equipes internas, além da limpeza e desinfecção do espaço físico formam outra frente de verificação. Reforço da ventilação natural sempre que possível e manutenção do ar condicionado em períodos menores para garantir a renovação e qualidade do ar também são considerados. Para os clientes que não compraram ingresso antecipadamente ou estão consumindo nas lojas e cafés, é recomendado o pagamento por sistemas contacless para evitar contato com maquininhas de cartão ou manuseio de dinheiro.

Os equipamentos culturais certificados devem expor o selo Safeguard para que os clientes possam verificar, através do QR Code, a validade da certificação e acessar o canal para denúncias do Bureau Veritas no caso de identificação de alguma irregularidade.

Ciclos de debate discutem futuro da Cultura

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura realizará, entre hoje (9) e 13 de junho, o ciclo de “Diálogos Cultura Presente- Pensamentos sobre o futuro das artes”. As discussões, online e abertas à população, conta com a participação de artistas como Lázaro Ramos, Tom Zé e Teresa Cristina, além do médico Dráuzio Varella.

Lázaro Ramos será um dos mediadores das mesas. Na foto, ator interpreta Martin Luther King (Arquivo/Juliana Hilal/Divulgação)

O objetivo é indicar os caminhos para as manifestações artísticas no período pós-quarentena, tendo em vista que o setor cultural está sendo um dos mais atingidos pela pandemia do covid-19.

As conversas serão realizadas pela plataforma Zoom, com inscrição para até 500 pessoas por mesa, e disponibilizadas também via Youtube e Facebook da Secretaria Municipal de Cultura. 

A abertura, no dia 9, ocorre a partir das 17h com a presença do secretário municipal de cultura, Hugo Possolo. Até o dia 13, serão dois debates por dia, com temas que variam entre “Gestão cultural diante da crise”, “O futuro dos grandes eventos”, “O lugar do artista” e “Novo convívio social: perspectivas no contexto das artes”, entre outros. 

Estudos apontam que, com o distanciamento social imposto pela pandemia do covid-19, os prejuízos da cultura no Brasil podem superar a casa dos R$ 100 bilhões. O tema deveria ser uma preocupação para todas as esferas de Governo, já que a indústria criativa, na qual está inserido o segmento da cultura, emprega 6,2 milhões de brasileiros e gera uma receita superior a R$ 335 bilhões. O setor cultural corresponde a 2,64% do PIB nacional.

Os reflexos não apenas devem afetar toda a cadeia produtiva, como podem ditar a maneira como se faz e veicula arte no País. Afinal, o distanciamento social, evitando aglomerações, deverá ser seguido ainda por tempo indeterminado, tornando urgente pensar em caminhos e alternativas para cinemas, teatros e casas de espetáculos. No cenário internacional, as perspectivas também não são animadoras. Pensando nisso, a SMC convidou personalidades do setor para diálogos que devem girar em torno de quatro eixos temático: Diagnóstico do Impacto da covid-19 sobre o setor Cultural; a Presença de Público nos Espaços Culturais Pós-Quarentena; a Relação Arte e Cidade: Espaços Públicos Abertos para a Cultura; e a Relação das Arte com as Redes e Novas Tecnologia.

Participam das conversas personalidades como Tom Zé, Dráuzio Varella, Lais Bodanzky, Danilo Santos Miranda e Lázaro Ramos, entre outros.

Cultura Presente

Nesse momento em que as apresentações artísticas em locais públicos ou privados estão suspensas, a SMC entende a urgência de se pensar em alternativas criativas e inovadoras para apoiar o setor cultural, evitando a sua paralisação. Para isso, foi criado o Projeto Cultura Presente que, até o momento, lançou três chamados e um edital para programação online. Os chamados Bibliotecas Online, Conexão Casas de Cultura e Teatros e Centros Culturais na Rede têm como objetivo amparar a classe artística com contratações para apresentações online, em formatos de “lives”, substituindo as apresentações presenciais nos equipamentos da Secretaria. Já o edital “E-Vivências – Memórias, Experiências e Teorias” fomenta atividades de formação, oficinas e palestras online. As contratações deverão ocorrer enquanto os equipamentos da SMC permanecerem fechados. 

Serviço

  • Ciclo “Diálogos Cultura Presente – Pensamentos sobre o futuro das artes”

Data: De 9 a 13 de junho

Abertura: 9 de junho, às 17h

Transmissão online: Facebook e YouTube da Secretaria Municipal da Cultura

Programação

Dia 9 de junho

Abertura – 17h

Hugo Possolo (Secretário Municipal de Cultura); mediação de Paula Lima (Cantora) 

Diálogo 1 – Relação Arte e Cidade: Espaços Públicos Abertos para a Cultura – 19h-21h

Com Gisele Brito (Jornalista – Rede de Jornalistas da Periferia) e Laura Sobral (Arquiteta – Instituto A Cidade Precisa de Você); mediação de Marcos Cartum (Arquiteto – Museu da Cidade de São Paulo) 

Dia 10 de junho

Diálogo 2 – O Lugar do Artista 

17h-19h 

Com: Elisa Lucinda (Atriz, cantora e jornalista) e Mauro Neri (Artista plástico – “Ver A Cidade”); mediação de Eliane Dias (Empresária – Boogie Naipe) 

Diálogo 3 – O Futuro dos Grandes Eventos 

19h-21h 

Com Stephanie Mayorkis (Produtora Cultural – IMM Esporte e Entretenimento) e Mike Willian (Diretor de Operações – Allianz Park); mediação de Mel Lisboa (Atriz)

Dia 11 de junho

Diálogo 4 –  Desafios dos novos protocolos diante das artes

17h-19h 

Com Luiz Álvaro (Secretário Municipal de Relações Internacionais) e Dráuzio Varella (Médico e escritor); mediação Erika Palomino (Jornalista – CCSP) 

Diálogo 5 – Arte, Público e Ocupação dos Espaços

19h-21h 

Com José Celso Martinez Corrêa (Ator e diretor – Teatro Oficina) e Veronica Gentilin (Atriz e dramaturgista – Cia. Mungunzá de Teatro); mediação Pedro Granato (Ator e diretor – Departamento de Teatros e Centros Culturais da SMC)

Dia 12 de junho 

Diálogo 6 – Gestão Cultural diante da crise

15h-17h 

Com Lais Bodanzky (Cineasta – SPCine, Danilo Santos Miranda (Diretor regional – Sesc-SP); mediação de Lázaro Ramos (ator e escritor)

Diálogo 7 – Das soluções geradas na quarentena rumo a novos modelos

19h-21h 

Com Ale Santos (Escritor) e Ronaldo Lemos (Advogado); mediação de Rita Von Hunty (Professora e Drag Queen)

Dia 13 de junho

Diálogo 8 – O lugar da mídia especializada no novo contexto

15h-17h 

Com Adriana Ferreira (Jornalista- Revista Marie Claire) e Paulo Vieira; mediação de Monique Evelle (Ativista – Desabafo Social) 

Diálogo 9 – Novo convívio social: perspectivas no contexto das artes

19h-21h 

Com Tom Zé (Cantor e Compositor) e Teresa Cristina (Cantora); mediação de Cunha Jr. (Jornalista)

*Com informações da Prefeitura de SP

1° Festival de Teatro Online em Tempo Real do Rio

Evento realizado pela Cia Banquete Cultural, tem o objetivo de promover uma nova linguagem para o teatro brasileiro, em tempos de pandemia(Divulgação)

Estão abertas as inscrições para o 1° Festival de Teatro Online em Tempo Real do Rio de Janeiro. Criado em comemoração aos 7 anos da Cia Banquete Cultural, o evento tem o objetivo de promover o desenvolvimento das artes cênicas no Brasil com o uso de novas tecnologias para exibição online, em tempo real e gravadas virtualmente. “O festival será realizado de forma totalmente virtual, objetivando promover a divulgação e a valorização dos espetáculos e artistas selecionados, bem como oferecer ao público uma forma gratuita e segura de entretenimento e cultura, conforme as orientações de isolamento social por conta da pandemia do COVID-19”, explica o diretor do evento, Jean Mendonça.

Totalmente gratuito, para participar o artista deve acessar a ficha de inscrição, até as 23h59 do dia 14 de junho, e preencher o formulário (aqui). Podem se inscrever artistas independentes e grupos de teatro, com espetáculos ou leituras dramatizadas, entre 30 e 60 minutos, nas categorias drama e comédia, sendo executados ao vivo e em tempo real, desde que não promovam aglomerações da equipe artística e técnica. De acordo com o diretor do evento, cada artista ou grupo pode inscrever até um espetáculo ou leitura dramatizada por categoria. A divulgação dos selecionados será realizada no dia 20 de junho, às 18h, em uma live que realizada na página da Cia Banquete Cultural no Facebook. Serão classificados oito trabalhos, sendo quatro em cada categoria, o primeiro colocado em cada categoria receberá uma premiação em dinheiro, no valor de R$ 600,00, e todos os classificados um certificado digital de participação. Mais informações podem ser adquiridas no regulamento do evento (acesse o link).

As apresentações dos selecionados para o 1º  Festival de Teatro Online em Tempo Real do Rio de Janeiro vão acontecer em dois momentos; primeiro será ao vivo e em tempo real, entre os dias 18 e 26 de julho, à noite nos finais de semana, por meio do aplicativo Zoom. E, a segunda etapa, que vai de 1º a 10 de agosto, será transmitida a gravação da primeira etapa pelo canal da Cia no Youtube, também à noite nos finais de semana. As duas apresentações premiadas ficarão disponíveis para o grande público no canal do YouTube da Cia Banquete Cultural, entre os dias 11 a 31 de agosto de 2020.

Comemoração dos 7 anos da Cia Banquete Cultural

Para comemorar 7 anos, a Cia Banquete Cultural apresenta nos dias 20 e 27 de junho e  4 e 11 de julho, às 19h, pelo seu canal de YouTube, seu primeiro espetáculo online em tempo real: Ata-me as mãos aos pés da cela. Com autoria e direção de Jean Mendonça, o espetáculo tem no elenco Rose Abdallah, Beth Grandi e Elton Lellis, supervisão de Silvana Stein, produção de Marcia Otto e direção de arte de Alexandra Arakawa. “Por ser o evento de abertura do festival, é recomendável que os inscritos e os selecionados assistam ao espetáculo na íntegra a fim de compreenderem o novo formato de teatro online em tempo real proposto pela Cia Banquete Cultural na sua pesquisa de novas formas do “fazer” teatral com o uso da tecnologia e das novas mídias”, ressalta Jean.

Sinopse da peça – No tempo-futuro do presente, Medeia adverte sobre sua real identidade e justifica suas ações do passado. No tempo-presente, há uma pandemia lá fora. Medeia realiza uma vídeo-chamada para Delegada. Entre delírios e lembranças, está prestes a fazer uma confissão. A Delegada, mais preocupada com o que se passa em sua delegacia, esforça-se para compreender os relatos de Medeia. Ata-me as mãos aos pés da cela é um experimento teatral online do mito de Medeia, encenado em tempo real. Tudo se passa através de imagens e sons captados pelos notebooks das duas protagonistas e do ator. Cada qual está em seu espaço físico, distante um do outro, conectados virtualmente. Os espectadores, como tal, veem tudo que se passa, sem interagirem”, explica o autor e diretor da peça, Jean Mendonça.

Ficha Técnica do evento

1° Festival de Teatro Online em Tempo Real do Rio de Janeiro
Promotora do evento:
 Cia Banquete Cultural
Inscrição: de 17 de maio a 14 de junho de 2020 (link da ficha de inscrição)
Anúncio dos selecionados: 20 de junho de 2020 (facebook.com/banqueteculturalrj)
Realização do Evento: De 18 de julho a 10 de agosto de 2020, pelo aplicativo Zoom e pelo canal de YouTube da Cia Banquete Cultural de 11 a 31 de agosto.
Premiação: 10 de agosto de 2020
Mais informações do evento[email protected]
Assessoria de Imprensa: Sevilha Comunicação – [email protected]

Ficha Técnica peça Online

Ata-me as mãos aos pés da cela
Apresentação:
 20 e 27 de junho e 04 e 11 de julho, às 19h
Local: Canal do Youtube da Cia Banquete Cultural
Elenco: Beth Grandi, Elton Lellis e Rose Abdallah
Autor e Diretor: Jean Mendonça
Supervisão Cênica: Silvana Stein
Direção de Arte: Alexandra Arakawa
Trilha Sonora Original: Betto Marque e Paula Pardón
Produção executiva: Marcia Otto
Realização: Cia Banquete Cultural