Custo de vida na capital aumenta em oito meses

Por Daniel Mello

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

O Índice do Custo de Vida no Município de São Paulo subiu 0,07% em agosto. O índice de inflação medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) registrou alta de 1,88% nos primeiros oito meses de 2019 e 3,15% em 12 meses.

A inflação atingiu com mais força as famílias com renda média de até R$ 377,49, com alta de 0,13% em agosto e 3,59% em 12 meses.

O grupo de despesas com maior alta em agosto foi saúde (0,68%). A elevação foi puxada pelos reajustes nos convênios médicos (0,97%).

Em seguida veio habitação, com aumento de 0,21%, influenciado principalmente pela mudança da bandeira tarifária das tarifas de eletricidade, de amarela para vermelha, elevando em 0,96% os valores das contas de luz.

Por outro lado, houve uma queda relevante de 0,40% em transportes, puxada por uma retração de 1,45% nos valores da gasolina.

Inflação do aluguel é de 8,05% em 12 meses

Por Vitor Abdala

O Índice Geral de Preços–Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, registrou inflação de 1,06% na segunda prévia de março.

O resultado ficou acima da inflação verificada na segunda prévia de fevereiro (0,55%).

Os dados foram divulgados hoje (19), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A inflação pelo IGP-M é de 8,05% em doze meses.
   
A alta da taxa foi puxada pelos preços no atacado e no varejo. A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, subiu de 0,73% em fevereiro para 1,41% em março.

Já o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, passou de 0,17% para 0,5% no período.
 
E o Índice Nacional de Custo da Construção teve queda. Ele passou de 0,29% na prévia de fevereiro para 0,11% na prévia de março.

Custo de vida na capital paulista aumenta em outubro

Lucas Scatolini/Agência Brasil

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O custo de vida na região metropolitana de São Paulo subiu 0,42% em outubro e registrou alta pelo segundo mês consecutivo. O segmento de transporte foi o principal responsável pela aceleração. No acumulado do ano, o indicador registrou variação positiva de 3,51%, e nos últimos 12 meses, a elevação foi de 4,79%.

Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)

Entre as nove categorias que compõem o indicador, apenas a de Habitação sofreu variação negativa em outubro, com leve decréscimo de 0,18%. O segmento de alimentação e bebidas também influenciou o aumento, com elevação de 0,37%. No acumulado de 2018, apontou altas de 4,51% e de 5,51% (nos últimos 12 meses).



Na análise de acordo com renda, as classes D e C foram as que mais sentiram os aumentos dos preços em outubro, encerrando o mês com altas de 0,43% e 0,44%, respectivamente. A classe A foi a que menos sentiu os aumentos em outubro, encerrando o mês com variação positiva de 0,22%.

Preços do varejo

A alta no custo de vida é expressa também por meio do Índice de Preços do Varejo (IPV). De acordo com indicador, que obteve alta de 0,43% em outubro contra os 0,93% de setembro, o segmento de Transportes também foi o principal responsável pela alta (1,49%). Dentro do segmento, o subgrupo de veículo próprio apontou alta de 0,22%, enquanto subgrupo dos combustíveis acusou elevação de 2,63% no mês, tendo como destaque aumentos em etanol (4,28%), gasolina (2,41%) e óleo diesel (2,05%).

Os alimentos e bebidas também sinalizaram elevação nos preços em outubro, com alta de 0,37%. Os principais destaques observados no décimo mês do ano foram: batata-inglesa (20,24%), tomate (32,78%), salmão (9,47%), abacaxi (4,51%) e pera (4,35%).

Dos oito segmentos que compõem o IPV, três encerraram o mês com queda em seus preços médios no comparativo com setembro: habitação (-1,03%), saúde e cuidados pessoais (-0,45%) e despesas pessoais (-0,10%).

Na segmentação do IPV por faixa de renda, as classes B e C foram as mais prejudicadas, com variações positivas de 0,48% e 0,47%, respectivamente. Já para as classes E e A, o IPV apontou acréscimos de 0,36% e 0,32%, consecutivamente.

Preços de serviços

O Índice dos Preços de Serviços (IPS) também apresentou alta em outubro (0,41%). O setor de Transportes no topo da lista de serviços que puxaram a elevação do custo de vida (1,32%). Os destaques do mês ficaram por conta de ônibus interestadual (1,08%), passagem aérea (8,76%), seguro voluntário de veículo (2,35%) e lubrificação e lavagem (2,98%).

O segmento de saúde e cuidados pessoais foi o segundo a puxar a alta, com aumento de 0,65%.  Os subgrupos que se destacaram foram: dentista (0,22%), fisioterapeuta (0,71%), hospitalização e cirurgia (1,02%), exame de imagem (0,51%) e plano de saúde (0,77%).

Na segmentação do IPS por faixa de renda, as classes A e B foram as que menos sentiram as variações, altas de 0,14% e 0,37%, respectivamente. Já para as classes E e D, o IPS apontou acréscimos de 0,49% e 0,5%, consecutivamente.

De acordo com a FecomercioSP, o estudo revelou uma restrição orçamentária decorrente da aceleração dos preços de produtos e serviços, especialmente para as famílias de baixa renda, já que as altas estão concentradas nos grupos de maior representatividade na composição do índice geral.

Segundo a entidade, ainda é esperado um decréscimo no preço dos combustíveis, impactando no segmento de transportes, tendo em vista a redução anunciada pela Petrobras durante o mês de novembro.

Aneel aprova reajuste de contas de luz no interior de SP

Luciano Nascimento/Agência Brasil

(Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (28) o reajuste tarifário para consumidores do interior dos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Para os consumidores atendidos pela Iguaçu Distribuidora de Energia Elétrica Ltda, o reajuste tarifário da concessionária médio será de 12,29%, sendo de 11,83% para os consumidores residenciais. Para os consumidores atendidos na baixa tensão, o aumento será de 11,88% e para os atendidos na baixa tensão será de 13,09%. Os novos valores começam a ser cobrado a partir de amanhã (29).

A empresa atende 35.434 unidades consumidoras localizadas em nove municípios no interior de Santa Catarina. De acordo com a Aneel, os itens que mais impactaram o reajuste foram os custos de aquisição de energia, os componentes financeiros, como o risco hidrológico, além dos encargos setoriais.

Também foi aprovado o reajuste nas tarifas da concessionária Empresa Força e Luz Urussanga Ltda. (EFLUL). Os valores também começam a ser cobrados a partir de amanhã. A empresa atende 6.740 unidades consumidoras no município catarinense de Urussanga.

O aumento médio será de 12,43%; sendo 7,46% para os consumidores residenciais. Para os atendidos na alta tensão, como grandes empresas, o reajuste será de 18,22%; já para os atendidos na baixa tensão, o aumento será de 7,49%. De acordo com a agência, pesaram no reajuste custos de aquisição de energia e os encargos setoriais.

O último uamento aprovado pela Aneel foi para os consumidores da Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento Rural do Alto Paraíba (Cedrap). O reajuste entra em vigor a partir da próxima sexta-feira (31).

O efeito médio será de 13,07%. Para os consumidores residenciais, o reajuste será de 13,98%. Para os atendidos na alta tensão, o reajuste será de 12,05% e de 14% na baixa tensão.

A cooperativa, com sede em Paraibuna (SP), atende cerca de 6 mil unidades consumidoras.

Ao calcular o reajuste, a Aneel considera a variação de custos associados à prestação do serviço. Segundo a agência, o maior impacto do reajuste deve-se a componentes financeiros do processo tarifário anterior.