João Doria, mulher e filhos são ameaçados de morte

Doria recebeu mensagens nas redes sociais e no próprio celular afirmando que a casa dele seria invadida(Divulgação)

A primeira-dama do Estado de São Paulo, Bia Doria, foi ameaçada de morte por meio de uma mensagem enviada por uma mulher no Instagram. O governador de SP, João Doria, encaminhou o caso ao serviço de inteligência da Polícia Civil.

Segundo o colunista Lauro Jardim, do O Globo, a mensagem ameaçava de morte Doria, Bia e os filhos do casal. Essa não é a primeira vez que a família do governador é ameaçada desde que a quarentena começou em São Paulo.

No fim de março, Doria recebeu mensagens nas redes sociais e no próprio celular afirmando que a casa dele seria invadida.

Ainda de acordo com O Globo, além da investigação que a polícia está fazendo, Doria pediu ao advogado Fernando José da Costa que impetrasse uma ação criminal contra a autora da mensagem.

*Com informações da Istoé

Vacina contra covid-19 deve ser compartilhada no mundo, diz papa

Ele pediu cooperação da comunidade científica para descobrir vacina (Reuters/Remo Casilli)

O papa Francisco pediu que a comunidade científica internacional coopere para descobrir uma vacina contra o coronavírus e disse que qualquer vacina bem-sucedida deve ser disponibilizada em todo o mundo.

Francisco, que fez seu pronunciamento de domingo na biblioteca papal, em vez da Praça São Pedro, devido ao lockdown na Itália, agradeceu a todos que estão prestando serviços essenciais no mundo inteiro.

Ele incentivou a cooperação internacional para lidar com a crise e combater o vírus, que já infectou quase 3,5 milhões de pessoas e matou mais de 240 mil no mundo. “Na verdade, é importante unir as habilidades científicas, de forma transparente e imparcial, para encontrar vacinas e tratamentos”, disse.

Francisco destacou a importância de“garantir acesso universal a tecnologias essenciais, que permitam que cada pessoa infectada, em cada parte do mundo, receba o tratamento médico necessário”.

*Agência britânica de notícias

Ministros do STF e entidades repudiam agressão a fotógrafo

Ministros do STF e entidades repudiaram hoje (3) agressão sofrida pelo fotógrafo Dida Sampaio, do jornal O Estado de S.Paulo, durante manifestação em Brasília. Os manifestantes levavam faixas com mensagens contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

O profissional do Estado de .Paulo foi agredido com socos e chutes quando tentava registrar fotos do presidente cumprimentando os manifestantes em frente ao Palácio do Planalto.Além de Sampaio, o motorista do jornal, Marcos Pereira, foi derrubado com uma rasteira. Os agredidos deixaram o local escoltados pela Polícia Militar. Jornalistas de outros veículos também foram hostilizados durante o ato. 

A ministra Cármen Lúcia lamentou a agressão na data em que é comemorada o Dia da Liberdade de Imprensa.

“É inaceitável, inexplicável, que ainda tenhamos cidadãos que não entenderam que o papel do profissional de imprensa é o que garante a cada um de nós poder ser livre. Estamos, portanto, quando falamos da liberdade de expressão e de imprensa, no campo das liberdades, sem a qual não há respeito à dignidade”, disse. 

O ministro Alexandre de Moraes declarou que as agressões contra jornalistas devem ser repudiadas e não podem ser “toleradas pelas instituições e pela sociedade”. 

Para Gilmar Mendes, a “agressão a cada jornalista é agressão à liberdade de expressão e agressão à própria democracia”.

Para o ministro Luís Roberto Barroso é preciso valorizar o papel do jornalista.

“Dia da Liberdade de Imprensa. Mais que nunca precisamos de jornalismo profissional de qualidade, com informações devidamente checadas, em busca da verdade possível, ainda que plural. Assim se combate o ódio, a mentira e a intolerância”, disse. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, manifestou solidariedade aos jornalistas e disse que”cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror.”

Sociedade Civil

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) disse que espera que os agressores sejam identificados e punidos de acordo com a lei. 

“Além de atentarem de maneira covarde contra a integridade física daqueles que exerciam sua atividade profissional, os agressores atacaram frontalmente a própria liberdade de imprensa. Atentar contra o livre exercício da atividade jornalística é ferir também o direito dos cidadãos de serem livremente informados”, declarou a entidade.

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil

Times discutem a volta do Futebol paulista

Capital do país com o maior número de mortes e de casos confirmados na pandemia da covid-19, São Paulo terá as medidas de isolamento social endurecidas, segundo o prefeito Bruno Covas. No entanto, nesta segunda-feira (4), a Federação Paulista de Futebol e representantes dos clubes vão se reunir, por videoconferência, para discutirem a volta do Paulistão, paralisado dia 15 de março. Está confirmada a participação também do infectologista David Uip.

A volta aos treinos, seguindo um protocolo de medidas de segurança sanitária, seria o primeiro passo, mas até essa possibilidade, no momento, está distante. Uip já conversou com médicos dos clubes e passou a eles que a ideia de testar os envolvidos na realização de um jogo, como jogadores, comissão técnica, funcionários dos clubes e familiares – alternativa também pensada no futebol carioca – não é viável, pois os testes disponíveis não são confiáveis e não informam o resultado no prazo necessário para a partida acontecer.

São Paulo está em quarentena até o dia 10 de maio e o governador do Estado, João Dória (PSDB), poderá anunciar, no dia 8, novas medidas para serem adotadas a partir do dia 11. Se existe a possibilidade de flexibilização em alguns setores, o mesmo não se pode dizer da capital, onde o prefeito Bruno Covas busca ampliar os índices de isolamento social. Em razão disso, foi cogitada a escolha de uma cidade no interior para que lá fossem disputadas as duas rodadas finais da fase de classificação do Paulistão e as quatro da fase de mata-mata. No entanto, David Uip alertou que há uma indicação de que o vírus, hoje mais concentrado na capital, vai se espalhar pelo interior, onde a rede hospitalar não oferece as mesmas condições.

Ligas europeias anunciam medidas

As federações europeias de futebol têm até o dia 25 para definirem o que farão com suas competições nacionais. O Campeonato Holandês foi encerrado sem a definição de um campeão; na França, o PSG, de Neymar, foi declarado o vencedor da temporada 2019/20. Na Espanha, autoridades do governo e representantes da La Liga avaliam a volta dos treinos nesta segunda-feira (4), mas de maneira individual e sem a realização de testes em série de covid-19 numa primeira etapa.

Já na Itália, um dos países que mais sofreram com a pandemia, foi autorizada, neste domingo (3), a volta dos treinos individuais, o que permite aos clubes retomarem as atividades já nesta segunda-feira (4). Faltam 12 rodadas para o complemento do campeonato italiano e a Lega Série A pode anunciar nos próximos dias o reinício dos jogos. Mas ainda existe a possibilidade de a competição ser encerrada, se assim decidirem as autoridades italianas. No momento, a Juventus lidera com 63 pontos, um a mais que a Lazio.

Na Alemanha, o ministro do Esporte, Horst Seehofer, disse ao jornal Bild que é favorável à volta dos jogos nas próximas semanas. O país já está adotando medidas mais flexíveis de isolamento social. Na Inglaterra, uma nova videoconferência dia 8 vai debater a retomada da Premier League. No mesmo dia, o governo inglês deverá prorrogar ou não as atuais medidas de restrição por conta da pandemia da Covid-19. Por fim, entre as principais ligas europeias, a Portuguesa elaborou um protocolo, enviado aos clubes, que vai permitir a volta do campeonato dia 30 de maio.

Por Sergio du Bocage – TV Brasil

Novo diretor-geral da PF deve ser anunciado amanhã

O presidente Jair Bolsonaro disse que deve nomear amanhã (4) o novo diretor-geral da Polícia Federal (PF). O anúncio foi feito após o presidente cumprimentar apoiadores em ato em frente ao Palácio do Planalto, na manhã deste domingo (3). 

Ao final da transmissão do ato, Bolsonaro disse a Constituição deve ser cumprida a “qualquer preço” e que ela tem “dupla mão”. 

“O Poder Executivo está unido para tirar o Brasil da onde se encontra. Vocês sabem que povo está conosco. As Forças Armadas, ao lado da lei e da ordem, da democracia e da liberdade, também estão do nosso lado. Deus acima de tudo. Vamos tocar o barco. Peço a Deus que não tenhamos problemas nesta semana porque chegamos no limite, não tem mais conversa. Daqui para a frente, não só exigiremos, como faremos cumprir a Constituição. Ela será cumprida a qualquer preço e ela tem dupla mão, não é uma mão de um lado só não. Amanhã, nomeamos o novo diretor da PF, e o Brasil segue seu rumo˜.

Desde a exoneração de Maurício Valeixo, a corporação está sendo comandada interinamente pelo delegado Disney Rossetti. A saída de Valeixo também provocou a exoneração do ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro. 

Ontem (2), o ex-ministro prestou depoimento no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar suposta tentativa de Bolsonaro de interferir na PF ou crime de denunciação caluniosa por parte de Moro. 

Na sexta-feira (24), durante pronunciamento, Bolsonaro negou que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil 

Pelo isolamento social, Capital vai bloquear avenidas

Medida visa reduzir tráfego de pessoas e infecção comunitária(Agência Brasil)

A prefeitura de São Paulo fará bloqueios de trânsito em avenidas da capital a partir da próxima segunda-feira (4). A restrição ao fluxo de veículos tem o objetivo de colaborar para a ampliação da taxa de isolamento social na cidade, que está abaixo de 50%, de acordo com a prefeitura. A taxa ideal para combater a propagação do novo coronavírus, de acordo com as autoridades de saúde, é de 60% a 70%.

Segundo a prefeitura, caso a adesão da população ao isolamento não aumente a partir de segunda-feira, os bloqueios em vias da cidade poderão ser planejados e realizados durante todo o dia, como tentativa de aumentar a restrição e desestimular as pessoas a saírem de casa.

No feriado do Dia do Trabalhador (1), a capital atingiu isolamento de 55%. No entanto, desde quarta-feira (27), a taxa de isolamento não tinha passado dos 48%. O maior nível de isolamento na cidade foi 59% e ocorreu em apenas dois dias desde o início da pandemia: 29 de março e 5 de abril.

Bloqueios

Os bloqueios nesta segunda-feira ocorrerão das 7h às 9h em algumas avenidas que costumam ter grande circulação de carros, preservando-se uma faixa livre para passagem dos veículos. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai monitorar os bloqueios e orientar o tráfego nas regiões. Os locais que receberão bloqueio são:

Zona SulZona NorteZona LesteZona Oeste
Av. Moreira Guimarães (B/C) x Av. MirunaAv. Santos Dumont (B/C) x Av. do EstadoAv. Radial Leste (B/C) x Rua PinhalzinhoAv. Francisco Morato (B/C) x Rua Sapetuba

Além da CET, a ação conta com o apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran). Blitze educativas vão acontecer em outros dois endereços, ambos na zona oeste, também entre 7h e 9h: Av. Dr. Vital Brasil (B/C) x R. Camargo; e Av. João Paulo I (B/C) altura do n° 2.868.

Para combater a covid-19, a prefeitura divulgou as seguintes recomendações:

  • Se possível, fique em casa. O distanciamento social é ferramenta de prevenção e deve ser respeitado;
  • Se precisar sair de casa, use máscara;
  • Evite aglomerações ou locais pouco arejados;
  • Cubra sempre a tosse (não utilizando as mãos, mas os braços);
  • Utilize lenços descartáveis e jogue-os no lixo após o uso;
  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão;
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal.

STF suspende expulsão de diplomatas da Venezuela

Roberto Barroso, ministro do STF (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a expulsão de 34 diplomatas venezuelanos do Brasil. Os representantes do regime de Nicolás Maduro teriam de deixar o país hoje (2), sob pena de serem declarados personas non gratas pelo governo brasileiro.

Barroso concedeu liminar pedida pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) para suspender a ordem por dez dias, até que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, prestem esclarecimentos sobre os motivos da expulsão.

Na decisão, Barroso considerou que pode ter ocorrido violação à Constituição brasileira, a tratados internacionais de direitos humanos e à Convenção de Viena, que rege as relações diplomáticas e consulares entre os países. O ministro também citou que os diplomatas, caso sejam expulsos, estarão expostos à covid-19 caso fiquem em locais fechados por longo tempo durante a viagem de volta à Venezuela.

O governo brasileiro não reconhece o regime de Nicolás Maduro e considera o líder oposicionista Juán Guaidó como presidente da Venezuela, assim como considera a advogada María Teresa Belandria como embaixadora do país vizinho. A advogada foi enviada por Guaidó como representante dos interesses dele no Brasil.

Barroso atendeu a recomendações do procurador-geral da República, Augusto Aras, que ontem (1º) encaminhou ofício ao Itamaraty recomendando suspender a expulsão dos diplomatas. No documento, Aras destacou que a logística para a viagem dos diplomatas do regime de Maduro deve levar em conta a epidemia de covid-19, a perspectiva humanitária e aos trâmites legais nacionais e externos.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil 

Quadrilha aterroriza e furta banco em Ourinhos, SP

Criminosos usaram fuzis, metralhadoras e granadas no roubo, finalizado com refém feito de escudo humano

Grupo fez refém de escudo humano (à esq.) para fugir da cidade | Foto: Arquivo/Ponte

Ao menos 40 ladrões armados de fuzis e metralhadoras explodiram a única agência do Banco do Brasil em Ourinhos, cidade no interior de São Paulo, a 370 km da capital, na madrugada deste sábado (2/5). O bando fugiu levando dinheiro dos caixas eletrônicos. A quantia roubada não foi divulgada.

população acordou assustada com a saraivada de balas. Eram 2h. Os criminosos, encapuzados, chegaram em dez veículos. Eles atiravam para o alto para intimidar moradores e policiais militares. Bases da PM acabaram cercadas e foram alvos de disparos. Vizinhos da agência filmaram a ação.

Os assaltantes fizeram seis reféns. Uma pessoa foi baleada na perna, mas, segundo a Polícia Civil, ela foi socorrida num hospital da cidade e não corre riscos.

A quadrilha era bem organizada. Além das armas de grosso calibre – uma delas metralhadora ponto 50, capaz de derrubar até helicóptero –, os criminosos também utilizaram granadas, coletes à prova de bala e um drone para monitorar a chegada de policiais militares.

Mesmo assim, segundo a Polícia Civil, houve confronto entre ladrões e PMs. Os criminosos fugiram em direção ao Paraná. Um dos reféns foi colocado em cima de um veículo da quadrilha. A vítima foi usada como escudo para por fim ao tiroteio. Minutos depois ela foi liberada.

Os ladrões deixaram para trás três granadas: uma ficou dentro da agência bancária, outra na rua da instituição financeira e a terceira foi colocada em frente ao batalhão da Polícia Militar.

Homens do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), unidade de elite da Polícia Militar, especializada em explosivos, foram acionados para desarmar os artefatos.

Até às 13h deste sábado, nenhum criminoso havia sido preso. O roubo em Ourinhos foi semelhante a outro realizado em Botucatu, também no interior do estado, em dezembro do ano passado, quando um bando atacou a agência da Caixa Econômica Federal.

Na ocasião, os ladrões encapuzados também usaram armas de grosso calibre, explosivos e diversos veículos. As ruas nas proximidades do banco foram bloqueadas pela quadrilha. 

Na fuga, eles usaram “miguelitos”, espécie de pregos de ferro entrelaçados utilizados para furar pneus, evitando assim uma possível perseguição policial.

A Polícia Civil investiga se esses dois assaltos foram feitos pela mesma quadrilha e se os criminosos têm alguma ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Por Josmar Jozino – Repórter da Ponte

Preso suspeito de matar jornalista brasileiro

Waldemar Pereira Rivas, o Cachorrão, é suspeito de matar Lourenço Veras em fevereiro; veículo supostamente usado no crime estava em sua casa

Léo Veras escrevia em um portal sobre o crime organizado | Foto: Reprodução/TV Record

Policiais do Paraguai prenderam Waldemar Pereira Rivas, chamado de Cachorrão, suspeito de ter participado do assassinato do jornalista Lourenço Veras, o Léo Veras, 52 anos. Em 12 de fevereiro, o repórter foi morto em sua casa na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero, na divisa com o Brasil.

De acordo com informações do jornal local ABC Color, o departamento de investigações trata Cachorrão como o autor do assassinato. Ele está preso na sede da polícia em Pedro Juan. Os policiais sustentam que Waldemar ameaçou Léo antes de sua morte.

A Justiça havia determinado a prisão de Cachorrão após a polícia local ter encontrado uma caminhonete branca, modelo Jeep Renegade, supostamente usada no crime, na casa dele.

Além do carro, os oficiais encontraram no local quatro pistolas, celulares, computadores e outros quatro carros. O suspeito morava em San Antonio, bairro a metros da divisa com Ponta Porã, cidade brasileira localizada no Mato Grosso do Sul e onde vivia Léo Veras.

Os policiais prenderam Cachorrão quando abordaram um veículo e o carro atrás, modelo Kia Picanto, tentou dar marcha à ré. Waldemar Pereira Rivas dirigia o veículo e foi pego.

Além dele, outras dez pessoas foram presas ligadas ao crime: os brasileiros Luís Fernando Leite Ninez, Sanção de Souza e Leonardo de Souza Concepción; os paraguaios Arnaldo Colmán, Anderson Rios Vihalva, Paulo Cespedes Oliveira, Oscar Duarte, Marcos Aurélio Vernequez Santacruz e Cynthia Raquel Pereira de Leite; e o boliviano Juan Vicente Jaime Camaro.

Lourenço Veras era fundador do portal Porã News, no qual escrevia, entre outros assuntos, sobre o crime organizado local. O PCC (Primeiro Comando da Capital) assumiu o controle da região com a morte de Jorge Rafaat, em junho de 2016.

Na noite do dia 12 de fevereiro, Léo Veras jantava com sua família no Jardim Aurora, em Pedro Juan Caballero, quando três homens invadiram sua casa. Ele foi morto no quintal com ao menos 12 tiros.

Em 22 de fevereiro, a polícia encontrou uma pistola modelo Glock 9 mm quando prendeu os outros dez suspeitos de participação no crime. 

Segundo investigação do Programa Tim Lopes, da Abraji (Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos), a arma apreendida tem ligação com ao menos sete mortes relacionadas ao PCC na região. A confirmação veio por meio de confronto balístico em cartuchos recolhidos na casa do jornalista. 

Léo é o 18º jornalista assassinato no Paraguai desde 1997, conforme levantamento do Sindicato dos Jornalistas do Paraguai. A maioria dos crimes ocorre em cidades próximas da fronteira, com seis crimes em Pedro Juan Caballero.

O jornalista brasileiro reconhecia ser ameaçado. Em entrevista para a Abraji em 2017, Léo Veras comentou sobre as ameaças de morte que sofria. “A gente tem que morrer um dia, né?”, disse.

“Eu sempre peço que não seja tão violenta a minha morte, com tantos disparos de fuzil. Aqui, se um pistoleiro quer te matar ele vem até sua porta, manda você abrir e ele vai te dar um disparo”, disse, antes de brincar que esperava “somente um disparo para não estragar tanto”.

Por Arthur Stabile – Repórter da Ponte

Chamado de ‘Judas’, Sergio Moro chega para depor

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, o ex-juiz Sergio Moro chegou no começo da tarde de hoje (2) a sede da Polícia Federal, em Curitiba. Moro será ouvido sobre a investigação aberta pela Procuradoria Geral da República, com autorização do Supremo Tribunal Federal, sobre as declarações dadas no dia em que o ex-ministro anunciou o pedido de demissão.

Segundo o UOL, Sergio Moro chegou em um carro oficial da Polícia Federal acompanhado de um advogado. Na quarta-feira (29), o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Moro fosse ouvido pela Polícia Federal em, no máximo, cinco dias.

Hoje, mais cedo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, chamou moro de ‘Judas’ em uma rede social. Manifestantes que apoiam Bolsonaro se aglomeraram perto da sede da PF.

Manifestantes ao lado da sede da Polícia Federal em Curitiba (Reprodução)

*Em atualização