Morre o ator e diretor Jorge Fernando

Por Akemi Nitahara 

Jorge Fernando morreu na noite de domingo (Reprodução)


Morreu na noite de ontem (27), no Rio de Janeiro, o ator e diretor Jorge Fernando, de 64 anos. Ele estava internado no hospital Copa Star. Segundo o hospital, Jorge Fernando deu entrada na unidade no fim da tarde de domingo e morreu devido a uma parada cardíaca em decorrência de uma “dissecção de aorta completa”.
 
O distúrbio se caracteriza pelo rompimento da camada interna da artéria aorta, permitindo que o sangue circule entre as outras camadas.

A aorta é a maior artéria do corpo, responsável por distribuir o sangue oxigenado que sai do coração para as artérias menores.
 
Jorge Fernando começou no teatro como ator nos anos 1970. Na televisão, o seu primeiro trabalho foi em 1978 na série “Ciranda, cirandinha”, onde fazia o papel de Reinaldo.

Jogo da Vida

 Três anos mais tarde, já trabalhava como diretor em Jogo da Vida, de Silvio de Abreu e Janete Clair. Na Rede Globo, dirigiu mais de 30 novelas, além de séries e casos especiais.
 
Entre seus principais trabalhos atrás das câmeras está a novela Guerra dos Sexos, de Silvio de Abreu, que foi considerada um marco pela linguagem revolucionária para o horário das 19 horas.
 
Seu último trabalho como diretor foi este ano, em Verão 90. Jorginho, como era chamado carinhosamente pelos amigos, ficou longe da televisão por dois anos, após sofrer um AVC.
 
No teatro, ficou marcado pelas produções da atriz Claudia Raia. O velório será amanhã (29), no Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, zona portuária do Rio. O corpo de Jorge Fernando será cremado às 13h.

Longa ‘Simonal’ vence quatro categorias em Miami

Fabrício Boliveira e Isis Valverde durante cena de ‘Simonal’ (Paprica Fotografia)

O Festival de Cinema Brasileiro de Miami acaba de anunciar, em cerimônia no tradicional Colony Theather, em South Beach, os vencedores de sua 23ª edição. Dirigido por Leonardo Domingues, Simonal, que no Brasil foi lançado em agosto, levou o troféu Lente de Cristal em quatro das sete categorias da premiação: Melhor Filme, Melhor Filme do Júri Popular, Direção de Fotografia para Pablo Baião e Melhor Ator para Fabrício Boliveira. Miguel Falabella ganhou o prêmio de Roteiro por Veneza, Lorena Comparato o de Melhor Atriz por Boca de Ouro, e Joana Mariani de Direção por Todas as Canções de Amor (veja abaixo a lista completa). Além da premiação, a noite teve homenagem à atriz Dira Paes e contou com o ator e cantor Daniel Del Sarto como mestre de cerimônia.

Nesta edição, o júri foi composto por Adriana Sabino, fundadora e presidente do Centro Cultural Brasil-USA; Ana François, professora de cinema da University of Miami; Maria Sanchez, head da Amazon Prime para a América Latina; Monica Sufar, produtora e consultora de cinema; e Yago Mariño, diretor da VICE Media.

Seis longas estavam na competição: os ainda inéditos no Brasil Veneza, de Miguel Falabella, e Boca de Ouro, de Daniel Filho; Simonal, de Leonardo Domingues; Todas as Canções de Amor, de Joana Mariani; Deslembro, de Flávia Castro; e De Pernas Pro Ar 3, de Julia Rezende.

A cerimônia teve a presença de realizadores e atores como Fabrício Boliveira, Malu Mader, Daniel Filho, Luiza Mariani, a diretora Joana Mariani, o diretor de fotografia Pablo Baião, o produtor Fernando Muniz, além das diretoras do festival Adriana L. Dutra, Cláudia Dutra e Viviane B. Spinelli, entre outros.

Vencedores

Melhor Filme (Júri Popular) – Simonal, de Leonardo Domingues

Melhor Filme – Simonal

Melhor Ator – Fabrício Boliveira (Simonal)

Melhor Atriz – Lorena Comparato (Boca de Ouro)

Direção – Joana Mariani (Todas as Canções de Amor)

Direção de Fotografia – Pablo Baião (Simonal)

Roteiro – Miguel Falabella (Veneza)

‘Benzinho’ vence 18º Prêmio Do Cinema Brasileiro

Adriana Esteves ao receber a notícia de que foi escolhida Melhor Atriz Coadjuvante (Mário Miranda)

Foram anunciados na noite desta quarta-feira (14), no Theatro Municipal de São Paulo, os vencedores do 18º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. O grande vitorioso foi o filme Benzinho, dirigido por Gustavo Pizzi, com seis prêmios, nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem de Ficção. Logo depois, O Grande Circo Místico, que levou o troféu Grande Otelo em Melhor Direção de Fotografia, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Melhor Efeito Visual. O terceiro filme com mais estatuetas foi Chacrinha: O Velho Guerreiro, que levou os prêmios de Melhor Ator, Melhor Som e Melhor Longa-Metragem de Ficção – Voto Popular.

Este ano, o GP premiou em 34 categorias, sendo quatro inéditas: melhor filme ibero-americano lançado no Brasil e as melhores séries brasileiras de produção independente de ficção, documentário e animação exibidas na TV por assinatura e no OTT (veja abaixo a lista completa). A disputa reuniu 74 longas de ficção, 67 longas documentários, dois longas infantis, 55 curtas nacionais, além de 43 longas estrangeiros e 11 longas ibero-americanos. Ao todo, 1986 profissionais foram inscritos na disputa e mais de 200concorreram ao Troféu Grande Otelo.

Com transmissão ao vivo para todo o país pelo Canal Brasil, a cerimônia dirigida por Ivan Sugahara e apresentada por Rodrigo Pandolfo, André Ramiro e Juliana Linhares teve como pontos altos a homenagem à Zezé Motta, que recebeu o prêmio pelas mãos de Lázaro Ramos e Tais Araújo, enaltecendo sua militância à causa negra nas artes. A platéia também se emocionou com a apresentação de Ney Matogrosso, que cantou “Um Pouco de Calor”, trilha do filme “Ralé” (2015), estrelado pelo próprio cantor. Em uma cerimônia conduzida pelo casamento entre música e cinema e embalada por algumas das principais canções originais especialmente produzidas para produções cinematográficas, João Gilberto – o pai da Bossa Nova – foi lembrado com ‘Chega de Saudade’, interpretada por Ayrton Montarroyos.

Gustavo Pizzi, Melhor Direção por Benzinho (Mário Miranda)

A cerimônia teve a presença de cineastas, atrizes, atores, produtores, distribuidores, exibidores, profissionais do audiovisual e de autoridades como o prefeito de São Paulo, Bruno Covas; o secretário de Cultura do Município de São Paulo, Alê Youssef; o secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão; e Lais Bodanzky, presidente da Spcine. 

A Academia Brasileira de Cinema é presidida por Jorge Peregrino e a diretoria é composta por Paulo Mendonça (diretor vice-presidente), Bárbara Paz (diretora secretária), Alexandre Duvivier (diretor financeiro) e Iafa Britz (diretora social).

A votação sigilosa da premiação teve apuração da PWC.

A 18ª edição do Grande Prêmio conta com o Patrocínio Master da TV Globo através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e Patrocínio do CANAL BRASIL através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Patrocínio: Spcine, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e SABESP. 

Correalização: Spcine e Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

OS VENCEDORES DO GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2019

  • MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO BENZINHO, de Gustavo Pizzi.   
  • MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO EX PAJÉ, de Luiz Bolognesi.  
  • MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL DETETIVES DO PRÉDIO AZUL 2 – O MISTÉRIO ITALIANO, de Viviane Jundi.  
  • MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA MINHA VIDA EM MARTE, de Susana Garcia.  
  • MELHOR DIREÇÃOGUSTAVO PIZZI, por Benzinho 
  • MELHOR ATRIZ KARINE TELES, por Benzinho 
  • MELHOR ATOR STEPAN NERCESSIAN, por Chacrinha: O Velho Guerreiro (de Andrucha Waddigton) 
  • MELHOR ATRIZ COADJUVANTE ADRIANA ESTEVES, por Benzinho 
  • MELHOR ATOR COADJUVANTE MATHEUS NACHTERGAELE, por O Nome da Morte (de Henrique Goldman) 
  • MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA GUSTAVO HADBA, ABC, por O Grande Circo Místico 
  • MELHOR ROTEIRO ORIGINAL KARINE TELES e GUSTAVO PIZZI, por Benzinho 
  • MELHOR ROTEIRO ADAPTADO CARLOS DIEGUES e GEORGE MOURA, por O Grande Circo Místico 
  • MELHOR DIREÇÃO DE ARTE ARTUR PINHEIRO, por O Grande Circo Místico 
  • MELHOR FIGURINO KIKA LOPES, por O Grande Circo Místico 
  • MELHOR MAQUIAGEM CATHERINE LEBLANC CARAES e EMMANUELLE FÈVRE, por O Grande Circo Místico 
  • MELHOR EFEITO VISUAL MARCELO SIQUEIRA, ABC e THIERRY DELOBEL, por O Grande Circo Místico 
  • MELHOR MONTAGEM FICÇÃO LIVIA SERPA, por Benzinho 
  • MELHOR MONTAGEM DOCUMENTÁRIO GUSTAVO RIBEIRO e RODRIGO DE OLIVEIRA, por Todos os Paulos do Mundo 
  • MELHOR SOM JORGE SALDANHA, ARMANDO TORRES JR, ABC, ALESSANDRO LAROCA, EDUARDO VIRMOND LIMA e RENAN DEODATO, por Chacrinha: O Velho Guerreiro 
  • MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL ELZA SOARES e ALEXANDRE MARTINS, por My Name is Now, Elza Soares 
  • MELHOR TRILHA SONORA ZECA BALEIRO, por Paraiso Perdido (de Monique Gardenberg) 
  • MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO INFILTRADO NA KLAN/ Blackkklansman (EUA), de Spike Lee.  
  • MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO UMA NOITE DE 12 ANOS/La Noche de 12 Años (Argentina, Espanha, Uruguai), de Álvaro Brechner.  
  • MELHOR LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO – MENÇÃO HONROSA PEIXONATA – O FILME 
  • MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO LÉ COM CRÉ, de Cassandra Reis 
  • MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO COR DE PELE, de Livia Perini 
  • MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO O ÓRFÃO, de Carolina Markowicz 
  • MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE ANIMAÇÃO IRMÃO DO JOREL, de Juliano Enrico 
  • MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE DOCUMENTÁRIO INHOTIM – ARTE PRESENTE 
  • MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE FICÇÃO ESCOLA DE GÊNIOS – 1ª TEMPORADA 
  • MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO – VOTO POPULAR CHACRINHA: O VELHO GUERREIRO de Andrucha Waddington. 
  • MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO – VOTO POPULARMY NAME IS NOW, ELZA SOARES, de Elizabete Martins Campos        
  • MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO – VOTO POPULAR NASCE UMA ESTRELA/A Star is Born (EUA), de Bradley Cooper. 
  • MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO – VOTO POPULAR UMA NOITE DE 12 ANOS/La Noche de 12 Años (Argentina, Espanha, Uruguai), de Álvaro Brechner.