O que você precisa saber antes de investir em dólar

O que você precisa saber antes de investir em dólar
O que você precisa saber antes de investir em dólar
Foto: Anna Nekrashevich/Pexels

A valorização do dólar frente ao real cria um cenário favorável para os brasileiros investirem na moeda norte-americana. De acordo com especialistas do mercado de capitais, trata-se de uma opção que pode ser bastante atrativa, considerando o perfil e o momento vivido pelo investidor. Por isso, é recomendável analisar algumas questões antes de escolher onde e como começar.

Com a cotação do dólar a R$ 5,27, conforme apuração feita em 12 de julho, investir na moeda pode ser interessante para quem busca diversificar a carteira de aplicações; pretende gastar dinheiro no exterior e quer proteger-se das oscilações; tem um perfil mais arrojado para investir em renda variável e não vai precisar do dinheiro em um curto prazo de tempo.

O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, explica o passo a passo para quem vai investir em 2021. A primeira ação é definir a finalidade com que se busca o investimento e, em seguida, qual é o dinheiro disponível para fazê-lo.

Com essas informações, os passos seguintes são analisar o tempo que se tem para alcançar o objetivo para o qual está investindo e a tolerância aos riscos. Ele destaca que os investimentos que oferecem maior retorno financeiro são, também, os mais arriscados.

Outra orientação do especialista é diversificar a carteira, fazendo algum investimento internacional, como forma de destinar uma parte do recurso disponível à proteção da moeda, tendo em vista as consecutivas altas do dólar.

Conheça as opções disponíveis no mercado

Há diferentes tipos de investimento em dólar. Conhecer as opções disponíveis no mercado e suas particularidades é necessário para uma escolha mais assertiva e compatível com o perfil do investidor.

Os fundos de investimento cambial destinam até 80% do patrimônio em ativos em dólar. É uma oportunidade de proteger os recursos contra futuras variações da moeda, sendo uma opção indicada para quem pretende viajar ao exterior, por exemplo. Há cobrança de Imposto de Renda e de taxa de administração.

O mercado futuro também é uma opção aos investidores. Neste caso, são negociados contratos futuros de dólar, que podem ser mini ou cheios. Na prática, o investidor irá comprar ou vender um ativo em uma data futura com o valor pré-estabelecido. O retorno financeiro está atrelado à valorização da moeda. A tributação segue as alíquotas de investimentos em renda variável.

Outra alternativa é a compra de ações de empresas estrangeiras ou brasileiras que são exportadoras e, por isso, têm boa parte da receita em dólar. É um procedimento que pode oferecer alto retorno financeiro, mas é mais arriscado, sendo destinado aos investidores que têm perfil arrojado. Antes de buscar essa opção, é aconselhável estudar o mercado de capitais e procurar o auxílio de um profissional.

De olho nas oportunidades

Apesar das incertezas diante da pandemia da Covid-19, o cenário macroeconômico dá sinais de que investir em dólar continuará sendo uma boa opção pelos próximos meses, o que confere mais segurança, apesar dos riscos inerentes à renda variável. No entanto, o desafio principal imposto ao investidor é manter-se atento aos impactos da economia global ao mercado de capitais para saber até quando essa opção seguirá atrativa.

Em dia de tensão externa, dólar passa R$ 5,50

Num dia marcado pela tensão internacional, o dólar superou a barreira de R$ 5,50 e fechou no maior nível em dois meses. A bolsa de valores caiu, interrompendo a sequência de recordes registrada na semana passada.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira vendido a R$ 5,504, com alta de R$ 0,087 (+1,61%). A cotação está no maior valor desde 5 de novembro, quando tinha fechado em R$ 5,54.

A divisa operou em alta durante toda a sessão. No início da tarde, o Banco Central (BC) entrou no mercado e leiloou US$ 500 milhões em operações de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. A intervenção conteve a alta da moeda norte-americana apenas por alguns minutos. A cotação continuou a ganhar tração à tarde.

No mercado de ações, a bolsa de valores distanciou-se do otimismo dos últimos dias e caiu, num movimento global de correção de preços. O índice Ibovespa, da B3, fechou a segunda-feira aos 123.255 pontos, com recuo de 1,46%.

A sessão foi marcada pela correção de preços que se valorizaram muito nos últimos dias, como bolsas, moedas de países emergentes e petróleo. Os investidores também acompanham o avanço da pandemia de covid-19 no planeta, com recorde de morte diárias nos Estados Unidos e em diversos países da Europa e a disseminação de variantes mais transmissíveis do novo coronavírus. Na China continental, o número de casos diários chegou ontem (10) ao nível mais alto em cinco meses.

 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

* Com informações da Reuters

Dólar começa o ano em alta

Em meio a uma nova onda de lockdowns em países europeus e a instabilidade política nos Estados Unidos, o dólar começou 2021 com forte alta, aproximando-se dos R$ 5,30 em alguns momentos. A bolsa de valores, que operou em alta durante a manhã, não sustentou os ganhos e fechou em baixa.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (4) vendido a R$ 5,268, com alta de R$ 0,079 (+1,53%). Num dia de fortes oscilações, a cotação chegou a cair para R$ 5,12 por volta das 9h15, mas disparou durante a tarde. Na máxima do dia, por volta das 16h50, chegou a R$ 5,28.

A volatilidade também foi sentida no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 118.858 pontos, com recuo de 0,13%. Pela manhã, o indicador chegou a bater recorde e superar os 120 mil pontos, mas não conseguiu manter o ritmo, influenciado pelo cenário internacional.

O aumento global de casos de covid-19 e o ritmo lento de vacinação em alguns países alimentaram o clima de pessimismo. Hoje, o Reino Unido decretou lockdown total no país até meados de fevereiro para conter a disseminação da variante do novo coronavírus mais contagiosa que as anteriores.

O clima político nos Estados Unidos, com a realização do segundo turno para as eleições do Senado na Geórgia, também influenciou os mercados. Os três principais índices que compõem o mercado em Wall Street afastaram-se dos recordes recentes e fecharam em forte queda. O Dow Jones (das empresas industriais) caiu 1,27%, o S&P 500 (das 500 maiores empresas) perdeu 1,49%, e o Nasdaq (das empresas de tecnologia) recuou 1,48%.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

*Com informações da Reuters

Dólar fecha acima de R$ 5,50 e Bolsa cai

Num dia marcado por temores em relação à economia global, a moeda norte-americana superou a barreira de R$ 5,50 e fechou no maior nível em quase um mês. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (23) vendido a R$ 5,588, com alta de R$ 0,119 (+2,18%). A bolsa de valores fechou no menor nível em três meses.

Essa foi a quarta sessão seguida de alta do dólar, que fechou na máxima do dia. A cotação está no maior valor desde 26 de agosto, quando o dólar tinha encerrado em R$ 5,612. Apesar da disparada da moeda norte-americana, o Banco Central (BC) não interveio no mercado.

A quarta-feira foi marcada por ampla aversão a risco no mundo, depois de dados nos Estados Unidos e na Europa mostrarem desaceleração expressiva no crescimento da atividade empresarial. O desaquecimento ocorre num momento em que os casos de covid-19 voltam a subir em diversas economias avançadas, em meio à percepção de escassez de opções de ajuda por parte de bancos centrais.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela tensão. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), encerrou esta quarta-feira aos 95.735 pontos, com queda de 1,6%. O indicador está no menor nível desde 30 de junho.

A bolsa foi influenciada pelo mercado internacional. Em Wall Street, o índice S&P 500 recuou 2,37%, após dados mostrando que a atividade empresarial nos Estados Unidos desacelerou em setembro, afetada principalmente por serviços, enquanto continua o impasse no Congresso norte-americano para mais estímulos.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil 

* Com informações da Reuters

Dólar ultrapassa R$ 5,60, maior valor em três meses

A manutenção do veto ao reajuste para parte dos servidores públicos não aliviou as pressões no mercado financeiro. O dólar ultrapassou a barreira de R$ 5,60 e fechou no maior nível em três meses. A bolsa de valores oscilou bastante, até fechar perto da estabilidade.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (21) vendido a R$ 5,607, com alta de R$ 0,053 (+0,95%). Esse é o maior valor desde 20 de maio, quando a cotação estava em R$ 5,69. Com valorização de 3,31% na semana, a divisa acumula alta de 7,44% em agosto e de 39,72% em 2020.

O dia foi marcado por oscilações. Na máxima do dia, por volta das 13h, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,63, o que fez o Banco Central (BC) intervir no mercado. A autoridade monetária vendeu US$ 650 milhões das reservas internacionais para segurar a alta.

No mercado de ações, o dia foi marcado pelo nervosismo. O Ibovespa, principal índice da B3 (a bolsa de valores brasileira), encerrou o dia com pequena queda de 0,1%, aos 101.370 pontos. No início da tarde, o Ibovespa chegou a cair mais de 1%, mas suavizou a queda nas horas finais de negociação. Depois de oscilar muito nos últimos dias, o índice terminou a semana praticamente estável, com variação negativa de 0,02%.

Apesar de a Câmara dos Deputados ter mantido o congelamento do salário dos servidores até dezembro de 2021, o nervosismo permanece no mercado financeiro. No próximo dia 31, o governo divulgará o projeto de lei do Orçamento Geral da União de 2022.

O texto a ser enviado ao Congresso indicará se o governo pretende continuar a cumprir o teto federal de gastos no próximo ano, depois da queda nas receitas e do aumento das despesas provocados pela pandemia do novo coronavírus.

* Com informações da Reuters

Dólar sobe, pressionado por decisões no Congresso

No aguardo da votação, pela Câmara dos Deputados, da manutenção do veto ao reajuste de servidores até o fim de 2021, o mercado financeiro viveu um dia de instabilidade. O dólar aproximou-se dos R$ 5,70 e só fechou com pequena alta depois que o Banco Central (BC) vendeu à vista dólares das reservas internacionais. A bolsa chegou a recuar, mas encerrou em alta.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (20) vendido a R$ 5,554, com alta de R$ 0,024 (+0,43%). Por volta das 11h, a cotação atingiu R$ 5,67, mas recuou ao longo do dia com o avanço das negociações para a votação do veto pelos deputados, marcada para esta noite.

O Banco Central leiloou US$ 1,14 bilhão de dólares à vista das reservas internacionais. Desde 30 de junho, o BC não fazia esse tipo de operação. Nos últimos dias, a autoridade monetária vinha leiloando contratos novos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro.

Na bolsa de valores, o dia também foi marcado pelas oscilações. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa brasileira), operou em baixa durante a manhã, mas reagiu ao longo do dia até encerrar com alta de 0,61%, aos 101.468 pontos.

Tensões

O dólar tem subido e a bolsa caído desde a saída, na semana passada, de dois secretários especiais do Ministério da Economia. Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes reafirmaram a confiança mútua e a importância da manutenção do teto de gastos, mas a derrubada ontem (19) pelo Senado do veto do reajuste a servidores da saúde e da segurança agravou as tensões no mercado.

Pouco após a votação, Guedes classificou a decisão dos senadores de “péssimo sinal”. A Câmara adiou a votação do veto para hoje para que o Ministério da Economia consiga articular a manutenção do veto.

Um veto só pode ser derrubado com maioria absoluta da Câmara e do Senado. Caso uma das Casas mantenha o veto, nada muda. O congelamento do salário dos servidores federais, estaduais e municipais por 18 meses tinha sido uma condição do governo para aprovar o pacote de socorro aos estados e municípios afetados pela pandemia do novo coronavírus.

Ao derrubar o veto, a maioria dos senadores entendeu que os servidores da saúde, da segurança e da educação pública atuaram direta ou indiretamente no combate à pandemia, mantendo serviços básicos e essenciais em um período de confinamento. Por isso, justificaram a derrubada afirmando que esses profissionais merecem ter o reajuste previsto, a despeito da crise econômica.

* Com informações da Reuters

Dólar tem maior queda diária em quase um mês

Num dia de ajustes no mercado de câmbio, o dólar devolveu parte da alta acumulada nos últimos dias e registrou o maior recuo diário em três semanas. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (13) vendido a R$ 5,368, com queda de R$ 0,085 (-1,56%).

Essa foi a maior queda diária desde 22 de julho, quando a divisa caiu 1,87%. A cotação operou em baixa durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 14h50, chegou a cair para R$ 5,35. Em 2020, a divisa acumula alta de 33,75%.

O Banco Central (BC) não interveio no mercado hoje. A autoridade monetária apenas rolou (renovou) contratos de swap cambial – equivalentes à venda de dólares no mercado futuro – que vencem em setembro. Ontem (12), o BC tinha leiloado US$ 1 bilhão em novos contratos de swap, o que não ocorria desde o fim de maio.

O mercado repercutiu o compromisso do presidente Jair Bolsonaro e dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, de defender o teto de gastos e de impedir a prorrogação do estado de calamidade. Ontem, o dólar fechou em R$ 5,45 em reação à saída de dois secretários do Ministério da Economia.

Dados positivos da economia brasileira reduziram as pressões sobre o câmbio. Indicadores divulgados hoje apontaram crescimento no setor de serviços e no desempenho das pequenas indústrias em junho. Embora ainda apresentem queda, os dados mostram que a atividade está próxima do registrado antes da pandemia de covid-19.

Bolsa

Diferentemente do câmbio, o mercado de ações teve um dia de turbulências. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), caiu 1,62%, fechando o dia aos 100.460 pontos. O indicador operou em leve alta durante quase todo o dia, mas reverteu o movimento e despencou nas duas últimas horas de negociação.

As ações mais prejudicadas foram as de empresas do setor de carnes, afetadas pela divulgação de que um lote de frango congelado brasileiro estava contaminado com o novo coronavírus. O cenário internacional também afetou as negociações, com o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, caindo 0,29%.

No exterior, a indefinição nas negociações sobre novos estímulos fiscais para a economia norte-americana. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse à presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, que estava disposto a avançar com a ajuda contra a covid-19 em algumas áreas, mas não no financiamento eleitoral.

* Com informações da Reuters

Dólar fecha com leve queda após dados positivos no Brasil

Num dia de muita oscilação no mercado financeiro, o dólar fechou praticamente estável, depois de chegar a subir quase 1% durante a sessão. A bolsa de valores caiu 0,35%, em meio à realização de lucros, quando investidores vendem papéis para embolsarem ganhos dos dias anteriores.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (28) vendido a R$ 5,157, com queda de apenas R$ 0,001 (-0,02%). Na máxima do dia, por volta das 10h40, a cotação chegou a bater em R$ 5,205, mas recuou nas horas seguintes. A divisa acumula alta de 28,52% em 2020.

Divulgação de dados

A moeda norte-americana começou a recuar depois de o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrar desaceleração no ritmo de perdas de postos de trabalho com carteira assinada em junho ante os meses anteriores. No mês passado, houve o fechamento de 10.984 vagas formais de trabalho no mês passado, bem abaixo dos números de março (-259.917), abril (-918.286) e maio (-350.303).

A melhora em alguns indicadores recentes pode fazer o Banco Central (BC) desistir de cortar a taxa Selic (juros básicos da economia) em 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana. A interrupção dos cortes nos juros estanca a fuga de capitais financeiros do país. Atualmente, a Selic está em 2,25% ao ano, no menor nível da história.

Também hoje, o Banco Central divulgou que o Brasil registrou, em junho, superávit de US$ 2,2 bilhões, o melhor resultado da história para o mês. Os investimentos estrangeiros diretos no país somaram US$ 4,754 bilhões no mês passado. Esses fluxos ajudam a compensar a retirada de capitais financeiros do país nos últimos meses, reduzindo a pressão sobre o dólar.

Bolsa

O Ibovespa, principal índice da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou em leve queda nesta terça, com a hesitação nas bolsas no exterior e com movimentos de realização de lucros. O indicador fechou aos 104.109 pontos, com recuo de 0,35%, depois de alternar altas e baixas ao longo do dia.

As negociações em torno do novo pacote de estímulos à economia norte-americana contribuíram para as oscilações no mercado financeiro. Os senadores republicanos anunciaram ontem (27) uma ajuda adicional de US$ 1 trilhão para enfrentar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

A proposta provocou reação dos democratas, que a consideraram tímida em comparação com a proposta de US$ 3 trilhões aprovada na Câmara dos Deputados em maio, e de alguns republicanos, que a consideraram muito cara.

O impasse interferiu nos mercados norte-americanos. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, fechou esta terça com recuo de 0,77%. O enfraquecimento da confiança do consumidor norte-americano, segundo indicadores divulgados hoje, também pesou nas negociações.

* Com informações da Reuters

Bolsa fecha no maior nível em quase cinco meses

Num dia de alívio no mercado financeiro global, a bolsa de valores fechou no maior nível em quase cinco meses. Em queda pela segunda sessão seguida, o dólar comercial fechou abaixo de R$ 5,20.

O Ibovespa, o principal índice da B3 (a bolsa de valores brasileira) subiu 2.05% e fechou esta segunda-feira (27) aos 104.477 pontos. O indicador está no maior nível desde 4 de março, quando tinha encerrado aos 107.224 pontos.

No mercado de câmbio, o otimismo repetiu-se. O dólar comercial encerrou esta segunda vendido a R$ 5,158, com recuo de R$ 0,049 (-0,94%). A divisa refletiu as expectativas em torno de um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos. Em julho, o dólar cede 5,18%, a caminho da maior queda mensal de 2020. No ano, porém, sobe 28,54%.

Novo pacote

Nesta segunda, senadores republicanos corriam para concluir os detalhes de um pacote de US$ 1 trilhão elaborado com a Casa Branca e esperado para ser divulgado no final do dia. Nesta semana, expira o prazo de muitos benefícios concedidos nos últimos meses em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

A proposta de ajuda, que poderia envolver uma redução no subsídio semanal de emergência federal de US$ 600 dólares para US$ 200, precisaria ser negociada com os democratas.

Após o fechamento do mercado, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que o pacote abordaria saúde, escolas e incluiria pagamentos diretos aos norte-americanos no valor de US$ 1,2 mil cada.

O mercado também espera a reunião do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) que ocorrerá amanhã (28) e quarta-feira (29). O banco pode zerar a reduzir os juros básicos da maior economia do planeta, atualmente em 0,25% ao ano. O aumento de casos de covid-19 nos Estados Unidos e a tensão entre o governo de Donald Trump e a China ficaram momentaneamente em segundo plano.

* Com informações da Reuters

Dólar cai com ânimo no exterior e reforma tributária

O dólar comercial fechou no menor valor em quase um mês, com o real liderando os ganhos nos mercados globais de câmbio em dia de fraqueza generalizada da moeda norte-americana conforme investidores se apegaram a expectativas de mais estímulos em meio a esperanças sobre vacinas para a covid-19.

O dólar comercial caiu 2,44%, a R$ 5,212 na venda. Essa é a maior desvalorização percentual diária desde 8 de junho (-2,66%) e o menor valor de fechamento desde 23 de junho (R$ 5,153). A divisa operou em baixa durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 16h, chegou a ser vendida a R$ 5,166.

A terça-feira foi marcada pela queda generalizada do dólar, com a moeda norte-americana caindo ante todos os seus principais pares, inclusive moedas de países emergentes.

O real sobe 2,47% em julho, mas ainda cai 23% no ano, o que faz da divisa brasileira a de pior desempenho entre os principais rivais do dólar.

As negociações foram marcadas pelo ânimo no mercado internacional e pelo avanço da reforma tributária no Brasil. No exterior, líderes da União Europeia chegaram a um acordo histórico sobre um plano de estímulo para suas economias afetadas pelo novo coronavírus. Os países do bloco aprovaram um fundo de recuperação de 750 bilhões de euros.

No Brasil, o governo enviou ao Congresso aguardada proposta de reforma tributária, que contempla a união do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) num único imposto sobre valor agregado, a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

Bolsa

O Ibovespa, principal índice da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou com leve queda de 0,11%, aos 104.310 pontos. O indicador iniciou o dia em alta e chegou a superar os 105 mil pontos durante a manhã, mas reverteu o movimento com a realização de lucros dos investidores, que venderam ações para embolsarem os ganhos dos últimos dias.

O Ibovespa foi influenciado pelas bolsas norte-americanas, que perderam o fôlego durante a tarde. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, fechou esta terça-feira com leve alta de 0,6%.

* Com informações da Reuters