Covid-19: Lula critica Bolsonaro e o compara a líder de seita

Montagem de foto com Luiz Inácio Lula da Silva, homem de pele branca, barbas e cabelos grisalhos, aparece ao lado de Jair Bolsonaro, homem de pele branca, sem barba, olhos claros e cabelos penteados para o lado, com fios grisalhos nas laterais da cabeça.

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais, nesta quinta-feira (12), para criticar a postura do atual chefe do Executivo Jair Bolsonaro (PL) com relação à pandemia de Covid-19.

Em seu perfil do Twitter, Lula comparou o presidente a um líder de seita. “Bolsonaro continua tratando o covid com descaso. Só um psicopata como Jim Jones seria capaz de repetir as insanidades de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia”, escreveu.

Jim Jones fundou o Templo dos Povos, seita conhecida pelo suicídio coletivo de mais de 900 de seus membros, em 1978. 

Também nesta quinta-feira, Lula chamou atenção para o aumento de preços dos combustíveis e atribuiu os resultados negativos ao Governo Federal, que ele caracterizou como “irresponsável”.

Pesquisa diz que Lula pode vencer no primeiro turno

A pesquisa realizada pela Quaest Consultoria e encomendada pela Genial Investimentos revelou que, caso as eleições presidenciais ocorressem hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria ainda no primeiro turno.

O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral, e as entrevistas foram feitas entre os dias 6 e 9 de janeiro. Os resultados mostram o petista com 45% da preferência dos eleitores, quatro pontos percentuais a mais do que a soma dos outros candidatos.

Candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL) vem na segunda posição, com 23%. O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) é o terceiro colocado, com 9%. Na sequência aparecem o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) com 5%, o governador de São Paulo João Dória (PSDB) com 3% e a senadora Simone Tebet (MDB), com 1%.

(Reprodução)

O presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) e o candidato do Novo Luiz Felipe d’Ávila não pontuaram. A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas, no primeiro levantamento divulgado neste ano eleitoral.

Na simulação do segundo turno, Lula venceria os adversários por pelo menos 20 pontos percentuais de diferença. Contra o atual presidente, a vitória seria de 54% a 30%. Contra Sérgio Moro, ele teria 50% dos votos, contra 30%.

Na pesquisa sem lista de candidatos, o ex-presidente está à frente de Bolsonaro, mas fica atrás dos indecisos. O resultado tem: 52% de indecisos, 27% para Lula, 16% para Bolsonaro e 1% para Moro e Ciro Gomes.

De acordo com a Quaest Consultoria, 26% dos entrevistados não querem a vitória de Lula ou Bolsonaro e alimentam a esperança da chamada terceira via.

Por TV Cultura

Qual é o cálculo de Lula e Alckmin para uma chapa em 2022

Lado a lado, Geraldo Alckmin, homem branco, com poucos cabelos, fios de cabelos grisalhos, usa máscara preta e terno escuro, com camisa social branca. Luiz Inácio Lula da Silva, homem branco, cabelos grisalhos, usa máscara branca, com terno cinza e camisa social clara com gravata vermelha.

A articulação para uma chapa na eleição de 2022 ao Palácio do Planalto liderada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, tendo como vice o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que acabou de sair do PSDB, deu um passo importante neste domingo (19/12) em um jantar que reuniu ambos e outros líderes partidários.

A costura para unir os dois ex-adversários veio à tona no início de novembro, e no domingo os dois conversaram em frente às câmeras e posaram para imagens se cumprimentando. Lula discursou e disse que os confrontos anteriores entre ele e Alckmin estavam no passado: “Não importa se no passado fomos adversários, se trocamos algumas botinadas, se no calor da hora dissemos o que não deveríamos ter dito. O tamanho do desafio que temos pela frente faz de cada um de nós um aliado de primeira hora.”

Alckmin, por sua vez, afirmou que o processo “ainda está começando”, mas que “é hora de grandeza política, é hora de união”. O ex-governador deixou o PSDB na última quarta-feira, após 33 anos no partido, hoje controlado pelo governador paulista João Doria – que foi apadrinhado por Alckmin para se eleger prefeito da capital paulista, mas depois se virou contra ele, afastou tucanos históricos do partido e é o pré-candidato da legenda ao Planalto.

Alckmin ainda não se filiou a um novo partido. As negociações para a eventual chapa em que ele seria vice de Lula envolvem o PSB e o PSD e a definição de outras candidaturas, como a dos governos paulista e mineiro e ao Senado por São Paulo, e os espaços que seriam ocupados no governo em caso de vitória – conversas que devem avançar no próximo ano. Lula atualmente lidera as pesquisas com expressiva vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro 

A DW Brasil conversou com dois cientistas políticos para explicar o que envolve essa possível união entre os ex-adversários.

O que Lula ganharia?

O cientista político Henrique Carlos de O. de Castro, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS) e coordenador da Pesquisa Mundial de Valores (World Values Survey) no Brasil, afirma que o maior interesse de Lula em ter Alckmin como vice é reduzir a rejeição ao seu nome em setores mais conservadores, da mesma forma como o petista fez em 2002 ao escolher como vice o empresário José Alencar.

“Uma das maiores dificuldades de uma candidatura de Lula à presidência é a resistência que ele tem, muitas vezes infundada, pela imagem de ser de esquerda e até de ser comunista. Ele está longe de ser um comunista e é de uma esquerda muito moderada, não representa o perigo que alguns setores constroem sobre seu nome – mas construir o medo do adversário é uma das formas mais primitivas e eficazes de fazer política”, afirma.

Lado a lado, Geraldo Alckmin, homem branco, com poucos cabelos, fios de cabelos grisalhos, usa máscara preta e terno escuro, com camisa social branca. Luiz Inácio Lula da Silva, homem branco, cabelos grisalhos, usa máscara branca, com terno cinza e camisa social clara com gravata vermelha.
(Instituto Lula/Reprodução)

“Ao se aproximar de um candidato conhecidamente conservador – o Alckmin sequer era das figuras mais avançadas do PSDB – ele quer ‘limpar’ a sua imagem. Eleitoralmente, Alckmin não traz em si muitos votos, mas sim uma possibilidade de aceitação em setores mais conservadores da sociedade brasileira, que são a grande maioria dos brasileiros”, diz.

Castro afirma que Lula teria ainda que dobrar a resistência entre petistas ao nome de Alckmin, o que, segundo ele, não será difícil: “O seu eleitorado o tem quase como fãs, ele é uma liderança em certa medida caudilhesca e vai conseguir resolver o problema dessa resistência.”

Lucio Rennó, professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), também destaca a aderência que uma eventual chapa Lula-Alckmin teria em camadas mais conservadoras da população.

“O Alckmin agrega e consolida um apoio da centro-direita (…) Lula pode até perder algum apoio do eleitor mais à esquerda, mas o saldo é positivo. Nenhum desses eleitores à esquerda irá correr o risco de ver uma derrota do Lula para Bolsonaro ou [Sergio] Moro. Ele pode perder um pouco da convicção, vira um voto estratégico”, diz.

O que Alckmin ganharia?

Enquanto Lula obteria a imagem de moderação para sua candidatura, Alckmin ganharia projeção e influência política se for eleito vice-presidente e poderia se gabaritar para novos mandatos eletivos, diz Castro.

“O que movimenta a política brasileira é eleição, e Alckmin ganha a possibilidade de ser candidato a vice-presidente numa chapa com condições de ser eleita. Ele pode vir a ser vice-presidente, e isso vai implicar em apoio político e recursos do governo federal para seu grupo político, e quem sabe alçar novos voos no futuro. Ele ganha visibilidade eleitoral e consegue fazer o que nunca conseguiu: chegar à presidência da República, mesmo como vice, e eventualmente assumir a presidência”, diz.

Rennó afirma que, caso essa chapa se confirme e seja eleita, Alckmin poderia se credenciar a se tornar uma “liderança nacional”. E, durante o eventual governo, ganharia poder na forma da ocupação de cargos, influência sobre políticas públicas e definição do Orçamento.

Como repercutiria na campanha de Bolsonaro?

Para Rennó, uma chapa Lula-Alckmin não teria potencial de atrair eleitores que já decidiram votar em Bolsonaro, mas pode trazer o apoio de líderes políticos importantes que ainda estão avaliando o cenário e podem sentir que vale a pena apostar num caminho de “centro mais moderado” e recusar o apoio à campanha de reeleição do presidente.

Já Castro afirma que uma eventual união entre Lula e Alckmin poderia ter reflexos no conteúdo da campanha bolsonarista e reforçar o discurso de raiva e de ódio. “Provavelmente o discurso de ódio terá que ser ampliado. Vão dizer que o fantasma do comunismo está se tornando mais forte e chegando a nomes que eram do PSDB. Vão tentar mostrar que o suposto comunismo do PT está tomando conta de toda a sociedade”, diz.

Qual seria o impacto para os candidatos alternativos?

A eventual união entre o petista e o ex-tucano é um “mau sinal” para nomes que tentam se apresentar como alternativas a Lula e a Bolsonaro, como Moro (Podemos), Doria (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), diz Rennó. “Reduz ainda mais o espaço que esse grupo tem, que já era pequeno. Eles já estavam obrigados a transitar num espaço restrito, e com uma chapa de centro-esquerda caminhando para a centro-direita, ficará ainda mais reduzido”, afirma.

Como Alckmin na vice influenciaria um novo governo Lula?

Rennó, da UnB, afirma que a eventual vitória de uma chapa Lula-Alckmin daria ao grupo do ex-governador uma participação ativa no governo e na divisão de ministérios, mas cujo desenho só ficaria claro mais para frente.

Castro, da UFGRS, ressalta que o papel do ex-governador num eventual novo governo Lula dependeria dos acordos pré-eleitorais, do desempenho da chapa e da eventual adesão de setores conservadores, especialmente se houver segundo turno. “A correlação de forças é que vai dizer”, afirma.

“Outra coisa que seria importante é a proatividade de Alckmin na articulação do eventual futuro governo. Alckmin trabalha mal como candidato em nível nacional, sua rejeição fora de São Paulo é impressionante, mas nos bastidores ele é um grande articulador”, diz Castro.

Por Bruno Lupion, da Deutsche Welle

Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro e Moro, diz pesquisa

Lula lidera corrida presidencial para 2022

Uma pesquisa realizada pelo Ipec, divulgada nesta terça-feira (14/12), coloca o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com expressiva vantagem em relação ao atual mandatário, Jair Bolsonaro, e aos demais nomes cotados para concorrer nas eleições presidenciais do ano que vem.

O levantamento também revela um leve aumento na reprovação ao governo Bolsonaro, com 55% dos entrevistados avaliando a gestão do presidente como ruim ou péssima.

Nos dois cenários avaliados pela pesquisa para a eleição presidencial, Lula aparece com 27 pontos percentuais à frente de Bolsonaro.

Lula lidera corrida presidencial para 2022
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-Presidente da República

No cenário 1, que inclui a maioria dos presidenciáveis, dos mais populares aos menos conhecidos, Lula aparece com 48%, seguido de Bolsonaro (PL), com 21%; Sergio Moro (Podemos), 6%; Ciro Gomes (PDT), 5%; André Janones (Avante), 2%; João Doria (PSDB), 2%; Cabo Daciolo (PMN-Brasil), 1%; e Simone Tebet (MDB), também com 1%.

Alessandro Vieira (Cidadania), Felipe d’Ávila (Novo), Leonardo Péricles (UP) e Rodrigo Pacheco (PSD) aparecem com 0%. Os votos brancos e nulos somam 9%, e o percentual dos que não souberam ou não responderam é de 5%.

No cenário 2 da pesquisa, com número reduzido de candidatos, Lula também está à frente dos demais, com 49% das intenções de voto, seguido de Bolsonaro (22%), Sergio Moro (8%), Ciro Gomes (5%) e João Doria (3%). Os brancos e nulos somam 9%, e os que não souberam ou não responderam, 3%.

Os resultados não podem ser comparados com levantamentos anteriores em razão de mudanças nos nomes avaliados pela pesquisa.

Reprovação ao governo em alta

Jair Bolsonaro, de terno escuro e gravata azul, fala ao microfone enquanto outros homens de terno e gravata ao fundo acompanham.
Jair Bolsonaro, Presidente da República (Isac Nóbrega/PR)

A reprovação ao governo Bolsonaro aumentou em relação ao levantamento anterior realizado pelo Ipec. Entretanto, as variações estão, na maior parte, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

O percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo é de 55%. Os que consideram a atual gestão como regular somam 25%, e 19% acham o governo ótimo ou bom. O percentual dos que não souberam ou não responderam é de 1%.

Na pesquisa anterior do Ipec, realizada em setembro, o percentual de ótimo ou bom era 22%; o de regular, 23%; e o de ruim ou péssimo, 53%. Os que não souberam ou não responderam também somavam 1%.

Em fevereiro de 2021, o percentual dos que avaliavam o governo como ruim ou péssimo era de 39%.

Maneira de governar

Ao serem perguntados se aprovam ou desaprovam a maneira como Bolsonaro governa o país, 27% disseram que aprovam, enquanto 68% reprovam e 4% não souberam ou não responderam.

A única variação em relação à pesquisa de setembro está no percentual dos que aprovam, que era de 28%.

Desconfiança nas alturas

Segundo o Ipec, a desconfiança no presidente continua em alta. Ao responderem se confiam ou não em Bolsonaro, 70% dos entrevistados disseram que não confiam, enquanto 27% disseram que confiam. Somente 3% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa anterior, 28% dos entrevistados diziam confiar em Bolsonaro, 69% diziam não confiar e 3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa do Ipec foi realizada entre 9 e 13 de dezembro e ouviu 2002 pessoas em 144 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais e para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica – foi criado por ex-executivos do Ibope Inteligência, que encerrou suas atividades no início de 2021, e realiza trabalhos na área de consultoria e inteligência em pesquisas de mercado, opinião pública e política.

Por Deutsche Welle
rc/as (ots)

Novas urnas eletrônicas são apresentadas pelo TSE

Nova urna eletrônica. Pessoa colocando a digital no aparelho, com a imagem da digital aparecendo na tela.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou hoje (13) o novo modelo de urna eletrônica que será usado nas eleições de 2022. O lançamento foi feito em Manaus, na fábrica da Positivo Tecnologia, empresa responsável pela produção dos equipamentos.

Conforme a licitação feita pelo TSE, serão fabricadas 225 mil urnas do novo modelo. No total, 577 mil serão utilizadas nas eleições. A entrega está prevista para maio do ano que vem. A vida útil do equipamento é de dez anos.

Entre as novas funcionalidades, está a maior duração das baterias, processadores mais rápidos e o terminal do mesário com comandos sensíveis ao toque (tela touch). Segundo o TSE, essa tecnologia permitirá mais rapidez na identificação do eleitor na seção eleitoral. Enquanto um eleitor vota, o terminal poderá identificar os próximos que vão votar, diminuindo o tempo de espera nas filas.

Nova urna eletrônica. Pessoa colocando a digital no aparelho, com a imagem da digital aparecendo na tela.
(Abdias Pinheiros/TSE/via Agência Brasil)

Durante o evento, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, reforçou que a urna eletrônica e o sistema de votação são seguros.

“Estamos trabalhando para proteger os sistemas do TSE quase por uma questão de imagem, porque, quanto ao conteúdo, não tem como fraudar as eleições. Nós todos estamos nos aperfeiçoando com os mecanismos de proteção. Isso se tornou um problema relevante nos últimos dois, três anos. Na verdade, ataques cibernéticos do porte que temos visto são fenômenos recentes”, afirmou.

Por Agência Brasil
 *Com informações do TSE

Simone Tebet é pré-candidata à presidência pelo MDB

Senador Simone Tebet, com blusa estampada em preto e branco, discursa na tribuna. Ao fundo, parte da bandeira do Brasil.

O MDB oficializou nesta quarta-feira (8) a senadora Simone Tebet como pré-candidata do partido à Presidência da República nas eleições de 2022. A formalização aconteceu durante ato em um hotel em Brasília. A cerimônia reuniu também o presidente do PSDB, Bruno Araújo, e o presidente do União Brasil, Luciano Bivar.

Tebet é a única mulher até agora a entrar na disputa da Presidência e representa mais uma postulante a ocupar o espaço da chamada “terceira via”, como alternativa ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Senador Simone Tebet, com blusa estampada em preto e branco, discursa na tribuna. Ao fundo, parte da bandeira do Brasil.
(Arquivo/Agência Senado)

“A candidatura da Simone nasceu por uma vontade da nossa militância, que se identifica muito com ela: uma mulher séria, mãe e professora que sempre foi do MDB. De março para cá, conversei com dirigentes da sigla que concordaram com esse desafio para 2022”, diz o deputado Baleia Rossi (SP), presidente nacional do MDB.

Simone Tebet está no primeiro mandato como senadora, tendo sido eleita em 2014, e é formada em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Por TV Cultura

Lula lidera intenção de votos com larga vantagem

A pesquisa Genial Quaest para as eleições presidenciais, divulgada nesta quarta-feira (8), afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fica próximo da vitória em 2022 em primeiro turno com larga vantagem em todos os cenários.

Considerando um cenário com as pré-candidaturas conhecidas até o início do mês, Lula (PT) teria 46% das intenções de voto, seguido de Jair Bolsonaro (PL) com 23%, Sergio Moro (Podemos) com 10%, Ciro Gomes (PDT) com 5%, João Doria (PSDB) com 2%, e Rodrigo Pacheco (PSD) e Luiz Felipe D’ávila (Novo) com 1%.

Nos cenários de segundo turno, Lula também venceria. Veja os números contra cada candidato:

Reprodução/TV Cultura

A pesquisa levou em consideração a opinião de mais de 2 mil entrevistados com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 5 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Por TV Cultura

Para Lula, Moro ser candidato é “maravilhoso”

Lula fala ao microfone. Atrás de lula, um painel exibe imagem de pessoas aglomeradas.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha nesta terça-feira (30), que considera “maravilhosa” a possibilidade de Sergio Moro ser candidato ao Executivo em 2022. Para o petista, a candidatura vai permitir conversa com o ex-ministro de Bolsonaro “sem a proteção da toga”.

Durante sua atuação como juiz, Sergio Moro foi responsável por condenações contra Lula no âmbito da Lava Jato. As decisões foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste ano, e Moro considerado suspeito para realizar tais julgamentos.

“Me prenderam [em 2018] para me tirar das eleições. Eu acho maravilhoso o Moro se colocar candidato, porque aí aparece na imprensa que está querendo encontrar ele como membro da terceira via. A gente vai ter que conversar com o Moro sem a proteção da toga, para dizer na cara dele que ele é mentiroso, é falso. Ele sabia que ele estava mentindo”, disse Lula. 

Lula fala ao microfone. Atrás de lula, um painel exibe imagem de pessoas aglomeradas.
(Instituto Lula/Reprodução)

O petista afirmou, contudo, que não deve focar no tema em uma possível participação na corrida eleitoral do próximo ano: “Obviamente que eu não vou priorizar essas coisas na campanha. O que menos interessa agora é o meu processo”.

Por TV Cultura

Alckmin fala em hipótese de ser vice de Lula em reunião com sindicalistas

Geraldo Alckmin cercado por microfones durante uma entrevista coletiva

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante reunião com dirigentes de centrais sindicais nesta segunda-feira (29), falou sobre a hipótese de ser vice-presidente em uma chapa com Lula para as eleições presidenciais de 2022.

A fala foi uma resposta ao apelo dos dirigentes por uma chapa com ambos. Segundo Alckmin, a ideia era se candidatar novamente ao cargo de governador, mas “surgiu a hipótese federal”.

Geraldo Alckmin cercado por microfones durante uma entrevista coletiva
Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (Cesar Itiberê/Fotos Públicas)

“Os desafios são grandes. Essa hipótese caminha e eu considero essa reunião com as quatro principais centrais histórica”, disse o ex-governador. Em agosto deste ano, Alckmin confirmou que estava de saída do PSDB, do qual ainda é filiado.

Segundo O Globo, estavam presentes na reunião presidentes da Força Sindical, UGT, Nova Central e CTB.

Por TV Cultura

João Doria será o candidato do PSDB à presidência

João Doria, atual governador de São Paulo, será o candidato do PSDB à presidência da República. A confirmação do nome de Doria ocorreu após conclusão das prévias do partido.

“Ele foi escolhido por 53,99% dos filiados que votaram nas prévias”, publicou o PSDB em uma rede social.

Além de Doria, outros dois políticos tucanos disputavam indicação: Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Arthur Virgílio, ex-prefeito de Manaus.

A apuração dos votos começou às 17h, logo após o fim da votação das prévias. Foram registrados mais de 23 mil votos na disputa.

Ao final da votação, os três fizeram um pronunciamento e pregaram a união do partido na luta por uma vaga no Palácio do Planalto.

“Nós estaremos juntos, seja quem for o vencedor”, afirmou Doria.

“A real diferença que nós temos é com os populistas, bons de bico do outro lado. A real diferença que nós temos é com os populistas, bons de bico, do outro lado”, completou Leite em seguida.

*Com TV Cultura