Aulas presenciais serão mantidas na fase vermelha

(Pref. de São Paulo/Reprodução)

O Governo de SP confirmou nesta quarta-feira (3) a continuidade das atividades presenciais nas escolas da rede estadual, mesmo na fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP. A medida, já prevista no plano com obediência aos protocolos de segurança sanitária, tem objetivo de atender aos estudantes em situação de vulnerabilidade.

A frequência presencial não é obrigatória e o ensino remoto será mantido, com aulas transmitidas diariamente pelo Centro de Mídias da Secretaria de Educação do Estado. As redes municipais e particular têm autonomia para fazer o próprio planejamento, respeitando os limites legais e os protocolos do Plano SP.

O Governo de SP definiu como critérios para formar o grupo de mais vulneráveis os alunos que têm necessidade de se alimentar na escola; os que possuem dificuldades de acesso à tecnologia ou não têm os equipamentos necessários para estudar remotamente.

Ainda terão prioridade os estudantes com a saúde mental em risco e aqueles com severa defasagem de aprendizagem ou que fazem parte da educação especial. Da mesma forma, será priorizada a presença dos alunos cujos responsáveis trabalhem em serviços essenciais, como a área da Saúde.

As escolas ficarão abertas para fornecer refeições para todos os estudantes que necessitam, até mesmo para os que entrarem no rodízio e não puderem participar das aulas presencialmente, em um determinado dia, por conta do limite máximo permitido.

“Educação é essencial, sempre com cuidado extremo nos protocolos, atendendo aos que mais precisam. Temos pessoas que precisam muito da escola aberta”, destacou o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares.

Modelo híbrido

Na educação básica, as aulas presenciais serão ministradas de acordo com a necessidade de cada unidade. Os alunos que optarem pelas aulas remotas, terão de acessar o Centro de Mídias SP, por meio dos aplicativos com dados patrocinados ou pela TV Educação. Serão fornecidos roteiros de estudos impressos para todos os estudantes que precisarem de apoio.

Redução da circulação

Mesmo com as escolas abertas para os alunos mais vulneráveis, haverá uma redução expressiva de pessoas em circulação. No mês de fevereiro, cerca de 2,5 milhões de alunos e 165 mil funcionários estiveram presencialmente nas escolas estaduais. A previsão para os próximos 14 dias é que 500 mil alunos e 50 mil funcionários frequentem as unidades escolares.

Protocolos

Durante as atividades presenciais, a escolas de toda a rede estadual devem cumprir os protocolos estabelecidos pela Secretaria da Educação de acordo com as normas e fases do Plano SP. O regramento está previsto na resolução SEDUC 11, de 26-01-2021 (http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v6/index.asp?c=30059&e=20210125&p=1)

As escolas poderão receber diariamente até 35% dos alunos matriculados. Ao adentrarem nas unidades, todas as pessoas terão a temperatura aferida e o indivíduo que estiver com 37,5 graus ou mais será orientado o retorno para casa.

Estudantes e servidores devem lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool em gel 70% ao entrar na escola. É obrigatório o uso de máscara de tecido dentro da escola. Os servidores devem utilizar além da máscara de tecido, o face shield (protetor de face) durante sua jornada laboral presencial. Dentro das salas de aula, os alunos devem manter o distanciamento de 1,5 metro.

Eventos como feiras, palestras, seminários, festas, assembleias, competições e campeonatos esportivos estão proibidos. Já as atividades de educação física, arte e correlatas podem ser realizadas, preferencialmente ao ar livre.

Mais de 91 mil mães se inscrevem para trabalhar em escolas

(Pref. de São Paulo/Reprodução)

Mais de 91 mil mães se inscreveram para trabalhar nas escolas da Capital Paulista, por meio do Programa Operação Trabalho – Volta às Aulas, da Prefeitura de São Paulo. As selecionadas vão reforçar o cumprimento das medidas de segurança para evitar contaminação por Covid-19.

As inscrições foram encerradas ontem (17), com 91.783 interessadas que vão disputar as 4.590 vagas. As candidatas devem ter idade entre 18 e 50 anos.  

“É um número recorde de inscrições em nosso programa de apoio aos trabalhadores e trabalhadoras. A alta procura por essas vagas em um período de crise profunda pelo qual estamos passando, evidencia a necessidade de investirmos cada vez mais em políticas públicas com foco na geração de renda das famílias”, diz Aline Cardoso, secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo.

A seleção das candidatas será feita pelos técnicos do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (CATe), entre hoje (18) e 24 de fevereiro.  A convocação para a entrega da documentação será feita por e-mail e telefone, com horário marcado, nos 25 postos do Cate, para evitar aglomeração.

As selecionadas deverão entregar documentos de comprovação dos critérios de contratação como RG, CPF, carteira de trabalho e comprovante de residência. As mulheres serão chamadas entre os dias 25 e 26 de fevereiro, com previsão de início das atividades na rede municipal de ensino no dia 1º de março.

As selecionadas receberão uma bolsa auxílio no valor de R$ 1.155,00 mensais, para uma carga de trabalho de 30 horas semanais, divididas em 6 horas por dia. O período de atividades terá duração de seis meses, de fevereiro a julho de 2021.

No total, serão aplicados R$ 31,8 milhões no projeto. Cada escola terá três mulheres.

Volta às aulas atrai 60% dos alunos previstos, diz Estado

(Sec. Est. da Educação/Reprodução)

O secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, informou nesta terça-feira (16) que 600 mil alunos participaram das aulas presenciais, entre os dias 8 e 15 de fevereiro, 60% dos mais de um milhão que poderiam voltar em sistema de revezamento.  

Do universo total das famílias atendidas na rede, 70% delas manifestaram interesse no retorno presencial de seus filhos às escolas. As escolas estaduais foram reabertas no dia 8 de fevereiro, e devem receber, diariamente, até 35% dos alunos matriculados.  

Na primeira semana de aula, 97% dos docentes compareceram às atividades. A taxa de absenteísmo de 3% é inferior à taxa regular de 5%.   

Até o momento, cerca de 3 milhões de alunos matriculados em escolas estaduais de 516 municípios foram autorizados a retomar as aulas presenciais de forma gradual.   

Nesta primeira semana de aula, circularam na rede estadual 855 mil pessoas presencialmente por dia na rede estadual, sendo 600 mil estudantes e 255 mil profissionais da educação.   

“As três primeiras semanas de aula do mês serão focadas no acolhimento dos alunos, além de garantir a oferta diária da merenda para os alunos que mais precisam. Também estamos trabalhando com orientações sobre o uso da tecnologia em todas as escolas”, diz Soares.   

Dados do Simed  

Soares apresentou, ainda, os primeiros dados do Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para a Covid-19 (Simed) que reúne informações sobre casos suspeitos, confirmados e descartados da doença.   

“O preenchimento no Simed é obrigatório para as escolas de todas as redes, com exceção daquelas em que os municípios possuem conselhos próprios e neste caso a obrigação é de informar ao sistema público. Dessa forma, poderemos monitorar não só a nossa rede, como também a privada”, explica o secretário da Educação, que reforçou que os sistemas de saúde poderão ter acesso aos dados do sistema.    

Entre os dias 1 de janeiro até 13 de fevereiro, o Simed registrou nas escolas das redes estadual, municipal e privada, 2.208 notificações relacionadas ao coronavírus, 1.168 casos suspeitos, 741 casos confirmados e 334 casos descartados.   

O secretário explicou que quando há apenas um caso confirmado dentro de uma escola, a pessoa é isolada e monitorada, mas não necessariamente a unidade é fechada.   

“Quando temos dois casos, observamos mais quem foram os contactantes. Em cada escola fazemos acompanhamento e tentamos entender as possibilidades que ocorreram. A decisão do fechamento é sempre em conjunto com a Saúde”, afirma Soares.   

Marco Aurélio Palazzi Sáfadi, Diretor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e integrante da Comissão Médica da Educação, reforça que muitas vezes a ocorrência da infecção nas escolas reflete que a situação da transmissão do vírus na comunidade em que ela está instalada.   

“É plausível que a ocorrência de uma infecção em uma determinada criança diagnosticada da escola, porque a escola tem instrumentos para isso, reflita uma infecção ocorrida fora do ambiente escolar. A experiência nos mostra que a ocorrência em casos secundários a partir de criança infectada é menor do que a partir de um adulto. É provável que ocorra a transmissão no ‘staff’ do que propriamente entre as crianças nesse cenário do dia a dia”, reforça Sáfadi.   

Infraestrutura para retorno seguro  

Para garantir o retorno seguro e gradual das escolas da rede estadual, a Secretaria Estadual da Educação adquiriu equipamentos de segurança como 12 milhões de máscara de tecido, 440 mil face shields, 367 mil litros de álcool em gel, 10.740 termômetros, 221 milhões de litros de sabonete líquido, 100 mil rolos de papel toalha, 1,8 milhão de rolos de papel higiênico, e 78 milhões de copos descartáveis.   

Além disso, a Seduc repassou R$ 700 milhões por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para que as escolas tenham agilidade para executar recursos durante o ano de acordo com sua realidade específica. Desse montante, R$ 50 milhões são exclusivos para ações de enfrentamento à Covid-19.

Por Gov. do Estado de SP

Indústrias têm 61,2 mil vagas para jovens aprendizes

Cerca de 60 mil jovens de 18 a 24 anos têm a oportunidade de entrar no mercado de trabalho com qualificação profissional. Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), as indústrias oferecem 61.218 vagas de aprendizes em 20 estados e no no Distrito Federal nos primeiros meses de 2021.

O candidato precisa ter entre 14 e 24 anos, estar matriculado a partir do 9º ano do ensino fundamental/Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou ter concluído o ensino médio. Os processos seletivos são realizados pelas empresas, podendo ser divulgados na página do Senai. Mais informações podem ser obtidas nas unidades regionais da instituição.

Condições

Os cursos são gratuitos e têm contrato de trabalho de até dois anos com carteira assinada em empresas parceiras do Senai. Com o conhecimento técnico, o candidato tem mais chances de ser efetivado após o fim do contrato.

Somadas as atividades teóricas e práticas, a jornada máxima de trabalho corresponde a seis horas, para quem não concluiu o ensino fundamental, e a oito horas, para quem concluiu o ensino fundamental. A remuneração do aprendiz é calculada com base no salário mínimo/hora e pode ser maior dependendo da área de atuação ou de acordos coletivos.

Indústria 4.0

Além dos cursos tradicionais, o SENAI e a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Produtividade (Sepec) do Ministério da Economia lançaram, em setembro do ano passado, o Aprendizagem 4.0. O programa-piloto segue as regras da aprendizagem, mas com um formato mais digital e alinhado com as necessidades da indústria 4.0 (indústria adaptada à revolução tecnológica).

O programa especial combina as modalidades de educação a distância (EaD) e presencial em 12 cursos divididos em três áreas tecnológicas: metalmecânica, manufatura avançada e tecnologia da informação. Segundo o Senai, a escolha dessas três áreas para o programa de aprendizagem se deu por serem qualificações consideradas transversais, de alta empregabilidade na indústria.

Ao terminar o período como aprendiz, o jovem poderá aproveitar a carga horária para continuar os estudos no Senai ou seguir carreira técnica ou de nível superior.

Confira a lista dos cursos no Programa 4.0:

Metalmecânica
– Técnico em mecânica
– Programador de manutenção mecânica
– Programador de produção mecânica
– Operador de máquinas e ferramentas convencionais
– Fresador mecânico
– Torneiro mecânico
– Ajustador mecânico

Manufatura avançada
– Técnico em IoT (internet das coisas)
– Técnico em cibersistemas para automação

Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s)
– Programador front-end
– Programador back -end
– Programador full stack.

Por Wellton Máximo, da Agência Brasil

Aulas na rede estadual voltam nesta segunda

As aulas nas mais de 5 mil escolas da rede estadual devem retornar nesta segunda-feira (8). O Governo do Estado autorizou a abertura das unidades escolares mesmo nas fases mais restritivas do Plano São Paulo, colocando a Educação como serviço essencial no Estado.  A decisão é baseada em experiências internacionais para garantir a segurança dos alunos e professores, bem como o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças e adolescentes.

A volta às aulas presencias ainda está condicionada as determinações locais das prefeituras. Mesmo nos municípios autorizados, a presença dos alunos nas escolas não é obrigatória nas regiões que estejam na fase vermelha ou laranja do Plano São Paulo, mas as escolas poderão permanecer abertas e com atividades nessas etapas.

Cada unidade poderá definir como irá realizar o rodízio de alunos e suas atividades presenciais e remotas. A carga horária também poderá ser adaptada para o cumprimento das normas. Por isso é importante que pais, responsáveis ou alunos maiores de 18 anos entrem em contato com a sua escola para saber os dias e horários em que poderão ir presencialmente na unidade.

Para garantir o cumprimento dos protocolos de a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) publicou no Diário Oficial a resolução SEDUC 11, de 26-01-2021 que estabelece as normas a serem seguidas na retomada das atividades presencias. Confira os principais pontos:

  • Na fase vermelha ou laranja a presença é limitada a até 35% do número de alunos matriculados;
  • Na fase amarela a presença limitada a até 70% do número de alunos matriculados;
  • Na fase verde, admitida a presença de até 100% do número de alunos matriculados;
  • A presença dos estudantes nas atividades escolares será obrigatória nas fases amarela, verde e azul do Plano São Paulo e facultativa nas fases vermelha e laranja;
  • Os estudantes pertencentes ao grupo de risco para a COVID-19 que apresentem atestado médico poderão participar das atividades escolares exclusivamente por meios remotos, enquanto perdurar a medida de quarentena;
  • As unidades escolares registrarão as ocorrências de casos suspeitos e confirmados de COVID-19 no Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para COVID-19 – SIMED, disponível na Secretaria Escolar Digital – SED, mantendo o constantemente atualizado;
  • O aluno, quando em atividades escolares não presenciais, deverá interagir com os professores da respectiva unidade escolar por meio do Centro de Mídias da Educação de São Paulo;
  • As unidades escolares da rede estadual somente poderão realizar atividades presenciais quando dispuserem, em quantidade suficiente, de produtos de higiene e equipamentos de proteção individual necessários ao cumprimento dos protocolos sanitários.

A resolução ainda determina que a escolas devem adotar as diretrizes sanitárias do Protocolo Intersetorial do Plano São Paulo, aplicável a todos os setores, empresas e estabelecimentos, complementadas pelas medidas constantes nos Protocolos Específicos para o Setor da Educação. Além dessas medidas a publicação também acrescenta o Protocolo Adicional da Rede Estadual.
Veja os destaques:

  • Servidores, pais, responsáveis e alunos devem aferir a temperatura corporal antes da ida para a escola e ao retornar. Caso a temperatura esteja acima de 37,5°C, a recomendação é ficar em casa;
  • Os estudantes e servidores devem usar máscaras de tecido no transporte escolar e público e em todo o percurso de casa até a escola;
  • Nos veículos do transporte escolar devem ser disponibilizados álcool em gel 70% para que os estudantes possam higienizar as mãos; Deve-se realizar limpeza periódica dos veículos do transporte escolar entre uma viagem e outra, especialmente das superfícies comumente tocadas pelas pessoas; Deve-se manter janelas de transporte escolar semi-abertas, favorecendo a circulação de ar;
  • Higienizar os prédios, as salas de aula e, particularmente, as superfícies que são tocadas por muitas pessoas antes do início das aulas em cada turno e sempre que necessário; Higienizar os banheiros, lavatórios e vestiários antes da abertura, após o fechamento e, no mínimo a cada três horas; Utilizar marcação no piso para sinalizar o distanciamento de 1,5 metro; Organizar as salas de aulas e as carteiras, respeitando o distanciamento de 1,5 metro; Separar uma sala ou uma área arejada e ventilada para isolar pessoas que apresentem sintomas até que possam voltar para casa;
  • Evitar que pais, responsáveis ou qualquer outra pessoa de fora entre na escola; Organizar a entrada e a saída para evitar aglomerações, preferencialmente fora dos horários de pico do transporte público; Separar as crianças em grupos ou turmas fixos e não misturá-las; Aferir a temperatura dos estudantes e servidores a cada entrada na escola; Durante a formação de filas cumprir o distanciamento de 1,5 metro;
  • Estudantes e servidores devem lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool em gel 70% ao entrar na escola; É obrigatório o uso de máscara de tecido dentro da escola; Os servidores devem utilizar além da máscara de tecido e o face shield (protetor de face) durante sua jornada laboral presencial;
  • É proibido beber água nos bebedouros colocando a boca no bico de pressão ou na torneira. Cada estudantes deve ter seu próprio copo ou garrafa ou utilizar copos descartáveis; Não utilizar objetos compartilhados que não sejam higienizados antes do uso;
  • Orientar os estudantes e servidores que ao retirar a máscara para se alimentar, ela deve ser guardada adequadamente em um saco plástico ou de papel.

Ainda para garantir a segurança na retomada, o Estado distribuiu insumos destinados a estudantes e servidores, como 12 milhões de máscaras de tecido, mais de 440 mil protetores faciais de acrílico), 10.740 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel, 100 milhões de rolos de papel toalha e 1,8 milhão de rolos de papel higiênico.

*Com Gov. do Estado de São Paulo

Justiça suspende volta às aulas presenciais em São Paulo

A 9ª Vara da Fazenda Pública da capital do Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu hoje (28) a retomada de aulas e atividades presenciais nas escolas públicas, privadas, estaduais e municipais. A decisão vale para as localidades em áreas classificadas nas fases vermelha e laranja do Plano São Paulo, que são de alerta máximo e de controle.

Na última atualização do Plano São Paulo, feita no dia 22 deste mês, dez regiões do estado foram classificadas na fase laranja, e sete, na vermelha. Não há nenhuma região no estado nas fases amarela, verde ou azul. A classificação valerá, ao menos, até o próximo dia 7.

“A situação atual da crise sanitária não justifica a retomada das aulas presenciais nas escolas localizadas nas áreas classificadas nas fases laranja e vermelha, em nome da proteção ao direito à vida, que não pode ser desprezado, vez que constitui direito fundamental, inviolável, resguardado no Artigo 5º, caput da Constituição Federal”, diz a decisão da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti.

Simone Casoretti destacou o recente agravamento da pandemia, com aumento do número de mortes, surgimento de variantes do novo coronavírus, causador da covid-19, e colapso do sistema de saúde em algumas regiões. 

“Merece prevalecer o direito à vida, pois arriscar a saúde para a retomada das aulas presenciais em locais onde a transmissão do vírus é intensa, sem vacinação dos profissionais da educação, pode gerar um aumento do número de contaminados e de mortos pelo vírus”, acrescentou a juíza.

Estado recorre

Em nota, a Secretaria da Educação do estado informa que ainda não foi notificada, mas diz que vai recorrer da decisão.

“Uma vez que o estado ainda não foi notificado, todo o planejamento previsto está mantido, inclusive as atividades presenciais de amanhã. Nossa prioridade se manterá em garantir a segurança e saúde de todos os estudantes e servidores da educação, além do direito à educação, segurança alimentar e saúde emocional de todos os nossos estudantes”, diz a nota.

Segundo a secretaria, cerca de 1,7 mil escolas estaduais em 314 municípios retomaram gradativamente, a partir de setembro, as atividades presenciais . “Não houve nenhum registro de transmissão de covid dentro dessas escolas até o momento”, acrescenta a nota. 

A Secretaria da Educação informa ainda que o governo estadual adquiriu e distribuiu aos estudantes 12 milhões de máscaras de tecido, 440 mil face shields (protetores faciais de acrílico), 10.740 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel, 100 milhões de rolos de papel toalha e 1,8 milhão de rolos de papel higiênico.

Por Agência Brasil

Conselheiros vão acompanhar volta às aulas em fevereiro

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), irá reunir um grupo de especialistas de várias áreas para formar um grupo de conselheiros que irá acompanhar a retomada das aulas presenciais na capital, em 15 de fevereiro, com 35% dos estudantes.

A adesão às atividades presenciais é facultativa aos estudantes, sendo que aqueles que as famílias optarem pelo ensino remoto deverão realizar as atividades de caráter obrigatório por meio da plataforma Google Classroom ou de outros meios de disponibilização das atividades, inclusive material impresso a ser retirado pelos responsáveis, conforme organização da escola.

Além de representantes da educação, o núcleo de conselheiros contará com pediatras, infectologistas e psicólogos para debater e criar instrumentos de acolhimento aos pais, responsáveis e educadores.

Preparação das escolas

A Prefeitura de São Paulo já se preparava para um retorno diferente e por isso investiu quase R$1,7 bilhão ao longo de 2020 na compra de equipamentos, reforma e manutenção das escolas, compra de equipamentos, ampliação da banda larga, na compra e distribuição de 465 mil tablets no valor de R$437 milhões, aquisição de livros didáticos e na entrega de cartões alimentação para 1 milhão de alunos. 

Um terço das unidades foram reformadas, com um investimento de R$ 274 milhões em 552 escolas e repassados R$297 milhões através Programa de Transferência de Recursos Financeiros (PTRF) para que as unidades realizassem o necessário para o retorno. 

Também foram adquiridos 760 mil kits de higiene (sabonete líquido, copo e nécessaire), 2,4 milhões de máscaras de tecido, 6,2 mil termômetros digitais e 75 mil protetores faciais que serão destinados a alunos e servidores, com investimento total de cerca de R$ 20 milhões. 

A pasta firmou uma parceria que realizará vistoria nas escolas municipais. Foi criado um check-list que será vistoriado por técnicos de saúde, que darão um parecer positivo ou não para  a reabertura da unidade de ensino. 

Por Pref. de SP

Enem: Mais da metade dos estudantes faltaram em 2º dia

(Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O segundo dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 teve 55,3% de faltas, abstenção recorde no exame, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Do total de 5.523.029 inscritos no exame, menos da metade, 2.470.396, compareceu aos locais de prova. O índice foi maior que no primeiro dia, quando 51,5% dos inscritos não compareceram às provas. 

A média histórica de abstenção no Enem, segundo o Inep, é de cerca de 27%. O recorde anterior havia sido registrado em 2009, com 37,7% de abstenção. Foram eliminados no segundo dia 1.274 participantes por descumprirem as regras do exame, além de 14 emergências médicas. No primeiro dia, 2.967 candidatos foram eliminados.   

De acordo com o presidente do Inep, Alexandre Lopes, o número de faltosos foi maior do que o esperado, mesmo assim, a realização do exame foi vitoriosa. “Têm vários motivos que podem levar as pessoas a fazerem ou não a prova do Enem, é uma decisão individual e eu respeito a decisão individual das pessoas. O que é importante é o Inep assegurar a oportunidade e isso nós fizemos. Estamos dando a oportunidade de quem quer fazer o Enem poder fazer”, diz. “Conseguimos assegurar, no meio da pandemia, que 5,6 milhões pudessem fazer a prova e que 2,5 milhões fizessem as provas. Acho que isso é uma vitória”, acrescenta.

Segundo Lopes, o segundo dia transcorreu com tranquilidade. Não houve, até o momento, notificações de pessoas que foram impedidas de realizar o exame por conta da lotação das salas, como ocorreu no primeiro dia de aplicação. O Inep atualizou os números divulgados no último domingo. Até o momento, foi confirmado que isso ocorreu em 11 cidades, em 37 escolas.

Tanto esses estudantes quanto os participantes que foram prejudicados por questões logísticas, como falta de luz no local de prova, e aqueles que não fizeram o exame por apresentarem sintomas de covid-19 ou outra doença infectocontagiosa terão direito a fazer o exame na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. 

O pedido para participar da reaplicação deve ser feito na Página do Participante. O sistema estará aberto, segundo Lopes, a partir das 12h desta segunda-feira (25). O prazo vai até o dia 29. Os resultados serão divulgados no dia 12 de fevereiro, quando os estudantes saberão se os pedidos foram aceitos ou não.

Segundo o Inep, até o momento, 18.210 candidatos solicitaram a reaplicação por conta de doenças infectocontagiosas. Desses pedidos, o Inep aceitou 13.716. “Nesses casos não é preciso pedir a reaplicação porque o pedido foi feito no sistema, já foi deferido. Para essas pessoas, já estamos trabalhando na elaboração da prova. 

Enem 2021

Lopes confirmou a realização este ano do Enem 2021. Segundo ele, a prova deverá ocorrer no final do ano, entre novembro e dezembro. A autarquia se prepara para realizar o exame novamente em um ambiente de pandemia. “Vamos fazer o Enem no final do ano, também no ambiente de pandemia. Entendemos que a aplicação do Enem em novembro, dezembro será sob a cortina da pandemia. Em breve, soltaremos o edital do Enem 2021. Precisamos começar agora a preparar a aplicação do Enem”, diz. 

De acordo com Lopes, é importante que o Inep mantenha o calendário das avaliações para que a sociedade não seja prejudicada e para que os estudantes não interrompam a trajetória de estudos. 

Gabaritos

O Enem 2020 tem uma versão impressa, que começou a ser aplicada no último domingo (17) e terminou neste domingo, e uma digital, [LINK: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2021-01/presidente-do-inep-explica-como-sera-primeira-edicao-do-enem-digital] realizada de forma piloto para 96 mil candidatos, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

As notas do Enem podem ser usadas para acessar o ensino superior e participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni). O gabarito das provas da edição impressa será divulgado na quarta-feira (27).

Por Mariana Tokarnia, da Agência Brasil

Primeira chamada do Prouni 2021 é divulgada

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, hoje (19), a relação dos candidatos aprovados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) de 2021.

Os selecionados terão até o dia 27 de janeiro para comprovar as informações prestadas na inscrição. O resultado da segunda chamada será divulgado em 1º de fevereiro. A lista está disponível no site. 

Neste ano, o programa oferece bolsas para 13.117 cursos em 1.031 instituições de ensino, localizadas em todos os estados e no Distrito Federal. Só para cursos na modalidade de educação a distância, a oferta é de 52.839 bolsas. No total, mais de 162 mil bolsas estão sendo ofertadas nesta edição do Prouni.

Critérios

Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo (R$ 1.650) por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até 3 salários mínimos por pessoa (R$ 3.300).

É necessário também que o interessado tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou da rede privada, desde que na condição de bolsista integral. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa, e, nesse caso não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos.

É preciso ainda que o candidato tenha feito a edição mais recente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tenha alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não tenha tirado zero na redação. 

Neste ano, excepcionalmente, os interessados serão selecionados de acordo com as notas do Enem de 2019, uma vez que as provas do Enem 2020 foram adiadas em razão da pandemia da covid-19 e apenas o primeiro dia de provas foi realizado.

Os candidatos não convocados nas duas primeiras chamadas devem manifestar interesse em continuar no processo seletivo entre os dias 18 e 19 de fevereiro. A lista de espera estará disponível para consulta em 22 de fevereiro.

Estudantes fazem hoje primeira prova do Enem 2020

(Ricardo Amanajás/Agência Pará)

Milhões de estudantes de todo o país fazem hoje (17) a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Os portões serão abertos às 11h30. Os estudantes podem entrar no local de prova até as 13h, no horário de Brasília. Por causa da pandemia do novo coronavírus, a recomendação é que seja mantido o distanciamento entre as pessoas, mesmo fora dos locais de aplicação. 

Quem for diagnosticado com covid-19, ou apresentar sintomas dessa ou de outras doenças infectocontagiosas até o momento do exame, não deverá comparecer ao local de prova e sim entrar em contato com o Inep pelo telefone 0800-616161. Esses estudantes terão direito a fazer a prova na data de reaplicação do Enem, nos dias 23 e 24 de fevereiro. 

As provas começam a ser aplicadas às 13h30. Neste domingo, os participantes fazem as provas objetivas de linguagens e ciências humanas, com 45 questões cada, e a prova de redação. Os estudantes terão cinco horas e 30 minutos para resolver as questões. A prova termina às 19h. 

O que levar

Para fazer o exame alguns itens são obrigatórios. Neste ano, além do documento oficial de identificação com foto e da caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, itens obrigatórios também nos exames anteriores, a máscara de proteção facial passa a integrar essa lista. Os participantes que não estiverem com máscara de proteção facial não poderão ingressar no local de prova. 

A lista de documentos aceitos está disponível na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Entre eles estão a Carteira de Identidade, a CNH, o passaporte e a Carteira de Trabalho emitida após 27 de janeiro de 1997. 

Embora não seja obrigatório, é recomendado que os participantes levem máscaras extras para trocar durante a prova. Haverá nos locais de prova álcool em gel para que os estudantes higienizam as mãos, mas é permitido que os participantes levem seu próprio produto caso desejem.

Como se trata de uma prova longa, também é recomendado que os participantes levem lanche e água e/ou outras bebidas, com exceção de bebidas alcoólicas que não são permitidas e podem levar à eliminação do candidato. É recomendado também que se leve no dia do exame o Cartão de Confirmação da Inscrição. Nele está, entre outras informações, o local de prova. O cartão pode ser acessado na Página do Participante.

Caso necessitem comprovar que participaram do exame, os estudantes podem, também na Página do Participante, imprimir a chamada Declaração de Comparecimento para cada dia de prova, informando o CPF e a senha. A declaração deve ser apresentada ao aplicador na porta da sala em cada um dos dias. Ela serve, por exemplo, para justificar a falta ao trabalho.

Enem 2020

O exame segue no próximo domingo (24), quando os estudantes farão as provas de ciências da natureza e de matemática. Ao todo, cerca de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos para fazer as provas. O Enem 2020 terá uma versão impressa, nos dias 17 e 24 de janeiro, e uma digital, realizada de forma piloto para 96 mil candidatos, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. 

As medidas de segurança adotadas em relação à pandemia do novo coronavírus serão as mesmas tanto no Enem impresso quanto no digital. Haverá, por exemplo, um número reduzido de estudantes por sala, para garantir o distanciamento entre os participantes. Durante todo o tempo de realização da prova, os candidatos estarão obrigados a usar máscaras de proteção da forma correta, tapando o nariz e a boca, sob pena de serem eliminados do exame. Além disso, o álcool em gel estará disponível em todos os locais de aplicação.

Impactos da pandemia 

O exame, que estava inicialmente agendado para outubro e novembro do ano passado, foi adiado após uma série de protestos virtuais. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou, então, uma série de medidas de segurança para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

Mesmo assim, com o aumento de casos e de mortes por covid-19 em todo o Brasil, o movimento por um segundo adiamento das provas ganhou força. A Defensoria Pública da União (DPU) acionou a Justiça pedindo o adiamento, argumentando que as aglomerações habituais nos dias de realização do Enem favorecem a disseminação do novo coronavírus. Além disso, o órgão afirma que os estudantes das escolas públicas podem ser prejudicados pela suspensão das aulas presenciais no ano letivo. 

O pedido foi negado pela Justiça Federal de São Paulo, que afirmou que a alteração na data do Enem resultaria em grandes transtornos logísticos, que poderiam “comprometer a própria realização do exame no primeiro semestre de 2021”. A decisão, no entanto, ressalva que se o risco de maior de contágio levar alguma autoridade local ou regional a declarar novolockdown, isso seria um impedimento para a realização das provas. Caberia ao Inep reaplicar a prova nessas localidades específicas. 

Foi o que ocorreu no Amazonas, estado em calamidade pública por causa da pandemia, com falta de leitos e insumos para tratar os doentes. Diante dessa situação, a aplicação do exame foi suspensa no estado.