Preço do Etanol sobe 21,1% este ano

(Tomaz Silva/Agência Brasil)

O consumidor, afetado pelo preço da gasolina, também está tendo dificuldades para recorrer ao substituto imediato nos veículos com motor flex. Motivado por uma combinação de entressafra e aumento de demanda, o preço do etanol hidratado acumula aumento de 21,1% desde janeiro, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O preço médio do litro do combustível saltou de R$ 3,221 para R$ 3,901, conforme o levantamento semanal da ANP. Apesar de ser mais cara que o etanol, a gasolina comum subiu menos: 14,6% de janeiro a março. O preço médio do litro da gasolina no país passou de R$ 4,622 para R$ 5,299.

No atacado, o aumento é ainda maior. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o etanol acumula alta de 35% nas usinas do Centro-Sul, a principal região produtora do país.

Dependendo do modelo do veículo, o etanol torna-se vantajoso quando custa até ou menos que 75% do valor da gasolina. Segundo o levantamento da ANP, somente seis estados atingiram essa proporção na primeira semana de março: Goiás (68,9%), Mato Grosso (69,3%), Minas Gerais (72,8%), Amazonas (74,4%), Mato Grosso do Sul (74,7%) e Sergipe (74,9%).

Em alguns estados, o preço do etanol quase se iguala ao da gasolina. As maiores proporções foram registradas no Amapá (93,9%), Rio Grande do Sul (91%), em Santa Catarina (85,9%) e no Pará (83%).

Demanda e oferta

Mesmo com o etanol sendo desvantajoso na maioria dos estados, a demanda pelo substituto da gasolina está aumentando. De acordo com a edição mais recente do Boletim de Monitoramento Covid-19, do Ministério de Minas e Energia, o consumo de gasolina em 2021, até 23 de fevereiro, tinha caído 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, o consumo de etanol hidratado subiu 6,1% na mesma comparação.

À demanda maior do etanol, somam-se fatores ligados à safra de cana-de-açúcar. A tradicional entressafra, no início do ano, encarece o etanol no primeiro quadrimestre. Neste ano, porém, a oferta continuará baixa por mais tempo.

Segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única), a safra deste ano deve atrasar por causa da estiagem no segundo semestre do ano passado no Centro-Sul. Com menos chuva na primavera, as plantações de cana estão levando mais tempo para se desenvolver, fazendo parte das usinas adiar a colheita que costuma ocorrer no início de abril.

Durante a entressafra, a produção de etanol de milho costuma substituir o combustível proveniente da cana-de-açúcar. O ritmo, no entanto, é insuficiente para repor a oferta. Até a metade de fevereiro, conforme o levantamento mais recente da Única, a produção de etanol acumulava 29,68 bilhões de litros, queda de 8,54% sobre os 32,45 bilhões de litros obtidos no mesmo período na safra 2019/2020.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil 

Polícia prende três e recupera carga de Etanol roubada

Local onde a carga de etanol foi recuperada (Polícia Militar de SP/Reprodução)

A Polícia Militar Rodoviária prendeu três homens suspeitos de participar do roubo a uma carreta carregada com 35 mil litros de Etanol. A carga roubada foi recuperada.

O crime aconteceu em Miguelópolis, interior de São Paulo. O sistema de rastreamento da carreta denunciou que o caminhão estava fora de rota e a polícia foi avisada.

O caminhão e a carga foram localizados pela Polícia Rodoviária em um posto de combustíveis abandonado, na Rodovia Leônidas Pacheco Ferreira. Os suspeitos já havia feito o desengate da carreta. Os três foram presos em flagrante. Um carro usado pelos suspeitos, com placas de Cajuru, também foi apreendido.

Motorista

Durante a abordagem, os PMs descobriram que o motorista da carreta roubada havia ficado refém da quadrilha. O profissional foi libertado, logo depois, na região de Miguelópolis, e procurou a polícia.

Roubo de Carga

Segundo números da Secretaria de Segurança Pública, o Estado de São Paulo registrou ao longo do ano de 2020 quase seis mil ocorrências de roubo de cargas. Foram 5.918, sendo que dezembro foi o mês com maior número de casos: 699. O Estado ainda não divulgou o balanço referente ao mês de janeiro de 2021.

ANP flexibiliza aquisição de etanol anidro devido à covid-19

A Resolução 819/2020 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), publicada hoje (8) no Diário Oficial da União, flexibiliza as obrigações de aquisição de etanol anidro combustível (adicionado à gasolina), em caráter excepcional, “considerando a situação de emergência em saúde de calamidade pública” devido à pandemia do novo coronavirus.

Assinada pelo diretor-geral interino da ANP, José Gutman, a Resolução 819 entrou em vigor hoje e valerá até 31 de maio de 2021. As alterações terão validade para os contratos de fornecimento de etanol anidro na safra de julho de 2020 a maio de 2021.

De acordo com a resolução, houve mudanças nos parágrafos 3°, 6°, 7° e 12° do Artigo 3°, bem como no Parágrafo 1° e no caput do Artigo 10° da Resolução ANP número 67/2011, com a finalidade de aplicar um redutor de 16% sobre o volume comercializado em 2019.

Segundo a ANP, tal medida foi necessária diante da verificação de queda na demanda por gasolina C, em razão da pandemia da covid-19.

O envio dos contratos para homologação teve a data-limite prorrogada para 1º de julho. O volume calculado deve ter aplicação proporcional a 11 meses e com fator de redução de 16%, destaca a resolução.

Bolsonaro defende cobrança de ICMS nas refinarias

O presidente Jair Bolsonaro defendeu mais uma vez ontem (9) uma mudança na forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis. Segundo ele, o tributo deveria ser calculado sobre o valor vendido nas refinarias e não nos postos de combustíveis. O ICMS é um tributo estadual que varia de 25% a 34%, no caso da gasolina, sobre o valor do litro vendido nos postos. A alíquota de ICMS sobre o diesel varia de 12% a 25%, e sobre o etanol de 12% a 34%, segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis).

“O que eu pretendo é fazer com que o ICMS seja cobrado do preço do combustível na refinaria e não no final, na bomba de gasolina, aqui na frente. Hoje em dia, a média do ICMS é 30% do preço da bomba, vamos arrendondar os números. A gasolina está R$ 2 na refinaria, está R$ 5 lá na bomba. Os governadores, como regra, aplicam o ICMS, que é em 30%, no final da linha”, disse durante sua live (transmissão) semanal no Facebook. O governo federal tem estudado formas de compensar a alta no preço dos combustíveis, especialmente depois da eclosão da crise envolvendo Estados Unidos e Irã, que teve reflexos no preço internacional do petróleo.

Uma eventual mudança de cobrança, como a sugerida por Bolsonaro, é complexa e teria que contar com o apoio de governadores e do Congresso Nacional. O ICMS sobre os combustíveis representa uma fatia importante de arrecadação tributária dos estados. Durante a live, o presidente disse que a responsabilidade pela alta dos preços não deve recair apenas sobre o Executivo federal e defendeu o que chama de “divisão de responsabilidade”.

“Continuar cobrando [o ICMS] na bomba, isso é um crime com o consumidor, que vem botando na minha conta esse preço alto do combustível. Vamos dividir a responsabilidade. Um combustível mais barato ajuda a transportar tudo mais barato no Brasil. O frete cai de preço, o diesel cai de preço, ajuda todo mundo. Temos que fazer o contrário, em vez de aumentar imposto, vamos diminuir, porque a economia rodando mais, se ganha mais no final da linha”.
Venda direta

O presidente também defendeu a possibilidade de venda direta de etanol, pelas usinas, aos postos de combustível. Segundo ele, isso poderia reduzir em cerca de 20 centavos o valor do litro do combustível. Atualmente, essa venda direta é proibida por uma resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A norma estabelece que todo combustível deve passar por empresa distribuidora antes de chegar às bombas.

“Estou trabalhando para que o etanol produzido nas usinas possa ser vendido diretamente para os postos de combustíveis, tire daí do meio do caminho o monopólio, que são as distribuidoras. Às vezes, um caminhão pega o etanol produzido numa usina, anda 200, 300 quilômetros para levar para essa distribuidora, depois volta 300 quilômetros para entregar o etanol do lado dessa usina. O etanol vai chegar mais barato na ponta da linha, vinte centavos [mais barato], é pouco, mas é alguma coisa, estou fazendo minha parte, é o que eu posso fazer.

Um projeto de lei que libera a venda direta está tramitando na Câmara dos Deputados e já foi aprovado pela Comissão de Minas e Energia da Casa, no final do ano passado.

Vídeo mostra explosão de carreta na Tamoios

(Reprodução)


Um vídeo mostra o momento exato em que uma carreta carregada de combustível perde o controle da direção, tomba e explode na Rodovia dos Tamoios, entre São José dos Campos e Caraguatatuba. O acidente foi na manhã de hoje (18).

No acidente, o motorista do caminhão morreu carbonizado. Dois ocupantes de um carro, atingido pela carreta na hora do acidente, tiveram ferimentos leves e foram socorridos pela concessionária que administra a rodovia.

Momento em que carreta tomba e explode na Rodovia dos Tamoios (Reprodução)

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Controlado incêndio em tanque de Etanol de usina

Por  Elaine Patricia Cruz 

(Moisés Eustáquio/018 News/Reprodução)

Os bombeiros conseguiram controlar, por volta das 5h da manhã de hoje (11), o incêndio que atingiu ontem um tanque que armazena etanol na Usina Ipê, no município de Nova Independência (SP). Segundo os bombeiros, não houve vítimas, e as causas do incêndio ainda serão apuradas.

No auge da ocorrência, informou o órgão, foram necessários o trabalho de 90 homens e mais de 30 viaturas para controlar o incêndio. Com isso, os bombeiros conseguiram confinar o incêndio nesse tanque e impedir que ele se alastrasse.

Em nota divulgada hoje, a empresa Pedra Agroindustrial S/A – Usina Ipê informou que o incêndio, já controlado, atingiu um de seus tanques de armazenamento de etanol. “O tanque atingido, de número 3, no momento do incêndio armazenava 11.113.000 litros de etanol. A empresa ratifica a inexistência de vítimas de qualquer natureza, bem como a continuidade dos trabalhos de apuração das causas – ainda desconhecidas”, informou a empresa em nota.

Bombeiros tentam controlar fogo em tanque de Etanol

Por Camila Boehm

Segundo os Bombeiros, tanque tem 64 milhões de litros de Etanol (SBT Interior/Reprodução)

Bombeiros tentam controlar neste sábado (10), no município paulista de Nova Independência, o incêndio em um tanque que armazena etanol na Usina Ipê. São 64 milhões de litros de álcool queimando, informou o Corpo de Bombeiros às 13h40. Até o momento, não há registro de vítimas.

Desde a manhã, a equipe se deslocou para a Rua José Bonifácio, onde fica a usina. Viaturas de outros municípios também se juntaram no combate ao fogo e as últimas informações são de 14 viaturas trabalhando para conter o incêndio.

A empresa Pedra Agroindustrial S/A – Usina Ipê informou, em nota, que está tomando todas as medidas de combate ao fogo e de rescaldo dos demais tanques, não tendo havido vítimas de qualquer natureza. Segundo a empresa, as causas do incêndio ainda são desconhecidas e serão apuradas.

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