Policial que matou George Floyd é sentenciado a 22,5 anos de prisão

Derek Chauvin gravado durante abordagem que matou Floyd (Reprodução)

A Justiça dos Estados Unidos sentenciou nesta sexta-feira (25/06) o ex-policial Derek Chauvin a 270 meses (22,5 anos) de prisão pela morte do afro-americano George Floyd, em 25 de maio de 2020.

Chauvin, de 45 anos, já havia sido considerado culpado em abril pelas três acusações que pesavam contra ele, faltando apenas a declaração da sentença, num julgamento considerado o mais importante envolvendo um caso de violência policial nos EUA nas últimas décadas.

A vítima de 46 anos morreu sufocada após Chauvin imobilizá-la no chão de uma rua na cidade de Mineápolis por nove minutos e meio, após a suspeita de Floyd ter passado uma nota falsa de 20 dólares. A morte desencadeou uma série de protestos em todo o país e se tornou um símbolo da luta contra o racismo após décadas de excessos cometidos pela polícia contra as minorias.

A sentença de 22 anos e meio ficou aquém dos 30 anos solicitados pelo promotor Matthew Frank, que afirmou que “torturado é a palavra certa” para definir o que o oficial fez contra Floyd. “Não foi um tiro momentâneo, um soco no rosto. Foram nove minutos e meio de crueldade contra um homem que estava indefeso e apenas implorando por sua vida”, disse Frank.

Antes de a pena ser proferida, Chauvin quebrou seu silêncio de mais de um ano no tribunal para oferecer condolências à família da vítima e lhe desejar “paz de espírito”.

Familiares de Floyd também se pronunciaram nesta sexta-feira durante a audiência. O irmão Philonise Floyd clamou ao juiz que impusesse pena máxima ao ex-policial. “Minha família já foi condenada à prisão perpétua”, disse ele. “Nunca seremos capazes de trazer George de volta.”

Outro irmão da vítima, Terrence Floyd, cobrou explicações de Chauvin sobre a morte do parente. “Por quê? O que você estava pensando? O que se passava pela sua cabeça quando colocou o joelho no pescoço do meu irmão?”, questionou.

George Floyd foi morto durante abordagem policial (Reprodução)

Em fala gravada em vídeo e exibida no tribunal, a filha de Floyd, Gianna Floyd, de 7 de anos, disse que gostaria de poder dizer a seu pai que “eu sinto sua falta e eu te amo”.

“Costumávamos jantar todas as noites antes de irmos para a cama. Meu pai sempre costumava me ajudar a escovar os dentes”, continuou a filha, dizendo que tem uma longa lista de coisas que gostaria de fazer com o pai. “Eu quero brincar com ele, me divertir, viajar de avião.”

Com bom comportamento, Chauvin pode receber liberdade condicional após servir dois terços de sua pena, ou cerca de 15 anos. Após a sentença, ele foi levado imediatamente de volta à prisão.

“Não consigo respirar”

Em audiência em 20 de abril, Chauvin, que havia se declarado inocente de todas as acusações, foi condenado pelos crimes de homicídio involuntário em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio doloso em segundo grau.

Durante o julgamento, os 12 jurados ouviram depoimentos de 45 testemunhas, incluindo pessoas que estavam no local quando Chauvin deteve Floyd, policiais, especialistas médicos, além de horas de evidências em vídeo.

Nas imagens registradas por testemunhas, Chauvin aparece forçando seu joelho sobre o pescoço de Floyd, algemado e deitado de bruços na rua, por nove minutos e meio.

“Não consigo respirar”, repetiu a vítima diversas vezes. A frase se tornou um símbolo de resistência contra a violência policial em todo o país. Ele havia sido detido sob a suspeita de tentar comprar cigarros em um mercado com uma nota falsa de 20 dólares.

Derek Chauvin, condenado pela morte de George Floyd (Fotos Públicas/Reprodução)

Durante o julgamento, a defesa alegou que Chauvin teria agido como “um oficial de polícia sensato”. Os advogados tentaram gerar dúvidas quanto às causas da morte, afirmando que as condições da vítima no momento da detenção teriam sido agravadas por problemas cardíacos ou até pela fumaça do escapamento da viatura policial, da qual ela estava próxima.

Mas um médico pneumologista afirmou no julgamento que Floyd morreu sufocado devido aos baixos níveis de oxigênio no sangue. O especialista rejeitou enfaticamente a teoria da defesa de que o uso de drogas e problemas de saúde da vítima teriam sido a causa da morte. 

“Uma pessoa saudável submetida ao que Floyd foi submetido teria morrido”, disse o médico, que era testemunha de acusação e analisou os registros do caso.

Ele disse ao júri que a respiração de Floyd foi severamente enfraquecida pela posição em que estava e com Chauvin e outros policiais de Mineápolis pressionando seu pescoço e costas.

Chauvin foi afastado da força policial junto com os outros três agentes envolvidos na ação que resultou na morte de Floyd. Os outros policiais envolvidos – Tou Thao, Thomas Lane e J. Alexander Kueng – também enfrentam acusações em conexão com a morte e serão julgados separadamente.

Por Deutsche Welle
ek (AFP, AP, Lusa)

Tiroteio na Flórida deixa dois mortos e vários feridos

(Reprodução)

Um tiroteio na Flórida, nos Estados Unidos, deixou duas pessoas mortas e outras 25 feridas na madrugada deste domingo (30). O ato aconteceu durante um show, em um salão de festas chamado El Mula Banquet Hall.

Três pessoas saíram de um carro e começaram a atirar contra as pessoas que estavam do lado de fora do salão, segundo o diretor da polícia local Alfredo “Freddy” Ramirez III. Ele classificou, em suas redes sociais, os criminosos como “assassinos a sangue frio” e o ataque como “covarde”.

Ainda não se sabe a identidade dos atiradores, e nenhuma prisão foi efetivada.

Por TV Cultura

Brasileiros deportados dos EUA chegam ao Brasil

(BH Airport/Reprodução)

Chegou nesta tarde, em Belo Horizonte, avião fretado pelo governo dos Estados Unidos (EUA) com 30 brasileiros deportados por imigração ilegal. O número de deportados foi confirmado pelo Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) e também pela concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana da capital mineira. 

Inicialmente seriam 106 pessoas deportadas, mas, segundo autoridades norte-americanas, alguns brasileiros obtiveram judicialmente a suspensão da medida e outros não foram submetidos ao testes RT-PCR para covid-19, o que é obrigatório para ingresso no Brasil.

Este é o primeiro voo de deportação de brasileiros durante o governo de Joe Biden, que assumiu a Presidência dos Estados Unidos em janeiro.

A política de deportação dos EUA foi intensificada em 2019 pelo então presidente Donald Trump, que endureceu a legislação contra imigrantes ilegais. Segundo o Itamaraty, “o processo de deportação ocorre integralmente sob as leis e a jurisdição soberana dos Estados Unidos”. Desde 2018, cerca de 5,3 mil brasileiros já foram deportados dos EUA. 

Biden enviou ao Congresso norte-americano uma proposta de reforma das leis de imigração. Se aprovada, a medida permitirá ao governo, futuramente, implementar ações de regularização da condição de milhões de imigrantes que vivem sem documentos no país.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil*

*Colaborou Gésio Passos, repórter da Rádio Nacional de Brasília

Brasileiros são deportados dos Estados Unidos

Um voo fretado pelo governo dos Estados Unidos deve chegar ao Brasil nesta sexta-feira (21), trazendo a 106 brasileiros detidos por entrarem ilegalmente no território norte-americano. A informação foi confirmada hoje (19) pelo Ministério das Relações Exteriores.

Segundo o Itamaraty, as autoridades norte-americanas já decretaram que os brasileiros detidos sejam deportados, não cabendo mais recursos contra a decisão. Ainda de acordo com a pasta, ao notificar a decisão, o governo dos EUA informou que a medida busca “reduzir o tempo de permanência destes cidadãos em centros de detenção, em particular no atual contexto da pandemia da covid-19”.

Conforme o Itamaraty, as repartições consulares brasileiras nos Estados Unidos estão oferecendo assistência consular ao grupo e a outros brasileiros detidos naquele país. A previsão inicial é de que o voo pouse em Minas Gerais, porém o aeroporto não foi informado.

A iniciativa ocorre quatro meses após o presidente dos EUA, Joe Biden, assumir como chefe de governo e enviar, ao Congresso, uma proposta de reforma das leis de imigração que, se aprovada, permitirá ao governo, futuramente, implementar ações que permitam a regularização da condição de milhões de imigrantes que vivem sem documentos no país.

Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil

Policial que matou George Floyd é considerado culpado

Derek Chauvin, o policial acusado pelo homicídio de George Floyd, foi condenado nesta terça-feira (20/04) pelas três acusações que pesavam contra ele, após o julgamento considerado o mais importante envolvendo um caso de violência policial nos Estados Unidos nos últimos tempos.

A morte de Floyd, asfixiado enquanto era imobilizado pelo policial, desencadeou uma série de protestos em todo o país e se tornou o símbolo da luta contra o racismo após décadas de excessos cometidos pela polícia contra as minorias.

Durante o julgamento, os 12 jurados ouviram depoimentos de 45 testemunhas, incluindo pessoas que estavam no local quando Chauvin deteve Floyd em uma rua de Mineápolis,  de policiais, especialistas médicos, além de horas de evidências em vídeo.

Durante o julgamento, os parentes de Floyd, muitos dos quais vieram do Texas para acompanhar o processo, se revezavam no único assento reservado para eles no tribunal. Antes da decisão do júri, o presidente dos EUA, Joe Biden, conversou com membros da família por telefone. “Rezo para que o veredito seja o veredito correto”, disse o presidente.

Após dois dias de deliberações, os jurados decidiram que Chauvin era culpado pelas três acusações que pesavam contra ele.

No julgamento, com o tribunal em Mineápolis cercado por barricadas e soldados da Guarda Nacional, Chauvin se declarou inocente das acusações de homicídio culposo em segundo grau, homicídio em terceiro grau e assassinato em segundo grau.

As três acusações requerem que os jurados considerem as ações de Chauvin como “fator causal substancial” da morte de Floyd, mas nenhuma delas implica que ele teria tido a intenção de mata-lo.

O júri era composto por quatro mulheres brancas, uma negra e duas multirraciais, além de dois homens brancos e três negros, de acordo com registro do tribunal. Suas identidades serão mantidas em sigilo.

Nas imagens de vídeo registradas por testemunhas, Chauvin aparece forçando seu joelho sobre o pescoço de Floyd, de 46 anos, por mais de nove minutos, enquanto ele estava algemado e deitado de bruços na rua.

“Não consigo respirar”, repetiu Floyd diversas vezes. A frase se tornou um símbolo de resistência contra a violência policial em todo o país.

Ele foi detido por suspeita de tentar comprar cigarros em um mercado com uma nota falsa de 20 dólares, em maio do ano passado.

A defesa afirma que Chauvin teria agido como “um oficial de polícia sensato”. Os advogados tentaram gerar dúvidas quanto às causas da morte de Floyd, ao afirmarem que suas condições no momento da detenção teriam sido agravadas por problemas cardíacos ou até pela fumaça do escapamento da viatura policial, da qual estava próximo.

Mas, um médico pneumologista afirmou durante o julgamento que Floyd morreu sufocado devido aos baixos níveis de oxigênio no sangue. O especialista rejeitou enfaticamente a teoria da defesa de Chauvin de que o uso de drogas e problemas de saúde de Floyd teriam sido a causa de sua morte. “Uma pessoa saudável submetida ao que Floyd foi submetido teria morrido”, disse o médico, que é testemunha de acusação e analisou os registros do caso.

Ele disse ao júri que a respiração de Floyd foi severamente enfraquecida pela posição em que estava e com Chauvin e outros policiais de Mineápolis pressionando seu pescoço e costas.

Tensão e protestos

Chauvin foi afastado da força policial junto com os outros três agentes envolvidos na ação que resultou na morte de Floyd, em 25 de maio de 2020, quando detiveram o afro-americano por supostamente tentar fazer compras numa loja com uma nota falsa de 20 dólares.

Os outros policiais envolvidos – Tou Thao, Thomas Lane e J. Alexander Kueng – também enfrentam acusações em conexão com a morte de Floyd e serão julgados separadamente no fim de 2021.

Mineápolis viveu um clima de forte tensão nos dias que antecederam o anúncio do veredito. Muitas lojas e edifícios no centro da cidade cobriram suas fachadas com tapumes, temendo a repetição de violentos protestos de rua ocorridos no ano passado após a morte de Floyd, quando ocorreram vários confrontos entre manifestantes e a tropa de choque da polícia.

Na semana passada, novos protestos ocorreram em Brooklyn Center, um subúrbio de Mineápolis, após uma policial matar a tiros o jovem negro Daunte Wright, durante uma fiscalização de trânsito. Ela teria confundido seu taser – arma de descarga elétrica – com sua arma de fogo, e atirou no jovem enquanto ele tentava fugir dos policiais.

Por Deutsche Welle

EUA desaconselham viagens a 80% dos países do mundo

O Departamento de Estado dos EUA informou na segunda-feira (19/04) que ampliará significativamente a lista de locais para os quais não recomenda viagens aos americanos, que passará a incluir cerca de 80% dos países do mundo.

Hoje há 34 países no nível 4, para os quais a recomendação é não viajar, incluindo Brasil, Argentina, Haiti, Rússia, Moçambique, Tanzânia, Quênia e Kosovo. Para chegar a 80% dos países do mundo, mais cerca de 130 países serão acrescentados à lista.

O governo americano afirmou haver um risco “sem precedentes” para os viajantes devido à pandemia de covid-19, mas disse que a mudança não significa uma reavaliação da situação sanitária de países específicos.

Segundo o Departamento do Estado, a ampliação ocorrerá na próxima semana e “reflete um ajuste” no seu sistema, que dará mais peso às avaliações epidemiológicas feitas pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Além da taxa de infecção, é considerada a disponibilidade local de testes e tratamento.

O órgão também pediu que os americanos que tenham feito planos de viagens internacionais reconsiderem sua decisão, mesmo que para países fora do nível 4.

A maioria dos americanos já está impedida de viajar para a maioria dos países da Europa devido a restrições ligadas à pandemia. O governo dos EUA também impede a entrada de praticamente todos os não cidadãos americanos que estiveram recentemente na maior parte da Europa, no Brasil, na China, na África do Sul e no Irã.

Viagens domésticas desestimuladas

No início de abril, o CDC disse que pessoas que concluíram sua vacinação contra a covid-19 poderiam viajar dentro dos Estados Unidos expostos a um “baixo risco”, mas a diretora do órgão Rochelle Walensky desestimulou os americanos a fazerem isso por causa do ainda alto número de casos pelo país.

“Sabemos que neste momento temos um aumento no número de casos. Minha orientação é contrária a viagens em geral”, afirmou Walensky. “Não estamos recomendando viagens neste momento, especialmente para indivíduos ainda não vacinados.”

Vacinação acelerada

Os Estados Unidos são um dos países cuja campanha de vacinação avança com mais rapidez. No domingo, o CDC informou que quase 130 milhões de pessoas com 18 anos ou mais foram vacinadas com pelo menos uma dose até o momento, o que representa 50,4% de todos os adultos do país.

Cerca de 84 milhões, ou 32,5% da população adulta, já estão completamente imunizados – seja com as duas doses das vacinas que requerem duas aplicações, seja com uma dose única do imunizante da farmacêutica Johnson & Johnson.

Ao todo, os EUA aplicaram 109 milhões de doses da vacina da Pfizer-Biontech, 92 milhões de doses do imunizante da Moderna e 7,9 milhões da vacina de dose única da Johnson & Johnson.

Por Deutsche Welle
bl/cn (Reuters, AP)

Feridos na invasão ao Capitólio, policiais processam Trump

(Bryan Myhr/Guarda Nacional dos EUA/via Fotos Públicas)

Dois policiais que trabalham no Capitólio abriram um processo contra o ex-presidente Donald Trump nesta terça-feira (30/03), por incitar a invasão à sede do Congresso americano, em 6 de janeiro. Ambos alegam que tiveram ferimentos “físicos e emocionais” durante o ataque, que culminou com a morte de cinco pessoas, entre elas um policial.

James Blassingame e Sidney Hemby pedem uma indenização de, ao menos, 75 mil dólares cada um.

“Os insurgentes foram incitados pelo comportamento de Trump, que por vários meses fez seus seguidores acreditarem que ele estava prestes a ser removido à força da Casa Branca por fraude eleitoral em massa”, diz o processo movido na corte federal em Washington.

“A turba de insurgentes que Trump inflamou, encorajou, estimulou, dirigiu e incitou, entrou à força e passou por cima dos demandantes e seus colegas, perseguindo-os e atacando-os”, afirma o documento.

Blassingame, um afroamericano que trabalha há 17 anos no Capitólio, disse que teve ferimentos na cabeça e nas costas e sofre emocionalmente com o evento. Ele também alega ter sofrido ataques racistas pelos simpatizantes de Trump.

Hemby, que trabalha há 11 anos no local, teve ferimentos nas mãos e nos joelhos, depois de ser esmagado contra as portas do prédio e foi borrifado no rosto e no corpo com spray químico. “O oficial Hemby normalmente tem uma atitude calma, mas tem lutado para controlar as consequências emocionais de ser atacado implacavelmente”, diz o processo, que compila vários exemplos de ocasiões em que Trump encorajou a insurreição.

Na época, o ex-presidente negou responsabilidade pelos distúrbios.

O processo também afirma que Trump alimentou a violência durante a campanha presidencial de 2020, vencida pelo democrata Joe Biden, e disseminou a falsa afirmação de que a eleição havia sido fraudada.

“Durante sua campanha de 2016, e durante sua presidência, Trump ameaçou usar violência contra seus oponentes, encorajou seus seguidores a cometer atos de violência e tolerou atos de violência por parte de seus seguidores, incluindo supremacistas brancos e grupos de ódio de extrema direita”, diz o documento.

O processo também cita momentos em que Trump incentivou seus apoiadores a marcharem até o Capitólio, incluindo um tweet de 19 de dezembro: “Grande protesto em DC em 6 de janeiro. Esteja lá, será selvagem”.

“O tweet de Trump em 19 de dezembro sobre o comício de 6 de janeiro foi considerado por muitos de seus apoiadores como um apelo literal às armas”, consta no processo.

Em 6 de janeiro, apoiadores de Trump descontentes com a vitória de Biden invadiram o Capitólio durante a sessão conjunta do Congresso que certificaria a vitória do democrata nas eleições presidenciais, forçando a saída abrupta de parlamentares e a interrupção da cerimônia.

Militantes que defendem Trump conseguiram romper diversas barreiras erguidas pela polícia, invadiram o prédio do Congresso e foram vistos em diversos locais do edifício. Um dos manifestantes sentou-se na cadeira da presidência do Senado e passou a gritar “Trump venceu essa eleição!”

Por incentivar a insurreição, Trump sofreu um processo de impeachment. No entanto, ele foi absolvido no Senado

Por Deutsche Welle
le (reuters, afp)

Com ajuda dos Estados Unidos, PF faz operação contra pedofilia

A Polícia Federal deflagrou hoje (23) a Operação Athoótita, com o objetivo de combater “possível prática de estupro de vulnerável”, além de crimes de compartilhamento e posse e produção de pornografia infantil no Tocantins.

Cerca de dez policiais federais estão cumprindo mandados de busca e apreensão, bem como de prisão preventiva, no município de Tabocão – todos expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária no Tocantins.

De acordo com a PF no Tocantins, a investigação teve início após cooperação jurídica internacional com os Estados Unidos, que encaminhou o material, à Polícia Federal, material compartilhado contendo pornografia infantojuvenil.

“No endereço da pessoa relacionada aos fatos, houve reporte de pornografia infantil por meio da Interpol em razão do upload de vídeo pedopornográfico em site de conteúdo adulto”, informou a PF.

O nome dado à operação – Athoótita – significa “inocência” em grego.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil 

Tiroteio em mercado deixa ao menos dez mortos nos Estados Unidos

(Reprodução)

Um tiroteio na cidade de Boulder, no estado do Colorado, nos Estados Unidos, deixou pelo menos 10 mortos, ontem (22). Uma das vítimas é o policial Eric Talley, o primeiro que chegou ao supermercado King Soopers, de acordo com a chefe da polícia de Boulder, Maris Herold. 

Segundo Kerry Yamaguchi, comandante da polícia local, uma pessoa considerada suspeita pelo crime foi presa. As motivações do acontecimento ainda não foram reveladas. As investigações continuam no local, com a ajuda do FBI e da SWAT. 

A polícia de Boulder prestou uma homenagem ao policial morto, em uma postagem no Twitter. Veja abaixo:

“Descanse em paz oficial Eric Talley. Seu serviço nunca será esquecido.”

https://twitter.com/boulderpolice/status/1374200720350580741/photo/1

O governador do estado do Colorado, Jared Polis, também se pronunciou:

“Meu coração está partido enquanto observamos este evento indescritível se desenrolar em nossa comunidade de Boulder. Estamos disponibilizando todos os recursos de segurança pública para auxiliar o Departamento do Xerife do Condado de Boulder enquanto eles trabalham para proteger o mercado.”

Por TV Cultura

Biden bate meta de vacinar 100 milhões em 100 dias de governo

(Kevin P. C/via Fotos Públicas)

Os Estados Unidos atingiram nesta sexta-feira (19/03) a meta do presidente Joe Biden de superar a marca de 100 milhões de pessoas vacinadas contra a covid-19 em seus primeiros 100 dias de governo. A cifra foi alcançada mais de um mês antes do previsto, no 58º dia de mandato do presidente.

Com o país agora administrando cerca de 2,5 milhões de doses por dia, Biden prometeu estabelecer uma nova meta na próxima semana, que pode chegar a 200 milhões de doses até seu centésimo dia no cargo. “Podemos conseguir dobrar [a meta]”, disse ele a repórteres antes de deixar a Casa Branca.

A meta de 100 milhões de doses foi anunciada em 8 de dezembro, antes do início da vacinação nos EUA. Quando Biden tomou posse, em 20 de janeiro, 20 milhões de doses haviam sido aplicadas.

Até agora, os EUA distribuíram 34,6 doses de vacinas contra a covid-19 para cada 100 pessoas, de acordo com números do site Our World in Data, da Universidade de Oxford. Em comparação, na União Europeia esse número é de 12,29 doses, e no Brasil, de 6,12.

Mesmo diante do sucesso da campanha de vacinação, Biden disse na quinta-feira que “não é momento de relaxar” e pediu que os americanos continuem seguindo as regras de distanciamento social e uso de máscara. “Os cientistas deixaram claro que as coisas podem piorar à medida que novas variantes desse vírus se espalham”, afirmou.

Envio de vacinas a outros países

Enquanto a vacinação avança rapidamente no país, a Casa Branca disse que pretende enviar vacinas a países vizinhos. O coordenador das ações contra o coronavírus, Jeff Zients, afirmou nesta sexta-feira que 2,5 milhões de doses da vacina da AstraZeneca-Oxford devem ser enviadas ao México e 1,5 milhão, ao Canadá. Ele enfatizou que, como a vacina da AstraZeneca ainda não foi autorizada para uso nos EUA, “o empréstimo não reduzirá o fornecimento de vacina aos americanos”.

No dia anterior, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, já havia afirmado que a prioridade é vacinar a população dos EUA, mas observou que garantir que os países vizinhos também possam conter o coronavírus é uma “missão crítica” para acabar com a pandemia.

A vacina da AstraZeneca é aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e já está sendo aplicada na União Europeia, no Brasil e em outros países. Mesmo sem a aprovação nos EUA, milhões de doses estão armazenadas no país, aguardando a liberação para uso.

O estoque – de 7 milhões de doses prontas para uso, segundo a Casa Branca – virou motivo de críticas da comunidade internacional, que argumenta que essas vacinas poderiam estar salvando vidas. Assim, o governo Biden passou a receber apelos de aliados em todo o mundo para liberar as vacinas da AstraZeneca.

No começo do mês, o jornal Financial Times informou que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu a Washington que considerasse o envio de doses para a Europa em meio a uma discussão com a AstraZeneca. A gigante farmacêutica anglo-sueca disse que fornecerá menos da metade do número planejado de vacinas à UE no segundo trimestre deste ano.

Aliado inesperado

Na terça-feira, a campanha de vacinação americana ganhou um aliado inesperado. Em entrevista em rede nacional, o ex-presidente Donald Trump recomendou que os americanos ainda relutantes, sobretudo seus apoiadores, se vacinem contra a covid-19. A declaração marcou uma guinada na postura do ex-presidente, que sempre foi relutante em endossar a vacina de forma mais incisiva em público. Trump e sua esposa, Melania, foram vacinados em segredo em janeiro.

“É uma vacina segura, e é algo que funciona”, disse Trump ao canal Fox News.

Os Estados Unidos são o país com mais casos e mortes por covid-19 no mundo. No total, mais de 29,7 milhões de pessoas contraíram o coronavírus nos EUA e mais de 540 mil morreram em razão da doença. 

Por Deutsche Welle

le/ek (AP, AFP, DPA, Reuters)