Presos suspeitos de torturar homem no mercado Extra

Por Elaine Patrícia Cruz

Polícia ainda tenta encontrar vítima da tortura (Reprodução)

Cinco pessoas foram presas hoje (24) acusadas de terem torturado um rapaz de cerca de 37 anos em um supermercado de São Paulo. As prisões são temporárias, por 30 dias. Uma sexta pessoa, acusada de também ter participado do crime, está foragida.

Segundo a Polícia Civil, dos seis indiciados pelo crime de tortura, quatro eram funcionários do estabelecimento e dois, de uma empresa de segurança. Um dos suspeitos teria sido o autor do vídeo e divulgado nas redes sociais.

Na semana passada, um vídeo mostrou seguranças batendo com um bastão e usando uma arma de choque contra um homem acusado de furto. A vítima ainda teve a boca amordaçada com fio elétrico. A tortura durou cerca de 15 minutos.

O caso aconteceu no supermercado Extra Morumbi, na zona sul paulistana. O supermercado lamentou o fato e disse, por meio de nota, que proíbe o uso de qualquer tipo de violência. Um inquérito foi aberto no 89º Distrito Policial para apurar os fatos. A empresa de segurança Comando G8, responsável pelo serviço de guarda patrimonial do estabelecimento afirmou que um dos funcionários citado no caso foi identificado e afastado. Esta foi a segunda denúncia de tortura praticada por seguranças de supermercado somente neste mês, em São Paulo.

(Reprodução)

De acordo com os delegados Roberta Guerra Maransaldi e Estevão Tirone de Almeida Castro, ambos do 89º Distrito Policial (Jardim Taboão), dois acusados já prestaram depoimento e confirmaram participação na tortura. Três serão ouvidos amanhã(25).

Em depoimento, um dos acusados confessou ter torturado a vítima com aplicação de choques elétricos, equipamento que ele disse ser seu mesmo. Por isso ele foi denunciado pelo crime de tortura. Outro suspeito teria sido responsável por golpear a vítima com vassoura e também será indicado por tortura ativa. Os demais foram denunciados por tortura de forma omissa já que, embora não tivessem torturado a vítima, permitiram que ela fosse torturada pelos demais. No caso da prática da tortura, a pena pode chegar a 8 anos de reclusão. Já no caso de omissão, a pena é de até quatro anos de reclusão.

Segundo os delegados, o caso ficou conhecido apenas recentemente, mas pode ter ocorrido entre abril de 2017 e janeiro do ano passado. A vítima foi torturada após ter furtado três peças de carne. Esta era a terceira vez em que ela era pega furtando no mercado. “No dia do crime, o Setor de Prevenção de Perdas [do supermercado] surpreendeu uma pessoa furtando e pegando três peças de carne. No momento em que ele [o rapaz suspeito de furtar carne] deixava o supermercado, quatro funcionários do supermercado o detiveram, chamaram os seguranças e o conduziram para uma sala que não tinha utilização no supermercado. Os funcionários pediram para que os seguranças ficassem na porta, impedindo o acesso de outras pessoas. Por dez minutos eles ficaram com a vítima na sala praticando torturas. Passados dez minutos, os seguranças entraram na sala, a vítima gritava muito, e não cessaram a tortura. Lá eles permaneceram por mais cinco minutos. Quando os seguranças entraram, a vítima já estava com as calças abaixadas e amordaçada. No vídeo dá para ver a utilização da máquina de choque e também a utilização de um cabo de vassoura”, disse a delegada.

A vítima já foi identificada, mas ainda não foi localizada pela Polícia, que tenta convencê-la a prestar depoimento e reconhecer os autores da tortura.

Outro caso

(Record TV/Reprodução)

No início do mês, a Polícia Civil começou uma investigação sobre um outro vídeo que circulava nas redes sociais mostrando um adolescente nu e amordaçado sendo chicoteado por seguranças do supermercado Ricoy, na zona sul paulistana. Após a divulgação do primeiro vídeo, surgiram outras imagens de maus tratos que teriam sido praticados no mesmo estabelecimento.

Os dois seguranças acusados de chicotear o jovem foram presos. Em nota, o supermercado afirmou que “todos os casos de agressão, discriminação ou violação dos direitos humanos devem ser punidos com o maior rigor da lei. Por isso o Ricoy está colaborando com as investigações de forma irrestrita e proativa”. O comunicado diz ainda que o supermercado nunca orientou “qualquer conduta que estimule a violência, a discriminação, a coação, o constrangimento ou a força desmedida e desnecessária”.

Sufocamento: aceita denúncia contra seguranças do Extra

Por  Douglas Corrêa 

(Facebook/Reprodução)

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou denúncia contra os vigilantes Davi Ricardo Moreira Amancio e Edmilson Felix Pereira, do supermercado Extra, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, pela morte do estudante Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, 19 anos, com um golpe de estrangulamento, conhecido como “mata-leão”. Tudo ocorreu na frente de dezenas de clientes e, apesar dos pedidos, o vigilante não soltou a vítima, provocando a morte do rapaz, que já estava imobilizado.

Davi Amancio vai responder por ter imobilizado e estrangulado o estudante no dia 14 de fevereiro deste ano. Já Edmilson responderá por omissão, por não ter impedido a ação de Davi.

No episódio, filmada por um cliente do supermercado, o segurança permanece cerca de quatro minutos em cima de Pedro Henrique, imobilizando-o. Apesar de ter sido alertado por vários clientes que observavam a cena de que o estudante estava sufocado, Davi só soltou o rapaz quando achou que não havia mais risco do jovem reagir. A mãe da vítima presenciou toda a cena e pediu várias vezes ao segurança Davi que largasse seu filho, que estava ficando roxo e, mesmo assim, não foi atendida.

Os bombeiros foram acionados para socorrer o rapaz e informaram que ele foi reanimado e encaminhado ainda com vida para o Centro de Emergência Regional da Barra da Tijuca, mas sofreu outras duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Rio, que se manifestou a favor dos réus responderem ao processo em liberdade. Assim, de acordo com a decisão, os réus estão proibidos de se aproximar ou manter contato com qualquer parente da vítima ou testemunha. Além disso, terão que comparecer ao juízo sempre entre os dias 1º e 10 de cada mês e estão proibidos de se ausentarem do Rio de Janeiro por prazo superior a 10 dias, sem prévia autorização do juízo.

Na decisão, o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, titular da 3ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Rio, escreveu: “Analisando a narrativa contida na petição inicial redigida pelo Ministério Público, encontrei a materialidade e os indícios mínimos de autoria do injusto do tipo imputado aos denunciados. Há, portanto, justa causa para a admissão da acusação, sendo certo que, no bojo do processo, à luz dos princípios do contraditório e da ampla defesa, poderão ser confirmadas, ou não, as acusações dirigidas aos denunciados”.

Polícia confirma que morto em assalto no Extra é um dos bandidos

Por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil

Assalto a carro-forte tem troca de tiros e feridos em supermercado da Raposo Tavares(Foto:Nivaldo Lima/SP AGORA)

Uma pessoa ficou ferida e outra morreu após tiroteio ocorrido hoje (23) no supermercado Extra, no km 13 da Rodovia Raposo Tavares, no Butantã, na zona oeste da capital paulista,  por volta de 12h23.

A troca de tiros aconteceu depois que três homens armados anunciaram o assalto a um carro forte que estava no pátio do supermercado. Homens armados abordaram os seguranças que abasteciam os caixas eletrônicos do mercado.

Segundo informações da Polícia Militar, um dos criminosos morreu e dois fugiram do local. Um dos vigilantes ficou ferido e foi encaminhado para o Hospital Universitário.

O Supermercado Extra informou que os clientes saíram ilesos e a a loja foi fechada. A rede de supermercados está contribuindo com as investigações.