Facebook bloqueia conta de Nicolás Maduro por desinformação

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (Twitter/Reprodução)

A conta do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no Facebook está bloqueada por 30 dias devido a “reiteradas violações” da política da empresa sobre desinformação relativa à pandemia do novo coronavírus.

“Removemos um vídeo publicado na página do presidente Nicolás Maduro por violar nossas políticas sobre desinformação relacionada à covid-19 que poderia colocar a população em risco”, informou neste sábado (27/03) um porta-voz da rede social à agência de notícias AFP.

A publicação de Maduro se referia à droga Carvativir, promovida por ele como “gotinhas milagrosas” para tratar o Sars-Cov-2, sem base em quaisquer estudos médicos publicados. “Seguimos as orientações da Organização Mundial da Saúde, segundo as quais atualmente não existe nenhuma medicação que previna ou cure o vírus”, reforçou a empresa dirigida por Mark Zuckerberg.

Já houvera violações prévias, e os responsáveis haviam sido advertidos. A conta do mandatário não será eliminada nem invisibilizada na plataforma, mas apenas colocada em “modo leitura” por um mês, com os administradores impedidos de fazer publicações ou postar comentários.

“Quem manda na Venezuela?”

O presidente venezuelano já havia criticado o Facebook por censurar seus vídeos relacionados ao medicamento em questão: “Eles dizem que, até a OMS dizer que sim, não posso falar do Carvativir. Quem manda na Venezuela? O dono do Facebook? Abusadores. Zuckerberg, é como se chama? É um tremendo abusador”, declarou Maduro na televisão, em 2 de fevereiro. Antes, também atacara as plataformas Twitter e o Youtube.

Diante da avalanche de informações no contexto da pandemia de covid-19, a Facebook ajustou suas políticas, regulando “anúncios que contenham informações enganosas, falsas ou infundadas sobre temas de saúde, inclusive aquelas assegurando que um produto ou serviço possa oferecer 100% de prevenção ou imunidade, ou que seja capaz de curar o vírus”.

Com 30 milhões de habitantes, segundo as cifras oficiais a Venezuela acumula mais de 154 mil casos confirmados de covid-19 e 1.532 mortes, desde os primeiros registros da doença, em março de 2020. Os dados, contudo, são questionados por entidades como a ONG Human Rights Watch, segundo as quais a realidade é muito mais grave.

Por Deutsche Welle

av (AFP, Lusa)

Facebook bane contas ligadas aos militares de Myanmar

O Facebook decidiu nesta quinta-feira (25/02) banir contas dos militares de Myanmar da plataforma, enquanto continuam os protestos em massa contra o golpe de Estado que removeu do poder no início do mês o governo da líder Aung San Suu Kyi.

“Os eventos [ocorridos] desde o golpe de 1º de fevereiro, incluindo a violência mortal, provocaram a necessidade dessa proibição”, disse a rede social em uma postagem, ao anunciar a suspensão de todos os perfis associados aos militares. “Acreditamos que os riscos de permitirmos o Tatmadaw (o Exército birmanês) no Facebook e no Instagram sejam grande demais.”

A gigante da tecnologia também anunciou o banimento de todos os perfis de entidades comerciais ligadas ao Tatmadaw.

Segundo a postagem da rede social, a decisão veio em razão de “abusos excepcionalmente graves dos direitos humanos e do risco claro de futuros atos de violência iniciados pelos militares em Maynmar”, além de repetidas violações das regras do Facebook desde o golpe.

A nação do Sudeste Asiático vem sendo palco de manifestações populares desde que a chefe de governo foi deposta e presa durante o golpe militar. Centenas de milhares participam de protestos e várias centenas de pessoas foram presas. Ao menos três manifestantes e um policial foram mortos nos atos de violência.

O Exército tomou o poder depois de alegar fraude nas eleições de 8 de novembro, vencidas por ampla margem pela legenda governistas Liga Nacional pela Democracia (NLD). Grande parte da liderança do partido também foi detida pelos militares.

A rede social anunciou que o banimento abrange as Forças Armadas e suas subunidades, além da mídia controlada pelo Exército e os Ministérios do Interior, da Defesa e dos Assuntos de Fronteiras, diretamente controlados pelos militares.

Ferramenta essencial de comunicação em Myanmar

O Facebook é amplamente utilizado em Myanmar e vinha sendo um dos principais meios de comunicação da junta militar que governa o país com a população, apesar de uma tentativa oficial de banir a rede no país logo nos primeiros dias após o golpe.

Durante décadas, Myanmar foi um dos país menos conectados à internet em todo o mundo, com menos de 5% da população conectada até 2012, segundo estimativas da União Internacional de Telecomunicações. Após a desregulamentação do setor, o preço dos planos de internet despencaram e um novo mercado se abriu no país.

O Facebook agiu com rapidez para se beneficiar dessas mudanças, e logo se tornou um feramente essencial de comunicação entre agências do governo, assim como comerciantes. Para muitos, a rede social é a própria internet.

Nos últimos anos, a plataforma se envolveu com ativistas pelos direitos humanos e partidos políticos democráticos no país do Sudeste Asiático. O Facebook decidiu agora após críticas internacionais ao fracasso da rede social em controlar campanhas de ódio online.

Por Deutsche Welle

rc (Reuters,AP)

Facebook e Twitter bloqueiam artigo controverso sobre Biden

Joe Biden com a candidata a vice-presidente, senadora Kamala Harris
(Fotos Públicas/Reprodução)

As redes sociais Facebook e Twitter decidiram nesta quarta-feira (14/10) limitar o compartilhamento de um artigo crítico ao candidato presidencial democrata americano Joe Biden, publicado pelo tabloide New York Post. O presidente Donald Trump e outros políticos conservadores condenaram a iniciativa como “censura”.

Num artigo intitulado “E-mail comprometedor revela como Hunter Biden apresentou empresário ucraniano a pai vice-presidente”, o periódico afirma ter obtido um computador abandonado pelo filho de Biden, conectando o ex-vice-presidente à companhia ucraniana de energia Burisma, cuja diretoria Hunter integrava.

“Tão terrível que o Facebook e Twitter retiraram a história dos e-mails ‘Espingarda Fumegante’ relacionados ao Dorminhoco Joe Biden e seu filho Hunter. É só o começo para eles. Não há nada pior do que um político corrupto”, escreveu Trump no Twitter.

Em comunicado, a campanha do presidente afirmou que as mensagens seriam prova de que o veterano democrata “mentiu para o povo americano” sobre os negócios do filho.

Fontes questionadas

A matéria se baseia num suposto e-mail de abril de 2015, em que o consultor da diretoria da Burisma, Vadym Pozharskyi, agradece a Hunter por convidá-lo a Washington para se reunir com seu pai, então vice do presidente Barack Obama. No entanto, não há qualquer indicação de que o encontro tenha ocorrido ou sequer sido agendado. Especialistas indicam que as alegações são falsas, e as fontes do artigo estão sendo questionadas.

Joe Biden nega qualquer envolvimento. Os responsáveis por sua campanha eleitoral confirmam que ele nunca se encontrou com o empresário em questão: “Revimos as programações oficiais de Joe Biden da época e não se realizou nenhum encontro como o alegado pelo New York Post.”

Ao restringir os links para o artigo, ambas as redes sociais evocaram dúvidas quanto a sua veracidade.

Segundo o porta-voz do Facebook Andy Stone, “isso é parte de nosso processo-padrão para reduzir a propagação de desinformação”. A matéria “é elegível para ter seus fatos checados pelos parceiros independentes” da plataforma, a qual está “reduzindo sua distribuição”, nesse meio tempo.

O Twitter, por sua vez, justificou a medida com as questões abertas quanto às “origens dos materiais” incluídos no artigo. Os usuários que tentam compartilhar o artigo recebem uma advertência de que seu pedido não pode ser completado “porque este link foi identificado pelo Twitter ou nossos parceiros como potencialmente danoso”. Quem tenta clicar num link para o artigo é igualmente advertido.

“Máquinas de propaganda”

Posteriormente, o New York Post informou que sua conta primária do Twitter fora trancada porque seus artigos sobre Biden violavam as normas da rede contra “distribuição de material hackeado”. Num editorial, o tabloide tachou as redes sociais de “máquinas de propaganda”.

A conta pessoal da secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, também foi trancada depois de ela compartilhar um link para a matéria. Na conta do governo no Twitter, ela reagiu: “Censura deve ser condenada.”

Em carta ao codiretor executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, o senador republicano Josh Hawley afirmou que o bloqueio “aparentemente seletivo” sugere “parcialidade por parte do Facebook”. Como “prova”, alegou que os funcionários da rede e outras cinco companhias de tecnologia doaram quase 5 milhões de dólares para a campanha de Biden, e apenas 239 mil dólares para Trump.

AV/afp,rtr,dpa

Por Deutsche Welle

Facebook vai banir conteúdo que negue o Holocausto

(Reprodução)

O Facebook anunciou nesta segunda-feira (12/10) que passará a remover qualquer conteúdo que expresse negação ou distorção do Holocausto. A rede social afirma que a decisão, que representa um endurecimento de suas regras de moderação, se deu em razão de preocupações com o aumento do antissemitismo.

“Há muito retiramos mensagens que defendam crimes motivados pelo ódio e assassinatos em massa, incluindo o Holocausto. Mas, com o aumento do antissemitismo, decidimos expandir a nossa regra para proibir também qualquer conteúdo que negue ou distorça o Holocausto”, disse Mark Zuckerberg, diretor da empresa que administra o Facebook, em seu perfil na rede social.

Os usuários que pesquisarem sobre o massacre de judeus durante a Segunda Guerra Mundial serão redirecionados “para fontes confiáveis de informação”, explicou Zuckerberg.

Nos Estados Unidos, o revisionismo histórico e o negacionismo não são proibidos. A jurisprudência costuma enquadrá-los sob a proteção da Primeira Emenda da Constituição americana, que assegura a liberdade de expressão.

“Lutei com esse dilema, entre o apoio à liberdade de expressão e os danos causados pelo menosprezo ou negação do horror do Holocausto”, disse o fundador do Facebook. Ele afirma tomou a decisão após analisar estudos que revelam um aumento global da violência antissemita.

Um comunicado do Facebook divulgado nesta segunda-feira menciona um estudo que afirma que quase um quarto dos americanos entre os 18 e os 39 anos acredita que o Holocausto é um mito, um exagero ou não tem opinião formada sobre o assunto.

“Traçar as linhas corretas entre o que é e o que não é um discurso aceitável não é algo inequívoco, mas, no estado em que o mundo se encontra, acredito ser este o equilíbrio adequado”, disse Zuckerberg. A rede social assegura que eliminou recentemente estereótipos antissemitas sobre o poder judaico, que muitas vezes aparecem nas teorias da conspiração.

Em 2018, Zuckerberg, que também é judeu, disse que não tinha a intenção de remover as mensagens negacionistas que circulavam em sua rede social. Em julho deste ano, um porta-voz da empresa afirmou que a rede social não removeria conteúdos “apenas porque são falsos”.

A postura da rede social levou entidades de sobreviventes do genocídio a pedir a Zuckerberg a remoção dos conteúdos negacionistas. A organização antissemitismo americana Anti Defamation League citou vários exemplos de grupos privados no Facebook, nos quais os usuários questionavam abertamente o Holocausto.

“Colocar em prática essas medidas não é algo que acontecerá da noite para o dia”, alertou a empresa em seu comunicado. “Há uma variedade de conteúdos que violam essas políticas, e levará tempo para treinarmos nossos analistas e sistemas.”

A rede social afirma que já removeu 22,5 milhões de postagens com discurso de ódio no segundo trimestre do ano e baniu mais de 250 organizações de supremacistas brancos.

Na semana passada, a empresa informou que iria remover qualquer grupo ou página que se identifique abertamente como QAnon, a teoria da conspiração que divulga mensagens associadas à extrema direita. A medida também se aplica ao Instagram.

O Facebook também anunciou restrições para coibir a disseminação de desinformações intencionais sobre o coronavírus e proibir postagens que têm como objetivo manipular eleitores, a poucos dias das eleições presidenciais nos EUA. 

RC/lusa/dpa

Por Deutsche Welle

Facebook e Twitter vão recorrer de decisão sobre bloqueio de contas

O Facebook e o Twitter informaram hoje (31) que vão recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que determinou o bloqueio internacional dos perfis de usuários investigados pela Corte pela suposta divulgação de notícias falsas (fake news) e ameaças aos ministros.

A manifestação da empresas foi divulgada após a decisão proferida pelo ministro, que estendeu o bloqueio nacional determinado por ele na semana passada. Segundo Moraes, o Facebook e o Twitter não fizeram o bloqueio internacional da visualização dos perfis, permitindo que as páginas sejam vistas fora do país e por usuários que estão no Brasil, por meio redes privadas de VPN, contornando a proibição.

“Respeitamos as leis dos países em que atuamos. Estamos recorrendo ao STF contra a decisão de bloqueio global de contas, considerando que a lei brasileira reconhece limites à sua jurisdição e a legitimidade de outras jurisdições”, declarou o Facebook.

Em nota, o Twitter também afirmou que vai recorrer da decisão e disse que a medida é “desproporcional”.

“O Twitter bloqueou as contas para atender a uma ordem judicial proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF). Embora não caiba ao Twitter defender a legalidade do conteúdo postado ou a conduta das pessoas impactadas pela referida ordem, a empresa considera a determinação desproporcional sob a ótica do regime de liberdade de expressão vigente no Brasil e, por isso, irá recorrer da decisão de bloqueio”.

Entre os usuários que tiveram as contas suspensas estão os jornalistas Allan dos Santos e Bernardo Kuster, os empresários Edgar Corona e Luciano Hang, o ex-deputado Roberto Jefferson e a ativista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter.

 Por Andre Richter – Repórter da Agência Brasil

Mesmo na pandemia, gigantes da tecnologia superam expectativas

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Desafiando a crise generalizada provocada pela pandemia de coronavírus que tem pressionado milhares de empresas, gigantes da tecnologia exibiram na quinta-feira (30/07) resultados trimestrais que superaram positivamente as expectativas de analistas.

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No mesmo dia em que os governos da Alemanha e dos Estados Unidos anunciaram retração recorde em suas economias, as quatro grandes empresas de tecnologia designadas em conjunto como Gafa – Google, Amazon, Facebook e Apple – mostraram robustez financeira, mesmo com alguns percalços, como no caso da Google.

A Amazon foi a companhia que exibiu os melhores resultados durante a pandemia, surpreendendo analistas. Suas vendas totais de produtos e serviços cresceram 40% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, de 63,4 bilhões de dólares para 88,9 bilhões – analistas projetavam receita de 81,24 bilhões de dólares. Já o lucro líquido da companhia dobrou, passando de 2,6 bilhões para 5,2 bilhões de dólares.

“Este foi outro trimestre altamente incomum, e eu não poderia estar mais orgulhoso e agradecido aos nossos funcionários em todo o mundo”, disse o CEO da Amazon, Jeff Bezos, em comunicado ao mercado.

Já a Apple anunciou que suas receitas cresceram 11%, chegando a 59,7 bilhões de dólares no último trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Já o lucro registrou aumento de 12%, passando para 11,3 bilhões de dólares. As vendas do principal produto da Apple, o iPhone, somaram 26,42 bilhões de dólares no período, acima das expectativas do mercado, que previa 20,6 bilhões.

O Facebook, por sua vez, anunciou que seus lucros praticamente dobraram no segundo trimestre, chegando a 5,18 bilhões de dólares, alta de 98% em relação ao mesmo período de 2019. A receita da companhia também cresceu 10,6%, para 18,7 bilhões de dólares.

A receita com publicidade, principal fonte de recursos do Facebook, avançou 10%, para 18,3 bilhões de dólares. Após o anúncio, o preço das ações do Facebook teve alta de 7%. Os bons resultados da empresa ocorreram mesmo com o declínio do mercado publicitário por causa da pandemia e campanhas de boicote a anúncios da rede social, acusada de fazer vista grossa para o extremismo e discurso de ódio.

Única empresa do Gafa a destoar das restantes, a Google registrou queda no lucro. As receitas ficaram relativamente estáveis, com registro de 38,3 bilhões de dólares no último trimestre, contra 38,9 bilhões no mesmo período do ano passado. Embora leve, foi a primeira queda no faturamento da história da empresa. Já os lucros caíram 30%, passando para 6,96 bilhões de dólares, contra 9,95 bilhões no segundo trimestre de 2019.

JPS/ots

*A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube

Discursos de ódio afastam empresas do Facebook

Diversas empresas iniciaram nesta semana um boicote ao Facebook anunciando que deixarão de veicular anúncios publicitários durante o mês de julho na plataforma e em outros apps controlados pela empresa, como Instagram. A recusa foi motivada pelo que consideraram a incapacidade da rede social de lidar com o discurso de ódio, desinformação e conteúdos de incitação à violência.

A medida foi incentivada pela campanha Pare o ódio por lucro (Stop Hate for Profit), promovida por organizações da sociedade civil relacionadas a direitos civis e promoção do debate público democrático na Internet, como Antidefamation League, Sleeping Giants, Free Press e Color for Change.

As entidades questionam a falta de ações da empresa para combater mensagens de ódio contra negros, somando-se às mobilizações “Vidas Negras Importam” (Black Lives Matter), além de outras abordagens como a negação do holocausto.

Grandes corporações globais aderiram ao boicote, como Coca-Cola, Puma, Adidas, Boeing, Ford, Honda, Levi ´s, Pfizer, Reebok, SAP e Unilever. De acordo com os organizadores do movimento, mais de 750 firmas já manifestaram adesão.

No Brasil, segundo um dos movimentos organizadores, o Sleeping Giants Brasil, algumas empresas já anunciaram a participação da campanha, como Unilever, Coca-Cola, Northface, Vans Usebrusinhas, o Interceptbr.

Propostas

Além do boicote, a campanha também apresentou uma série de reivindicações para o Facebook e para outras redes sociais. Entre elas incluir executivos para analisar os produtos sob o olhar de direitos humanos, realizar auditorias de entidades independentes sobre as medidas de combate ao discurso de ódio e desinformação e ressarcimento de anunciantes cujas mensagens pagas sejam veiculadas em posts sites depois identificados como problemáticos.

Os organizadores da iniciativa também cobram que o Facebook remova da plataforma grupos relacionados a supremacistas brancos, milícias, conspirações violentas, negação do holocausto, rejeição de efeitos de vacinas e que rejeitam mudanças climáticas. Também defendem que as aplicações da companhia parem de recomendar conteúdos de ódio e desinformação e criem mecanismos para que esses conteúdos sejam revisados por humanos, e não somente por sistemas automatizados.

Facebook

Em nota à Agência Brasil, o Facebook afirmou que a companhia investe “bilhões de dólares todos os anos para manter a comunidade”, embora não tenha detalhado os valores. Segundo a empresa, relatório da União Europeia indicou que a plataforma analisou mais conteúdos de discurso de ódio em 24h do que Twitter e Youtube.

“Nós abrimos para uma auditoria de direitos civis e banimos 250 organizações supremacistas brancas do Facebook e Instagram. Os investimentos que fizemos em Inteligência Artificial nos possibilitam encontrar quase 90% do discurso de ódio proativamente, agindo sobre eles antes que um usuário nos denuncie”, acrescentou o comunicado.

Em artigo publicado no site da empresa na quarta-feira (1º), o vice-presidente de políticas públicas e comunicação da empresa, Nick Clegg, declarou que o Facebook “não se beneficia do ódio” e que o discurso de ódio é uma expressão da sociedade na plataforma. Ele destacou que esses conteúdos são proibidos pelos parâmetros da comunidade e são retirados quando identificados, mas que procurá-los é como buscar “uma agulha no palheiro” pela grande quantidade de mensagens postadas diariamente.

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil

Como limpar dados que o Facebook recebe sobre você?

O Facebook anunciou mudanças em suas configurações de privacidade para permitir que os usuários aumentem a proteção de seus dados. Entre as novidades estão a possibilidade de “limpar” os dados que a plataforma compartilha com terceiros, além de novas configurações de perfil e avisos de login.

As medidas foram divulgadas por ocasião do Dia Internacional da Privacidade de Dados, celebrado ontem (28). O Facebook vem sendo criticado nos últimos anos pelo uso que faz das informações de seus usuários. O emprego de dados de dezenas de milhões de pessoas para fins de manipulação de eleições e processos pela empresa Cambridge Analytica colocou a empresa em evidência.

Com o recurso “Atividade Fora do Facebook”, o usuário pode configurar as informações que empresas e instituições compartilham com a plataforma, como as visitas realizadas aos sites delas. O usuário pode clicar em “gerenciar sua atividade fora do Facebook” e optar pela exclusão dos dados – ou “desconectar o histórico” na linguagem da plataforma. Ao configurar esse recurso como teste durante a redação desta matéria, o repórter descobriu que 262 aplicativos e sites enviavam dados para o Facebook. Veja um guia rápido para desabilitar os acessos:

A ferramenta permite também desativar a atividade fora do FB a partir do momento do ajuste feito pelo usuário. Contudo, isso não impede o compartilhamento de dados por terceiros, que continuarão sendo procedidos “para fins de mensuração e para fazer melhorias em nossos sistemas de anúncios, mas estará desconectada da sua conta”, explica a página do mecanismo. Anúncios continuarão sendo exibidos com base nas preferências e na atividade do usuário na rede social.

Privacidade

Na ferramenta de “Verificação de Privacidade”, na seção “configuração de dados”, o usuário pode gerir as informações disponibilizadas pelo Facebook a terceiros. Esse acesso ocorre por diversas ferramentas da plataforma, como o login utilizando a conta do FB. É possível definir quais apps e sites podem manter este acesso, ou retirá-los da lista.

Na seção “quem pode ver o que você compartilha”, uma das funções é definir o grau de visibilidade das informações do usuário. Registros como telefone, e-mail, escola e cidade, além das próprias publicações na plataforma, podem ser ajustados para acesso público, por amigos, por amigos dos amigos ou apenas pelo próprio usuário. É possível bloquear e gerir a lista de pessoas colocadas em cada uma dessas listas.

Por meio da nova ferramenta, o usuário pode ainda controlar quem pode lhe enviar solicitações de amizade, se qualquer pessoa na rede social ou apenas amigos de amigos.

Mudanças

Em mensagem publicada no site da companhia, o diretor-executivo, Mark Zuckerberg, afirmou que o intuito das mudanças é fazer com que o usuário “possa entender e gerenciar facilmente suas informações, por isso fortalecer seus controles de privacidade é tão importante”.

O Facebook oferece guias e opções de customização para usuários que desejam bloquear o compartilhamento de dados sensíveis.
O Facebook oferece guias e opções de customização para usuários que desejam bloquear o compartilhamento de dados sensíveis. – Agência Brasil

Para a organização internacional de defesa da privacidade Eletronic Frontier Foundation (EFF), o anúncio foi um “bom passo”, mas uma “medida incompleta”, tanto pelo desconhecimento da população quanto por não cessar a coleta intensa de dados dos usuários.

“Nós sabemos que usuários dificilmente vão ajustar suas configurações. Nos Estados Unidos, 75% dos adultos não conhecem as preferências de anúncio. A ferramenta não cobre todas as formas pelas quais o Facebook coleta e monetiza os dados dos usuários. Estes continuarão sendo objeto de anúncios segmentados”, pondera a coordenadora de pesquisa em direitos dos consumidores e vigilância da entidade, Gennie Gebhart.

Por  Jonas Valente – Repórter Agência Brasil

Facebook, Whatsapp e Instagram têm problemas

Por Jonas Valente 

(Reprodução)

Usuários das redes sociais Facebook, Whatsapp e Instagram relataram dificuldades na operação das plataformas hoje (3). As três redes pertencem à companhia Facebook, com sede nos Estados Unidos. No Brasil, a rede social de mesmo nome e o Whatsapp são acessados, cada um, por mais de 130 milhões de pessoas. A instabilidade foi sentida em diferentes regiões do mundo.

Entre os problemas informados estavam a não disponibilização de imagens no Facebook. Também no Whatsapp, usuários disseram não conseguir carregar imagens ou enviar e ouvir áudios.

Mensagens nas próprias redes e em outras, como no Twitter, repercutiram o problema. A hashtag #facebookdown estava entre as principais nos trending topics do Twitter, ao longo da manhã. Memes com o fundador e CEO da companhia, Mark Zuckerberg, ganharam a web.

Por meio de sua conta no Twitter, o Facebook afirmou que “está ciente que algumas pessoas estão tendo problemas para subir ou carregar imagens, vídeos e outros arquivos nos nossos apps”. E completou, se desculpando: “Pedimos desculpas pelo problema e estamos trabalhando para trazer as coisas ao normal novamente o mais rapidamente possível.”