Hamilton posta vídeo de protestos contra Bolsonaro

Reprodução / Instagram Oficial Lewis Hamilton

Lewis Hamilton compartilhou, nesta segunda-feira (31), em uma rede social, um vídeo das manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que foram realizadas no último sábado (29). “Meu coração está com vocês Brasil”, destacou na legenda da publicação.

Nas imagens, que foram gravadas na Avenida Paulista durante o protesto, é possível observar, do alto, milhares de pessoas. Além de São Paulo, mais de 100 outras cidades também tiveram atos contra a gestão do atual governo durante a pandemia. Segundo país com mais mortes no mundo, o Brasil já registrou mais de 462 mil óbitos recorrentes da doença.

O britânico é um dos esportistas que mais se posiciona diante de causas sociais, luta contra o racismo, questões ambientais, entre outras coisas, nas pistas e na vida pessoal. Nos protestos contra a morte de George Floyd, no ano passado, por exemplo, o atual campeão do mundo esteve entre os manifestantes.

Essa não é a primeira vez que Hamilton posta mensagens de apoio aos brasileiros. Além de, em outras oportunidades, o heptacampeão mundial já ter demonstrado, via redes sociais, o apoio ao Brasil durante a pandemia, os incêndios da que atingiram a Amazônia nos últimos anos também foram parar nas publicações do piloto da Mercedes.

Fórmula 1: Verstappen vence o GP de Mônaco e supera Hamilton

Verstappen vence em Mônaco e supera Hamilton no Mundial de Fórmula 1
Verstappen vence em Mônaco e supera Hamilton no Mundial de Fórmula 1
Verstappen é campeão do GP de Mônaco(Reprodução/Fórmula 1)

O holandês Max Verstappen venceu, neste domingo, o GP de Mônaco praticamente de ponta a ponta e, assim, assumiu a liderança do campeonato com 105 pontos, quatro na frente de Lewis Hamilton, que foi discreto e terminou em sétimo lugar. O segundo lugar da corrida ficou com Carlos Sainz, da Ferrari, e Lando Norris, da McLaren, fechou o pódio.

“É tão especial ganhar aqui e, também para mim, ter o primeiro pódio aqui. Uma corrida incrível”, disse Verstappen, que teve tudo sob controle do começo ao fim.

Vitória na Fórmula 1 de Max Verstappen

Carlos Sainz, da Ferrari, terminou em segundo, depois que seu companheiro, Charles Leclerc, que havia largado na pole position, abandonou a prova com problemas no eixo de transmissão.

O pódio foi o primeiro do espanhol desde que ele foi contratado pela Ferrari este ano.

O britânico Lando Norris, companheiro de Sainz ano passado na McLaren, ficou em terceiro.

A vitória foi a segunda de Verstappen na temporada e também a primeira vez que ele subiu ao pódio na corrida mais glamourosa do esporte. Ele tem agora 105 pontos, contra 101 de Hamilton, com Norris em terceiro, com 56.

*Com informações da Agência Brasil

Fórmula 1: Mercedes larga na frente no GP da Toscana

(Fórmula 1/Reprodução)

A escuderia Mercedes fará dobradinha na largada do Grande Prêmio (GP) da Toscana, na Itália, que acontecerá no próximo domingo (13). Assim, o hexacampeão mundial Lewis Hamilton alcançou a 95ª pole position da carreira. No circuito de Mugello, que está estreando este ano no calendário da Fórmula 1, o piloto britânico conseguiu o melhor tempo neste sábado (12), de 1min15s144.

Já o finlandês Valtteri Bottas esteve à frente praticamente em todo o treino de classificação, mas no final da sessão foi superado pelo companheiro de equipe. Com um tempo de 1min15s203, ele ficou com a diferença de 0s059 para Hamilton.

Na sequência, largarão dois pilotos da Red Bull Racing (RBR), o holandês Max Versttapen (terceiro) e o tailandês Alexander Albon (quarto). Na quinta colocação, o monegasco Charles Leclerc obteve a melhor classificação da Ferrari.

O Grande Prêmio da Toscana acontece neste domingo (13), a partir das 10h10.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional 

Globo deixará de transmitir Fórmula 1

A TV Globo não vai mais exibir a Fórmula 1 a partir de 2021. A emissora carioca desistiu da compra dos direitos de transmissão da maior categoria do esporte a motor. A informação é do site Meio & Mensagem e confirmada pelo GRANDE PRÊMIO. A negociação estava sendo feita junto ao Liberty Media, o grupo detentor dos direitos comerciais do Mundial, mas não houve acordo devido aos valores pedidos pelos americanos para a renovação do contrato. Dessa forma, o campeonato perde um dos únicos canais abertos a mostrar a F1 no mundo.

O GRANDE PRÊMIO soube também que a decisão de não renovar com o Mundial já havia sido tomada pela cúpula da emissora — a família Marinho — antes mesmo do atrasado início da temporada 2020, em julho, e que a situação só viria a mudar se o Liberty Media fizesse uma nova proposta financeira que satisfizesse as novas condições do grupo, que já cortou contratos com a Fifa e a Conmebol, no futebol, e está agindo da mesma forma com acordos altamente dispendiosos em todas as áreas, inclusive as artísticas.

Também de acordo com o Meio & Mensagem, a Globo já informou aos seus patrocinadores da atual temporada de que não vai seguir com a exibição do campeonato no ano que vem. Em 2020, a emissora do Rio de Janeiro vendeu apenas cinco de suas seis cotas de patrocínio. Ainda assim, segundo o preço de tabela, viu uma receita de R$ 494,75, o que seria suficiente para cobrir o preço do direito de transmissão da Fórmula 1 oferecido pelo Liberty Media.

Mas internamente, a Globo tem de dividir este bolo com as 118 afiliadas para transmitir a corrida em todo o território nacional. Segundo a direção, a conta acaba não fechando.

Temporada afetada pela pandemia

A temporada 2020 da Fórmula 1 foi sem precedentes. Por conta da pandemia de coronavírus, o calendário passou por diversas transformações até ser finalizado no início da semana com as adições de Turquia, Bahrein e Abu Dhabi. Originalmente previsto para começar em março, na Austrália, o campeonato só teve início em 5 de julho, com dois finais de semanas consecutivos no Red Bull Ring.

Assim, em maio a uma pandemia mundial, a F1 reduziu de para 17 as etapas em 2020, mas nada que impedisse a maior maratona que a categoria já teve em termos de corridas consecutivas: com o GP da Bélgica, o da Itália e o da Toscana, já terão sido três rodadas triplas em um espaço de apenas 11 semanas.

Com a programação apertada e a pandemia ainda longe de ter sido controlada especialmente no Brasil, nos EUA e no México, a F1 optou por uma temporada inteiramente europeia e asiática, abrindo mão das etapas americanas, inclusive do GP do Canadá e, claro, da etapa que seria disputada em Interlagos.

A história das transmissões

A história da Fórmula 1 na Globo se confunde com as transmissões da categoria para o Brasil. Apesar da TV Record transmitir a primeira corrida para o país, o GP da Inglaterra de 1970 que marcou a estreia de Emerson Fittipaldi na categoria, a Globo passaria a contar com os direitos em parceria com a Tupi a partir de 1972. Durante aquela década, a Globo televisionou corridas junto a outras emissoras e deixou de passar tantas outras provas em detrimento da programação habitual.

A grande virada viria com a entrada nos anos 1980. A Bandeirantes adquiriu os direitos em 1980 e transmitiu todas as corridas de forma exclusiva naquele ano. A Globo voltou a carga em 1981 e assumiu as rédeas de vez para se tornar a emissora responsável nos últimos 40 anos. Aliás, o retorno da F1 foi um dos fatores para a contratação de Galvão Bueno naquele começo de década.

Daí em diante, a Globo transmitiu a esmagadora maioria das corridas e acompanhou os três títulos mundiais de Nelson Piquet e Ayrton Senna, os sete de Michael Schumacher e os seis de Lewis Hamilton, além de vitórias de Rubens Barrichello e Felipe Massa.

GP Brasil em Interlagos é cancelado pela F1

A Fórmula 1 cancelou hoje (24) o Grande Prêmio (GP) do Brasil que ocorreria em 15 de novembro. Será a primeira vez, desde 1973, que a corrida não será realizada no país. O anúncio feito nesta sexta-feira (24) por meio de nota oficial da  Fórmula One Management, organizadora do evento. 

Além do GP do Brasil no autódromo de Interlagos, também foram cortadas da temporada deste ano outras três provas: Canadá, Estados Unidos e México. As corridas estavam previstas para acontecer entre outubro e novembro, com exceção do GP do Canadá, que seriam em em junho.

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, comentou a decisão durante coletiva de imprensa sobre a situação da pandemia do novo coronavírus (covid-19), em São Paulo. Covas disse que a prefeitura vai respeitar a decisão dos organizadores da Fórmula 1. No entanto, ressaltou que a capital paulista, em novembro, estará em situação melhor do que nas cidades onde já ocorreram corridas este ano. Covas afirmou ainda que as tratativas pra renovação do contrato da Fórmula 1 em Interlagos no ano que vem continuam. O contrato termina este ano.

No início deste mês, o chefe da Mercedes, o austríaco Toto Wolff, já havia se pronunciado sobre a inviabilidade de realização do GP no país. Na ocasião, ele revelou o teor da conversa que teve com o diretor executivo da F1, o norte-americano Ross Brown, sobre o risco de realizar o GP no Brasil diante do descontrole da pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. 

Por meio de mensagem publicada o Twitter, os organizadores comentaram a decisão. 

“Com a pandemia da COVID-19 em curso, significa que, infelizmente, não será possível competir no Brasil, EUA, México e Canadá este ano. Esperamos voltar na próxima temporada para as Américas para fazer um show para nossos fãs apaixonados da região.” e ainda completou em nota publicada no site – “Também queremos prestar homenagem aos nossos incríveis parceiros nas Américas e esperamos voltar com eles na próxima temporada, quando mais uma vez conseguirem emocionar milhões de fãs ao redor do mundo.”

Por meio de nota oficial, a  assessoria de comunicação da empresa Interpub, responsável pelo GP Brasil, disse: “Sobre as notícias divulgadas hoje, 24/07/2020, dando conta do cancelamento do GP Brasil de Fórmula 1 e das demais corridas das Américas, comunicamos que não recebemos até o presente momento nenhuma comunicação oficial da Federação Internacional de Automobilismo e, dessa forma, não poderemos nos manifestar”.

A Fórmula 1 deveria iniciar em março, mas teve de ser adiada por causa da explosão de casos de covid-19 pelo mundo. Ao todo, 15 provas já foram afetadas pela insegurança sanitária, sendo que sete delas (Austrália, Mônaco, França, Holanda, Azerbaijão, Cingapura, Japão, Brasil, Canadá, Estados Unidos e México) foram canceladas. Já outras quatro provas acabaram adiadas (Bahrein, Vietnã, China e Espanha).

Por outro lado, mais três circuitos foram confirmados para a temporada 2020. Em Nürburgring (GP da Alemanha), acontecerá em 11 de outubro. Já o de Portimão (GP de Portugal) aparece como novidade. Ele foi agendado para 25 de outubro, e será a primeira vez que o Circuito Internacional de Algarve sediará uma corrida de F1. O país não recebia um evento de Campeonato Mundial da categoria desde 1996. Por fim, o de Ímola (GP da Emilia Romagna) está marcado para 1º de novembro, na Itália.

Com o calendário revisado devido à pandemia, os organizadores da Fórmula 1 reiteraram o objetivo de completar o Campeonato Mundial com a disputa de 15 a 18 provas. Inicialmente era previsto 22 circuitos. O encerramento da competição deverá acontecer em dezembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional 

Fórmula 1 cancela GPs do Azerbaijão, Singapura e Japão

Mais três provas do Circuito Mundial de Fórmula 1 deixarão de acontecer na temporada deste ano por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19):  Azerbaijão, Singapura e Japão. O anúncio foi feito na manhã de hoje (12), pela organizadora do evento – Fórmula One Management – por meio de nota oficial.  Agora, chega a 12 o número de corridas afetadas pela insegurança sanitária em 2020. 

(Arquivo/LAT Images/via Fotos Públicas)

O Grande Prêmio (GP) do Azerbaijão estava marcada para ocorrer em 7 de junho, mas inicialmente havia sido apenas adiada. Em comunicado, os organizadores da F1 explicaram que o cancelamento definitivo ocorreu por causa do tempo considerado curto para a construção do circuito de rua. Pelo mesmo motivo, a disputa em Singapura, que estava agendada para 20 de setembro, foi extinta.

Quanto ao GP do Japão, a nota esclarece que o cancelamento foi necessário devido às medidas restritivas de viagens. Os japoneses receberiam a prova em 11 de outubro.

De acordo com Ross Brawn, chefe de Automobilismo da F1, outros locais estão sendo avaliados para serem incluídos no calendário.

“Há várias pistas europeias boas em que podemos adicionar mais uma ou duas corridas para garantir uma temporada abrangente. Não vamos declarar ainda, pois [a discussão] ainda está em andamento”.

Da Áustria a Abu Dhabi

Os organizadores do Campeonato Mundial de Fórmula 1 mantêm o desejo de concluir entre 15 a 18 provas, das 22 programadas no planejamento inicial. Até o momento, apenas oito GPs da fase europeia tiveram datas e locais divulgados. A abertura da atual temporada está programada para 5 de julho, no circuito de Spielberg, na Áustria. Já a corrida de encerramento ocorrerá no mês de dezembro, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

Ao todo, 12 provas foram afetadas pela insegurança sanitária, sendo que 7 delas – Austrália (estreia), Mônaco, França, Holanda, Azerbaijão, Singapura e Japão – foram canceladas. Já outras cinco corridas foram adiadas: Bahrein, Vietnã, China, Espanha e Canadá.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional 

“99% de chance” da Fórmula 1 ir para o Rio, assegura Bolsonaro

Por Marcelo Brandão

CEO da Liberty Media, grupo que comanda a Fórmula 1, Chase Carey, durante encontro com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro recebeu, na tarde de hoje (24), no Palácio do Planalto, o CEO do Liberty Media, grupo que controla a Fórmula 1, Chase Carey; e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Após o encontro, Bolsonaro se mostrou otimista para que a etapa brasileira da Fórmula 1 seja disputada no Rio de Janeiro a partir de 2021 e não mais em São Paulo.

“Nós não perderemos a Fórmula 1. O contrato vence ano que vem com São Paulo e eles resolveram voltar ao Rio de Janeiro. [São] 99% de chance, de termos a Fórmula 1 a partir de 2021 no Rio de Janeiro. Obviamente, as consequências positivas da Fórmula 1 aqui são muito boas”, disse o presidente.

Dentre as vantagens citadas por Bolsonaro, está a maior capacidade de público do novo autódromo. Segundo ele, seriam 130 mil pessoas no Rio, contra o público de 60 mil em Interlagos. Ele afirmou ainda que o autódromo projetado para o Rio seria uma pista multiuso. Nela, também poderia ser disputada a Fórmula E, categoria de automobilismo com carros elétricos, dentre outros eventos.

O presidente disse ainda que ou a Fórmula 1 vai para o Rio de Janeiro ou sairá do Brasil. “Eu tenho que pensar no Brasil e não no seu estado. […] A área é muito mais ampla no Rio de Janeiro. […] Melhor ficar no Rio do que não ficar em lugar nenhum”.

Situação indefinida

Já o CEO da Fórmula 1 disse que as negociações com os dois estados ainda estão ocorrendo e que a melhor decisão será tomada: “Não temos nada fechado. Estamos empenhados nas discussões no Rio de Janeiro e em São Paulo. Não queremos eliminar nenhuma possibilidade”.

Chase Carey informou que quer proporcionar aos fãs brasileiros uma experiência semelhante à da final do futebol americano nos Estados Unidos, o Superbowl. “O que queremos procurar é a melhor experiência geral para os fãs. Como é feito com o Superbowl. Também tem música, comida, exibições, experiências”.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que os grandes eventos na capital do estado têm sido bem-sucedidos e negou que a violência na cidade seja um problema. Segundo ele, o índice de criminalidade é baixo nas áreas turísticas da cidade.

“Estamos enfrentando o crime organizado com muita contundência para poder reduzir os índices de criminalidade que são elevados na Baixada Fluminense, em comunidades. No grande cinturão cultural e turístico do Rio de Janeiro os índices são muito baixos e tem permitido um turismo cada vez mais crescente”.

Aprovada privatização do Autódromo de Interlagos

Por  Daniel Mello 

(Arquivo/Reprodução)

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou a concessão do Autódromo de Interlagos para a iniciativa privada. O projeto de lei para a privatização do espaço foi proposto pela própria prefeitura da cidade, em 2017. O texto recebeu uma emenda, substituindo a venda proposta inicialmente pelo Executivo municipal pela transferência de gestão à iniciativa privada, mantendo o autódromo como patrimônio público. O projeto, aprovado ontem (15), segue para a sanção do prefeito Bruno Covas.

Mudança



Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 ocorrerá no Rio de Janeiro, em 2020. Ele, inclusive, assinou um termo de cooperação com o governo do estado e a prefeitura da capital fluminense para as obras de um autódromo em Deodoro, com capacidade para receber um público de 130 mil pessoas.

A mudança, se for efetivada, encerrará um ciclo de 30 anos seguidos em que o Grande Prêmio do Brasil ocorre no Autódromo José Carlos Pace, em São Paulo, popularmente conhecido como Autódromo de Interlagos.

Em reação ao anúncio, a prefeitura de São Paulo lembrou que tem contrato em vigor com a empresa responsável pela organização do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 até o final de 2020. Em nota conjunta com o governo do estado de São Paulo, a administração municipal disse que está atuando para renovar o contrato do evento a partir de 2021.

Impacto na economia

O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, realizado nos dias 9, 10 e 11 de novembro do ano passado em São Paulo, teve um impacto de R$ 334 milhões no turismo da cidade, um crescimento de 19,2% ante os R$ 280 milhões registrados no ano anterior. Os dados são da prefeitura paulistana.

Do público total presente no autódromo, 77,5% eram turistas (67% no ano anterior). O número de visitantes estrangeiros também aumentou: de 10,9% em 2017 para 18,6% em 2018. A maior parte dos turistas ficaram hospedados em hotel: 69,2% em 2018, contra 55,4% em 2017.

Fórmula 1: Doria sai em defesa de SP e critica área escolhida no Rio

Por  Ludmilla Souza 

(Arquivo/Reprodução)

O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta sexta-feira (10) que não abrirá mão do Grande Prêmio da Fórmula 1 em 2020 em São Paulo. “Tem um contrato a ser cumprido, e tem o prefeito [Bruno Covas] e o governador que vão lutar pelo seu estado e pela sua cidade pela manutenção do GP em São Paulo. Não abrirmos mão da F1 em SP, é uma tradição, uma vocação da cidade, e o Autódromo Internacional de Interlagos é um dos melhores circuitos avaliados pelos pilotos”.

O governador disse que não há estremecimento entre ele e o presidente Jair Bolsonaro, por conta do anúncio feito na quarta-feira (8) pelo presidente de construir um autódromo para a realização do Grande Prêmio da Fórmula 1 em 2020 no Rio de Janeiro.



“Não há nenhum estremecimento, não há nenhum fator que possa afastar essa relação com o presidente. A relação segue muito boa, estaremos juntos no próximo dia 16 em Dallas, onde ele irá receber o prêmio de personalidade do ano”, disse o governador.

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Além do aspecto da qualidade do circuito, Doria enfatizou o aspecto econômico da realização da prova na capital paulista. “A capacidade econômica de uma cidade que tem 13 milhões de habitantes garante o volume de ingressos e o preço médio do ingresso que sustenta parte do investimento”, disse.

Impacto econômico

(Prefeitura de SP/Reprodução)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse que o impacto econômico do GP em São Paulo é de R$ 334 milhões, na última edição. “Embora seja um evento que não é maior em relação ao público, ele é de grande impacto econômico para São Paulo, já que, inclusive, 77% do público que frequenta [a F1] é turista”, salientou Covas, acrescentando que a prefeitura está atuando para a renovação do contrato com a Fórmula 1.

“Desde o final do último GP nós iniciamos as tratativas para a renovação do contrato, a partir de 2021. Durante esse período todo não tivemos nenhuma resistência por parte do proprietário do evento com relação a essa renovação. Temos uma reunião em junho para dar continuidade a essa tratativa. O CEO da empresa que agora detém a F1, o Chase Carey, estará aqui para mais uma rodada de conversas com a prefeitura de São Paulo, não houve qualquer cancelamento. No entanto, fomos pegos de surpresa por este anúncio, já que a tratativa de São Paulo com a F1 tem se dado dentro da normalidade”.

Governador

Doria também enfatizou que tem uma boa relação com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o prefeito da cidade, Marcelo Crivela.

“Nada temos contra o Rio de Janeiro, muito menos contra o prefeito e o governador. É legítimo que eles busquem pelo estado do Rio de Janeiro, não temos nenhum conflito, nenhuma oposição de nossa parte a essa legítima vontade de melhorar o turismo e a oportunidade de promover grandes eventos no Rio de Janeiro”.

O governador de São Paulo disse que a área escolhida para o futuro autódromo no Rio de Janeiro não tem nada a oferecer.

“Já sobrevoei o campo de Deodoro e não tem nada, rigorosamente nada. Como é que pode imaginar que um investimento que não está planejado dizer que haverá um autódromo internacional, qualificado e aprovado pelos promotores da Fórmula 1, para realizar em 2020 o GP de F1, algo não está ordenado nesse processo”.

O prefeito Bruno Covas disse São Paulo atende a todas as especificações para a prova e que não há taxa de promoção a ser paga pela prefeitura aos promotores do GP. “A prefeitura não paga nenhum valor à Fórmula 1, o que está no contrato, e que a prefeitura sempre faz, são as obras que precisam ser feitas no autódromo anualmente para poder receber muito bem o evento, não há nenhum valor pago à Fórmula 1 para poder realizar o evento. Vamos continuar avançando para que o evento gere emprego e renda”.