França: Torre Eiffel reabre após oito meses fechada

(Arquivo/Sophie Robichon/Mairie de Paris/via Fotos Públicas)

A Torre Eiffel, principal cartão-postal da França, reabriu para visitas do público nesta sexta-feira (16), após permanecer fechada por oito mesesdevido à pandemia da Covid-19. Esse foi o tempo mais longo que a atração ficou sem visitantes desde a Segunda Guerra Mundial.

A reabertura exige o uso obrigatório de máscara para maiores de 11 anos. Além disso, a partir do dia 21 de julho, as pessoas maiores de 18 anos deverão apresentar um comprovante de vacinação completo ou um teste negativo para o vírus de até 48 horas antes da visitação. Os elevadores da Torre Eiffel operam com 50% da capacidade. 

Os franceses estimam poder receber na atração cerca de 13 mil pessoas por dia. Desde 1º de junho, quantos ingressos começaram a ser vendidos novamente, 70 mil entradas foram adquiridas. 

por TV Cultura

França investiga nova variante que escapa a teste PCR

Uma nova variante do novo coronavírus preocupa as autoridades francesas. A nova estirpe, detectada em um hospital de Lannion, na Bretanha, em Côtes-d’Armor, não foi identificada por meio dos testes PCR, mas apenas com testes sorológicos e coleta de matéria biológica. Especialistas investigam se a variante é mais infecciosa ou mortal.

A nova variante foi detectada em meio a um foco de infecção no hospital de Lannion. Entre 79 doentes, oito tinham sintomas de covid-19, incluindo infecções pulmonares graves. No entanto, os testes desses oito pacientes apresentavam sucessivamente resultados negativos.

Nesses casos, só foi possível confirmar que se tratava de covid-19 por meio da realização de testes serológicos e coleta de matéria biológica nos pulmões, intervenção mais demorada e invasiva.

Os cientistas do Instituto Pasteur procuram agora saber se a variante, com nove mutações genéticas, resiste à vacinação, ou se apresenta caráter mais infeccioso e mortal. 

“Está em curso uma avaliação para apurar o possível impacto dessas modificações genéticas na incapacidade de reconhecimento por testes virológicos, o que conduz a um subdiagnóstico e que poderá interferir na estratégia de rastreamento atualmente em vigor”, diz a Direction génerale de la Santé (DGS) em comunicado.

No comunicado, a DGS francesa indica que todos os casos que se enquadrem na definição dessa nova variante, prováveis ou confirmados “devem ser submetidos a um isolamento estrito durante um período de dez dias”.

O alerta surge no momento altura em que a pandemia progride no país, sobretudo na área metropolitana de Paris. Nessa segunda-feira foram registrados 333 óbitos e 6,47 mil novos casos em todo o território francês.

No total, o país contabilizou 4,078 milhões e 90,78 mil mortes desde o início da pandemia. Estão internadas nos hospitais franceses mais de 25 mil pessoas, das quais 4,21 mil nos cuidados intensivos.

A expectativa é que o presidente francês, Emmanuel Macron, anuncie novas medidas nos próximos dias, tendo em conta a evolução da pandemia sobretudo na região de Île-de-France.

“Vamos ter de tomar novas decisões nos próximos dias, sem dúvida”, afirmou Macron nessa segunda-feira, quando questionado sobre a possibilidade de um novo confinamento na região parisiense, antes da divulgação de informações sobre a nova variante, no norte de França.

Por RTP

Governo rebate Macron: “Soja brasileira não exporta desmatamento”

O governo brasileiro rebateu nesta quarta-feira (13/01) uma declaração feita pelo presidente da França, Emmanuel Macron, criticando a produção de soja em áreas desmatadas no Brasil.

Na terça-feira, Macron escreveu no Twitter que “continuar dependendo da soja brasileira é endossar o desmatamento na Amazônia”. “Somos coerentes com as nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa!”, completou.

O texto acompanha um vídeo de 30 segundos, em que o presidente francês destaca que, “quando importamos a soja produzida a um ritmo rápido a partir da floresta destruída no Brasil, nós não somos coerentes” com as ambições ecológicas europeias.

“Nós precisamos da soja brasileira para viver? Então nós vamos produzir soja europeia ou equivalente”, acrescenta ele no vídeo.



Nesta quarta-feira, o Ministério da Agricultura divulgou uma nota negando que a soja brasileira seja cultivada em terras desmatadas e alegando que a produção local é sustentável.

“A declaração do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a soja brasileira mostra completo desconhecimento sobre o processo de cultivo do produto importado pelos franceses e leva desinformação a seus compatriotas”, disse a pasta no texto.

“O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo, abastecendo mais de 50 países com grãos, farelo e óleo. Detém domínio tecnológico para dobrar a atual produção com sustentabilidade, seja em áreas já utilizadas, seja recuperando pastagens degradadas, não necessitando de novas áreas. Toda a produção nacional tem controle de origem. A soja brasileira, portanto, não exporta desmatamento”, completou.

Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão – que é presidente do Conselho da Amazônia – já havia reagido às críticas de Macron, afirmando que o Brasil cultiva pouca soja na Amazônia e que a França não tem como competir com o Brasil em termos de produção agrícola.

Monsieur Macron n’est pas bien [Senhor Macron não está bem]”, disse Mourão, em francês, após ser questionado por jornalistas sobre o caso.

“Macron desconhece a produção de soja do Brasil, nossa produção de soja é feita no Cerrado e no sul do país. A produção agrícola na Amazônia é ínfima. Por outro lado, nossa capacidade de produção é imbatível, vamos colocar assim, nossa competição neste ramo aí está muito acima dos demais concorrentes”, acrescentou o vice-presidente.

Segundo Mourão, a França “não tem condições de competir com a gente”. “Em outros aspectos, onde a indústria francesa, por exemplo, é melhor. Agora, nesse aspecto aí, na questão da produção agrícola, nós damos de 10 a 0 neles”, completou.

Soja importada pela Europa

A Europa é uma grande importadora de soja da América Latina, principalmente do Brasil. O cultivo em território brasileiro e a importação de soja para ser usada, por exemplo, como ração para pecuária e biocombustível têm sido fortemente criticados por impulsionar o desflorestamento.

Um relatório apresentado na semana passada em Berlim, intitulado Fleischatlas 2021 (“Atlas da carne 2021”), apontou que 50% dos produtos agrícolas enviados do Brasil à União Europeia, especialmente soja, carne bovina e café, são produto do desmatamento.

Já entre os países europeus, a França é o maior produtor de soja. Em 2020, o governo francês anunciou um plano para aumentar a produção local do grão, visando reduzir a dependência das importações, uma vez que o país continua comprando soja de outros países, sobretudo do Brasil – o que já gerou protestos de organizações ambientalistas como o Greenpeace, justamente por conta da associação entre a produção de soja e o desmatamento.

Varejistas franceses também anunciaram que, a partir de 2021, não mais comprariam soja brasileira que tivesse sido cultivada em áreas desmatadas.

Críticas à política ambiental

O aumento do desmatamento na Amazônia e em outros biomas brasileiros nos últimos dois anos gerou uma onda de indignação internacional, com Macron sendo uma das vozes mais críticas à política ambiental do presidente Jair Bolsonaro.

Os líderes francês e brasileiro chegaram a trocar farpas públicas. Em 2019, Macron disse que as queimadas no Brasil – cujas imagens correram o mundo e aumentaram a pressão sobre o governo brasileiro – eram uma “crise global” e precisavam ser discutidas “com urgência” pelo G7.

À época, a posição de Macron irritou Bolsonaro, que reagiu afirmando que a postura do francês evocava “mentalidade colonialista descabida no século 21”. Membros do governo Bolsonaro e filhos do presidente chegaram a xingar Macron nas redes sociais, e o próprio presidente fez um insulto machista à primeira-dama francesa, Brigitte Macron.

A situação do meio ambiente no Brasil levou inclusive alguns países europeus a ameaçarem não ratificar o acordo de livre-comércio assinado entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, que ainda precisa ser confirmado pelos parlamentos de ambas as partes.

Em agosto de 2020, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, se uniu a Macron como voz crítica ao acordo. Por meio de seu porta-voz, ela disse ter “sérias dúvidas” sobre a implementação do pacto comercial devido ao aumento do desmatamento na Amazônia.

Em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, o desmatamento na Amazônia cresceu 85%, atingindo 9.165 quilômetros quadrados, o maior nível registrado no bioma desde 2016, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Por Deutsche Welle

EK/dpa/lusa/ots

“Depender da soja brasileira é endossar desmatamento na Amazônia”, diz Macron

Presidente da França, Emmanuel Macron (Arquivo/G20 Argentina/via Fotos Públicas)

O presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a criticar o desmatamento na Amazônia nesta terça-feira (12/01), afirmando que a Europa precisa investir mais no cultivo de soja em seu território, senão estará “endossando” o desflorestamento em terras brasileiras.

“Continuar dependendo da soja brasileira é endossar o desmatamento da Amazônia”, escreveu Macron em postagem no Twitter. “Somos coerentes com as nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa!”, completou.

O texto acompanha um vídeo de 30 segundos, em que o presidente francês destaca que, “quando importamos a soja produzida a um ritmo rápido a partir da floresta destruída no Brasil, nós não somos coerentes” com as ambições ecológicas europeias.

“Nós precisamos da soja brasileira para viver? Então nós vamos produzir soja europeia ou equivalente”, acrescenta ele no vídeo, após uma visita a agricultores orgânicos na cidade de Tilly nesta terça-feira.

A publicação vem um dia depois da One Planet Summit, uma cúpula liderada por Macron com a participação de chefes de Estado, empresários e representantes de organizações não governamentais, dedicada à preservação da biodiversidade.

Críticas à política ambiental

O aumento do desmatamento na Amazônia e em outros biomas brasileiros nos últimos dois anos gerou uma onda de indignação internacional, com Macron sendo uma das vozes mais críticas à política ambiental do presidente Jair Bolsonaro.

Os líderes francês e brasileiro chegaram a trocar farpas públicas. Em 2019, Macron disse que as queimadas no Brasil – cujas imagens correram o mundo e aumentaram a pressão sobre o governo brasileiro – eram uma “crise global” e precisavam ser discutidas “com urgência” pelo G7.

À época, a posição de Macron irritou Bolsonaro, que reagiu afirmando que a postura do francês evocava “mentalidade colonialista descabida no século 21”. Membros do governo Bolsonaro e filhos do presidente chegaram a xingar Macron nas redes sociais, e o próprio presidente fez um insulto machista à primeira-dama francesa, Brigitte Macron.

A situação do meio ambiente no Brasil levou inclusive alguns países europeus a ameaçarem não ratificar o acordo de livre-comércio assinado entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, que ainda precisa ser confirmado pelos parlamentos de ambas as partes.

Em agosto de 2020, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, se uniu a Macron como voz crítica ao acordo. Por meio de seu porta-voz, ela disse ter “sérias dúvidas” sobre a implementação do pacto comercial devido ao aumento do desmatamento na Amazônia.

Segundo o porta-voz, Berlim observa “com grande preocupação” o desmatamento e as queimadas na região. “Nesse sentido, surgem sérias dúvidas sobre se, no momento, uma implementação do acordo pode ser garantida dentro do espírito pretendido. Vemos isso com ceticismo”, alertou.

Em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, o desmatamento na Amazônia cresceu 85%, atingindo 9.165 quilômetros quadrados, o maior nível registrado no bioma desde 2016, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Europa importadora de soja

A Europa é uma grande importadora de soja da América Latina, principalmente do Brasil. O cultivo e a importação de soja para ser usada, por exemplo, como ração para pecuária e biocombustível têm sido fortemente criticados por impulsionar o desflorestamento.

Um relatório apresentado na semana passada em Berlim, intitulado Fleischatlas 2021 (“Atlas da carne 2021”), apontou que 50% dos produtos agrícolas enviados do Brasil à União Europeia, especialmente soja, carne bovina e café, são produto do desmatamento.

Já entre os países europeus, a França é o maior produtor de soja. Em 2020, o governo francês anunciou um plano para aumentar a produção local do grão, visando reduzir a dependência das importações, uma vez que o país continua comprando soja de outros países, sobretudo do Brasil – o que já gerou protestos de organizações ambientalistas como o Greenpeace.

Varejistas franceses também anunciaram que, a partir de 2021, não mais comprariam soja brasileira que tivesse sido cultivada em áreas desmatadas.

Por Deutsche Welle

EK/dpa/lusa/ots

Padre ortodoxo é ferido a tiros em igreja na França

(GoogleStreetView)

Um padre ortodoxo foi baleado neste sábado (31/10) em um templo religioso no centro da cidade de Lyon, na França. O responsável pelo ataque conseguiu fugir, segundo a imprensa local.

O religioso foi atendido  e levado do local, que foi cercado pelas forças de segurança, em uma maca. Ao ser atendido pelas equipe de resgate, ele teria dito que não conhecia o responsável pelo crime. O ataque teria ocorrido por volta das 16h (horário local), quando o sacerdote estava fechando a igreja. Segundo as primeiras informações, a vítima foi hospitalizada com ferimentos graves.

O templo ortodoxo grego onde ocorreu o ataque está localizado no sétimo distrito da terceira maior cidade de França, no bairro conhecido como Jean Mace.

Ataque em Nice

Brasileira Simone Barreto Silva foi morta durante atentado dentro de igreja
(Redes Sociais/via RFI)

O atentado acorre três dias após três pessoas serem mortas – incluindo uma brasileira – na Basílica de Notre-Dame, em Nice, o que fez com que o governo francês elevasse o alerta de ameaça terrorista para o nível máximo.

O terrorista entrou igreja católica e em 30 minutos matou três pessoas a facadas: uma idosa de 60 anos que quase foi decapitada, o sacristão do templo, de 55 anos, e a brasileira Simone Barreto Silva, de 44 anos.

A brasileira ainda conseguiu deixar a igreja e tentou se esconder em um restaurante próximo, mas não resistiu aos ferimentos. 

Neste sábado, a polícia francesa anunciou ter detido um terceiro suspeito de cumplicidade no atentado de Nice. A prisão ocorreu no dia anterior, em seguida a duas outras prisões, uma delas no mesmo dia e outra na quinta-feira. O suposto agressor, que foi baleado pela polícia está em estado crítico no hospital.

Duas semanas atrás, um professor foi decapitado em um subúrbio de Paris por um agressor de 18 anos que aparentemente teria se indignado pelo fato de a vítima ter mostrado um desenho do profeta Maomé durante uma aula.

Homenagem a brasileira

Embora o motivo do ataque deste sábado em Lyon permanecesse desconhecido horas após o ocorrido, ministros do governo francês alertaram que podem ocorrer outros ataques de militantes islâmicos. O presidente francês, Emmanuel Macron, determinou que milhares de soldados sejam deslocados para proteger locais como templos religiosos e escolas.

Também neste sábado, um ato reunindo centenas de pessoas no centro de Nice homenageou a brasileira Simone Barreto Silva, morta no ataque na Basílica de Notre-Dame.

Segundo a rede pública francesa RFI, uma passeata foi da igreja Saint-Pierre d’Arène, onde foi realizada uma cerimônia em memória da brasileira, até o templo religioso que foi palco do ataque. Os participantes da manifestação entoaram o hino brasileiro, cânticos religiosos e pediram “paz” e “justiça”.

MD/afp/efe/rtr

Por Deutsche Welle

‘Digam aos meus filhos que eu os amo’, disse brasileira antes da morte

(Redes Sociais/via RFI)

Simone Barreto Silva, a brasileira de 44 anos morta no atentado terrorista à basílica de Nice, na França, na quinta-feira (29), era uma pessoa muito alegre e de “muita fé”, segundo amigos e familiares entrevistados pela RFI. “Esta fatalidade aconteceu no momento em que ela estava fazendo o que ela mais gostava: rezar, pedir a Deus por todos. Pedir saúde, proteção e paz”, conta, emocionada, sua prima Rita de Cássia Barreto. 

“Paz é o que a gente está precisando neste momento. E Simone era isso! Antes de ir ao trabalho, ela sempre passava na igreja para agradecer pelo dia e por todas as graças concedidas. Ela era uma pessoa de muita fé, muito católica”, continua Rita de Cássia, visivelmente emocionada. 

“A gente está devastada. É muito difícil você receber a notícia de que uma pessoa foi assassinada dentro de uma igreja, fazendo o que ela mais gostava. A gente não entende isso. A gente está sentindo muito, também por estar longe de nossos familiares que estão no Brasil”, lamenta Rita de Cássia. “Vocês não podem imaginar a dor que a família está sentido, inclusive porque tem três crianças que estão sem a mãe; é muito difícil.” 

Os filhos de Simone têm entre 4 e 14 anos. As últimas palavras dela, segundo testemunhas, foram: “Digam aos meus filhos que eu os amo”. 

Dançarina e agitadora cultural

Com a voz embargada, a amiga e dançarina Valeska de Araújo conta que conheceu Simone em Nice, em 1999, quando dançaram juntas no grupo brasileiro Oba Oba. “Nós éramos dançarinas e fazíamos muitos números juntas. Simone era uma pessoa alegre, brincalhona; dentro do camarim, a gente dava muita risada juntas”, diz Valeska, chorando. 

“Toda a comunidade brasileira conhecia Simone. Era uma pessoa maravilhosa, divertida. Ela sempre ia aos eventos brasileiros em Paris e tinha seu evento em Nice, a Festa de Yemanjá. Ela vai deixar saudades e boas lembranças, vou me lembrar sempre do grande sorriso que ela tinha”, finaliza Valeska. 

Simone veio para a França em 1995 para participar de um grupo de dança. Após alguns anos, ela largou a profissão e fez um curso de chef de cozinha. Ultimamente, Simone trabalhava como cuidadora de idosos, mas nunca deixou o lado artístico e cultural de lado, em especial ao participar da organização da Festa de Yemanjá em Nice. 

Simone Barreto Silva, vítima do atentado em Nice em 29 de outubro de 2020, tinha formação em chef de cozinha.
Simone Barreto Silva, vítima do atentado em Nice em 29 de outubro de 2020, tinha formação em chef de cozinha (Redes Sociais/RFI)

Em Nice, como em Salvador

Rita de Cássia conta que a organizadora da Festa de Yemanjá em Nice é Solange Barreto, irmã de Simone. “A festa acontece todos os anos, com o apoio da prefeitura de Nice, e é igual à festa do 2 de Fevereiro em Salvador”, conta Rita, que, junto com Simone, também estava presente a cada ano para saudar a rainha do mar. 

A reportagem da RFI entrou em contato com as irmãs de Simone, mas elas estavam sendo atendidas por um núcleo psicológico  – disponibilizado pelo Estado francês em casos de atentado – e disseram não terem condições de dar depoimentos. 

Ray Santos é amiga de Solange Barreto e conhecia Simone. Esteve com elas nas festas brasileiras como a Lavagem da Madeleine, em Paris, e a Festa de Yemanjá, organizada pela família Barreto em Nice. “Simone era uma pessoa muito alegre, simpática, tinha aquele sorriso que a gente vê nas fotos, sempre.” 

O amigo Robson Batista escreveu nas suas redes sociais: “Tive o privilégio de viver e trabalhar com Simone Barreto e passar momentos inesquecíveis, que guardarei sempre em minha memória”. 

“País-mundo”

“O Brasil é um país-mundo. Todas as diferentes religiões, comunidades, etnias estão representadas. E não podemos esquecer que é também o maior país católico do mundo, em proporção. Simone era muito católica e infelizmente foi vítima deste atentado atroz em uma igreja”, diz Carlos Maciel, cônsul honorário do Brasil em Nice.

O cônsul honorário ainda não tem a informação sobre se o corpo de Simone será enterrado na França ou no Brasil. “Estou em contato com as autoridades e estamos aguardando mais informações. Como se trata de um caso de terrorismo, tem coisa que ainda está em sigilo”, afirma. 

“Com prerrogativas limitadas de um consulado honorário”, Maciel está prestando apoio aos familiares e está em comunicação estreita com o consulado do Brasil em Paris, que, por sua vez, aguarda informações mais concretas do governo francês até o fim do dia. 

Por Paloma Varón, da RFI

Brasileira é uma das vítimas do atentado na França

Simone Barreto Silva trabalhava como cuidadora de idosos na França
(Lavage de la Madeleine/via RFI)

Uma brasileira está entre as três vítimas do atentado com faca ocorrido na cidade francesa de Nice nesta quinta-feira (29/10), segundo confirmou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Em comunicado, o Itamaraty afirmou que a cidadã brasileira tinha 40 anos, era mãe de três filhos e residia na França, mas não revelou seu nome.

Já a emissora pública francesa RFI, citando o Consulado Geral do Brasil em Paris, disse que a vítima era Simone Barreto Silva, de 44 anos, nascida em Salvador. Ela morava há 30 anos na França, tinha nacionalidade francesa e trabalhava como cuidadora de idosos, disse o veículo.

A brasileira foi gravemente ferida pelo autor do ataque dentro da Basílica Notre-Dame, a maior de Nice, e morreu num café nas imediações, onde ela havia se refugiado.

Em entrevista à TV France Info, um dos proprietários do estabelecimento afirmou que esteve em contato com Simone durante sua última hora e meia de vida.

“Ela atravessou a rua, toda ensanguentada, e meu irmão e um dos nossos funcionários a recuperaram, a colocaram no interior do restaurante, sem entender nada, e ela dizia que havia um homem armado dentro da igreja”, contou Brahim Jelloule, que é muçulmano.

Segundo ele, o irmão e o funcionário chegaram a entrar na basílica, mas foram ameaçados pelo autor do atentado e fugiram do local. Foram eles que chamaram a polícia, informou a RFI.

No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirma que “o presidente Jair Bolsonaro, em nome de toda a nação brasileira, apresenta as suas profundas condolências aos familiares e amigos da cidadã assassinada em Nice, bem como aos das demais vítimas, e estende sua solidariedade ao povo e governo franceses”. 

“O Brasil expressa o seu firme repúdio a toda e qualquer forma de terrorismo, independentemente de sua motivação, e reafirma o seu compromisso de trabalhar no combate e erradicação desse flagelo, assim como em favor da liberdade de expressão e da liberdade religiosa em todo o mundo”, completa a nota.

A pasta disse ainda que, através de seu consulado em Paris, está prestando assistência consular à família da cidadã brasileira vítima do ataque em Nice.

O atentado em Nice

O atentado ocorreu por volta das 9h da manhã (horário local), e acabou com três mortos. Além de Simone, um homem de 55 anos e uma mulher de 60 anos foram assassinados dentro da basílica, sendo que a vítima do sexo feminino foi degolada pelo agressor.

O autor, que teria gritado “Allahu Akbar” (Deus é grande, em árabe) ao perpetrar o ataque, foi ferido a tiros pela polícia e levado a um hospital. O promotor antiterrorismo da França, Jean-François Ricard, disse que o suspeito é um cidadão tunisiano nascido em 1999.

Ele chegou à ilha italiana de Lampedusa, ponto de entrada para migrantes que cruzam em barcos a partir do norte da África, em 20 de setembro, e viajou para Paris em 9 de outubro. O promotor não especificou quando o agressor chegou a Nice. O tunisiano não estava no radar das agências de inteligência como uma ameaça potencial.

Câmeras de vídeo gravaram o homem entrando na estação de trem de Nice às 6h47, onde ele trocou os sapatos e virou o casaco do avesso, antes de se dirigir à igreja, a cerca de 400 metros de distância. Ele chegou à basílica por volta das 8h30.

Ricard afirmou que o agressor carregava uma cópia do Alcorão, livro sagrado do Islã, e dois telefones. Uma faca com lâmina de 17 centímetros usada no ataque foi encontrada perto dele, junto com uma bolsa contendo outras duas facas não utilizadas no atentado.

Ataques na França

O ataque, o terceiro no país em apenas um mês, ocorre num momento em que a França está em alerta para atos terroristas em meio a tensões envolvendo caricaturas do profeta Maomé.

Em 16 de outubro, o professor de história Samuel Paty foi decapitado por um extremista islâmico nas proximidades de Paris, após ter exibido caricaturas do profeta em sala de aula, durante uma discussão sobre liberdade de expressão.

Em uma cerimônia de homenagem ao professor, Macron defendeu a liberdade de expressão e o direito de divulgar caricaturas no país, incluindo de Maomé, e acabou virando alvo de uma onda de indignação no mundo muçulmano, onde têm se multiplicado os apelos ao boicote de produtos franceses e os protestos.

Já em 25 de setembro passado, duas pessoas foram esfaqueadas perto do local onde ficava a antiga sede do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris. O autor do atentado disse que não conseguiu suportar a nova publicação de caricaturas de Maomé pelo jornal, que em janeiro de 2015 fora alvo de um atentado por causa da publicação dessas caricaturas. Na ocasião, dois extremistas islâmicos mataram 12 pessoas.

Nice, por sua vez, foi alvo de um massacre em 2016 que deixou 86 mortos na Promenade des Anglais, a avenida beira-mar da cidade, no dia 14 de julho, a data nacional francesa. Um tunisiano de 31 anos avançou com um caminhão sobre a multidão reunida no local.

EK/ap/lusa/ots

Por Deutsche Welle

Mulher tem pescoço cortado dentro de igreja em atentado na França

Ao menos três pessoas morreram, incluindo uma mulher que foi degolada, num ataque com faca numa igreja na cidade de Nice, no sul da França, nesta quinta-feira (29/10), de acordo com a polícia local. O agressor foi ferido a tiros pela polícia e levado a um hospital.

Um homem e uma mulher foram mortos dentro da Basílica Notre-Dame, e uma terceira pessoa, uma mulher, foi gravemente ferida e morreu num café nas imediações, onde ela havia se refugiado, segundo policiais. O atentado ocorreu por volta das 9h (horário local).

Procuradores antiterrorismo abriram uma investigação de assassinato relacionada com uma ação terrorista. O motivo do atentado ainda não foi esclarecido, mas ele ocorreu num momento em que a França está em alerta elevado para atos terroristas em meio a tensões envolvendo caricaturas do profeta Maomé.

O prefeito de Nice, Christian Estrosi, disse a jornalistas no local do ocorrido que o agressor ficou repetindo as palavras Allah Akbar (Deus é o maior, em árabe) e foi “neutralizado com tiros” pela polícia. Ferido, ele foi medicado ainda no local e depois levado a um hospital, disse a polícia.

Estrosi comparou o ataque com o recentemente cometido contra o professor Samuel Paty, que foi decapitado por um islamista nas proximidades de Paris por ter exibido caricaturas do profeta Maomé em sala de aula.

O homem morto é o sacristão da igreja, disse o prefeito. A informação foi mais tarde confirmada por um cônego, que acrescentou que a vítima tinha cerca de 45 anos.

Um investigador também disse que o agressor gritou Allah Akbar durante o atentado e acrescentou que se trata de um homem que teria se identificado como Brahim e que disse ter 25 anos. O jornal local Nice-Matin informou que o agressor se chama Brahim A., tem 21 anos e era desconhecido da polícia.

O Palácio do Eliseu anunciou que o presidente Emmanuel Macron vai se deslocar até Nice ainda nesta quinta-feira.

“Só posso condenar com veemência a covardia desse gesto contra pessoas inocentes”, afirmou o delegado-geral do Conselho Francês do Culto Muçulmano, Abdallah Zekri.

A Basílica Notre-Dame fica na avenida Jean Médecin, a rua comercial mais movimentada da cidade do sul da França.

Em 2016, um atentado terrorista deixou 86 mortos na Promenade des Anglais, a avenida beira-mar de Nice, no dia 14 de julho, a data nacional francesa. Um tunisiano de 31 anos, Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, avançou com um caminhão sobre a multidão reunida no local.

Ataques em Avignon e na Arábia Saudita

Poucas horas depois do atentado em Nice, um homem armado foi morto pela polícia em Avignon depois de ter ameaçado transeuntes e se recusado a largar a arma curta que portava. As primeiras informações da polícia são de que a ação não tem “caráter islamista”, mas todas as opções estão sendo investigadas.

Em Jidá, na Arábia Saudita, um homem armado com uma faca atacou um vigia do consulado francês. A embaixada da França em Riad comunicou que o agressor foi detido pela polícia.

LFR/AS/afp/ots

Por Deutsche Welle

Covid-19: Bares e cafés voltam a ser fechados em Paris

Torre Eiffel, em Pari (France Diplomatie/via Fotos Públicas)

A cidade de Paris entrou em estágio de alerta máximo devido ao crescimento exponencial no número de casos de coronavírus, e a partir desta terça-feira (06/10) cafés e bares da capital francesa deverão ficar fechados por duas semanas.

“A epidemia está avançando muito rápido. Temos que freá-la agora antes que o sistema de saúde fique sobrecarregado”, disse em entrevista coletiva o chefe da polícia parisiense, Didier Lallement, ao anunciar o fechamento dos bares. Restaurantes poderão continuar abertos, mas sob severas medidas de restrição. 

Nos últimos sete dias, Paris registrou mais de 250 casos por 100 mil habitantes, e a cifra chega a 500 na faixa etária entre 20 e 30 anos. Atualmente, 36% dos leitos de UTI da capital francesa estão ocupados por pacientes com covid-19. O número de infectados acima dos 65 anos também é preocupantemente alto.

“Estamos entrando numa nova fase”, disse a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, também presente na entrevista coletiva. Ela pediu aos franceses que “trabalhem todos juntos” para proteger os mais frágeis.

Além dos bares, deverão permanecer fechados clubes, salões de dança, ginásios, academias e piscinas. Também continuarão proibidos os eventos com mais de mil pessoas e agrupamentos de mais de dez pessoas em espaços públicos, assim como a venda de álcool e o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas a partir das 22h e festas de qualquer tipo. 

A fim de garantir a continuidade da atividade econômica, o comércio permanecerá aberto, mas deverá limitar o atendimento a um cliente a cada quatro metros quadrados de superfície. Instituições culturais, como teatros, cinemas e museus, também podem continuar abertos, desde que cumpram o protocolo sanitário.

Todas essas medidas dão às autoridades “novas armas” para continuar a luta contra o coronavírus, segundo Lallement, que lembrou que o uso da máscara também continua obrigatório.

Até agora, segundo dados oficiais, mais de 32 mil pessoas morreram de coronavírus na França.

IP/lusa/afp/efe/dpa

Por Deutsche Welle

Apostador leva sozinho prêmio de R$ 40 mi da Mega-sena

Um apostador de Franca (SP) acertou as seis dezenas sorteadas no concurso 2.218 da Mega-Sena nesta quarta-feira (4) em São Paulo e levou um prêmio de R$ 40 milhões. Os números sorteados foram 06 – 16 – 22 – 38 – 48 – 52. No próximo concurso, cujo sorteio ocorre no sábado (21), a estimativa é que o prêmio seja de R$ 2,5 milhões.

A quina teve 42 apostas ganhadoras; cada uma receberá R$ 64.678,28. A quadra teve 3.345 bilhetes premiados; cada um ganhará R$ 1.160,14.

Mega da Virada

A estimativa de prêmio para quem acertar as seis dezenas da Mega da Virada (concurso 2.220 da Mega-Sena) é R$ 300 milhões. O sorteio será realizado no dia 31 de dezembro de 2019. As apostas podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa.

Como nos demais concursos especiais, o prêmio principal da Mega da Virada não acumula. Não havendo apostas premiadas com seis números, o prêmio será rateado entre os acertadores de cinco números – e assim sucessivamente.