Foto mostra carro com o teto destruído dentro de posto. Funcionários olham veículo. No alto, teto do posto quebrado pela explosão.

Morre motorista do carro a gás que explodiu em posto

O motorista Mário Magalhães da Penha, de 67 anos, estava internado no Hospital Municipal Salgado Filho após ficar gravemente ferido na explosão de seu carro em um posto de combustível na Zona Norte do Rio de Janeiro. O homem não resistiu e morreu na madrugada desta quarta-feira (27). 

Ele estava abastecendo seu veículo com GNV em um posto na Rua Vinte e Quatro de Maio quando o cilindro do gás explodiu, atingindo o motorista que tinha acabado de abrir o porta-malas do carro. O veículo ficou completamente destruído.

De acordo com o portal g1, os frentistas disseram que o cilindro de gás do veículo estava em mau estado de conservação e enferrujado.

Uma mulher que estava na lateral do carro na hora da explosão também se feriu. Ela, no entanto, foi levada ao Hospital Souza Aguiar, no centro da cidade, e recebeu alta na última terça-feira (26).

Foto mostra carro com o teto destruído dentro de posto. Funcionários olham veículo. No alto, teto do posto quebrado pela explosão.

Carro a gás explode dentro de posto

Um carro explodiu na manhã de hoje (26) enquanto estava sendo abastecido com Gás Natural Veicular (GNV) em um posto de combustíveis na zona norte do Rio de Janeiro. Um homem ferido no episódio encontra-se em estado grave. Uma mulher também foi atingida.

Câmeras de segurança registraram o momento da explosão. As duas vítimas estavam fora do veículo. O homem estava checando alguma coisa no bagageiro e foi arremessado com o impacto. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), ele foi encaminhado para o Hospital Municipal Salgado Filho e está em estado grave.

Já a mulher foi atendida pelo Hospital Municipal Souza Aguiar e seu quadro é estável. Nas imagens, após a explosão, ela sai caminhando com as mãos no rosto em meio aos destroços.

Foto mostra carro com o teto destruído dentro de posto. Funcionários olham veículo. No alto, teto do posto quebrado pela explosão.
Carro a gás explodiu ao abastecer (Thomaz Silva/Agência Brasil)

O carro ficou completamente destruído. A estrutura do posto também foi impactada, mas nenhum frentista foi atingido. Fiscais da prefeitura se deslocaram para o local para organizar o trânsito.

Segundo a Polícia Civil, um procedimento investigativo foi aberto. Peritos estiveram no local e testemunhas estão sendo ouvidas. As imagens gravadas pela câmera de segurança também são analisadas. Entre outras coisas, será investigado qual era o estado de conservação do cilindro de gás do veículo.

Procurada pela Agência Brasil, a concessionária Naturgy informou que é responsável apenas pelo fornecimento do GNV. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também foi contatado e afirmou que a licença do posto de combustíveis é concedida pela prefeitura.

Tanques em refinaria da Petrobras. Em cada um deles há a marca BR estampada.

Bolívia quer cobrar mais pelo gás natural vendido ao Brasil

O governo da Bolívia afirmou nesta quarta-feira (25/05) que está tentando renegociar o seu atual contrato de fornecimento de gás natural à Petrobras e que busca um preço mais alto para o insumo.

Na sexta-feira passada, a Petrobras já havia informado que a Bolívia havia cortado em 30% o fornecimento de gás natural à estatal, de 20 milhões de metros cúbicos diários para 14 milhões, sem especificar o motivo para a redução.

Em um comunicado à imprensa divulgado nesta quarta-feira, o ministro dos Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, Franklin Molina, afirmou que o atual preço vigente no contrato com a Petrobras estaria provocado prejuízos à estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

Ele argumentou também que o preço atual foi definido em um adendo contratual assinado durante o governo da presidente interina Jeanine Áñez, que governou o país por um ano, de novembro de 2019, após a renúncia de Evo Morales, até a posse do atual presidente, o esquerdista Luis Arce, do mesmo partido de Morales, em novembro de 2020.

“É um dever renegociar as condições deste adendo, porque foi assinado por um governo de fato que não se preocupou com os interesses do Estado (…) A Bolívia procura um melhor preço para o seu gás natural, melhores condições e um melhor mercado”, afirmou Molina.

O governo Arce e seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), costumam se referir à gestão de Áñez como um “governo de fato” por considerarem que em 2019 houve um golpe de Estado contra Morales e que a transição de poder não foi legal.

Renegociação e novos contratos

Quando o adendo do contrato de venda de gás natural para a Petrobras foi assinado, em março de 2020, o governo interino boliviano esperava obter um rendimento de pelo menos 4 bilhões de dólares até 2026, para fornecer de 14 a 20 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Ao assinar esse adendo ao contrato, a Petrobras abriu mão de outros 10 milhões de metros cúbicos diários de gás para que pudessem ser negociados com outras empresas no Brasil, como parte da abertura do mercado de gás no país e da quebra do monopólio da estatal no setor.

De acordo com Molina, nos termos atuais do contrato, a Petrobras paga de 6 a 7 dólares por milhão de BTU, uma medida usada na comercialização do insumo. Ele afirmou que existem atualmente no Brasil empresas privadas interessadas em comprar gás boliviano a um preço de 15 a 18 dólares por milhão de BTU.

O ministro relatou que foi feita uma tentativa “formal” de solicitar à Petrobras uma renegociação do contrato e que o presidente da YPFB, Armin Dorgathen, foi ao Brasil em busca de “melhores condições” para a venda de gás ao mercado brasileiro.

“A resposta não foi a esperada e, tendo em conta esta situação, nos concentramos no contrato, no qual uma das suas cláusulas declara que se uma das partes não estiver satisfeita com o preço, essa parte pode procurar renegociar”, afirmou Molina.

O gás natural tem sido o principal produto de exportação da Bolívia e o pilar da economia do país nas últimas duas décadas, sendo os seus principais mercados a Argentina e o Brasil.

Uma das hipóteses discutidas no mercado é que o corte também poderia estaria ligado ao fornecimento de gás da Bolívia para a Argentina por preços superiores aos pagos pela estatal brasileira.

Preços em alta

A Petrobras, ao informar que estava recebendo 30% menos gás natural da Bolívia, disse que tinha tomado medidas para retomar o fornecimento, mas que teria que recorrer à importações de outras fontes.

Nesse caso, a substituição seria feita pelo gás natural liquefeito (GNL), importado de países como Estados Unidos, Trinidad e Tobago e Catar, usando navios que transportam o gás na forma líquida.

A guerra na Ucrânia vem provocando aumento generalizado dos preços do GNL, enquanto países dependentes do gás natural russo, especialmente os da União Europeia, buscam fontes alternativas.

A maior demanda fez os preços do BTU dispararem – se, durante a pandemia, o milhão de BTU era negociado a 5 dólares, nesta semana está em torno de 27 dólares.

Momento delicado

A estatal brasileira atravessa um período turbulento em sua gestão. Na segunda-feira, o governo federal decidiu demitir o então presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, apenas 40 dias depois de ele assumir o cargo, e indicou para seu lugar Caio Mário Paes de Andrade, secretário especial de Desburocratização do Ministério da Economia.

A troca do comando da estatal foi realizada em meio a crescentes pressões do presidente Jair Bolsonaro contra os reajustes frequentes dos preços de combustíveis e do gás de cozinha e críticas à política de preços praticada pela estatal, que usa como referência os valores do mercado internacional.

O aumento dos combustíveis coloca pressão sobre a inflação dos produtos e tem potencial para afetar a popularidade de Bolsonaro e sua corrida à reeleição. Segundo relatos da imprensa brasileira, o objetivo do governo é postergar ao máximo novos aumentos dos combustíveis.

Essa intenção do governo, no entanto, se choca com os interesses dos acionistas privados da Petrobras. A política de reajustes atual é um dos fatores que explicam os lucros recordes que a estatal vem registrando.

bl (Lusa, ots)

Tanques em refinaria da Petrobras. Em cada um deles há a marca BR estampada.

Gás natural fica 39% mais caro a partir de maio

(André Motta de Souza/Agência Petrobras)

A partir do dia 1º de maio, os preços de venda de gás natural para as distribuidoras estarão 39% mais caros em reais por metros cúbicos (R$/m³), na comparação com o último trimestre. Medido em dólar por milhão de BTU, unidade de energia usada nos Estados Unidos e no Reino Unido, (US$/MMBtu), o reajuste será de 32%.

De acordo com o anúncio da Petrobras, a variação é resultado “da aplicação das fórmulas dos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio”. Conforme a companhia, as atualizações dos preços dos contratos são trimestrais e com relação aos meses de maio, junho e julho, a referência adotada são os preços dos meses de janeiro, fevereiro e março.

“Durante esse período, o petróleo teve alta de 38%, seguindo a tendência de alta das commodities globais. Além disso, os preços domésticos das commodities tiveram alta devido à desvalorização do real”, informou a petroleira em nota.

O repasse dos custos incorridos pela companhia para o transporte do produto até o ponto de entrega às distribuidoras também influencia os preços do gás natural da Petrobras. Esses custos são definidos por tarifas reguladas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Esta parcela do preço é atualizada anualmente no mês de maio pelo IGP-M, que, para o período de aferição (março de 2020 a março de 2021), registrou alta de 31%”.

Por causa do efeito da queda dos preços do petróleo no início do ano, durante 2020, os preços do gás natural às distribuidoras alcançaram redução acumulada de até 35% em reais e de 48% em dólares.

A Petrobras informou ainda que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelas margens das distribuidoras e, no caso do GNV, dos postos de revenda, e pelos tributos federais e estaduais.

“Além disso, o processo de aprovação das tarifas é realizado pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas. Os contratos de venda para as distribuidoras são públicos e estão disponíveis para consulta no site da ANP”, concluiu a empresa.

Por Cristina índio do Brasil, da Agência Brasil

Agência estadual autoriza aumento de até 40,1% do gás encanado

(Arquivo/Agência Brasil)

A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) divulgou hoje (1º) a nova tabela de preços do gás natural fornecido pela concessionária Companhia de Gás de São Paulo (Comgás). Os aumentos autorizados pela agência variam de acordo com o perfil dos clientes, segmentados por atividade e volume de consumo.

(Arquivo/Agência Brasil)

O gás natural veicular teve reajuste de 40,1%, ficando em R$ 1,79 por metro cúbico. Para os consumidores residenciais, os aumentos variaram de 9,63% para a faixa mais baixa de consumo até 17,93% para o perfil de gasto mais alto.

Os clientes comerciais tiveram reajustes entre 12%, para os que tem menor consumo, até 25% para a faixa mais alta. As indústrias vão pagar entre 24,1% e 37,6% mais caro pelo gás a partir de hoje.

A Comgás atende a 1,88 milhão de clientes com uma rede de gás encanado distribuída por 88 municípios. A concessionária é responsável pelo abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo, na Grande Campinas, na Baixada Santista e no Vale do Paraíba.

(Arquivo/Agência Brasil)

Gás natural: Consumo cresce 6% no primeiro semestre

Luciano Nascimento/Agência Brasil

(Governo Federal/Reprodução)

O consumo de gás natural no Brasil durante o primeiro semestre de 2018 cresceu 6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) e foram divulgados hoje (14).

O levantamento reúne informações de concessionárias em 20 estados e mostram que foram consumidos 61,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) na média do acumulado do semestre ante 57,7 milhões m³/dia no mesmo período de 2017.

O levantamento estatístico traz dados em diversos segmentos: residencial, comercial e automotivo, entre outros. Segundo o levantamento, a indústria apresentou crescimento de 3,8% no primeiro semestre do ano na comparação com 2017, com consumo médio de 27,6 milhões de m³/dia.

Já no segmento automotivo, o uso de Gás Natural Veicular (GNV) registrou alta de 10,8% no primeiro semestre. O consumo residencial cresceu 7,5% no primeiro semestre. Já o segmento comercial manteve a trajetória de recuperação no primeiro semestre, com aumento de 7,5% no consumo.

Com o início do período de seco, houve um incremento na utilização de usinas termelétricas. Com isso, a geração elétrica teve um “aumento no despacho termelétrico de 100% em junho na comparação com o mesmo mês de 2017; e alta de 18,2% no acumulado do primeiro semestre”, disse a Abegás.