Imagem mostra ponte da Casa Verde com carros passando e marginal tiete ao fundo com veículos circulando sem congestionamento.

Greve: volta pra casa tem linhas estendidas; veja quais

A volta para casa do paulistano nesta quarta-feira (29), por causa da greve dos motoristas e cobradores de ônibus, tem esquema especial para diminuir o sofrimento dos passageiros. A SPTrans informa que algumas linhas foram estendidas para facilitar o deslocamento.

No terminal Campo Limpo, zona sul, 12 linhas estão operando até o Terminal Vila Sônia, permitindo conexão com o sistema metroviário. Já no terminal Varginha, quatro linhas farão o trajeto até o terminal Grajaú, onde há conexão com a linha da CPTM.

No Vila Nova Cachoeirinha e Casa Verde, zona norte, 14 linhas estão sendo estendidas até os terminais Barra Funda e Santana. Mais três linhas da Conexão Petrônio Portela e cinco da Conexão Vila Iório foram prolongadas para o Terminal Lapa.

Imagem mostra ponte da Casa Verde com carros passando e marginal tiete ao fundo com veículos circulando sem congestionamento.
Trânsito na Marginal Tietê, ponte da Casa Verde, por volta de 17h30

Na parte da manhã, a SPTrans calcula que 1,5 milhão de paulistanos foram afetados pela greve. Mais de seis mil linhas de ônibus deixaram de operar.

Por causa da paralisação, o rodízio municipal de veículos foi suspenso. Faixas de ônibus também foram liberadas para o trânsito de carros de passeio.

Empresas afetadas

– Santa Brígida (Zona Norte);
– Gato Preto (Zona Norte);
– Sambaíba (Zona Norte);
– Viação Metrópole (Zona Leste);
– Ambiental (Zona Leste);
– Via Sudeste (Zona Sudeste);
– Campo Belo (Zona Sul);
– Viação Grajaú (Zona Sul);
– Gatusa (Zona Sul);
– KBPX (Zona Sul);
– MobiBrasil (Zona Sul);
– Viação Metrópole (Zona Sul);
– Transppass (Zona Oeste);
– Gato Preto (Zona Oeste).

Empresas operando

Relação das empresas operando normalmente:

– Norte Buss (Zona Norte)
– Spencer (Zona Norte)
– Express (Zona Leste);
– Transunião (Zona Leste)
– UPBUS (Zona Leste)
– Pêssego (Zona Leste)
– Allibus (Zona Leste)
– Transunião (Zona Sudeste)
– MoveBuss (Zona Leste)
– A2 Transportes (Zona Sul)
– Transwolff (Zona Sul)
– Transcap (Zona Oeste)
– Alfa Rodobus (Zona Oeste)

Espelho retrovisor de carro reflete veículos enfileirados em via de São paulo. Ao fundo, topo de prédios sem definição.

Rodízio é suspenso por causa da greve de ônibus

O rodízio de veículos na cidade de São Paulo foi suspenso hoje (29) por causa da greve de ônibus.

“Carros com placas finais 5 e 6 poderão circular pelo centro expandido a qualquer horário”, informa nota da Prefeitura.

Além do rodízio, as faixas exclusivas e corredores de ônibus ficarão liberados para circulação de automóveis de passeio. As medidas valem “enquanto durar a greve”, segundo o município.

Continuarão valendo normalmente o rodízio de placas para veículos pesados (caminhões) e as demais restrições: Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF). A Zona Azul também funcionará normalmente.

Greve: Veja quais empresas de ônibus estão paralisadas hoje

A greve de ônibus de São Paulo, que afeta 1,5 milhão de passageiros na manhã de hoje (29), afeta parte das empresas que operam o transporte coletivo. Pelo menos 14 garagens foram afetadas. Veja abaixo a lista divulgada pela SPTrans.

Relação de empresas com a operação paralisada em suas garagens:

– Santa Brígida (Zona Norte);
– Gato Preto (Zona Norte);
– Sambaíba (Zona Norte);
– Viação Metrópole (Zona Leste);
– Ambiental (Zona Leste);
– Via Sudeste (Zona Sudeste);
– Campo Belo (Zona Sul);
– Viação Grajaú (Zona Sul);
– Gatusa (Zona Sul);
– KBPX (Zona Sul);
– MobiBrasil (Zona Sul);
– Viação Metrópole (Zona Sul);
– Transppass (Zona Oeste); e
– Gato Preto (Zona Oeste).

Relação das empresas operando normalmente:

– Norte Buss (Zona Norte)
– Spencer (Zona Norte)
– Express (Zona Leste);
– Transunião (Zona Leste)
– UPBUS (Zona Leste)
– Pêssego (Zona Leste)
– Allibus (Zona Leste)
– Transunião (Zona Sudeste)
– MoveBuss (Zona Leste)
– A2 Transportes (Zona Sul)
– Transwolff (Zona Sul)
– Transcap (Zona Oeste)
– Alfa Rodobus (Zona Oeste)

Homem agita bandeira ao lado de outras pessoas paradas na calçada ao lado de ônibus estacionado.

Motoristas e cobradores anunciam nova greve de ônibus

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo (Sindmotoristas) confirmou nova greve da categoria a partir da meia noite de hoje (28). A categoria se reuniu para uma assembléia, com cerca de seis mil trabalhadores, na tarde desta terça-feira e concordou com a paralisação.

Entre as reivindicações, “hora de almoço remunerada, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), entre outros pontos”, segundo Valmir Santana da Paz, presidente em exercício do Sindmotoristas.

Este mês, motoristas e cobradores realizaram uma manifestação que afetou o transporte coletivo de São Paulo. Os resultados conseguidos pela categoria com a greve de ônibus foram destacados por Paz em nota divulgada mais cedo pelo sindicato.

“Permanecemos unidos e conseguimos grandes avanços como o reajuste de 12,47% nos salários e ticket-refeição, ambos retroativos a 1º de maio”.

Homem agita bandeira ao lado de outras pessoas paradas na calçada ao lado de ônibus estacionado.

Ônibus: Acordo encerra greve que afetou 1,5 milhão de paulistanos

O prefeito paulista Ricardo Nunes (MDB) anunciou que o sindicato que representa os motoristas e cobradores de ônibus entrou em acordo com empresários. Dessa maneira, a greve está considerada encerrada.

Após as negociações, a prefeitura liberou a verba para o subsídio e os empresários aceitaram a reivindicação da categoria para que o aumento retroativo de 12,47% comece em maio, não em outubro.

Oficialmente, a paralisação de linhas de ônibus municipais foi encerrada às 15h20. Assim, as empresas Express, que atende a população da Zona Leste, Via Sudeste, que circula nas zonas Sul e Leste, e a Gatusa, na Zona Sul, já voltaram com a circulação.

A categoria ainda reivindicava o mesmo reajuste no vale-refeição e também na participação nos lucros. Segundo a SPurbanuss, o impacto do aumento de 12,47% será de R$ 45 milhões por mês. Eles também queriam o fim do desconto no vale-refeição quando os trabalhadores entregam atestado médico e melhorias no plano de saúde.

A greve afetou 713 linhas e 6,5 mil ônibus, que transportariam 1,5 milhão de passageiros no pico da manhã.

Trânsito na região da Marginal Tietê.

Rodízio é suspenso e faixas de ônibus liberadas para o trânsito

A Prefeitura de São Paulo, de acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), liberou nesta terça-feira (16) o rodízio de veículos. A decisão acontece por conta da greve de motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista.

Com o anúncio da prefeitura, os carros com placas final 3 e 4 podem circular na cidade sem limite de horário. A medida é uma tentativa para tentar desafogar o trânsito.

Além da suspensão do rodízio de veículos, a CET também liberou a circulação nas faixas e corredores de ônibus na parte da manhã.

O rodízio voltará a valer na quarta (15), das 7h às 10h e das 17h às 20h.

Trânsito na região da Marginal Tietê.
Trânsito na região da Marginal Tietê (Redação/SP AGORA)

O sindicato, SindMotoristas, que representa motoristas e cobradores dos transportes públicos da cidade de São Paulo, decretaram greve a partir da meia noite desta terça-feira (14). As propostas realizadas pelas empresas foram rejeitadas em reunião na tarde desta segunda (13).

Entre os pedidos dos trabalhadores estão o reajuste salarial de 12,47% mais aumento real, fim da hora de almoço não remunerada, participação nos lucros (PLR), fim do desconto no vale-refeição quando os trabalhadores entregam atestado médico e melhorias no plano de saúde.

Aviao de grande porte se aproxima para pouso com trem de pouso aberto e luzes acesas. Ao fundo, o céu azul

Greve pode afetar transporte aéreo a partir do dia 29

Pilotos e comissários de voo entrarão em greve a partir da 0h do dia 29 próximo (segunda-feira), por tempo indeterminado, em todo o país, conforme decidido em assembleia realizada ontem (24). Em nota, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) informou que a decisão pela paralisação é em consequência da “intransigência das companhias aéreas nas negociações da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”.

“Em respeito à sociedade e aos usuários do sistema de transporte aéreo, os aeronautas farão a paralisação de 50% dos tripulantes por dia, enquanto os outros 50% permanecerão em serviço. A categoria reivindica unicamente reajuste salarial que contemple a reposição das perdas inflacionárias nos últimos dois anos — INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] do período de 1º de dezembro de 2019 a 30 de novembro de 2021”, disse nota do SNA.

Aviao de grande porte se aproxima para pouso com trem de pouso aberto e luzes acesas. Ao fundo, o céu azul
(Waldemar Zielinski/Pixabay

Também em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) afirmou que a greve foi incentivada pelo SNA que, segundo a entidade representante das empresas, estaria, “desde a primeira reunião de negociação para a convenção coletiva”, desconsiderando “contraproposta ou caminho alternativo para as pautas apresentadas pelas empresas”, além de insistir “na reposição integral da inflação dos últimos 24 meses, ignorando a convenção coletiva vigente e a realidade financeira do setor”.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas argumentou que, conforme informes publicados pelas empresas e matérias veiculadas na mídia, as finanças das companhias aéreas já se encontram em processo “acelerado” de recuperação, a ponto de projetar crescimento para o futuro próximo, “o que não condiz com a intransigência de impor achatamento salarial de toda uma categoria”.

Perdas salariais

Na avaliação da entidade que representa os aeronautas, a proposta apresentada pelas empresas está “muito aquém de recompor as perdas salariais, já rejeitada pela categoria”. Afirmou, ainda, que o sindicato patronal “negou a ultratividade da atual CCT”, não garantindo a manutenção das cláusulas atuais da convenção em caso de um novo acordo não ter sido fechado até a data-base (1º de dezembro).

“Desde o início da pandemia a categoria nunca parou de trabalhar, tendo enfrentado graves riscos de contaminação por covid-19, e deu sua contribuição no combate à doença transportando vacinas, insumos e equipamentos. Além disso, pilotos e comissários deram colaboração importante para a recuperação das empresas aéreas ao aceitar, de maneira correta, reduções salariais e remuneratórias que perduram até hoje”, argumenta o SNA.

O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias  informou que os 50% de tripulantes que permanecerão em serviço não serão suficientes para garantir a prestação de serviços. “Vale destacar ainda que o envio de listas nominais de empregados que estariam ‘indisponíveis’ fere a liberdade individual de escolha de cada empregado, que pode decidir aderir ou não ao movimento”, acrescentou a entidade representante das empresas, ao defender que as categorias profissionais defendam seus interesses “por todos os meios legítimos, inclusive a greve, desde que esgotada a via negocial e observada a legalidade”.

Por Agência Brasil

Greve na CPTM: sem trens, plano de contingência é acionado

(Edson Lopes Jr./Governo do Estado de SP)

A Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que vai acionar um plano de contingência para garantir transporte aos passageiros nesta quinta-feira (15), após anúncio de que os trabalhadores de quatro linhas iniciarão greve a partir da zero hora. Além do plano de contingência, a companhia diz ter “uma decisão da Justiça do Trabalho que determina a manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$100 mil”.

A preocupação principal da CPTM é garantir o deslocamento para “atender a todos que precisam do transporte, principalmente aos que trabalham em serviços essenciais”.

Em nota divulgada na noite desta quarta-feira (14), três sindicatos informaram ao jornal Agora que a CPTM “insistiu em reajuste zero pelo segundo ano seguido”.

A greve deve afetar três milhões de passageiros, segundo o Agora, que usam as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa. As demais linhas, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, operam normalmente, informa a CPTM

Greve no Metrô lota pontos de ônibus

As linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha do Metrô e a linha 15-Prata de monotrilho em São Paulo não devem ter operações normais nesta quarta-feira (19). Os paulistas amanheceram enfrentando pontos de ônibus cheios e aglomerações para embarcar. 

Em assembleia virtual realizada nesta terça-feira (18) pelo Sindicato dos Metroviários, a categoria decidiu iniciar uma greve. Foram 2.448 votos favoráveis à paralisação (77,42%). Os metroviários decidiram entrar em greve por reajustes salariais e de benefícios. 

As linhas 4 e 5, de operação privada, não param, como explicam as concessionárias em nota: “A ViaQuatro e a ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô, respectivamente, informam que operarão normalmente nesta quarta-feira (19), das 4h40 à meia noite”, disseram.

Esquema especial

A São Paulo Transporte (SPTrans ) fez um esquema especial com 163 ônibus ligando estações do Metrô à região central. Desde às 4h desta quarta-feira está acionado o Paese (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência), contemplando a criação de seis linhas especiais que saem das estações do Metrô até a região central para atender os passageiros com uma frota total de 200 coletivos.

A SPTrans solicitou às concessionárias que aumentem o número de partidas em todos os horários e que mantenham em circulação a totalidade da frota ao longo de toda a operação, nos horários de pico da manhã, entrepico e pico da tarde. Além disso, algumas linhas que ligam os bairros às estações do Metrô farão o percurso dos bairros à região central.

 Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Metrô entra em greve nesta quarta-feira

(Gov. do Estado/Reprodução)

Os metroviários de São Paulo decidiram hoje (18), em assembleia, entrar em greve a partir da 0 h desta quarta-feira (19). A paralisação atingirá as linhas Azul (1), Verde (2), Vermelha (3) e Prata (15). 

“A greve só acontecerá por intransigência do Metrô. A empresa sequer enviou representantes à audiência de conciliação marcada para a tarde de hoje pelo Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região”, disse em nota o Sindicato dos Metroviários de São Paulo. 

De acordo com a entidade, os metroviários não têm reajuste salarial há dois anos e estão ameaçados de terem direitos cortados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo. Procurado, o Metrô não se manifestou.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil