Ônibus: Após greve, todas as linhas voltam a operar

Movimento no Terminal Barra Funda, por volta de 19h, era tranquilo (SP Agora)

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo anunciou, durante a tarde, o fim da greve que afetou, nesta sexta-feira (6), o transporte de ônibus da capital. O presidente do sindicato informou, em um palanque, que os pedidos da categoria foram atendidos.

“Quarta-feira, dia 11, o PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de vocês estará na conta”, festejou Valdevan Noventa.

Motorista e cobradores em frente a Prefeitura de São Paulo
(Denis Glauber/Sind. Motoristas e Cobradores)

Segundo a SPTrans, todas as linhas e terminais operavam normalmente no começo da noite.

Rodízio e Área Azul ficaram suspensos hoje. As restrições de circulação nas faixas exclusivas e corredores de ônibus vigoram normalmente, conforme orientação da sinalização local.

*Atualizado às 19h50

https://www.facebook.com/SindmotoristasSP/videos/502665900499117/?__xts__[0]=68.ARCO9Utju6RbStIacLgWtJcdqUGEoXWLHenSkxXl_eEBXKBek37gu0YoHDZ0hu1k2IKf1eN3ik2a-SVXvfkVFZ8GbWe_p_lY7D02HQwfyncR8Et2gof91ALRwm6Mn03zgH_3dbqi–MzBjtYYTukvSFUER8Tcf9JUNefLu1SJd_d-EdaYZiGTYSADrkaQTin1TYrXoyRKi6S97SViAsTcGCMnhaZmBG8ECJSebQWeGRbwgevDfaOsc8tmma_nUmmXJvJh1ottk1RYOjnIxXWK8um_m0B7hn4GoJDbPkSdPuQ1XrPwfoxQB8Eqjdb5BklGHn9Nh6saeldLm7HSGhQb-1ZK8RQ8riIl-Bmlw&__tn__=-R

Ônibus: novos contratos de concessão vão ser assinados hoje

Por Daniel Mello

Ônibus enfileirados perto da Prefeitura de São Paulo na manhã de hoje (Nivaldo Lima/SP Agora)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse que pretende assinar ainda hoje (6) os novos contratos das concessionárias de ônibus na cidade. “Se tudo der certo, eles são assinados hoje e publicados no Diário Oficial de amanhã. O novo contrato reorganiza o sistema na cidade de São Paulo. Nós temos hoje linhas sobrepostas, linhas que concorrem com trem e metrô”, explicou ao conceder entrevista coletiva para falar sobre a greve dos motoristas e cobradores na cidade.

A eliminação de postos de trabalho com a redução de linhas é um dos pontos que levaram a paralisação iniciada nesta madrugada. Os trabalhadores também reclamam do não pagamento e Participação nos Lucros e Resultados.

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, durante entrevista à Band (Nivaldo Lima/SP Agora)

Covas negou que a prefeitura tenha qualquer relação com os problemas nos pagamentos dos motoristas e trabalhadores. “A prefeitura está com o pagamento em dia em relação às empresas concessionárias. Portanto, eventual verba trabalhista que não esteja sendo repassada aos funcionários não é por conta de falta de pagamento da prefeitura”.

O prefeito se dispôs a antecipar pagamentos às companhias para que elas possam honrar os compromissos assumidos com os empregados. “A prefeitura se coloca à disposição das empresas, para se for o caso, antecipar receitas que eles têm para resolver os problemas de fluxo de caixa”, acrescentou.

Corte de postos de trabalho

Sobre a manutenção dos empregos, Covas disse que a orientação feita às concessionárias é que as alterações sejam efetuadas de modo a preservar os atuais funcionários. “Nós estamos orientando as empresas que façam essas adaptações sem contratação de novos funcionários, reaproveitando os que elas já tem para evitar qualquer demissão”.A mesma estratégia deve ser adotada, segundo o prefeito, em relação ao fim dos postos de cobrador na cidade. A intenção é gradualmente acabar com a função, uma vez que a maior parte dos pagamentos são feitos pelo sistema eletrônico do Bilhete Único. “Hoje, menos de 5% da população paga a passagem em dinheiro, não tem sentido a gente continuar a arcar com esse custo”, defendeu.

Covas não acredita que haja riscos no fato de o motorista ter que cobrar as passagens pagas em dinheiro, dividindo a atenção entre as duas atividades. “Várias cidades já implementaram e deu certo. Se deu certo em outras cidades, porque não pode dar certo na cidade de São Paulo”.

Licitação

As alterações no sistema de transporte público tiveram, de acordo com o prefeito, ampla discussão com a população. “Estamos assinando os novos contratos que estão sendo discutidos de forma pública desde 2013, quando a cidade começou a conviver com os contratos emergenciais”, disse.

A licitação, no entanto, sofreu diversas contestações ao longo dos últimos anos. A prefeitura vem tentando realizar essa concorrência desde 2015. O processo sofreu várias contestações do Tribunal de Contas do Município. A suspensão do edital levou a sucessivas prorrogações, desde 2016, dos contratos com as empresas. Há ainda disputas judiciais, que só permitiram a realização da licitação neste ano.

Devido às últimas contestações na Justiça, o tempo de validade dos novos contratos foi reduzido dos iniciais 20 anos para 15 anos.

Covas chegou a levantar a suspeita de que os protestos feitos hoje, com bloqueios parciais de vias em pontos da região central da cidade tenha sido influenciado por empresários insatisfeitos com as mudanças no sistema. “A gente estranha, por exemplo, que nos pontos de paralisação a gente tenha ônibus de apenas quatro empresas”, destacou.

http://spagora.com.br/parte-da-rede-de-onibus-da-capital-ainda-esta-parada/

Parte da rede de ônibus da capital ainda está parada

Terminal Parque Dom Pedro praticamente vazio em pleno horário de pico, na manhã de hoje (Nivaldo Lima/SP Agora)

A maior parte dos ônibus da Capital voltou a operar na manhã de hoje (6), segundo a SPTrans, que calcula cerca de 70% da rede em operação por volta de 8h30. Foi o segundo dia de greve dos motoristas e cobradores de São Paulo.

Ao longo da tarde de ontem (5), pelo menos 18 terminais de ônibus ficaram fechados, em protesto contra a redução da frota que atende a cidade. Eles também reivindicam o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e garantia de postos de trabalho.

De acordo com José Carlos Negrão, da secretaria da igualdade racial do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus da cidade de São Paulo, desde maio, pelo 450 ônibus foram retirados de circulação na cidade.

“Serão 7 mil trabalhadores demitidos, então os empregados estão assustados e além disso, tem também o salário. Combinaram que iam assinar o acordo coletivo da categoria, não assinaram, não pagaram a Participação nos Lucros e Resultados e ameaçam o salário do mês”, apontou em entrevista a Agência Brasil.

Parado

No viaduto do Chá, dezenas de ônibus estão parados durante protesto na manhã de hoje (Nivaldo Lima/SP Agora)

Segundo boletim da SPTrans, por volta de 8h20 sindicalistas bloquearam a entrada do Terminal Dom Pedro, na área central. Às 8h30, 18 linhas da empresa Sambaíba não estavam funcionando.

Ainda no centro, manifestação em frente a Prefeitura interdita uma linha de trólebus e impede passagem de ônibus de algumas linhas, obrigando desvios. São elas:

  • 2100/10 Term. Vl. Carrão – Pça. da Sé
    3160/10 Term. Vl. Prudente – Term. Pq. D. Pedro ll
    Desvio: normal até Rua da Figueira, Rangel Pestana, Rua Piratininga, Av. Alcântara Machado.
  • 2290/10 Term. São Mateus – Term. Pq. D. Pedro ll
    Desvio: normal até Rua do Gasômetro, Rua Jairo Góes, Av. Rangel Pestana.
  • 2002/10 Term. Pq. D. Pedro ll – Term. Bandeira
    Paralisada.
  • Sindicalistas bloquearam a entrada e saída do Terminal Parque D. Pedro, às 8h20.

Prefeito

O prefeito Bruno Covas (PSDB) falou sobre a paralisação durante a manhã, na Prefeitura.

*atualizado às 13h15