Guarda Metropolitana escolta vacinas em São Paulo

(GCM/Reprodução)

O Centro de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológico (CADI) recebeu o primeiro lote da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a covid-19. A distribuição regional, organizada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), conforme o Plano Municipal de Imunização, conta com o apoio da Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), responsável pela segurança dos lotes.

Mais de 160 mil doses da vacina de Oxford, fornecida pelo laboratório AstraZeneca, foram direcionadas aos Postos de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (PADI) nas cinco regiões da cidade com a escolta da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Além da escolta, realizada pelas Inspetorias de Operações Especiais (IOPE) e Ações com Motocicleta (IAMO), a GCM também é responsável pelo policiamento nos PADI, em período integral. 

As operações de transporte das vacinas têm um significado diferente para os agentes. “Nós estamos transportando vidas. Na atual situação mundial, as vacinas são um aparato a mais para que a vida volte à sua normalidade. Em determinados locais, o povo nas ruas começa a aplaudir. É gratificante”, afirmou o Inspetor de Divisão e coordenador da operação, Roberto Panoni Sanches.

(GCM/Reprodução)

Por Pref. de São Paulo

GCM flagra demarcação de terreno em área de proteção

Guardas civis metropolitanos da Inspetoria Ambiental Capivari – Monos flagraram a prática de crime de degradação ambiental. A ação foi na Rua Arueira, região de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo.

(Arquivo/Cesar Ogata/Pref. de SP)

A equipe visualizou três homens demarcando terra com arame farpado. Ao serem abordados, alegaram que estavam sendo pagos para realizar o trabalho. 

O local é considerado área de proteção ambiental, e seu território contém vegetação natural e mananciais de valiosa importância. Sendo assim, os três infratores foram encaminhados para o 1° Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, onde foi solicitada perícia da área, para averiguação dos fatos.

A ocorrência aconteceu na segunda-feira (15), mas só foi divulgada hoje (17).

*com informações da Prefeitura de SP

Covid-19 mata policiais e já tirou quase 600 das ruas de SP

Há risco de ‘apagão policial’, segundo Rafael Alcadipani, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; servidores apontam falta de itens de proteção contra o coronavírus

Policial militar usa máscara durante patrulhamento | Foto: Divulgação/PMESP

Quase 600 policiais, entre civis e militares, estão afastados das ruas do estado de São Paulo em decorrência da Covid-19, mesmo sem ter a confirmação da doença, já que os servidores não têm conseguido fazer teste para saber se estão infectados. O total de afastados era superior a 800 há cinco dias. 

E não são apenas os policiais. Na cidade de São Paulo, a pandemia levou ao afastamento de 57 guardas civis metropolitanos. Os profissionais contam que vêm usando por 12 horas máscaras que deveriam ser trocadas a cada 2.

Associações e sindicatos de policiais civis, peritos criminais e de guardas civis metropolitanos listaram à Ponte problemas que as corporações enfrentam para manter a rotina de trabalho enquanto combatem o coronavírus — nenhum coletivo de policiais militares acionado respondeu aos pedidos de entrevista. O que aparece de comum nas declarações dos profissionais da segurança é a grande preocupação com a pandemia.

Segundo os relatos, os governos têm sido “omissos” no suporte dado aos profissionais da segurança pública, seja o de João Doria, no governo do Estado, seja o de Bruno Covas, no comando da prefeitura, ambos do PSDB. Faltam equipamentos de segurança, como máscaras, luvas e álcool em gel, e também os exames para os policiais testarem se estão ou não com a doença.

A Polícia Militar de São Paulo teve, até o momento, três mortes causadas pela Covid-19Magali Garcia, 46 anos, em 30 de março, e Cleber Alves da Silva, 44 anos, em 11 de abril. Ambos trabalhavam no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar). Além deles, o bombeiro militar Benedito Amâncio Nascimento, 51 anos, morreu em 12 de abril.

A SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) confirma também a morte de dois policiais civis em decorrência do coronavírus, mas não dá informações sobre suas identidades, idades e funções.

Magali, Cleber e Benedito (da esq. para dir.) morreram vítimas da Covid-19 | Fotos: Arquivo/Ponte

Em nota enviada nesta quinta-feira (23/4), a SSP afirma que o total de policiais civis e militares afastados por causa da Covid-19 corresponde a 0,5% do total. Como o Portal da Transparência de São Paulo informa que o estado tem 116.466 policiais, a porcentagem corresponde a cerca de 580 servidores afastados. 

No dia 18, o governo havia informado que os afastados correspondiam a 0,7%, ou cerca de 810 policiais.

Segundo Rafael Alcadipani, professor da FGV (Faculdade Getúlio Vargas) e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número chama a atenção por aparecer no começo da pandemia no país. Ele usa como exemplo a polícia de Nova York, que chegou a 20% da tropa afastada durante a crise de saúde pública.

“A chance de ter um apagão não é desprezível, sob o aspecto de que os governos estão começando a abrir tudo. A pressão é grande e estão decidindo abrir, sendo que nem começou a crescer exponencialmente a curva de casos”, analisa. “Estamos nos primeiros meses da pandemia, não no final”.

Alcadipani detalha que não é possível mais fazer policiamento como antes. O momento é de focar “no que é urgente” e ampliar ao máximo o home office. Para ele, um grande risco é justamente a falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).

“É totalmente preocupante porque não se está equipando essas pessoas. Vai afetar o pessoal da linha de frente e tem potencial nas polícias de afetar de forma quase catastrófica”, alerta. 

Raquel Kobashi, presidenta do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, classifica como inadequada a entrega de equipamentos de proteção ao policiais civis. “Hoje, se alguns distritos têm isso, foi graças a mutirão dos próprios policiais que fizeram vaquinhas e receberam doações para que pudessem trabalhar sem colocar a vida em risco”, alerta.

Raquel Kobashi preside o sindicado dos delegados de SP | Foto: Thatiane Abreu/Divulgação

Outra crítica da profissional é sobre o governo ter reforçado a necessidade de os policiais receberem nas delegacias ocorrências que podem ser feitas pela internet, como documentos perdidos.

“Essa postura não só é omissa como inconsequente, irresponsável e demagoga. Fica a crivo de parte da população, não do governo, se proteger para não ser contaminado ao ir para a delegacia. O comércio está fechado, por exemplo. O policial não tem escolha, tem que atender quem for ao DP”, diz, acrescentando que as pessoas não vão às delegacias somente por questões policiais. “Muitas vezes, recorrem por problemas sociais, psicológicos sobre essa situação”, conta.

Por outro lado, os peritos, integrantes da Polícia Técnico Científica, relatam não estarem sofrendo com a falta de equipamentos. “O que recebi é que não falta, mas não sobra”, explica Eduardo Becker, presidente do Sindicato dos Peritos Criminais de São Paulo.

Becker explica que houve receio dos profissionais no começo da pandemia, mas que os EPIs chegaram e estão disponíveis. No entanto, o empecilho que enfrentam é o fato de o governo paulista não ter de terminado protocolo de ação durante a pandemia.

“Estamos tomando mais cuidados de ter contato ao fazer as perícias. Como SP não emitiu protocolo, estão atuando com protocolos dados pelo sindicato e pelos ministério da Justiça e Segurança Pública e da Saúde”, detalha.

Na GCM (Guarda Civil Metropolitana), a questão principal tem sido com o tempo de uso das máscaras, segundo Adriana Andreose, presidenta da AGES (Associação dos Guardas e Servidores do Estado de São Paulo). O recomendado é trocar a proteção a cada duas horas, mas guardas têm sido obrigados a fazer a substituição apenas a cada 12 horas. Os itens existiam em estoque, só não estavam sendo disponibilizados, segundo ela.

A guarda, que atua há 24 anos na GCM da capital paulista, conta que que foi preciso acionar a Justiça para a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Segurança, que comanda a guarda, liberar EPIs aos profissionais. Em processo, entrado no dia 20 de março, a associação obteve vitória.

GCMs em SP têm que usar uma mesma máscara por 12 horas | Foto: Divulgação/GCM

Em sua decisão, a juíza Aline Aparecida de Miranda obrigou a Prefeitura a disponibilizar álcool em gel, máscaras e luvas aos guardas. “Imperioso, assim, que exerçam seu ofício com a maior proteção e assistência possíveis”, decidiu.

“As máscaras foram compradas em caráter de emergência, secretaria disse que tinha em estoque e ficou segurando. E, por ordem de serviço, determinou que cada guarda usava a sua por 12 horas. Se usasse duas, que é o limite de uso de cada uma, dobrar, guardar e, depois, continuar usando”, denuncia.

A presidenta explica que, além da ordem, os guardas precisam fazer relatórios apontando onde e por que usaram suas máscaras. “Alguns atuam em hospitais, cemitérios, e precisam entrar nesses lugares só para pegar um carimbo que diz que estiveram ali. Lugares de alta contaminação”, segue Adriana Andreose.

Na GCM, dois profissionais morreram vítimas da pandemia: Rodnei Marcos dos Santos Cesário, 52 anos, em 14 de abril, e Elsa Conceição de Andrade da Silva, 57, quatro dias mais tarde. 

Guardas de SP mortos por coronavírus | Foto: Reprodução/Facebook GCM

À Ponte, a Prefeitura de São Paulo informou, por nota, que 57 profissionais estão afastados do serviço “seguindo os critérios da Secretaria Municipal da Saúde”, sem detalhar quais são estes casos. 

O governo municipal cita que está “oferecendo ao seu efetivo operacional os seguintes equipamentos: escudos faciais, máscaras de proteção, luvas e álcool gel”.

Em resposta aos questionamentos da reportagem, a SSP do governo João Doria explicou que entregou EPIs aos policiais das três corporações e detalhou os seguintes números: 1,2 milhão de máscaras, 214,3 mil litros de álcool em gel, 14,4 mil litros de produtos de limpeza e 38 mil itens de higiene pessoal, como sabão em barra. 

“Paralelamente à entrega dos EPIs, as polícias têm realizado ações para desinfecção e higienização de viaturas e sedes policiais. E elaborado materiais com informações sobre os sintomas e formas de prevenção à contaminação, inclusive no atendimento às vítimas de acidentes ou crimes”, explica a pasta.

Por Arthur Stabile – Repórter da Ponte

Guarda Metropolitana recebe 171 novas viaturas

(Gildison de Souza/Prefeitura de SP)

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) recebeu 171 novas viaturas que vão ser usadas no patrulhamento de rotina. Foram entregues 132 veículos do modelo Renault Duster Expression, 20 Fiat Mobi Like, 12 GM Trailblazer, quatro Chevrolet Spin e três Volkswagen Amarok.

Os veículos foram alugados e o contrato de locação tem duração de 36 meses, no valor total de R$ 19,4 milhões. Segundo a Prefeitura de São Paulo, o custo mensal de operação, incluídos seguro, manutenção e documentação, será de R$ 539,8 mil.

A nova frota deverá consumir cerca de R$ 220 mil em combustível, por mês.

“Destaco que nove desses carros vão ficar nas Delegacias de Defesa a Mulher (DDM), fazendo um trabalho em conjunto com a Polícia Civil, para reduzir casos de violência”, disse o prefeito da capital, Bruno Covas, que destacou ainda o aumento de 30% no salário dos GCMs.

Com os novos veículos, a frota da GCM passa a ser de 220 carros e 121 motos.

*Com informações da Prefeitura de São Paulo

Polícia prende 17 suspeitos de tráfico na Cracolândia

Por Ludmilla Souza 

Investigadores contam com o apoio da GCM (Nivaldo Lima/SP Agora)

O Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) deflagrou na manhã desta quinta-feira (22) a Operação de Campo de Polícia Judiciária Cracolândia 2019, com a intenção de combater o tráfico na região da Nova Luz,  no centro de São Paulo.

Dos 20 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão na região, os policiais do Denarc prenderam 10 pessoas suspeitas em oito hotéis e pensões da região acusadas de tráfico. Ainda outros 7 indivíduos foram detidos em flagrante no tráfico de drogas, totalizando 17 presos. Os mandatos são resultados de seis meses de investigação realizado pela 6ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).

Segundo o delegado-geral de Polícia, Rui Ferraz Pontes, o trabalho não se encerrou e vai continuar nos dias que se seguem. Foram apreendidas três armas de fogo, cinco celulares  e aproximadamente 21 quilos de drogas, além de R$ 800 encontrados no local.

Pontes informou que entre os 21 quilos de droga estão 1kg de cocaína, 10kg de maconha, 1,5kg de crack, 8kg de lança-perfume e 18 gramas de haxixe.

De acordo a polícia, a operação foi tranquila e não sem necessidade de uso da força. “Importante entender que a polícia agiu com maior critério possível, isso incluindo as Polícias civis e militares sem embate que pudesse causar prejuízo aos dependentes que ali se encontravam”.

A ação, que faz parte do Programa Redenção 2, foi planejada por representantes da Secretaria da Segurança Pública e da Prefeitura de São Paulo e ocorreu de maneira planejada e integrada para a proteção e acolhimento das pessoas que circulam pela região.

Ao todo, participaram 566 agentes de segurança, com apoio de cerca de 140 viaturas e uma aeronave da Polícia Civil. A ação na região da Nova Luz contou com o apoio de policiamento de trânsito e territorial da Polícia Militar, Baep do Centro e da GCM da Capital.

Ainda de acordo com o delegado, o crime organizado tem diminuído na região. “O crime organizado tem desistido de atuar naquela região, desde 2016 quando a operação foi dirigida para tirar muitas barracas de lá eles têm tido cuidado, porque a instabilidade ali dentro, ou seja, eles temem a presença da PM, da GCM, diuturnamente e do próprio Denarc”.

Operação teve início nas primeiras horas do dia (Nivaldo Lima/SP Agora)
Investigação do Denarc começou no início do ano (Nivaldo Lima/SP Agora)
Mandados de busca foram cumpridos na região (Nivaldo Lima/SP Agora)

Morre mulher baleada na cabeça na cracolândia

Por  Flávia Albuquerque

(Arquivo/SP AGORA)

Uma mulher morreu após ser atingida por um tiro na cabeça durante um conflito entre usuários de drogas e a Guarda Civil Municipal (GCM), na tarde de ontem (9), na cracolândia, região central da capital paulista. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para a Santa Casa de São Paulo, onde morreu por volta das 20h30, de acordo com informações do hospital. A mulher teria dado entrada na unidade sem identificação. Um homem também foi atingido, mas está fora de perigo.



De acordo com nota divulgada hoje (10) pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), na manhã de ontem (9) a Guarda Civil Metropolitana, durante apoio à ação de zeladoria na região da Nova Luz, deteve seis pessoas que portavam entorpecentes e as encaminhou ao Denarc. O conflito teria iniciado no período da tarde, enquanto as barracas montadas no local pelos frequentadores do local estavam sendo retiradas. “A GCM foi recebida a tiros e pedradas pelos usuários. Dois guardas ficaram feridos e duas viaturas danificadas. Os GCMs foram liberados após atendimento médico”, diz a nota.

Segundo a secretaria, após realizar a dispersão para controlar o tumulto, os agentes perceberam que havia uma mulher ferida com um tiro na cabeça. Imediatamente, foi acionado o resgate do Corpo de Bombeiros, e ela foi socorrida à Santa Casa de Misericórdia. A ocorrência foi apresentada no 77º Distrito Policial.

O Coletivo A Craco Resiste disse que os conflitos ocorrem praticamente todos os dias, no momento em que é feita a limpeza no local. “Eles têm lonas montadas para vender objetos de uso próprio, como roupas entre outras coisas. A polícia tira essas lonas, porque diz que são usadas para o tráfico. Ontem quando foram tirar uma dessas, uma pessoa resistiu e começou o conflito. O que soubemos é que a moça que foi atingida foi pegar uma coisa no chão e levou o tiro”, disse a integrante do coletivo Amanda Lordelo.

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Em três dias, prefeitura multa 173 foliões por urinar na rua

(SPTuris/Reprodução)

Com público estimado em 5 milhões de pessoas, o Carnaval de rua de São Paulo ganhou proporções de metrópole. Mais de 500 blocos desfilaram na cidade.

No meio de tanta gente, a fiscalização da Prefeitura aplicou, entre 2 e 4 de fevereiro, 173 notificações de multa com base no decreto 57.983, em vigor desde 2017. As multas foram aplicadas por fiscais, com o apoio da Guarda Civil Metropolitana, e o valor é de R$ 500.

Durante os dias de folia, foliões reclamaram de filas e também da posição dos banheiros, que estariam muito distantes. A Prefeitura informou que instalou 2,6 mil banheiros químicos.

Também foram realizadas 3.199 apreensões de produtos irregulares.

Shopping é interditado na região da 25 de março

Por Elaine Patricia Cruz

O Shopping 25 de Março foi fechado após uma operação de combate à pirataria, na região central de São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Uma operação deflagrada hoje (14) pela Guarda Civil Metropolitana de São Paulo (GCM) interditou o Shopping 25 de Março, na região central da cidade. A GCM ainda não informou  o que foi apreendido, mas o advogado do shopping, Miguel Pereira Neto, diz que há mais de 1,2 mil lojas no estabelecimento.

Por volta do meio-dia, as lojas pernaneciam fechadas, e as mercadorias ainda não tinham sido apreendidas. O fluxo de pessoas em frente ao shopping, na região da 25 de Março, é grande. Também há muitos guardas municipais cercando o local.

A interdição do shopping pela prefeitura foi motivada pelo fato de diversas marcas de produtos terem entrado na Justiça para denunciar que no local eram vendidos artigos falsificados e ilegais.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, visitou rapidamente o local na manhã de hoje e, em conversa com os jornalistas, lembrou que, em 2017, uma operação conjunta da Receita Federal e da prefeitura havia constatado a venda de produtos ilegais no centro comercial. “O shopping assinou, então, um TAC [termo de ajustamento de conduta] com a prefeitura [que previa a proibição de venda de produtos ilegais no espaço]”, disse o prefeito.

“Nossa preocupação não é punir, mas regularizar o que acontece na cidade de São Paulo. Recentemente, uma série de marcas entrou com ações na Justiça com comprovação de venda de mercadorias ilegais e de contrabando aqui nesse espaço. E nós fomos notificados dessa decisão [judicial]. Com base no laudo que foi feito e que embasou a decisão judicial, estamos a partir de hoje suspendendo esse TAC assinado em 2017 e retomando a ação fiscal”, acrescentou Covas.

Segundo o prefeito, o shopping terá prazo para se defender, mas permanecerá totalmente fechado porque há apenas um alvará, que é do centro comercial, e não dos lojistas, individualmente. “Então, o que está irregular é o shopping, não o box[cada loja]”, explicou.

Outro lado

O advogado Miguel Pereira Neto reclamou do fato de o shopping não ter sido notificado antes sobre a interdição e disse que a decisão judicial foi genérica. “Vamos ver, analisar a ação que foi proposta. O que sabemos é que a ação foi movida pelas marcas. E essa ação foi movida sem a identificação dos lojistas [que estariam irregulares], o que era possível porque a administração está à disposição para dar essas informações. A ação foi movida de forma genérica”, disse ele.

De acordo com o advogado, que esteve no local de manhã, o shopping tem cumprido o TAC. Pereira Neto destacou que é muito difícil tanto o trabalho de fiscalização dos lojistas pela administração quanto o de identificação das mercadorias irregulares.

“Foi firmado um TAC, existe aqui um espaço destinado para essa fiscalização, para que inclusive ela permaneça no shopping. Existe um programa instituído interno no shopping para compliance. Isso faz parte de um trabalho que vem sendo realizado. A questão do fechamento e da suspensão do TAC vão ser devidamente esclarecidas. Vamos demonstrar o efetivo cumprimento desse TAC e que não há necessidade de fechamento da atividade, inclusive porque aqui tem 1,2 mil lojas e muitos lojistas atuando regularmente”, afirmou.

“São 1,2 mil lojas, muitos empregos, são pessoas que trabalham todos os dias e dependem do exercício dessa atividade para seu próprio sustento. Tem diversas atividades, tem prestadoras de serviço. Não se pode generalizar. Se existe alguém que tenha exercido comércio irregular, esse alguém tem que ser apenado nos limites de atuação de cada qual. O shopping não tem poder de polícia, mas contribui com a fiscalização”, acrescentou o advogado.