Incêndio em hospital mata quatro pessoas

(Rede Social/Reprodução)

Um incêndio atingiu parcialmente uma ala do Hospital Municipal Zona Norte Doutor Nestor Piva, em Aracaju, destinada a tratamento de pacientes com a covid-19. Segundo a prefeitura, quatro pessoas morreram.

O incêndio teve início por volta das 6h30 desta sexta-feira (28), mas foi prontamente controlado. A área onde ocorreu o incêndio está isolada e o espaço não atingido será equipado para atendimento ao público.

“Em decorrência da necessidade de evacuação e isolamento total da UPA, 35 pacientes que estavam internados na unidade foram transferidos para os hospitais de Urgência (Huse), da Polícia Militar (HPM), Santa Isabel, Senhor dos Passos, Primavera, Hapvida, Fernando Franco e leitos do Caps Jael Patrício. Demais usuários do SUS que recebiam atendimento porta aberta e funcionários que inalaram fuligem também foram transferidos pelo Samu”, informou a prefeitura.

A prefeitura acrescentou, ainda na nota, que está em meio a tratativas para encontrar uma nova unidade de atendimento que possa substituir os leitos do Nestor Piva e garantir assistência em saúde às pessoas. 

Em caráter emergencial, a pediatria do Hospital Fernando Franco foi “adaptada para atendimento clínico; mantendo-se, contudo, os atendimentos pediátricos na unidade”.

A prefeitura informou que estruturou espaço para atendimento psicológico e de informações para familiares dos pacientes e trabalhadores do hospital.

Por Pedro Peduzzi, da Agência Brasil

Infecção hospitalar despenca 90% em 14 anos

De 2005, quando teve início o monitoramento dos indicadores de infecção hospitalar em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a 2019,  o mais recente levantamento disponível, os casos de infecção primária da corrente sanguínea caíram, em média, 90,4%. Os de infecção do trato urinário associada ao uso de cateter vesical de demora, 74,6%. E os de pneumonia associada à ventilação mecânica apresentaram queda de 63,1%, em 126 hospitais públicos e privados com UTI adulto localizados na capital.

 A redução significativa de casos de infecção hospitalar ao longo dos anos está fundamentada em um tripé formado pelas seguintes práticas: educação, treinamento e capacitação para a prevenção e o controle das infecções hospitalares realizados pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) de cada hospital; vigilância das boas práticas de prevenção contra as infecções na unidade de saúde; e análise e consolidação dos indicadores de resultados com elaboração de plano de ação para melhorias.

 Além disso, o Núcleo Municipal de Controle de Infecção Hospitalar (NMCIH), da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), desenvolve ações complementares como o monitoramento do consumo de antimicrobianos e a resistência microbiana aos antibióticos nos hospitais, a elaboração de informes técnicos e pareceres sobre dúvidas e problemas relacionados à infecção hospitalar, além do apoio nas orientações sobre biossegurança na assistência à saúde.

 Essas medidas estão alinhadas ao Programa Estadual de Controle de Infecção Hospitalar (CVE/SP) e têm o respaldo técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde e da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

 Cabe ressaltar ainda que a incorporação de novos métodos terapêuticos e tecnologias possibilitou que muitos tratamentos – antes disponibilizados somente em hospitais – fossem administrados, também, em regime domiciliar, com o Programa Saúde da Família (PSF), por exemplo, o que contribui para a redução do risco de infecções.

 “As medidas que temos adotado somadas à eficiência dos profissionais de saúde têm sido eficazes para reduzir os índices de infecção hospitalar, o que significa mais segurança para os pacientes”, afirma Milton Lapchik, coordenador do NMCIH.

Casos       2005-2019:      Percentual de queda

-Infecção primária da corrente sanguínea laboratorialmente confirmada 17,58 1,68  90,4%;

-Infecção do trato urinário associada ao uso de cateter vesical de demora      5,39  1,37  74,6%;

– Pneumonia associada a ventilação mecânica 19,32 7,13  63,1%

Por Pref. de São Paulo

Estado acusa deputados de invasão a hospital

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo emitiu uma nota neste sábado (17) afirmando que o deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP) e os deputados estaduais Ricardo Mellão (Novo) e Arthur do Val (Patriotas) “invadiram” o Hospital Geral de Guarulhos na tarde de sexta-feira (16). O parlamentares alegaram que estavam fazendo uma “fiscalização surpresa”. 

“Parlamentares invadiram o Pronto Socorro e tentaram acessar – à força – a área restrita do hospital para atendimento a casos graves de COVID-19, onde é permitida apenas a circulação de profissionais de saúde, promovendo aglomeração e risco à equipe e aos pacientes da ala”, diz a nota.

Além de noticiar o ocorrido, a Secretaria também critica os deputados alegando que isso não é uma postura esperada de uma autoridade pública. 

Kataguiri e do Val usaram as redes sociais para explicar a situação. O deputado federal criticou a Secretaria de Saúde e a chamou de mentirosa, pois eles não invadiram o hospital em Guarulhos. Ele ainda alega que toda a fiscalização foi feita com “educação, parcimônia e obedecendo os protocolos sanitários”.

Já o deputado estadual publicou um vídeo explicando como aconteceu a fiscalização e afirmou que foi ao hospital porque enviou emendas para ele. “Houve um choque de uma fiscalização surpresa com vídeo; as pessoas resistem e isso é normal, mas que em nenhum momento usamos de grosseria e violência”, alegou o parlamentar. 

O deputado Ricardo Mellão não se manifestou sobre o episódio.

Por TV Cultura

Com medo de ser entubado, paciente pula janela e foge de hospital

Um paciente com covid-19 fugiu de um hospital, em Catanduva, no interior de São Paulo, ao saber que havia tido piora em seu quadro clínico e seria entubado. Ele precisou ser contido pela Polícia Militar e por agentes do SAMU. O caso aconteceu na tarde de hoje (25) e foi confirmado, em nota oficial, pelo Hospital São Domingos.

Segundo as informações, o paciente estava em uma ala reservada a pessoas com a doença. Ele teria pulado a janela do quarto e corrido em direção a um mercado, que fica do outro lado da rua.

Funcionários da unidade foram até o mercado para convencê-lo a retornar e fazer o tratamento, mas foi preciso a intervenção dos policiais. O homem foi levado para o hospital em uma maca.

Veja abaixo a nota divulgada pelo Hospital:

“O Hospital Unimed São Domingos (HUSD) vem a público esclarecer sobre incidente ocorrido na tarde desta quinta-feira, 25. Um paciente evadiu-se da Unidade Respiratória, ala reservada a pacientes com suspeita ou confirmados para Covid-19, após pular a janela de seu quarto e, na sequência, a grade de proteção da unidade hospitalar. Profissionais do HUSD deram todo o suporte à ocorrência. Pouco tempo depois, com apoios das equipes do SAMU e Polícia Militar, o paciente já se encontrava novamente internado na unidade. Ressalta-se que se trata de um caso isolado. Desde o início da pandemia, o HUSD já recebeu mais de 600 pacientes na Unidade Respiratória.”

Estado tem 25 hospitais com mais de 95% de ocupação de UTIs

(Gov. do Estado de SP)

No estado de São Paulo, pelo menos 25 hospitais públicos estão com mais de 95% dos leitos das unidades de terapia intensiva (UTI) ocupados devido ao aumento do número de pacientes com covid-19. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 19 hospitais, as UTIs estão completamente lotadas.

Entre os hospitais com UTIs 100% ocupadas, nove ficam na capital paulista e três em cidades da região metropolitana – Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos e Itapecerica da Serra. Ainda na Grande São Paulo, têm mais de 95% de ocupação dos leitos de tratamento intensivo hospitais nos municípios de Santo André e Francisco Morato. O Hospital Geral de Vila Penteado, na zona norte paulistana, também está com UTI quase lotada.

De acordo com a secretaria, com muitos hospitais nesta situação, até o remanejamento de pacientes para garantir o tratamento é difícil. “Este cenário impacta inclusive na realização de transferências”, enfatiza a nota da pasta.

Segundo o balanço da secretaria, o remanejamento de pacientes para aproveitar melhor as vagas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado já viabilizou o tratamento para 170,3 mil pessoas durante toda a pandemia. “Cada solicitação é avaliada por médicos reguladores, sendo crucial a atualização do quadro clínico”.

As transferências dependem ainda de o paciente apresentar condições para deslocamento seguro, cabendo ao serviço de origem a estabilização clínica e o transporte”, detalha a pasta sobre o procedimento.

Mais leitos

Para amenizar o problema, o governo de São Paulo anunciou que vai instalar mais 11 hospitais de campanha, além dos quatro que estão em funcionamento atualmente.

Também devem ser abertos nos próximos 20 dias 780 novos leitos hospitalares, incluindo 479 de UTI.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Fogo destrói parte de hospital no Chile

(Bombeiros de Santiago/via Fotos Públicas)

Um incêndio de grandes proporções em um hospital mobilizou os bombeiros de Santiago, no Chile, na manhã de hoje (30). O fogo no Hospital Clínico San Borja Arriarán pode ter começado nas caldeiras da unidade, segundo os primeiros relatos. A causa ainda vai ser investigada.

Segundo a imprensa internacional, o fogo também atingiu instalações elétricas e parte das instalações onde ficam leitos com pacientes. O incêndio foi controlado pelos bombeiros. O Ministério da Saúde do país informou que, por medida de segurança, pacientes foram transferidos.

As últimas informações indicam que, apesar do susto, não houve mortes.

(Bombeiros de Santiago/via Fotos Públicas)

Hospitais privados do Estado têm 71% de UTIs ocupadas

A taxa de ocupação de leitos em unidades intensivas de tratamento (UTIs) destinados a pacientes com covid-19 está acima de 71% em 72% dos hospitais particulares do estado de São Paulo. O dado faz parte de um levantamento do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp). Segundo a pesquisa, em 20% dos hospitais a ocupação das vagas de UTI está acima de 90%.

O levantamento foi feito entre os dias 11 e 13 de janeiro, ouvindo 76 hospitais em todo o estado (20% do total). Os estabelecimentos pesquisados têm um total de 1.986 leitos de UTI e 4.628 leitos clínicos.

A grande maioria (86%) dos hospitais informou que nos dez primeiros dias de janeiro registraram um aumento do número de internações por covid-19. Segundo a pesquisa, 28% dos hospitais aumentaram o número de leitos clínicos destinados a pacientes com o novo coronavírus e 26% ampliaram a capacidade de UTI para atender as pessoas infectadas pela doença.

Em relação aos leitos clínicos, a ocupação estava em até 40% para 23% dos hospitais, e entre 91% e 100% em 36% dos estabelecimentos de saúde.

Estão preparados para aumentar o número de leitos para cuidar dos pacientes com coronavírus, 63% dos hospitais.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Incêndio em hospital força retirada de pacientes

Incêndio no telhado de um hospital privado de Brasília, na manhã de hoje (29), forçou a retirada às pressas de dezenas de pacientes que se encontravam na unidade. Segundo informações do Hospital Santa Luzia, as chamas já foram controladas pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBDF) e ninguém ficou ferido.

Bombeiros controlam incêndio no Hospital Santa Luzia, em Brasília.
Bombeiros controlam incêndio no Hospital Santa Luzia, em Brasília. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

De acordo com o CBDF, o fogo começou por volta das 10h, na casa de máquinas, que fica no último pavimento do hospital. Ainda não se sabe a causa das chamas, que foram controladas em pouco menos de uma hora. Há um batalhão dos bombeiros a poucos metros do hospital.

Os 30 pacientes que foram evacuados preventivamente para o estacionamento já foram reinseridos na unidade, após autorização do CBDF, informou o hospital.

Controlado pela Rede D’Or, o Santa Luzia é um dos mais tradicionais hospitais privados de Brasília e durante a pandemia tornou-se referência no tratamento de covid-19 na rede privada. A unidade fica no Setor Hoteleiro Sul da cidade, onde se concentram diversos outros hospitais.

Nota do Ministério da Saúde 

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, designou equipe do Ministério da Saúde para acompanhar, monitorar e passar informações sobre o incêndio no Hospital Santa Luzia, em Brasília.

O ministro demonstrou preocupação com pacientes e profissionais de saúde.

Pazuello está no Rio de Janeiro (RJ) visitando o novo prédio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que vai abrigar o Centro de Pesquisas em Medicina de Precisão.
 

Bombeiros controlam incêndio no Hospital Santa Luzia, em Brasília.
Bombeiros controlam incêndio no Hospital Santa Luzia, em Brasília. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

NotreDame Intermédica passa a integrar rede global de Hospitais Verdes

Com a participação de quatro dos 23 hospitais próprios sendo eles o Hospital e Maternidade NotreCare ABC, em São Bernardo do Campo, Hospital e Maternidade Guarulhos, em Guarulhos, Hospital Modelo, em Sorocaba, e o Hospital Bosque da Saúde, em São Paulo, o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) se associou à Rede Global de Hospitais Verdes – HVS e ao Projeto Hospitais Saudáveis, iniciativa coordenada pela Organização Saúde Sem Dano – SSD (Health Care Without Harm). Com esta associação, o Grupo reafirma seu compromisso de contribuir com conhecimento e ações para a melhoria contínua de práticas ambientais em sua Rede Própria.

O Grupo resolveu participar destas iniciativas a fim de traçar um caminho próprio do conceito de sustentabilidade, além de avançar mais um passo no que tange à transparência do negócio e comprometimento da gestão. Como parte desta Rede, o GNDI vai ter a oportunidade de trocar experiências com outras Unidades hospitalares do País e discutir os principais temas comuns a todos: clima e resíduos.

“O comprometimento do GNDI para as questões de sustentabilidade é uma premissa de Política de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Segurança do Trabalho da Companhia. A gestão de resíduos é tema prioritário para avançarmos de maneira segura, gerenciando de forma correta todos as etapas e visando à redução de impactos ambientais negativos”, destaca Irlau Machado Filho, presidente do GNDI.

De acordo com os resultados apresentados no Relatório de Sustentabilidade de 2019 do GNDI, anualmente, cerca de R$ 7 milhões são destinados à gestão de resíduos. Outra iniciativa importante da área de Sustentabilidade foi a redução em 43% do consumo de gasolina com a adoção da política de abastecimento da frota de veículos com etanol. Da mesma forma, a redução no consumo de energia elétrica está sendo alcançada por meio da troca da iluminação atual por lâmpadas de LED em 100% dos hospitais do Grupo. Outra ação relevante é o Programa “Green – Cabos Verdes” e “Green It” que prevê a destinação correta de metais pesados e instalação de cabos verdes, feitos a partir de cana de açúcar que, atualmente, estão presentes em instalações de 18 Unidades do GNDI. 

Outras iniciativas adotadas pelo GNDI incluem: monitoramento e controle dos enxovais hospitalares com a tecnologia RFID, chip que rastreia a peça e permite avaliar a duração da roupa, localizar peças nos locais e proporcionar estudos de consumo; treinamento de 100% dos colaboradores, prestadores de serviços e terceiros sobre resíduos e coleta seletiva; adoção de ferramentas digitais, como o App GNDI Easy, acompanhadas por campanhas de estímulo ao descarte correto, que resultaram na arrecadação de 166,35 kg de cartões do plano de saúde em 2019, sendo que 135 kg foram destinados à fabricação de brindes distribuídos na empresa.

PGR pede investigação sobre invasão a hospitais

O procurador-geral da República, Augusto Aras, vai pedir às unidades do Ministério Público que apurem denúncias de invasão a hospitais e de ameaças a profissionais da saúde durante a pandemia do novo coronavírus. 

O pedido foi feito após os estados de São Paulo, Espírito Santo e o Distrito Federal registrarem que deputados e outras pessoas não identificadas entraram em unidades de saúde para verificarem se leitos estavam sendo ocupados por pacientes com covid-19. 

Mais cedo, em uma mensagem publicada no Twitter, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes cobrou a apuração do caso. “Invadir hospitais é crime – estimular também. O Ministério Público (a PGR e os MPs Estaduais) devem atuar imediatamente. É vergonhoso – para não dizer ridículo – que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública”, disse o ministro.