Doria toma sol sem máscara em hotel do Rio e viraliza nas redes sociais

Doria toma sol sem máscara em hotel do Rio e imagem viraliza nas redes sociais
Doria toma sol sem máscara em hotel do Rio e imagem viraliza nas redes sociais
Doria é defensor das medidas de distanciamento e já criticou o presidente da República, Jair Bolsonaro(Reprodução/redes sociais)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi fotografado sem máscara na área da piscina do Hotel Fairmont, em Copacabana, Zona Sul do Rio, neste final de semana.

Em nota, ele informou que estava em “momento de descanso com a esposa e não promoveu nenhum tipo de aglomeração”.

Doria é defensor das medidas de distanciamento e já criticou o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), por realizar atos sem máscara e causar aglomerações, desrespeitando as recomendações de especialistas.

Doria foi fotografado em uma área comum do hotel, onde aparecem outras pessoas, e foi criticado por bolsonaristas nas redes sociais. Sem citá-lo nominalmente, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) escreveu:

“‘Lockdown, fome e desemprego pra você, marquinha pra mim…’ Duvido você acertar quem é esse tomando vitamina D! Sabe?”

Veja o vídeo abaixo:

Doria toma sol sem máscara em hotel do Rio e imagem viraliza nas redes sociais

Santos reabre hotéis para viagens a trabalho e outros setores

Mais rigor na fiscalização de estabelecimentos e na conduta da população será o foco das equipes da Prefeitura de Santos, a partir de hoje (13), para o cumprimento das regras estabelecidas para a fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena. Caso o comportamento visto nas ruas vá contra os protocolos estabelecidos, a Prefeitura poderá retroceder em decisões já tomadas nos últimos dias, como a liberação das praias, por exemplo.

(Pref. de Santos)

A Fase Amarela permite a abertura, de forma parcial, de bares, restaurantes, lanchonetes, quiosques, salões de beleza, barbearias, praças de alimentação dos shopping centers e locais para prática de atividades físicas e esportivas individuais em equipamentos públicos e privados (academias, clubes e escolinhas esportivas).

Foram liberadas para atividades, ainda, escolas de idiomas, de cursos livres e de educação profissionalizante. Além disso, hotéis poderão voltar a receber turistas, respeitando o limite de 40% da capacidade de ocupação. Atualmente, já recebem hóspedes corporativos e com fins de moradia.

O avanço da Baixada Santista no programa de retomada econômica foi anunciado na sexta-feira (10) pelo governo estadual.

*com informações da Prefeitura de Santos

Plataforma traz hotéis grátis para profissionais da saúde

A campanha Você pelos Outros, Nós por Vocês, da plataforma VisitNow, reúne hotéis que estão oferecendo hospedagem gratuita ou com preços reduzidos aos profissionais de saúde neste momento de combate à covid-19. O objetivo é atender aqueles que precisem ficar isolados da família ou evitar que façam longos deslocamentos de casa para o trabalho.

Na capital paulista, há opções de hotéis localizados na região central e nas zonas oeste e sul reunidos na plataforma. Existem opções em outras cidades, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Palmas. Para usar o serviço, o profissional deve fazer o cadastro na plataforma VisitNow no site.

Perto da Avenida Paulista, o Hotel Tryp São Paulo Paraíso cedeu gratuitamente 21 apartamentos para que os profissionais da área da saúde possam descansar e ficar mais próximos do trabalho por todo o período que perdurar a pandemia.

“O hotel está seguindo uma cartilha muito rígida de cuidados e higiene e queremos ser um ponto de auxílio para médicos, enfermeiros e outros profissionais que estão na linha de frente da luta contra a covid-19, além daqueles que, por alguma razão, precisam se manter distantes de suas famílias. Dessa forma, estamos oferecendo conforto e dando a oportunidade de se hospedarem perto do local de trabalho, evitando o deslocamento para suas casas e o contato com os familiares”, disse a gerente de Marketing e Relacionamento do hotel, Patrícia Carvalho.

Terroristas do Sri Lanka são de família rica e boa educação

Alto nível educacional, membros de famílias abastadas de classe média ou média alta e, consequentemente, com recursos financeiros próprios – este é o perfil dos nove terroristas suicidas que executaram os atentados no Domingo de Páscoa em hotéis de luxo e três igrejas católicas do Sri Lanka, que deixaram pelo menos menos 359 mortos e mais de 500 feridos.

Com o andamento das investigações, começaram a surgir detalhes sobre os terroristas. A reivindicação da organização Estado Islâmico (EI) pela responsabilidade dos atentados é levada a sério pelos investigadores. Caso essa conexão seja confirmada, os ataques no Sri Lanka serão os mais letais já vinculados ao grupo extremista.

Por meio de sua agência de notícias, a organização jihadista divulgou um vídeo em que mostra oito homens – todos, exceto um, com rostos cobertos – sob uma bandeira negra do Estado Islâmico, declarando lealdade a seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi. O único homem no vídeo com o rosto descoberto era Mohamed Zahran, um pregador do Sri Lanka conhecido por suas visões extremistas.

O vice-ministro da Defesa do Sri Lanka, Ruwan Wijewardene, afirmou que, no total, foram nove terroristas suicidas – oito foram identificados, entre eles uma mulher.

“A maioria dos terroristas é bem educada, vem de famílias economicamente fortes. Alguns deles foram estudar no exterior”, disse Wijewardene. “Vários viajaram ao exterior e mantiveram contatos com o exterior. Temos conhecimento de que um deles foi estudar Direito no Reino Unido e concluiu o estudo universitário na Austrália. Parceiros estrangeiros, incluindo o Reino Unido, estão nos ajudando nessas investigações.”

Funcionários da inteligência cingalesa e o primeiro-ministro do país, Ranil Wickremesinghe, afirmaram acreditar que Zahran, um pregador de língua tâmil do leste do Sri Lanka, pode ter sido o idealizador dos atentados.

O interesse tem sido focado, especialmente, na família de um rico comerciante do setor de especiarias. Dois de seus filhos, ambos com menos de 30 anos, detonaram as mochilas que carregavam na fila para o café da manhã de dois hotéis de luxo no centro de Colombo, a principal cidade do país. Os dois eram membros-chave do grupo radical islâmico NTJ, que o governo já culpou por desfigurar estátuas budistas.

O endereço que um dele deixou quando se registrou como hóspede no hotel levou os agentes policiais ao seu domicílio. Quando as forças de segurança se preparavam para entrar ocorreu uma detonação – a esposa de um dos irmãos detonou os explosivos instalados na casa. Ele e seus dois filhos morreram, segundo fontes policiais.

Aparentemente, os dois irmãos influenciaram outros membros da família. Vários deles, incluindo o pai, estão entre os quase 60 detidos, divulgou Wijewardene.

As autoridades também divulgaram imagens de câmeras de vigilância que mostram um jovem magro, de barba, carregando uma mochila grande e visivelmente pesada, próximo da paróquia de São Sebastião, em Negombo, nos arredores de Colombo.

As imagens mostram o homem atravessando uma praça e, num aparente ato de reflexo, acaricia a cabeça de uma garota que atravessou seu caminho, acompanhada por seu pai. Em seguida, o vídeo mostra o homem com a mochila entrando na igreja, na qual houve mais de 110 mortos.  

O governo suspeita que dois grupos islâmicos do Sri Lanka – o National Thowfeek Jamaath (NTJ), do qual se acredita que Zahran fosse membro, e o Jammiyathul Millathu Ibrahim (JMI) – foram responsáveis, com ajuda externa. 

O governo cingalês e dos EUA afirmaram que a escala e a sofisticação dos atentados coordenados sugerem o envolvimento de uma organização internacional como o EI. Uma equipe do FBI (a polícia federal americana) está no Sri Lanka. O Reino Unido, a Austrália e os Emirados Árabes Unidos também ofereceram ajuda de inteligência.

Os atentados abalaram a relativa calmaria que imperava no país, de maioria budista, desde o fim, há dez anos, de uma longa guerra civil contra os separatistas Tigres de Tâmil, em sua maioria hindus, e aumentou os temores de um retorno à violência sectária.

Os 22 milhões de habitantes do Sri Lanka incluem as minorias cristã, muçulmana e hindu. Até agora, os cristãos haviam conseguido evitar conflitos na ilha e as tensões entre as comunidades.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

No dia de Páscoa, igrejas e hotéis são atacados no Sri Lank

Número de feridos passa de 500 (Twitter/Reprodução)

Uma série de explosões simultâneas em três igrejas e três hotéis de luxo no Sri Lanka provocou a morte de mais de 150 pessoas neste domingo (21). Entre os mortos, há pelo menos 35 estrangeiros, segundo balanços iniciais. Cerca de 500 pessoas ficaram feridas.

Segundo as autoridades do Sri Lanka, os primeiros seis ataques ocorreram por volta das 8h45 (horário local, 2h30 em Brasília). No momento das explosões, os templos católicos estavam celebrando o Domingo da Ressureição, uma das datas mais importantes do calendário cristão.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões: em três hotéis de luxo e uma igreja. As outras duas igrejas atingidas ficam em Negombo, no oeste do país (região que abriga uma grande população católica); e em Batticaloa, no leste.

Poucas horas depois das seis explosões simultâneas iniciais, foram registrados mais dois atentados. Uma explosão atingiu um pequeno hotel em Dehiwala, um subúrbio de Colombo. Uma oitava explosão foi registrada em Dematagoda, outro subúrbio da capital, e atingiu uma residência.  

Sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos ataques. A rede BBC informou que o governo disse que a maioria das explosões foi provocada por terroristas suicidas.

Nenhum grupo reivindicou a autoria das ações até o momento. Em resposta aos ataques, o governo impôs toque de recolher em toda a ilha, com início às 18h (horário local) até as 6h do dia seguinte. O governo determinou ainda um bloqueio temporário às redes sociais para impedir a difusão “de informações incorretas”. 



“O governo decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais para evitar a disseminação de informações incorretas e falsas. Essa é apenas uma medida temporária”, afirmou a Presidência do país em comunicado. 

Segundo as autoridades, pelo menos 45 pessoas morreram em Colombo, 67 em Negombo, 25 em Batticaloa e 2 em Dehiwala.

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, pediu calma ao país após a série de atentados.

“Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores”, declarou Sirisena em mensagem à nação. O presidente, que se mostrou “em ‘choque’ e triste com o que ocorreu”, esclareceu que “as investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás desses atos cruéis”.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)