Preço dos imóveis residenciais teve alta pelo segundo mês consecutivo

O preço de venda de imóveis residenciais em 50 municípios teve alta pelo segundo mês consecutivo. Em outubro, o Índice FipeZap cresceu 0,43%, após apresentar aumento de 0,53% em setembro. Os dados são do Índice Fipezap, pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Apesar do incremento, o índice ficou abaixo do esperado, tendo como parâmetro o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mensurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa era de que a variação fosse de 0,79%.

“Uma vez confirmada a variação esperada dos preços ao consumidor, o preço médio de venda de imóveis residenciais encerrará o referido mês com queda de 0,36%, em termos reais”, destaca, em nota, o Grupo Zap, que divulga o Índice FipeZap. A projeção do IPCA consta do Boletim Focus, elaborado pelo Banco Central. Ainda segundo a empresa, todas as capitais brasileiras monitoradas pelo Índice FipeZap apresentaram elevação do preço médio de venda de imóveis residenciais no último mês: Recife (1,68%), Manaus (1,22%), Vitória (1,16%), Curitiba 1,09%), Campo Grande (1,06%), João Pessoa (0,90%) e Goiânia (0,80%). Em São Paulo, município ao qual se atribui o maior peso no cálculo do Índice FipeZap, a variação nominal registrada em outubro foi de 0,25%. Já no Rio de Janeiro, outra referência bastante importante, o crescimento foi de 0,39%.

Entre imóveis residenciais, o preço médio de venda foi de R$ 7.424 por metro quadrado, em outubro. A capital com o valor mais elevado foi Rio de Janeiro com R$ 9.383/m²), seguida por São Paulo (R$ 9.265/m²) e Brasília (R$ 7.927/m²). No outro extremo, estão Campo Grande (R$ 4.342/m²), Goiânia (R$ 4.403/m²) e João Pessoa (R$ 4.431/m²).

No acumulado do ano, verifica-se uma alta nominal de 2,75% no Índice FipeZap, sendo que a variação esperada para o IPCA é de 2,14%. Na comparação entre a variação acumulada do Índice FipeZap e a inflação esperada, a expectativa é de que o preço médio de venda dos imóveis residenciais encerre o período com alta real de 0,59%.

Ao longo do ano, todas as capitais acompanhadas registraram alta, com exceção do Recife, onde o preço médio de venda residencial acumulou queda de 2,15%. Brasília identificou o crescimento mais significativo (8,33%), sendo seguida por Curitiba (6,35%), Florianópolis (5,27%), Campo Grande (5,07%), Maceió (4,85%) e Manaus (4,67%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os preços médios de venda do segmento residencial encerraram o período com altas acumuladas de 3,07% e 1,02%, respectivamente.

Nos últimos 12 meses, o Índice FipeZap de Venda Residencial teve como resultado um avanço nominal de 2,72%. Comparando-se com a inflação acumulada nos últimos 12 meses (+3,85%), obtém-se queda real de 1,08%.

Entre as capitais monitoradas pelo Índice FipeZap, Brasília é que acumula o maior aumento nominal (7,18%). Na sequência, estão Curitiba (6,89%), Florianópolis (5,85%), Vitória (5,29%), Campo Grande (4,95%), Belo Horizonte (4,32%), Manaus (4,21%), São Paulo (3,59%) e no Rio de Janeiro (0,60%). Entre as que registraram quedas, estão Fortaleza (-3,73%) e Recife (-1,65%).

*Com informações da Agência Brasil

O que esperar da venda de imóveis em SP durante a pandemia

(Foto:Pixabay)

Morar em São Paulo é o sonho de muitos brasileiros que não resistem a ideia de morar na maior metrópole do país, esperando ter mais oportunidades de vida numa cidade tão gigante. Também existem aquelas pessoas que já moram há muito tempo na capital paulista, mas que ainda não possuem uma casa própria, um lugar para chamar de seu. Para o último grupo, adquirir o primeiro imóvel próprio com certeza é um grande passo. Mas, para todos os que estavam até pouco tempo atentos as casas à venda em SP, esse projeto pareceu um pouco menos real com a eclosão recente da pandemia do Coronavírus.

As pessoas não sabem o que esperar diante desse cenário de incerteza, afinal, nós não sabemos ainda como será a nossa vida nos próximo meses ou até mesmo no próximo ano. Assumir um compromisso de longo prazo agora parece um pouco arriscado para as pessoas, já que as obras dos prédios podem parar, os investimentos podem cessar, dentre outras coisas. Se algo desse tipo acontecer fatalmente a pessoa ficará sem o seu capital, que pode ser imprescindível para ela num momento como esse. Realmente a situação é muito delicada e complexa. Por exemplo, se alguém comprar um dos terrenos à venda em SP, caso a pessoa precise vender rapidamente, as suas chances serão mínimas.

Essa pandemia e a sua consequente quarentena abalou muito a estrutura da nossa sociedade em todos os âmbitos, econômico, cultural, social e muitos outros. Assim, o mercado imobiliário sentiu um grande baque com toda essa situação, sendo natural que seja assim quando o mundo inteiro praticamente parou por conta do vírus. Foi pensando nisso que a nossa equipe preparou esse artigo falando sobre as possibilidades da venda de imóveis em São Paulo durante a pandemia. Para você que estava prestes a assinar um contrato ou ainda estava no começo das negociações, esse post pode ser perfeito para você. Portanto, leia-o até o fim.

Estagnação da recuperação do mercado

São Paulo é uma cidade gigante com muito potencial imobiliário, tendo muito o que crescer ainda. Com uma economia e uma indústria pujante, além de uma atividade financeira poderosa, faz com que as construções sirvam como meio direto e indireto de seu desenvolvimento. Muitas casas são construídas para os trabalhadores, além de lugares para novas empresas, por isso que o mercado de imóveis contribui muito para a cidade. É importante lembrar também que a construção civil emprega milhares de pessoas em São Paulo todos os anos.

Nos últimos cinco anos o mercado vinha registrando uma queda das atividades, no entanto, em contrapartida de antes que só vinha crescendo com números significativos. Isso foi fruto da crise econômica e política em que o nosso país se instalou, que fez com que o mercado brasileiro perdesse cada vez mais a sua força. Mas, depois da eleição política de 2018, o ramo imobiliário paulista começou a registrar uma melhora nos seus números. Nada muito grande, mas mesmo assim bastante significativo, sendo que representava o início da recuperação no mercado de imóveis.

Esse ano de 2020 pareceu ser o ano em que o mercado começaria a se recuperar para valer, assim afirmavam os especialistas, pelo menos. Com uma melhora na renda e na confiança do consumidor, sendo que pequenos investidores podiam se dar bem investindo o capital em fundos imobiliários ou em ações de shoppings e incorporadoras, parecia que as coisas finalmente iam começar a dar certo. Contrariando a expectativa dos especialistas, todavia, o coronavírus chegou e desacelerou tudo.

O preço médio do aluguel cresceu um pouco nesse último período, sendo importante a informação porque ele é mais suscetível a mudanças na economia do que o preço médio de venda, assim ele demonstrou uma muito esperada aceleração do mercado. No ano passado, o preço da locação subiu, feito que não acontecia no ramo desde o ano de 2013. Com o desconto da inflação, a alta verdadeira foi de 0,60% no ano, segundo o índice FipeZap.

Para os que estavam pensando em investir em imóveis em São Paulo, o momento antes da pandemia pareceu estar ficando favorável, com a recuperação gradual da economia, a queda do índice de desemprego, enfim, com o Brasil entrando de volta nos eixos. Entretanto, quando em janeiro o vírus começou a se espalhar pelo mundo inteiro, as nações ficaram em alerta, e além delas os seus investidores começaram a temer uma possível crise. Como já sabemos, entramos num período crítico em que muitos negócios pararam, sendo que a venda de imóveis foi muito afetada também.

Ponto Morto

Não será nada fácil o setor se recuperar dos efeitos que essa pandemia terá nos negócios. Segundo analistas, o PIB do setor imobiliário que tinha projeção para crescer no ano de 2020 2,9%, irá cair 3,9%, com perspectiva de poder ser ainda pior, levando em conta o tempo que permaneceremos paralisados. Temos que entender que o setor vem de uma crise que durou anos e só mostrava sinais de recuperação agora, o que causa dificuldades ainda maiores de se manter incólume na crise.

A Caixa Econômica Federal divulgou que irá disponibilizar 43 bilhões de linhas de crédito novas para os possíveis compradores, havendo período de carência para o pagamento de seis meses para as pessoas, sendo elas jurídicas ou físicas, além de outras medidas que podem ajudar a preencher o rombo do mercado e abrandar o desespero das imobiliárias e construtoras. Essa é uma das maneiras do ramo tentar permanecer de pé.

Mas o provável é que o mercado deve praticamente parar durante a pandemia, já que as pessoas não estão nem saindo mais de casa direito. Durante esse tempo, as imobiliárias tentarão bolar alguma estratégia para minimizar os danos causados nos negócios por conta da pandemia.

Para os que acompanharam o artigo falando das possibilidades existentes para a venda de imóveis durante a pandemia, fica aqui o convite para voltar ao nosso site e ler mais alguns dos nossos artigos. Você não irá se arrepender!

Feirão reunirá 12 mil imóveis com descontos

Imóveis ofertados no feirão da capital ficam em 30 municípios. Servidores e quem recebe auxílio-moradia terão subsídios do estado (Arquivo/Bruno Peres/Ministério das Cidades)

A Secretaria de Estado da Habitação realiza, nos dias 1 e 2 de dezembro, o 3º Feirão de Imóveis – Seu Sonho, Nosso Compromisso, que promove o crédito habitacional e oferece imóveis em condições acessíveis para que famílias de baixa renda realizem o sonho da casa própria.

Fruto de parceria entre a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), o Sindicato da Habitação (Secovi) e a Caixa Econômica Federal, o evento será no Ginásio do Ibirapuera – Rua Manuel da Nóbrega 1361 – São Paulo – das 8h às 20h.

As regras gerais para a participação dos servidores estão na cartilha no site.

As inscrições estão abertas e para participar, as famílias devem ter renda familiar bruta mensal de até R$ 5.280. É preciso acessar o mesmo site da Secretaria da Habitação e preencher os campos determinados.

O Feirão será aberto para toda a população interessada na aquisição da casa própria, disponibilizando imóveis com valores abaixo daqueles encontrados no mercado. Também podem participar interessados que não sejam funcionários públicos ou recebam o auxílio moradia, mas não haverá subsídio do estado para esses casos.



Serão aportados pelo Governo do Estado um total de R$ 20 milhões, para que os funcionários públicos do estado e beneficiários do auxílio-moradia consigam comprar imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida em diversos municípios do Estado. Aqueles que não puderem comparecer presencialmente ao Feirão podem adquirir imóveis pelo site após a inscrição – basta procurar pelo município de interesse e verificar os imóveis disponíveis. Então, entrar em contato com a construtora responsável para realizar a compra.

O limite de valor de venda dos imóveis será estabelecido pela Caixa Econômica Federal, na qualidade de operador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS e do Programa Minha Casa Minha Vida – PMCMV. Haverá cheques-moradia de R$ 5 mil a R$ 40 mil. O valor do subsídio fornecido pelo Governo do Estado dependerá da localização do imóvel e da renda familiar mensal bruta do servidor.

O financiamento será feito com a Caixa, gestora do programa federal de habitação, e deve ser concluído em 120 dias para que o aporte do estado continue ativo no sistema e possa ser utilizado pelo comprador.

O Cheque-Moradia terá validade de 120 dias, prazo estimado para viabilizar as contratações iniciadas durante o 3º Feirão e assinatura de contrato de financiamento habitacional com a Caixa Econômica Federal, e será disponibilizado por meio de um sistema online nos dias do evento. Os subsídios do cheque serão cumulativos com os subsídios federais.

O Feirão contará com a presença de cerca de 30 incorporadoras que irão ofertar mais de 12 mil imóveis novos em aproximadamente 30 municípios, em condições vantajosas para servidores públicos e beneficiários do auxílio-moradia. Poderão ser unidades prontas, em obras ou lançamentos na planta.

As incorporadoras oferecerão desconto no valor dos imóveis, além de custear a documentação necessária, como registro do imóvel e pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) – além de receberem o subsídio da Casa Paulista, caso tenham o financiamento aprovado pela Caixa. Com isso, os compradores terão mais oportunidades para conseguir financiamento habitacional do restante do valor do imóvel na Caixa.

*Com informações do Governo do Estado de SP