Irã indicia dez oficiais após queda de Boeing

No Irã, dez oficiais foram indiciados pela queda de um avião ucraniano que matou 185 pessoas em janeiro de 2020. O anúncio foi feito nesta terça-feira (6) pelo promotor militar de Teerã Gholamabbas Torki.

O relatório final da queda, que apontava erro humano, mas não responsabilizava ninguém pelo acidente, foi duramente criticado. Os nomes dos acusados não foram divulgados.

Em janeiro do ano passado, uma aeronave Boeing 737 caiu após sair do aeroporto da capital do Irã. Entre os nove tripulantes e os 176 passageiros, nenhuma pessoa que estava a bordo sobreviveu. 

A tragédia se deu poucas horas após o país ter disparado mísseis em bases americanas, como resposta à morte do general Qassem Soleimani. Dias após a queda, o governo iraniano reconheceu que a Guarda Revolucionáriaderrubou o avião por engano.

Por Tv Cultura

Biden ordena ataque a aliados do Irã na Síria

Aeronave americana durante treinamento (Força Aérea Americana/Reprodução)

Os EUA executaram um ataque aéreo no leste da Síria contra supostas instalações usadas por milícias apoiadas pelo Irã. O bombardeio ocorreu na quinta-feira (25/02) e foi a primeira ação militar ordenada pelo presidente Joe Biden desde que assumiu o cargo.

“Sob instruções do presidente Biden, as forças militares americanas realizaram nesta noite ataques aéreos contra a infraestrutura utilizada por grupos militantes apoiados pelo Irã no leste da Síria”, declarou o Pentágono em comunicado.

Os EUA afirmaram que os ataques aéreos destruíram várias instalações localizadas num posto de controle fronteiriço próximo ao Iraque e utilizado pelo Kata’ib Hisbolá e outras milícias pró-iranianas.

As autoridades americanas não revelaram se houve vítimas. No entanto, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos relatou que 22 radicais foram mortos no bombardeio.

Rami Abdel Rahmane, diretor da organização não governamental com sede no Reino Unido, afirmou que “os ataques destruíram três caminhões com munições”. O bombardeio também teria destruído um carregamento de armas que tinha acabado de cruzar a fronteira da Síria com o Iraque na província síria de Deir Zor. 

Segundo o Pentágono, a ação representa uma resposta aos recentes ataques contra tropas americanas e instalações diplomáticas no Iraque. Os EUA comunicaram ainda ter consultado os parceiros da coalizão militar ativa na região antes de executar o ataque. 

“Esta operação envia uma mensagem inequívoca: o presidente Biden agirá para proteger o pessoal americano e da coalizão”, frisou o Departamento de Defesa dos EUA. “Agimos de maneira deliberada com o objetivo de atenuar a situação em geral tanto no leste da Síria quanto no Iraque”.

Aumento de ataques depois de morte de general iraniano

Em meados de fevereiro, mais de dez foguetes foram disparados contra uma base militar americana localizada no Aeroporto Internacional de Irbil, na região curda no norte do Iraque.

O ataque matou um civil estrangeiro contratado pelas Forças Armadas americanas e feriu um militar americano e alguns soldados da coalizão.

Na última segunda-feira, um outro ataque com foguetes teve como alvo a altamente fortificada Zona Verde na capital iraquiana de Bagdá, que abriga a Embaixada dos EUA e outras missões diplomáticas estrangeiras.

Embora o Kait’ib Hisbolá não tenha assumido a responsabilidade pelos ataques com foguetes, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse que Washington “está confiante” de que a organização pró-iraniana está por trás deles.

Os ataques contra instalações americanas no Iraque aumentaram desde que os EUA mataram em janeiro de 2020 general iraniano Qassim Soleimani, que era líder da poderosa Força Quds, e um comandante iraquiano de milícias pró-iranianas num ataque aéreo no aeroporto de Bagdá. 

Por Deutsche Welle

pv/rpr (efe, lusa, rtr, ap, afp, dpa)

Irã prende envolvidos em ataque que derrubou avião

Cruz Vermelha no local em que o avião caiu (Cruz Vermelha Iraniana/via Fotos Públicas)


O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse hoje (14) que o país vai “punir” todos os responsáveis pela queda do avião civil ucraniano, atingido por um míssil nos arredores de Teerã no último dia 8.

“Para o nosso povo é muito importante que qualquer responsável por um ato de negligência seja levado à Justiça”, disse Rohani em discurso transmitido pela televisão em Teerã.

“Todos aqueles que têm de ser punidos vão ser”, acrescentou o presidente iraniano.

De acordo com a Associated Press, as autoridades iranianas fizeram detenções, suspostamente relacionadas à queda do avião.

O governo da República islâmica acabou por reconhecer que o avião das linhas aéreas da Ucrânia, com 176 pessoas a bordo, foi abatido “por erro” por um míssil balístico iraniano, na quarta-feira passada.

O anúncio da responsabilidade das Forças Armadas do Irã no acidente causou choque e uma onda de indignação em Teerã.

No sábado à noite, uma cerimónia em homenagem às vítimas transformou-se numa manifestação contra as autoridades, com gritos de “morte aos mentirosos”, antes de ser dispersa pela polícia. No domingo à noite, houve outras manifestações.

Segundo a agência Associated Press, as forças de segurança iranianas dispararam balas reais e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Organizações não governamentais de defesa dos direitos humanos já pediram ao Irã que permita que as pessoas protestem pacificamente, conforme prevê a Constituição.

Por RTP – Emissora pública de televisão de Portugal

Em novo ataque, base americana é atingida por mísseis

Irã dispara mísseis contra alvos norte-americanos no Iraque


Vários mísseis atingiram, neste domingo, a base aérea militar da cidade de Balad, no Iraque, que abriga forças norte-americanas. Pelo menos quatro soldados iraquianos teriam ficado feridos na sequência deste ataque.

A base está situada a cerca de 80 quilómetros a norte de Bagdá e os mísseis teriam caído na pista usada para pousos e decolagens, de acordo com fontes militares citadas pela agência Reuters. De acordo com o exército iraquiano, quase todas as tropas norte-americanas já deixaram a base.


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Este ataque acontece depois de, na madrugada da última quarta-feira, mais de uma dúzia de mísseis iranianos terem sido lançados contra duas bases aéreas que também são ocupadas por tropas norte-americanas, em Ain al-Assad e Arbil, no Iraque.
Essa ação foi assumida pelos Guardas da Revolução iranianos como uma “operação de vingança” pela morte do general Qassem Soleimani, comandante da força de elite Al-Quds, que foi abatido dias antes num ataque aéreo em Bagdá, capital do Iraque, ordenado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.

Por RTP – Emissora Pública de Portugal

Trump pede para que Irã não mate manifestantes

(Reprodução)


O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pediu hoje (12) às autoridades de Teerã que não matem os manifestantes que participam dos protestos por causa do abate de um avião ucraniano.

“Aos líderes do Irã — não matem os VOSSOS MANIFESTANTES”, escreveu Trump na rede social Twitter, recorrendo a letras maiúsculas para acentuar o conteúdo da mensagem.

“O mundo está olhando. E, mais importante, os Estados Unidos estão olhando”, acrescentou o governante, reiterando o teor de outra mensagem, divulgada nesse sábado (11), na qual alertou o regime de que “não poderia acontecer outro massacre de manifestantes pacíficos”.

Donald Trump referia-se às manifestações contra o aumento do preço da gasolina, ocorridas em meados de novembro no Irã e que foram fortemente reprimidas pelas autoridades do país.

Mais de 300 pessoas morreram durante os protestos de novembro, segundo denunciou a Anistia Internacional.


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Ontem, as agências internacionais relataram que centenas de iranianos estavam se manfestando em Teerã, gritando palavras de ordem contra o sistema e a Guarda Revolucionária do Irã por causa do abate do avião ucraniano, um Boeing 737 da companhia Ukraine International Airlines (UIA).

Todas as 176 pessoas, incluindo 82 iranianos, que seguiam a bordo do aparelho morreram no acidente.

Os manifestantes concentraram-se inicialmente na porta da Universidade de Tecnologia Amir Kabir, em Teerã, para acender velas em homenagem às vítimas, mas a vigília acabou em um protesto contra as autoridades iranianas.

A manifestação foi marcada também pela detenção, durante curto período, do embaixador britânico no Irã, Rob Macaire, por suposta participação nos protestos. Ele negou ter participado da manifestação contra as autoridades.

O protesto aconteceu após o Irã ter admitido responsabilidade na queda do avião da companhia ucraniana.

Teerã admitiu que o avião foi abatido inadvertidamente por militares iranianos, que o confundiram com um míssil de cruzeiro devido ao estado de alerta decretado por causa da recente escalada de tensão entre Washington e Teerã.

A declaração de Teerã foi dada depois de informações de alguns países, especialmente dos Estados Unidos e do Canadá, de que o aparelho poderia ter sido abatido, inadvertidamente, pelo sistema de defesa antiaéreo iraniano.

Por RTP – Emissora pública de televisão de Portugal

‘Erro Humano’: Irã admite que abateu avião com 176 pessoas

(Cruz Vermelha Iraniana/via Fotos Públicas)


O presidente do Irã, Hassan Rouhani, afirmou hoje (11) que o país “lamenta profundamente” ter abatido um avião civil ucraniano, sublinhando tratar-se de “uma grande tragédia e um erro imperdoável”. O líder supremo do Irã foi informado ontem (10) das investigações e exigiu que a informação fosse tornada pública. O avião foi confundido com um míssil de cruzeiro.

“O inquérito interno das forças armadas concluiu que lamentavelmente mísseis lançados devido a erro humano provocaram a queda horrível do avião ucraniano e a morte de 176 inocentes”, admitiu Rouhani, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

“As investigações continuam para identificar e levar à justiça” os responsáveis, acrescentou, classificando o abate do avião como “uma grande tragédia e um erro imperdoável”. 

Em um segundo tweet, Rouhani diz que o Irã “lamenta profundamente esse erro desastroso”. “Os meus pensamentos e orações vão para todas as famílias de luto. Ofereço as minhas mais sinceras condolências”, acrescentou.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Javad Zarif, apresentou “as desculpas” do país pela catástrofe envolvendo o Boeing 737 da companhia Ukrainian Airlines, depois de as forças armadas terem igualmente reconhecido que o avião foi abatido por erro.

“Dia triste”, escreveu Mohammmad Javad Zarif no Twitter. Um “erro humano em tempos de crise causada pelo aventureirismo norte-americano levaram ao desastre”, acrescentou.

“O nosso profundo arrependimento, desculpas e condolências ao nosso povo, às famílias das vítimas e às outras nações afetadas” pelo drama, disse o ministro.

O Estado-maior das forças armadas do Irã garantiu à população do país que “o responsável” pela tragédia do Boeing, abatido na quinta-feira (9) nos arredores de Teerã, vai ser imediatamente apresentado à Justiça militar.

“Garantimos que ao realizar reformas fundamentais nos processos operacionais ao nível das forças armadas, vamos tornar impossível a repetição de tais erros”, acrescentou, em comunicado.

A agência de notícias iraniana Fars adianta que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi informado das conclusões das forças armadas nesta sexta-feira e, depois de uma reunião com a cúpula de segurança do país, decidiu que a informação deveria ser anunciada publicamente.

Em uma comunicação publicada em sua página na internet, ele exortou que se faça o necessário para “evitar a repetição de acidentes”, eliminando qualquer tipo de negligência. Ele também apelou às forças armadas que “investiguem as prováveis falhas e culpas no doloroso incidente”.

Avião confundido com míssil

Mais cedo, a televisão estatal iraniana difundiu uma declaração militar que atribuía o abate da aeronave a um erro.

O avião ucraniano voou perto de “um centro militar sensível” da Guarda Revolucionária. Devido às tensões com os Estados Unidos, os militares estavam no nível mais elevado de prontidão. “Nestas condições, devido a um erro humano e de uma forma não intencional, o avião foi atingido”.

O avião ucraniano foi confundido com um míssil de cruzeiro, revelou mais tarde um comandante da Guarda Revolucionária na televisão estatal iraniana. O aparelho foi abatido por um míssil de curta distância, revelou o responsável da divisão aérea Amirali Hajizadeh, dizendo que o míssil explodiu ao lado do avião.

“Quem me dera poder morrer e não assistir a um acidente como este”, acrescentou Hajizadeh.

Um soldado teria disparado sem ordem devido a um “congestionamento de telecomunicações”, disse o general.

Até o momento, o Irã negava que um míssil fosse responsável pelo acidente. No entanto, os Estados Unidos e o Canadá afirmaram, citando informações dos respectivos serviços de segurança, que o acidente foi causado por um míssil iraniano.

New York Times divulgou um vídeo do momento em que o míssil atingia o avião.

O Boeing 737 da companhia aérea Ukrainian International Airlines, decolou de Teerã, com destino a Kiev, caindo dois minutos após a descolagem nos arredores da capital iraniana.

O acidente ocorreu horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

A aeronave, que seguia para Kiev, transportava 167 passageiros e nove tripulantes de várias nacionalidades, incluindo 82 iranianos, 57 canadenses, 11 ucranianos, dez suecos, quatro afegãos, três alemães e três britânicos. Ucrânia e Canadá exigem investigação completa.

O presidente ucraniano exige que o Irã assuma inteiramente as responsabilidades. “Esperamos do Irã garantias da sua abertura para uma completa e transparente investigação, trazendo os responsáveis à Justiça, a entrega dos corpos, o pagamento de uma indemnização e desculpas oficiais através dos canais diplomáticos”, adiantou Volodymyr Zelenskiy.

O primeiro-ministro do Canadá exigiu igualmente “transparência” na realização de um “inquérito completo e aprofundado” para apurar as responsabilidades.

“A nossa prioridade continua a ser esclarecer este caso num espírito de transparência e Justiça”, afirmou Justin Trudeau, em comunicado.

“Esta é uma tragédia nacional e todos os canadenses estão de luto. Vamos continuar trabalhando com os nossos parceiros em todo o mundo para garantir a realização de um inquérito completo e aprofundado”, afirmou.

Trudeau acrescentou que “o governo do Canadá espera a plena colaboração das autoridades iranianas”.

Já o responsável pela companhia aérea ucraniana disse que nunca teve dúvidas de que o acidente não tinha sido causado por qualquer problema do avião. O aparelho tinha apenas quatro anos e dois dias antes passou por uma inspeção periódica, que não detectou qualquer problema.

Por  RTP – Emissora pública de televisão de Portugal

Avião que caiu no Irã pode ter sido abatido por engano

Equipes de resgate durante resgate dos corpos (Cruz Vermelha Iraniana/via Fotos Públicas)

Os Estados Unidos acreditam que o avião ucraniano que caiu na quarta-feira (8) em Teerã pode ter sido abatido na sequência de um erro. A informação foi divulgada por duas fontes norte-americanas. O Irã já rejeitou a teoria, argumentando que “não poderia estar mais incorreta”.

De acordo com a agência Reuters, uma fonte norte-americana revelou que os satélites norte-americanos detectaram o lançamento de dois mísseis iranianos pouco antes da queda do avião que vitimou 176 pessoas. Washington acredita que a aeronave pode ter sido abatida na sequência de um erro.

“Alguém poderá ter cometido um erro”, disse Donald Trump, acrescentando que sempre suspeitou que a queda do avião não estava relacionada com erros mecânicos.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse também ter provas de que foi um míssil iraniano que atingiu o avião.

“Temos informações de várias fontes, incluindo dos nossos aliados e de nossas próprias fontes. As provas apontam para [a possibilidade de que] que o avião tenha sido abatido por um míssil terra-ar iraniano”, anunciou Trudeau, ressalvando que “pode não ter sido intencional”.

O acidente aconteceu horas depois do lançamento de mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque.

Teerã rejeita acusações

As autoridades iranianas já rejeitaram a tese de que o desastre do Boeing 737 da Ukraine International Airline esteja relacionado com um eventual ataque com mísseis, afirmando que essa teoria “não faz sentido”.

“Vários voos domésticos e internacionais voam ao mesmo tempo no espaço aéreo iraniano à mesma altitude de 8.000 pés, e essa história de ataque com mísseis (…) não podia estar mais incorreta”, disse o Ministério dos Transportes iraniano, num comunicado.

“Se um foguete ou um míssil atinge um avião, ele entra em queda livre”, explicou o presidente da Organização de Aviação Civil iraniana (CAO) e vice-ministro dos Transportes, Ali Abedzadeh, à CNN, acrescentando ao seu argumento que o avião continuou no ar por mais cinco minutos.

“Como é que um avião pode ser atingido por um rocket ou míssil e o piloto depois tentar voltar para o aeroporto?”, questiona Abedzadeh. “Esses rumores não fazem qualquer sentido”.

Caixas-pretas

A propósito das caixas-pretas do avião, encontradas no mesmo dia do desastre, Ali Abedzadeh declarou que “o Irã e a Ucrânia têm os meios para descarregar as informações” que os aparelhos contêm. No entanto, explica que as caixas-pretas estão “danificadas”.

“A caixa-preta do Boeing 737 está danificada”, disse Abedzadeh, afirmando ainda que os investigadores ucranianos enviados para o Irã “começarão a descodificar os dados a partir de amanhã”.

“Mas, caso sejam necessárias medidas mais especializadas para extrair e analisar as informações, podemos fazê-lo na França ou em outros países”, afirmou o representante iraniano, num momento em que foram divulgadas informações que dão conta de que Teerã recusa o acesso às caixas-pretas do avião ao fabricante norte-americano Boeing.

“Nessa altura, qualquer que seja o resultado, será publicado e divulgado ao mundo”, esclareceu Abedzadeh à CNN.

Sem desmentir explicitamente tais informações, o comunicado do ministério rejeitou “os rumores sobre a resistência do Irã em dar as caixas-pretas (…) aos Estados Unidos”.

Ucrânia investiga causas

As autoridades ucranianas – que enviaram para Teerã uma equipe de 45 investigadores para participar no inquérito em curso – disseram nesta quinta-feira que investigam potenciais cenários que esclareçam a queda do avião.

Até ao momento, existem sete possíveis causas para o acidente, incluindo um eventual ataque com mísseis e terrorismo. Por enquanto, “nenhuma é prioritária”, revelou o secretário do Conselho Ucraniano de Segurança e de Defesa Nacional, Sergei Danylov, à agência France Presse.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, prometeu à Ucrânia uma investigação objetiva das causas do desastre.

De acordo com um relatório inicial da CAO, a queda do avião esteve relacionada com um “problema” técnico não especificado.

O Boeing 737 caiu pouco depois de descolar do aeroporto internacional Imam Khomeini, em Teerã. O avião tinha como destino a capital ucraniana Kiev.

O acidente ocorreu algumas horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianoscontra duas bases da coligação internacional anti-jihadista liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de retaliação pela morte do general iraniano Qassem Soleimani num ataque em Bagdad ordenado por Washington na sexta-feira passada.

Os 167 passageiros e nove membros da tripulação que seguiam a bordo da aereonave não sobreviveram ao acidente.

*Por RTP – Emissora Pública de Portugal

Investigação apura se avião caiu ao ser atingido por míssil

Equipes de resgate no local onde o Boeing caiu, na Ucrânia
(Cruz Vermelha Iraniana/via Fotos Públicas)


O governo ucraniano não descarta a hipótese de o avião civil, que transportava 176 pessoas e que caiu nessa quarta-feira (8) na capital iraniana, ter sido atingido por um míssil russo.

O secretário de Segurança de Kiev disse que está analisando vários cenários, como um ataque terrorista, a explosão do motor ou a possibilidade de o boeing ter sido alvo de um míssil antiaéreo.

Os investigadores ucranianos pretendem fazer buscas no local da queda do aparelho, à procura de destroços de um míssil.

O secretário de Segurança da Ucrânia, Oleksi Danylov, informou que participam do inquérito peritos que estiveram envolvidos na investigação da queda do voo MH17, da companhia aérea da Malásia, avião que foi abatido em 2014 por um míssil terra-ar disparado por separatistas russos em território ucraniano. O desastre provocou a morte a 298 pessoas.

Na análise do jornalista José Milhazes, especialista da Antena 1 para assuntos do Leste Europeu, a resposta estará nas caixas-pretas.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, decretou dia de luto nacional, em homenagem às 176 pessoas mortas. Ele prometeu apurar toda a verdade sobre a tragédia.

Canadá

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse que os canadenses merecem uma resposta sobre as causas do acidente aéreo em Teerã, capital iraniana. Morreram na queda do avião 63 canadenses. 

*Por RTP – Emissora pública de televisão de Portugal

Trump diz que ninguém morreu em ataque do Irã

O presidente americano, Donald Trump, disse, no começo da tarde de hoje (8), que ninguém morreu em ataques feitos pelo Irã, na noite passada, no Iraque. Mísseis iranianos atingiram bases militares usadas pelos Estados Unidos.

“Todos os nossos soldados estão a salvo”, garantiu.

Trump disse que o Irã “aparenta estar recuando”, mas que os Estados Unidos vão continuar avaliando uma resposta à agressão iraniana. Na declaração, na Casa Branca, Donald Trump anunciou a imposição de novas sanções contra Teerã e apelou à assinatura de um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano. 

Na ressaca do ataque iraniano contra bases norte-americanas no Iraque, o Presidente dos Estados Unidos fez vários apelos aos aliados. 
Pediu ao Reino Unido, França, Alemanha, China e Rússia para que abandonem o acordo sobre o programa nuclear assinado em 2015, do qual Washington se retirou unilateralmente em maio de 2018. E anunciou que vai pedir um maior envolvimento da NATO no Médio Oriente. 

*Com informações da RTP

Petróleo dispara por causa de conflitos entre EUA e Irã

Por RTP

O valor do barril de petróleo ultrapassou, nesta quarta-feira (8), os US$ 65, um aumento de mais de 4%. A alta já é um reflexo da crise e do conflito entre iranianos e norte-americanos.

Em uma entrevista à rede de televisão norte-americana Fox News, o senador republicano Lindsey Graham, próximo de Donald Trump, admitiu que Washington pode agora visar as instalações petrolíferas no Irã.

Caso este cenário se concretize, o preço do ouro negro pode mesmo disparar.

Rotas aéreas

Também como consequência do conflito internacional, diversas companhias aéreas decidiram redirecionar os voos para evitar sobrevoarem o espaço aéreo no Médio Oriente.

A Emirates, a Lufthansa, a Air France e a australiana Quantas vão desviar as rotas para outros trajetos.