Pfizer: Israel vê eficácia da vacina cair diante da variante delta

Israel tem observado um declínio na eficácia da vacina contra covid-19 da Pfizer-Biontech à medida que a variante delta do novo coronavírus se espalha pelo país, afirmou nesta segunda-feira (05/07) o Ministério israelense da Saúde. 

Em fevereiro a eficácia medida em termos de prevenção de infecções estava em 95,8%, e desde 6 de junho ela caiu para 64%, segundo a autoridade. Mesmo assim, a vacina ainda previne a ocorrência de 93% dos casos graves de covid-19 e hospitalizações, ante 99% em fevereiro.

O especialista israelense Ran Balicer afirmou que se trata de um alerta de que o imunizante possa ser menos eficaz contra a variante delta, mais contagiosa do que a cepa original do coronavírus.

Balicer, que preside o comitê nacional de especialistas em covid-19 de Israel, ressaltou que ainda é cedo para avaliar com precisão a eficácia das vacinas contra a variante, que foi inicialmente detectada na Índia em abril e está se espalhando pelo mundo.

A delta também já chegou ao Brasil, tendo sido identificada inicialmente no Maranhão. Nesta segunda-feira, a cidade de São Paulo registrou o primeiro caso da variante. No total, 14 infecções pela cepa já foram detectadas no país, segundo o Ministério da Saúde.

A campanha de vacinação de Israel, uma das mais rápidas do mundo, começou em dezembro de 2020 e transformou o país num caso de estudo do novo coronavírus, bem como num modelo de como proceder para o combate à doença.

Com a vacinação, o número de infecções diárias caiu para cerca de cinco, mas voltou a subir com a chegada da variante delta e está agora em cerca de 300.

Cerca de metade das infecções diárias se dá em crianças, e a outra metade, em adultos, a maioria deles vacinados.

Há cerca de duas semanas não há registros de mortes por covid-19 em Israel, que tem uma população de 9,3 milhões de pessoas, das quais 5,2 milhões estão totalmente vacinadas com o imunizante da Pfizer.

O primeiro-ministro Naftali Bennett advertiu no domingo que o governo poderá se ver obrigado a reintroduzir restrições para combater a pandemia se a situação epidemiológica piorar.

Por Deutsche Welle
as/lf (DPA, AFP)

Israel retoma uso de máscaras em locais fechados

Naftali Bennett, primeiro-ministro de Israel durante reunião de governo (Reprodução)

O governo de Israel anunciou nesta sexta-feira (25/06) que voltou a ser obrigatório o uso de máscaras em locais fechados após um aumento do número de casos de pessoas contaminadas com o novo coronavírus, mesmo com metade da população completamente vacinada.

As autoridades acrescentaram que recomendam o uso também em locais abertos quando houver aglomeração de pessoas.

A regra não vale para a própria residência, para crianças com menos de 7 anos, para pessoas com deficiência e para praticantes de esportes em locais fechados.

Com a campanha de vacinação mais rápida do mundo, o país havia praticamente voltado à normalidade. Mas, desde segunda-feira, as autoridades têm registrado diariamente mais de cem casos, com um pico de 227 infecções na quinta-feira, com a chegada da variante delta.

Israel anunciou também esta semana que vai adiar a decisão sobre a reabertura do território aos turistas por causa das variante delta.

Epidemia em Israel

Mais de 5 milhões de israelenses já foram vacinados com duas doses, numa população total de 9,3 milhões de pessoas.

Israel foi o primeiro país do mundo a derrubar a obrigatoriedade das máscaras ao ar livre, em meados de abril e, desde 15 de junho, uso delas também não era necessário em ambientes fechados, com algumas exceções, como asilos e aviões.

Em janeiro, antes da campanha de vacinação, o pais chegou a registrar mais de 10 mil casos diários.

No total, morreram 6.428 pessoas por covid-19 e foram registrados 840 mil contágios com o novo coronavírus desde o início da epidemia em Israel.

Por Deutsche Welle
as (Lusa, DPA)

Quem é Naftali Bennett, sucessor de Netanyahu

Naftali Bennett, primeiro-ministro de Israel (Divulgação)

Como acontece com muitos políticos israelenses, o caminho do novo primeiro-ministro do país, Naftali Bennett, até a política passou pelas Forças Armadas. Durante seis anos, Bennett, cuja família emigrou dos Estados Unidos para Israel, atuou em unidades especiais do Exército israelense. Isso provavelmente teve papel importante quando, em 2006, o então político de oposição Benjamin Netanyahu fez do ex-soldado de elite seu chefe de gabinete. Como Bennett, seu antecessor Netanyahu também havia servido na força antiterrorista Sayeret Matkal.

O passado militar de Bennett continuou a ser tema mesmo anos depois de ele se desligar da força. Como oficial da tropa especial, ele esteve envolvido em um bombardeio israelense à aldeia libanesa de Qana, em abril de 1996. A ação destruiu a sede das forças da ONU e matou mais de cem civis.

Milionário aos 33 anos

Depois de deixar o Exército, em 1996, Bennett estudou Direito em Nova York e fundou uma empresa de software que rapidamente deu lucro, tendo sido avaliada em 145 milhões de dólares quando foi vendida alguns anos depois. Aos 33 anos, Bennett ficou rico: “Eu poderia passar o resto da minha vida bebendo drinques no Caribe”, disse certa vez.

A mudança de carreira começou após a Guerra do Líbano de 2006, na qual Bennett perdeu seu melhor amigo. Naquele ano, ele virou chefe do gabinete do líder da oposição Benjamin Netanyahu. Durante dois anos ele fez parte do círculo mais próximo do político do Likud. Mas pouco antes de Netanyahu ser reeleito premiê, em 2009, Bennett terminou sua cooperação com ele e se distanciou de seu antes mentor.

Bennett criticou duramente o primeiro-ministro conservador por ter se pronunciado a favor de um congelamento temporário dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, sob pressão dos Estados Unidos. Como presidente das organizações conjuntas de colonos judeus, ele organizou um protesto contra esses planos e aumentou a pressão sobre Netanyahu.

Passo à direita

Na primavera de 2012, Bennett encerrou sua filiação ao Likud, o maior partido conservador de Israel, e se juntou ao partido nacionalista-religioso Lar Judaico. Apenas seis meses mais tarde, a pequena legenda, que na época tinha apenas três cadeiras no Parlamento, o elegeu como seu presidente. Sob sua liderança, conseguiu ampliar a base eleitoral e enviar mais deputados ao Parlamento. Em 2013, Bennett juntou-se ao governo de seu rival Netanyahu como ministro e membro do gabinete de segurança.

Mas mesmo o Lar Judaico foi apenas uma parada transitória para ele em seu caminho rumo ao topo. Seis anos depois de o partido o eleger presidente, ele deixou o movimento e fundou uma nova facção no Parlamento, chamada HaJamin HeChadasch (A Nova Direita), no final de 2018. Para as eleições parlamentares de 2019, a Nova Direita uniu forças com a União dos Partidos de Direita para formar a aliança política Yamina, que na época era a favor da reeleição de Benjamin Netanyahu. Naftali Bennett virou ministro da Defesa em 2019, no gabinete de Netanyahu.

Objetivo comum: fim da era Netanyahu

Desde as eleições parlamentares do ano passado, nas quais o bloco Yamina ganhou sete assentos, Naftali Bennett vinha trabalhando para o final da era Netanyahu, envolto em escândalos de corrupção e que ficou 12 anos no governo. Isso agora foi alcançado com uma coalizão inédita – que une extrema esquerda, centro e extrema direita.

Além do direitista Yamina, a aliança planejada também inclui o liberal Yesh Atid (Há um futuro) significativamente mais forte, com 17 cadeiras, chefiado pelo líder da oposição Jair Lapid. Lapid deverá assumir o cargo de chefe de governo  dois anos depois de Bennett, numa espécie de governo compartilhado.

Mas o Partido Trabalhista, de esquerda, o também esquerdista Meretz, o Yisrael Beitenu (Israel Nossa Casa), de Avigdor Lieberman, o Nova Esperança e o Azul e Branco, de Benny Gantz, também farão parte desse governo. Além disso, a coalizão ainda teve que ser apoiada por deputados da minoria árabe para ter uma maioria no Parlamento.

Oponentes da solução de dois Estados

Está em aberto que objetivos políticos Naftali Bennett poderia levar adiante nessa heterogênea “coalizão da mudança”, que tem vários ex-aliados de Netanyahu, mas também forças de esquerda e liberais.

Embora Bennett tenha posições liberais sobre política social e econômica, ele é considerado um radical no conflito do Oriente Médio. Nos últimos anos, suas propostas empurraram o governo israelense e Netanyahu cada vez mais para a direita.

O ultranacionalista se vê politicamente à direita de Netanyahu. Até hoje, Bennett rejeita categoricamente um Estado palestino independente. “Farei tudo o que estiver ao meu alcance para que eles nunca tenham seu próprio Estado”, disse o político à revista americana The New Yorker em 2013. Mas ele está ciente de que palestinos e israelenses “não irão a nenhum outro lugar” e “terão que viver juntos”, como disse Bennett à DW em uma entrevista em 2015.

Agora com 49 anos, Bennett quer anexar grandes partes da Cisjordânia e aumentar o número de judeus nessas áreas para 1 milhão, um plano que tem provocado protestos generalizados no exterior.

Por Andreas Noll, da Deutsche Welle

Parlamento de Israel aprova novo governo que encerra era Netanyahu

Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro de Israel (Kobi Gideon/GPO/via Fotos Públicas)

O Parlamento de Israel aprovou nesse domingo (13) um novo governo que encerra o tempo recorde de 12 anos no poder do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Liderado pelo milionário Naftali Bennett, o novo governo promete curar a nação, dividida pela saída de Netanyahu. 

Político israelense mais dominante de sua geração, o ex-primeiro-ministro, de 71 anos, fracassou na formação de um governo após as eleições em 23 de março, a quarta em dois anos. 

O novo governo de Naftali Bennett inclui legisladores de esquerda, de centro e árabes, que ele agrupou com o líder de oposição Yair Lapid. 

Bennett, de 49 anos, um judeu ortodoxo, será o premiê por dois anos antes de Lapid, um ex-apresentador de televisão, assumir o cargo.

“Obrigado, Benjamin Netanyahu por seu longo serviço, cheio de realizações em nome do Estado de Israel”, disse Bennet em discurso.  

O governo, que inclui pela primeira vez um partido representante da minoria árabe, que corresponde a 21% da população israelense, planeja evitar mudanças drásticas em questões internacionais polêmicas, como a política em relação aos palestinos, para ter como foco as reformas domésticas. 

Com poucas perspectivas de progresso em relação à resolução do longo conflito com Israel, muitos palestinos provavelmente continuam impassíveis com a mudança de governo, dizendo que Bennett irá provavelmente seguir a mesma agenda de Netanyahu. 

Isso parece provável em relação à principal preocupação de segurança de Israel, o Irã. Um porta-voz de Bennett disse que ele promete “oposição vigorosa” a qualquer volta dos Estados Unidos ao acordo nuclear de 2015 com o Irã, mas que buscaria cooperar com o governo do presidente norte-americano Joe Biden.

“Amo vocês, obrigado!”, escreveu Netanyahu em mensagem ao povo israelense no Twitter, com uma foto com a bandeira de Israel ao fundo. 

Por Agência Brasil

Tumulto em festival religioso deixa 44 mortos

Quarenta e quatro pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas durante um evento religioso superlotado no norte de Israel, na noite passada. 

Segundo os serviços de saúde israelenses, pelo menos 20 pessoas estão internadas em estado grave. O jornal Jerusalem Post afirmou, contudo, que o número de feridos ultrapassa a centena.

O acidente ocorreu no Monte Meron, na região da Alta Galileia, onde cerca de 100 mil pessoas se reuniram para o festival do Lag Ba’Omer. Segundo testemunhas ouvidas pelo jornal Haaretz, o tumulto começou depois que algumas pessoas escorregaram em degraus, sendo pisadas pela multidão que vinha atrás.

Inicialmente, havia sido informado que o acidente fora provocado pelo desabamento de uma arquibancada.

“Estávamos na entrada, decidimos que queríamos sair e então a polícia bloqueou o portão, e quem queria sair não podia. Nessa confusão , começamos a cair uns sobre os outros. Pensei que ia morrer. Eu vi pessoas mortas perto de mim”, declarou uma testemunha ao jornal Maariv.

Devido à grande quantidade de pessoas, as equipes de resgate encontram dificuldades de chegar até as vítimas, muitas das quais foram levadas de helicóptero para hospitais próximos.

No Twitter, o primeiro ministro Benjamin Netanyahu afirmou que este foi um “grande desastre” e que rezava pela recuperação das vítimas.

Duas pessoas acusadas de atrapalhar o trabalho das equipes de resgate foram detidas.

A festividade ocorre diante de alertas das autoridades sanitárias, preocupadas com possíveis novas infeções por covid-19, justamente quando o país começa a retomar a normalidade, com a vacinação acelerada, e depois de uma série de longos confinamentos.

Esta é a maior aglomeração ocorrida em Israel desde o início da pandemia.

Por RTP

Uso de máscara ao ar livre deixa de ser obrigatório em Israel

Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro, visita escola em Israel (Kobi Gideon/via Fotos Públicas)

Pela primeira vez em um ano, os israelenses puderam sair às ruas sem máscara neste domingo (18/04) – um passo importante em direção a relativa normalidade em tempos de pandemia, enquanto a vacinação em massa contra a covid-19 avança com rapidez no país.

Cerca de 81% dos cidadãos e residentes com mais de 16 anos já receberam as duas doses do imunizante em Israel – o país autorizou o uso da vacina da Pfizer-Biontech para essa faixa etária. Isso significa que mais da metade de toda a população israelense foi imunizada.

Com o avanço da campanha de vacinação, os números de contágio e hospitalizações caíram drasticamente, permitindo a flexibilização de algumas medidas antipandemia. Na última quinta-feira, o Ministério da Saúde israelense anunciou que o uso de máscaras não seria mais obrigatório em espaços públicos ao ar livre a partir deste domingo, um ano depois de a medida ter sido imposta no país de 9,3 milhões de habitantes.

A pasta reiterou, contudo, que a exigência de proteção facial ainda se aplica a espaços públicos fechados, e pediu aos cidadãos que tenham sempre máscaras à mão.

“Respirando livremente”, dizia a manchete na capa do jornal Israel Hayom deste domingo.

“Estar sem máscara pela primeira vez em muito tempo parece esquisito. Mas é um esquisito muito bom”, afirmou Amitai Hallgarten, de 19 anos, à agência de notícias Reuters, enquanto pegava sol em um parque. “Se eu preciso usar máscara em lugares fechados para acabar com isso [a pandemia], vou fazer tudo que eu puder.”

A vacinação com as duas doses de quase 5 milhões de pessoas fez com que o número de casos de covid-19 em Israel caísse de cerca de 10.000 novas infecções por dia em meados de janeiro para cerca de 200 casos diários atualmente. Isso permitiu a reabertura de escolas, bares e restaurantes, bem como a permissão de outras reuniões em locais fechados.

Outras medidas

Também neste domingo, Israel permitiu a retomada completa de seu sistema educacional, sem restrições ao número de alunos nas salas de aula. Os professores foram instruídos a continuar ventilando as salas e manter o distanciamento físico entre os alunos durante as aulas e nos intervalos. Atividades extracurriculares, como teatro, permanecem proibidas.

Falando em uma escola de ensino médio em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que este é um dia de “festa” para as escolas, mas fez um apelo por precaução.

“Ainda não acabamos com o coronavírus. Ele ainda pode voltar”, disse o chefe de governo, destacando que o país ainda precisa realizar “milhões de vacinações”.

O país segue impondo outras restrições contra a covid-19, como a entrada de estrangeiros, que ainda permanece limitada. Israelenses não vacinados que retornam do exterior também precisam fazer quarentena, devido a temores de que novas variantes do vírus prejudiquem a vacinação.

O Ministério da Saúde israelense informou ter identificado no país sete casos de uma nova variante originária da Índia, cujo poder de contágio ainda está sendo avaliado.

Situação é outra para os palestinos

A situação em Israel contrasta fortemente com o que se observa na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza, onde as taxas de infecção permanecem altas e as imunizações são baixas.

Gaza, que é governada pelo movimento islâmico Hamas, disse neste domingo que registrou um recorde de 23 mortes ligadas ao coronavírus nas últimas 24 horas, somando agora 761 óbitos desde o início da pandemia.

Grupos de direitos humanos pediram a Israel que fornecesse vacinas aos 5,2 milhões de palestinos que vivem em Gaza e na Cisjordânia ocupada, mas o governo israelense argumenta que isso é responsabilidade da Autoridade Nacional Palestina.

O país, por outro lado, diz ter vacinado mais de 105 mil trabalhadores palestinos que possuem permissão para trabalhar em Israel e nos assentamentos.

Por Deutsche Welle

ek (AFP, Reuters, Efe)

Israel suspende voos internacionais de passageiros

(Reprodução)

Israel vai proibir voos de passageiros de dentro e para fora do país a partir da noite de segunda-feira (25/01). A medida deve vigorar por uma semana, com o objetivo de impedir a disseminação de novas variantes do coronavírus.

“Além de raras exceções, estamos fechando o céu hermeticamente para evitar a entrada de variantes do vírus e também para garantir um progresso rápido de nossa campanha de vacinação”, afirmou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

As fronteiras do país já haviam sido em grande parte fechadas para estrangeiros durante a pandemia, com permissão de entrada apenas para portadores de passaporte israelense.

Também neste domingo, Israel expandiu sua campanha de vacinação para incluir determinados grupos de jovens. As vacinas foram inicialmente limitadas a idosos e outras categorias de alto risco, mas agora estão disponíveis para qualquer pessoa com mais de 40 anos ou jovens entre 16 e 18 anos – com permissão dos pais.

A inclusão de adolescentes tem como objetivo “permitir seu retorno (à escola) e a realização ordenada de exames”, disse um porta-voz do Ministério da Educação. Mas o ministro da Educação, Yoav Galant, disse que ainda é muito cedo para saber se as escolas serão reabertas no próximo mês.

Israel tem a taxa de distribuição de vacinas mais rápida do mundo. Com as importações regulares de vacinas da Pfizer, administrou pelo menos uma dose a mais de 25% de sua população de 9 milhões desde 19 de dezembro, aponta o Ministério da Saúde.

O país está sob um terceiro lockdown nacional desde 27 de dezembro, que o governo planeja suspender no final de janeiro.

Por Deutsche Welle

JPS/rt/ots

Israel é 1º país a reimpor quarentena nacional contra covid-19

Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro de Israel
(Kobi Gideon/GPO/via Fotos Públicas)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (13/09) que o governo decidiu impor seu segundo lockdown nacional, em resposta a um aumento das infecções pelo coronavírus. A medida valerá por três semanas a partir da próxima sexta-feira.

Após horas de um acalorado debate, o gabinete de Netanyahu votou a favor da medida drástica, que torna Israel o primeiro país a reimpor a quarentena em todo seu território.

A princípio, o lockdown se estenderá por toda a temporada de feriados judaicos, tendo início em 18 de setembro, dia em que se comemora o Ano Novo Judaico, e terminando em 9 de outubro, ao fim da semana de festividades conhecida como Sucot.

“Eu sei que essas medidas vão cobrar um preço alto para todos nós”, disse Netanyahu em discurso na televisão. “Este não é o tipo de feriado a que estamos acostumados. E nós certamente não seremos capazes de celebrar com nossos familiares.”

O premiê destacou que o objetivo é interromper o aumento [nos casos de covid-19 e reduzir o contágio. O país ultrapassou a marca de 4.000 novas infecções por dia.

O bloqueio permanecerá em vigor por pelo menos três semanas, e depois o governo poderá relaxar as medidas se os números estiverem caindo. Os israelenses costumam realizar grandes reuniões familiares e lotar sinagogas durante o importante jejum de Yom Kippur no fim de setembro, o que as autoridades temiam que poderia desencadear novos surtos.

Durante a quarentena, os cidadãos não poderão se locomover além de um raio de 500 metros a partir de suas casas – com exceção de idas ao trabalho, que serão limitadas.

Escolas, restaurantes, shoppings e hotéis fecharão suas portas, mas supermercados e farmácias ficarão abertos. O setor público deverá operar com menos funcionários, enquanto escritórios e empresas não serão obrigados a fechar, desde que não recebam clientes.

Além disso, reuniões em lugares fechados serão limitadas a no máximo dez pessoas, enquanto em locais abertos poderão contar até 20 participantes – o que significa que cultos judaicos em sinagogas deverão ser severamente afetados.

Um ponto crítico nas negociações no gabinete foi justamente em relação a como se dariam as orações durante o feriado religioso. O impasse levou o ministro da Habitação, Yaakov Litzman, que representa judeus ultraortodoxos, a renunciar ao cargo neste domingo.

“Isso é injusto e despreza centenas de milhares de cidadãos”, disse Litzman, contrário à imposição do bloqueio durante a temporada de celebrações. “Onde vocês estavam até agora? Por que os feriados judaicos se tornaram um momento conveniente para combater o coronavírus?”, acrescentou, em sua carta de demissão.

O endurecimento das medidas de contenção marca a segunda vez em que Israel impõe um bloqueio em nível nacional, após uma longa paralisação entre março e maio. Atribui-se ao primeiro lockdown uma queda nos números de novos casos no país, embora tenha causado estragos na economia e levado o desemprego às alturas.

Ao todo, Israel soma mais de 150 mil casos confirmados de covid-19 e mais de 1.100 mortes ligadas à doença. Dada sua população de 9 milhões de pessoas, o país enfrenta agora um dos piores surtos do mundo, com milhares de novos casos sendo registrados todos os dias.

Netanyahu e o governo israelense – cujo poder é dividido entre dois partidos rivais que uniram forças para combater a pandemia – têm sido duramente criticados pelo gerenciamento da crise. Eles são acusados de má gestão por não agirem adequadamente para conter as crises econômica e sanitária, forçando assim a imposição de um segundo lockdown.

EK/afp/ap/dpa/rtr/ots

Por Deutsche Welle

Israel anuncia descoberta de anticorpo para covid-19

Trabalho é feito pelo Instituto para a Investigação Biotecnológica (REUTERS/Ueslei Marcelino)

O Instituto de Israel para a Investigação Biotecnológica, do Ministério da Defesa, anunciou que desenvolveu um anticorpo para o coronavírus e que prepara a patente para depois entrar em contato com empresas farmacêuticas, com o objetivo de produzir em escala comercial. 

Em comunicado, o instituto assegura que o anticorpo desenvolvido ataca e neutraliza o vírus nas pessoas doentes. 

“De acordo com os pesquisadores, liderados pelo professor Shmuel Shapiro, a fase de desenvolvimento do anticorpo foi concluída”, acrescenta a nota.

O ministro da Defesa de Israel, Naftali Benet, visitou o laboratório do instituto em Nezz Ziona, ao sul de Tel Aviv, onde tomou conhecimento da pesquisa. Ele afirmou que o “anticorpo ataca o vírus de forma monoclonal” qualificando o trabalho desenvolvido como “grande conquista”.

“Estou orgulhoso do pessoal do Instituto de Biotecnologia por esse avanço. A criatividade e o pensamento judaico atingiram grande resultado”, disse o ministro na nota. O texto não especifica se foram realizados testes em seres humanos.

Altos cargos do setor da defesa e da segurança israelita disseram que a descoberta é a “primeia desse tipo em nível mundial”.  

De acordo com a publicação digital Times of Israel, no mundo há cerca de uma centena de equipes de investigação à procura de uma vacina para o novo coronavírus, que provocou a pandemia, sendo que cerca de uma dezena estão, neste momento, em fase de teste em seres humanos.

Especialistas avisaram, em março, que o processo após o desenvolvimento de uma vacina em laboratório pode demorar pelo menos 18 meses.   

O Instituto para a Investigação e Biotecnologia de Israel dedica-se, entre outras atividades, a investigar armas químicas, procurando antídotos contra novas substâncias.

Em março, o jornal Haaretz publicou que o centro tinha conseguido avançar nas investigações sobre a vacina, tendo o Ministério da Defesa desmentido a informação.

Em nível global, segundo balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 250 mil mortes e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

*Emissora pública de televisão de Portugal

Após disparo de míssil, Netanyahu deixa comício às pressas

Por RTP

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
(Kobi Gideon/GPO/Fotos Públicas/Reprodução)


O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em campanha nas eleições primárias de seu partido, foi retirado hoje (25) à noite de um comício em Ashkelon, no sul de Israel, após relatos de iminentes disparos de mísseis na Faixa de Gaza.

Segundo um vídeo transmitido pelo canal de televisão público Kan 11, um agente de segurança aproximou-se de Netanyahu e informou-o de um “alerta vermelho”, com a consequente retirada do evento.

Antes de deixar o comício com a sua mulher, Sara, o primeiro-ministro saudou a plateia, composta por 100 eleitores membros do partido Likoud.

“Um projétil foi disparado da Faixa de Gaza para o território israelense, sendo interceptado pelo sistema de defesa da Cúpula de Ferro”, anunciou o Exército num curto comunicado, acrescentando que as sirenes soaram na cidade de Ashkelon, onde era realizado o comício.

Em setembro passado, o líder do Likoud, então na campanha para as eleições legislativas, já havia sido retirado de um comício na cidade de Ashdod, no sul do país, quando as sirenes denunciaram o lançamento de mísseis.

Eleição

Na próxima quinta-feira, os membros do Likoud vão votar para eleger o seu novo líder, como parte de um desafio do principal rival do atual primeiro-ministro, Gideon Saar, que trabalha para ocupar o posto.

Em 2 de março de 2020, Israel irá efetuar a sua terceira eleição em menos de um ano para tentar resolver a pior crise política da sua história, com líderes do partido Likoud e do seu rival Bleu-Blanc.

Incapazes de concordar com a formação de um governo de coligação, os opositores dispararam em 19 e 20 de dezembro dois mísseis de Gaza em direção a Israel, sem provocar vítimas, informou o Exército.

Em resposta, a força aérea israelense bombardeou duas vezes as instalações do Hamas, partido que domina o enclave palestino.

Israel considera o movimento islâmico Hamas responsável por todos os mísseis disparados para o seu território, embora o estado hebreu também tenha como alvo outros movimentos armados palestinos.

Desde 2008, Israel travou três guerras contra o Hamas e grupos armados aliados em Gaza, onde dois milhões de palestinos vivem em conflito, pobreza e um bloqueio de Israel imposto há mais de dez anos.