Anvisa pede alteração na bula de vacinas Janssen e AstraZeneca

A Agência Nacional de Vigilância Nacional (Anvisa) solicitou aos fabricantes das vacinas Janssen/Johnson & Johnson e AstraZeneca/Fiocruz que incluam na bula dos imunizantes contra a covid-19 a contraindicação de uso para pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar.

Em nota, a Anvisa explicou que a síndrome de extravasamento capilar é uma “condição muito rara e grave” que causa vazamento de fluido de pequenos vasos sanguíneos (capilares), resultando em inchaço principalmente nos braços e pernas, baixa pressão arterial, espessamento do sangue e baixos níveis de albumina, uma importante proteína do sangue.

A Anvisa já recebeu relato de suspeita da síndrome após a vacinação e está avaliando o caso. “Os profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais e sintomas da síndrome de extravasamento capilar e do risco de recorrência em pessoas que já foram diagnosticadas com a doença.”

De acordo com a Anvisa, as pessoas que receberam essa vacina devem procurar assistência médica imediata caso sintam inchaço nos braços e pernas ou aumento repentino de peso nos dias seguintes à vacinação. “Estes sintomas estão frequentemente associados à sensação de desmaio (devido à pressão arterial baixa)”, acrescentou.

Ainda segundo a agência, há casos avaliados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, em inglês) também apresentavam histórico familiar de síndrome de extravasamento capilar.

Por Pedro Peduzzi, da Agência Brasil

Capital começa a aplicar vacina da Janssen nesta segunda-feira

(Itamar Aguiar/Palácio Piratini/via Fotos Públicas)

As primeiras doses da vacina da Janssen, que necessita apenas uma dose para completar esquema vacinal, começará a ser aplicada em São Paulo nesta segunda-feira (28). A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal da Saúde.

O primeiro lote entregue ao município, com 114 mil doses, chegou ontem à cidade e será destinado para as 468 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A Capital vai reservar 14 mil doses para a população que vive nas ruas da cidade, por não depender de segunda dose e, assim, facilitar a imunização

“Cabe ressaltar que todas as vacinas disponíveis na capital paulista foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e são eficazes e seguras contra a Covid-19”, informa a secretaria, em nota. “Não há necessidade, nem possibilidade de escolher um imunizante específico”, destaca.

Ontem (26), equipes da secretaria realizaram uma força-tarefa para abastecer as UBSs.

“Com a operação, o tempo de distribuição dos imunizantes, que normalmente é de 48 horas (do recebimento das vacinas à entrega aos Postos de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Padis) e a chegada a cada UBS) caiu para 6 horas em média”, afirma.

O deslocamento das doses de vacina é acompanhado por batedores e escolta da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Brasil recebe 3 milhões de doses da vacina Janssen

(Reprodução)

Três milhões de doses de vacinas da Janssen contra a covid-19, doadas pelo governo norte-americano, desembarcaram no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na manhã desta sexta-feira (25). O lote é avaliado em R$ 145 milhões.

O  ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, acompanhou a chegada dos imunizantes, ao lado do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman. Queiroga agradeceu a colaboração do governo americano.

“Nesse momento recebemos essa doação, mas, no futuro, Brasil e Estados Unidos farão,  juntos, muito mais pelos países da América Latina e pelos países mais pobres que também enfrentam essa doença”, afirmou o ministro.

O embaixador Todd Chapman disse que “esses 3 milhões de doses representam a maior doação que nós já fizemos para qualquer nação”.

O imunizante, de dose única, está aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial e é produzido pela farmacêuticaJohnson & Johnson.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil

Primeiro lote de vacina Janssen chega ao Brasil

(TV Brasil/Reprodução)

O primeiro lote de 1,5 milhão de doses da vacina contra a covid-19 da Janssen, unidade farmacêutica da Johnson & Johnson, chegou na manhã de hoje (22) ao Brasil. O avião que trouxe a remessa pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos no início da manhã. Ao todo, foram encomendadas pelo governo federal 38 milhões de doses dessa empresa.

“Mais 1,5 milhão de doses de esperança para a população brasileira. Essa vacina tem a vantagem de ser dose única e, com isso, conseguimos avançar no nosso programa de imunização. A certeza é a de que até setembro teremos imunizado toda a população acima de 18 anos. É a esperança de colocar fim ao caráter pandêmico dessa doença”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ele presenciou a chegada das vacinas.

Os imunizantes serão distribuídos aos estados. A recomendação inicial é no sentido de sejam enviadas às capitais, mas ainda será feita negociação com os estados. As doses devem ser aplicadas até agosto.

Em entrevista ontem (21) ao programa A Voz do Brasil, o ministro Queiroga afirmou que mais de 16 milhões de doses de vacinas diversas já foram adiantadas em negociações do governo federal.

Por Flavia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil 

Governo assina contrato para compra de vacinas da Pfizer e Janssen

O governo federal assinou nesta sexta-feira (19/03) contratos para a aquisição de 100 milhões de doses da vacina contra covid-19 da Pfizer-BioNTech e 38 milhões da Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson), único imunizante que requer apenas uma dose. A maior parte das doses, porém, deve estar disponível somente no segundo semestre.

Na segunda-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello,já havia anunciado a conclusão das negociações. Segundo representantes das empresas, no entanto, faltava ainda a assinatura dos contratos.

O anúncio de Pazuello foi feito em meio à pressão pela escalada dos casos de covid-19 no Brasil e a negociações sobre sua saída da pasta. No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o médico cardiologista Marcelo Queiroga assumirá o cargo.

Cerca de 75% das vacinas da Pfizer devem chegar apenas no segundo semestre, em agosto e setembro. A entrega deve ocorrer da seguinte forma: 1 milhão de doses em abril, 2,5 milhões em maio, 10 milhões em junho, 10 milhões em julho, 30 milhões em agosto e 45,5 milhões em setembro. 

Já a Janssen prevê a entrega de 16,9 milhões de doses em agosto e mais 21,1 milhões em novembro.  

O fim das negociações com a Pfizer é mais um capítulo na polêmica entre o Planalto e a farmacêutica, que se estende desde o ano passado. Em julho de 2020, a Pfizer ofereceu 70 milhões de doses ao governo brasileiro, que negou a compra, apostando todas as fichas na vacina da AtraZeneca-Oxford. Nos meses seguintes, por várias vezes, o governo criticou as cláusulas do contrato.

A vacina da Pfizer-BioNTech já obteve o registro definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já a da Janssen, ainda não tem registro definitivo nem autorização para uso emergencial.

Atualmente, o Brasil aplica na população os imunizantes Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac, e a vacina AstraZeneca-Oxford, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Primeiro lote do Covax Facility

Também nesta sexta-feira, o governo anunciou que o Brasil vai receber no domingo o primeiro lote de vacinas provenientes do consórcio Covax Facility. Serão pouco mais de 1 milhão de doses. A chegada das vacinas foi confirmada pela representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Galiano.

As doses, porém, devem ser usadas logo, pois 90% delas têm vencimento em 31 de maio de 2021 e, as demais, já em 30 de abril de 2021.

A Covax Facility é uma aliança internacional da Organização Mundial da Saúde com o objetivo de garantir acesso igualitário à imunização.

Por Deutsche Welle

le (ots)