João de Deus volta a ser denunciado pelo MP

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Promotores do Ministério Público de Goiás (MPGO) apresentaram nova denúncia contra João Teixeira de Faria, o médium João de Deus, acusado de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraudes. 

Esta é a 13ª denúncia que o MP estadual oferece à Justiça contra o fundador da Casa Dom Inácio de Loyola, no município goiano de Abadiânia. Na denúncia, os promotores Ariane Patrícia Gonçalves e Luciano Miranda, da Promotoria de Justiça de Abadiânia, reúnem relatos de 18 mulheres que acusam João de Deus de violentá-las depois que elas o procuraram na Casa de Dom Inácio em busca de tratamento espiritual. 

Segundo os promotores, entre as provas já reunidas, há relatos, fotos e documentos que reforçam a denúncia de que as mulheres foram estupradas ou violadas entre os anos de 1999 e 2018. Devido ao tempo transcorrido, 11 dos 18 supostos crimes já prescreveram. Ou seja, mesmo que a Justiça entenda que o médium abusou das mulheres, ele não mais será condenado por tais crimes. Mesmo assim, os promotores concluíram que a inclusão dessas mulheres na denúncia poderá ajudar a demonstrar como João de Deus agia e reforçar os relatos de mais sete vítimas. 

As 18 mulheres que afirmam ser vítimas do médium vivem atualmente na Bahia, no Distrito Federal, em Goiás e Minas Gerais, no Pará, em Santa Catarina e São Paulo e no Rio Grande do Sul.

João Teixeira de Faria já foi condenado em dois processos pela prática de crimes sexuais. Em um dos casos, a Justiça o condenou a 19 anos e 4 meses de reclusão por dois estupros de vulneráveis, além de violação sexual mediante fraude e de tentativa de violação sexual. Em outro, ele foi condenado a 40 anos de reclusão pelo estupro de cinco mulheres vulneráveis. O médium foi também condenado a quatro anos de reclusão devido à posse irregular de armas de fogo, incluindo armamento de uso restrito.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de João de Deus.

As primeiras acusações contra João de Deus vieram a público em dezembro de 2018, quando o programa Conversa com Bial, da TV Globo, divulgou relatos de algumas das vítimas do médium. A partir daí, dezenas de outras mulheres procuraram as autoridades públicas, relatando que também sofreram abusos sexuais praticados pelo médium. Na primeira aparição pública, dias após a veiculação do caso na imprensa, João Teixeira de Faria disse que era inocente. Ele continua negando ter abusado de qualquer antiga frequentadora da Casa Dom Inácio de Loyola.

Por Alex Rodrigues – da Agência Brasil

João de Deus é internado em Brasília

João de Deus (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O médium João de Deus deu entrada na madrugada deste sábado (24) no Hospital Sírio Libanês, em Brasília, onde encontra-se internado após ter sentido mal estar e incômodo no peito. Condenado a mais de 40 anos de prisão por estupro e porte de arma, João de Deus já está fazendo exames e sendo acompanhado pelos médicos do hospital.

Ele está em prisão domiciliar desde março, por pertencer ao grupo de risco de covid-19. O médium já vinha fazendo tratamento no Sírio Libanês há alguns anos, devido a um histórico de cardiopatia e de câncer no sistema digestivo. Segundo profissionais do hospital contatados pela Agência Brasil, o quadro é estável e não há qualquer relação da internação dele com a covid-19, conforme informado por veículos de imprensa.

As denúncias que resultaram na condenação de João de Deus foram feitas por diversas mulheres às quais o médium prestou atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Ele está preso desde dezembro de 2018.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil 

João de Deus nega acusações em depoimento à Justiça

Por André Richter

O médium João Teixeira de Farias, conhecido como João de Deus, prestou depoimento hoje (2) pela primeira vez à Justiça sobre denúncias de abuso sexual. A oitiva foi realizada no Fórum de Abadiânia (GO) e durou cerca de duas horas. João de Deus foi preso preventivamente em 16 de dezembro do ano passado. 

Segundo o advogado Alberto Toron, representante do médium, ele negou as acusações e disse que nunca praticou abusos contra mulheres que frequentaram a Casa Dom Inácio Loyola, onde João de Deus atendia pacientes em busca de cura espiritual. O depoimento foi tomado no primeiro processo aberto contra o médium. 

Em março, a pedido da defesa, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou João de Deus a deixar o Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital, para se internar em um hospital particular de Goiânia. Com base em relatórios médicos, os advogados alegaram que ele não tinha condições de regressar à cadeia. Em seguida, com o fim do tratamento, o tribunal determinou que o médium voltasse à prisão. 

Denúncias

Até o momento, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) apresentou nove denúncias contra João de Deus, nas quais ele é acusado de crimes como estupro de vulnerável e violação sexual. Segundo o MP, os crimes ocorreram pelo menos desde 1990, sendo interrompidos em 2018, quando as primeiras denúncias foram divulgadas pela imprensa. 

STJ manda médium João de Deus de volta para a prisão

Por Felipe Pontes

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou hoje (4), por 4 votos a 1, que o médium João Teixeira de Farias, conhecido como João de Deus, volte para a prisão, confirmando o fim do prazo de internação dele em um hospital particular.

Nesta terça-feira (4), a maioria dos ministros da Sexta Turma entendeu que João de Deus apresentou melhoras suficientes em seu quadro de saúde para justificar a continuidade de seu tratamento médico dentro da prisão.

Além disso, o relator do caso, ministro Nefi Cordeiro, considerou suficientemente fundamentos os dois decretos de prisão que pesam contra João de Deus – um pelas suspeitas de que tenha cometido abusos sexuais e outro por posse ilegal de arma de fogo.

Havia sido Cordeiro quem, em 21 de março, havia autorizado pela primeira vez a saída de João de Deus do Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia, para ser internado no Instituto de Neurologia de Goiânia.

Na ocasião, Cordeiro atendeu a um pedido da defesa, que alegou que João de Deus tem problemas de pressão arterial e um “aneurisma da aorta abdominal com dissecção e alto risco de ruptura”, segundo os advogados. 

A decisão monocrática (individual) chegou a ser confirmada pela Sexta Turma em 11 de abril, mas agora o mesmo colegiado decidiu, assim como o relator, que a melhora no quadro de saúde do médium não justifica mais que ele fique fora da prisão.

Votaram junto com o relator os ministros Laurita Vaz, Rogerio Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro. Apenas o ministro Sebastião Reis Júnior votou em contrário.

Na semana passada, o advogado Alex Neder, um dos defensores de João de Deus, disse que o quadro clínico do médium ainda exigia cuidados médicos contínuos. Com base em relatórios médicos, seus advogados alegam que ele não tem condições de regressar à prisão. A Agência Brasil tenta contato com a defesa para que comente a decisão desta terça-feira.

Denúncias    

João de Deus foi preso preventivamente em 16 de dezembro, acusado de ter abusado sexualmente de dezenas de frequentadoras do centro espírita fundado por ele em Abadiânia (GO).

Até o momento, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) apresentou nove denúncias contra João de Deus. Na mais recente, apresentada na semana passada, os promotores o acusaram de ter estuprado seis mulheres que não figuram em queixas apresentadas anteriormente.

Nas demais denúncias, ele é acusado de crimes como estupro de vulnerável e violação sexual. Segundo o MP, os crimes ocorreram ao menos desde 1990, sendo interrompidos em 2018, quando as primeiras denúncias foram divulgadas pela imprensa.

João de Deus é denunciado à Justiça pela nona vez

Por Alex Rodrigues 

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) voltou a denunciar o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, à Justiça goiana. Esta é a nona denúncia criminal que os promotores da força-tarefa que o MP estadual criou especialmente para esclarecer as denúncias apresenta contra o médium, acusado de abusar sexualmente de dezenas de frequentadoras do centro espírita que ele mesmo fundou, em Abadiânia (GO).

Na denúncia apresentada hoje (28), os promotores acusam João de Deus de ter estuprado seis mulheres que não figuram nas queixas apresentadas anteriormente. Segundo os promotores, as seis vítimas apresentavam algum tipo de vulnerabilidade, da qual o réu se aproveitou para consumar as agressões sexuais cometidas em uma sala reservada do centro onde ele e seus auxiliares atendiam a milhares de fiéis. Uma das seis vítimas é deficiente visual e, segundo os promotores, não pode resistir ao abuso sexual.

Duas das seis vítimas residem no Paraná. As outras quatro são moradoras do Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e de São Paulo. Além das seis vítimas representadas nesta nova ação, a denúncia elenca como testemunhas outras quatro supostas vítimas de João de Deus que figuram como testemunhas porque, mesmo que suas acusações pudessem ser provadas, não resultariam em punições, já que os eventuais crimes já estariam prescritos.

João de Deus está preso em caráter preventivo desde o dia 16 de dezembro de 2018. Em março, a pedido da defesa, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) o autorizou a deixar o Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital do estado, para se internar em um hospital particular de Goiânia. Com base em relatórios médicos, seus advogados alegam que ele não tem condições de regressar à cadeia.

Por telefone, um de seus advogados, Alex Neder, informou à Agência Brasil que a defesa não teve acesso à nova denúncia do MP-GO e ainda está se inteirando sobre seu teor. “Só após isso poderemos fazer qualquer consideração a respeito”, disse Neder, acrescentando que João de Deus continua recebendo cuidados médicos, pois seu quadro clínico exige cuidados.

João de Deus nega todas as acusações.

Morre ativista que ajudou a denunciar João de Deus

A ativista Sabrina Bittencourt, que reuniu denúncias de abusos contra o médium João de Deus, morreu neste sábado (2) em Barcelona, na Espanha, onde vivia.

Segundo nota divulgada nas redes sociais pelo grupo Vítimas Unidas, que apoia mulheres vítimas de abusos sexuais e do qual ela colaborava, a ativista cometeu suícidio. “A luta de Sabrina jamais será esquecida e continuaremos, com a mesma garra, defendendo as minorias, principalmente as mulheres que são vítimas diárias do machismo”, diz a nota assinada pela presidente do grupo, Maria do Carmo Santos, e pela fundadora, Vana Lopes.



Ela também era porta-voz do grupo Combate ao Abuso no Meio Espiritual (Coame), que recebe relatos de abusos praticados por líderes religisosos. Em nota, divulgada na página na internet, o grupo lamenta a morte da integrante. “Sabrina será sempre para nós um exemplo e inspiração em nossas lutas. Que seu legado seja honrado e frutífero ao redor do mundo”, diz o comunicado.

Sabrina Bittencourt deixa três filhos.

Filho do médium João de Deus é preso

A polícia de Anápolis prendeu Sandro Teixeira de Oliveira, filho do médium João de Deus (Polícia Civil/divulgação/Agência Brasil)

O filho do médium goiano João de Deus, Sandro Teixeira de Oliveira, foi preso na manhã de hoje (2), em Anápolis (GO). A prisão foi decretada ontem (1º) pela juíza Rosângela Rodrigues, da comarca de Abadiânia. Oliveira é acusado de coação e corrupção de testemunha. Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, Sandro será levado para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás no dia 25 de janeiro. De acordo com os promotores, o filho de João de Deus estava armado quando coagiu uma testemunha um dia após ela ter comparecido à delegacia. Além da coação, o Ministério Público do estado afirmou que Sandro ofereceu “vantagens para obter o silêncio dessa testemunha, oferecendo pedras que seriam preciosas”.



Acusado pelo MP estadual dos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude, João de Deus está preso, em caráter preventivo, desde 16 de dezembro. Baseado nos depoimentos e elementos apresentados por dezenas de mulheres que se apresentam como vítimas do médium, os promotores goianos já apresentaram duas denúncias contra ele.

Entre as várias mulheres que afirmam ter sido molestadas por João de Deus durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, há quem afirme ter sofrido abusos sexuais quando criança ou adolescente. No último dia 15, ao apresentarem a segunda denúncia contra o médium, os promotores estaduais disseram haver evidências de que ele violou sexualmente de várias mulheres diante de outras pessoas que acompanhavam as sessões de atendimento espiritual que aconteciam no centro espírita.

https://spagora.com.br/mais-de-200-mulheres-ja-denunciaram-o-medium-joao-de-deus/

Médium João de Deus completa uma semana na prisão

O médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, está preso por suspeita de crimes sexuais, há uma semana. No último domingo (16), ele se entregou às autoridades policiais de Goiás, em área rural nas proximidades de Abadiânia, região central do estado. A prisão é preventiva, ou seja, sem prazo para terminar.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, ainda vai decidir sobre pedido de libertade impetrado pela defesa do médium.

João de Deus, de 76 anos, foi preso depois de denúncias de crimes de estupro e violência sexual mediante fraude. Na última sexta-feira (21), foi decretada nova prisão do médium, por posse ilegal de armas de fogo. Em operações realizadas em endereços ligados ao médium, foram apreendidas seis armas, além de mais de R$ 400 mil, pedras preciosas e medicamentos.

Segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO), foram feitos 596 contatos pelo e-mail criado pela instituição especificamente para essa investigação. Desses, foram identificadas 255 possíveis vítimas do médium, tendo sido ouvidas formalmente 75 em Goiás e em outros estados até o momento.

Entre as vítimas identificadas, cujas mensagens foram encaminhadas exclusivamente para o canal de comunicação do MP goiano, estão as originadas de Brasília (39), de Goiás (21), do Rio Grande do Sul (20), Espírito Santos (11), Minas Gerais (15), Rio de Janeiro (7), Paraná (6), Santa Catarina (4), Mato Grosso (3), Mato Grosso do Sul (1), Maranhão (1), Pernambuco (1), Piauí (1) e Tocantins (1). As mensagens encaminhadas ao MP também vieram do exterior, como listaram os promotores, sendo elas dos Estados Unidos (4), da Austrália (3), da Alemanha (1), da Bélgica (1), da Bolívia (1) e da Itália (1).

Das 255 pessoas identificadas, 23 tinham entre 9 e 14 anos na ocasião dos fatos; 28 entre 15 e 18 anos, e 70 com idade de 19 a 67 anos. Segundo o Ministério Público de Goiás, os próximos passos da investigação incluem, além da continuação das oitivas das vítimas, o depoimento do próprio investigado e a apresentação de denúncia criminal de, pelo menos, três casos, cujos crimes são estupro, violência sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. O médium ainda pode ser denunciado por outros crimes a partir do prosseguimento das investigações.

De acordo com o promotor Luciano Meireles, 112 crimes estariam prescritos devido ao fato de João de Deus ter mais de 70 anos de idade. No entanto, o MP pede que as vítimas não deixem de denunciar os abusos do médium.

“O fato de o denunciado contar hoje com mais de 70 anos de idade, o prazo prescricional corre pela metade. Entretanto, é imprescindível que essas vítimas – mesmo as dos relatos prescritos – sejam ouvidas, pois esses relatos servirão como prova para aqueles crimes que não estão prescritos e a gente tem que frisar a semelhança entre os relatos. Por isso, é muito importante que vítimas, mesmo ultrapassado o prazo de 10 anos, procurem o Ministério Público para dar mais consistência aos depoimentos que estão sendo prestados”, afirmou o promotor no último dia 21.

Pedido de liberdade

O habeas corpus impetrado pela defesa de João de Deus foi sorteado para relatoria do ministro Gilmar Mendes, mas devido ao recesso do Judiciário, o processo foi encaminhado ao gabinete do presidente do STF, Dias Toffoli, responsável pelo plantão.

Na quinta-feira (20), Toffoli pediu informações ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) antes de decidir sobre o pedido de liberdade feito pela defesa. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça de Goiás com base em 15 denúncias já formalizadas em Goiânia.

Há dois dias, o ministro Nefi Cordeiro, do STJ, negou seguimento a um habeas corpus impetrado pelo advogado Alberto Toron, que representa o médium. Ele argumentou supressão de instâncias, uma vez que um pedido de liberdade ainda está pendente de julgamento na primeira instância.

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) negou liminar para soltar o médium, mas ainda não julgou o mérito do habeas corpus impetrado na primeira instância.

Justiça pode decidir hoje se o médium João de Deus será solto

A Justiça de Goiás pode decidir hoje (18) o pedido da defesa do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, de 76 anos, que entrou com habeas corpus para transformar a decisão judicial de prisão preventiva em prisão domiciliar com tornozeleira. O argumento utilizado se baseia na idade avançada e no estado de saúde de João de Deus.

A decisão ocorre no momento em que a força-tarefa, criada pelo Ministério Público de Goiás, para apurar as acusações de abuso sexual contra o médium, recebeu 506 relatos de mulheres que denunciam crimes sexuais. Há uma semana, desde que o grupo foi criado, o número de denúncias aumenta.



Pela segunda noite consecutiva, João de Deus dormiu em uma cela de 16 metros quadrados com pia e vaso sanitário, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, denominado Núcleo de Custódia. O pedido de prisão preventiva se sustentou em 15 denúncias já formalizadas em Goiânia – todas por crimes sexuais.

No domingo (16) à tarde, João de Deus se entregou em uma estrada de terra na região de Abadiânia, em Goiás. De acordo com os advogados, o lugar foi escolhido para preservar o médium. Porém, policiais confirmaram que houve uma longa negociação para ele se entregar.

Os advogados reiteram a inocência do médium e levantam dúvidas sobre o comportamento das possíveis vítimas e o conteúdo de seus depoimentos. A polícia também investiga a a movimentação de cerca de R$ 35 milhões nas contas de João de Deus.

Médium João de Deus se entrega à polícia em área rural

O médium João Teixeira de Faria, internacionalmente conhecido como João de Deus, entregou-se às autoridades policiais de Goiás, neste domingo (16), por volta das 16h30, em área rural nas  proximidades de Abadiânia, na região central do estado. Um dos responsáveis pela rendição, o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, disse que João de Deus não apresentou resistência e que a prisão é preventiva, ou seja, sem prazo para terminar.



João de Deus, que estava acompanhado pelos advogados de defesa, apresentou-se ao delegado titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), Valdemir Pereira da Silva, e o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes. A rendição teve um longo período de negociação, disse Fernandes.

João de Deus é acusado e suspeito de ter abusado sexualmente de mais de 300 mulheres que o procuraram para cirurgias espirituais. As denúncias vieram de todo o país e também do exterior, após o programa Conversa com Bial, da TV Globo, que entrevistou mulheres que se disseram molestadas pelo médium.

Força-tarefa continua

O Ministério Público de Goiás (MPGO) divulgou nota informando que a força-tarefa formada para atuar no caso do médium João de Deus continuará com seus trabalhos.

“A força-tarefa que atua no caso de Abadiânia confirma o cumprimento, por parte da Polícia Civil, do mandado de prisão do médium João de Deus ocorrido no final da tarde deste domingo (16). Os promotores e promotoras intormam que os trabalhos da força-tarefa seguem normalmente nos próximos dias, no intuito de continuar realizando as oitivas das vítimas e produzir as denúncias a serem oferecidas”, diz a nota.