João Doria posicionado de perfil para a foto olhando reto para frente.

Doria retira pré-candidatura à presidência

Em pronunciamento dado nesta segunda-feira (23), o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou que irá deixar a disputa presidencial. A decisão foi tomada por conta da resistência enfrentada pelo tucano tanto dentro quanto fora do partido.

“Para as eleições deste ano me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve”, afirmou o ex-prefeito de São Paulo.

Pouco antes de vir a público anunciar a desistência, Doria se encontrou com membros da alta cúpula do PSDB, que pediram para que ele abrisse mão das eleições do final do ano para reforçar a opção do partido pela candidata da terceira via Simone Tebet (MDB).

João disse que entendia não ser a escolha do PSDB para “uma alternativa para oferecer aos eleitores que não querem os extremos”.

João Doria posicionado de perfil para a foto olhando reto para frente.

Doria mantém candidatura à presidência

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou na tarde de hoje (31) que vai deixar o cargo para se candidatar à presidência da República nas eleições de outubro pelo PSDB. O anúncio foi feito em uma entrevista coletiva realizada durante o Congresso Estadual de Municípios, que ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Pela Lei de Inelegibilidade, de 1990, ocupantes de cargos públicos que pretendam disputar uma vaga nas eleições deste ano para um cargo distinto do que ocupa precisam deixar a função até seis meses antes do primeiro turno. Portanto, a regra não vale para candidatos que buscam a reeleição. Neste ano, o prazo para deixar o cargo termina sábado (2).

“Quero estar ao lado de vocês a partir do próximo dia 2 para mostrar que é possível sim ter nova alternativa para o Brasil, uma alternativa de paz, de trabalho, de dedicação, de humildade e de integração de todo o Brasil. Vou fazer isso com determinação, longe de ideologia e distante do populismo e condenando a corrupção e o mau trato do dinheiro público”, disse João Doria no discurso, que durou cerca de 40 minutos.

O evento contou com a presença de mais de mil pessoas e teve participação da primeira-dama Bia Doria, do vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, que agora assume o governo paulista e e é pré-candidato do PSDB às próximas eleições ao governo de São Paulo, do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, e de prefeitos do interior paulista, entre outras autoridades.

Um vídeo com uma retrospectiva de obras e ações feitas por Doria durante seu mandato foi exibido durante o evento, que foi transmitido ao vivo pelas redes sociais do governo.

João Doria, governador de São Paulo, e Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, diante de uma das máquinas da fábrica de vacinas.

Butantan inaugura novo complexo para produzir vacinas

O Governador João Doria participou nesta sexta-feira (25) da entrega do complexo da nova fábrica de vacinas do Instituto Butantan contra a Covid-19. O Centro de Produção Multipropósito de Vacinas terá capacidade de produzir 100 milhões de doses por ano e foi construída com R$ 189 milhões doados totalmente pela iniciativa privada. Além da Coronavac, a fábrica também vai ampliar a produção atual de vacinas contra raiva, zika e hepatite A.

“É uma fábrica 100% digital e sustentável e que vai gerar cerca de 130 empregos diretos com engenheiros, especialistas de todas as idades, homens e mulheres”, afirmou Doria. “Esta fábrica é uma vitória de São Paulo e do Brasil. São Paulo apoia, respeita e prestigia a ciência e já ofereceu a vacina a mais de 120 milhões de braços”, afirmou

João Doria, governador de São Paulo, e Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, diante de uma das máquinas da fábrica de vacinas.
João Doria, governador de São Paulo, e Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, diante de uma das máquinas da fábrica de vacinas

A fábrica vai funcionar em um complexo com quase 11 mil m² de área construída na sede do Butantan, na capital. O Centro Multipropósito é composto por dois prédios, um com área construída de 8,3 mil m² e um anexo que concentra as utilidades, com 2,5 mil m².

No andar mais alto, as soluções usadas no processo de produção serão tratadas e enviadas ao térreo, onde ficará a produção. O subsolo será destinado à área de descontaminação de efluentes. Os laboratórios terão qualificação de biossegurança de nível 3 para manipulação de vírus pandêmico.

De acordo com o Butantan, a planta poderá ser readequada rapidamente para desenvolver outros antígenos virais com base celular. Assim, em caso de nova crise sanitária global, o Brasil terá condições de inicia rapidamente a produção de eventuais novas vacinas. O instituto também vai ampliar a fabricação de outros imunizante vacinas já produzidos atualmente na capital.

A previsão é que a fábrica esteja pronta para produzir vacinas em grandes lotes no primeiro semestre de 2023. Após a instalação de equipamentos e maquinários importados ao longo dos próximos meses, o complexo vai passar por novas inspeções da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e testes de segurança para fabricação e certificação de vacinas.

O Instituto Butantan já assegurou mais de 100 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 ao Plano Nacional de Imunizações. Em janeiro deste ano, a Anvisa aprovou o uso emergencial da CoronaVac em crianças de seis a 17 anos.

Doações

Custeada com 100% de recursos doados pela iniciativa privada, a nova fábrica contou com financiamento de 75 empresas. Os recursos foram captados pela organização da sociedade civil Comunitas, em parceria com a InvestSP e a Fundação e Instituto Butantan.

Do investimento total, R$ 80,9 milhões são oriundos de doações privadas à Fundação Butantan e repassadas à Comunitas. Os outros R$ 108,7 milhões vieram de doações particulares feitas diretamente à Comunitas.

Pesquisadores organizam protesto em frente ao Palácio dos Bandeirantes

Pesquisadores ligados a Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo organizam para hoje (23), 11h30, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, na Capital, um protesto por valorização da categoria. Os cientistas do Estado foram essenciais para o sequenciamento do vírus da covid-19, permitindo atuação mais assertiva no combate à pandemia, além de terem atuado na produção da primeira vacina disponível no país, a Coronavac, do Instituto Butantan.

Em carta aberta ao governador João Doria (PSDB), a Associação dos Pesquisadores do Estado de São Paulo (APqC) reclama de desvalorização da categoria ao longo dos anos.

“Acreditamos que o discurso  de valorização da ciência deva vir acompanhado de ações concretas, mas as ações que  presenciamos durante sua gestão, seguem em direção oposta de quem diz valorizar o  conhecimento científico”, diz parte da carta, assinada pela presidente da APqC, Patricia Bianca Clissa.

Leia a íntegra da Carta Aberta:

“CARTA ABERTA 

São Paulo, 22 de março de 2022 

Excelentíssimo Senhor  

João Agripino da Costa Doria Junior 

Digníssimo Governador do Estado de São Paulo 

Nós, os Pesquisadores Científicos dos Institutos Públicos de Pesquisa Cientifica, da  Administração Direta do Estado de São Paulo, estamos sempre empenhados em aplicar o  conhecimento científico necessário para agir também nos momentos de crise que desafiam  nossa sociedade, seja nas áreas da agricultura, saúde (animal ou vegetal) ou meio ambiente  (natural ou urbano). A pandemia ocasionada pelo COVID-19 foi um exemplo de como os  cientistas dos Institutos de Pesquisa responderam à altura a emergência do momento. No  documento em anexo (http://portal.apqc.org.br/6375-2) estão citados alguns exemplos de  como os Institutos contribuíram diretamente no combate à pandemia.  

No entanto, Excelentíssimo Governador, não percebemos de vossa parte o  reconhecimento pelos esforços desempenhados pelos cientistas. Acreditamos que o discurso  de valorização da ciência deva vir acompanhado de ações concretas, mas as ações que  presenciamos durante sua gestão, seguem em direção oposta de quem diz valorizar o  conhecimento científico.  

A título de informação, listamos a seguir alguns fatos da real situação em que se  encontram os Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo: i) A última correção real de  vencimentos ocorreu em 2011, parcelada em 3 anos. Assim, nos últimos 11 anos, a defasagem  salarial, calculada pelo IPCA, está em 68,56%. ii) Vossa Excelência anunciou o reajuste  salarial em 20%, apenas aos funcionários das áreas da Saúde e da Segurança, o que causou  grande indignação a todos os servidores das instituições abrangidas pela Lei Complementar  n. 125/75 que compõem os quadros dos Institutos protagonistas no combate à Covid-19,  contemplados em 10% de reajuste. iii) Existe, dentro da carreira de Pesquisador Científico,  uma discriminação nos vencimentos determinada judicialmente, uma vez que a LC  859/1999, não é cumprida em toda a sua eficácia para que atinja o objetivo ao qual foi  destinada, qual seja, conferir aos vencimentos da carreira de pesquisador científico  (LC125/75) valores idênticos aos dos vencimentos percebidos pelos docentes das  Universidades Estaduais. No sentido de sanar esta discriminação nos vencimentos,  apresentamos a proposta de uma solução, que pode ser efetivada com a edição de um  Despacho Normativo esclarecendo a amplitude da referida lei em face da sua finalidade.  

Nos últimos 3 anos foram inúmeras as tentativas de diálogo com Vossa Excelência  para levarmos ao seu conhecimento a situação dos Pesquisadores Científicos do Estado de  São Paulo, porém, diante de tantas tentativas frustradas, não vemos outra solução a não ser  trazer este fato ao conhecimento público. Para tanto, estaremos neste dia 23 de março, nas  portas do Palácio dos Bandeirantes para que o Excelentíssimo Governador nos receba,  finalmente para o diálogo com a categoria.  

Estamos certos de que seremos recebidos pelo primeiro escalão do governo, ocasião  na qual detalhadamente, poderemos expor as nossas ações.  

Atenciosamente, Patricia Bianca Clissa 

Presidente da APqC”

Passageiras sentadas dentro do vagão do metrô usando máscara. No primeiro plano, à esquerda, uma senhora com cabelos brancos e óculos de grau aparece de lado. Ao fundo, de frente para a câmera, uma senhora segura o guarda chuva enquanto também usa máscara facial.

Uso de máscara deixa de ser obrigatório em locais fechados, mas há exceções

O uso de máscara no Estado de São Paulo não é mais obrigatório. A decisão foi comunicada pelo governador João Doria, que se diz “muito feliz” com a notícia.

O decreto que permite ficar sem máscara, mesmo em ambientes fechados, foi assinado por Doria durante a tarde. “O avanço da vacinação e a queda nas internações e óbitos permitem esta medida”, justificou.

O governador, criticado por parte da população durante a pandemia, por adotar o uso obrigatório de máscaras e decretar quarentena, com fechamento do comércio, comemorou a decisão. “Momento tão esperado depois de dois anos desafiadores”.

No começo do mês, Doria já havia acabado com a obrigatoriedade de uso de máscaras em ambientes abertos. Apesar disso, nas ruas, muita gente seguiu usando as máscaras.

Uso obrigatório

Passageiras sentadas dentro do vagão do metrô usando máscara. No primeiro plano, à esquerda, uma senhora com cabelos brancos e óculos de grau aparece de lado. Ao fundo, de frente para a câmera, uma senhora segura o guarda chuva enquanto também usa máscara facial.
(Arquivo)

Também em uma rede social, Doria sinalizou que o uso de máscara continuará obrigatório em algumas situações. É o caso do transporte público.

“O uso de máscaras seguirá obrigatório, por enquanto, apenas em unidades de saúde, hospitais e transporte público como ônibus, trens e metrô”.

Leito de UTI em hospital com camas vazias

Internações por covid-19 reduzem pelo oitavo dia

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (9), o governador de São Paulo João Doria anunciou que o estado registrou o oitavo dia consecutivo com redução de internações em enfermarias e UTIs pela Covid-19.

São Paulo tem cerca de 80% da população com imunização completa com duas doses e quase 18 milhões de doses de reforço aplicadas.

“A evolução da vacina teve efeito decisivo e direto neste recuo de internações nestes últimos oito dias. São Paulo ultrapassou a marca de 80% da população com imunização completa com duas doses, e 52% das crianças entre 5 e 11 anos que já receberam a primeira dose da vacina, recorde em todo país”, disse Doria.

A evolução na vacinação é sentida na redução de novas internações em enfermarias e UTIs na última semana. Nesta quarta-feira, SP registrou um total de 9.797 pessoas em hospitais de todo estado, sendo que em 2 de fevereiro eram 1.492 pessoas a mais. A média móvel de novas internações também está em redução de quase 20% no mesmo período.

“A vacinação é a grande responsável ao longo da pandemia pela redução de casos graves e óbitos por Covid-19. São Paulo tem bons números, mas queremos ampliar e proteger toda a população. Fundamental que neste momento os pais e responsáveis levem seus filhos nos postos de vacinação para receber a primeira dose, pois todos os imunizantes aprovados pela Anvisa são seguros e eficazes”, destacou a Coordenadora do Plano Estadual de Imunização, Regiane de Paula.

Segundo o governo estadual, os 645 municípios do estado estão abastecidos com doses suficientes para a vacinação de 100% das crianças de 6 a 11 anos. As crianças de 5 anos e as imunossuprimidas de 5 a 11 anos só podem receber o imunizante da Pfizer, enquanto as demais podem ser protegidas pela Coronavac.

Bombeiros, em meio a terra que deslizou do barranco, uma geladeira deitada perto dos bombeiros

Após mortes causadas pela chuva, Franco da Rocha vai receber mais R$ 3 milhões

O Governador João Doria anunciou na manhã desta quinta-feira (3) a destinação de mais R$ 3 milhões para Franco da Rocha, um dos municípios mais atingidos pelas fortes chuvas nos últimos dias. O valor se soma aos R$ 5 milhões já anunciados anteriormente, totalizando R$ 8 milhões que serão destinados para a recuperação urbana e social da cidade, e totalizando R$ 18 milhões para 10 cidades atingidas pelas fortes chuvas nos últimos dias.

Doria voltou à cidade acompanhado do Secretário da Segurança Pública, General João Campos, do Secretário-Chefe da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil, Alexandre Monclús Romanek, e do Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

O Governador João Doria acompanha a continuidade do trabalho da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros em Franco da Rocha
João Doria, governador de São Paulo, no local das buscas em Franco da Rocha

“Vamos destinar mais 1 milhão de reais para atendimento às vítimas e 2 milhões de reais para a recuperação da estrutura urbana da cidade e atendimento às necessidades, para que Franco da Rocha minimamente tenha condições de restabelecer a normalidade tão logo cessem as chuvas”, afirmou o Governador.

No último domingo (30), o Governador determinou a criação de uma força-tarefa envolvendo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Defesa Civil para apoiar todas as prefeituras das cidades mais impactadas. Na ocasião, Doria anunciou a destinação de R$ 15 milhões para 10 cidades, entre elas Arujá (R$ 1 milhão), Francisco Morato (R$ 2 milhão), Embu das Artes (R$ 1 milhão) e Franco da Rocha (R$ 5 milhão), na Região Metropolitana de São Paulo, e Várzea Paulista (R$ 1 milhão), Campo Limpo Paulista (R$ 1 milhão), Jaú (R$ 1 milhão), Capivari (R$ 1 milhão), Montemor (R$ 1 milhão) e Rafard (R$ 1 milhão), no interior do Estado.

Bombeiros, em meio a terra que deslizou do barranco, uma geladeira deitada perto dos bombeiros
(Gov. do Estado de SP)

A verba estadual poderá ser utilizada na reparação de problemas urbanos crônicos dos municípios, que causam transtornos como pontos de alagamento e deslizamentos de terra.

Balanço

De acordo com a Defesa Civil, desde a última sexta-feira (28), as ocorrências causadas em razão do mau tempo levaram 29 pessoas a óbito, 14 feridos, 5 desaparecidos, 806 desabrigados e 4742 desalojados. Para ajudar as famílias afetadas, foram fornecidas 712 cestas básicas, 934 kits dormitório e 816 kits de limpeza e higiene pessoal.

Entre os municípios que decretaram situação de anormalidade, estão Rafard, Mombuca, Monte Mor, Maracaí, Francisco Morato, Caieiras, Franco da Rocha, Jaú, Embu das Artes, Capivari, Agudos, Várzea Paulista, Santa Isabel, e Campo Limpo Paulista.

João Doria, homem de pele clara e cabelos curtos, diante da janela do helicóptero aponta com o dedo região alagada de Franco da Rocha.

Sobe para 21 número de mortes provocadas pela chuva

Fortes chuvas causaram deslizamentos de terra, alagamentos, enchentes e a morte de ao menos 21 pessoas no estado de São Paulo entre a última sexta e esta segunda-feira (31/01), incluindo várias crianças.

O número de mortes foi atualizado pelo Secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, em entrevista ao G1 e à TV Globo na manhã desta segunda. Segundo o governo paulista, cerca de 500 pessoas estão desalojadas.

Neste domingo, o governador João Doria (PSDB) anunciou a liberação de R$ 15 milhões para ajudar as cidades atingidas. Ele sobrevoou Franco da Rocha e Francisco Morato, na Grande São Paulo, que estão entre as localidades mais afetadas pelos temporais.

João Doria, homem de pele clara e cabelos curtos, diante da janela do helicóptero aponta com o dedo região alagada de Franco da Rocha.
João Doria, governador do Estado, sobrevoa região alagada em Franco da Rocha (Gov. do Estado de SP)

“Estou acompanhando com muita tristeza os danos causados pelas fortes chuvas em SP”, escreveu Doria no Twitter, manifestando solidariedade às famílias e amigos das vítimas. “Estamos trabalhando nos resgates e autorizei recursos para acolher os atingidos.”

Entre mais atingidas pelos temporais estão ainda: Arujá, Embu das Artes, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jaú, Capivari, Montemor, Rafard, Ribeirão Preto e Itapevi.

A prefeitura de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, confirmou cinco mortes na cidade, e ainda há feridos e desaparecidos.

No domingo, as autoridades locais alertaram que uma represa na região estava com quase 80% de sua capacidade, o que poderia levar à abertura das comportas e causar mais alagamentos. “Se você mora em área de risco de alagamento, procure abrigo na casa de amigos e parentes”, escreveu a prefeitura em alerta divulgado no Twitter.

Em Francisco Morato, quatro pessoas morreram, entre elas três crianças e um adolescente.

Em Várzea Paulista, cinco pessoas de uma mesma família, incluindo três crianças, morreram após a casa onde moravam ser atingida por um deslizamento de terra.

Em Embu das Artes, na Grande São Paulo, três pessoas da mesma família, incluindo uma criança de quatro anos, morreram após uma casa ser atingida por um deslizamento de terra.

Em Arujá, também na Grande São Paulo, um homem de 59 anos morreu após seu carro ficar submerso.

Em Jaú, no interior do estado, um homem de 61 anos morreu afogado após sua casa ser inundada pela água da chuva.

Em Ribeirão Preto, um homem de 57 anos foi arrastado pela enxurrada.

Em Itapevi, na Grande São Paulo, um bebê de quatro meses de idade morreu após um deslizamento.

No fim deste domingo, a Defesa Civil do Estado mantinha ativo alerta de chuvas fortes, seguidas por raios e ventos em boa parte do estado, com risco, em áreas vulneráveis, de deslizamentos, desabamentos, alagamentos, enchentes e ocorrências relacionadas a raios e ventos.

O Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, deverá visitar São Paulo nesta segunda.

Na capital paulista, as fortes chuvas levaram à suspensão da vacinação contra a covid-19 neste domingo (30), para segurança dos cidadãos e funcionários, segundo a prefeitura. Na manhã desta segunda, continuava a chover na cidade.

Chuvas fortes vêm causando estragos no Brasil desde o início do período chuvoso, tendo provocado enchentes devastadoras e 24 mortes na Bahia e outros 19 óbitos em Minas Gerais, onde também levaram a uma suspensão das atividades de mineradoras.

lf (Reuters, AFP, ots)

Criança negra, usando máscara de proteção facial, segura cartão de vacinação diante de um painel que traz a imagem de uma enfermeira, a logomarca do Estado e a palavra "vacinajá".

Estado quer vacinar todas as crianças em três semanas

O Governador João Doria confirmou nesta quinta-feira (20) o prazo de três semanas para aplicação da dose inicial contra a Covid-19 em todas as 4,3 milhões de crianças de São Paulo. Com aval da Anvisa, haverá uso imediato de 8 milhões de doses da Coronavac nos 645 municípios paulistas. Outras 7 milhões de vacinas serão oferecidas a Estados e Prefeituras que tiverem interesse no imunizante do Instituto Butantan.

“É mais um momento histórico em defesa da ciência e da vida este início da vacinação com a Coronavac, a vacina do Butantan, de crianças de seis a 11 anos”, afirmou Doria. “Quero cumprimentar e agradecer à Anvisa pela postura em defesa da vida, da existência e do direito dos brasileiros de optarem pela vacina para sua proteção e de seus filhos”, acrescentou.

Criança negra, usando máscara de proteção facial, segura cartão de vacinação diante de um painel que traz a imagem de uma enfermeira, a logomarca do Estado e a palavra "vacinajá".
(Gov. do Estado de SP)

As primeiras aplicações infantis com a Coronavac começaram às 14h38 desta quinta, na vacinação de Caetano de Jesus Martins Moreira, de 9 anos, e Camila Pastore, de 10, na escola estadual Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste da capital. Ao todo, cem crianças serão vacinadas nesta unidade nesta quinta.

Mais cedo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso do imunizante por crianças de seis a 11 anos em todo o Brasil, atendendo a pedido do Governo do Estado e do Butantan. A exceção é para as crianças imunossuprimidas, que devem tomar o imunizante da Pfizer.

No momento, há 274 unidades de ensino autorizadas pela Secretaria de Estado da Educação e 11 Prefeituras da Grande São Paulo e interior para apoio à campanha de vacinação nos 5,2 mil postos das 645 cidades paulistas. As escolas selecionadas são de fácil acesso e também possuem espaços adequados para receber crianças com comorbidades ou deficiências.

Também nesta quinta, Doria apresentou o calendário detalhado de vacinação infantil contra a Covid-19. Até o dia 10 de fevereiro, 850 mil crianças com comorbidades e deficiências, além de indígenas e quilombolas de 5 a 11 anos podem tomar a primeira dose.

Paralelamente, as Prefeituras também poderão imunizar outras 3,4 milhões de crianças por faixa etária. De 20 a 30 de janeiro será a vez das com idade entre 9 a 11 anos. Entre 31 de janeiro e 10 de fevereiro, a campanha vai priorizar aquelas de 5 a 8 anos. É importante salientar que as crianças de 5 anos só podem receber o imunizante da Pfizer, enquanto as demais poderão ser protegidas pela Coronavac.

O Governo de São Paulo estima que todas as crianças paulistas recebam a primeira dose até a primeira quinzena de fevereiro. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a capacidade diária de vacinação pode superar 250 mil atendimentos com adesão maciça da população e disponibilidade de doses.

O cronograma completo da vacinação infantil está disponível no site www.vacinaja.sp.gov.br. A página também oferece serviço de pré-cadastro para que pais e responsáveis agilizem o atendimento das crianças em todo o estado.

Fornecimento de doses

São Paulo foi o primeiro estado do Brasil a iniciar a vacinação infantil contra o coronavírus, no último dia 14, horas após receber doses pediátricas do imunizante da Pfizer via Ministério da Saúde. Até então, a vacina era a única liberada pela Anvisa.

O Governo do Estado já informou o Ministério da Saúde que o Instituto Butantan pode firmar um novo contrato de fornecimento de doses ao PNI (Plano Nacional de Imunizações). Em 2021, 100 milhões de doses da Coronavac abasteceram o país desde o dia 17 de janeiro, quando São Paulo iniciou a vacinação em todo o Brasil.

Foto mostra rua com faixas contínuas pintadas no asfalto em cor amarela, dividindo em duas faixas, e moradias próximas a esta rua. Paredes das casas não têm reboco e há vários carros e pessoas ao longo da rua.

Estado inaugura obras em Carapicuíba e Francisco Morato

O Governador João Doria inaugurou nesta terça-feira (18) duas obras viárias em Carapicuíba e Francisco Morato, no valor de R$ 13,3 milhões, com recursos do Fumefi (Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento). Doria também anunciou R$ 17,6 milhões em investimentos em habitação e infraestrutura urbana e autorizou os estudos para permissão da exploração turística do Parque Aldeia de Carapicuíba.

“Entregamos um conjunto de obras e recursos para Carapicuíba e Francisco Morato, como a reformulação do Sistema Viário do Jandaia em Carapicuíba, a ordem de serviço para início de importantes obras viárias e de infraestrutura nas duas cidades da região Metropolitana de São Paulo, além da permissão de uso turístico do Parque Aldeia, favorecendo o desenvolvimento turístico e econômico de toda a região”, disse Doria.

Foto mostra rua com faixas contínuas pintadas no asfalto em cor amarela, dividindo em duas faixas, e moradias próximas a esta rua. Paredes das casas não têm reboco e há vários carros e pessoas ao longo da rua.
(Gov. do Estado de São Paulo)

Em Carapicuíba, Doria entregou a obra de reformulação e reurbanização do Sistema Viário do Jandaia. A intervenção facilitará o trânsito e a circulação de pedestres na região, reduzindo a incidência de congestionamentos e acidentes, além de contribuir para diminuir a ocorrência de alagamentos no local. O investimento estadual foi de R$ 4,7 milhões.

Em Francisco Morato, Doria entregou o trecho 1 das obras no Corredor Ouro Preto – via estrutural integrante do Sistema Viário de Interesse Metropolitano (SIVIM), com acesso direto a Franco da Rocha. As intervenções receberam R$ 8,6 milhões em investimentos estaduais e proporcionarão melhoria nas condições de mobilidade e mais segurança e conforto aos motoristas.

Novos anúncios

Doria assinou a ordem de serviço para a duplicação da Avenida Antônio Faustino dos Santos, em Carapicuíba. A obra no valor de R$ 6 milhões trará mais segurança à população que circula no entorno do Parque dos Paturis e do conjunto habitacional COHAB, além de uma melhoria na mobilidade urbana e na acessibilidade ao município de Osasco e ao Rodoanel Mário Covas.

O Governo do Estado também autorizou aporte de R$ 4,3 milhões em recursos da modalidade Nossa Casa – Apoio para fomentar a construção de 332 unidades habitacionais do Residencial Vila Nova Fazendinha, em Carapicuíba. Os recursos serão disponibilizados na forma de subsídio para que famílias com até três salários mínimos façam a aquisição de moradias em empreendimentos aprovados pela Secretaria de Estado da Habitação.

O Governador ainda autorizou R$ 7,3 milhões em novos investimentos para os dois municípios. Serão liberados R$ 5,8 milhões para Carapicuíba, sendo R$ 5 milhões para obras de infraestrutura urbana e R$ 765 mil para construção de uma unidade da Casa SP Afro Brasil. Já Francisco Morato receberá mais de R$ 1,5 milhão para uma Casa SP Afro Brasil e uma Casa da Mulher.

Os municípios devem indicar projetos executivos para análise técnica. Depois de formalizados os convênios, os prazos e datas para pagamentos, bem como sua liquidação total, variam de acordo com a data de assinatura, fluxo das obras e prestação de contas. Os programas Casa da Mulher e SP Afro Brasil necessitam de indicação de terrenos por parte dos municípios para implantação dos programas.

Parque Aldeia

Doria assinou a autorização para o desenvolvimento da modelagem física, econômica e financeira visando a permissão de uso do Parque Aldeia de Carapicuíba. A ação será desenvolvida por meio de um convênio entre a prefeitura e a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado para impulsionar, fomentar e desenvolver o turismo por meio da qualificação, inovação e preservação dos ativos históricos.

A Aldeia de Carapicuíba é a única entre as 12 fundadas pelo Padre José de Anchieta, no século XVI, para catequizar os índios. Oficialmente a fundação teria sido em 12 de outubro de 1580. O conjunto foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1940. O convênio garantirá a aplicação das melhores práticas e ideias inovadoras que possam ser divulgadas e implementadas, visando a utilização sustentável de ativos de alto potencial turístico e o aumento do emprego e renda.

Os resultados devem ser apresentados ainda no primeiro semestre, com o detalhamento dos novos serviços que serão agregados à Aldeia, respeitadas as suas características de patrimônio histórico. Serão estudadas intervenções como restaurantes, lojas de artesanato e espaço para pequenos eventos, visando futura permissão de uso.