Estado quer vacinar todas as crianças em três semanas

Criança negra, usando máscara de proteção facial, segura cartão de vacinação diante de um painel que traz a imagem de uma enfermeira, a logomarca do Estado e a palavra "vacinajá".

O Governador João Doria confirmou nesta quinta-feira (20) o prazo de três semanas para aplicação da dose inicial contra a Covid-19 em todas as 4,3 milhões de crianças de São Paulo. Com aval da Anvisa, haverá uso imediato de 8 milhões de doses da Coronavac nos 645 municípios paulistas. Outras 7 milhões de vacinas serão oferecidas a Estados e Prefeituras que tiverem interesse no imunizante do Instituto Butantan.

“É mais um momento histórico em defesa da ciência e da vida este início da vacinação com a Coronavac, a vacina do Butantan, de crianças de seis a 11 anos”, afirmou Doria. “Quero cumprimentar e agradecer à Anvisa pela postura em defesa da vida, da existência e do direito dos brasileiros de optarem pela vacina para sua proteção e de seus filhos”, acrescentou.

Criança negra, usando máscara de proteção facial, segura cartão de vacinação diante de um painel que traz a imagem de uma enfermeira, a logomarca do Estado e a palavra "vacinajá".
(Gov. do Estado de SP)

As primeiras aplicações infantis com a Coronavac começaram às 14h38 desta quinta, na vacinação de Caetano de Jesus Martins Moreira, de 9 anos, e Camila Pastore, de 10, na escola estadual Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste da capital. Ao todo, cem crianças serão vacinadas nesta unidade nesta quinta.

Mais cedo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso do imunizante por crianças de seis a 11 anos em todo o Brasil, atendendo a pedido do Governo do Estado e do Butantan. A exceção é para as crianças imunossuprimidas, que devem tomar o imunizante da Pfizer.

No momento, há 274 unidades de ensino autorizadas pela Secretaria de Estado da Educação e 11 Prefeituras da Grande São Paulo e interior para apoio à campanha de vacinação nos 5,2 mil postos das 645 cidades paulistas. As escolas selecionadas são de fácil acesso e também possuem espaços adequados para receber crianças com comorbidades ou deficiências.

Também nesta quinta, Doria apresentou o calendário detalhado de vacinação infantil contra a Covid-19. Até o dia 10 de fevereiro, 850 mil crianças com comorbidades e deficiências, além de indígenas e quilombolas de 5 a 11 anos podem tomar a primeira dose.

Paralelamente, as Prefeituras também poderão imunizar outras 3,4 milhões de crianças por faixa etária. De 20 a 30 de janeiro será a vez das com idade entre 9 a 11 anos. Entre 31 de janeiro e 10 de fevereiro, a campanha vai priorizar aquelas de 5 a 8 anos. É importante salientar que as crianças de 5 anos só podem receber o imunizante da Pfizer, enquanto as demais poderão ser protegidas pela Coronavac.

O Governo de São Paulo estima que todas as crianças paulistas recebam a primeira dose até a primeira quinzena de fevereiro. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a capacidade diária de vacinação pode superar 250 mil atendimentos com adesão maciça da população e disponibilidade de doses.

O cronograma completo da vacinação infantil está disponível no site www.vacinaja.sp.gov.br. A página também oferece serviço de pré-cadastro para que pais e responsáveis agilizem o atendimento das crianças em todo o estado.

Fornecimento de doses

São Paulo foi o primeiro estado do Brasil a iniciar a vacinação infantil contra o coronavírus, no último dia 14, horas após receber doses pediátricas do imunizante da Pfizer via Ministério da Saúde. Até então, a vacina era a única liberada pela Anvisa.

O Governo do Estado já informou o Ministério da Saúde que o Instituto Butantan pode firmar um novo contrato de fornecimento de doses ao PNI (Plano Nacional de Imunizações). Em 2021, 100 milhões de doses da Coronavac abasteceram o país desde o dia 17 de janeiro, quando São Paulo iniciou a vacinação em todo o Brasil.

Estado inaugura obras em Carapicuíba e Francisco Morato

Foto mostra rua com faixas contínuas pintadas no asfalto em cor amarela, dividindo em duas faixas, e moradias próximas a esta rua. Paredes das casas não têm reboco e há vários carros e pessoas ao longo da rua.

O Governador João Doria inaugurou nesta terça-feira (18) duas obras viárias em Carapicuíba e Francisco Morato, no valor de R$ 13,3 milhões, com recursos do Fumefi (Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento). Doria também anunciou R$ 17,6 milhões em investimentos em habitação e infraestrutura urbana e autorizou os estudos para permissão da exploração turística do Parque Aldeia de Carapicuíba.

“Entregamos um conjunto de obras e recursos para Carapicuíba e Francisco Morato, como a reformulação do Sistema Viário do Jandaia em Carapicuíba, a ordem de serviço para início de importantes obras viárias e de infraestrutura nas duas cidades da região Metropolitana de São Paulo, além da permissão de uso turístico do Parque Aldeia, favorecendo o desenvolvimento turístico e econômico de toda a região”, disse Doria.

Foto mostra rua com faixas contínuas pintadas no asfalto em cor amarela, dividindo em duas faixas, e moradias próximas a esta rua. Paredes das casas não têm reboco e há vários carros e pessoas ao longo da rua.
(Gov. do Estado de São Paulo)

Em Carapicuíba, Doria entregou a obra de reformulação e reurbanização do Sistema Viário do Jandaia. A intervenção facilitará o trânsito e a circulação de pedestres na região, reduzindo a incidência de congestionamentos e acidentes, além de contribuir para diminuir a ocorrência de alagamentos no local. O investimento estadual foi de R$ 4,7 milhões.

Em Francisco Morato, Doria entregou o trecho 1 das obras no Corredor Ouro Preto – via estrutural integrante do Sistema Viário de Interesse Metropolitano (SIVIM), com acesso direto a Franco da Rocha. As intervenções receberam R$ 8,6 milhões em investimentos estaduais e proporcionarão melhoria nas condições de mobilidade e mais segurança e conforto aos motoristas.

Novos anúncios

Doria assinou a ordem de serviço para a duplicação da Avenida Antônio Faustino dos Santos, em Carapicuíba. A obra no valor de R$ 6 milhões trará mais segurança à população que circula no entorno do Parque dos Paturis e do conjunto habitacional COHAB, além de uma melhoria na mobilidade urbana e na acessibilidade ao município de Osasco e ao Rodoanel Mário Covas.

O Governo do Estado também autorizou aporte de R$ 4,3 milhões em recursos da modalidade Nossa Casa – Apoio para fomentar a construção de 332 unidades habitacionais do Residencial Vila Nova Fazendinha, em Carapicuíba. Os recursos serão disponibilizados na forma de subsídio para que famílias com até três salários mínimos façam a aquisição de moradias em empreendimentos aprovados pela Secretaria de Estado da Habitação.

O Governador ainda autorizou R$ 7,3 milhões em novos investimentos para os dois municípios. Serão liberados R$ 5,8 milhões para Carapicuíba, sendo R$ 5 milhões para obras de infraestrutura urbana e R$ 765 mil para construção de uma unidade da Casa SP Afro Brasil. Já Francisco Morato receberá mais de R$ 1,5 milhão para uma Casa SP Afro Brasil e uma Casa da Mulher.

Os municípios devem indicar projetos executivos para análise técnica. Depois de formalizados os convênios, os prazos e datas para pagamentos, bem como sua liquidação total, variam de acordo com a data de assinatura, fluxo das obras e prestação de contas. Os programas Casa da Mulher e SP Afro Brasil necessitam de indicação de terrenos por parte dos municípios para implantação dos programas.

Parque Aldeia

Doria assinou a autorização para o desenvolvimento da modelagem física, econômica e financeira visando a permissão de uso do Parque Aldeia de Carapicuíba. A ação será desenvolvida por meio de um convênio entre a prefeitura e a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado para impulsionar, fomentar e desenvolver o turismo por meio da qualificação, inovação e preservação dos ativos históricos.

A Aldeia de Carapicuíba é a única entre as 12 fundadas pelo Padre José de Anchieta, no século XVI, para catequizar os índios. Oficialmente a fundação teria sido em 12 de outubro de 1580. O conjunto foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1940. O convênio garantirá a aplicação das melhores práticas e ideias inovadoras que possam ser divulgadas e implementadas, visando a utilização sustentável de ativos de alto potencial turístico e o aumento do emprego e renda.

Os resultados devem ser apresentados ainda no primeiro semestre, com o detalhamento dos novos serviços que serão agregados à Aldeia, respeitadas as suas características de patrimônio histórico. Serão estudadas intervenções como restaurantes, lojas de artesanato e espaço para pequenos eventos, visando futura permissão de uso.

Aplicativo permite chamar PM e Bombeiros de São Paulo

Telão, durante entrevista coletiva, mostra tela de celular com o aplicativo que permite acionar bombeiros e pm. Ao fundo da imagem há um caminhão dos bombeiros e motos da corporação.

O governo de São Paulo lançou hoje (5) dois aplicativos para acionamento dos serviços da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros no estado. Segundo o governo, por meio desses aplicativos, a população de todo o estado paulista poderá solicitar atendimento emergencial para as duas instituições.

“O governo de SP acaba de lançar, no início deste ano, dois novos aplicativos para que a população possa acionar a Polícia e os Bombeiros do celular, sem precisar realizar chamada telefônica. É mais um canal rápido e eficiente para atendimento emergencial de qualquer cidadão aqui no estado de São Paulo”, disse o governador de São Paulo, João Doria.

O aplicativo Bombeiros Emergência 193 já está disponível para download nos sistemas Android e IOS. Já o 190 SP estará disponível para download em breve.

Telão, durante entrevista coletiva, mostra tela de celular com o aplicativo que permite acionar bombeiros e pm. Ao fundo da imagem há um caminhão dos bombeiros e motos da corporação.
(Gov. do Estado de São Paulo)

Para utilizar os aplicativos, o usuário vai precisar fazer um breve cadastro com nome completo, telefone, e-mail e CPF. Depois disso, já poderá informar a ocorrência e confirmar a localização para que as viaturas dos Bombeiros ou da Polícia Militar possam atender ao chamado.

O aplicativo dos bombeiros, segundo o governo, vai atender todo tipo de ocorrência como incêndios, afogamentos, atropelamentos, vítimas de acidente de trânsito e paradas cardiorrespiratórias. Já o 190 SP vai permitir o registro de chamadas de violência doméstica, perturbação do sossego e aglomeração, por exemplo. A partir de fevereiro, o aplicativo da polícia irá permitir também o envio de fotos, áudios e vídeos de até 10 segundos como reforço do fato registrado. Outras modalidades de ocorrência serão disponibilizadas futuramente, na atualização do aplicativo.

Por Agência Brasil

Lula venceria eleição no primeiro turno, aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (16/12) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial de 2022 com larga vantagem, com 48% das intenções de voto.

É mais que o dobro dos pontos percentuais do segundo colocado, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece com 22%. Levando em consideração apenas os votos válidos, o petista seria eleito já no primeiro turno.

Em terceiro lugar está o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos), com 9% dos votos, seguido de perto pelo ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que aparece com 7%. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem 4% das intenções de voto.

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (Arquivo/Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Outros 8% disseram que não votariam em ninguém, votariam em branco ou anulariam o voto, e 2% responderam que não sabem.

Comparando os resultados com as pesquisas anteriores, é possível perceber que a chegada de Moro à corrida eleitoral não alterou significativamente as intenções de voto dos dois primeiros colocados. O ex-juiz se consolida como uma opção da chamada terceira via, ao lado de Ciro Gomes.

Lula é preferido entre jovens e no Nordeste

De acordo com a pesquisa, Lula é o candidato preferido entre os mais jovens (54%), menos escolarizados (56%), mais pobres (56%) e no Nordeste (21%).

Já Bolsonaro tem 47% de preferência entre os empresários, 32% entre quem ganha de cinco a dez salários mínimos e 34% entre quem ganha mais de dez salários mínimos. Em relação à região, Bolsonaro é o preferido no Sul (27%).

Em um segundo cenário pesquisado pelo Datafolha, que incluía mais candidatos, os números quase não mudam. Lula tem 47% dos votos, e Bolsonaro tem 21%. Em seguida vêm Moro (9%), Ciro (7%) e Doria (3%). Simone Tebet (MDB) e Rodrigo Pacheco (PSD) aparecem com 1% dos votos. Aldo Rebelo (sem partido), Alessandro Vieira (Cidadania) e Felipe d’Avila (Novo) não pontuaram.

O Datafolha ouviu presencialmente 3.666 pessoas com mais de 16 anos, em 191 cidades do Brasil, entre 13 e 16 de dezembro.

Pesquisa Ipec

O resultado da pesquisa Datafolha é quase o mesmo de pesquisa realizada pelo Ipec e divulgada na terça-feira. Segundo o levantamento, Lula aparece com 48%, seguido de Bolsonaro (PL), com 21%; Sergio Moro (Podemos), 6%; Ciro Gomes (PDT), 5%; André Janones (Avante), 2%; João Doria (PSDB), 2%; Cabo Daciolo (PMN-Brasil), 1%; e Simone Tebet (MDB), também com 1%.

Alessandro Vieira (Cidadania), Felipe d’Ávila (Novo), Leonardo Péricles (UP) e Rodrigo Pacheco (PSD) aparecem com 0%. Os votos brancos e nulos somam 9%, e o percentual dos que não souberam ou não responderam é de 5%.

Por Deutsche Welle
le/ek (ots)

Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro e Moro, diz pesquisa

Lula lidera corrida presidencial para 2022

Uma pesquisa realizada pelo Ipec, divulgada nesta terça-feira (14/12), coloca o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com expressiva vantagem em relação ao atual mandatário, Jair Bolsonaro, e aos demais nomes cotados para concorrer nas eleições presidenciais do ano que vem.

O levantamento também revela um leve aumento na reprovação ao governo Bolsonaro, com 55% dos entrevistados avaliando a gestão do presidente como ruim ou péssima.

Nos dois cenários avaliados pela pesquisa para a eleição presidencial, Lula aparece com 27 pontos percentuais à frente de Bolsonaro.

Lula lidera corrida presidencial para 2022
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-Presidente da República

No cenário 1, que inclui a maioria dos presidenciáveis, dos mais populares aos menos conhecidos, Lula aparece com 48%, seguido de Bolsonaro (PL), com 21%; Sergio Moro (Podemos), 6%; Ciro Gomes (PDT), 5%; André Janones (Avante), 2%; João Doria (PSDB), 2%; Cabo Daciolo (PMN-Brasil), 1%; e Simone Tebet (MDB), também com 1%.

Alessandro Vieira (Cidadania), Felipe d’Ávila (Novo), Leonardo Péricles (UP) e Rodrigo Pacheco (PSD) aparecem com 0%. Os votos brancos e nulos somam 9%, e o percentual dos que não souberam ou não responderam é de 5%.

No cenário 2 da pesquisa, com número reduzido de candidatos, Lula também está à frente dos demais, com 49% das intenções de voto, seguido de Bolsonaro (22%), Sergio Moro (8%), Ciro Gomes (5%) e João Doria (3%). Os brancos e nulos somam 9%, e os que não souberam ou não responderam, 3%.

Os resultados não podem ser comparados com levantamentos anteriores em razão de mudanças nos nomes avaliados pela pesquisa.

Reprovação ao governo em alta

Jair Bolsonaro, de terno escuro e gravata azul, fala ao microfone enquanto outros homens de terno e gravata ao fundo acompanham.
Jair Bolsonaro, Presidente da República (Isac Nóbrega/PR)

A reprovação ao governo Bolsonaro aumentou em relação ao levantamento anterior realizado pelo Ipec. Entretanto, as variações estão, na maior parte, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

O percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo é de 55%. Os que consideram a atual gestão como regular somam 25%, e 19% acham o governo ótimo ou bom. O percentual dos que não souberam ou não responderam é de 1%.

Na pesquisa anterior do Ipec, realizada em setembro, o percentual de ótimo ou bom era 22%; o de regular, 23%; e o de ruim ou péssimo, 53%. Os que não souberam ou não responderam também somavam 1%.

Em fevereiro de 2021, o percentual dos que avaliavam o governo como ruim ou péssimo era de 39%.

Maneira de governar

Ao serem perguntados se aprovam ou desaprovam a maneira como Bolsonaro governa o país, 27% disseram que aprovam, enquanto 68% reprovam e 4% não souberam ou não responderam.

A única variação em relação à pesquisa de setembro está no percentual dos que aprovam, que era de 28%.

Desconfiança nas alturas

Segundo o Ipec, a desconfiança no presidente continua em alta. Ao responderem se confiam ou não em Bolsonaro, 70% dos entrevistados disseram que não confiam, enquanto 27% disseram que confiam. Somente 3% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa anterior, 28% dos entrevistados diziam confiar em Bolsonaro, 69% diziam não confiar e 3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa do Ipec foi realizada entre 9 e 13 de dezembro e ouviu 2002 pessoas em 144 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais e para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica – foi criado por ex-executivos do Ibope Inteligência, que encerrou suas atividades no início de 2021, e realiza trabalhos na área de consultoria e inteligência em pesquisas de mercado, opinião pública e política.

Por Deutsche Welle
rc/as (ots)

Aeroportos de São Paulo podem exigir passaporte da vacina

Duas pessoas, vestindo roupa especial anti-infecção se cumprimentam. Ao fundo, aviões estacionados no aeroporto e cones de sinalização na pista do aeroporto.

O estado de São Paulo poderá passar a exigir o passaporte vacinal contra a covid-19 a partir de 16 dezembro em seus aeroportos (Cumbica, Viracopos e Congonhas). A medida valeria também para o Porto de Santos.

De acordo com o governador João Doria, caso o governo federal não adote o passaporte até o dia 15 de dezembro, prazo estabelecido, os aeroportos e o porto passarão a fazer a exigência, mesmo tratando-se de espaços subordinados à administração federal. Um ofício foi enviado pelo governo estadual ao Ministério da Saúde pedindo a adoção da obrigatoriedade da apresentação do comprovante de vacinação.

A medida no território paulista atingiria boa parte dos viajantes que chegam ao Brasil, já que os três aeroportos respondem por dois terços do total de voos internacionais no país.

Quarentena

(Arquivo/Felipe Dalla Valle/Gov. do Estado do Rs/via Fotos Públicas)

Ontem (7), o governo federal anunciou que vai exigir quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados contra a covid-19 que desembarcarem no Brasil.

Ao comentar a possibilidade de exigência de um certificado de vacinação para viajantes que queiram entrar no país, recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, avaliou que o enfrentamento à pandemia não diz respeito apenas a um documento que mais causa discórdia do que consenso.

Para o ministro, os países que identificaram as novas variantes não podem ser punidos com restrição aos seus cidadãos.

Estado reserva 12 milhões de doses da Coronavac para crianças

Governador João Doria, usando máscara preta, terno azul marinho e camisa social azul clara, segura o microfone com a mão direita durante entrevista coletiva sobre aplicação da vacina coronavac em crianças. Ao fundo, tons verdes e parte da árvore de natal, com detalhes amarelos, no palácio dos bandeirantes.

Durante coletiva de imprensa desta quarta-feira (8), o governador do estado de São Paulo João Doria anunciou que o governo reservou 12 milhões de doses da vacina Coronavac para crianças de 3 a 11 anos.

Na próxima semana, o Instituto Butantan vai encaminhar à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nova solicitação para liberação do imunizante contra Covid-19 para este público-alvo. O primeiro pedido foi protocolado em agosto.

“Agora temos um segundo pedido, acompanhado dos estudos feitos pela Sinovac, laboratório privado chinês que produz a Coronavac. Lembrando que a Coronavac já é aplicada em crianças de 3 a 11 anos na China, Filipinas, Malásia, Chile e Equador. Portanto, com isso, o Instituto Butantan entende que é hora de iniciar a vacinação de crianças no Brasil e a Coronavac mostra-se eficaz, segura e adequada para a vacinação de crianças”, afirmou Doria.

Governador João Doria, usando máscara preta, terno azul marinho e camisa social azul clara, segura o microfone com a mão direita durante entrevista coletiva sobre aplicação da vacina coronavac em crianças. Ao fundo, tons verdes e parte da árvore de natal, com detalhes amarelos, no palácio dos bandeirantes.
João Doria, governador de São Paulo (PSDB) (Reprodução)

A quantidade de doses da vacina é suficiente para imunizar todas as crianças de 3 a 11 anos do estado de São Paulo, que tem 5,1 milhões de pessoas destas faixas etárias. O excedente deve ser negociado pelo Instituto Butantan com outros países, estados e municípios do Brasil.

“Estamos preparando o segundo dossiê para a Anvisa solicitando essa autorização e esperamos que a Anvisa nos atenda neste pleito, que é necessário para o Brasil, à semelhança do que acontece em outros países, já usando extensivamente essa vacina”, destacou o Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Por TV Cultura

“O PSDB foi devastado pelo bolsonarismo”, diz cientista político

Fundado em 1988, a partir de dissidências com o antigo MDB, o PSDB nasceu com cara de centro-esquerda, reunindo social-democratas e liberais progressistas. Em pouco tempo o partido se tornou uma das âncoras da política partidária no Brasil, tendo elegido Fernando Henrique Cardoso presidente.

Os últimos anos, no entanto, foram complexos para a legenda, que se misturou em 2018 ao bolsonarismo e se depara, agora, com um enorme desafio.

O governador de São Paulo, João Doria, derrotou o colega Eduardo Leite (RS) e foi o escolhido em prévias partidárias como o nome do PSDB para disputar a Presidência da República em 2022.

João Doria, governador de São Paulo (Valter Campanato/Agência Brasil)

O resultado, no entanto, mostra um partido dividido quase ao meio e lideranças históricas com bastante dificuldade em caminhar ao lado de Doria. O drama do PSDB reflete a conjuntura político-partidária do Brasil, analisa o cientista político Jairo Nicolau, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“O PSDB vive uma crise de identidade muito grande, não consegue se encontrar neste cenário nacional. Aconteceu a mesma coisa com o [antigo] PFL, com o MDB também. Esses três partidos, que eram âncoras da política brasileira durante muito tempo, foram devastados pelo bolsonarismo. Uma parte deles aderiu ao bolsonarismo, outra parte rompeu com Bolsonaro, mas eles não têm mais lugar. Essas forças de centro, centro-direita, centro-esquerda, de 2018 para cá foram perdendo muito espaço na política brasileira com a ascensão do bolsonarismo”, diagnostica o professor.

Doria não é um nome consensual no partido, mas não pode ser subestimado, diz Nicolau. “Ele foi se impondo a lideranças tradicionais e hoje controla o partido. Ele mostrou muita força. É uma pessoa muito determinada.”

Para o cientista político, o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro se colocou no palco de 2022 há poucos dias e é em função dele que os outros partidos começaram a se movimentar. Sem uma liderança óbvia e carismática, os partidos que tentam ocupar o espaço do centro patinam, tentando emplacar um nome sem sucesso, enquanto Moro reaparece “e toma todo o espaço”, analisa.

DW Brasil: Além da polêmica do processo das prévias em si, com problemas na votação pelo aplicativo e denúncias de fraudes, o resultado mostrou um PSDB bem dividido. Quais as consequências disso?

Jairo Nicolau: Uma consulta para escolha de candidato por intermédio de prévias sempre tem esse risco. Em geral, achamos simpático, porque é uma forma de consultar os filiados e dar voz às pessoas que participam da vida do partido. Mas muitas vezes há o risco de que esse processo seja tão polarizado e complexo que gere rusgas que depois transbordem para além das prévias. No caso do PSDB, sem as prévias o partido já estava dividido. Não sou especialista na vida interna do PSDB, mas o que vimos foi a formação de uma frente ampla contra o João Doria, e essa frente foi derrotada. Ela uniu políticos da primeira geração do PSDB, como é o caso de Tasso Jereissati, o PSDB de Minas, o PSDB do Rio Grande do Sul, com Eduardo Leite [derrotado por Doria nas prévias]. Mas não deu certo.

O Doria tem o controle do partido, já se supunha que isso aconteceria. Tentaram a candidatura do Tasso, que talvez tivesse mais envergadura para enfrentar o Doria, mas não deu certo. Claro que uma parte de governadores e políticos que apostaram no Eduardo Leite vão se recompor politicamente com Doria. Mas há outros segmentos. O [Geraldo] Alckmin foi derrotado, o Aécio [Neves] em Minas. E o próprio Eduardo Leite, que não deve participar da campanha [presidencial] ativamente. Ele não deve participar do comando da campanha do Doria.

O PSDB já estava numa situação difícil, o partido perdeu muito espaço na política nacional e tem uma divisão interna muito forte, com uma ala grande bolsonarista. Temos visto isso nas votações no Congresso, com o partido sempre acompanhando o governo. O partido perdeu muito, e Doria não é um nome consensual. Ele foi se impondo a lideranças tradicionais e hoje controla o partido. Ele mostrou muita força. É uma pessoa muito determinada. Mas o partido já vinha num processo de esvaziamento, perda de lideranças, foi mal em 2018, se recuperou um pouco em 2020.

Quais seriam, na sua avaliação, as causas desse esvaziamento do PSDB? Essa guinada à direita, certa adesão ao bolsonarismo, teria relação com isso, pelo paradoxo de o PSDB ter nascido como um partido social-democrata?

Acho que o partido ficou muito tempo fora do governo, durante a era petista. Foram quatro derrotas em sequência, no segundo turno. O partido foi perdendo força, e houve aposentadorias, esvaziamento da bancada, dificuldades estaduais. Exemplo: no Ceará tem o Tasso Jereissati [hoje senador], mas ele não criou uma liderança do partido para sucedê-lo. No Paraná, tinha o José Richa, fundador do PSDB. O Beto Richa [ex-governador] herdou, mas depois de escândalos também não tem liderança jovem e emergente no partido. As únicas exceções talvez fossem o Bruno Covas [ex-prefeito de São Paulo], que faleceu em São Paulo, e o próprio Eduardo Leite, que tem menos de 40 anos.

Depois de 2014, foi um momento de recuperação do PSDB, mas isso mudou de 2015 para frente, com o seu candidato a presidente [Aécio Neves] envolvido em escândalos de corrupção, e depois com o Doria se afastando de lideranças antigas do partido. Não vamos esquecer que a inflexão do PSDB forte para Bolsonaro aconteceu em 2018, quando Doria e Eduardo Leite o apoiaram no segundo turno.

Tem aí um componente de um partido que vive uma crise de identidade muito grande, não consegue se encontrar neste cenário nacional. Aconteceu a mesma coisa com o PFL, que sumiu também agora, virou outra coisa, outra força, essa União Brasil. Com o MDB também. Esses três partidos que eram âncoras da política brasileira durante muito tempo foram devastados pelo bolsonarismo. Uma parte deles aderiu ao bolsonarismo, outra parte rompeu, mas não tem mais lugar. Essas forças de centro, centro-direita, centro-esquerda, de 2018 para cá foram perdendo muito espaço na política brasileira com a ascensão do bolsonarismo.

Alguns políticos foram atraídos como ímã, não são social-democratas, nem social-liberais; são políticos pragmáticos que estão no PSDB e que poderiam estar em qualquer outra legenda. Eu não vou me assustar se uma parte do PSDB, em abril de 2022, muitos dirigentes e deputados, acabar indo para o campo do [Sergio] Moro, ou para o União Brasil, ou um campo bolsonarista. Não resta muito lugar no Brasil para a centro-esquerda.

Por quê?

O Brasil não tem mais centro, nem centro-esquerda. Virou um país do petismo e do bolsonarismo. Os outros são satélites destas duas forças e estão esperando os movimentos de cada um, as composições dos palanques estaduais. É realmente difícil a situação do PSDB. Tinham um candidato que poderia ajudar a renovar o partido, a direção e a linguagem [Eduardo Leite], mas ele foi derrotado. Não é que Doria não seja uma renovação. Também é. Mas ele divide muito o partido internamente, cria muitas arestas. Ainda não se sabe como Doria está compondo com esse campo de centro-direita. Parece que ele conversa, mas não vejo hoje um lugar muito especial para o PSDB no cenário político pós-2022. Acho que o PSDB vive muita dificuldade e caminha para ser um pequeniníssimo partido, com quem sobrar, algumas lideranças.

João Doria tem alguma condição de ser uma espécie de catalisador desta eventual terceira via?

É muito cedo. Eu diria que não, mas já errei duas vezes. Errei muitas vezes com o Doria. Achava que ele não ia conseguir indicação para ser candidato a prefeito. Depois ele ganhou no primeiro turno, em todas as favelas e bairros da periferia de São Paulo. Depois saiu para a eleição de governador, sem base, e ganhou. E agora esse movimento das prévias nacionais. Ele é um político muito ousado, rápido. É uma biografia relâmpago. Agora, não sei se podemos tirar o Doria [do páreo]. Ele pode fazer uma campanha bem feita, ganhar força a partir de São Paulo. A probabilidade de sucesso dele, para mim, é baixa, mas eu não diria que não existe. Ele é um sujeito obstinado, tem um papel importante no processo de vacinação no país, tem recursos para fazer campanha [pessoal e do PSDB]. Ele está mal nas pesquisas, pior do que se imaginava, mas vamos deixar o tempo decantar. Com o Doria eu aprendi que é necessário prudência. Em 2018, todo mundo apostava que o [Geraldo] Alckmin ia virar, ia subir com aquela aliança no horário eleitoral e aquela dinheirama, e não subiu. E pode ser que o Doria consiga. Eu não descartaria. Está muito cedo para descartes peremptórios.

Você citou que há pouco espaço entre petismo e bolsonarismo. Mas a avaliação positiva de Bolsonaro não está ultrapassando 20% nas pesquisas recentes. Ou seja, tem um universo aí no meio que não se organiza partidariamente pelo centro. É reflexo de um momento político?

Sim, o governo federal está tendo muitas dificuldades. Bolsonaro cometeu muitos erros de gestão de políticas públicas e de coordenação política, e está pagando por isso. Primeiro, não tem nenhuma liderança política óbvia neste campo alternativo. Veja o Sergio Moro [ex-juiz e ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro]. Ele se filiou ao Podemos há 20 dias e já está operando. E em função dele a política está se reorganizando. Pessoas estão se filiando ao Podemos, ele atraiu a cúpula dos militares, a turma da Lava Jato. Ou seja, isso é fazer política, no sentido de ocupar espaço.

Agora, a política brasileira depende muito de lideranças. Não somos como a política alemã, em que os partidos escolhem [nomes e candidatos]. Há países que têm força partidária, as pessoas têm vínculos com os partidos. Você sabe que tem uma parte conservadora e busca o candidato conservador, seja quem for. Veja aqui: se o PSDB tivesse um nome brilhante, jovem, popular, se o Moro não tivesse feito as lambanças da Lava Jato e tivesse no PSDB, nossa mãe… Seria o casamento de um partido que tem estrutura e tradição de disputar eleição presidencial com um nome.

Agora não tem esse casamento. Os nomes que vão aparecendo vão morrendo, inclusive nas pesquisas. Eles não convencem os colegas do mesmo campo político. O [Luiz Henrique] Mandetta não conseguiu, o [Luciano] Huck não conseguiu, o [Eduardo] Leite não conseguiu, o Tasso [Jereissati] desistiu, o Ciro [Gomes] está vivendo dificuldades. Não apareceu um nome óbvio, bom de palanque, carismático, com popularidade. Não apareceu. Aí os partidos ficam batendo cabeça, lançado nomes para ver se alguém pega. Ninguém pegou. Ninguém passou de 5 pontos nas pesquisas. Neste vazio, reapareceu o Moro. Na ideia de que a elite tradicional ia se acertar com o Mandetta, o Eduardo Leite, alguém do MDB, ou o Rodrigo Pacheco (PSD), quem tiver melhor fica, nisso apareceu o Moro e tomou todo espaço.

Por Malu Delgado, da Deutsche Welle

João Doria será o candidato do PSDB à presidência

João Doria, atual governador de São Paulo, será o candidato do PSDB à presidência da República. A confirmação do nome de Doria ocorreu após conclusão das prévias do partido.

“Ele foi escolhido por 53,99% dos filiados que votaram nas prévias”, publicou o PSDB em uma rede social.

Além de Doria, outros dois políticos tucanos disputavam indicação: Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Arthur Virgílio, ex-prefeito de Manaus.

A apuração dos votos começou às 17h, logo após o fim da votação das prévias. Foram registrados mais de 23 mil votos na disputa.

Ao final da votação, os três fizeram um pronunciamento e pregaram a união do partido na luta por uma vaga no Palácio do Planalto.

“Nós estaremos juntos, seja quem for o vencedor”, afirmou Doria.

“A real diferença que nós temos é com os populistas, bons de bico do outro lado. A real diferença que nós temos é com os populistas, bons de bico, do outro lado”, completou Leite em seguida.

*Com TV Cultura

PSDB retoma prévias neste sábado

João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio com as mãos juntas, uma em cima da outra

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, decidiu que a votação das prévias do partido para as eleições presidenciais de 2022 será retomada no próximo sábado (27), a partir das 8h.

No último dia 21, uma instabilidade no aplicativo pelo qual ocorria a votação fez com que o processo fosse suspenso. Segundo o PSDB, os votos registrados na ocasião foram preservados.

Disputam a vaga de candidato ao Executivo pelo partido o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o governador de São Paulo, João Doria.

João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio com as mãos juntas, uma em cima da outra
João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio (Reprodução)

Os três se pronunciaram a favor da retomada da votação. “Que as prévias se concretizem e que o vencedor seja apoiado por todos”, publicou Virgílio nas redes sociais; “A conclusão das prévias tem nosso apoio”, disse Leite; “Concordamos e apoiamos a decisão do presidente do PSDB, Bruno Araújo, para dar prosseguimento às prévias do PSDB amanhã”, escreveu Doria.

Por TV Cultura