Cris Guterres comanda novo programa jornalístico da TV Cultura

(Nathalie Bohm/TV Cultura)

A TV Cultura estreia nesta sexta (9) o programa Estação Livre, apresentado pela jornalista e empreendedora Cris Guterres, considerada pela revista Forbes uma das criadoras de conteúdo mais inovadoras de 2020. Feita por uma maioria de mulheres pretas, a atração tem a missão de valorizar a cultura negra, a rica diversidade do Brasil e trazer a sociedade para repensar e ajudar a reconstruir um país mais justo para todos. O programa vai ao ar às 22h, na TV Cultura, site oficial, canal no YouTube e redes sociais da emissora. 

O programa vai mostrar histórias, lutas e conquistas de pessoas que encontraram seus espaços e se tornaram referência no Brasil e no mundo, e também de quem apoia a diversidade de um país plural como o Brasil. Mulheres e homens de várias áreas e profissões, negros e não negros que fazem a diferença e ajudam a valorizar a cultura black. Segundo o IBGE, o Brasil é composto por 54% de pessoas pretas e pardas.

“Num momento como esse vivido pelo Brasil, em que os extremos ser acirram e acabam se sobrepondo ao bom senso, a TV Cultura – como uma emissora pública – tem a obrigação de propor programas como o Estação Livre: um espaço de conteúdo onde a diversidade, a inclusão e as ações da sociedade civil se encontram e se fazem representar por quem realmente importa, o povo brasileiro”, afirma Eneas Carlos Pereira, diretor de Programação da emissora.

Com uma hora de duração e edições temáticas, o Estação Livre tem participação de convidados e reportagens feitas pelos jovens vídeorrepórteres Lucas Veloso e Rodney Suguita. Entre os assuntos abordados estão empreendedorismo, comunidades, literatura, dança, gastronomia e artes plásticas.

“Quanto mais tivermos um país rico em diversidade, como é o Brasil, mais ganharemos em intelectualidade, formação e cultura. Elementos que contribuem para o crescimento e não para segregar. Cada pessoa que passar pelo Estação Livre contribuirá e muito para o desenvolvimento genuíno de todos nós”, afirma Kelly Castilho, diretora do programa com mais de 25 anos no mercado de filmes publicitários e cinematográficos.

“É um programa para todos, afinal a sociedade brasileira é muito diversa, composta por pessoas brancas, negras, indígenas, pessoas de descendência asiática, libanesa”, completa a apresentadora, Cris Guterres.

Na edição de estreia, o tema é empreendedorismo. Participam do programa Adriana Barbosa, CEO da Casa Preta Hub – centro de capacitação digital para empreendedores -, e Vras77, diretor de audiovisual que abriu uma produtora de vídeo, onde ele mesmo construiu seus próprios equipamentos por falta de dinheiro para investir. Geraldo Rufino, fundador da Jr Diesel, fala sobre como começou a empreender e qual seu conselho para os futuros empreendedores. 

Nova grade

Estação Livre é parte da nova grade de jornalismo da TV Cultura. A emissora, que já tinha em sua programação o Roda Viva e o #Provoca, às segundas e terças-feiras, no início de 2021 lançou os programas Manhattan Connection e Linhas Cruzadas, às quartas e quintas-feiras, e agora, completa a faixa semanal das 22h, com o Estação Livre.

“A preocupação com a diversidade de olhares e de pontos de vista está no DNA da TV Cultura. E o Estação Livre cumprirá um papel crucial, de trazer para a grade da emissora uma visão jornalística sobre a cultura afro contemporânea, do empreendedorismo à música, da dança à cozinha, dos problemas e das soluções. Estamos muito felizes que essa missão esteja sendo abraçada por um grupo de mulheres negras”, comenta Leão Serva, diretor de Jornalismo.

Sobre a apresentadora

Cris Guterres é jornalista e empreendedora. Ela é co-fundadora e Diretora Criativa da agência Meteora, onde ao lado da publicitária Renata Hilario apresenta o podcast Meteora, reconhecido como um dos mais inovadores do país em 2019 pelo Youpix Builders. Em 2018, venceu o primeiro reality show brasileiro a premiar equipes empreendedoras ao criar um produto para a maior marca de chocolates do mundo, a Cacau Show. A jornalista também é colunista do Universa do UOL.

Por TV Cultura

Jornalista esportivo Paulo Stein morre vítima de covid-19

O jornalista esportivo Paulo Stein morreu hoje (27), aos 73 anos, no Rio de Janeiro, por complicações decorrentes da covid-19. A informação foi divulgada pela Associação dos Cronistas Esportivos do Rio (Acerj), em sua página na rede social Facebook.

Stein estava internado no Hospital Estadual Anchieta e deve ser cremado amanhã à tarde no cemitério do Caju, apenas na presença da família.

Paulo Stein era uma referência no jornalismo esportivo e foi narrador e comentarista de emissoras como a TV Manchete e o SporTV.

Por Victor Abdala, da Agência Brasil

Trump pede demissão de repórter da Fox News

No debate sobre supostos comentários depreciativos a respeito de soldados americanos mortos em guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a demissão de uma jornalista da emissora Fox News em postagens no Twitter neste sábado (05/09).

A repórter confirmou com duas fontes informações similares às reportadas pela revista The Atlantic na semana passada. Segundo a publicação, o republicano chamou de “perdedores” e “otários” soldados americanos mortos em combate durante a Segunda Guerra Mundial durante uma viagem à França em novembro de 2018, ao cancelar uma visita a um cemitério militar.

A desculpa oficial para cancelar o compromisso havia sido o mau tempo. “Por que eu devo ir até aquele cemitério? Está cheio de perdedores”, teria questionado Trump, antes de se referir aos militares caídos em batalha como “otários”, por não terem sobrevivido. Segundo o periódico, a principal preocupação de Trump era que seu penteado fosse afetado pela chuva.

A repórter da Fox News, Jennifer Griffin, disse que dois ex-funcionários do governo confirmaram a ela que o presidente “não queria ir homenagear os americanos mortos na guerra” no cemitério de Aisne-Marne, nos arredores de Paris, sugerindo que o clima não era um fator determinante.

Um funcionário do governo americano também disse a ela que Trump havia usado a palavra “otários” para depreciar os militares, mas em um contexto diferente, relacionado à Guerra do Vietnã.

“Quando o presidente falou sobre a Guerra do Vietnã, ele disse: ‘Foi uma guerra estúpida. Qualquer um que fosse era um otário'”, disse ela, citando o funcionário não identificado. “Era uma falha de caráter do presidente. Ele não conseguia entender por que alguém morreria por seu país, não valia a pena”, disse a fonte.

“Jennifer Griffin deveria ser demitida por este tipo de reportagem. Nunca nos ligou para comentar. @FoxNews se foi!”, escreveu Trump no Twitter.

Vários dos colegas de Griffin na Fox a defenderam publicamente no Twitter, junto com o congressista republicano Adam Kinzinger, que a chamou de “justa e sem medo”. 

“Posso dizer que minhas fontes são incontestáveis”, disse Griffin no ar no sábado em sua emissora.”Minhas fontes não são anônimas para mim e duvido que sejam anônimas para o presidente.”

Trump tem se defendido furiosamente após a publicação do artigo no The Atlantic, tuitando e retuitando textos que condenam a revista como “fake news”. Ele chamou de “nojento” o editor-chefe do periódico, Jeffrey Goldberg, autor do artigo.

Até mesmo a frequentemente silenciosa primeira-dama veio a público defender seu marido. “Estes são tempos muito perigosos, quando se acredita mais em fontes anônimas do em todos os outros, e ninguém sabe a motivação delas. Isso não é jornalismo – isso é ativismo”, escreveu Melania Trump no Twitter.

Seu adversário democrata na corrida pela Casa Branca, Joe Biden, chamou os supostos comentários de “doentios”, “patéticos”, “não americanos” e “não patrióticos”, dizendo que, se Trump realmente descreveu os soldados americanos caídos como “perdedores” e “otários”, isso seria algo “nojento”. O filho de Biden, Beau, que morreu de um tumor cerebral em 2015, serviu na guerra do Iraque.

MD/afp/ap/dpa/rtr

Por Deutsche Welle

Após ataques a jornalistas, funcionários da prefeitura do Rio são alvos da polícia

(TV Globo/Reprodução)

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou hoje (1) a Operação Freedom, contra funcionários públicos da Prefeitura do Rio de Janeiro suspeitos de crimes contra jornalistas no exercício da função. O caso também é alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que apura se o prefeito Marcelo Crivella montou e manteve um serviço ilegal para cercear a atividade jornalística na porta de hospitais municipais.

Segundo nota da Polícia Civil, foram realizadas buscas e apreensões contra nove pessoas, com o objetivo de auxiliar inquérito que apura os crimes de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, associação criminosa e advocacia administrativa.

O inquérito está sendo conduzido pela Delegacia de Repressão aos Crimes Organizados e Inquéritos Especiais (Draco-IE), e os mandados foram expedidos pelo plantão noturno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

O caso também está sob investigação da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). Segundo a assessoria de imprensa do MP-RJ, foi instaurado nesta terça-feira um procedimento preparatório criminal para investigar crimes que teriam sido cometidos pelo prefeito.

O Ministério Público afirma que partiu de uma denúncia exibida pela TV Globo na noite de ontem (31), com uma reportagem que apontava a atuação de funcionários da prefeitura na porta de hospitais municipais, no sentido de impedir denúncias da imprensa e de dificultar reclamações por parte dos cidadãos. Segundo a reportagem, os funcionários públicos se articulavam em um grupo de Whatsapp chamado “Guardiões do Crivella”.

“Além dos crimes de associação criminosa e constrangimento ilegal, previstos nos artigos 288 e 146 do Código Penal, será avaliada a prática da conduta criminosa do artigo 1º, inciso II do decreto lei 201/67, que dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos”, diz o texto do MP-RJ.

A 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital também deve atuar para apurar possíveis irregularidades cometidas no âmbito da improbidade administrativa.

Em nota, a Prefeitura do Rio de Janeiro afirma que funcionários ficavam nas portas dos hospitais para esclarecer a população.

Por Vinicius Lisboa – Repórter da Agência Brasil 

“Qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável”, diz ministro

Fernando Azevedo e Silva, futuro Ministro da Defesa (José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou nesta segunda-feira (4), por meio que nota, que agressão a profissionais de imprensa é “inaceitável”. Ele também defendeu a liberdade de expressão e destacou que as Forças Armadas prezam pela independência e a harmonia entre os Poderes da República.

“As Forças Armadas cumprem a sua missão Constitucional. Marinha, Exército e Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do País. A liberdade de expressão é requisito fundamental de um País democrático. No entanto, qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável”, diz um trecho da nota.

Ontem (3), durante ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, em frente ao Palácio do Planalto, na Praça dos Três Poderes, jornalistas de diferentes veículos de comunicação, que cobriam a atividade, foram agredidos fisicamente por manifestantes. Entre os profissionais que sofreram agressões está o fotógrafo Dida Sampaio, do jornal O Estado de S. Paulo, que foi alvo de socos e pontapés e precisou ser hospitalizado.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro, que acompanhou as manifestações de domingo, disse que não viu, do alto da rampa do Palácio do Planalto, as agressões, mas defendeu a punição dos responsáveis.

Na nota, o ministro Fernando Azevedo e Silva ainda defendeu que o país se concentre no combate à pandemia do novo coronavírus e que os militares devem respeitar a “lei, a ordem, a democracia e a liberdade”.

“O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma Pandemia de consequências sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos. As Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade. Este é o nosso compromisso.”

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil 

PGR pede investigação sobre agressões à jornalistas

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu hoje (4) ao Ministério Público do Distrito Federal que apure as agressões sofridas por jornalistas durante manifestação ocorrida ontem (3) em Brasília. No ofício enviado ao órgão, Aras defende a responsabilização penal dos autores. 

“Tais eventos, no entender deste Procurador-Geral da República, são dotados de elevada gravidade, considerada a dimensão constitucional da liberdade de imprensa, elemento integrante do núcleo fundamental do Estado Democrático de Direito”, afirmou Aras.

Ontem (4), data em que se celebrava o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o fotógrafo Dida Sampaio, do jornal O Estado de S. Paulo, foi agredido com socos e chutes quando tentava registrar fotos do presidente Jair Bolsonaro cumprimentando os manifestantes em frente ao Palácio do Planalto. Além de Sampaio, o motorista do jornal Marcos Pereira foi derrubado com uma rasteira. Os agredidos deixaram o local escoltados pela Polícia Militar. Jornalistas de outros veículos também foram hostilizados durante o ato. 

As agressões foram repudiadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e por entidades da sociedade civil. 

Os manifestantes levavam faixas com mensagens contrárias ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal e de apoio ao presidente. 

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil

Bocardi pergunta se rapaz pega bolinha de tênis e é acusado de preconceito

Rodrigo Bocardi, da TV Globo, fez o questionamento quando atleta aguardava metrô; para especialista, fala sem intenção não retira o preconceito

O apresentador da TV Globo Rodrigo Bocardi perguntou a um atleta negro do clube Pinheiros, que fica localizado em bairro rico de mesmo nome na cidade de São Paulo, se ele era pegador de bolinhas de tênis. O questionamento aconteceu durante entrevista ao vivo no Bom Dia São Paulo, jornal transmitido no começo da manhã na capital, nesta sexta-feira (7/2).

Um repórter que informava sobre a situação do transporte público enquanto estava na estação Dom Pedro II da linha 3 – Vermelha do metrô quando se dirigiu ao atleta. Leonel, como se identificou, disse que não havia embarcado ainda por conta da lotação dos trens e, na sequência, Bocardi falou.

“O Leonel vai pegar bolinha lá no Pinheiros, não?”, perguntou o apresentador, em um pedido para o repórter transmitir a questão ao jovem e insistiu quando a pergunta feita era sobre o local em que ele faria baldeação, não sobre a profissão. Questionado sobre se era pegador de bolinha de tênis, Leonel respondeu negativamente.

“Não [vou pegar bolinhas], eu sou atleta do Pinheiros. Jogo polo aquático”. Em seguida, o apresentador comentou. “Aí sim! Está pensando o quê?! E eu pensando que eram meus parceiros que ajudam nas partidas, tal. Jogador de polo aquático, olha que fera! Manda os parabéns”, respondeu Bocardi, agradecendo o “sorrisão” com que Leonel atendeu a equipe da Globo.

Ainda no jornal, Bocardi se explicou dizendo que “foi pela camiseta” que fez o comentário “na maior inocência”. “Pela camiseta fui e perguntei, está lá junto comigo todo dia. Assim como existem brancos, negros de todo quanto o que é tipo ali. Não tem isso”, disse o apresentador para “terminar numa boa a sexta-feira”. “Quem vê preconceito nisso não está sendo justo”, finalizou.

O comentário teve repercussão negativa nas redes sociais, em que acusavam Bocardi de racismo. O apresentador usou seu perfil no Twitter para dar sua versão, citando ser “muito triste a acusação de preconceito”. Segundo ele, a confusão ocorreu pelo fato dos pegadores usarem uniforme e os atletas não terem essa obrigação.

“Não o chamei de pegador pela cor da pele ou pela presença num trem. Chamei-o por ver que vestia o uniforme que eu sempre vejo os pegadores usarem. Peço desculpas a todos e em especial ao Lionel”, escreveu Bocardi, que relembrou sua “origem humilde”, quando pegava ônibus para ir e voltar do trabalho e escola. “Alguém como eu não pode ter preconceito”, seguiu.

Após uma série de cinco postagens, o apresentador comentou sobre a foto que usa em seu perfil nas redes sociais, na qual aparece rodeado de garotos negros. “A foto do meu perfil neste Twitter está aí desde a criação da conta, nunca foi trocada, e foi tirada em 2003 – período que morei em Angola! Obrigado”, encerrou.

‘Reforça o mito da democracia racial’

Para Dennis Oliveira, professor de Jornalismo da Universidade de São Paulo e militante da Rede Quilombação, a fala de Rodrigo Bocardi tem cunho racista. Além disso, o professor explica que a pergunta feita estava fora de contexto do tema abordado na reportagem.

“Qual a relevância pública dessa pergunta? Mesmo que fosse um pegador de bolinhas, está se discutindo o metrô”, sustentou, dizendo que a justificativa da pergunta é o preconceito. “[O apresentador] Estranhou ser do Pinheiros um menino negro e pensou automaticamente que era um pegador de bolinha”, prosseguiu.

As explicações dadas na sequência, sob os argumentos de não ser racista e ter falado por conta da camiseta usada ser a do clube, são vistas como uma forma de reforçar o racismo, segundo Oliveira.

“Na medida em que não admite o preconceito presente na resposta, não se permite uma discussão séria. Retira a dimensão de racismo institucional do comportamento e reforça o mito da democracia racial, presente também na resposta”, explicou o professor da USP.

A psicóloga e professora da Universidade Federal de Santa Catarina Lia Vainer Schucman, que tem atuação voltada para a área racial, existe dos tipos de racismo: o feito com má fé e o que ocorre sem a intensão.

“A própria pessoa acredita que não teve a intenção. Temos que tirar racismo do âmbito moral, mas de ser uma construção que estrutura a sociedade e, por isso, ela estruturar o sujeito. Ele foi racista, sim”, detalhou.

Segundo Lia, mesmo que a pessoa não tenha a intenção de ser racista isso não retira dela a responsabilidade pelo ato. “O problema não é só ter feito, é que, quando acusado, não rever, não fazer autoanálise. Qualquer pessoa achar que está livre do racismo no Brasil não sabe como ele funciona”, continuou a psicóloga.

Lia detalha que há racismo além de uma atitude intencional ou não, sendo este ato baseado em “uma estrutura de aprendizagem como um todo, que é muito mais forte”.

Um exemplo é se uma mulher branca pede para uma outra mulher, negra e em mesma função em uma empresa, pegar um café. “O fato dela se sentir livre para pedir à essa pessoa tem a ver com o uso das áreas sociais. Essa mesma pessoa, não faria isso com um homem branco”, justificou a psicóloga.

Por Arthur Stabile – Repórter da Ponte

 

 

 

CNN Brasil revela como será o principal cenário de telejornais

Newsroom da CNN Brasil (Reprodução)


A CNN Brasil revelou hoje (3) como será o principal cenário dos telejornais da emissora, com previsão de estreia para março. A newsroom vai ser o local de trabalho dos jornalistas da emissora, tanto da TV como de outras plataformas.

“Esta redação está conectada ao nosso maior estúdio, e será cenário de vários telejornais e programas da nossa grade digital”, informou a emissora.

É neste local, por exemplo, que irão atuar duas das principais estrelas da casa: William Waack e Monalisa Perrone, ex-globais.

Âncoras e Comentaristas

Na semana passada, a emissora divulgou foto dos âncoras e comentaristas da emissora. “A CNN contratou profissionais nas áreas de política, economia, internacional, direito e comportamento que vão participar de programas na TV e plataformas digitais”, publicou a assessoria da empresa.

Âncoras da CNN Brasil (Reprodução)
Comentaristas da CNN Brasil (Reprodução)

Homens invadem bar, atiram em 6 pessoas e 3 morrem

Segundo a Polícia Militar, três homens entraram no estabelecimento e atiraram. Dois homens morreram no local e outro no hospital do Campo Limpo

Rua de bar onde seis pessoas foram baleadas | Foto: Google Street View


Seis pessoas foram baleadas em um bar no Jardim Germânia, na região do Capão Redondo, zona sul da cidade de São Paulo, no final da tarde deste domingo (26/01).

De acordo com a Polícia Militar, dois homens morreram no local e outras quatro pessoas foram socorridas por populares e conduzidas ao Hospital Municipal do Campo Limpo. 

Ainda segundo a Polícia Militar, três homens armados entraram no estabelecimento e abriram fogo.

A reportagem apurou que das vítimas levadas para o hospital, um homem de 48 anos não resistiu aos ferimentos e morreu. Seguem na unidade hospitalar uma mulher de 32 anos e outros dois homens, de 37 e 40 anos. 

Outro rapaz, de 19 anos, já havia dado entrada no mesmo hospital na madrugada deste domingo. Todos chegaram por meios próprios.

A Polícia Militar disse que o local está sendo preservado para perícia e o caso deve ser registrado no 47º DP (Capão Redondo).

Por Kaique Dalapola e Thiago Felix – Repórteres da Ponte

Site brasileiro é selecionado por aceleradora de meios de comunicação

Por Paloma Vasconcelos

Ponte foi escolhida ao lado de mais 9 veículos da América Latina para receber investimentos e serviços de consultoria especializados 

Ponte é a única instituição brasileira selecionada pelo projeto

Ponte Jornalismo é um dos veículos selecionados pelo programa Velocidad, uma aceleradora de meios de comunicação da América Latina com objetivo fomentar a sustentabilidade e o crescimento de projetos jornalísticos nativos digitais. A Ponte é o único veículo brasileiro na lista de 10 instituições latinas.

Foram quatro etapas e muitos critérios preenchidos para conseguir o fundo, organizado pelo ICFJ (Centro Internacional de Jornalistas) e pela SembraMedia, com apoio financeiro da Luminate. Ao todo 75 veículos de comunicação da América Latina participaram do projeto.

O projeto busca aumentar as perspectivas financeiras dos veículos de notícias digitais de interesse público que têm altos padrões jornalísticos e independência editorial. Segundo os organizadores, os vencedores foram escolhidos por causa do potencial de se tornarem organizações de notícias sustentáveis, além da capacidade de produzir jornalismo de qualidade em toda a região e causar impacto na sociedade.

A diretora do Velocidad, Vanina Berghella, comenta o resultado: “Estamos animadas com a perspectiva do que esses veículos de notícias poderão fazer com o nosso apoio. Eles já estão fazendo jornalismo importante em suas comunidades. Com essa ajuda, farão muito mais para elevar as vozes das pessoas e tratar de suas questões”.

Além da Ponte, os veículos vencedores são: Cerosetenta (Colômbia), Ciper(Chile), Convoca (Peru), El Pitazo (Venezuela), El Surtidor (Paraguai), El Toque (Cuba), Lado B (México), Posta (Argentina) e Redacción (Argentina).

Fausto Salvadori, co-fundador, editor e repórter da Ponte, comemora a seleção. “Ser um vencedor do Velocidad, com um projeto de jornalismo voltado para a defesa de direitos humanos, num momento em que esses direitos e a própria democracia estão tão ameaçados no Brasil, é uma alegria e uma responsabilidade”.