Uso de máscara não é mais obrigatório em táxi e transporte por aplicativos

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), publicou no último sábado (14) um decreto que dispensa a obrigatoriedade do uso de máscaras em transportes de aplicativo e táxis na capital paulista. O uso da máscara na cidade continua a ser exigido apenas no transporte coletivo e nas unidades de saúde.

A nova medida da Prefeitura chega dois meses depois que o governo de São Paulo retirou a obrigatoriedade do uso da máscara em espaços fechados, em 17 de março.

Uso de máscara segue obrigatório no transporte coletivo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Pelo menos 16 capitais brasileiras já deixaram de exigir ou marcaram uma data para abandonar a exigência do uso de máscaras em espaços abertos.

Dessas, seis também decidiram abolir a obrigatoriedade em ambientes fechados: São Paulo, Maceió, Florianópolis, Natal, Rio de Janeiro e Brasília.

Imagem mostra pessoas caminhando na rua com máscara. É possível ver faixas de pedestre pintadas no asfalto.

Capital segue Estado e acaba com obrigação de máscara em locais fechados

A prefeitura da capital paulista anunciou que o uso de máscaras de proteção contra covid-19 deixou de ser obrigatório em ambientes fechados no município. A medida está em vigor desde ontem (17). De acordo com a administração municipal, as máscaras continuarão a ser obrigatórias nos serviços de saúde, no transporte público, e nos locais de embarque e desembarque.

Segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, os índices de internação em razão da covid-19 apresentaram redução significativa. “Temos atualmente 7% de ocupação dos leitos de enfermaria e 15% das unidades de terapia intensiva”, destacou.

Dados da prefeitura mostram que 100% dos adultos já foram vacinados com duas doses da vacina contra a covid-19 e 82,5% das crianças de 5 a 11 anos já receberam a primeira dose.

Imagem mostra pessoas caminhando na rua com máscara. É possível ver faixas de pedestre pintadas no asfalto.
(André Bueno/Rede Câmara)

A capital alcançou ontem o total de 29.029.851 doses aplicadas: 11.672.856 primeiras doses, 10.663.543, segundas, 6.347.667, adicionais e 345.585 doses únicas.

A decisão da prefeitura paulistana acompanha a do governo do estado, que anunciou, também ontem, a desobrigação do uso de máscaras de proteção contra covid-19 em ambientes fechados, com exceção do transporte público, inclusive nos locais de acesso e em unidades médico-hospitalares.

Outras cidades paulistas já anunciaram que vão seguir as novas diretrizes estaduais, como Guarulhos, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, os municípios têm autonomia para decidir sobre a continuidade da exigência do uso de máscaras.

Passageiras sentadas dentro do vagão do metrô usando máscara. No primeiro plano, à esquerda, uma senhora com cabelos brancos e óculos de grau aparece de lado. Ao fundo, de frente para a câmera, uma senhora segura o guarda chuva enquanto também usa máscara facial.

Uso de máscara deixa de ser obrigatório em locais fechados, mas há exceções

O uso de máscara no Estado de São Paulo não é mais obrigatório. A decisão foi comunicada pelo governador João Doria, que se diz “muito feliz” com a notícia.

O decreto que permite ficar sem máscara, mesmo em ambientes fechados, foi assinado por Doria durante a tarde. “O avanço da vacinação e a queda nas internações e óbitos permitem esta medida”, justificou.

O governador, criticado por parte da população durante a pandemia, por adotar o uso obrigatório de máscaras e decretar quarentena, com fechamento do comércio, comemorou a decisão. “Momento tão esperado depois de dois anos desafiadores”.

No começo do mês, Doria já havia acabado com a obrigatoriedade de uso de máscaras em ambientes abertos. Apesar disso, nas ruas, muita gente seguiu usando as máscaras.

Uso obrigatório

Passageiras sentadas dentro do vagão do metrô usando máscara. No primeiro plano, à esquerda, uma senhora com cabelos brancos e óculos de grau aparece de lado. Ao fundo, de frente para a câmera, uma senhora segura o guarda chuva enquanto também usa máscara facial.
(Arquivo)

Também em uma rede social, Doria sinalizou que o uso de máscara continuará obrigatório em algumas situações. É o caso do transporte público.

“O uso de máscaras seguirá obrigatório, por enquanto, apenas em unidades de saúde, hospitais e transporte público como ônibus, trens e metrô”.

Passageiros descem de ônibus usando máscara de proteção facial enquanto outros passageiros aguardam no ponto também com máscara.

Máscara: paulistano mantém proteção mesmo sem obrigatoriedade

Um dia após o governo de São Paulo ter anunciado o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes abertos, muitas pessoas já circulavam sem o equipamento na Avenida Paulista, centro da capital paulista. Os que estavam sem máscaras não eram, porém, a maioria. Muitos dos que ainda usavam a proteção diziam se sentir mais protegidos com ela.

Nesta quarta-feira (9), deixou de exigido, em todo o estado de São Paulo, o uso de máscara em ruas, praças, parques, pátios de escolas, estádios de futebol, centros abertos de eventos e autódromos. Em lugares fechados, como salas de aula, lojas, transporte público, cinemas, teatros, hospitais, escritórios, shopping centers e prédios públicos, o uso da proteção facial continua obrigatório.

No entanto, o comitê científico de São Paulo mantém a recomendação de uso da proteção facial principalmente em situações em que haja aglomeração de pessoas, como shows ao ar livre e estádios de futebol. Isso vale também para que pessoas com mais risco de contrair covid-19 continuem usando o equipamento.

Passageiros descem de ônibus usando máscara de proteção facial enquanto outros passageiros aguardam no ponto também com máscara.
(Rovena Rosa/Agência Brasil)

Pessoas com sintomas gripais devem continuar usando a máscara em qualquer situação e em qualquer lugar, assim como as que foram vacinadas, as imunodeprimidos e com doenças crônicas, disse o coordenador executivo do Centro de Contingência, Paulo Gabbardo, em entrevista coletiva nesta quarta-feira. “E, por último, em ambientes abertos, mas com grandes aglomerações, recomenda-se que as pessoas se protejam, principalmente as de maior risco, usando máscara”, acrescentou Gabbardo.

A reportagem da Agência Brasil circulou hoje pela Paulista, principal avenida da capital, e pelo Parque Trianon, onde algumas pessoas já caminhavam sem o equipamento de proteção. Foi o caso de Celi Santos, de 58 anos, que estava sem máscara, sentada em um dos bancos do Trianon. No entanto, ao falar com a reportagem, ela colocou o equipamento para proteger a boca e o nariz. “Dependendo da área, como aqui nesse parque, acho que sim [vou deixar de usar a máscara]. É um lugar bem aberto, bem ventilado”, disse Ceci, que já tomou as três doses de vacina contra covid-19.

Bárbara Gonçalves, de 19 anos, preferiu circular pelo parque protegendo o nariz e a boca. “Quando estou sozinha, eu tiro a máscara, mas, quando estou com outras pessoas, não. Sinto que tenho mais segurança dessa forma”, disse a jovem.

Ela já tomou as três doses de vacina, mas continua adotando protocolos sanitários para se proteger da covid-19. “Procuro continuar me cuidando, mas como tomei todas as doses, inclusive a da Influenza, fico mais tranquila [ao circular].”

De máscara, no parque, a jovem Bárbara Gonçalves pretende manter protocolos de proteção
(Rovena Rosa/Agência Brasil)

Ana Carolina de Lima Sousa, de 36 anos, e Cristiane Carvalho da Silva, de 51 anos, aproveitaram um intervalo do trabalho para caminhar ao ar livre e sem máscara. “Fico muito mais à vontade [sem máscara]. Fora o calor! Ficar de máscara é muito ruim”, disse Ana Carolina, que tomou duas doses de imunizante e pretende continuar circulando sem o acessório de proteção em lugares abertos. “Aqui eu me sinto à vontade porque não está muito aglomerado. Não sei se em todo lugar eu ficaria sem máscara.”

No período mais crítico da pandemia, Cristiane foi diversas vezes pelo Parque Trianon, sempre com a proteção facial. Hoje foi a primeira vez que circulou pelo parque sem o equipamento, mas disse que, se houvesse muita gente no local, estaria de máscara. Paciente de risco para covid-19, Cristiane, que já tomou as três doses da vacina, teve a doença no fim do ano passado. “Graças a Deus, foi tudo muito tranquilo, muito leve, apesar de eu ser hipertensa, diabética e obesa. Então, foi realmente Deus quem me guardou.”

“Sabemos que aí fora ainda está rolando [a covid-19]. Então ainda prefiro continuar usando máscara, mesmo já estando com as três doses”, acrescentou.

João Pedro Andreetta, de 27 anos, também circulou pelo parque ao ar livre sem máscara. “Com a mudança de lei, desde ontem, me sinto mais à vontade legalmente. Prefiro ficar sem máscara [em ambientes abertos]”, afirmou. “A máscara fica sempre no bolso. Então, quando entro em algum lugar, coloco a máscara. E depois a retiro quando vou para algum lugar público e aberto. E ainda a uso quando vejo alguma aglomeração.”

João Pedro diz que fica mais à vontade sem máscara em locais abertos, como o Parque Trianon
(Rovena Rosa/Agência Brasil)

Esta não foi a primeira vez, durante a pandemia, que Andreetta passeou ao ar livre sem máscara. Ele esteve recentemente na Turquia, onde isso já era possível. “Eu não estava no Brasil antes. Estava no exterior. E onde eu estava já estava liberado para ambientes externos. Tive que me reacostumar a usar quando voltei ao Brasil, mas agora já me sinto à vontade novamente [para deixar de usar máscaras ao ar livre].”

Especialistas recomendam, entretanto, que as pessoas continuem usando a proteção, principalmente em ambientes fechados, mal ventilados ou com aglomeração, locais que facilitam a transmissão do vírus. Eles destacam ainda a importância de aumentar o número de pessoas vacinadas com todas as doses, inclusive as adicionais. Segundo os especialistas, isso ajuda a diminuir a chance de que a doença evoluir para formas graves.

Uso de máscaras segue obrigatório até o fim de janeiro

O governo de São Paulo anunciou hoje (20) a prorrogação, até o dia 31 de janeiro de 2022, da obrigatoriedade do uso de máscaras faciais contra vírus respiratórios em espaços coletivos no estado.

“A utilização da proteção facial segue vigente em SP e será mantida em virtude da necessidade de manter hábitos preventivos e complementares à vacinação, contribuindo para minimizar o impacto tanto da covid-19 e suas variantes quanto do vírus Influenza, causador da gripe”, diz texto de nota do governo.

Não usar máscaras de proteção em locais públicos acarreta multa de R$ 552,71 por pessoa física e de R$ 5.294,38 por estabelecimento, conforme resolução estadual em vigor.

(Roberto Parizotti/Fotos Publicas)

Desde o início da obrigatoriedade do uso do equipamento de proteção, em 1º de julho de 2020, as equipes do Centro de Vigilância Sanitária (CVS) estadual fizeram 536.887 inspeções que resultaram em 10.476 autuações relacionadas ao descumprimento de normas sanitárias.

Segundo o governo paulista, o estado tem hoje 78,49% da população com esquema vacinal completo contra covid-19, com duas doses da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, da Astrazeneca/Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e da Pfizer/BioNTech, além da dose única da Janssen.

Se considerada apenas a população adulta, São Paulo tem hoje de 95,4% das pessoas vacinadas.

Por Agência Brasil

Fachada do Instituto Butantan com estátua usando máscara, tendo atrás as bandeiras do Brasil e do Estado de São Paulo

Ômicron faz Estado manter obrigatoriedade de máscaras

O Governador João Doria decidiu hoje (2) atender recomendação do Comitê Científico para manter a exigência do uso de máscara em espaços abertos no estado. Após pedido de Doria na tarde da última terça (30), o órgão técnico pediu a manutenção da obrigatoriedade com a confirmação da variante ômicron do coronavírus em São Paulo. O Governo do Estado previa a flexibilização da medida a partir do próximo dia 11.

“Decidimos adotar essa medida por prudência com o cenário epidemiológico no estado. Todos os números demonstram que a pandemia está recuando em São Paulo, mas vamos optar pela precaução. O nosso maior compromisso é com a saúde da população”, disse Doria.

Na recomendação feita ao Governo de São Paulo, o Comitê Científico apontou que há incertezas quanto ao impacto da variante ômicron às vésperas do fim de ano.

Fachada do Instituto Butantan com estátua usando máscara, tendo atrás as bandeiras do Brasil e do Estado de São Paulo
(Gov. do Estado de SP/Reprodução)

Os períodos de Natal e do Réveillon costumam provocar grandes aglomerações, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias como a Covid-19.

São Paulo foi o primeiro estado a instituir um Centro de Contingência da Covid-19 no país, em 26 de fevereiro de 2020, imediatamente após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil. Além disso, São Paulo foi um dos primeiros estados a exigir o uso de máscara e a implantar a quarentena.

Vacinação em SP

Em São Paulo, a vacinação contra a Covid-19 prossegue em ritmo acelerado, com os maiores percentuais de população imunizada no país. Nesta quinta, o Vacinômetro (https://www.saopaulo.sp.gov.br/) registra 78 milhões de doses aplicadas nos 645 municípios paulistas, com 76,15% da população com esquema vacinal completo e 84,7% protegida por ao menos uma dose de imunizante.

Em comparação a países com população igual ou superior a 40 milhões de pessoas, São Paulo figuraria no quarto lugar entre as nações que mais vacinam no mundo, atrás apenas de Espanha (80,49%), Coréia do Sul (80,03%) e Japão (77,31%) e à frente de China (74,53%), Itália (73,03%), França (69,79%), Reino Unido (68,03%), Alemanha (68,06%), Brasil (62,92%) e EUA (58,23%) – os percentuais são atualizados periodicamente pelo portal Our World In Data, da Universidade de Oxford.

Máscaras poderão ser retiradas em locais abertos no Estado

O Governador João Doria anunciou, nesta quarta-feira (24), a flexibilização do uso de máscaras no estado de São Paulo em áreas abertas. A medida, que começa a valer a partir do dia 11 de dezembro, está amparada em orientação do Comitê Científico do Estado e em dados positivos de avanço da vacinação e do cenário epidemiológico. O uso das máscaras continua obrigatório em ambientes fechados e no transporte público.

“Ao ultrapassar os 75% da população totalmente imunizada, o Governo de SP vai retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre a partir do dia 11 de dezembro”, destacou Doria. “Tomamos esta medida baseados em evidências científicas, que demonstram queda superior a 90% de internações em relação ao pico da pandemia, e a aceleração da vacinação no Estado que mais vacina no Brasil”, completou.

O novo decreto que tratará da flexibilização do uso de máscaras deve ser editado e publicado no Diário Oficial do Estado nas próximas semanas. “Nas áreas internas e nas áreas de transporte público, inclusive nas estações, mesmo que a céu aberto, o uso de máscara continuará sendo obrigatório”, pontuou o Governador.

O Estado de São Paulo tem hoje 74,5% da população com esquema vacinal completo e deve ultrapassar, já nesta semana, a marca de 75%. São mais de 34,4 milhões de pessoas acima de 12 anos completamente imunizadas, ou seja, com duas doses do imunizante do Butantan/Coronavac, da Fiocruz/Astrazeneca/Oxford e Pfizer/BioNTech, além da dose única da Janssen. Se considerada apenas a população adulta, SP tem hoje cerca de 93% das pessoas vacinadas.

Um ponto analisado pelos especialistas para a tomada de decisão foi o impacto de 100% da capacidade de público em eventos culturais, esportivos e de lazer que está vigente em SP desde o dia 1º de novembro. As análises não identificaram aumento no cenário epidemiológico nos últimos 20 dias, demonstrando que a vacinação e as medidas de proteção mantiveram o controle da pandemia.

“Devemos dar nos próximos dias um importante passo com relação a flexibilização do uso de máscaras, mas precisamos manter importantes cuidados e ter cautela, como a higienização das mãos e o uso da proteção facial em ambientes fechados e no transporte público. Além disso, é fundamental que quem ainda não tomou a segunda dose da vacina, retorne aos postos de saúde para se imunizar e termos assim uma população mais protegida”, destacou o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

por Gov do Estado de SP

Máscaras deixam de ser obrigatórias em academias do Rio

A cidade do Rio de Janeiro publicou hoje (17) um decreto que permite a permanência de pessoas, sem máscara, em academias de ginástica, piscinas e centros de treinamento. No entanto, a apresentação do comprovante de vacinação contra covid-19 para acessar esses locais continua sendo exigida.

O decreto prevê que pessoas de 15 a 59 anos devem apresentar comprovante de imunização com duas doses ou dose única.

Praia do Leme, na zona sul do Rio de Janeiro (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Aqueles com mais de 60 anos devem também comprovar vacinação com a dose de reforço para ingressar e permanecer nesses locais.

A prefeitura do Rio de Janeiro já havia desobrigado o uso de máscaras em locais abertos no fim de outubro.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, 75,7% da população carioca já foram imunizados com duas doses ou dose única de vacina contra covid-19. Considerando-se apenas a população com 12 anos ou mais, o percentual sobe para 88,3%.

Por Agência Brasil

Estado fala em liberar do uso de máscara ‘no futuro’

(Roberto Parizotti/Fotos Publicas)

Com o aumento da vacinação e a diminuição nos indicadores relacionados à covid-19, o Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo está avaliando a possibilidade de retirar a obrigatoriedade do uso de máscara no estado paulista. Isso, no entanto, não vai acontecer neste momento.

“Estamos avaliando a possibilidade [de retirar o uso de máscara] no futuro. Não neste momento. Apesar da melhora nos números da pandemia hoje, ainda temos pessoas ficando com a doença grave e ainda temos perda de vidas. Por isso ainda devemos continuar usando também essa proteção [máscara], além da vacinação”, disse Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus.

Segundo ele, a máscara, junto com a vacinação, é uma das responsáveis pela diminuição da transmissão do novo coronavírus. Ela foi importante inclusive, segundo ele, para segurar a transmissão da variante Delta, que já é a predominante no estado. “Foi fundamental a contribuição dessa barreira [a máscara] nesse controle”.

Menezes ressaltou que a retirada do uso de máscara não é algo simples de se fazer. “Todos gostaríamos de poder retirar a máscara. Em vários países vimos isso. Mas a história mostrou que as coisas não são tão simples. Nesses lugares [que haviam retirado a máscara] foi necessário voltar atrás nessa recomendação”, disse ele, lembrando que vários países que haviam retirado a obrigatoriedade do uso desse protetor começaram a observar aumento no número de casos de covid-19.

“É possível, num futuro próximo, com a condição melhorando, termos condição de avaliar a possibilidade de liberação. E talvez, primeiramente, em situações mais seguras, como espaços abertos [sem aglomeração]”, disse ele.

O governador de São Paulo, João Doria, disse que essa questão sobre o uso de máscara pode ser anunciada em uma próxima coletiva, marcada para o dia 18 de outubro.

“Estamos dentro de uma visão otimista em relação ao futuro próximo. É um otimismo moderado. Estamos evoluindo bem, com queda em infecção, internação e em mortes. E alta em vacinação. Ainda é preciso ter cuidado. Mas com um horizonte de curto prazo bastante otimista”, explicou Doria.

Estudo

O uso de máscara e, principalmente, a vacinação contra a covid-19 tem feito diminuir muito o número de infecções pelo novo coronavírus. Um estudo feito no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, por exemplo, demonstrou a importância da vacinação para a diminuição das internações. Segundo Jamal Suleiman, médico infectologista do Emílio Ribas, o estudo analisou as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), entre elas, a covid-19.

De janeiro a 15 de setembro deste ano eles analisaram 1.172 internações por SRAG no Emílio Ribas. Nove em cada dez internados no hospital não tinham sido vacinados. “Com a vacina, teve 138 casos. O que mostra que o papel da vacina é proteger pessoas. Todas [as pessoas], seguramente não conseguimos proteger. Mas conseguimos o máximo de proteção para o máximo de indivíduos. Sem vacina foram 1.034 casos”, disse Suleiman.

Dentre esses internados, 274 morreram, sendo que 237 não estavam vacinados e 21 tinham recebido apenas uma dose. Apenas 16 dos que tinham o esquema completo de vacinação morreram. “Isso mostra claramente o papel da vacina na contenção da pandemia”, explicou o infectologista.

Por Agência Brasil

Rio de Janeiro pode desobrigar uso de máscaras

O uso de máscaras em ambientes ao ar livre, sem aglomeração, poderá ser desobrigado na cidade do Rio de Janeiro já no próximo dia 15. A previsão foi divulgada nesta segunda-feira (4) pelo prefeito Eduardo Paes. Ele se pronunciou pelo Twitter, citando ata do Comitê Científico da Prefeitura, do dia 9 de agosto, mas só divulgada hoje.

No documento, a segunda etapa de redução das medidas restritivas prevê que, com 65% da população com esquema vacinal completo, haverá desobrigação no uso de máscaras em locais abertos sem aglomeração, mantendo sua utilização obrigatória onde não se consiga manter o distanciamento.

Ainda na segunda etapa, está prevista a permissão para realização de eventos em locais abertos, com restrição até mil pessoas, com uso de máscara obrigatório. Também haverá abertura de boates, danceterias, casas de show e festas, em locais fechados, somente para pessoas com esquema vacinal completo, com 50% da capacidade do ambiente.

Na terceira etapa, prevista pelo prefeito para ocorrer em 15 de novembro, quando haveria 75% da população com esquema vacinal completo, haverá manutenção de máscaras somente em ambientes hospitalares e transporte público, com livre circulação, sem restrições de capacidade e distanciamento.

“Acreditamos que vamos atingir a segunda etapa em 15/10 e a terceira etapa em 15/11”, escreveu Paes, acrescentando que  “o Comitê Científico é composto por dois ex-ministros da Saúde, por um ex-secretário nacional de vigilância em saúde, além de representantes da UFRJ, UERJ, UNIRIO e Fiocruz! Eles é que dão o comando aqui, em conjunto com o secretário @danielsoranz”.

Por Agência Brasil