Estado fala em liberar do uso de máscara ‘no futuro’

(Roberto Parizotti/Fotos Publicas)

Com o aumento da vacinação e a diminuição nos indicadores relacionados à covid-19, o Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo está avaliando a possibilidade de retirar a obrigatoriedade do uso de máscara no estado paulista. Isso, no entanto, não vai acontecer neste momento.

“Estamos avaliando a possibilidade [de retirar o uso de máscara] no futuro. Não neste momento. Apesar da melhora nos números da pandemia hoje, ainda temos pessoas ficando com a doença grave e ainda temos perda de vidas. Por isso ainda devemos continuar usando também essa proteção [máscara], além da vacinação”, disse Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus.

Segundo ele, a máscara, junto com a vacinação, é uma das responsáveis pela diminuição da transmissão do novo coronavírus. Ela foi importante inclusive, segundo ele, para segurar a transmissão da variante Delta, que já é a predominante no estado. “Foi fundamental a contribuição dessa barreira [a máscara] nesse controle”.

Menezes ressaltou que a retirada do uso de máscara não é algo simples de se fazer. “Todos gostaríamos de poder retirar a máscara. Em vários países vimos isso. Mas a história mostrou que as coisas não são tão simples. Nesses lugares [que haviam retirado a máscara] foi necessário voltar atrás nessa recomendação”, disse ele, lembrando que vários países que haviam retirado a obrigatoriedade do uso desse protetor começaram a observar aumento no número de casos de covid-19.

“É possível, num futuro próximo, com a condição melhorando, termos condição de avaliar a possibilidade de liberação. E talvez, primeiramente, em situações mais seguras, como espaços abertos [sem aglomeração]”, disse ele.

O governador de São Paulo, João Doria, disse que essa questão sobre o uso de máscara pode ser anunciada em uma próxima coletiva, marcada para o dia 18 de outubro.

“Estamos dentro de uma visão otimista em relação ao futuro próximo. É um otimismo moderado. Estamos evoluindo bem, com queda em infecção, internação e em mortes. E alta em vacinação. Ainda é preciso ter cuidado. Mas com um horizonte de curto prazo bastante otimista”, explicou Doria.

Estudo

O uso de máscara e, principalmente, a vacinação contra a covid-19 tem feito diminuir muito o número de infecções pelo novo coronavírus. Um estudo feito no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, por exemplo, demonstrou a importância da vacinação para a diminuição das internações. Segundo Jamal Suleiman, médico infectologista do Emílio Ribas, o estudo analisou as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), entre elas, a covid-19.

De janeiro a 15 de setembro deste ano eles analisaram 1.172 internações por SRAG no Emílio Ribas. Nove em cada dez internados no hospital não tinham sido vacinados. “Com a vacina, teve 138 casos. O que mostra que o papel da vacina é proteger pessoas. Todas [as pessoas], seguramente não conseguimos proteger. Mas conseguimos o máximo de proteção para o máximo de indivíduos. Sem vacina foram 1.034 casos”, disse Suleiman.

Dentre esses internados, 274 morreram, sendo que 237 não estavam vacinados e 21 tinham recebido apenas uma dose. Apenas 16 dos que tinham o esquema completo de vacinação morreram. “Isso mostra claramente o papel da vacina na contenção da pandemia”, explicou o infectologista.

Por Agência Brasil

Rio de Janeiro pode desobrigar uso de máscaras

O uso de máscaras em ambientes ao ar livre, sem aglomeração, poderá ser desobrigado na cidade do Rio de Janeiro já no próximo dia 15. A previsão foi divulgada nesta segunda-feira (4) pelo prefeito Eduardo Paes. Ele se pronunciou pelo Twitter, citando ata do Comitê Científico da Prefeitura, do dia 9 de agosto, mas só divulgada hoje.

No documento, a segunda etapa de redução das medidas restritivas prevê que, com 65% da população com esquema vacinal completo, haverá desobrigação no uso de máscaras em locais abertos sem aglomeração, mantendo sua utilização obrigatória onde não se consiga manter o distanciamento.

Ainda na segunda etapa, está prevista a permissão para realização de eventos em locais abertos, com restrição até mil pessoas, com uso de máscara obrigatório. Também haverá abertura de boates, danceterias, casas de show e festas, em locais fechados, somente para pessoas com esquema vacinal completo, com 50% da capacidade do ambiente.

Na terceira etapa, prevista pelo prefeito para ocorrer em 15 de novembro, quando haveria 75% da população com esquema vacinal completo, haverá manutenção de máscaras somente em ambientes hospitalares e transporte público, com livre circulação, sem restrições de capacidade e distanciamento.

“Acreditamos que vamos atingir a segunda etapa em 15/10 e a terceira etapa em 15/11”, escreveu Paes, acrescentando que  “o Comitê Científico é composto por dois ex-ministros da Saúde, por um ex-secretário nacional de vigilância em saúde, além de representantes da UFRJ, UERJ, UNIRIO e Fiocruz! Eles é que dão o comando aqui, em conjunto com o secretário @danielsoranz”.

Por Agência Brasil

Portugal suspende obrigatoriedade de máscara em ambientes abertos

(Tiago Petinga/Lusa/via Gov. de Portugal)

Portugal suspendeu nesta segunda-feira (13/09) a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre. Com 80% da população com o ciclo vacinal completo, ele está prestes a se tornar o país mais vacinado do mundo. Lisboa tem gradativamente aliviado as normas de segurança sanitária, mas ainda não suspendeu todas as restrições anticoronavírus como fez a Dinamarca recentemente.

Foram exatos 318 dias – desde 28 de outubro de 2020 – de uso obrigatório de máscaras nos espaços públicos de Portugal. Não se exige mais proteção bucal e nasal em ruas, parques ou no calçadão da praia, porém as autoridades recomendam que as máscaras sigam sendo usadas em locais de aglomeração.

Apesar da recém adquirida liberdade, muitos seguiram usando máscaras nas ruas de Lisboa e outras cidades, nesta segunda-feira. A proteção facial segue exigida em espaços fechados, transportes públicos, edifícios públicos e áreas comerciais e internas de restaurantes, escolas e cafés.

Especialistas criticam decisão

A medida do governo português de suspender o uso das máscaras não foi unanimidade entre os especialistas e recebeu críticas de algumas organizações médicas. Em declaração à agência Lusa, o presidente em exercício da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública afirmou que a organização “continua a sugerir que, especialmente nesta fase de inverno em que vamos entrar, a máscara continue a ser um equipamento de proteção individual utilizado por todos ou quase todos, de maneira que nos possamos proteger, não só da covid-19, mas também da gripe”.

A taxa de incidência de 14 dias em Portugal chegou a atingir o pico de 438 novas infecções, no verão europeu, mas caiu recentemente para 240 casos. Assim, as restrições têm sido relaxadas passo a passo – porém de forma muito mais cautelosa do que, por exemplo, a vizinha Espanha, que também registra queda drástica no número de infecções, mas a exigência de uso de máscaras ao ar livre já foi suspensa há dois meses e meio.

Topo da lista mundial de vacinação

O mais recente passo de Portugal em direção à normalidade foi possível também graças ao sucesso da campanha nacional de vacinação. De acordo com dados compilados pelo observatório Our World in Data, Portugal detém o segundo melhor histórico no mundo de vacinados com ao menos uma dose – 87% de seus residentes, atrás apenas dos Emirados Árabes Unidos, com 89%.

No tocante à imunização completa, entretanto, Portugal é o líder mundial: 80% dos cerca de 10,3 milhões de habitantes completaram o ciclo vacinal, enquanto nos Emirados Árabes Unidos 78% de seus receberam duas doses de uma vacina anticovid.

Citando fontes do governo do primeiro-ministro António Costa, o diário português Público noticiou nesta segunda-feira que a marca de 85% da população totalmente vacinada será atingida até o fim de setembro. Cerca de 84% dos jovens entre 12 e 17 anos já receberam uma primeira dose.

Além disso, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), órgão responsável pelas regulamentações sanitárias, Portugal aplicou mais de 500 mil doses de vacinas contra a covid-19 entre 30 de agosto e 5 de setembro. Deste total, dois terços foram aplicadas em jovens entre 12 e 24 anos. E o país tem 3 milhões de doses estocadas, suficiente para alcançar a imunização em massa.

Por Deutsche Welle
pv/av (DPA, ots)

Uso da máscara faz casos de sarampo caírem

As estratégias de imunização contra o sarampo e o uso de máscaras aliado a outras medidas sanitárias preventivas adotadas durante a pandemia de covid-19 contribuíram para a diminuição do número de casos de sarampo, que desde o ano passado caiu 99,5% no estado de São Paulo. Segundo dados do governo estadual, em 2021, até 10 de agosto, foram registrados cinco casos de sarampo nas cidades de São Bernardo do Campo, Campinas, Americana, Altinópolis e São Paulo.

Todos os casos ocorreram em crianças, sendo que dois foram na faixa de 6 a 11 meses, quando a aplicação da vacina tríplice viral deve ocorrer. Os outros três ocorreram com crianças na faixa de 1 a 9 anos, que também podem receber as doses, caso não tenham sido contempladas quando bebês. Nenhum deles tinha esquema vacinal completo e havia histórico de comorbidades.

Os dados também indicam que até 10 de agosto de 2020 foram 772 casos e 1 óbito. No decorrer de todo o ano, houve 883 casos, em todas as regiões do estado. Desse total, 354 casos  foram em crianças menores de 9 anos (40%), e o único óbito registrado foi também nesta faixa etária. Entre o público de 1 a 29 anos a prevalência da doença era de 38% dos casos registrados em 2020, enquanto em 2019, quando a circulação chegou a o pico, era de 80% dos 17.976 contaminados e 61% dos 18 óbitos registrados no período. Foram vacinadas 4,7 milhões de pessoas. Já em 2020, foram 2 milhões.

Contaminação e evolução

Assim como a covid-10, o sarampo é uma doença transmitida pelas gotículas de saliva com partículas do vírus dispersas em aerossol, o que favorece a transmissibilidade – cada infectado pode transmitir para até 18 pessoas. Além disso, o sarampo pode evoluir para casos graves e ocasionar complicações sérias, como pneumonia, encefalite e morte. A pessoa infectada pode apresentar tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e manchas avermelhadas na pele.

“Deste modo, o uso de máscaras de proteção facial, obrigatórias em todo o estado, o isolamento social e o incentivo à higienização das mãos e ambientes contribuiu para a redução também do sarampo”, disse a médica de Divisão de Imunização, Helena Sato. A vacina contra a doença está disponível no Brasil desde a década de 1960.

Segundo ela, a cobertura vacinal tem ficado abaixo da meta necessária entre crianças com até um ano de idade: em 2020 a cobertura foi de 85% e em 2019, foi de 91%. A meta é imunizar 95% dessa população. “Assim como ocorre com outras doenças, somente a conclusão do esquema vacinal é capaz de garantir a devida proteção. Por este motivo, pais ou responsáveis devem continuar levando as crianças aos postos de vacinação para proteção contra as doenças prevenidas pelas vacinas, e aqueles que não tomaram todas as doses necessárias na faixa etária adequada, também precisam se vacinar”, explicou a médica.

A vacina tríplice viral (primeira dose) previne contra sarampo, caxumba e rubéola. Já a tetra viral é aplicada em seguida, como uma segunda dose, e também previne a varicela. Ambas fazem parte do calendário de rotina e estão disponíveis nos postos de vacinação durante o ano todo.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil 

Israel retoma uso de máscaras em locais fechados

Naftali Bennett, primeiro-ministro de Israel durante reunião de governo (Reprodução)

O governo de Israel anunciou nesta sexta-feira (25/06) que voltou a ser obrigatório o uso de máscaras em locais fechados após um aumento do número de casos de pessoas contaminadas com o novo coronavírus, mesmo com metade da população completamente vacinada.

As autoridades acrescentaram que recomendam o uso também em locais abertos quando houver aglomeração de pessoas.

A regra não vale para a própria residência, para crianças com menos de 7 anos, para pessoas com deficiência e para praticantes de esportes em locais fechados.

Com a campanha de vacinação mais rápida do mundo, o país havia praticamente voltado à normalidade. Mas, desde segunda-feira, as autoridades têm registrado diariamente mais de cem casos, com um pico de 227 infecções na quinta-feira, com a chegada da variante delta.

Israel anunciou também esta semana que vai adiar a decisão sobre a reabertura do território aos turistas por causa das variante delta.

Epidemia em Israel

Mais de 5 milhões de israelenses já foram vacinados com duas doses, numa população total de 9,3 milhões de pessoas.

Israel foi o primeiro país do mundo a derrubar a obrigatoriedade das máscaras ao ar livre, em meados de abril e, desde 15 de junho, uso delas também não era necessário em ambientes fechados, com algumas exceções, como asilos e aviões.

Em janeiro, antes da campanha de vacinação, o pais chegou a registrar mais de 10 mil casos diários.

No total, morreram 6.428 pessoas por covid-19 e foram registrados 840 mil contágios com o novo coronavírus desde o início da epidemia em Israel.

Por Deutsche Welle
as (Lusa, DPA)

Sem máscara: Bolsonaro, filho e ministro são multados em São Paulo

(Rede Social/Reprodução)

O Governo do Estado de São Paulo autuou o Presidente da República Jair Bolsonaro na manhã deste sábado (12) após equipes da Saúde e Segurança Pública flagrarem o político sem máscara durante uma manifestação na capital. O valor da autuação é de R$ 552,71.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro e o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, também recebem autuações no valor de R$ 552,71 para cada devido ao não uso de máscaras.

O documento endereçado às três autoridades pontua a necessidade da manutenção das medidas preventivas já conhecidas e preconizadas pelas autoridades sanitárias internacionais, como uso de máscara e distanciamento.

O uso de máscaras é obrigatório no Estado de São Paulo desde maio de 2020, conforme Decreto nº 64.959 e resolução SS 96.

Balanço

A Vigilância Sanitária Estadual realizou, de 1º de julho de 2020 a 31 de maio de 2021, 312.444 inspeções e 7.340 autuações por diversas infrações às normas de prevenção da COVID-19.

O descumprimento das regras de funcionamento sujeita os estabelecimentos à autuações com base no Código Sanitário, que prevê multa de até R$ 290 mil. Pela falta do uso de máscara, a multa é de R$ 5.294,38 por estabelecimento, por cada infrator. Transeuntes em espaços coletivos também podem ser multados em R$ 552,71 pelo não uso da proteção facial.

O Governo de SP conta com a colaboração da população tanto para respeitar as normas quanto para colaborar no combate a irregularidades, e recebe denúncias 24 horas por dia pelo telefone 0800 771 3541 ou e-mail [email protected].

Por Gov. do Estado de São Paulo

Eficiência das máscaras varia entre 15% e 98%, dependendo do tecido

Imagem de microscopia digital de diferentes máscaras feitas de material híbrido
(Fernando G. Morais Et al./Aerosol Science and Technology)

A transmissão do novo coronavírus se dá principalmente pela inalação de gotículas de saliva e secreções respiratórias suspensas no ar e, por esse motivo, usar máscaras e manter o distanciamento social são as formas mais eficazes de prevenir a COVID-19 enquanto não há vacina para todos. Baratas, reutilizáveis e disponíveis em diversas cores e estampas, as máscaras de tecido estão entre as mais usadas pelos brasileiros. Contudo, sua capacidade de filtrar partículas de aerossol com tamanho equivalente ao do novo coronavírus pode variar entre 15% e 70%, como revela estudo conduzido no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP).

Coordenado pelo professor Paulo Artaxo e apoiado pela FAPESP, o trabalho integra a iniciativa (respire!, cujo objetivo foi garantir o acesso da comunidade uspiana a máscaras seguras. Os resultados foram divulgados na revista Aerosol Science and Technology.

“Avaliamos a eficiência de filtração de 227 modelos vendidos no Brasil, seja em farmácia ou lojas de comércio popular. Nosso objetivo era saber em que medida a população está realmente protegida com essas diferentes máscaras”, conta Artaxo à Agência FAPESP.

Para fazer o teste, os cientistas utilizaram um equipamento que produz, a partir de uma solução de cloreto de sódio, partículas de aerossol de tamanho controlado – no caso 100 nanômetros (o SARS-CoV-2 tem aproximadamente 120 nanômetros). Após o jato de aerossol ser lançado no ar, a concentração de partículas foi medida antes e depois da máscara.

Máscara modelo N-95 (Divulgação)

Os modelos que se mostraram mais eficazes no teste, como esperado, foram as máscaras cirúrgicas e as do tipo PFF2/N95 – ambas de uso profissional e certificadas –, que conseguiram filtrar entre 90% e 98% das partículas de aerossol. Na sequência, estão as de TNT (feitas de polipropileno, um tipo de plástico) vendidas em farmácia, cuja eficiência variou de 80% a 90%. Por último vieram as de tecido – grupo que inclui modelos feitos com algodão e com materiais sintéticos, como lycra e microfibra. Nesse caso, a eficiência de filtração variou entre 15% e 70%, com média de 40%. E alguns fatores se revelaram críticos para aumentar ou diminuir o grau de proteção.

“De modo geral, máscaras com costura no meio protegem menos, pois a máquina faz furos no tecido que aumentam a passagem de ar. Já a presença de um clipe nasal, que ajuda a fixar a máscara no rosto, aumenta consideravelmente a filtração, pelo melhor ajuste no rosto. Algumas máscaras de tecido são feitas com fibras metálicas que inativam o vírus, como níquel ou cobre, e por isso protegem mais. E há ainda modelos de material eletricamente carregado, que aumenta a retenção das partículas. Em todos esses casos, porém, a eficiência diminui com a lavagem, pois há desgaste do material”, comenta Fernando Morais, doutorando no IF-USP e no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), que é o primeiro autor do artigo.

Inspira e expira

Segundo Artaxo, as máscaras de algodão de duas camadas filtraram consideravelmente mais as partículas de aerossol que as feitas com apenas uma. Mas, a partir da terceira camada, a eficiência aumentou pouco, enquanto a respirabilidade diminuiu consideravelmente.

“Uma das novidades do estudo foi avaliar a respirabilidade das máscaras, ou seja, a resistência do material à passagem de ar. As de TNT e de algodão foram as melhores nesse quesito. Já as do tipo PFF2/N95 não se mostraram tão confortáveis. Mas a pior foi uma feita com papel. Esse é um aspecto importante, pois se a pessoa não aguenta ficar nem cinco minutos com a máscara, não adianta nada”, afirma Artaxo.

Como destacam os autores no artigo, embora com eficiência variável, todas as máscaras ajudam a reduzir a propagação do novo coronavírus e seu uso – associado ao distanciamento social – é fundamental no controle da pandemia. Eles afirmam ainda que o ideal seria a produção em massa de máscaras do tipo PFF2/N95 para distribuir gratuitamente à população – algo que “deveria ser considerado em futuras pandemias”, na avaliação de Vanderley John, coordenador da iniciativa (respire!, organizada pela Agência de Inovação da USP, e coautor do estudo.

“Hoje já está comprovado que a principal forma de contaminação é pelo ar e usar máscaras o tempo inteiro é uma das melhores estratégias de prevenção, assim manter janelas e portas abertas para ventilar os ambientes o máximo possível”, recomenda Artaxo.

O artigo Filtration efficiency of a large set of COVID-19 face masks commonly used in Brazil pode ser lido em www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/02786826.2021.1915466.  

Por Karine Toledo, da Agência Fapesp

Uso de máscara ao ar livre deixa de ser obrigatório em Israel

Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro, visita escola em Israel (Kobi Gideon/via Fotos Públicas)

Pela primeira vez em um ano, os israelenses puderam sair às ruas sem máscara neste domingo (18/04) – um passo importante em direção a relativa normalidade em tempos de pandemia, enquanto a vacinação em massa contra a covid-19 avança com rapidez no país.

Cerca de 81% dos cidadãos e residentes com mais de 16 anos já receberam as duas doses do imunizante em Israel – o país autorizou o uso da vacina da Pfizer-Biontech para essa faixa etária. Isso significa que mais da metade de toda a população israelense foi imunizada.

Com o avanço da campanha de vacinação, os números de contágio e hospitalizações caíram drasticamente, permitindo a flexibilização de algumas medidas antipandemia. Na última quinta-feira, o Ministério da Saúde israelense anunciou que o uso de máscaras não seria mais obrigatório em espaços públicos ao ar livre a partir deste domingo, um ano depois de a medida ter sido imposta no país de 9,3 milhões de habitantes.

A pasta reiterou, contudo, que a exigência de proteção facial ainda se aplica a espaços públicos fechados, e pediu aos cidadãos que tenham sempre máscaras à mão.

“Respirando livremente”, dizia a manchete na capa do jornal Israel Hayom deste domingo.

“Estar sem máscara pela primeira vez em muito tempo parece esquisito. Mas é um esquisito muito bom”, afirmou Amitai Hallgarten, de 19 anos, à agência de notícias Reuters, enquanto pegava sol em um parque. “Se eu preciso usar máscara em lugares fechados para acabar com isso [a pandemia], vou fazer tudo que eu puder.”

A vacinação com as duas doses de quase 5 milhões de pessoas fez com que o número de casos de covid-19 em Israel caísse de cerca de 10.000 novas infecções por dia em meados de janeiro para cerca de 200 casos diários atualmente. Isso permitiu a reabertura de escolas, bares e restaurantes, bem como a permissão de outras reuniões em locais fechados.

Outras medidas

Também neste domingo, Israel permitiu a retomada completa de seu sistema educacional, sem restrições ao número de alunos nas salas de aula. Os professores foram instruídos a continuar ventilando as salas e manter o distanciamento físico entre os alunos durante as aulas e nos intervalos. Atividades extracurriculares, como teatro, permanecem proibidas.

Falando em uma escola de ensino médio em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que este é um dia de “festa” para as escolas, mas fez um apelo por precaução.

“Ainda não acabamos com o coronavírus. Ele ainda pode voltar”, disse o chefe de governo, destacando que o país ainda precisa realizar “milhões de vacinações”.

O país segue impondo outras restrições contra a covid-19, como a entrada de estrangeiros, que ainda permanece limitada. Israelenses não vacinados que retornam do exterior também precisam fazer quarentena, devido a temores de que novas variantes do vírus prejudiquem a vacinação.

O Ministério da Saúde israelense informou ter identificado no país sete casos de uma nova variante originária da Índia, cujo poder de contágio ainda está sendo avaliado.

Situação é outra para os palestinos

A situação em Israel contrasta fortemente com o que se observa na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza, onde as taxas de infecção permanecem altas e as imunizações são baixas.

Gaza, que é governada pelo movimento islâmico Hamas, disse neste domingo que registrou um recorde de 23 mortes ligadas ao coronavírus nas últimas 24 horas, somando agora 761 óbitos desde o início da pandemia.

Grupos de direitos humanos pediram a Israel que fornecesse vacinas aos 5,2 milhões de palestinos que vivem em Gaza e na Cisjordânia ocupada, mas o governo israelense argumenta que isso é responsabilidade da Autoridade Nacional Palestina.

O país, por outro lado, diz ter vacinado mais de 105 mil trabalhadores palestinos que possuem permissão para trabalhar em Israel e nos assentamentos.

Por Deutsche Welle

ek (AFP, Reuters, Efe)

Polícia reforça vigilância na região da 25 de março

Movimento na Rua 25 de Março e Ladeira Porto Geral no último fim de semana antes do Natal (Paulo Pinto/FotosPublicas)

A Polícia Militar está reforçando a segurança no no comércio popular, no centro de São Paulo. A Operação Compras iniciou em novembro e segue até o dia 24 de dezembro, quando aumenta o fluxo de pessoas para as compras das festas de fim de ano na região da 25 de Março e Rua Santa Ifigênia, centro da capital paulista. 

Segundo a PM, o reforço no policiamento conta com a presença diária de policiais do Sétimo Batalhão de Policiamento Metropolitano e de PMs vindos de outros batalhões da capital paulista, sem que haja qualquer prejuízo ao policiamento de outras localidades. 

“O objetivo da Polícia Militar é o aumento da sensação de segurança pública, bem como manter a ordem pública nesses centros comerciais, com o aumento do policiamento ostensivo e preventivo. Desta forma, inibindo a ação de criminosos que visam cometer crimes como roubos e furtos, aproveitando-se do aumento da circulação de pessoas nessa época do ano. A previsão é prosseguir com a operação até dia 24 de dezembro, véspera de Natal, data em que se encerra o período de compras natalinas”, informou em nota a PM.

Uso de máscaras

Uma força-tarefa está verificando o uso de máscaras e o respeito às orientações para evitar aglomerações nos estabelecimentos comerciais. A ação ocorre desde o último dia 4 em todas as regiões do estado e conta com mais de mil fiscais nas ruas de quarta-feira a domingo. 

A iniciativa é da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com os municípios. A pasta já conta com a participação de 100 prefeituras nessa mobilização.

Segundo a pasta, o objetivo das ações é verificar o cumprimento do decreto estadual sobre o uso de máscaras, bem como garantir mais segurança aos clientes, respeito às regras aplicadas para bares e estabelecimentos e ao distanciamento social.

“Com a proximidade do final de ano, as confraternizações, em locais como bares e restaurantes, tornam-se frequentes e precisamos conscientizar a população que o uso de máscaras e o respeito ao distanciamento social são fatores importantíssimos no combate a pandemia da covid-19”, disse o secretário de estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

A população pode contribuir com a mobilização realizando denúncias de aglomerações e de locais onde as pessoas não usam máscaras. Elas podem ser feitas gratuitamente pelo telefone 0800 771 3541, disque-denúncia da Vigilância Sanitária do estado.

A multa é de R$ 5.025,02 para pessoa jurídica, por cliente sem máscara a cada fiscalização. Já em espaços públicos, como ruas e praças, a autuação é de R$ 524,59 para o cidadão que não estiver usando a proteção exigida. A definição prevê o repasse dos valores ao programa assistencial Alimento Solidário, do governo do estado, que distribui cestas de alimentos para famílias carentes.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Santos multou 10 pessoas sem máscara, em média, por dia desde o começo do mês

Mais quatro pessoas foram multadas nas últimas horas desta terça-feira (21) pela Guarda Civil Municipal (GCM), em Santos, litoral sul paulista, por se recusarem a utilizar máscara facial em vias públicas da cidade. Desde o começo do mês, quando entrou em vigor o decreto que obriga uso de máscara, foram aplicadas, em média, 10 multas por dia.

(Arquivo/Isabela Carrari/Pref. de Santos)

Só hoje, duas autuações foram aplicadas na Região da Orla e outras duas na Zona Noroeste. O total de pessoas punidas no município chega a 221.

Estabelecida pelo Decreto Municipal 8.944, de 24 de abril, a multa aplicada é de R$ 100 e acarreta inscrição na Dívida Ativa de Município caso não seja quitada no prazo determinado, impossibilitando emissão de certidão negativa de débito tributário.

No comércio, a equipe de fiscalização da Prefeitura vistoriou 32 estabelecimentos nesta terça-feira, sendo 15 dessas visitas decorrentes de denúncias prestadas por munícipes (153) ou Ouvidoria Digital, que relataram, entre outras irregularidades, desrespeito às regras de prevenção à covid-19.

Em dois casos houve intimação para adequação das atividades e em 13 locais os comerciantes foram orientados quanto aos protocolos para atendimento ao público. A ação durante o dia incluiu lojas, lanchonetes e ambulantes. À noite, a equipe da Secretaria de Finanças (Sefin) percorre bares e restaurantes.

*com informações da Prefeitura de Santos