Preso recebe medalha de bronze em Olimpíada de Matemática

(Governo do Estado de São Paulo/Reprodução)

Um reeducando de Itaí que cumpria pena na Penitenciária “Cabo PM Marcelo Pires da Silva” ganhou a medalha de bronze na última edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), realizada em 2019. Mais dois presos, um da mesma unidade e outro do Centro de Ressocialização (CR) de Ourinhos, receberam menções honrosas. A data da premiação ainda será agendada pela organização do torneio.

Outros 4.075 participaram das Olimpíadas entre os meses de maio e setembro de 2019. Na edição de 2017, um colombiano detido em Itaí faturou a medalha de ouro. Edisson Humberto Barbativa Murillo, que atualmente está em liberdade, foi o primeiro preso na história da Olimpíada a levar o prêmio máximo.

Em 2018, nove reeducandos foram condecorados: dois conseguiram prata e bronze. O restante, recebeu menção honrosa.

Oportunidade

O detento que conquistou a insígnia de bronze na edição do ano passado (15ª OBMEP) teve a oportunidade de retomar os estudos na unidade prisional. Ele concluiu o Ensino Fundamental na Penitenciária de Itaí, no primeiro semestre de 2019.

De nacionalidade francesa, atuava como gerente de marketing antes de ser preso. Atualmente, cumpre pena em regime aberto em São Paulo, onde declarou ter residência fixa e estaria cursando o Ensino Médio.

Reinserção

Com o objetivo de preparar as pessoas privadas de liberdade para o retorno à vida em sociedade, as secretarias de estado da Administração Penitenciária (SAP) e de Educação (SEE) têm estimulado, cada vez mais, que reeducandos participarem da Olimpíada de Matemática.

Realizada pelo Instituto Nacional de Matéria Pura e Aplicada (IMPA), a OBMEP é uma realidade no sistema prisional paulista desde 2012, quando passou a ser aplicada nas unidades penais do Estado.

Formação escolar

Presos sem formação escolar podem concluir os estudos enquanto cumprem pena, por meio de escolas vinculadoras instaladas dentro dos presídios, que oferecem formação dos ensinos Fundamental e Médio. Os reclusos também participam de cursos de línguas, profissionalizantes e de Ensino Superior.

*Com informações do Governo do Estado de SP

Aeroportos e hotéis exibem fotos dos suspeitos de furtar medalha

(Polícia Civil do RJ/Reprodução)

As fotos dos dois homens suspeitos de furtar a medalha Fields, do iraniano de origem curda Caucher Birkar, estão sendo divulgadas pela polícia do Rio nos aeroportos e na rede hoteleira, na expectativa de identificá-los. O furto ocorreu na última quarta-feira (1º), no Riocentro, durante a cerimônia de entrega da medalha, considerada o Nobel da matemática. O material também foi enviado à Polícia Federal.

A delegada responsável pela investigação, Valéria Aragão, titular da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista, espera que a divulgação das fotos possa ajudar a elucidar o caso, na expectativa de que alguém faça uma denúncia.

(Polícia Civil do RJ/Reprodução)

“Já divulgamos fotos para a Polícia Federal, para todo o setor hoteleiro e hostels. Vai ser uma investigação muito complexa, pois, ao mesmo tempo em que temos imagens dos autores, não temos pistas sobre quem eles são, se são brasileiros ou estrangeiros”, disse a delegada, que atendeu a Agência Brasil na noite desta quinta-feira (2).

A delegada contou que já há imagens suficientes, gravadas por cinegrafistas e fotógrafos que trabalhavam no evento ou por câmeras de segurança, para concluir que os dois homens foram os responsáveis pelo crime, mostrando a forma como agiram.

“Nós temos as imagens dos autores, inclusive praticando o crime. Temos os rostos deles, em boa qualidade. Por trás da vítima, se vê dois homens cochichando e trocando olhares. Um deles faz um movimento e, em seguida, a pasta marrom desaparece”, relatou a delegada.

(Polícia Civil do RJ/Reprodução)

Valéria já ouviu, no mesmo dia do furto, Caucher Birkar. Segundo ela, pela repercussão negativa internacional que o caso teve, se pudesse, comprava uma medalha do próprio bolso para dar ao iraniano: “Eu estou quase tirando dinheiro da minha conta para comprar outra medalha. Queria poder cunhar outra. Foi a primeira vez que o evento veio para o Hemisfério Sul. Me sinto muito triste por isso”.

(Vladimir Platonow/Agência Brasil)