GCM é baleado no rosto ao chegar em casa

Um agente da Guarda Civil Municipal de Mauá, na Grande São Paulo, foi baleado por criminosos em uma suposta tentativa de assalto. A Polícia Militar, que chegou a ser acionada, não descarta uma tentativa de execução. 

O guarda foi atacado por volta das nove horas da noite desta terça-feira (9) quando chegava em casa, e toda a ação foi gravada por câmeras de segurança. As imagens mostram o guarda civil em uma motocicleta, aparentemente já sendo seguido por dois bandidos, também em uma moto, até a porta da casa dele, na Vila Feital.

Assim que o Gcm reduziu a velocidade e acionou o controle de abertura do portão automático,  o garupa desceu da outra moto, com uma arma na mão, atirando em direção à vítima. O agente, ainda sobre a motocicleta, desceu a rampa da garagem e o suspeito foi atrás correndo e atirou novamente.

Nas imagens não é possível ver se guarda civil municipal tentou reagir. Em seguida, o criminoso sobiu a rampa correndo e fugiu com o comparsa. A pistola e a motocicleta do GCM não foram levadas. Atingido no rosto, o guarda foi socorrido por colegas da corporação e encaminhado ao Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini.

De acordo com a Guarda Civil Municipal de Mauá, o agente foi submetido a uma cirurgia e permanece internado.O estado de saúde dele é estável.O caso foi registrado no plantão do Primeiro Distrito Policial de Mauá, onde será investigadoOs bandidos ainda não foram identificados  e seguem foragidos.

https://www.youtube.com/watch?v=18EVlxHZxb8

*Com Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Empresário atira na esposa em estacionamento de shopping

(Reprodução)

Uma discussão acabou com esposa baleada e o marido morto, no início da noite de ontem (29), no subsolo do Mauá Plaza Shopping, localizado na esquina das Avenidas Mário Covas Júnior e Antônia Rosa Fioravanti, no Jardim Rosina. De acordo com a Polícia Militar, o casal de empresários estava dentro de um automóvel.

Johnny da Silva Rodrigues, 28 anos, e a mulher, de 30, estavam juntos havia pelo menos 11 anos. Segundo a PM, eles possuem uma empresa em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, especializada na instalação de placas de vidros em sacadas de edifícios e residências.

O casal estava passando por uma crise há uma semana e tinha programado uma viagem para o Litoral Paulista, nesta quinta-feira, sem os filhos. Um pastor, amigo dos empresários, foi até o shopping para tentar ajudar na reconciliação antes da viagem. É ele o homem que aparece no circuito de segurança do lado de fora do Jaguar e que corre após os tiros deferidos pelo empresário.

Johnny atirou no pescoço da esposa e depois contra a própria cabeça. Funcionários que estavam no local entraram em desespero e acionaram o SAMU, mas o casal foi socorrido imediatamente por uma ambulância do próprio shopping e encaminhado ao Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini. O marido não resistiu e acabou morrendo.

Já a esposa foi submetida a uma cirurgia e continua internada, mas não se tem informações sobre o estado de saúde dela. A arma usada no crime, uma pistola Taurus calibre 380, está registrada no nome de uma empresa de segurança, mas pertencia ao empresário.

O casal, de acordo com uma publicação em uma rede social da esposa, estava junto desde 25 de dezembro de 2.009 e tem um filho pequeno. Natacha também é mãe de uma adolescente, fruto de um relacionamento anterior. Ainda não se sabe também o que teria motivado o crime. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Mauá, pelo delegado Aldo Marcos Lourenço Ferreira como “feminicídio tentado, suicídio consumado e violência doméstica.”

*Com informações de Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Veja esta e outras notícias no canal do Youtube do repórter Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Briga entre torcidas termina com dois mortos na Grande São Paulo

A confusão entre santistas e palmeirenses que terminou em tragédia começou por volta das dez horas da noite deste domingo (23) em frente a um posto de combustíveis, na esquina das Avenidas Portugal e Capitão João, no Jardim Pilar, em Mauá.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 70 palmeirenses estavam concentrados em frente ao posto quando surgiu um grupo de torcedores do Santos.
Os dois grupos passaram a trocar ofensas até que houve uma confusão, que se transformou em uma briga generalizada.

Em meio ao tumulto, três torcedores do Palmeiras correram até um Chevrolet Celta preto, e um deles retornou armado, efetuando disparos em direção aos torcedores do Santos, atingindo três rapazes. Em seguida, ele e os colegas fugiram.

Os feridos, um deles atingido no tórax, foram socorridos por equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU e encaminhados ao Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini e à Santa Casa de Misericórdia, onde dois deles morreram. Um foi identificado como Higor Matias Toledo, de 23 anos. A terceira vítima, atingida de raspão na cabeça, foi medicada e liberada.

Com dados do veículo ocupado pelos autores dos disparos, equipes da Guarda Civil Municipal fizeram buscas e conseguiram localizar o Celta e deter o trio, que foi encaminhado ao 1º Distrito Policial de Mauá, onde o caso foi registrado.

*Com informações de Paulo Édson Fiore – rádio Jovem Pan

Veja abaixo as imagens da confusão que foram exibidas no canal do Youtube do repórter da rádio Jovem Pan Paulo Édson Fiore.

Poupatempo Sé e Itaquera retomam atendimento nesta quarta

O Poupatempo vai retomar atendimento a partir desta quarta-feira (19) em oito unidades. A partir de hoje (18), os agendamentos já podem ser feitos.

(Alexandre Moreira/Gov. do Estado de SP)

Os agendamentos para serviços nos postos da Sé e Itaquera (capital), São Bernardo do Campo e Mauá (Região do ABC Paulista), Mogi das Cruzes (Alto Tietê), Santos e Guarujá (Baixada Santista) e Bauru (interior) deverão ser feitos pelo portal. O cronograma de reabertura do Poupatempo será semanal e a grade ficará disponível sempre um dia antes.

Na reabertura das unidades, a prioridade é para os serviços que exigem atendimento presencial, como a expedição de RG e a primeira emissão de CNH, por exemplo.  Os demais continuam mantidos de forma remota. Juntos, site e aplicativo Poupatempo Digital oferecem mais de 80 opções online, sem sair de casa. Outra novidade é que o Poupatempo passa a incorporar todos os atendimentos do Detran.SP.

Para garantir a segurança da população e colaboradores, serão adotadas medidas de controle de acesso, distanciamento social e higienização.

“A preocupação com a saúde de quem tem a necessidade de ir ao Poupatempo neste momento é fundamental para que possamos dar continuidade aos serviços presenciais. Por isso, a reabertura das nossas unidades será feita de forma gradual e consciente, seguindo todas as recomendações sanitárias”, explica Murilo Macedo, diretor da Prodesp – empresa de Tecnologia do Governo de São Paulo que administra o Poupatempo.

O retorno seguirá as diretrizes do Plano São Paulo, com flexibilização permitida apenas para cidades que estiverem nas fases laranja e amarela, e com fluxo de pessoas equivalente a 30% da capacidade de cada unidade.

Mutirão do RG 

Nesta segunda e terça-feira (dias 17 e 18 de agosto), o Poupatempo promove um mutirão de RG nas unidades da Sé, no centro, e Itaquera, na zona leste. Nos dois dias de ação serão atendidas cerca de 3 mil pessoas nos dois postos. As vagas para agendamento foram esgotadas no sábado (15).

Para ser atendido na data e horário marcados, o cidadão precisa comparecer aos postos com a Certidão de Nascimento ou Casamento original e cópia simples, ou mesmo com o RG anterior, caso tenha sido emitido no Estado de São Paulo. Já os menores de 16 anos devem estar acompanhados por um dos pais ou responsável legal, portando um documento de identificação com foto.

Caso não seja possível, basta o responsável assinar uma autorização, que pode ser acessada pelo link http://bit.ly/2txpHQY, para ser apresentada no ato do atendimento, junto com documento de identificação do responsável, com a mesma assinatura.

‘Água é racionada, falta comida’: Por dentro do CDP Mauá

Jovem que saiu há um mês da prisão revela como está a situação durante pandemia; familiares afirmam que parentes com febre e dor estão sem atendimento médico

Centro de Detenção Provisória de Mauá | Foto: Reprodução/Google Street View

Iuri* saiu da prisão há um mês, portanto, durante o isolamento imposto pela pandemia do coronavírus. Agora, livre, ele sente preocupação com os colegas que ficaram no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá, na Grande São Paulo. 

Superlotação, comida insuficiente, racionamento de água, demora na entrega das cartas e falta de atendimento médico são os principais motivos. Isso tudo, que já é característico de muitas prisões pelo Brasil, toma proporções mais graves por causa da pandemia.

Em entrevista exclusiva à Ponte, Iuri, que é, portanto, egresso do sistema prisional, afirma que o racionamento de água é o que mais preocupa. Por dia, os detentos têm direito a quatro rodadas de água, que fica ligada por apenas uma hora. “Isso quando não faltava água o dia inteiro”, denuncia o ex-detento. Nessas condições, fica impossível manter o asseio e a higiene básica, medidas necessárias para prevenção da Covid-19.

Até a manhã desta sexta-feira (29/5), São Paulo tinha 12 mortes pela Covid-19 nos presídios. Os casos confirmados somam 76 e há 100 suspeitos da doença. Em âmbito nacional, já são 1.265 infecções confirmadas, 922 suspeitos e 42 óbitos, segundo o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A unidade de Mauá tem capacidade para 626 presos, mas atualmente possui 1.239. Com isso, as celas estão superlotadas e não há colchões suficientes para todos: os presos precisam dividir espaço para dormir.

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As comidas também precisam ser divididas, já que, segundo Iuri, não chegam em quantidade suficiente por cela. Com a suspensão das visitas, uma das medidas para conter o avanço da pandemia do coronavírus dentro do sistema prisional, a “jumbo”, kit com alimentos e produtos de higiene pessoal enviado por familiares aos presos não podem ser entregues pessoalmente ocasionando, muitas vezes, atrasos. Segundo Iuri, alguns ficam mesmo sem ter o que comer.

A falta de atendimento médico é uma queixa antiga da unidade, mas, com a pandemia, se agravou. Os únicos remédios fornecidos, independente da queixa, são analgésicos, como dipirona e paracetamol. “Na enfermaria não existe um médico plantonista. Não tem ninguém para socorrer os presos durante a madrugada, só funcionários, que não são da área da saúde, e, despreparados, atuam como enfermeiros”, relembra Iuri. 

“Para eles poderem atender, a gente tem que ficar 30 minutos gritando e chutando a coluna que interliga os raios. Quando eles vêm, xingam, humilham e querem levar para a solitária”, completa.

Carta enviada por detento à família contando a situação do CDP em relação ao coronavírus | Foto: arquivo pessoal

Iuri conta que, por diversas vezes, os detentos solicitam diálogos diretos com a direção da unidade, mas dificilmente conseguem. “Eles são arrogantes, xingam e muitas vezes nos agridem, tanto verbalmente quanto psicologicamente. Não existe lei lá dentro”. 

“Quando a gente tomou ciência do que estava acontecendo, chamamos o diretor da unidade, para reivindicar mais água e produtos de higiene para se proteger do vírus. Mas ele falou que não ia ceder”, lamenta.

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As cartas, única comunicação com a família, diante da suspensão das visitas, estão demorando quase um mês para chegar aos familiares. Quem pode, pede para o advogado visitar o parente preso. Quem não pode encontrou uma alternativa para saber como os filhos, maridos e irmãos estão: vão até a porta do CDP e gritam, chamando pelo familiar, que responde lá de dentro, também aos gritos.

“A gente tava mandando bastante cartas para as famílias, para deixar eles informados, e eles ficam segurando as cartas. Eu moro em Mauá, mesma cidade da unidade, e as cartas demoravam mais de um mês pra chegar. Só entra carta registrada, só com selo demora 30 dias”, explica.

Iuri também conta que a luz dentro das celas tem sido desligada para impedir que os detentos vejam as notícias por meio dos jornais televisivos. “Eles querem impedir que os detentos tenham acesso aos cuidados e aos sintomas do vírus. Em vez deles ajudarem, estão limitando o espaço e as informações”, aponta.

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Para Iuri, a ideia de isolar os novos detentos não está dando certo. Quando um novo detento chega da rua, relata, ele fica 20 dias isolado dos demais, para checar se ele está com algum sintoma de Covid-19. Mas, se um preso está há 18 dias no isolamento e chega um novo detento, com ou sem sintoma, é colocado no mesmo local que os demais, que estão prontos para seguir para as celas.

“Nesses dois dias ele pode ser infectado e vai infectar os demais. Na minha visão, tem uma grande falha na prevenção do coronavírus e isso está colocando em risco muita gente. Tem 1.200 vidas lá dentro e eles não estão se preocupando com essas vidas”, critica.

Detento questiona em carta como vão se cuidar dentro do CDP se a água continua sendo racionada | Foto: arquivo pessoal

Pelo menos dois detentos estão com sintomas de Covid-19 na unidade, segundo familiares. Febre alta, dores no corpo, dores de cabeça, tosse, falta de olfato e paladar estão entre eles. A esposa de um deles, que pediu para não ser identificada, conta que o marido está há uma semana dessa forma e ainda não teve atendimento médico.

“Essa semana eu tava muito preocupada pelos relatos de outros presos para os familiares em relação ao coronavírus e pedi para a advogada ir lá. Ela contou que ele está tendo febre, dor no corpo, falta de paladar e olfato. Ele pede atendimento, mas negam”, relata. 

Por cela, afirma a familiar, os presos tem direito a duas fichas de atendimento médico. Mas, sem retorno, ficam sem as medicações. “Os agentes não estão usando máscaras para entregar o ‘jumbo’ e o sedex, fazendo pouco caso deles”. 

“Minha sensação é de tristeza, por mais que ele tenha errado, ele é um ser humano, não devia estar passando por isso. A gente liga pra conseguir informação e eles falam que não podem falar nada”, lamenta.

Diálogos entre familiares em grupo de visitas do CDP de Mauá | Foto: reprodução

A mãe do outro detento doente conta que o filho tem bronquite asmática, grupo de risco do coronavírus, e também está sem atendimento médico. Ela afirma que o filho, preso desde outubro de 2019, também tem uma deficiência no sangue, que impede que ele tenha imunidade contra doenças.

“Desde o fim de março estamos correndo atrás dos laudos para Defensoria [Pública] conseguir prisão domiciliar. Na audiência do dia 6 de abril, negaram a saída dele porque os laudos não estavam prontos, porque ele precisava assinar”. narra.

“A Defensoria conseguiu que ele assinasse lá dentro. No dia que ele foi assinar, chamaram ele para o atendimento médico, para dizer que viram o problema no atendimento”, continua a mãe. 

Sem notícias do filho, ela foi até a porta do CDP para conversar com ele. Cada um e um lado do muro. “Ele gritou para mim que tinha assinado o papel e que eles tinham atendido ele assim: rasparam a cabeça dele e quebraram as canetas dele para ele não escrever mais. Mas ele nem sabia que estávamos cuidando disso aqui fora, porque as cartas demoram pra chegar”, lamenta.

Outro lado

Questionada, a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo não se manifestou até o momento de publicação da reportagem.

*O nome do egresso foi preservado a pedido dele para evitar represálias para os outros detentos do CDP

Por Caê Vasconcelos – Repórter da Ponte

Cidades do ABC compram 1 milhão de testes de Covid-19

(Arquivo/Michael Schwenk/Fotos Públicas)

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC, que reúne prefeitos da região, anunciou a compra de 1 milhão de kits para testes de covid-19. A remessa será dividida proporcionalmente, conforme o total de habitantes, entre os municípios representados, que são: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Em nota, a entidade destaca que a aquisição permitirá aplicar os testes em 36% da população da região. A previsão é de que a compra seja feita até o fim da semana, de modo que o material esteja disponível até a segunda quinzena de abril. Com um custo de US$ 0,80 por kit, o valor estimado da compra é R$ 4,8 milhões e será coberto por recursos do Fundo Municipal de Saúde.

Outra decisão tomada é o lançamento de um programa emergencial de combate à fome nos sete municípios, que deverá ocorrer ainda esta semana. Ao todo, serão distribuídas 20 mil cestas básicas e kits de higiene. A medida foi sugerida após os prefeitos avaliarem que “a ajuda financeira do governo federal será insuficiente para atender a todas as pessoas”. Atualmente, cerca de 80 mil famílias da região estão cadastradas no Bolsa Família.

Diálogo com governo federal

O grupo de prefeitos também informou que irá remeter um documento ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em que pede orientações sobre quais procedimentos devem ser adotados frente à pandemia. O discurso do presidente Jair Bolsonaro, em defesa da suspensão das medidas de isolamento social, recomendadas por inúmeros especialistas, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem preocupado os membros do consórcio. Os prefeitos reconhecem que “questionam se o governo federal assumirá também as responsabilidades no caso dessa determinação provocar mais óbitos”.

O consórcio também adianta que solicitará ao governo federal um estudo que lhes dê subsídio necessário para mensurar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de evitar o colapso da rede. A possibilidade de sobrecarga do SUS foi alertada pelo próprio ministro, no início da pandemia.

De acordo com balanço apresentado pelo Ministério da Saúde, até a tarde desta segunda-feira (30), o Brasil contabilizava 4.579 casos confirmados de covid-19. O total de mortes chega a 159. O sudeste concentra mais da metade (55%) das infecções pelo coronavírus, sendo que o estado de São Paulo responde por 1.517 dos registros e 113 óbitos.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

Pandemia faz 7 cidades do ABC paralisar ônibus

(Arquivo/Nivaldo Lima/SP Agora)

Após assembleia realizada na manhã de hoje (18), o Consórcio Intermunicipal Grande ABC, que reúne prefeitos da região, decidiu suspender a circulação de ônibus municipais a partir do dia 29 de março, por tempo indeterminado. As cidades que terão o serviço alterado serão Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que têm representantes no consórcio. 

Somente os veículos do sistema de transporte público municipal irão parar, ou seja, a medida não abrange aqueles que são de responsabilidade do governo estadual de São Paulo. As frotas já serão reduzidas a partir desta quarta-feira. 

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do consórcio, Gabriel Maranhão, disse que a posição geográfica da região exige medidas como a que foi agora tomada, devido à proximidade com o Aeroporto de Guarulhos, o Porto de Santos e a capital paulista. Ele também afirmou que os prefeitos que integram o consórcio esperam do governo federal “uma atitude mais pró-ativa”. 



“A gente vê, realmente, uma situação muito preocupante e fica esperando uma atitude mais corajosa e responsável por parte do governo federal”, afirmou Maranhão, atual prefeito de Rio Grande da Serra, município localizado a 55 quilômetros da capital.

Segundo Maranhão, o perfil demográfico do ABC paulista é outro fator que justifica a medida. Ele informou que, ao todo, há 432 mil idosos vivendo na região e somente 1.300 leitos hospitalares, o que poderia causar uma sobrecarga do sistema de saúde. 

O presidente do consórcio acrescentou, ainda, que, além de fazer um comunicado oficial sobre a mudança no transporte público, cada prefeito também irá editar um decreto declarando situação de emergência, nos próximos dias. Também ficou decidido na reunião que os prefeitos vão garantir o transporte de funcionários que prestem serviços essenciais, por meio da contratação de linhas particulares.

“O mais importante agora é a população se precaver, ficar em casa e evitar que a pandemia se alastre da forma como se alastrou na Europa”, disse. A medida faz parte do esforço regional para conter o avanço do novo coronavírus (Covid-19), que configura pandemia, diz nota do consórcio.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil 

Sarampo: 39 cidades têm vacinação para bebês; veja lista

(Tomaz Silva/Agência Brasil)

A partir desta segunda-feira (12), São Paulo vai vacinar contra sarampo bebês com idade entre 6 meses a menores de 12 meses de 39 cidades paulistas que registraram casos da doença. A medida inclui ainda a aplicação de doses em crianças nessa faixa etária que vão se deslocar para essas cidades. Nesses casos, a vacinação deve ser feita pelo menos 15 dias antes das viagens.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A aplicação da chamada “dose D” visa proteger as crianças e não será contabilizada no calendário nacional de vacinação da criança, ou seja, os pais ou responsáveis deverão levar as crianças aos postos para receber a tríplice viral aos 12 meses e também aos 15 meses para aplicação do reforço com a tetraviral, que protege também contra varicela.

Após a aplicação da “dose D”, é preciso aguardar pelo menos 30 dias para aplicação da tríplice aos 12 meses, como prevê o calendário. A relação dos municípios com indicação será atualizada semanalmente, com base na situação epidemiológica. Se necessário, novos municípios serão incluídos nesta estratégica. Os casos entre crianças menores de 12 meses de idade representam 13,6% dos 967 casos existentes no Estado hoje. 80% do total de casos se concentram na capital, com 778.
Vale ressaltar que a  campanha de vacinação contra sarampo focada em jovens de 15 a 29 anos continua em 15 municípios da Grande São Paulo. Desde 10 de junho, 1,2 milhão de pessoas nessa faixa etária foram imunizadas. A meta é vacinar 4,4 milhões até o dia 16 de agosto, data de encerramento da campanha.

Relação das cidades que requerem imunização de bebês de 6 a menores de 12 meses:
· Atibaia
· Barueri
· Caçapava
· Caieiras
· Campinas
· Capital – São Paulo
· Carapicuiba
· Diadema
· Embu
· Estrela D’Oeste
· Fernandópolis
· Francisco Morato
· Guarulhos
· Hortolândia
· Indaiatuba
· Itapetininga
· Itaquaquecetuba
· Jales
· Jundiaí
· Mairiporã
· Mauá
· Mogi das Cruzes
· Osasco
· Peruíbe
· Pindamonhangaba
· Praia Grande
· Ribeirão Pires
· Ribeirão Preto
· Rio Grande da Serra
· Santo André
· Santos
· São Bernardo do Campo
· São Caetano do Sul
· São José do Rio Preto
· São José dos Campos
· Sorocaba
· Sumaré
· Taboão da Serra
· Taubaté

*Conteúdo Secretaria Estadual da Saúde

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Crianças devem ser vacinadas contra o Sarampo antes de viajar

Por  Elaine Patricia Cruz

O Ministério da Saúde soltou nesta terça-feira (6) um comunicado alertando pais, mães e responsáveis que vão viajar com seus filhos de seis meses a menores de um ano de idade para 39 cidades dos estados de São Paulo, Pará ou Rio de Janeiro, onde há surto ativo do sarampo, para que vacinem seus filhos. A recomendação é que todas essas crianças sejam imunizadas contra a doença no período mínimo de 15 dias antes da data prevista para a viagem. Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo no país.

Segundo o Ministério, a vacina não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente do planejamento de viagens para os locais com surto ativo do sarampo ou não.

No estado de São Paulo, as cidades com registro de sarampo, segundo o Ministério da Saúde, são: São Paulo, Santos, Fernandópolis, Santo André, Guarulhos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires, Mairiporã, Pindamonhangaba, Sorocaba, Diadema, Indaiatuba, Osasco, Barueri, Caçapava, Caieiras, Embu, Estrela D’Oeste, Francisco Morato, Hortolândia, Itapetininga, Itaquaquecetuba, Jales, Mogi das Cruzes, Peruíbe, Praia Grande, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Taboão da Serra e Taubaté. No estado do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, Paraty e Nilópolis. No Pará: Monte Alegre, Santarém, Porto do Moz e Prainha.

O Ministério da Saúde registrou, entre os dias 05 de maio e 03 de agosto deste ano, 907 casos confirmados de sarampo no Brasil, em três estados: São Paulo (901 casos), Rio de Janeiro (5) e Bahia (1).