Metrô entra em greve nesta quarta-feira

(Gov. do Estado/Reprodução)

Os metroviários de São Paulo decidiram hoje (18), em assembleia, entrar em greve a partir da 0 h desta quarta-feira (19). A paralisação atingirá as linhas Azul (1), Verde (2), Vermelha (3) e Prata (15). 

“A greve só acontecerá por intransigência do Metrô. A empresa sequer enviou representantes à audiência de conciliação marcada para a tarde de hoje pelo Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região”, disse em nota o Sindicato dos Metroviários de São Paulo. 

De acordo com a entidade, os metroviários não têm reajuste salarial há dois anos e estão ameaçados de terem direitos cortados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo. Procurado, o Metrô não se manifestou.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Greve paralisa quatro linhas do Metrô

Quatro linhas do Metrô de São Paulo começaram o dia paralisadas em função de uma greve dos metroviários decidida na noite de ontem (27). O movimento da categoria começou às 0h de hoje, por tempo indeterminado, em um protesto contra corte de salários e de direitos.

Foram afetadas as linhas 1 (Azul), 2 (Verde), 3 (Vermelha) e 15 (Prata). Dos 2.506 metroviários participantes na assembleia, 73,3% votaram por iniciar a greve a partir de amanhã; 21,7%, contra a paralisação; e 5%, abstiveram-se. 

“A greve acontecerá pela defesa dos direitos e o corte de 10% dos salários, anunciados na última quinta-feira à noite”, destacou, em nota, o Sindicato dos Metroviários. 

Segundo a entidade, desde março, o sindicato tem procurado, sem sucesso, o Metrô propondo a prorrogação do Acordo Coletivo, que venceu em 30 de abril. 

Na tarde de ontem, a Justiça do Trabalho de São Paulo (TRT-2) concedeu parcialmente uma liminar para Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), estabelecendo o funcionamento de 95% dos serviços no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h30 às 19h30) e 65% nos demais horários em todas as estações.

“Os percentuais estabelecidos dizem respeito à prestação do serviço, e não à mão de obra devidamente colocada para tanto. Deverão ainda ser observadas, durante o período de greve, as atribuições de cada funcionário, inclusive dos engenheiros, não se admitindo alterações objetivas do contrato”, destacou o tribunal.

Caso a liminar não seja respeitada, será aplicada multa diária de R$ 150 mil e R$ 500 mil, nos trabalhadores e na empresa, respectivamente. O julgamento da greve e do dissídio da categoria está agendado para o próximo dia 29, a partir das 15 horas. Procurado, o Metrô ainda não se manifestou. 

*com informações da Agência Brasil

Metroviários adiam greve e Metrô opera normalmente

Os metroviários adiaram o início da greve que estava prevista para hoje (4). Segundo o sindicato da categoria, “se a empresa não pagar o valor mínimo de R$ 3.142,98 no dia 9/3, não retomar o pagamento da Periculosidade e o retorno do pessoal para o turno de origem, como foi acordado no TRT, uma nova assembleia será realizada em 9/3 com greve marcada em 10/3”, diz nota divulgada pela entidade.

Com exceção da linha 15-Prata, paralisada por problemas desde o fim de semana, todas as linhas do metrô operam normalmente nesta manhã. A CPTM também funciona normalmente.



Não haverá greve no Metrô nesta terça, decidem metroviários

Os metroviários, reunidos em assembléia no começo da noite desta segunda-feira (4), decidiram suspender a greve prevista para esta terça feria (5).

Assembléia realizada pelos metroviários (Paulo Iannone/Sindicato dos Metroviários)

A categoria aprovou a continuidade do “Plano de Lutas”. No site do Sindicato dos Metroviários, a Privatização é citada como ataque a categoria, além de outras reivindicações:

“O grave acidente ocorrido no dia 29/1, com o choque de dois trens na Linha 15-Prata do Monotrilho, expõe as condições de risco que os trabalhadores e a população sofrem nessa linha. Estações foram entregues às pressas e com vários problemas de segurança, sem acabamento e iluminação”, aponta.

Segundo a categoria “outra medida do Metrô que revoltou os trabalhadores ocorreu com a demissão injusta do Operador de Trem Joaquim José. Funcionário há 33 anos e diversas vezes elogiado pelos serviços prestados, foi demitido por justa causa sem qualquer apuração após agir em um incidente na Linha 1-Azul”.null

Liminar

Durante a tarde desta segunda-feira (4), a Justiça do Trabalho de São Paulo (TRT-2) chegou a conceder, parcialmente, liminar à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), estabelecendo regras para a possível paralisação dos Metroviários. A decisão foi tomada ao final da reunião entre representantes do sindicato da categoria e do Metrô, com mediação do desembargador-relator Fernando Álvaro Pinheiro.

Como não houve consenso entre as partes, o desembargador determinou que os Metroviários mantivessem em funcionamento 80% dos serviços no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h), e de 60% nos demais horários enquanto durasse a greve, com multa de R$ 350 mil se houvesse descumprimento.

“O motivo da liminar é buscar o equilíbrio sem negar o exercício do direito de greve. E ao mesmo tempo não permitir que o conflito entre empresa e sindicato penalize ainda mais a população, tão dependente desse importante meio de transporte público”, afirmou o desembargador Fernando Álvaro Pinheiro.

https://spagora.com.br/metroviarios-se-reunem-para-decidir-sobre-greve-nesta-terca/

Metroviários se reúnem para decidir sobre greve nesta terça

Metroviários marcaram para o fim da tarde desta segunda-feira (4) uma assembléia para discutir sobre uma paralisação nesta terça-feira (5), em São Paulo. No site do Sindicato dos Metroviários, a Privatização é citada como ataque a categoria, além de outros motivos:

“O grave acidente ocorrido no dia 29/1, com o choque de dois trens na Linha 15-Prata do Monotrilho, expõe as condições de risco que os trabalhadores e a população sofrem nessa linha. Estações foram entregues às pressas e com vários problemas de segurança, sem acabamento e iluminação”, aponta.

Segundo a categoria “outra medida do Metrô que revoltou os trabalhadores ocorreu com a demissão injusta do Operador de Trem Joaquim José. Funcionário há 33 anos e diversas vezes elogiado pelos serviços prestados, foi demitido por justa causa sem qualquer apuração após agir em um incidente na Linha 1-Azul”.

A greve desta terça seria uma reação contra as medidas. A categoria foi convocada para discutir o tema na sede do sindicato às 18h30 de hoje (4).

Ainda não há informação se a Assembléia realizada no início da noite aprovou a paralisação.