Com pandemia e alta de combustível, paulistanos estão andando mais a pé

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

O  deslocamento diário a pé dos paulistanos neste ano aumentou em relação a 2020, segundo a pesquisa  Viver em São Paulo – Mobilidade Urbana, da Rede Nossa São Paulo. O deslocamento a pé de forma frequente em todo ou parte do trajeto é atualmente um hábito para 57% das pessoas na cidade, enquanto no ano passado esse número era de 41%. Em 2017, período anterior à pandemia, 45% dos paulistanos diziam se deslocar a pé.

Já o uso de transporte coletivo caiu em 2021, na comparação com o período anterior à pandemia. A entidade relaciona o movimento ao medo da contaminação por covid-19 e às dificuldades econômicas do período. O uso cotidiano dos transportes coletivos para deslocamentos na cidade passou de 32%, no ano passado – primeiro ano da pandemia –, para 36% neste ano. Em 2017 esse percentual chegou a 52%; em 2018, foi de 51%; e 46% em 2019.

O uso do carro particular diariamente, em todo ou parte do trajeto, teve ligeiro aumento em relação ao ano passado, passando de 28% para 30%. Em 2017, o índice chegou a 36%. 

O coordenador da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão, avalia que as questões relacionadas à pandemia, tanto sanitária como econômica, estão ditando esse novo momento da mobilidade. “A gente percebe que o fator econômico atravessa a questão, ele reduz a possibilidade da utilização do carro pra quem desejaria usar e, na questão do ônibus, ele é um empecilho em relação ao custo. Por outro lado, aumenta o número de pessoas andando a pé e isso também é um fator econômico, tem um percentual nesse processo das pessoas estarem andando a pé porque evidentemente não existe custo nisso.”

Queixas novas

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

O ônibus municipal é citado como o meio de transporte utilizado com maior frequência por 32% dos paulistanos. No entanto, a pandemia acentuou o risco sanitário na situação de lotação dos veículos. “A lotação é o que apontam como principal problema, além da frequência dos ônibus, a espera ainda é muito grande, e a higiene – que era um fator que antes da pandemia não existia e que hoje é apontada como um fator negativo em relação ao transporte coletivo”, avaliou Abrahão.

A pandemia de covid-19 segue como o principal motivo dos usuários terem aumentado a frequência de uso de carros, sendo citada por 43% das pessoas neste ano, índice superior aos 39% das citações no ano passado. O segundo motivo mais apontado é o cansaço de pegar transporte público lotado, passando de 20% para 14%, no mesmo período.

Entre aqueles que passaram a circular mais pela cidade usando transportes particulares ou individuais por conta da pandemia, o perfil é majoritariamente de maior renda familiar, das classes A e B e de residentes nas regiões Oeste e Centro da cidade. Já o perfil daqueles que se mantiveram no transporte público é majoritariamente das classes C, D e E e autodeclarados negros.

Preço do combustível

(Arquivo)

Apesar da utilização do carro como alternativa, o levantamento mostra que cresceram consideravelmente as citações ao preço do combustível como razão para diminuir seu uso no último ano. Entre quem reduziu o uso do automóvel, 35% apontaram o custo dos combustíveis como principal motivo em 2021, enquanto esse índice era de apenas 4% no ano passado. Mais 11% apontaram a necessidade de economizar dinheiro.

Dois terços dos usuários de carro na cidade deixariam de utilizá-lo se houvesse uma boa alternativa de transporte público. Outros motivos de destaque que engajariam o uso de transportes públicos são maior quantidade de linhas disponíveis, a higienização constante como prevenção à covid-19 e a diminuição do tempo de espera.

“Os ônibus estavam lotados, então o transporte coletivo foi um vetor efetivamente de contaminação nesses processos da pandemia, porque a lógica do transporte coletivo ainda é uma lógica de demanda: os ônibus lotam para serem mais, entre aspas, eficientes. E, no momento de pandemia, a lógica deveria ser outra, deveria ser da preservação da vida, do isolamento, de dificultar a contaminação”, disse.

Para Abrahão, especialmente no contexto atual, a lotação dos ônibus deveria ser limitada, além da disponibilidade de uma frota maior para que os veículos passassem com mais frequência nos pontos. Segundo as pessoas que usam ônibus, lotação é o principal problema a ser resolvido, sendo citado por 31% das pessoas entrevistadas; enquanto 18% apontam o preço da tarifa; e 12% a frequência dos ônibus.

“São desafios que se colocam para as cidades. Em momentos como esses, como é que você redireciona contratos, redesenha contratos que são feitos para um determinado momento, mas que diante de um processo de pandemia têm que ser revistos e adaptados rapidamente em função da qualidade de vida e da preservação da vida da população”, disse.

Aspecto positivo apontado na pesquisa é que o tempo médio de deslocamento para realização da atividade principal na cidade caiu de duas horas, em 2017, para 1 hora e 24 minutos em 2021, mesmo com a retomada das atividades econômicas. Em 2020, o tempo médio foi 1h37. Essa diminuição do tempo de deslocamento foi sentida principalmente por aqueles que utilizam transporte público.

Segurança

Apesar do aumento dos deslocamentos a pé e da disposição da população paulistana em manter este hábito após a pandemia – 81% dos que estão realizando trajetos a pé pretendem continuar -, a maioria sente pouca ou nenhuma segurança em diferentes situações do cotidiano como pedestre, considerando a situação das calçadas, atravessar por faixas de pedestres, passarela, pontes e viadutos.

A maioria da população paulistana declarou ser a favor da construção e ampliação de corredores de ônibus (87%); de ciclovias e ciclofaixas (79%); e com a utilização exclusiva de ruas e avenidas para lazer e circulação de pedestres e ciclistas (82%).

O uso da bicicleta caiu de 6% para 3% neste ano, em relação ao ano passado. Mais segurança para os ciclistas faria com que 3 em cada dez não usuários começassem a usar a bicicleta para circular pela capital paulista, considerando o medo de ser assaltado, a insegurança em compartilhar as vias com carros, melhor sinalização e a falta de interligação das regiões da cidade por ciclovias.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil 

Com aumento nos congestionamentos, Capital reativa faixas reversíveis de ônibus

As faixas reversíveis de ônibus foram reativadas hoje (23), em São Paulo. A mudança foi anunciada na semana passada pela Prefeitura da Capital.

As faixas ajudam a dar maior fluidez ao transporte coletivo. Pelas análises da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), nos últimos dias foi registrado um aumento gradual dos índices de lentidão registrados na cidade.

“As faixas reversíveis operam por meio da inversão do sentido de circulação de faixa ou faixas de rolamento das vias para atender ao maior fluxo de veículos registrado em determinados horários”, explica a Prefeitura, em nota. “A implantação das faixas reversíveis é uma medida de engenharia de tráfego importante para a redução dos congestionamentos na cidade de São Paulo”, completa

Veja abaixo as vias e horários da implantação das faixas a partir desta segunda:

FAIXAS REVERSÍVEIS EXCLUSIVAS PARA ÔNIBUS

Sentido Centro

Ponte da Casa Verde (Manhã) – 6h às 10h
Entre a Av. Braz Leme e Rua Baronesa de Porto Carreiro

Av. Penha de França – 6h às 8h30
Entre Rua Caquito e Rua Henrique Souza Queiroz

Estrada do M’Boi Mirim (1) / Av. Guarapiranga (2) – 5h30 às 8h30
Entre a Rua Frias Vasconcelos e Av. Guarapiranga / Estrada do M’boi Mirim e Rua Frederico Grotte

Estrada de Itapecerica – 5h30 às 8h30
Entre a Rua Josefina Moretti e Terminal João Dias

Av. Carlos Caldeira Filho – 6h às 8h30
Entre a Av. das Belezas e a Av. Giovanni Gronchi

Ponte João Dias – 6h às 8h30
Entre o Term. João Dias e Rua Bento Branco de Andrade Filho

Ponte do Piqueri – Av. Gal. Edgar Facó – 6h às 9h
Entre a Av. Paula Ferreira – Av. Ermano Marchetti

Sentido bairro

Ponte da Casa Verde – 16h às 20h
Entre a Rua Baronesa de Porto Carreiro e Av. Braz Leme

Av. Guarapiranga – 16h às 20h
Entre a Av. Vitor Manzini x Rua Bruges até a Av. Guarapiranga x Estr. M’Boi Mirim

Ponte João Dias – 17h às 20h
Entre a Rua Bento Branco de Andrade Filho e Terminal João Dias

Ponte do Piqueri – 17 às 20h
Sobre toda a extensão da ponte

Aromeiazero lança E-book sobre ações com bicicletas

Foto feita antes da pandemia mostra oficina realizada pelo Instituto
(Arquivo/Instituto Aromeiazero/Divulgação)

O Instituto Aromeiazero lança, no dia 25 de maio, o E-book “Rodinha Zero”, com ideias de como realizar ações com bicicletas em diferentes territórios, de forma simples e adaptável, para inspirar mais pessoas a utilizarem a bike em seus projetos e organizações. O lançamento será durante a live “Educação ao Ar Livre e Bicicleta”, com participação de Carol Padilha, pedagoga e sócia fundadora do Carona a Pé, e de JP Amaral, coordenador do programa Criança e Natureza do Instituto Alana.

O E-Book é resultado do projeto Jornada para Multiplicadores, realizado entre 15 de março e 15 de maio, em diferentes regiões do Brasil e de Portugal. Durante as aulas foram abordadas 5 temáticas: Território Educador; Saúde e Meio Ambiente; Pedalar na Cidade; Rodinha Zero e Cultura da Bike; e Mobilização no Território. Como resultado da jornada, os participantes foram convidados a desenvolver planos de mobilização que foram incluídos no E-Book. 

Também durante live, serão divulgados os três projetos selecionados para receber mentoria do Aromeiazero para desenvolvimento dos projetos. A iniciativa tem apoio do Itaú Unibanco, da EDP e do Instituto EDP.

Desde 2016, a iniciativa já ajudou mais de 4.200 crianças, de quatro a 11 anos, a pedalar sem rodinhas, em projetos realizados em escolas municipais e também espaços como praças e ruas, encorajando uma nova e consciente geração de ciclistas. O Ebook estará disponível para download de forma gratuita, logo após o evento, na página do Instituto.

Sobre o Aro

O Instituto Aromeiazero é uma organização sem fins lucrativos que utiliza a bicicleta para reduzir as desigualdades sociais e contribuir para tornar as cidades mais resilientes. Os projetos contam com patrocínio de empresas e pessoas físicas, além de leis de incentivo, sendo grande parte das ações em periferias e comunidades vulneráveis. Desde 2011, as iniciativas do Aro promovem uma visão integral da bicicleta, potencializando expressões culturais e artísticas, geração de renda e hábitos de vida saudáveis.

Ciclovia do Rio Pinheiros recebe iluminação de LED

Entrega dos primeiros kms da Iluminação LED para a Ciclovia do Rio Pinheiros
João Doria, governador de São Paulo, pedalou pelo trecho com a nova iluminação (Reprodução)

Foi entregue nesta sexta-feira (7), o primeiro sistema de iluminação da Ciclovia do Rio Pinheiros. O projeto é uma parceria entre o Governo de São Paulo e a Enel. Foram colocados 130 pontos de lâmpadas inteligentes no trecho da região da Vila Olímpia, com investimento de R$ 1 milhão da Enel, em recursos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Aneel.

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo para transformar o local na primeira ciclovia inteligente do país por meio de tecnologias inovadoras.

“São Paulo já é a capital do Brasil e da América Latina em termos de uso de bicicletas e também de ciclovias. E uma belíssima ciclovia que tem os primeiros quilômetros, hoje, com a iluminação da Enel”, disse João Doria, governador do Estado de São Paulo, que pedalou pelo trecho durante a noite de ontem.

A primeira etapa do projeto contempla três quilômetros de vias cobertas com a tecnologia SmartLighting, que permite o gerenciamento do sistema de forma remota. A iluminação será ampliada gradualmente. Até julho, a ciclovia receberá ainda 40 câmeras de segurança instaladas pela concessionária Farah Service, cujas imagens serão monitoradas em um Centro de Controle Operacional. Este conjunto de medidas propiciará mais segurança aos ciclistas e pedestres que frequentam o local.

“Sem onerar o Estado, nós estamos implementando novas áreas de lazer e esportes ao longo das margens do Pinheiros para que as pessoas ocupem estes espaços e tenham uma nova relação com este rio tão importante para a cidade de São Paulo. A nova iluminação aumentará a segurança dos frequentadores”, disse Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente.

(Gov. do Estado de SP/Reprodução)

Com 21,5 km de extensão numa área pertencente à CPTM, ao longo da Linha 9-Esmeralda e às margens do Rio Pinheiros, a ciclovia tem atraído cerca de 70 mil ciclistas por mês. Por meio de um chamamento público, o Governo transferiu a gestão da área para a iniciativa privada em 2020 e a Farah Service assumiu os trabalhos de recuperação com direito de explorar comercialmente o espaço.

Desde então, já foram feitos recapeamento e pintura da pista, sinalização, limpeza e jardinagem. Os ciclistas ganharam pontos de apoio com banheiro e bebedouro, além de novos cafés, vending machines e chuveiros distribuídos ao longo do percurso. Em dezembro de 2020, a pista foi rebatizada como “Ciclovia Novo Rio Pinheiros”

Serviço

A pista está aberta diariamente, entre 5h30 e 18h30, e pode ser acessada pelos usuários por seis pontos diferentes, localizados na Rua Miguel Yunes, entre as estações Jurubatuba e Autódromo, Estação Jurubatuba, Passarela da EMAE, junto à estação Vila Olímpia, Estação Santo Amaro, Passarela Parque do Povo e Ponte Cidade Universitária.

*Com Gov. do Estado de SP

Linha 5-Lilás do Metrô será ampliada até o Jardim Ângela

(Mastrangelo Reino/Gov. do Estado de SP)

O Governador João Doria e o Secretário dos Transportes Metropolitanos Alexandre Baldy participaram, na manhã desta terça-feira (23), do anúncio do início da expansão da Linha 5-Lilás até o Jardim Ângela. O projeto contempla duas estações e um terminal de ônibus. O novo trecho terá 4,33 km de extensão e a estimativa é beneficiar cerca de 130 mil moradores.

Os estudos serão iniciados com a elaboração dos projetos funcionais das obras civis e sistemas, seguido dos projetos básico e executivo. O prazo para entrega de todos estudos é de até 24 meses. A Secretaria de Transportes Metropolitanos e a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás desde 2018, negociam os termos para a construção da obra.

“É muito importante que tenhamos um início breve das obras, primeiro para demonstrar que a obra de fato vai seguir seu ritmo, segundo porque em um período tão duro de pandemia, quando vem uma obra que vai ajudar a mobilidade da população mais carente, mais vulnerável a chegar mais rápido ao trabalho e a voltar logo pra casa, é uma esperança”, disse João Doria.

A Estação Comendador Sant’Anna será elevada e localizada na avenida de mesmo nome, uma região que concentra comércios, serviços e equipamentos públicos. Já a Estação Jardim Ângela, que estará próxima ao Hospital Municipal M’Boi Mirim, será subterrânea e conectada ao terminal já existente da SPTrans e ao novo terminal a ser construído, que permitirá absorver o aumento da demanda de passageiros de ônibus com a implantação da nova estação.

“Esse encontro de hoje concentra uma série de resoluções que foram feitas pelo nosso Governo. Desde o início nós encontramos alguns desafios, um dos maiores era dar aqui os passos necessários para permitir a extensão entre o Capão Redondo e o Jardim Ângela. Mas para percorrermos esse caminho existiam entraves, que hoje estão sendo vencidos”, falou Baldy

Para viabilizar o projeto, a avenida Carlos Caldeira Filho será prolongada do Capão Redondo até a Estrada do M’Boi Mirim. O trecho acompanhará o córrego Capão Redondo, que será canalizado, e terá uma pista em cada sentido, com ciclovia. Para a implantação das obras serão necessárias desapropriações e remoção de interferências.

Por Gov. do Estado de SP

Novo terminal metropolitano de Osasco começa a operar

O Terminal Amador Aguiar – Vila Yara começou a operar esta semana, após obras de ampliação e de ter sido totalmente reformado pela EMTU, empresa vinculada à Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos. O prédio, de propriedade do município de Osasco, recebeu investimento de R$ 31,5 milhões do Governo do Estado, que possibilitou a expansão da área construída de 9 mil m² para 17 mil m².

A localização do Terminal é estratégica para a mobilidade da região oeste da Grande São Paulo na ligação com a capital. Está situado numa das extremidades do Corredor Metropolitano Itapevi-São Paulo, empreendimento que, quando finalizado, terá 23,6 km de extensão, sendo 5 km no trecho já construído entre Itapevi e Jandira, 11 km no trecho Jandira até o Terminal Metropolitano Luiz Bortolosso – Km 21 (terminal Carapicuíba incluído), e 7,6 km do Terminal Luiz Bortolosso – Km 21 até o Terminal Vila Yara.

O vice-governador destacou o ganho de conforto para as pessoas que utilizam o transporte da região. “O Terminal da Vila Yara é uma importante obra de mobilidade urbana, que a exemplo de outras que estamos realizando na região metropolitana, proporciona qualidade de vida às pessoas com mais conforto, segurança e tempo para ficar com suas famílias”, afirmou o Vice -governador Rodrigo Garcia.

Nova configuração

Com a ampliação, o Terminal Vila Yara passa a contar com cinco plataformas cobertas para atender a 53 linhas de ônibus em operação. Desses, 27 serviços metropolitanos são gerenciados pela EMTU/SP, atendendo aos municípios de São Paulo, Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba. Também passarão pelas plataformas 21 linhas municipais de Osasco e cinco municipais de São Paulo. No total, 388 ônibus devem utilizar diariamente as plataformas. Cerca de 411 mil pessoas deverão circular todos os meses pelo local.

Após a reforma, local ganhou nova configuração, além de dois banheiros totalmente acessíveis e um bicicletário com capacidade para 32 bikes. No pavimento térreo estão localizadas as plataformas de embarque para passageiros, bilheterias, sanitários e edificações anexas ao conjunto: guaritas de controle de acesso de veículos, gerador de energia e local fechado para armazenamento de lixo.

O pavimento superior possui um centro comercial todo reformado, com lanchonetes, lojas, quiosques, sanitários públicos e espaços reservados à alimentação. Foram construídas salas de apoio para administração, para as empresas operadoras, sala de reuniões, refeitório, vestiários e sanitários para funcionários. A área externa ganhou uma nova área de convivência com espaços ajardinados, bicicletário, playground e equipamentos de ginástica ao ar livre.

Linhas intermunicipais que operam no terminal Vila Yara

20 – CARAPICUIBA (VILA DIRCE)/OSASCO (VILA YARA)

22 – CARAPICUIBA (VILA DIRCE)/OSASCO (VILA YARA)

23 – CARAPICUIBA (COHAB V)/OSASCO (VILA YARA)

82 – PIRAPORA DO BOM JESUS (JARDIM BOM JESUS)/OSASCO (VILA YARA)

082DV1 – PIRAPORA DO BOM JESUS (JARDIM BOM JESUS)/OSASCO (VILA YARA)

082BI1 – PIRAPORA DO BOM JESUS (IGAVETA)/OSASCO (VILA YARA)

122 – BARUERI (PETROBRÁS)/OSASCO (VILA YARA)

130 – JANDIRA (JARDIM NOSSA SENHORA DE FÁTIMA)/OSASCO (VILA YARA)

133 – ITAPEVI (COHAB)/OSASCO (VILA YARA)

133BI1 – ITAPEVI (VILA JOIA)/OSASCO (VILA YARA)

223 – CARAPICUIBA (COHAB V)/OSASCO (VILA YARA)

230 – BARUERI /(ALPHAVILLE)/OSASCO (VILA YARA)

246 – SANTANA DE PARNAIBA (JARDIM SÃO LUIS)/OSASCO (VILA YARA)

246BI1 – SANTANA DE PARNAIBA (RUFÚGIO DOS BANDEIRANTES)/OSASCO (VILA YARA)

263 – CARAPICUIBA (JARDIM NOVO HORIZONTE)/OSASCO (VILA YARA)

283 – CARAPICUIBA (CIDADE ARISTON)/OSASCO (VILA YARA)

303 – BARUERI (PARQUE IMPERIAL)/OSASCO (VILA YARA)

345 – BARUERI (VALE DO SOL)/OSASCO (VILA YARA)

350 – ITAPEVI (COHAB)/OSASCO (VILA YARA)

350BI1 – ITAPEVI (VILA JOIA)/OSASCO (VILA YARA)

420 – OSASCO (VILA YARA)/COTIA (TERMINAL METROPOLITANO)

420VP1 – OSASCO (VILA YARA)/COTIA (TERMINAL METROPOLITANO)

428 – BARUERI (JARDIM DO LIBANO)/OSASCO (VILA YARA)

517 – ITAPEVI (COHAB)/OSASCO (VILA YARA)

557 – JANDIRA (JARDIM NOSSA SENHORA DE FÁTIMA)/OSASCO (VILA YARA)

840 – OSASCO (TERMINAL Km 21- Luiz Bortolosso)/SÃO PAULO (METRÔ BUTANTÃ)

850 – OSASCO (TERMINAL Km 21- Luiz Bortolosso)/SÃO PAULO (LAPA)

*com Gov. do Estado de SP

Linhas metropolitanas do ABC terão aumento de frota e de viagens

(Alexandre Carvalho/Governo do Estado de SP)

Sete linhas metropolitanas da região do ABC passarão a operar com acréscimo de frota e de viagens a partir de hoje (1). A medida é resultado do acompanhamento diário da operação realizado pela EMTU/SP para manter a frota intermunicipal em número compatível com o volume de passageiros transportado. Cerca de 9 mil pessoas serão beneficiadas diariamente com a mudança.

As linhas 069, 173, 177, 218, 323, 403 e 432, que circulam entre os municípios de Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires e São Paulo, terão nova programação horária com acréscimo de sete veículos e 69 viagens.

Informações adicionais sobre os novos horários das linhas podem ser obtidas no site https://www.emtu.sp.gov.br.

Vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP) é controlada pelo Governo de São Paulo. Fiscaliza e regulamenta o transporte metropolitano de baixa e média capacidade nas cinco regiões metropolitanas do Estado: São Paulo, Campinas, Sorocaba, Baixada Santista e Vale do Paraíba / Litoral Norte. Juntas, as áreas somam 134 municípios.

*gov. do Estado de SP

Cai procura por transporte coletivo durante a pandemia

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

Uma pesquisa produzida pela Moovit, empresa de soluções de mobilidade que detém o aplicativo de mesmo nome, mostra que os brasileiros passaram a ter maior rejeição ao transporte coletivo após o início da pandemia de covid-19.

O levantamento foi feito com uma amostra aleatória e anônima de 9,5 mil usuários do Moovit nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza, de 14 a 21 de agosto.

A pesquisa perguntou aos entrevistados se eles usavam o transporte público antes da pandemia, se continuavam usando e se usariam nos seis meses seguintes. As respostas de 85% dos entrevistados foram positivas na primeira questão, e de 68% e 70% na segunda e terceira, respectivamente, o que mostra menor adesão ao transporte coletivo após o início da pandemia.

O levantamento perguntou também sobre o que faria com que o entrevistado usasse mais o transporte público durante a pandemia: 77% disseram que seria necessário aumentar a frota disponível; 64%, saber localização do ônibus em tempo real; 45%, ter certeza sobre as linhas em operação; 44%, saber quais veículos estão lotados; e 39% queriam a implementação de horários alternativos às horas de pico.

A pesquisa questionou se os entrevistados usavam carro próprio para se locomover na cidade antes da pandemia, se estavam utilizando durante a pandemia e se utilizariam nos seis meses seguintes. As respostas de 6% dos entrevistados foram positivas para a primeira questão, e de 10% na segunda e terceira.

“[Os dados mostram] alguns impactos para as cidades. Vai ter mais carros nas ruas, pode ser que acorram mais congestionamentos. Aqui no Rio de Janeiro eu já estou sentindo trânsito, engarrafamento nos horários de pico”, destacou o gerente geral da Moovit no Brasil, Pedro Palhares.

O levantamento perguntou ainda sobre as razões de os entrevistados usarem o carro: 48% disseram que o modal é mais seguro; 21%, que é a preferência de sempre; 15%, que o transporte coletivo ainda não voltou ao normal; 14%, que é mais conveniente; e 3%, que o transporte público não atende as necessidades.

Por Bruno Bocchini, da Agência Brasil

Capital é a cidade mais inteligente e conectada do país, diz estudo

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A cidade de São Paulo ficou em primeiro lugar como a mais inteligente e conectada do país no Ranking Connected Smart Cities 2020. O estudo avaliou todos os 673 municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes.

São avaliados 11 indicadores: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo, governança e energia. Além da classificação geral, há rankings por eixo temático, região e faixa populacional.

A cidade se destacou em mobilidade e acessibilidade devido à diversidade de possibilidades de locomoção. A expansão das linhas do metrô e os planos para a construção de novos ramais nos próximos anos tiveram influencia no resultado. Pesou ainda a favor da capital paulista os 400 quilômetros de ciclovias e a variedade de destinos que podem ser acessados pelos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.

Em relação à tecnologia e inovação, a capital paulista tem três parques tecnológicos e 11 incubadoras, responsáveis por 4,1% dos empregos formais. A cidade conta também com 85 pontos de acesso à internet por 100 habitantes, sendo que 56,3% das conexões são de banda larga com velocidade superior a 34 mb (megabites).

Quase um terço dos empregos formais no município é ocupado por profissionais com ensino superior.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Avenida São Miguel começa a receber ciclofaixa

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, começou as obras de implantação de ciclofaixa na avenida São Miguel, na Zona Leste. A nova estrutura cicloviária terá 4,85 quilômetros de extensão, entre as avenidas Professor Antônio de Castro Lopes e o cruzamento com as avenidas Dom Helder Câmara e Governador Carvalho Pinto.

Esse trecho, de quase cinco quilômetros, atualmente não conta com estrutura apropriada para os ciclistas. Ao cruzar com a avenida Professor Antônio de Castro Lopes, a ciclofaixa existente na avenida São Miguel não continua em direção à avenida Carvalho Pinto, fazendo com que os usuários tenham que buscar alternativas para pedalar com maior segurança. Essa conexão, hoje inexistente, será proporcionada pela nova ciclofaixa.

A obra na ciclofaixa da Avenida São Miguel começa com os trabalhos de fresagem e recapeamento, junto ao canteiro central da via, no sentido centro. Os trabalhos terão início a partir da interseção com a avenida Professor Antônio de Castro Lopes.

Posteriormente, haverá manutenção das guias e sarjetas, e a última etapa será a aplicação da sinalização, que inclui pintura, tachões e placas que garantirão a segurança dos ciclistas. A previsão é de que a obra tenha duração de 36 dias.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fará o monitoramento do trânsito, garantido segurança aos pedestres, motociclistas e motoristas. Durante os trabalhos, os trechos serão sinalizados. Haverá faixas comunicando as obras na via, para garantir a segurança da população que circula na região.

Plano Cicloviário

A Prefeitura trabalha com prioridade na execução do Plano Cicloviário, que tem foco na ampliação da malha cicloviária e sua integração a outros modais de transporte coletivo como ônibus, trem e metrô, além da melhoria de grande parte da estrutura da rede existente. Até o fim deste ano, São Paulo terá a maior malha dedicada às bicicletas dentre todas as capitais brasileiras, com 676 km. Serão 173,5 km de novas conexões e 310 km de requalificações. Os investimentos são da ordem de R$ 325 milhões nesta etapa de ampliação e recuperação da infraestrutura cicloviária (a reforma inclui asfalto novo, nivelamento da sarjeta, mais tachões de segurança, sinalização horizontal e vertical).

Já foram entregues conexões importantes nas avenidas Ricardo Jafet, Henrique Schaumann, Jacu-Pêssego e Engenheiro Caetano Álvares. Estão em andamento obras de implantação de estruturas cicloviárias na Avenida Rebouças, Waldemar Tietz, Jornalista Roberto Marinho, Domingos de Morais e Vila Jaguara.

*com informações da Prefeitura de SP