Foragido, assaltante atira em motorista de aplicativo durante assalto

Um homem foragido da justiça foi preso, no fim da noite de ontem (22), na Barra Funda, em São Paulo, após atirar em um motorista de aplicativo durante um assalto. O criminoso, de 23 anos, e dois comparsas abordaram a vítima na área de embarque e desembarque de passageiros no Terminal Rodoviário da Barra Funda.

O motorista de aplicativo estava dentro do carro quando foi abordado pelos assaltantes. Os bandidos recolheram o aparelho celular e objetos pessoais, e atiraram na vítima, atingindo o braço do motorista .

Enquanto o Samu fazia o socorro, um dos suspeitos foi abordado pela Polícia Militar. Ele tentou enganar os policiais, dizendo que havia sido vítima de uma tentativa de roubo, mas, ao ser revistado, a arma do crime foi encontrada.

Questionado, segundo os PMs, o suspeito confessou a participação no assalto ao motorista. Ele já tinha passagens por roubo e receptação, e estava foragido da Justiça desde dezembro, quando foi beneficiado pela saída temporária de Natal e não retornou à Penitenciária de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, onde cumpria pena.

*Com Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Motorista de aplicativo é suspeito de cinco estupros

Delegacia da Polícia Civil de Santa Isabel, na Grande São Paulo (Google Street View)

Um motorista de aplicativo, de 27 anos, foi detido na noite desta quinta-feira (27) pela equipe de investigadores do Distrito Policial do município de Santa Isabel, na Grande São Paulo. Ele é apontado como autor de pelo menos cinco estupros contra mulheres, incluindo duas adolescentes, quatro deles ocorridos nos últimos dois meses.

De acordo com a Polícia Civil, o criminoso atuava sempre da mesma forma. Trabalhando como motorista para aplicativos de transportes, ele atendia aos chamados e agia normalmente. Ao final da corrida, quando se mostrava atencioso, ele oferecia à passageira o número do telefone celular para que, em uma necessidade, entrasse em contato diretamente com ele. Quando a passageira ligava para contratar uma segunda corrida, ele realizava os ataques.

Até agora, a Polícia diz que confirmou o envolvimento do suspeito nos cinco casos. O primeiro foi em fevereiro de 2017, e a vítima, uma mulher de 35 anos, contatada por ele pelo Facebook, foi agredida e violentada no local onde ele morava na época, no município de Santo André.

Motorista de aplicativo

Reportagem exibida no canal do Youtube do repórter da rádio Jovem Pan Paulo Édson Fiore

Após este crime, ele voltou a atacar em 17 de julho deste ano, já como motorista de aplicativo. Na data, a vítima, de 36 anos, após fazer uso dos serviços dele, decidiu contratar uma corrida da Zona Sul de São Paulo até Minas Gerais. Ele pegou a passageira, mas, no caminho, em Santa Isabel, levou-a para uma estrada, onde a espancou e violentou. Além disso, ficou com o cartão bancário dela, com o qual realizou dois saques, totalizando mil e 700 reais.

Após ser libertada, a vítima procurou a Polícia, onde recebeu atendimento e prestou a queixa. Outros dois ataques do criminoso foram registrados após isso.

Um deles ocorreu dez dias depois, em 29 de julho, e teve como alvo duas adolescentes, de 16 e 17 anos, no município de Ferraz de Vasconcelos, zona Leste da Capital.

O crime mais recente foi no último sábado, na Cohab de Itaquera, quando ele agrediu e estuprou uma jovem de 22 anos. O motorista de aplicativo acabou sendo identificado pelos agentes da delegacia de Santa Isabel e preso próximo da casa onde morava atualmente, na região de Lajeado, Zona Leste da Capital.

Prisão

Na noite desta quinta-feira, com as informações e endereços e munidos de mandado de prisão preventiva, os policiais fizeram uma campana e identificaram o carro do suspeito, que, ao ser abordado, transportava duas passageiras. Depois de liberar as mulheres, os agentes detiveram o criminoso, que foi levado para Santa Isabel, onde a captura foi registrada.

Durante a madrugada, o criminoso foi transferido para o Primeiro Distrito Policial de Guarulhos, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Civil acredita que, com a divulgação da prisão, outras vítimas do estuprador irão aparecer.

Com informações de Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Última instância da Justiça do Trabalho nega vínculo de motorista com Uber

(Arquivo/Agência Brasil)


Por unanimidade, a Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu hoje (5) negar o vínculo empregatício de um motorista com o aplicativo de transporte Uber. Trata-se da primeira decisão da última instância trabalhista sobre o tema.

A medida tem efeito imediato somente para o caso de um motorista específico, mas abre o primeiro precedente do tipo no TST, de onde se espera uma unificação do entendimento sobre o assunto na Justiça do Trabalho. Isso porque, em instâncias inferiores, têm sido proferidas decisões conflitantes a respeito dos aplicativos de transporte nos últimos anos.

Todos os ministros que participaram do julgamento no tribunal seguiram o voto do relator, ministro Breno Medeiros. Para ele, o motorista não é empregado do Uber porque a prestação do serviço é flexível e não é exigida exclusividade pela empresa.

O TST considerou ainda que o pagamento recebido pelo motorista não é um salário, e sim uma parceria comercial na qual o rendimento é dividido entre o Uber e o motorista. Esse é um dos principais pontos da defesa do aplicativo, que alega não ser uma empresa de transporte.

Dessa maneira, o tribunal revogou decisão da 15ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2), segunda instância da Justiça trabalhista com sede em São Paulo, que em agosto de 2018 havia reconhecido o vínculo empregatício entre o motorista Marco Vieira Jacob e o Uber.

Na ocasião, o TRT2 compreendeu que o motorista não tem a autonomia que é alegada pelo Uber, sendo obrigado por exemplo a seguir diversas regras de conduta estabelecidas pela empresa.

Durante o julgamento desta quarta (5), os magistrados da Quinta Turma do TST – os ministros Breno Medeiros e Douglas Alencar Rodrigues e o desembargador convocado João Pedro Silvestrin – ressaltaram a necessidade urgente de que seja elaborada uma legislação específica para regulamentar as relações trabalhistas envolvendo aplicativos de transporte.

Por  Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil