Doenças cardiovasculares são principal causa de morte de mulheres

(Arquivo/SBHCI/Divulgação)

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte de mulheres no mundo, representando 35% dos óbitos anuais, alertam especialistas na revista médica The Lancet, criticando o pouco reconhecimento dado a essas patologias nas mulheres.

No artigo, que cita dados de 2019 na escala global sobre prevalência, mortalidade e fatores de risco em mulheres, 17 especialistas pedem medidas urgentes, como diagnóstico precoce e programas de saúde específicos em regiões populosas e subdesenvolvidas, para reduzir em um terço as mortes prematuras por doenças não transmissíveis, incluindo as cardiovasculares, até 2030.

Em 2019, segundo nota da The Lancet, cerca de 275 milhões de mulheres tiveram uma doença cardiovascular em todo o mundo. A isquemia cardíaca e o Acidente Vascular Cerebral foram as que mais mataram mulheres, representando, respectivamente, 47% e 36% das mortes associadas.

O Egito, Irã, Iraque, a Líbia, o Marrocos e os  Emirados Árabes Unidos figuram na lista de países com as taxas mais altas de doenças cardiovasculares entre mulheres, enquanto a Bolívia, o Peru, a Colômbia, o Equador e a Venezuela têm as taxas mais baixas.

Apesar de a prevalência mundial de doenças cardiovasculares nas mulheres ter diminuído desde 1990, países populosos como a China, Indonésia e Índia registraram aumento, respectivamente de 10%, 7% e 3% de casos.

A Ásia Central, Europa do Leste, o Norte da África, o Oriente Médio e a África Subsaariana Central são as regiões com as taxas de mortalidade mais altas, mais de 300 mortes por 100 mil mulheres.

Em contrapartida, a Europa Ocidental, América do Norte, Austrália, Nova Zelândia, Nova Guiné e algumas ilhas vizinhas no Pacífico, além da América Andina (Argentina, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Chile e Venezuela) são as regiões com taxas de mortalidade mais baixas, menos de 130 por 100 mil mulheres.

Hipertensão, colesterol elevado, menopausa precoce e complicações na gravidez são apontados como fatores de risco nas mulheres.

De acordo com os especialistas, as doenças cardiovasculares continuam, apesar das más estatísticas, a ser “pouco estudadas e pouco reconhecidas” nas mulheres.

Por RTP

Google oferece capacitação profissional para mulheres

(Arquivo)

A gigante de tecnologia Google está oferecendo gratuitamente dois programas de capacitação para mulheres. Os minicursos, que ocorrerão virtualmente no próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, já estão com as inscrições abertas.

O programa Cresça com o Google para Mulheres que Querem Empreender tem como objetivo apresentar conteúdos e dicas práticas sobre liderança feminina, marca pessoal, vendas e finanças. As palestras serão ministradas por Susana Ayarza, Diretora de Marketing no Google; Priscilla de Sá, Especialista em Liderança Feminina; Dany Carvalho, Networker Profissional; Cris Ueda, Consultora de Marca Pessoal; Dilma Campos, CEO da agência Outra Praia; Paula Bazzo, Planejadora Financeira; e Rachel Maia, CEO e Fundadora da RM Consulting.

Já o programa Mulheres que Querem Desenvolver suas Carreiras irá se focar no fortalecimento das habilidades pessoais. Serão abordados temas como comunicação, apresentação pessoal, e autoconhecimento. Entre as palestrantes, estarão Patricia Tucci, Especialista em Treinamento e Desenvolvimento, e Veruska Galvão, mentora de carreiras.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

Dia da mulher: 10 histórias de empreendedoras que inspiram

Danyelle Van Straten, diretora e fundadora da Depyl Action (Vinicius Andrade/Divulgação)

No Brasil cerca de 24 milhões de mulheres são empreendedoras, segundo dados de estudo realizado pelo Sebrae. São muitos casos em que o empreendedorismo é uma alternativa criada pela necessidade. No país, 44% do público feminino aposta na criação de um negócio como alternativa para complementar a renda e até mesmo como única receita dentro de casa. 

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, que representa as vitórias conquistadas pelas mulheres ao redor do mundo, conheça 10 histórias de empreendedoras brasileiras e que ajudaram a economia brasileira movimentando mais de R$ 800 mi em 2019.



  1. Renata Marcolino

Com dívidas acumuladas, a fonoaudióloga Renata Marcolino precisou recorrer a outra alternativa de renda com o propósito de auxiliar o marido em um momento de dificuldade financeira. A então funcionaria pública decidiu apostar no comércio de sapatilhas populares para saldar a dívida da família. A criação do negócio começou com as revendas dos calçados dentro do porta-malas do carro da fonoaudióloga, que usava o veículo para ir até as casas de suas clientes.

Da ideia de levar os calçados até suas clientes, nasceu a Mil e Uma Sapatilhas, que já vendeu mais de dois milhões de sapatilhas e se tornou o primeiro negócio com foco no público emergente com produtos licenciados Disney. Com mais de 140 unidades abertas, a marca faturou R$ 60 milhões em 2019 com a comercialização de sapatilhas.

  1. Danyelle Van Straten

Danyelle Van Straten é o nome por trás da Depyl Action, franquia especializada em depilação e cuidados com o pelo que faturou em 2019 mais de R$ 122 milhões. A marca tem mais de 110 unidades em operação no Brasil e duas na Venezuela. A rede pretende inaugurar dez unidades em 2020. A franquia nasceu em 1996, mas o negócio deu os primeiros passos na década de 1980, quando a família de Danyelle Van Straten descobriu uma receita caseira de cera de depilação. Associada a uma técnica, também criada pela família, a remoção de pelos ficava mais confortável. Inicialmente, Danyelle viajava o Brasil vendendo a cera em feiras.

Naquela época, o espaço para depilação representava o fundo do salão, não era nem 10% do negócio. E foi nessa brecha que Danyelle e sua mãe, Glaci Van Straten, enxergaram o próximo passo: oferecer um local exclusivo para a depilação e levar este serviço para a porta da frente. O resultado disso culminou na Depyl Action, transformada em franquia, em 1996. Um espaço privativo, confortável e com atendimento sem hora marcada que oferece além da depilação com cera, serviços de depilação à laser, luz pulsada, design de sobrancelhas, alongamento de cílios, coloração de cílios e da região íntima; aparo de pelos e coloração de barba.

  1. Marcela Tarraf 

Com um sonho de voltar para o interior, Marcela Tarraf, decidiu mudar de área para trazer uma novidade a São José do Rio Preto. Fundada em 2013, a Melting Burgers é conhecida pelo ambiente decorado por equipamentos de esportes americanos e por oferecer lanches de primeira linha, que fazem sucesso também pela criatividade nos nomes. O LeBron James, por exemplo, é o mais vendido da rede e leva catupiry, bacon crocante e crispy de mandioquinha. Em 2019, a rede que produz seus hambúrgueres com carne de Angus, comercializou mais de 240 mil lanches

As vendas de unidades são feitas pelo meio do co-franchising, um modelo de negócio criado pela Cobiz. Com cinco unidades, o negócio faturou R$ 7 milhões no ano passado.

  1. Rafaela Justino

Nascida em Ribeirão Preto, Rafaela Justino conheceu a Vox2you, franquia de escolas de oratória, em 2017, para aprimorar as técnicas de atendimento aos pacientes quando ainda era enfermeira. Após meses de curso, a enfermeira se apaixonou pela metodologia da franquia. Ao ser desligada do hospital, viu no negócio uma oportunidade de recomeçar e colocar em prática um sonho antigo que era o de empreender.

Em apenas um ano de funcionamento, a unidade possui mais de 300 alunos matriculados e um faturamento de R$ 1,5 milhão.

  1. Sibele Vaz de Lima

Vendedora de seguros de um grande banco na cidade de Severínia, interior de São Paulo, Sibele Vaz de Lima viu, em 2008, a oportunidade de uma renda extra quando um imóvel, de pouco mais de 15m2, ficou disponível. Mas o que era para ser um complemento financeiro, se tornou a única fonte de renda.

Sibele não contava com o fato de ser demitida poucos meses após o início da empreitada. Desempregada, e logo depois, grávida da segunda filha, ela arregaçou as mangas e foi à luta. Criou a Vazoli, que hoje é a maior franquia de crédito do país, com a ajuda do marido, Eric Vaz de Lima, e transformou uma pequena ideia em um negócio que movimentou mais de R$ 600 milhões em 2019. A rede conta com mais de 100 unidades espalhadas por 22 estados do Brasil.

  1. Sanaua Morais

Aos 16 anos, Sanaua Morais saiu da cidade de Palmeira dos Índios, interior de Alagoas para estudar biomedicina. Após fazer o primeiro semestre sem pagar as mensalidades, a jovem quase desistiu do curso, mas contou com a ajuda de uma tia para terminar os estudos. Para pagar os outros meses, a estudante recebeu a ajuda de familiares com metade do valor das mensalidades e a outra parte do dinheiro por meio dos sapatos que vendia na faculdade. Dois anos depois Sanaua conseguiu um emprego de vendedora em uma loja de roupa masculina.

Aos 23 anos, já casada e com um emprego na área, a biomédica conhece a Emagrecentro, clínica de emagrecimento e estética. Sanaua e o marido, Diego Peixoto, vendem o apartamento e o carro para investir, em abril de 2016, na franquia da rede. No primeiro mês, a clínica faturou R$ 45 mil e teve mais demanda do que o esperado. Em setembro do mesmo ano, a empresária inaugurou a segunda unidade.

Com duas franquias em Maceió, Sanaua decide, em janeiro de 2019, abrir a terceira clínica da rede, dessa vez, na sua cidade natal, Palmeira dos Índios.

Hoje Sanaua fatura anualmente mais de R$ 3 milhões com as três unidades. Com mais de 40 colaboradores nas clínicas, a empresária espera futuramente ampliar seu negócio por mais estados da região Nordeste. 

  1. Poliana Ferraz

Para Poliana Ferraz, a insatisfação que teve como estagiária fez com que ela criasse uma das maiores redes de franquias de estágios do Brasil.  Quando era estudante de direito, ao participar de diversos programas de estágio, sempre se sentia frustrada, pois não realizava as atividades que tinham realmente a ver com sua área. Em seu dia a dia, a limitavam com atividades mais similares ao trabalho de uma secretária, como servir café, atender o telefone e tirar xerox. A situação mudou em 2008, quando a jovem estudou a Lei 11788, conhecida como a “lei do estágio”, e que descrevia os direitos e deveres dos estagiários. Encontrando uma oportunidade de negócio com a sanção da lei, em 2009, Poliana criou a Super Estágios, empresa que direciona estudantes para programas de estágios e realiza a gestão dos mesmos do primeiro ao último, garantindo que a experiência seja satisfatória tanto para o estagiário quanto também para a empresa em que ele trabalha.

Em 2014, a empresa entrou para o franchising, tornando-se a primeira rede de franquias de estágios homologada pela ABF. Hoje, com 36 unidades em operação, a rede foi responsável pela inserção de mais de um milhão de estudantes no mercado de trabalho e em 2019 faturou R$ 37 milhões

  1. Flávia Aparecida Correa e Mirian Cristina Correa

Conhecida por seus bolos artesanais na cidade de Hortolândia, Flávia Aparecida e sua filha Mirian Cristina, decidiram apostar em um mercado promissor, depois de ver que as demandas pelo produto só aumentavam. Elas uniram o momento do mercado com o sonho de empreender e abriram a Flamy.

Em 2001, mãe e filha inauguraram a primeira unidade da confeitaria, que além de bolos, comercializam também salgados, tortas e sorvetes na taça. Com 15 unidades no estado de São Paulo, a rede faturou mais de R$ 5,5 milhões, no ultimo ano.

  1. Raissa Diniz

Formada em administração de empresas e com MBA em marketing, Raissa Diniz, de 41 anos, se interessa por assuntos relacionados ao empreendedorismo desde os 16, quando começou a trabalhar no negócio fundado pelo pai, O Borrachão Revestimento. O primeiro cargo de Raissa na empresa de artefatos de borracha foi de auxiliar de estoque. Conforme foi estudando e se especializando, também foi evoluindo de cargo. Já foi auxiliar de secretariado, de caixa, de venda, de gerência e hoje é diretora comercial.

Raissa sempre se manteve informada a respeito de negócios inovadores. Em 2018, adquiriu uma franquia do Clube de Permuta, plataforma de trocas multilaterais de produtos e serviços, em Natal, no Rio Grande do Norte. A empresária encontrou na franquia, uma maneira de driblar a crise econômica que atingia o Brasil e, até o momento, já faturou mais de R$ 1,5 milhão.

10. Thais Mezadri e Daniela Fogaça

Com a mãe internada, e numa nova sociedade com a melhor amiga da matriarca, Thais assumiu a escola de moda e dobrou o faturamento. Para Thais Mezadri, não tem como falar de Sigbol Fashion sem falar de dois amores: a moda e a mãe. Desde pequena Thais tinha o sonho de ser estilista. Aos 16 anos, apoiada pela mãe, iniciou o curso de Desenho de Moda na Sigbol. Após concluir o curso, entrou na faculdade de Negócios de Moda e atuou por alguns anos na área.

Em 2014, a mãe de Thais ficou desempregada e decidiu investir em uma franquia. A Sigbol foi a escolha das duas, enquanto a estilista dava aulas a mãe ficava na administração. Mas em 2018, a mãe de Thais descobriu uma leucemia e pensou em vender a unidade. Thais decidiu assumir a direção da escola enquanto a mãe fazia o tratamento. Com a ajuda de Daniela Fogaça, amiga da família e também apaixonada por moda, elas tocaram o negócio o ano inteiro, até a recuperação da mãe dela.

No inicio de 2019, Thais comprou a unidade da mãe e com a sócia Daniela implantaram estratégias de otimização de espaço e marketing. Em um ano, o faturamento da loja dobrou. De 85 alunos, no inicio de 2019, Thais começou este ano com 110 alunos. Aluna, professora e gestora, hoje Thais usa o conhecimento que obteve nas três áreas para gerir a escola que fatura cerca de R$38 mil por mês.


Claudia Leitte, Elba, Fafá: Shows comemoram Dia da Mulher

Corrida para mulheres ocorreu no começo da manhã de hoje (8), no Ibirapuera (Governo do Estado de SP/Fotos Públicas)

O Parque do Ibirapuera terá uma programação especial ao longo deste domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. As atrações começaram logo cedo com uma corrida pelas ruas e avenidas da região.

A partir das 12h, vários shows gratuitos, todos em parceria com a Orquestra Jazz Sinfônica Brasil, vão agitar o público.

A cantora Fafá de Belém abre a programação cultural, seguida da dupla Anavitória. Na sequência, sobem ao palco as intérpretes Bebé Salvego, Luiza Possi, Leila Pinheiro, Roberta Sá, Elba Ramalho e Paula Lima.

O encerramento da programação cultural está previsto para 17h, com um grande show de Claudia Leitte.


Vagas de emprego e serviços exclusivos celebram dia da mulher

 

(Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

A Prefeitura de São Paulo realiza hoje (7), das 9h às 16h, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o evento “Lugar de mulher é trabalhando onde ela quiser”. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho levará ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista, uma série de serviços exclusivos para as mulheres.

Ao todo, a ação oferece mais de 2.500 vagas de emprego com salários de até R$ 4.500, cursos de qualificação profissional com 1.450 vagas em diversas áreas, orientação para quem quer se tornar empreendedora, além de palestras e oficinas voltadas ao público feminino.

“A pedido do prefeito Bruno Covas faremos um dia dedicado para as mulheres encontrarem diversos serviços em um único espaço, tanto para recolocação profissional, quanto para qualificação e troca de experiências em diversas palestras e oficinas. O tema escolhido para o evento serve para reforçar que as mulheres devem se apropriar de todas as oportunidades que surgem em sua vida”, destaca a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso. “Proporcionaremos diversas opções que vão do artesanato ao contato com simuladores virtuais para atuação no setor de soldagem”, completa.

O Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo estará no local oferecendo oportunidades de emprego e emissão de carteira de trabalho. Para ser atendida pelo Cate, é necessário apresentar RG, CPF, carteira de trabalho e número do PIS e uma foto atual, caso precise de um novo documento.

Vagas



O evento conta com oportunidades de recolocação profissional para mulheres em diversas áreas como comércio, serviços, alimentação, beleza, moda, entre outras. Na área da alimentação, destaque para 60 postos para gerente e subgerente de restaurante com salários de R$ 3.000 e R$ 4.500, com ensino médio completo e experiência na atividade. O setor conta ainda com 163 vagas de cozinheiro de restaurante, auxiliar de sushiman, chapeiro de lanchonete, auxiliar de padeiro, entre outros.

Na área da costura, há 55 postos para candidatas com conhecimentos em máquinas industrial, reta e piloteira. Os salários variam de R$ 1.400 a R$ 2.315, com exigência do ensino fundamental a médio completos.

O evento contará ainda com entidades parceiras que farão a demonstração de programação de jogos eletrônicos no computador e um simulador de solda 3D para incentivar as mulheres a entrar em setores com maior presença masculina.

Mulheres vítimas de violência doméstica também poderão realizar a denúncia na tenda do programa Tem Saída, que contará com o apoio da Defensoria Pública. Após realizada a denúncia, as mulheres podem acessar vagas de emprego exclusivas do programa.

Qualificação profissional

A Fundação Paulistana, entidade vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, vai oferecer 720 vagas para cursos profissionalizantes nos setores de tecnologia, sustentabilidade e gestão administrativa. As oportunidades são para as áreas em manutenção de computadores, desenvolvimento web, ressignificação de resíduos sólidos, produção de alimentos em agroecologia, administração, tecnologias sustentáveis, dentre outras. A duração média dos cursos é de 150 horas com aulas que vão de segunda a sexta-feira.

A equipe técnica do Centro Paula Souza, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, também marca presença na ação oferecendo 360 vagas para cursos profissionalizantes no setor de construção civil. Exclusivas para o público feminino, as turmas serão voltadas a profissões consideradas masculinas como pintora de parede, eletricista, soldadora, pedreira e grafiteira.

Com previsão de início ainda no mês de março e atendendo todas as regiões da cidade, os cursos são direcionados para mulheres com idade a partir dos 16 anos. Para realizar a inscrição é necessário apresentar RG e CPF. Dependendo da modalidade escolhida a interessada será encaminhada para a efetivação da matrícula no local onde as aulas serão realizadas.

Empreendedorismo e geração de renda

A Ade Sampa, agência vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho oferecerá mentorias e orientações gratuitas para as mulheres que desejam abrir um negócio próprio. Além disso, as empreendedoras poderão se inscrever para as novas turmas dos programas de aceleração Mais Mulheres e Fábrica de Negócios, que impulsionam startups com ideias inovadoras. Palestras e rodas de conversa com foco no empreendedorismo feminino, mercado de trabalho e diversidade também fazem parte da programação.

Os agentes do Mãos e Mentes Paulistanas, programa que promove o artesanato na cidade, estarão no local fazendo o credenciamento desses profissionais e os testes de habilidades com as artesãs pré-credenciadas para a entrada no programa. As munícipes aprovadas no teste poderão participar de feiras e eventos organizados pela Prefeitura de São Paulo, movimentando a economia criativa na capital paulistana.

Segurança Alimentar e Nutricional

O Observatório da Gastronomia, em parceria com a entidade Saladorama, realiza a partir das 12h uma atividade gastronômica que ensina o preparo de uma salada de frutas e legumes rica em vitaminas e nutrientes. Além de promover uma alimentação saudável, a receita pode ser uma alternativa para quem busca gerar renda com a gastronomia e venda de alimentos.

A oficina, ministrada pelo engenheiro Hamilton Santos, um dos idealizadores do Saladorama, fará uso de ingredientes recolhidos nas feiras livres e mercados municipais pelo Programa Municipal de Combate ao Desperdício e à Perda de Alimentos.

Os nutricionistas do CRN3 – Conselho Regional de Nutricionistas também marcam presença no evento dando dicas de alimentação saudável durante todas as fases da vida.

Serviço

  • Evento – Lugar de Mulher é trabalhando onde ela quiser
  • Data: 7 de março, sábado
  • Horário: 9h às 16h
  • Local: Vão Livre do Masp – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
  • Endereço: Avenida Paulista, 1578

*com informações da Prefeitura de sp

Atividades comemoram o Dia Internacional da Mulher

(Valter Campanato/Agência Brasil)

Instituído em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional da Mulher é comemorado no dia 8 de março em mais de 100 países. A ideia da criação do Dia da Mulher, no entanto, surgiu bem antes, entre o fim do século 19 e o início do século 20, após uma série de acontecimentos e lutas feministas por melhores condições de vida e trabalho e pelo direito de voto, nos Estados Unidos e na Europa.

Este ano, São Paulo programou um mês de atividades, na capital e no interior, para comemorar a data, com eventos em museus, bibliotecas, fábricas de cultura, oficinas culturais e instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado. A SP Escola de Teatro também está com programação especial em homenagem à data.

As comemorações do Dia Internacional da Mulher na capital paulista, que já tiveram início, incluem eventos para todo tipo de público e serão realizadas em diversos locais, cobrindo todo o mês de março.

Atividades esportivas, como a Corrida da Mulher SP, também estão na agenda. A largada será neste domingo (8), às 7h, no Obelisco do Parque Ibirapuera.

Além da atividade esportiva, a programação inclui ações de saúde voltadas ao público feminino e concerto gratuito da Orquestra Jazz Sinfônica, apresentação das cantoras Fafá de Belém, Elba Ramalho, Anavitória, Bebé Salvego, Roberta Sá, Luiza Possi, Paula Lima, Leila Pinheiro e Cláudia Leitte.

Museus

A programação nos museus de São Paulo, intensa e diversificada, tem foco nas lutas e no dia a dia da mulher.

No Museu da Imagem e do Som (MIS), já está em cartaz a mostra Tilda Swinton, que apresentará até domingo (8) filmes em homenagem aos 60 anos da premiada atriz britânica, com destaque para os longas-metragens Suspíria – A Dança do Medo, de Luca Guadagnino, e Expresso do Amanhã, do diretor Bong Joon-hoo.

Uma das atrações do Museu do Futebol para este sábado (7) é a visita educativa As Revoluções e Evoluções da Mulher no Futebol e na Sociedade, às 10h e às 11h. No evento, o público é convidado a refletir sobre os espaços conquistados pelas mulheres na sociedade e no futebol. Às 14h, a atividade Respeita a Moça homenageia atletas e personalidades femininas que se destacaram em vários esportes e testa os conhecimentos dos participantes, instigando-os a descobrir mais sobre elas.



No domingo, às 14h, a ação Mulheres de Ouro desafia os conhecimentos dos visitantes sobre as conquistas das mulheres nos esportes. Também às 14h, o jogo da memória De Frente com o Futebol Feminino vai estimular o raciocínio dos jogadores, que devem descobrir qual atleta seu adversário esconde. 

Na Casa das Rosas, a atração de hoje, às 15h, é o Expresso Poesia, com o stand-up poético, com apresentação de Jarid Arraes, uma das principais representantes da literatura contemporânea, cordelista, poeta e escritora. Domingo, às 15h, a musicista, atriz e produtora cultural Mariana Per lança seu primeiro disco, Salmos, Axés e Aleluias, obra que reúne composições da escritora Conceição Evaristo musicadas por Renato Gama, com estilo dançante.

Também hoje, às 13h30, o Museu da Imigração promove a ação Edit-a-Thon: Mulheres, Arte e Migração na Wikipédia, na qual os participantes conhecerão as ferramentas de edição de artigos da Wikipédia e poderão acessar as coleções da instituição que falam sobre mulheres, arte e migração.

Neste fim de semana, o Museu Catavento resgata, das 9h às 17h, a trajetória de sucesso da primeira investidora financeira do Brasil na contação de história Quem é Eufrásia?. A atividade lembra a trajetória de Eufrásia Teixeira Leite, que já estava no mercado financeiro em 1890. Nascida em 1850, em Vassouras, estado do Rio de Janeiro, Eufrásia operava nas três principais bolsas de Valores do mundo: Londres, Paris e Nova Iorque, além da brasileira.

Domingo, às 11h, o Museu da Casa Brasileira recebe a Traditional Jazz Band para mais uma edição do Música no MCB, em comemoração aos 55 anos da banda, com repertório formado por composições de grandes mestres da origem do jazz, como Fats Waller, King Oliver e Louis Armstrong.



No Paço das Artes, o público pode visitar a exposição Limiares, mostra inédita da artista Regina Silveira, uma das criadoras com maior presença na arte contemporânea brasileira. A exposição conta com obras criadas especialmente para o novo endereço da instituição, como Dobra: Banco de Jardim e Cascata.

Em Campos do Jordão, no Museu Felícia Leirner, hoje e amanhã, às 11h, a ação Escultura Não é Coisa para Mulher vai apresentar uma reflexão sobre o lugar da mulher na sociedade a partir da história da artista Felícia Leirner. No sábado, às 14h, os visitantes vão aprender a moldar e pintar seu próprio pavão na oficina de arte Figureiras de Taubaté.

No município de Brodowski, o Museu Casa de Portinari realiza, na quarta-feira (11), às 19h, a roda de conversa Arte como Agente Transformador, que vai abordar a maneira como as mulheres estão usando a arte para realizar mudanças e conscientizar sobre questões e tópicos relevantes em todo o mundo.

Bibliotecas e fábricas de cultura

Na Biblioteca de São Paulo, nos dias 13 e 27, às 16h30, o projeto Leitura ao Pé do Ouvido convida os frequentadores a escutar trechos de livros que falam de vivências femininas: no dia 13, O Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei, e, no dia 27, Um Buraco com Meu Nome, de Jarid Arraes.

A Biblioteca Parque Villa-Lobos promove domingo, às 14h, o Sarau das Mina Tudo!, um slam(poesia falada) de rimas faladas, com participação das premiadas poetas Kimani, Gih Trajano, Thata Alves, Anaya e Midria.

No dia 21, a Fábrica de Cultura Jaçanã promove o festival Mulher Artista Fest, das 12h30 às 18h30. A programação inclui: Diálogos de MulherMuito Mais Que Pinta e Bordalivepaint e bate-papo com artistas plásticas, grafiteiras e artesãs e Música Por Elas, com Guiomar Araújo e DaviDariloco, Lenny Fyah e MaySistah, Kaylane PCD, Kakau França, União Rastafeat Denise d’ Paula, DJ Naná Roots, Gabi Nyarai, Abigail e Pagu.

Na Fábrica de Cultura Jardim São Luís, será exibido na próxima sexta-feira (13), às 14h30, o documentário Mulheres Periféricas – Apoiadas por Mais de 500 Mil Manas, que aborda vivências de mulheres da periferia de São Paulo. 

Na terça-feira (10) , a Fábrica de Cultura Vila Curuçá promove a contação de histórias A Moça Tecelã e convida o público a conhecer a publicação, que apresenta trabalhos de outras artesãs, como as irmãs Dumont, que transformaram em fios artesanais os desenhos de Demóstenes.

A Fábrica de Cultura Itaim Paulista realiza hoje, às 11h, a atividade literária Mulheres Incríveis, baseada no livro 50 Brasileiras Incríveis para Conhecer Antes de Crescer, de Débora Thomé. A ação propõe que os participantes desenhem como imaginam que sejam as mulheres retratadas na obra.

Na Fábrica de Cultura Parque Belém, terça-feira, às 16h, será realizado o encontro de leitores Mulheres na Dramaturgia, que apresentará a produção de dramaturgas brasileiras contemporâneas como Dione Carlos, Ave Terrena, Silvia Gomez, Ângela Ribeiro, Carla Kinzo, Drika Nery, Solange Dias e Maria Adelaide Amaral.

Oficinas e teatro

Neste sábado, a Oficina Cultural Alfredo Volpi apresenta, às 15h, o Bloco Desculpa Qualquer Coisa, que exalta o protagonismo das mulheres LBT (lésbicas, bissexuais e transexuais) por meio da música. Às 16h, o Samba das Pretas aborda em seu repertório os problemas que as mulheres negras enfrentam no dia a dia.

E, na SP Escola de Teatro, pode ser visitada, até o dia 23 deste mês, a Mostra de Teatro de Objetos: Poéticas do Feminino. A atividade, que foi aberta no último dia 4, inclui debates, aula-espetáculo e montagens teatrais nas quais objetos são transformados em atrizes e atores, na Unidade Roosevelt da instituição. Todas as histórias apresentadas no evento abordam questões relacionadas ao feminino.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Mulher pode ser segunda vítima de síndrome

Segundo parentes, mulher esteve em BH e consumiu cerveja produzida pela Backer (Reprodução)


A Secretaria de Saúde de Pompéu (MG), a cerca de 170 quilômetros de Belo Horizonte, informou hoje (14) que uma mulher internada em um hospital da cidade com sintomas da síndrome neufroneural – que a Polícia Civil atribui ao consumo da cerveja pilsen Belorizontina, da Backer –, morreu no dia 28 dezembro.

A secretaria municipal trata o caso como mais uma ocorrência de intoxicação de consumidores da cerveja pela substância tóxica o dietilenoglicol, utilizada em sistemas de refrigeração devido a suas propriedades anticongelantes. A substância já foi encontrada em três lotes da cerveja Belorizontina.

Em nota, a secretaria municipal afirma que a mulher, cujo nome não foi divulgado, esteve em Belo Horizonte entre os dias 15 e 21 de dezembro. Segundo parentes da vítima, ela teria consumido a cerveja Belorizontina, da Backer, durante este período.

Se confirmado que a morte está associada à ingestão da cerveja, este será o segundo óbito decorrente da intoxicação pela bebida. Além disso, trata-se da segunda mulher a apresentar os sintomas da síndrome nefroneural – insuficiência renal aguda de evolução rápida (ou seja, que leva a pessoa a ser internada em até 72 horas após o surgimento dos primeiros sintomas) e alterações neurológicas centrais e periféricas que podem provocar paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, alteração sensório, paralisia, entre outros sintomas.

Consultada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais afirma que ainda não foi oficialmente notificada da ocorrência. Por isso, segue contabilizando apenas uma morte entre os 17 casos de internação já notificados. A secretaria de saúde de Pompéu afirma que já notificou o caso ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-MG).

Cervejaria Backer

Desde que as suspeitas de contaminação das cervejas Belorizontina vieram a público, a cervejaria Backer afirma que não utiliza dietilenoglicol em sua fábrica. Em nota divulgada nesta segunda-feira (13),a Backer promete prestar a ajuda necessária aos pacientes e suas famílias.

“A empresa prestará o suporte necessário, mesmo antes de qualquer conclusão sobre o episódio. Desde já, se coloca à disposição para o que eles precisarem”, informa a cervejaria, garantindo colaborar, “sem restrições”, com as investigações. E tomando as medidas necessárias à apuração do que aconteceu. “Na semana passada, solicitamos uma perícia independente e aguardamos pelos resultados.”

Ministério da Agricultura

Ontem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou que a Cervejaria Backer retire de circulação todas as suas cervejas e chopes produzidos desde outubro do ano passado até o dia 13 do mês corrente. A suspensão da venda se manterá até que fique assegurado que os outros produtos da Backer não estão contaminados. “A medida é para preservar a saúde dos consumidores”, informou o ministério.

Investigação

A Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese, nem mesmo a suspeita de que um ex-funcionário demitido pela Backer possa ter agido por vingança. “Não posso afirmar se foi uma sabotagem ou um erro. Ainda não é o momento da investigação para isso”, disse o delegado Flávio Grossi. “Hoje, o que afirmamos é que os elementos tóxicos encontrados nas garrafas [de cerveja], no sangue das vítimas e dentro das empresas [provém] de produtos em comum. Crime acreditamos que houve. Por isto instauramos um inquérito policial”, disse o delegado.

Por  Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Sarampo mata mais duas pessoas no Estado

Por Camila Bohem

(Reprodução)

Mais duas mortes por sarampo foram confirmadas hoje (25) na capital paulista, de acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo. As vítimas são uma mulher de 31 anos sem histórico de vacinação e um bebê do sexo masculino de 26 dias.

Até o momento, foram confirmadas cinco mortes provocadas doença no estado. No final de agosto, foram confirmadas três vítimas: um homem de 42 anos, da capital, sem histórico de imunização contra a doença, e dois bebês – uma menina de 4 meses, de Osasco, e um garoto de 9 meses, também da cidade de São Paulo.

O Centro de Vigilância Epidemiológica estadual monitora a circulação do vírus. Este ano, até o momento, 5.139 casos foram confirmados em São Paulo, sendo que, desses, 56,3% se concentram na capital, onde foram contabilizados 2.897 casos.

Segundo a secretaria, o Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos com idade entre 1 ano e 29 anos recebam duas doses da vacina contra o sarampo. Acima dessa faixa etária, até 59 anos, é preciso receber uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos porque considera-se que esse público potencialmente teve contato com o vírus no passado.

A recomendação para mães de crianças com idade inferior a 6 meses é evitar exposição a aglomerações, manter a higienização adequada e a ventilação de ambientes e que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite e manchas brancas na mucosa bucal.

INSS deve pagar afastamento por violência doméstica, decide STJ

Por André Richter

(Arquivo/Agência Brasil)

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu hoje (18) que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve pagar auxílio para a mulher que precisar se afastar do trabalho devido à violência doméstica. Pelo entendimento, a situação está prevista na Lei da Maria da Penha e justifica o recebimento do benefício.

A decisão não é definitiva e foi tomada em um processo específico, mas a tese deve valer para outros casos idênticos que chegarem à Sexta Turma. Ainda cabe recurso da decisão.

Por unanimidade, o colegiado seguiu o voto proferido pelo ministro Rogério Schietti Cruz. Segundo o magistrado, a Lei Maria da Penha definiu que a vítima de violência doméstica pode ficar afastada do trabalho por até seis meses, no entanto, não definiu se o empregador ou a Previdência Social devem continuar pagando o salário da trabalhadora durante a manutenção do vínculo trabalhista. A manutenção do emprego por seis meses é uma das medidas protetivas que foram criadas pela norma e que podem ser decretadas por um juiz.

Pelo entendimento do ministro, o INSS deve custear o afastamento diante da falta de previsão legal sobre a responsabilidade do pagamento. “Assim, a solução mais razoável é a imposição, ao INSS, dos efeitos remuneratórios do afastamento do trabalho, que devem ser supridos pela concessão de verba assistencial substitutiva de salário, na falta de legislação especifica para tal”, decidiu o ministro.

O caso específico envolveu uma mulher que recorreu de uma decisão da Justiça de São Paulo que negou pedido de medida protetiva de afastamento do emprego, por entender que a competência para decidir a questão seria da Justiça Trabalhista. Pela decisão do STJ, casos semelhantes devem ser decididos pela Justiça comum.

Agressor de mulher terá que pagar custos médicos

(Ilustração/Governo Federal)

O agressor de violência doméstica terá que ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) os custos médicos e hospitalares com o atendimento à vítima de suas agressões. A Lei nº 11.340, que estabelece a responsabilização, sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (18).

De acordo com o texto, “aquele que, por ação ou omissão, causar lesão, violência física, sexual ou psicológica e dano moral ou patrimonial a mulher fica obrigado a ressarcir todos os danos causados, inclusive ao Sistema Único de Saúde (SUS)”. Os recursos arrecadados vão para o Fundo de Saúde do ente federado responsável pelas unidades de saúde que prestarem os serviços de atendimento à vítima de violência doméstica.

 O documento diz ainda que os custos com o uso de casas de abrigo e de dispositivos eletrônicos de monitoramento também deverão ser ressarcidos pelo agressor. A portaria determina ainda que os bens da vítima de violência doméstica não podem ser usados pelo autor da agressão para o pagamento dos custos e nem como atenuante de pena ou comutação, de restrição de liberdade para pecuniária.

Segundo o projeto Relógios da Violência do Instituto Maria da Penha (IMP), a cada 7,2 segundos uma mulher sofre agressão física no Brasil.