Vídeo: Conheça a história do Museu Nacional

A série Expedições, da TV Brasil, registrou a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de História Natural e Antropologia da América Latina, o Museu Nacional.

Fundado por D. João VI, em 1818, no Campo de Santana, centro da cidade do Rio de Janeiro, o Museu Nacional ocupa, atualmente, a Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão. O local atrai, anualmente, cerca de um milhão e meio de visitantes.

A instituição foi incorporada à Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1946, e hoje desenvolve pesquisas em Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, Vertebrados e Invertebrados.

O prédio é o antigo Palácio da Família Imperial Brasileira, que muito contribuiu para a formação de um acervo rico e diversificado. Verdadeiro mosaico do conhecimento humano. Paula Saldanha e Roberto Werneck registram fragmentos desse acervo colossal. Apenas três mil, de uma coleção científica de mais de vinte milhões de itens, estão expostos nos salões da Quinta.

A história do Museu é contada com o auxilio requintado de importantes cientistas, como o paleontólogo Alexandre Kellner, que liderou uma recente expedição à Antártica; Marcelo Carvalho, vice-diretor do museu; Thereza Baumann, assessora de direção; e o geólogo Renato Cabral Ramos.

O programa Expedições convida o telespectador a conhecer as coleções do museu e viajar através da história do Brasil, do mundo e até mesmo do Universo. De dinossauros a meteoritos, passando por Imperadores e cientistas. Um verdadeiro patrimônio científico e cultural da população.

*Com informações da Agência Brasil

*Produção RW Cine

Museu Nacional: Veja fotos de peças de dinossauro destruídas pelo fogo

Uma das salas destruídas pelo incêndio no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, guardava peças do dinossauro Maxakalisaurus topai. Com 13 metros de cumprimento, da cauda à cabeça, o bicho está entre os maiores dinossauros do país e o foi o primeiro de grande porte a ser montado no Brasil. Ficou em exibição desde 2006, no entanto, no fim de 2017, um ataque de cupins destruiu a estrutura de sustentação do esqueleto e a exibição teve de ser fechada. 

Em maio, uma reportagem a Agência Brasil mostrou que parte das peças maiores, do fêmur e costelas, por exemplo, está amontoada em um canto da sala. Outras, menores, em caixas.

No segundo piso, a sala exibia também réplicas de animais que conviveram no mesmo período, no Brasil, como pterossauros, jacarés extintos, invertebrados e plantas.

O Maxakalisaurus era herbívoro (só comia plantas), pesava até 9 toneladas e viveu no período Cretáceo, há mais de 80 milhões de anos, na região onde fica hoje o município de Prata, em Minas Gerais. A reconstrução completa do réptil, com ossos feitos de resina, ficava à mostra junto com alguns fósseis reais do bicho, que por serem frágeis, estão guardados.

Uma campanha na internet chegou a arrecadar R$ 30 mil para reabrir a sala para visitação. Veja as fotos de Fernando Frazão, da Agência Brasil.

 

*com informações da Agência Brasil

 

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“Pouco restará” do Museu Nacional, diz diretor

Renata Giraldi/Agência Brasil

(Tânia Rego/Agência Brasil)

O diretor de Preservação do Museu Nacional do Rio de Janeiro, João Carlos Nara, afirmou à Agência Brasil que o incêndio causa um “dano irreparável” ao acervo e às pesquisa nacionais. Ele acompanha de perto o trabalho dos bombeiros no local e disse que “pouco restará”, após o controle das chamas.

“Infelizmente a reserva técnica, que esperávamos que seria preservada, também foi atingida. Teremos de esperar o fim do trabalho dos bombeiros para verificar realmente a dimensão de tudo”, afirmou o arquiteto e historiador.

De acordo com João Carlos Nara, a equipe de administração do Museu Nacional aguardava o fim do período eleitoral para iniciar as obras de preservação da infraestrutura do prédio.

“É tudo muito antigo. O sistema de água e o material, tudo tem muitos anos. Havia uma trinca nas laterais. Isso é ameaça constante”, disse o diretor.

Inconformado com o incêndio, João Carlos Nara lamentou que os investimentos sejam destinados a outras causas no país. “Gastam milhões em outros projetos”, reagiu.

Os bombeiros confirmaram que não há vítimas. O museu estava fechado para visitação no momento em que o incêndio começou. E quatro seguranças que estavam no local conseguiram escapar.

O edifício histórico de 200 anos foi afetado pelo incêndio por volta das 19h30 deste domingo. Bombeiros de 13 batalhões trabalharam no combate às chamas.

Investimentos

Em junho, o  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou contrato de financiamento no valor de R$ 21,7 milhões para apoio à restauração e requalificação do Museu Nacional. Os recursos compõem a terceira fase do Plano de Investimento para a revitalização do Museu Nacional, num total de R$ 28,5 milhões.

O objetivo é aplicar os recursos na recuperação física do prédio histórico; a recuperação de acervos — de modo a garantir mais segurança às coleções e otimizar o trabalho dos pesquisadores —; a recuperação de espaços expositivos — estimulando maior atração de público e promoção de políticas educacionais vinculadas a seus acervos —; a revitalização do entorno do museu; e o fortalecimento da instituição gestora.

(Tânia Rego/Agência Brasil)

Reações

O presidente Michel Temer lamentou o incêndio que atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro. Em nota, ele lembrou que foram “perdidos 200 anos de trabalho, pesquisa e conhecimento”. Temer classificou o episódio como perda “incalculável”.

“Incalculável para o Brasil a perda do acervo do Museu Nacional. Hoje é um dia trágico para a museologia de nosso país. Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento.”

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, classificou como “imensa tragédia” o incêndio no Museu Nacional do Rio e disse que o dia é de “luto”. Em nota, ele lembrou que o local é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e que reúne um “acervo fabuloso”.

Em nota, Sá Leitão ressaltou que foi assinado, em junho, um contrato de patrocínio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 21,7 milhões.

“Tenho procurado ajudar a instituição desde que entrei no MinC. O Instituto Brasileiro de Museus realizou diversas ações”, informa a nota.

O ministro da Educação, Rossiele Soares, afirmou que não serão medidos esforços para auxiliar a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para recuperar o patrimônio atingido pelo incêndio no Museu Nacional, que fica na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.

Em nota, o MEC lamentou o episódio. “O Ministério da Educação lamenta o trágico incêndio ocorrido neste domingo no Museu Nacional do Rio de Janeiro, criado por DomJoão VI e que completa 200 anos neste ano.”

Rossiele Soares reiterou o empenho e apoio à UFRJ. “O MEC não medirá esforços para auxiliar a UFRJ no que for necessário para a recuperação desse nosso patrimônio histórico.”

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, disse em uma rede social que é um “trágico incidente que destruiu um palácio marcante da nossa história” e defendeu que o país reconstrua o Museu “ainda que não seja o original continuará a ser para sempre a lembrança da família imperial”.

A Fundação Roberto Marinho também se posicionou em nota. “Estamos devastados diante dessa tragédia, que consumiu parte gigantesca da nossa História”. A fundação finalizou dizendo que “perde o Brasil, perde o mundo.”

História

O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do Brasil. É um dos museus de ciência de referência no mundo. Foi fundado em 1818.

Inicialmente instalado no Campo de Santana, o Museu foi posteriormente transferido para o Palácio de São Cristóvão, monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e situado na Quinta da Boa Vista, um dos mais importantes parques urbanos do Rio. Antes de abrigar o Museu Nacional, o Palácio de São Cristóvão foi residência das famílias real portuguesa e imperial brasileira.

 

*Colaborou Mario Toledo, do Rio de Janeiro.

*Atualizado às 0h03