Envolvido no desabamento de prédio no Rio é preso

Por  Vladimir Platonow 

[masterslider id=”39″]

A Polícia Civil prendeu, na noite de sábado (18), um dos envolvidos no desabamento de um prédio na comunidade da Muzema, em Jacarepaguá. Rafael Gomes da Costa era procurado pela venda de apartamentos no edifício que desabou no dia 12 de abril, deixando 24 mortos.

Segundo nota divulgada pela assessoria da Polícia Civil, Rafael foi capturado do bairro do Leblon, durante diligências com a intermediação de seu advogado e a delegada Adriana Belém, da 16ª Delegacia de Polícia (Barra), responsável pelas investigações.



Rafael vai responder pelo crime de homicídio qualificado multiplicado por 24 vezes, além de ser investigado por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Outras duas pessoas continuam foragidas: José Bezerra de Lima, o Zé do Rolo, e Renato Siqueira Ribeiro.

A polícia suspeita de que a construção do prédio que desabou, e outros construídos sem licenciamento na região da Muzema, seja feita pela atuação, direta ou indireta, da milícia que atua na localidade.

Mulher que havia sobrevivido a queda dos prédios morre no Rio

Por Akemi Nitahara

[masterslider id=”39″]

Morreu hoje (22) Adilma Ramos Rodrigues, de 35 anos, vítima do desabamento de dois edifícios na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, no dia 12.

Com isso, sobe para 24 o número de mortes. Há sete sobreviventes.

Adilma estava internada em estado grave no Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas foi transferida na noite de quinta-feira (18) para a rede privada, a pedido da família, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde.
 
Em nota, o Hospital Unimed-Rio informou que ela foi admitida na unidade no dia 18, “após ser vítima de politraumatismo e passar por prévias abordagens, incluindo parada cardíaca por 10 minutos em outra instituição”.
 
Segundo o hospital, ela permaneceu sedada, entubada, em ventilação mecânica e com “uso de amina vasopressora e diálise contínua”.

Na noite do dia 19 a paciente apresentou “quadro de sepse, com hemoculturas positivas”, ou seja, infecção generalizada, o que foi piorado com grave alteração no sangue, chamada de discrasia sanguínea, e disfunção hepática.
 
Na noite de ontem, Adilma teve insuficiência respiratória, chamada tecnicamente de “síndrome de desconforto respiratório e hipoxemia refratária”, culminando no óbito às 4h40 da madrugada de hoje.
 
Adilma era casada com o pastor Cláudio Rodrigues, de 40 anos, que foi a primeira vítima do desabamento. Ele foi enterrado no dia 14, no Cemitério do Pechincha, na região de Jacarepaguá, também na zona oeste.
 
A filha do casal, Clara Rodrigues, de 10 anos, também ficou ferida na tragédia, mas teve alta nos primeiros dias.

Duas vítimas continuam internadas. Paloma Paes Leme, de 44 anos, e o filho dela, Rafael, de 4 anos, estão na Unidade Intermediária Pediátrica do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, com quadro clínico estável.

Última vítima em desabamento de prédios é encontrada

Por  Akemi Nitahara

[masterslider id=”39″]

As equipes de resgate do Corpo de Bombeiros encontraram, nos primeiros minutos de hoje (21), o corpo da última vítima desaparecida no desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, no último dia 12. Com isso, o número de mortos na tragédia chega a 23. Há oito sobreviventes.

Segundo os bombeiros, o último corpo encontrado é de uma mulher. Na tarde de ontem foram resgatados os corpos de dois meninos. Ao todo, morreram no desabamento cinco homens, sete meninos, dez mulheres e uma meninas. Em nota, a corporação informou que foram mais de 200 horas ininterruptas de buscas.

Dois oito feridos, três permanecem internados. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a vítima que estava no Hospital Lourenço Jorge foi transferida para um hospital da rede particular a pedido da família.

A secretaria informou que Paloma Paes Leme, internada no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, foi transferida na noite de quinta-feira (18) para um leito ao lado do filho, Rafael, também sobrevivente do desastre. Os dois estão na Unidade Intermediária Pediátrica e apresentam quadro clínico estável.



Máquinas

Desde a tarde de sábado (19), o trabalho de resgate passou a utilizar máquinas capazes de erguer as lajes que desabaram, possibilitando aos bombeiros acessar locais não vasculhados com o trabalho manual.

A prefeitura anunciou que vai demolir imediatamente pelo menos três prédios no condomínio Figueiras do Itanhangá, que ficam ao lado dos dois que desabaram. Mais 15 prédios poderão ser demolidos também, pois não têm licença de construção.

Investigação

A delegada Adriana Belém, da 16ª Delegacia Policial (DP) da Barra da Tijuca, decretou na sexta-feira (19) a prisão de três acusados de envolvimento nas construções que desabaram: José Bezerra de Lima, o Zé do Rolo; Renato Siqueira Ribeiro; e Rafael Gomes da Costa.

Os três são acusados de homicídio por dolo eventual e são considerados foragidos da Justiça. De acordo com a Polícia Civil, Zé do Rolo teria construído os prédios enquanto os outros dois seriam corretores informais encarregados da venda dos imóveis. Eles foram reconhecidos por testemunhas ouvidas na 16ª DP.

Encontrados corpos de duas crianças em prédios que desabaram

Por  Vladimir Platonow 

Dois corpos de crianças, do sexo masculino, foram resgatados, neste sábado (20), dos escombros dos dois edifícios que ruíram na comunidade da Muzema. A informação foi divulgada pela assessoria do Corpo de Bombeiros. Agora, falta localizar uma pessoa que está desaparecida.

Com os dois corpos encontrados hoje, sobe para 22 o número de mortos no desabamento dos prédios, que caíram na manhã do último dia 12. O Corpo de Bombeiros não informou o nome dos dois meninos retirados dos escombros.

Máquinas

O terreno em frente ao desabamento está sendo preparado para o acesso de máquinas de maior porte, incluindo um guindaste com capacidade de levantar as lajes de concreto, a fim de dar acesso aos bombeiros a locais ainda não vasculhados.

A prefeitura do Rio já adiantou que vai demolir imediatamente três prédios ao lado dos imóveis que desabaram, assim que terminarem os trabalhos de resgate. Outros 15 prédios poderão ser demolidos também, pois não contam com licença de construção.

Prisões

Três responsáveis pelos dois prédios que caíram tiveram prisão decretada pela Justiça sexta-feira (19), mas não foram detidos até o momento e são considerados foragidos.

A Polícia Civil investiga o envolvimento dos três com as milícias, que dominam a construção e venda de prédios irregulares nas comunidades, em solos frágeis e sem projetos de engenharia nem redes de água ou luz legalizadas.

[masterslider id=”39″]

Polícia procura três foragidos ligados aos prédios que desabaram

Por  Vladimir Platonow 

(Centro de Operações da Prefeitura/Reprodução)

A delegada Adriana Belém, titular da 16ª Delegacia de Polícia (Barra), pediu e a Justiça decretou a prisão temporária de três pessoas ligadas ao desabamento dos dois edifícios na comunidade da Muzema, que já deixou 20 mortos confirmados e três moradores ainda desaparecidos.

Ela explicou que o pedido à Justiça só foi possível a partir dos depoimentos de algumas testemunhas, ocorridos quinta-feira (18), que reconheceram os três: o construtor José Bezerra Lira, o Zé do Rolo, e os vendedores Rafael Costa e Renato Ribeiro. Todos foram indiciados por homicídio com dolo eventual, por 20 vezes (número de mortos até o momento). Os três já são considerados foragidos por não terem se apresentado à Justiça, segundo a Polícia Civil.

“Nós tínhamos a informação de que seriam eles. Ontem foi o nosso primeiro contato com as vítimas, que em princípio resistiam, por motivos óbvios, mas confiaram no nosso apelo, foram lá e reconheceram. Nós pedimos a prisão desses três, que foram efetivamente reconhecidos, como o construtor e dois vendedores”, explicou a delegada.

A Muzema é uma área na zona oeste, em Jacarepaguá, controlada por milícias, que promovem a construção irregular e ilegal de imóveis, em áreas ambientais, sem nenhuma autorização da prefeitura nem engenheiro responsável. O solo na região é arenoso e os dois prédios desabaram no início da manhã do dia 12, poucos dias depois que uma chuvarada atingiu fortemente a cidade.

De acordo com a Polícia Civil, o envolvimento dos acusados com a milícia está sendo investigado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Sobe para 20 o número de mortos em desabamento de prédios

Por Vitor Abdala

[masterslider id=”39″]

Os bombeiros resgataram na manhã de hoje (18) o corpo de uma mulher dos escombros dos prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Com isso, o número de mortos no desastre chega a 20 pessoas. Oito pessoas ficaram feridas.

O Corpo de Bombeiros busca por pelo menos três desaparecidos nos escombros. Os dois prédios desabaram na manhã de 12 de abril.

Os edifícios não tinham autorização da prefeitura e tiveram suas obras embargadas em novembro do ano passado. A Polícia Civil investiga agora os responsáveis pela obra e pela venda dos imóveis.

Número de mortos no desabamento de prédios no Rio chega a 16

Por Akemi Nitahara 

O Corpo de Bombeiros retirou antes do meio-dia o corpo de uma menina dos escombros do local do desabamento de dois prédios no condomínio Figueiras do Itanhangá, na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro. Com isso, sobe para 16 o número de vítimas fatais. Ainda são procuradas oito pessoas.

Das 24 pessoas encontradas desde sexta-feira (12), dez foram retiradas com vida, mas duas morreram no hospital. Dos feridos, três vítimas permanecem internadas em hospitais da rede municipal.

Atuam no local bombeiros de diversos quartéis. Desde o dia do desabamento, as equipes estão no local com mais de 100 militares, cães farejadores, drone, helicópteros, ambulâncias e viaturas de recolhimento de cadáveres.

Equipes da prefeitura também ajudam na atenção às vítimas e aos parentes e na conservação e remoção de entulhos na região do Itanhangá, local muito afetado pelas fortes chuvas que caíram na cidade na semana passada.

*Atualizado 13h07

[masterslider id=”39″]

Sobe para 11 as vítimas de desabamentos no Rio

Por Akemi Nitahara

Equipes que atuam na busca e resgate de pessoas após o desabamento dos dois prédios na comunidade da Muzema, continuam as buscas (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Na manhã de hoje (15) às 10h30 foi retirado mais um corpo dos escombros dos dois prédios que desabaram na sexta-feira na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro. As equipes de busca não confirmaram se era homem ou mulher.

Com isso sobe para 11 o número de mortos na tragédia e 13 pessoas estão desaparecidas. Dos oito sobreviventes, quatro permanecem internados, sendo três do  Hospital Miguel Couto e uma mulher no Lourenço Jorge. Ela está em estado grave. Outras duas pessoas que foram resgatadas com vida não resistiriam aos ferimentos e morreram no hospital.

Antes das 9h houve troca de turno nas equipes de busca. O local do desabamento, que é a última rua do condomínio Figueiras do Itanhangá, permanece parcialmente interditado. Um total de 13 prédios foram interditados e os moradores só podem entrar por poucos minutos, para retirar alguns pertences. Segundo moradores, a Defesa Civil os informou que a área ficará interditada enquanto os trabalhos de busca estiveram acontecendo.

[masterslider id=”39″]

*Atualizado às 11h30

Sobe para nove total de mortos em desabamento no Rio

Buscas seguem sem interrupção na comunidade da Muzema, no Rio de Janeiro (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Com a retirada de mais dois corpos dos escombros, subiu para nove o número mortos no desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro. Na noite de ontem (13), os bombeiros retiraram o corpo de uma mulher adulta e de uma criança do sexo masculino.

Ao todo, foram retiradas 17 pessoas dos escombros, sendo sete já sem vida. Outras duas pessoas que foram socorridas e hospitalizadas não resistiram aos ferimentos: um homem de 41 anos e um adolescente de 12. Os bombeiros trabalham hoje (14) com a estimativa de que ainda há 15 desaparecidos sob o que restou dos prédios.

O trabalho de salvamento ocorre ininterruptamente desde a tragédia, que ocorreu na manhã de sexta-feira. Mais de 100 bombeiros se revezam no salvamento, que conta com cães farejadores e um drone.

Construção é irregular

Peritos da Polícia Civil estiveram no local ontem para investigar o desabamento. O caso foi registrado na 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca)

Construídos de forma irregular em uma área de encosta, os prédios vieram abaixo depois de uma semana de chuva intensa no Rio de Janeiro. Para hoje, o centro de operações da prefeitura do Rio prevê a possibilidade de mais chuva de moderada a forte na parte da tarde.

Os prédios estavam interditados pela prefeitura, que afirmou que a área é controlada por uma milícia, o que dificulta o trabalho de fiscalização. O município afirmou que três prédios no mesmo condomínio devem ser demolidos.

[masterslider id=”39″]

Morre menino resgatado com vida de desabamento

Por Vinícius Lisboa

[masterslider id=”39″]

O Corpo de Bombeiros continua as buscas por desaparecidos nos escombros do Condomínio Figueiras do Itanhangá, na comunidade da Muzema, onde dois prédios desabaram ontem (12). Os bombeiros retiraram mais dois corpos na madrugada de hoje (13) até as 5h. Com isso, chega a sete o número de mortos, sendo cinco corpos retirados dos escombros e suas pessoas que morreram em hospitais depois de terem sido resgatadas com vida. 

O menino Hilton Guilherme, de 12 anos, morreu durante a madurgada quando passava por uma cirurgia no Hospital Municipal Miguel Couto. Os pais dele continuam desaparecidos. O pastor Cláudio José de Oliveira Rodrigues, 41 anos, foi levado para o Hospital da Unimed, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos múltiplos ferimentos e morreu no início da tarde dessa sexta-feira (12). Ele sofreu traumatismo craniano e deu entrada no hospital em estado gravíssimo, com politraumatismo e múltiplas lesões torácicas.

Cerca de 100 militares atuam na tragédia, da qual dez pessoas foram resgatadas com vida, sendo quatro homens, três mulheres, dois menores de idade do sexo masculino e uma menor de idade do sexo feminino.

Os bombeiros trabalham com a possibilidade de 12 pessoas desaparecidas e utilizam cães farejadores, drone, helicópteros, ambulâncias e viaturas de recolhimento de cadáveres nas buscas.

Segundo a Prefeitura do Rio, os prédios foram construídos irregularmente em uma área controlada por milícias. O município já havia interditado os edifícios de cinco andares duas vezes e deve demolir ao menos mais três prédios por não oferecerem segurança aos moradores.

*Fotos de Fernando Frazão/Agência Brasil e Reprodução